terça-feira, agosto 11, 2026

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Plataforma AgroBrasil+Sustentável será lançada oficialmente pelo Mapa



Integrar informações de bancos de dados e instituições governamentais sobre a produção agropecuária sustentável no Brasil de forma rastreável e confiável. Essa é a proposta da plataforma AgroBrasil+Sustentável, elaborada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e que será lançada oficialmente pela pasta na próxima quinta-feira (19), em Brasília.

A iniciativa tem como premissa o atendimento das exigências do mercado europeu, sendo uma resposta direta à Lei Antidesmatamento da União Europeia, que entraria em vigor em janeiro de 2025 e foi adiada pelo parlamento do bloco. A legislação deve proibir a importação de commodities agrícolas provenientes de áreas desmatadas ilegalmente.

De acordo com o Mapa, a plataforma reúne informações sobre a origem dos produtos, as práticas agrícolas utilizadas e os impactos ambientais.

“Nossa primeira motivação para a elaboração da Plataforma foi poder retratar, com exatidão, a sustentabilidade do agronegócio brasileiro e, com isso, desfazer a imagem negativa do país, uma vez que lá fora se costuma relacionar, erroneamente, nosso progresso com o desmatamento. A segunda seria mitigar o efeito da Lei Antidesmatamento, no que se refere à exclusão do pequeno produtor, o que é muito preocupante do ponto de vista da desigualdade e da questão de oportunidade ao longo do tempo”, relata a secretária da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) do Mapa, Renata Miranda.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como tratar a estria vermelha na cana-de-açúcar?



“A estria vermelha é um desafio para a cultura da cana-de-açúcar”



A  prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas
A prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas – Foto: Canva

A estria vermelha é um desafio significativo para a cana-de-açúcar, especialmente em regiões com condições climáticas favoráveis, como nas primeiras chuvas, quando a cultura está em seu estágio de maior desenvolvimento. Essa doença pode comprometer a produtividade e a qualidade do canavial, resultando em grandes perdas para os produtores.

De acordo com Jhenyfer Ferreira, engenheira agrônoma da Agrivalle Brasil, a prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas como o TWIXX-A. Este produto é composto por duas bactérias que atuam de forma complementar, oferecendo um controle eficiente das doenças foliares que afetam a cana-de-açúcar.

O TWIXX-A é um biofungicida multissítio, ou seja, age em diferentes locais do patógeno, potencializando seu efeito no controle da estria vermelha. Além disso, por ser biológico, oferece menores impactos ambientais e maior segurança para os trabalhadores.

Jhenyfer destaca a importância de aplicar o TWIXX-A nas primeiras chuvas, garantindo proteção à cultura durante seu ciclo de desenvolvimento. O uso desse produto representa uma solução sustentável e eficiente para o manejo de doenças foliares, ajudando a proteger a produtividade do canavial.

“A estria vermelha é um desafio para a cultura da cana-de-açúcar principalmente em áreas com condições climáticas favoráveis, como no período de maior desenvolvimento da cultura que inicia nas primeiras chuvas. Para evitar perdas de produtividade e qualidade no canavial o posicionamento do biofungicida como o TWIXX-A é essencial para a prevenção e controle da doença e entre outras doenças foliares que agridem a cultura. Twixx-A um produto multissítio com duas bactérias que atuam de forma complementar para o controle das doenças foliares”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

 





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Exportação do agro cai 0,3%, mas atinge segundo melhor desempenho da história


A exportação do agronegócio brasileiro alcançou US$ 152,63 bilhões de janeiro a novembro deste ano, representando queda de 0,3% em comparação com igual período de 2023 (US$ 153,06 bilhões), de acordo com comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Apesar da queda, foi o segundo melhor desempenho já registrado na série histórica. A redução de 5,2% no índice de preços internacionais foi parcialmente compensada pelo aumento de 5,2% no volume exportado, diz a pasta.

A importação do agronegócio no período aumentou 16,9%, passando de US$ 15,21 bilhões em 2023 para US$ 17,79 bilhões neste ano. Assim, o saldo da balança comercial do setor registra queda de 2,18%, saindo de US$ 137,85 bilhões de janeiro a novembro do ano passado para US$ 134,85 bilhões este ano.

