terça-feira, agosto 4, 2026

Agro

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Como o mercado do boi gordo iniciou a semana: veja as cotações


O mercado físico do boi gordo abriu a semana com preços mais baixos nas principais regiões, com destaque para os estados de Goiás e São Paulo.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o movimento de queda reduz expressivamente o diferencial de base entre São Paulo e Mato Grosso.

“As escalas de abate em São Paulo apresentam alguns avanços; resta ainda saber o impacto das vendas de carne durante a primeira quinzena do mês. A exportações ainda apresentam desempenho satisfatório na primeira semana de fevereiro; este é um importante elemento a ser considerado”.

  • São Paulo: R$ 325,25 (R$ 329,10 na sexta-feira passada)
  • Goiás: R$ 303,57 (R$ 306,25 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 313,53 (R$ 314,71 na última sexta)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 312,95 (estável)
  • Mato Grosso: R$ 320,74 (R$ 322,42 no dia 7)

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista se depara com preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços durante a primeira quinzena do mês.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 25,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17,80 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,12%, sendo negociado a R$ 5,7844 para venda e a R$ 5,7824 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7631 e a máxima de R$ 5,8241.



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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de chuva compromete a produção de noz-pecã



A falta de chuvas e o forte calor podem agravar ainda mais as perdas




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (06), as baixas precipitações em janeiro e as altas temperaturas já refletem possível quebra na safra de noz-pecã no estado.

Na região de Santa Maria, os impactos climáticos começam a preocupar os produtores. Em Cachoeira do Sul, os pomares sem irrigação e em solos arenosos apresentam um abortamento floral significativo, afetando 30% das áreas cultivadas. Até o momento, a estimativa média de quebra na produção do município é de 15%.

A falta de chuvas e o forte calor podem agravar ainda mais as perdas, tornando essencial o monitoramento climático e o uso de técnicas que minimizem os danos nas lavouras.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Trigo: Vendas semanais dos EUA ficam abaixo do esperado, informa USDA


Logotipo Notícias Agrícolas

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou, nesta sexta-feira (3), as vendas senanais de trigo 2024/25 em 140,6 mil toneladas. O volume ficou aquém das expectativas do mercado de 200 mil a 500 mil toneladas e a Coreia do Sul se destacou como principal destino do grão norte-americano. 

Assim, em todo ano comercial, o país já comprometeu 16,904,9 milhões de toneladas. O total é maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando pouco mais de 15 milhões de toneladas já haviam sindo comprometidas. O USDA estima que as exportações somem 23,13 milhões de toneladas. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Distribuidoras querem dispensa do mandato de mistura do biodiesel ao diesel



As grandes distribuidoras de combustíveis do país consideram pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP), um “waiver”, espécie de dispensa temporária, do cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel B vendido a varejistas.

Segundo fontes do setor, a petição administrativa à ANP seria feita pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom). A informação foi confirmada pelo diretor-executivo do Sindicom, Mozart Rodrigues.

O documento está pronto e aguarda aprovação final das presidências das empresas associadas. Contudo, não há reunião agendada para tratar do tema nesta segunda-feira (10).

O Sindicom reúne hoje Vibra, Raízen e Ipiranga, além de Shell, TotalEnergies, YPF, Castrol, Iconic, Moove e Petronas Lubrificantes.

Qual a razão do pedido?

O pedido de “waiver” por parte das grandes empresas do setor vem em resposta a uma suposta escalada das fraudes ligadas ao alto preço do biodiesel que, em dezembro, superou o do combustível fóssil em R$ 2,70 por litro, diferença que ficou comumente acima dos R$ 2,30 ao longo do ano.

Ao não realizar a mistura, empresas regionais obtêm vantagem de até R$ 0,37 por litro em cima de empresas que observam a regra, calcula o Instituto Combustível Legal (ICL), um think tank setorial financiado por algumas das empresas reclamantes.

Hoje o mandato do biodiesel está em 14% da mistura do diesel, o que deve passar a 15% a partir de março e aumentar em 1 ponto porcentual por ano até 2030, conforme previsão em lei.

A movimentação feita agora, portanto, também se antecipa ao aumento previsto em 1º de março, cujo efeito prático é tornar o descumprimento do mandato ainda mais vantajoso financeiramente.

Movimento de pressão

Executivos do setor enxergam o pedido mais como um “movimento de pressão” por maior fiscalização, visto que, dificilmente, a ANP concordaria em suspender o mandato do biodiesel.

Formalmente, a ideia é que o pedido de interrupção do cumprimento da mistura valha até que a agência demonstre capacidade de fiscalizar o setor.

Eles ressaltam que, nos últimos meses de 2024, o trabalho de fiscalização da qualidade dos combustíveis feito pela ANP chegou a ser interrompido por falta de verba.

“Chegamos a uma situação limite. Se há número tão grande de ‘players’ atuando de forma irregular, é preciso rever essa fiscalização. E até lá, que se suspenda a exigência. Pelo menos até que o xerife (ANP) tenha condições de fiscalizar”, diz uma fonte.



