quinta-feira, agosto 6, 2026

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Pesquisa agronômica avança no extremo norte de Mato Grosso



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo



Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo
Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo – Foto: Pixabay

Produtores do extremo norte de Mato Grosso já podem acessar novos dados de pesquisa e serviços agronômicos oferecidos pela Fundação Mato Grosso (Fundação MT). A instituição instalou uma vitrine de cultivares no município de Alta Floresta, onde foram semeadas 61 cultivares de soja de 19 empresas. A colheita nos próximos 40 dias fornecerá informações inéditas sobre a adaptação das variedades às condições locais, marcadas por baixa altitude e alta proximidade com a linha do Equador.  

A pesquisadora Daniela Dalla Costa destaca que a diversidade genética permite avaliar a adaptação das cultivares ao clima da região. Estudos preliminares indicam uma menor incidência de mancha-alvo em comparação a outras áreas do estado. Além disso, a Fundação MT tem conduzido experimentos sem aplicação de fungicidas para entender a resistência das variedades a doenças como a podridão dos grãos.  

“Além de compreender o comportamento das variedades, o estudo fornece informações cruciais para o posicionamento de materiais genéticos, beneficiando diretamente os produtores locais. Os resultados são fundamentais para desenvolver estratégias de manejo mais eficientes e sustentáveis”, comenta.

Além da pesquisa, a Fundação MT oferece suporte técnico aos produtores, incluindo diagnóstico de solo e nematoides, consultoria agronômica e capacitações. Segundo Douglas Coradini, head de serviços da instituição, o objetivo é promover uma agricultura mais eficiente e adaptada à realidade local, garantindo inovação e sustentabilidade ao setor.

“Apesar da alta pressão de doenças, observamos uma menor incidência de mancha-alvo na região em comparação a outras localidades do estado, como por exemplo na região de Campo Novo do Parecis, no oeste mato-grossense”, destaca Dalla Costa.

 





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Complexo soja intensifica perdas em Chicago nesta 6ª feira com baixas de…


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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago vêm intensificando suas perdas no pregão desta sexta-feira (3), acompanhando a nova despencada do farelo de mais de 3%. O mercado do derivado pressiona ainda mais os preços do grão que, perto de 12h55 (horário de Brasília), recuavam entre 15,75 e 20,75 pontos, levando o janeiro a US$ 9,83 e o maio a US$ 10,05 por bushel. 

As baixas entre as cotações do farelo se dão, em parte, pela melhora que alguns modelos climáticos sinalizam para a Argentina nos próximos dias, como explica o time da Agrinvest Commodities. “O modelo EC (europeu) começou a mostrar alguma melhora de clima para a parte central da Argentina”. 

No entanto, esse recuo também vem como um ajuste diante das altas dos últimos dias. Ainda segundo a Agrinvest, “o farelo de soja subiu mais de 10% em relação às mínimas de dezembro do ano passado. Nos últimos cinco anos, o derivado emplatou quatro anos de rally nesta época. Destes quatro, apenas dois o rally se estendeu até o final de maio. Nesse ano, os fundamentos não são muito firmes. Os prêmios do farelo mostram ainda que não há falta de produto”. 

Assim, perto de 13h15, o contrato março/25 – que é o mais negociado agora – tinha US$ 309,90 por tonelada curta, perdendo 3,13%. O óleo também completava o movimento negativo do complexo, recuando mais de 1% entre as principais posições, com o março valendo 39,70 cents de dólar por libra-peso. 

O mercado continua sem grandes novidades e ainda frente a fundamentos baixistas. O ano de 2025 começa com os traders ainda muito atentos à safra recorde que se desenvolve no Brasil, às condições de clima na América do Sul e às expectativas sobre o governo Trump II, com Donald Trump tomando posse no dia 20 e colocando ainda mais incertezas sobre suas relações com a China, maior importadora global de commodities. 

Hoje, os números da demanda também pesaram. Os dados trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontaram vendas semanais para exportação abaixo das expectativas do mercado, com 484,7 mil toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 500 mil e 1,2 milhão de toneladas. Todavia, em toda temporada, os EUA já comprometeram 40,171,4 milhões de toneladas de soja, acima do mesmo período do ano passado, quando eram pouco mais de 36 milhões. O USDA projeta as exportações totais dos EUA nesta temporada em 49,67 milhões de toneladas. 