O setor de carnes foi o principal destaque do mês, com um recorde histórico de exportações para novembro, atingindo US$ 2,45 bilhões (+30,2%). A carne bovina foi o principal produto, com US$ 1,23 bilhão (+29,9%), seguida pela carne de frango (US$ 876,92 milhões, +31,8%) e pela carne suína (US$ 289,40 milhões, +30,8%). Esse crescimento foi impulsionado por maiores volumes exportados e preços médios mais altos.

As exportações de café também alcançaram um recorde histórico para novembro, com US$ 1,47 bilhão (+84,4%), impulsionadas por um aumento de 21,8% no volume exportado e de 51,4% nos preços internacionais.

A União Europeia, Estados Unidos e México foram os principais destinos do café verde brasileiro. Já os produtos florestais cresceram 29,1%, totalizando US$ 1,51 bilhão, liderados pela celulose, com US$ 877,34 milhões em receitas.

Em contrapartida, o complexo soja teve uma retração de 50,3%, com exportações de US$ 1,86 bilhão, em virtude da quebra de safra e redução nos estoques. O milho também apresentou queda, totalizando US$ 967,89 milhões (-41,7%) devido à redução de 36,2% na quantidade embarcada.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,54 bilhão em novembro de 2024, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais itens importados estão trigo (US$ 102,16 milhões; +21,2%) e salmões (US$ 76,05 milhões; +14,1%).

Expectativas para 2025

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, os resultados da diversificação de mercados e produtos começam a aparecer de forma concreta na balança comercial.

“Os produtos menos tradicionais da pauta exportadora incrementaram 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com as boas perspectivas de safra para 2025, a continuidade das aberturas de novos mercados, a maturação comercial das aberturas já realizadas e a intensificação das ações de promoção comercial com uma série de novos instrumentos, esperamos ainda mais avanços qualitativos e quantitativos nas exportações do agronegócio brasileiro”, informou.



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Exportação de farelo é o grande destaque do complexo soja


Faltando menos de 15 dias para o fim do ano, o mercado de soja no Brasil vive um cenário de contrastes. Enquanto o farelo de soja se destaca com aumento nas exportações, o grão e o óleo devem encerrar 2024 com queda nos embarques.

A redução é reflexo principalmente da menor produção e da crescente demanda interna para o biodiesel. As exportações totais de soja devem ficar 3 milhões de toneladas abaixo das 99 milhões embarcadas em 2023, embora ainda assim representem um bom volume.

Foto: Agoexport

A diminuição nas exportações do grão está diretamente ligada à safra menor, que registrou 147 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos do que na safra anterior. Além disso, a demanda interna por soja para a produção de biodiesel tem absorvido entre 20 e 25 milhões de toneladas, o que reduz ainda mais a disponibilidade do grão para exportação.

Foto: Agoexport

Por outro lado, o farelo de soja se destaca como um dos principais produtos do complexo soja. Com investimentos expressivos na indústria de esmagamento, o Brasil tem conseguido exportar mais farelo, que agrega maior valor à soja. As exportações de farelo de soja devem superar 23 milhões de toneladas, batendo um novo recorde e evidenciando um crescimento de 6 milhões de toneladas nos últimos cinco anos. Esse aumento reflete o esforço da agroindústria brasileira para agregar valor ao produto.

Foto: Agoexport

No entanto, o óleo de soja enfrenta um cenário negativo, com uma queda acentuada nas exportações. Até o momento, foram embarcadas 1,31 milhão de toneladas de óleo, contra 2,33 milhões em 2023, o que representa uma queda e retorna aos níveis de 2020. Esse recuo é atribuído à mudança nas demandas globais, especialmente devido à crise energética na Europa, que afetou a compra de óleo.

Essa dinâmica do mercado de soja impacta diretamente a balança comercial brasileira. Em 2023, o agronegócio brasileiro exportou 167 bilhões de dólares, com 40% desse total vindo do complexo soja. Para 2024, a expectativa é que a receita cambial do agronegócio caia para 150 bilhões de dólares, com a queda nas exportações e nos preços pagos pelo grão, farelo e óleo de soja.



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Vinho do humorista Danilo Gentili tem venda suspensa por satirizar bebida de R$ 40 mil



Criado pelos humoristas Danilo Gentili, Oscar Filho e Diogo Portugal, o vinho “Putos”, produzido em Portugal, acaba de ter a sua comercialização suspensa pela Justiça de São Paulo.

O motivo: satirizar o rótulo do Château Petrus, bebida francesa cuja garrafa custa mais de R$ 40 mil no Brasil.