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Pouca movimentação no mercado da soja; confira as cotações no Brasil



O mercado brasileiro de soja teve um dia de movimentação fraca nesta segunda-feira, com poucas negociações e apenas lotes pontuais sendo comercializados. Os preços apresentaram variações mistas. A indústria segue apontando preços atrativos para o curto prazo, mas os produtores ainda mantêm suas pedidas altas. Para pagamentos alongados, há mais ofertas disponíveis no mercado.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): Aumento de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): Aumento de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): Estabilizou em R$ 132,00
  • Cascavel (PR): Sem alteração, permaneceu em R$ 124,00
  • Porto de Paranaguá (PR): Aumento de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): Aumento de R$ 112,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): Queda de R$ 118,00 para R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): Aumento de R$ 112,00 para R$ 114,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam de forma mista, perto da estabilidade. A movimentação no mercado foi influenciada pela expectativa do relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo acompanhamento de questões como sobretaxas impostas pelos EUA e o clima na Argentina.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio, o que gerou receio de retaliações que poderiam impactar produtos agrícolas americanos

Argentina

Previsões climáticas para a Argentina indicam chuvas que podem aliviar o estresse hídrico e minimizar os prejuízos na safra. O USDA deverá manter poucas alterações em suas estimativas, aumentando a previsão para a safra do Brasil para 170 milhões de toneladas e reduzindo a de Argentina para 50,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,49 1/2 por bushel (sem alteração), enquanto a posição maio teve cotação de US$ 10,65 1/2 por bushel, também sem alteração. Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 0,90 ou 0,29%, a US$ 300,50 por tonelada, e no óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 45,73 centavos de dólar, com baixa de 0,22 centavo ou 0,47%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou com queda de 0,12%, negociado a R$ 5,7844 para venda e a R$ 5,7824 para compra. Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,7631 e R$ 5,8241.



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Vassoura-de-bruxa da mandioca está restrita ao Amapá, diz Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) havia declarado, em 30 de janeiro, emergência fitossanitária para a praga quarentenária Rhizoctonia theobromae (Ceratobasidium theobromae), conhecida como vassoura-de-bruxa da mandioca nos estados do Amapá e do Pará.

Contudo, para tranquilizar os produtores, a pasta divulgou nota de esclarecimento na tarde desta segunda-feira (10), com as seguintes afirmações:

  • A praga não tem qualquer relação com a vassoura-de-bruxa do cacaueiro. Trata-se de uma doença nova, detectada oficialmente em julho de 2024 no estado do Amapá.
  • O fungo não representa qualquer risco à saúde humana, apesar de ser altamente destrutivo para as lavouras de mandioca.
  • Até o momento, não há registros da praga no estado do Pará. Embora a emergência tenha sido declarada para os estados do Amapá e do Pará, a presença da praga está confirmada apenas em alguns municípios do Amapá. O Pará foi incluído na medida preventiva por fazer fronteira terrestre com o Amapá, onde a praga segue avançando, e por ser o maior produtor de mandioca do Brasil.

Sintomas da vassoura-de-bruxa

Plantas atacadas pelo fungo ficam com ramos secos e deformados, nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules, conforme pesquisas da Embrapa Amapá.

Com a evolução da doença, é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas.

Já a dispersão pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de poda, além de possível movimentação de solo e água. A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões também pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas.



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Safra de soja 24/25: veja o cenário nas regiões produtoras



A safra 2024/2025 de soja no Brasil está apresentando um cenário positivo em várias regiões produtoras, com destaque para o Matopiba, onde a colheita superou as expectativas em comparação com a safra anterior. Em Mato Grosso, a situação é de recuperação, após o atraso causado pelas chuvas, com os produtores intensificando os trabalhos para avançar na colheita.

No estado de Mato Grosso, quase 2% da área cultivada já foi colhida até o momento, representando um aumento de mais de 16 pontos percentuais em relação à semana passada. No entanto, o ritmo segue mais lento em relação ao mesmo período do ano passado, quando já havia sido colhido mais de 51% da soja.

Na Bahia, os números são mais otimistas. Dados preliminares da Associação de Agricultores Irrigantes do Estado da Bahia (Aiba) indicam que as áreas irrigadas têm apresentado um bom desempenho, com produtividade superior à da safra anterior. As médias de produtividade variam entre 69 e 9,80 sacas por hectare, o que representa um avanço quando comparado com a safra passada. A boa performance se deve às condições climáticas favoráveis e ao manejo fisiológico e fitossanitário das lavouras.

No Maranhão, a colheita começou recentemente, mas ainda não é possível estimar a média de produtividade. O plantio da soja deve ser concluído esta semana, e as condições climáticas para o cultivo seguem satisfatórias. A mesma situação é observada no Tocantins e no Piauí, onde o clima está favorável para o desenvolvimento da cultura.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul, a situação é mais delicada devido à falta de chuvas. O clima irregular tem afetado as lavouras, especialmente nas regiões Oeste e Central, que sofrem mais com os efeitos da estiagem. No Leste do estado, as condições são melhores, com a soja ainda nas fases de floração e enchimento de grãos.