Além disso, o cenário geopolítico mais amplo também está no radar do mercado, com conflitos em andamento, protecionismo crescente, e a China dando sinais de que segue focada em manter seu crescimento “ao redor dos 5%” neste ano.





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Maçã de alta qualidade impulsiona safra de mais de 900 mil t no Brasil



A colheita da maçã começou oficialmente nesta sexta-feira (31), com expectativa de crescimento de 10% na produção em relação ao ciclo anterior. A qualidade superior dos frutos tem sido um diferencial nesta safra, garantindo melhor tamanho, coloração e conservação pós-colheita.

A Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM) projeta que a safra 2024/25 alcance 915 mil toneladas, superando as 832 mil toneladas do último ciclo. Santa Catarina, maior produtor nacional, responde por 50% da oferta brasileira, com destaque para São Joaquim, responsável por 80% da produção estadual.

“Depois daquele ciclo bastante problemático que nós tivemos – o ciclo 2023/24 – onde nós tivemos todo aquele volume extraordinário de chuvas aqui no Sul do Brasil, esse ano, embora a gente ainda não tenha retornado aos nossos patamares médios, em termos de oferta por aproveitamento de frutos, a gente vai ter cerca de 20% a mais frutos do que no último ano”, disse Moisés Lopes de Albuquerque, diretor-executivo da ABMP.

Querida pelos brasileiros

A maçã é a terceira fruta mais consumida do Brasil – banana ocupa a primeira posição e a laranja, a segunda – e conta com mais de 33 mil hectares de pomares, com um potencial produtivo superior a 1,35 milhão de toneladas anuais.



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Grupo entra em recuperação judicial: Confira



Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa



Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa
Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa – Foto: Canva

O Grupo Ervania, com sede em Dourados-MS, entrou com pedido de recuperação judicial após enfrentar uma grave crise financeira, impulsionada pela forte desvalorização da soja, do milho e da arroba do gado na safra 2023-2024. A empresa havia projetado um retorno financeiro com base em preços mais elevados, mas a queda brusca das cotações reduziu drasticamente sua receita, tornando as dívidas impagáveis. O grupo acumula passivos superiores a R$38 milhões, sendo seus principais credores o Banco do Brasil, Sicredi, Sicoob e Caixa Econômica Federal.  

De acordo com Douglas Duek, CEO da Quist Investimentos, uma das responsáveis pela reestruturação, o impacto da queda de preços foi severo. “Foi feita uma projeção considerando a valorização da soja e, quando os preços caíram, ficamos no zero a zero. Uma produção que poderia gerar R$10 milhões rendeu apenas R$6 milhões, inviabilizando o pagamento dos compromissos financeiros assumidos”, explicou. Com a crise instalada, a recuperação judicial se tornou a única alternativa para evitar a paralisação das operações e demissões em massa.  

O processo está sendo coordenado pelo escritório Lucas Capilé Advogados e pela Quist Investimentos, que já iniciaram negociações com investidores e planejam revisar toda a estrutura financeira do grupo. Segundo Duek, a recuperação judicial permite congelar as dívidas e renegociar prazos mais longos, dando fôlego para que a empresa possa reestruturar seus pagamentos. Antes, o grupo tinha uma média de cinco anos para quitar suas obrigações, mas agora precisará de mais de dez anos para acomodar os pagamentos no orçamento.  

 





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China vai apresentar medida judicial contra os Estados Unidos na OMC pelo aumento de tarifas



O Ministério do Comércio da China afirma, em nota publicada neste domingo (2), que apresentará uma medida judicial contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) e “tomará medidas correspondentes para salvaguardar firmemente seus direitos e interesses”, sem entrar em mais detalhes.

A declaração ocorre no contexto da aplicação de tarifas de 10% dos Estados Unidos contra produtos chineses, que deve começar a valer a partir de terça-feira (4), após decreto assinado pelo presidente Donald Trump no sábado, 1º, relacionando a decisão a “questões como o fentanil”, opioide utilizado como medicação para a dor.