De acordo com informação do colunista do UOL Rogério Gentile, a juíza Larissa Tunala considerou que o rótulo “desabona e imita” a marca europeia, associando-a a uma expressão considerada obscena. A decisão determina ainda uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Para as empresas responsáveis pela distribuição da bebida, a Porto a Porto e Casa Flora, a marca criada pelo trio possui elementos originais, incluindo caricaturas dos humoristas, o que torna impossível a associação indevida por parte dos consumidores, não havendo, assim, concorrência desleal.

“O Putos é destinado a um consumidor de menor poder aquisitivo e que nem sequer conhece a existência do Petrus, cujo acesso é limitado a um grupo muito seleto, com produção extremamente baixa”, diz a defesa.

Vinho pegou ‘carona’

Porém, a magistrada não aceitou a argumentação e apontou que houve “carona” no prestígio da marca Petrus para promover o vinho “Putos”, mesmo com as alterações feitas no rótulo após notificações.

Assim, de acordo com o colunista do UOL, a decisão impede a venda, distribuição e armazenamento de qualquer produto com rótulo semelhante ao do Petrus. As empresas ainda podem recorrer, mas precisam cumprir a sentença imediatamente, sob pena de multa.



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Oeste da Bahia se torna o maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil


A mesorregião do extremo oeste da Bahia conquistou o título de maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil, ultrapassando o noroeste de Minas Gerais, que até então liderava o ranking. A informação divulgada nesta terça-feira (17) é de um levantamento realizado pela Embrapa.

Com dados até outubro de 2024, o estudo mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no país em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os resultados obtidos com o levantamento mostraram uma área de 2.200.960 hectares irrigada por 33.846 pivôs centrais, com um acréscimo de 140.842 hectares e 3.807 novos equipamentos de irrigação.

De acordo com o pesquisador Daniel Guimarães, da área de Agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), os municípios com as maiores áreas irrigadas são:

  • São Desidério (BA) – 91.687 ha
  • Paracatu (MG) – 88.889 ha
  • Unaí (MG) – 81.246 ha
  • Cristalina (GO) – 69.579 ha
  • Barreiras (BA) – 60.919 ha
Região do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento EmbrapaRegião do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento Embrapa
Foto: Thales Pinto

Principais mesorregiões

De acordo com Guimarães, esse crescimento está relacionado às condições topográficas, às facilidades de implantação dos empreendimentos, ao uso das águas do Aquífero Urucuia e ao armazenamento da água de irrigação em tanques de geomembrana.

MESOREGIÃO (POLO) UF ÁREA (ha) Número (Pivôs) Média (ha)
Extremo Oeste Baiano BA 332.562,7 2.771 120,0
Noroeste de Minas MG 308.498,7 4.918 62,7
Triângulo Mineiro/Alto Parnaíba MG 199.165,5 3.836 51,9
Noroeste Rio-Grandense RS 140.402,2 2.365 59,4
Sul Goiano GO 139.756,6 2.261 61,8
Leste Goiano GO 122.064,5 1.767 69,1
Norte Mato-Grossense MT 111.087,6 872 127,4
Fonte: Daniel Guimarães-Embrapa

A tabela acima exemplifica o potencial de cada polo. De acordo com o pesquisador, a Bahia possui menos pivôs, no entanto, maiores: a média de área irrigada é de 120 ha. Minas Gerais tem muitos pivôs, mas são pequenos (62 ha). No oeste baiano, 2.771 pivôs irrigam mais de 300 mil hectares

“As tendências de crescimento das principais áreas irrigadas mostram que em breve o município de Barreiras (BA) também deverá superar Cristalina (GO)”, adianta o pesquisador.

Segundo ele, Minas Gerais continua sendo o estado com maior área irrigada por pivôs centrais no país (637 mil hectares).

Além disso, a Bahia superou Goiás, ocupando atualmente o segundo lugar, com uma área irrigada de 404 mil.

Crescimento no Brasil

De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

“Os dados de hoje revelam um crescimento em áreas irrigadas acima de 14% em apenas dois anos, comprovando a dinâmica do setor”, declara o pesquisador Daniel Guimarães, um dos autores do estudo que também contou com a participação da pesquisadora da área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, Elena Charlotte Landau.

Entre os biomas brasileiros, mais de 70% dos equipamentos de irrigação estão localizados no Cerrado, e apenas o Pantanal não registrou o uso de irrigação por pivôs centrais no atual levantamento.

Mais de 70% dos equipamentos de irrigação do país usam águas oriundas das bacias hidrográficas do Rio Paraná (37,7%) e do Rio São Francisco (33,1%).

“O dimensionamento das áreas irrigadas e o status de uso desses equipamentos (inativos ou cultivados) são fundamentais para a gestão eficiente dos recursos hídricos no país, além de permitirem a expansão dessa atividade de forma sustentável e reduzirem os conflitos pelo uso da água”, analisa o pesquisador.


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Operação da PF apreende armas e desarticula crimes ambientais



A Polícia Federal (PF) e o ICMBio realizaram uma ação conjunta que resultou na apreensão e destruição de armas e munições, além da aplicação de multas aos responsáveis nos limites da Floresta Nacional do Iquiri, no estado de Rondônia.

A Operação Protegere ocorreu entre os dias 13 e 15 de dezembro e fez parte da quarta fase da operação Greenwashing. Durante os sobrevoos e as vistorias em solo, as equipes da PF e do ICMBio identificaram indícios de exploração florestal em desacordo com as leis vigentes, além da ocorrência de caça ilegal de animais silvestres.

A primeira fase da Operação Greenwashing ocorreu em junho deste ano, e teve o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente.

A investigação revelou um esquema de fraudes fundiárias que se estendeu por mais de uma década, em Lábrea/AM, envolvendo a duplicação e falsificação de títulos de propriedade. Esses crimes resultaram na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.

Segundo o governo federal, a operação reforça a importância da atuação conjunta entre a Polícia Federal e o ICMBio na identificação, contenção e combate a crimes ambientais, fundamental para garantir a aplicação das leis, promover a regularização fundiária e proteger o patrimônio ambiental do Brasil.



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Virada do ciclo pecuário em 2025 deve elevar os preços do milho



A alta demanda por etanol deu suporte aos preços do milho na última semana. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em mais de 3% as exportações norte-americanas, com impactos diretos na precificação.

Enquanto isso, no Brasil, o plantio do cereal já superou 70% da área, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), avanço de cerca de 7% em relação à semana anterior.

Quanto aos preços, em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,42 por bushel, alta de 0,45% em relação ao período anterior. No Brasil, na B3, o contrato de janeiro de 2025 registrou valorização de 0,73%, encerrando a R$ 74,49 por saca.

O que esperar do mercado do milho?

Confira as tendências para o milho em análise da plataforma Grão Direto:

  • Perspectivas safra 2025: as regiões produtoras de milho primeira safra apresentam boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de boas chuvas e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, cenário que favorece a safra. Já para o milho segunda safra, as projeções climáticas indicam continuidade das chuvas até abril, coincidente com o início do plantio no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Apesar das incertezas, a Conab projeta que a safra de milho brasileira em 2025 será a segunda maior da história, consolidando o país como um dos principais players globais.
  • Boi gordo: após uma forte alta nas cotações do boi gordo, o aumento no volume de entregas físicas por parte dos pecuaristas pressionou os preços para baixo. “No entanto, para 2025, o cenário indica uma arroba mais valorizada, sustentada pela virada do ciclo pecuário. Como o maior demandante de milho no Brasil, essa dinâmica impacta diretamente as cotações do cereal, que na B3 seguiram o movimento de queda recente. Porém, a expectativa para o ano que vem é de um mercado altista até o início do plantio do milho segunda safra. Qualquer surpresa na área plantada poderá alterar significativamente as projeções de produção total, trazendo volatilidade ao mercado”, diz a Grão Direto.
  • Projeções gerais: o mercado caminha entre estoques globais reduzidos e uma safra brasileira em pleno desenvolvimento. “Esse cenário refletiu no mercado físico, de forma que as cotações não acompanharam a B3 como em outros momentos. Contudo, no curto prazo, as pressões negativas, presentes desde o final da última semana, devem permanecer puxando as cotações”, diz a plataforma.

Para a Grão Direto, com base nos argumentos anteriores, podemos ter uma semana negativa para o milho, acompanhando o desenvolvimento da safra aqui no Brasil.