A China diz que “o aumento unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos viola gravemente as regras da Organização Mundial do Comércio” e destaca estar “fortemente insatisfeita” com a decisão.

Para a segunda maior economia do mundo, a medida de aplicar tarifas por parte dos norte-americanos “não só é ineficaz na resolução dos seus próprios problemas, mas também prejudica a cooperação econômica e comercial normal entre a China e os Estados Unidos”.

“A China espera que os Estados Unidos vejam e tratem o seu próprio fentanil e outras questões de forma objetiva e racional, em vez de ameaçarem outros países com tarifas. A China insta os Estados Unidos a corrigirem as suas práticas erradas, a encontrarem um meio caminho com a China, a enfrentarem os problemas de frente, a se envolverem num diálogo sincero, a reforçarem a cooperação e a gerirem as diferenças com base na igualdade, no benefício mútuo e no respeito mútuo”, completa a nota.

O governo de Donald Trump coloca em prática o plano de impor tarifas de 25% para produtos importados do México e do Canadá.



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Cooperativas impulsionam embalagens sustentáveis



A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores



A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores
A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores – Foto: Divulgação

O crescimento da demanda por produtos sustentáveis tem levado produtores rurais a se organizarem em cooperativas para adotar soluções que conciliam economia e responsabilidade ambiental. Uma das iniciativas em destaque é o uso de embalagens sustentáveis, que agregam valor aos produtos agrícolas e ampliam sua competitividade no mercado. A importância do cooperativismo foi reconhecida globalmente com a declaração de 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas pela ONU, reforçando seu papel estratégico.  

A adoção de embalagens recicláveis ou biodegradáveis atende ao perfil de consumidores cada vez mais atentos à sustentabilidade. Além de melhorar a percepção do produto, essa prática contribui para a redução de resíduos e da pegada de carbono na produção agrícola. No Brasil, mudanças no uso do solo representam uma parcela significativa das emissões de gases de efeito estufa, tornando essencial a busca por alternativas mais ecológicas em todas as etapas da cadeia produtiva.  

Ao se unirem, cooperativas conseguem reduzir custos, negociar melhores preços com fornecedores e compartilhar conhecimentos, tornando viável a implementação de soluções sustentáveis. O desenvolvimento de embalagens adaptadas às necessidades do setor facilita a inserção dos produtos em mercados mais exigentes, ampliando as oportunidades para os produtores.  

Apesar dos desafios, parcerias com instituições de pesquisa e incentivos financeiros têm impulsionado projetos sustentáveis no agronegócio. Com isso, cooperativas desempenham um papel fundamental na transformação do setor, promovendo práticas responsáveis que fortalecem a economia e preservam o meio ambiente.

 





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estado dobra área plantada e consolida 2ª maior produção do Brasil



Mato Grosso do Sul, segundo maior produtor de amendoim em casca do Brasil, atrás apenas de São Paulo, registra crescimento expressivo no cultivo da leguminosa. A safra 2024/2025 deve alcançar 42,3 mil hectares colhidos, quase o dobro da área da safra anterior, que foi de 21,2 mil hectares, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produção estimada é de 95,7 mil toneladas, um aumento de 126,5% em relação às 42,5 mil toneladas registradas na safra 2023/2024.

O avanço do amendoim em Mato Grosso do Sul é parte de uma política de diversificação agrícola promovida pelo governo do estado. Segundo o titular da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o amendoim tem se consolidado como uma alternativa importante para a safra de verão, em áreas irrigadas e de sequeiro.

“Talvez sejamos o estado com a maior taxa de crescimento na área plantada de amendoim do país”, afirmou.

Industrialização do amendoim

O governo estadual também atraiu investimentos para a industrialização do amendoim, como a instalação de uma unidade de beneficiamento da cooperativa Casul, em Bataguassu. Essa iniciativa busca reduzir a dependência de amendoim de outros estados para atender a demanda de indústrias locais.