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Como a soja se comportou? Confira a análise detalhada



O mercado da soja, nas últimas semanas, apresentou movimentos que refletem tanto os fatores internos quanto os externos que impactam a commodity. Apesar de um aumento nas expectativas de exportação para dezembro, os volumes ainda permanecem bem abaixo dos níveis de 2023. Confira os dados da plataforma Grão Direto:

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou sua previsão de exportações para mais de 300 mil toneladas a mais neste mês, indicando que o comércio exterior da soja se mantém forte, apesar da queda em relação ao ano passado.

No entanto, a recente divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe mudanças mínimas nas estimativas para a safra brasileira, mas apontou um aumento global nas previsões de produção e estoques, o que teve impacto nos preços internacionais.

Além disso, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 12,25%, com novo aumento de 1 ponto percentual previsto para janeiro, reflete as incertezas fiscais que rondam o Brasil e que também influenciam os mercados financeiros.

No mercado de Chicago, os contratos de soja para janeiro e março de 2025 registraram quedas de 0,6% e 0,5%, respectivamente. Já o dólar recuou 0,66%, fechando a R$ 6,03. Embora as cotações em Chicago e o câmbio tenham tido uma semana de queda, no mercado físico brasileiro os preços se mantiveram mistos, sem grandes variações.

O que esperar para o mercado de soja?

Com a soja entrando na fase de floração, as condições climáticas seguem favoráveis para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A expectativa é que as chuvas, embora com menor volume, continuem a garantir o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, a boa reserva hídrica do solo tem suprido eventuais déficits hídricos, mantendo o mercado otimista quanto à produtividade da safra 2024/2025.

A safra argentina também mantém boas perspectivas. A Bolsa de Comércio de Rosário estima uma produção de 53,5 milhões de toneladas, o que mantém o otimismo no mercado. Contudo, as esmagadoras argentinas têm antecipado compras de soja para março com origem no Brasil e Paraguai, aproveitando a vantagem da colheita mais precoce nesses países. Esse movimento tem pressionado os prêmios futuros da soja em algumas regiões do Brasil, especialmente no Mato Grosso do Sul e Sul do Brasil.

Em termos econômicos, o PIB do agronegócio para 2025, projetado pela CNA, deverá crescer 5%, impulsionado pela boa safra de grãos e pela forte atuação das indústrias exportadoras. No entanto, o setor enfrenta o desafio das altas taxas de juros, que devem impactar o custo de financiamento para os produtores e a alavancagem das empresas do setor.

Projeções

O cenário no mercado de Chicago deve continuar com um ritmo estável, com tendência levemente negativa. O câmbio, ainda influenciado pelos fatores fiscais internos, segue como o principal fator de incerteza. Com as perspectivas de uma boa safra, a soja brasileira deverá manter uma posição competitiva, mas as condições macroeconômicas e os preços internacionais de Chicago continuarão impactando os rumos do mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chicago: Soja fecha em baixa



O esmagamento de soja nos Estados Unidos também apresentou retração



As condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca
As condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca – Foto: Nadia Borges

Segundo dados da TF Agroeconômica, a soja negociada em Chicago encerrou a segunda-feira em queda, impactada pela perspectiva de uma safra robusta no Brasil e pela redução gradual na demanda pela soja americana. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, recuou -0,63%, ou $ -6,25 cents/bushel, fechando a $ 982,00. Já o contrato para março caiu -0,90%, ou $ -9,00 cents/bushel, fechando a $ 986,00. O farelo de soja para janeiro apresentou alta de 0,23%, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês registrou queda de -2,09%.  

A análise aponta que as condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca, fortalecendo as projeções de safra. Enquanto o USDA estima uma produção de 169 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, a Conab projeta 166,21 milhões e consultorias privadas já indicam volumes superiores a 170 milhões de toneladas. Esse cenário pressionou as cotações nos EUA, onde os dados de exportação mostram retração. As inspeções nos portos americanos caíram -3,47% na comparação semanal, refletindo a menor competitividade do produto no mercado internacional.  

Além disso, o esmagamento de soja nos Estados Unidos também apresentou retração. O NOPA reportou que em novembro o volume foi de 5,26 milhões de toneladas, -3,31% inferior ao recorde de outubro, embora os números sejam positivos em relação a novembro de 2023. Os estoques, por outro lado, subiram 1,40%, aumentando a pressão sobre os preços. A combinação entre um cenário interno menos dinâmico nos EUA e o otimismo com a produção brasileira reforça o desequilíbrio no mercado global. Com isso, as cotações da soja seguem voláteis, refletindo as incertezas de curto prazo sobre oferta e demanda.





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