“Com a chegada da Casul, criamos um encadeamento produtivo para fortalecer a cadeia do amendoim em Mato Grosso do Sul”, disse Verruck.

Evento

Durante o 2º Dia do Amendoim, realizado em Glória de Dourados, no mês de janeiro, o secretário-executivo da Semadesc, Rogério Beretta, destacou os esforços do governo para ampliar a cultura. Segundo ele, o amendoim é uma alternativa para intensificar áreas de pastagem e é também promissor para áreas arenosas, onde o risco no plantio de soja é maior.

“Promovemos eventos como esse para apresentar tecnologias, incentivar o uso sustentável do solo e fomentar o crescimento da cultura de forma responsável”, disse Beretta.

Fernando Nascimento, coordenador do Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água (Prosolo), reforçou a importância de práticas sustentáveis na expansão do amendoim. O evento contou com mais de mil participantes, incluindo agricultores, técnicos e especialistas, que discutiram inovações e o potencial da leguminosa no estado.



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os benefícios dos pets para a saúde mental


O Janeiro Branco destaca a importância do cuidado com a saúde mental, especialmente em um cenário onde grande parte da população enfrenta sintomas de ansiedade. O estresse do dia a dia pode afetar a qualidade de vida, tornando essencial a busca por hábitos que promovam o bem-estar emocional.  

“A ciência utiliza diferentes estudos que evidenciam como os cães e gatos, bem como pets não convencionais, proporcionam melhoria significativa para a vida dos seus tutores, reduzindo o estresse por meio da liberação de hormônios de relaxamento, como serotonina e dopamina, com as brincadeiras, passeios e outros momentos de descontração e companheirismo. Do mesmo modo, eles podem beneficiar a saúde física e a disciplina para cumprir rotinas”, detalha a médica-veterinária Patricia Guimarães, promotora técnica de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal.

A convivência com animais de estimação contribui significativamente para a redução do estresse e da ansiedade. O contato com pets estimula a liberação de hormônios que proporcionam relaxamento, além de incentivar uma rotina mais ativa e disciplinada. Passeios, brincadeiras e momentos de interação fortalecem o vínculo afetivo e melhoram a qualidade de vida dos tutores.  

Além do ambiente doméstico, os animais também desempenham um papel importante na recuperação de pacientes em hospitais. Terapias assistidas por animais ajudam na reabilitação emocional e física, tornando o processo mais humanizado e acolhedor. O convívio com os pets também reduz o isolamento social, incentivando interações e novas amizades.  

Cuidar da saúde mental exige ações diárias que tragam equilíbrio e bem-estar. A presença de um animal de estimação pode ser um grande aliado nessa jornada, proporcionando companhia, afeto e momentos de descontração essenciais para uma vida mais saudável.

“A Vetoquinol é uma companhia de saúde animal também preocupada com a saúde dos humanos. Com suas soluções, a companhia oferece medicamentos e suplementos de alta qualidade e com tecnologia avançada que previnem e tratam parasitas e doenças que afetam a vida dos pets e também dos tutores. Porém, além da saúde física, é nosso dever alertar sobre a importância de cultivar a saúde mental para ter uma vida plena”, finaliza Patricia Guimarães.

 





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Técnica inovadora pode tornar bioinsumos ainda mais eficientes e sustentáveis na lavoura



Pesquisadores da Embrapa Arroz e Feijão (GO) estão utilizando a tecnologia CRISPR, um método de edição gênica de alta precisão, para modificar microrganismos benéficos utilizados na agricultura. O objetivo é tornar os agentes de controle biológico mais eficientes no combate a pragas e doenças, além de promover o crescimento das plantas. A pesquisa pode impulsionar ainda mais o setor, no qual o Brasil já se destaca globalmente, com mais de 20 milhões de hectares tratados com bioinsumos, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O avanço mais significativo até o momento ocorreu no primeiro semestre de 2024, quando a equipe do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento de Bioinsumos da Embrapa Arroz e Feijão (ProBio) desenvolveu uma linhagem editada do fungo Trichoderma harzianum.

A edição genética permitiu que esse microrganismo aumentasse sua produção de melanina, um composto que o protege contra radiação. Em testes de laboratório, a proteção foi três vezes maior em comparação à cepa selvagem, aumentando sua estabilidade quando aplicado na parte aérea das plantas.

O fungo Trichoderma harzianum é amplamente utilizado no controle de doenças fúngicas em lavouras como soja e feijão. A melhoria genética abre caminho para que esse bioinsumo seja mais eficiente, podendo ser classificado como não transgênico, o que facilita sua adoção no mercado.

Técnica inovadora na edição de microrganismos

De acordo com Marcio Côrtes, cientista da Embrapa e coordenador dos estudos, a inovação da pesquisa está na utilização de plasmídeos não integrativos, pequenas moléculas de DNA que atuam no transporte de informações genéticas sem alterar permanentemente o genoma do organismo.

“A ferramenta foi adaptada para modificar geneticamente fungos filamentosos que não são modelos convencionais de estudo, o que possibilita aprimorar os gêneros Trichoderma sp., Metarhizium sp. e Beauveria sp., os mais utilizados no controle biológico agrícola”, afirma Côrtes.

Esses microrganismos são fundamentais na supressão de fitopatógenos e no desenvolvimento das plantas, tornando a lavoura mais resistente a doenças e reduzindo a necessidade do uso de defensivos químicos.

Uso da melanina na formulação de bioinsumos

Outro avanço da pesquisa foi a aplicação da melanina em bioinseticidas. Segundo a equipe, a substância, quando purificada e incorporada à formulação, atua como um protetor solar natural, aumentando a resistência dos microrganismos à radiação.

Testes preliminares demonstraram que a cepa selvagem formulada com melanina resistiu até quatro vezes mais à radiação do que sua versão sem o composto. Essa característica pode aumentar a durabilidade e a eficácia dos bioinsumos quando aplicados nas lavouras.

Impacto na produção agrícola

A pesquisa com edição gênica abre novas perspectivas para o uso sustentável de bioinsumos, tornando-os mais eficientes e acessíveis para os produtores rurais. A modificação genética de microrganismos benéficos pode otimizar sua atuação no combate a doenças, na promoção do crescimento das plantas e na resistência ambiental, ajudando a fortalecer a produtividade agrícola com menor impacto ambiental.

Os avanços no uso de CRISPR para edição de fungos filamentosos representam um passo importante para a inovação no setor de controle biológico, consolidando o Brasil como referência global na adoção de soluções sustentáveis para a agricultura.



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RS terá retorno das chuvas no início da semana



Após altas temperaturas, chuvas chegam ao estado




Foto: Canva

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação  prevê o retorno das chuvas no estado a partir desta segunda-feira (3), com a passagem de uma frente fria. Segundo o órgão, na segunda e na terça-feira (4), há condições para precipitações de intensidade fraca a moderada nas regiões Norte e Campos de Cima da Serra, influenciadas pela umidade transportada por um anticiclone posicionado no oceano.

Além disso, uma área de baixa pressão se formará entre o interior da Argentina e o Rio da Prata, intensificando um cavado pré-frontal que canalizará umidade da Amazônia para o estado. No entanto, na maior parte do território gaúcho, o tempo seguirá seco, com temperaturas em elevação.

Na quarta-feira (5), a formação de uma nova frente fria no Uruguai deverá provocar chuvas no Rio Grande do Sul, com intensidade fraca a moderada, principalmente nas regiões Sul, Campanha e Campos de Cima da Serra. Nas demais áreas, as precipitações devem ser mais fracas.

Para a próxima semana, o prognóstico indica volumes moderados de chuva entre 10 e 50 mm nas regiões Norte, Campos de Cima da Serra e Serra Gaúcha. Já na faixa litorânea, entre Mostardas e a Região Metropolitana, os acumulados podem chegar a 100 mm. Na região Sul, os volumes devem ficar entre 10 e 20 mm, enquanto nas regiões Central, Metropolitana, dos Vales, Noroeste, Planalto e parte da Fronteira Oeste, as precipitações devem variar entre 1 e 5 mm. Por outro lado, algumas áreas da Fronteira Oeste e Missões não têm previsão de chuva.





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