Em algumas regiões, como Bajé, pelo menos 5.000 hectares não serão semeados devido à falta de chuva. No Noroeste do estado, a situação é ainda mais crítica, com produtores enfrentando dificuldades financeiras e sem conseguir acessar o seguro rural. Muitos estão na quarta safra de perdas e enfrentam sérios desafios para manter a produção.



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AgroNewsPolítica & Agro

Show Rural Coopavel 2025 inicia nesta segunda com tecnologia e inovação para o agro



Evento deve receber 360 mil visitantes




Foto: Aline Merladete

A 37ª edição do Show Rural Coopavel começa nesta segunda-feira (10), consolidando-se como um dos maiores eventos do agronegócio da América Latina. A feira, realizada em Cascavel (PR), reunirá 600 expositores e espera receber 360 mil visitantes, incluindo brasileiros e estrangeiros. Durante os cinco dias de evento, o público terá acesso a inovações tecnológicas, soluções sustentáveis e oportunidades de negócios voltadas para o setor agropecuário.

A programação oficial teve início neste domingo (9) com a tradicional Missa Campal em Ação de Graças, realizada no Parque Tecnológico. A celebração foi conduzida pelo arcebispo emérito da Arquidiocese de Cascavel, Dom Adelar Baruffi, reunindo centenas de fiéis. O primeiro dia do evento também foi dedicado às famílias, que puderam explorar o complexo e conferir algumas das novidades que serão apresentadas ao longo da semana.

O Show Rural Coopavel 2025 acontece de 10 a 14 de fevereiro, com entrada gratuita e um espaço de 720 mil m² preparado para receber produtores rurais, empresários e especialistas do setor.





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Tocantins perde ligação com a Bahia pelo trecho 3 da FIOL


O estado do Tocantins não será mais conectado a malha ferroviária da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), pelo trecho conhecido como FIOL 3, que ligaria Barreiras, no Oeste da Bahia, ao município de Figueirópolis (TO).

Em resposta ao Canal Rural Bahia, o Ministério dos Transportes informou que o traçado original foi ajustado no estudo para garantir conexão direta com a Ferrovia de Integração Centro-Oeste – FICO 1 (Mara Rosa – Água Boa), otimizando a interligação ferroviária no país.

Agora, a ferrovia ligará Correntina no Oeste baiano, a Mara Rosa (GO), um eixo estratégico para a logística nacional, segundo o ministério.

Trecho Fiol 3 entre Correntina e Mara Rosa (GO), ministério dos transportesTrecho Fiol 3 entre Correntina e Mara Rosa (GO), ministério dos transportes
Novo trecho isola Barreiras (BA) e liga Correntina (BA) à Mara Rosa (GO) | Foto: Divulgação

A mudança de Figueirópolis (TO) para Mara Rosa (GO) foi realizada com base em estudos a fim de otimizar o corredor, considerando que o projeto está em fase de estudos e em Audiência Pública, informou a pasta.

Nesse contexto, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), decidiu no dia 30 de janeiro, que fará Audiências Públicas para o Corredor Leste-Oeste, com o objetivo de ouvir todas as partes interessadas e assegurar que o projeto avance com sustentabilidade, eficiência e inovação. 

Conforme o cronograma da ANTT, as audiências ocorrerão em Brasília (11/03), Salvador (12/03) e Cuiabá (14/03).

O governo do Tocantins foi procurado, mas não enviou uma resposta até a publicação desta reportagem.

Porto seco

Diante da atual mudança, no cenário político do Oeste baiano, especula-se também outras supostas alterações no projeto, que impactaria em perdas econômicas para alguns municípios.

Uma delas, questiona o local das instalações do porto seco, projetado inicialmente para ser instalado no município de Barreiras.

Sobre isso, o Ministério dos Transportes disse que o “local previsto para implantação do referido pátio encontra-se em estudo pela Internacional Finance Corporation (IFC). Somente após a entrega desses estudos o órgão irá avaliar uma possível mudança.”.

O governo da Bahia também foi acionado, mas não enviou uma resposta até o fechamento desse texto.

Andamento das obras

No trecho da FIOL 2 – entre as cidades baianas de Barreiras e Caetité – 69,56% das já foram concluídas.

Entre Ilhéus-Caetité (BA) as obras têm 75% de avanço físico. A FIOL é uma obra pública, coordenada pela Infra S.A., com prazo para conclusão em 2027.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste – FIOL (EF-334) foi outorgada à Valec por meio da Lei nº 11.772, de 17 de setembro de 2008, e tem extensão de 1.527 quilômetros, entre Ilhéus/BA e Figueirópolis/TO. O empreendimento está dividido em três trechos: 

Trecho I (FIOL 1): Ilhéus/BA – Caetité/BA, com extensão de 537 km, com mais de 75% de execução física da obra. Este é o trecho que foi qualificado para subconcessão na primeira reunião do Conselho do PPI, em 13 de setembro de 2016, e foi objeto do leilão realizado no dia 8 de abril de 2021 na B3, vencido pela empresa Bamin – Bahia Mineração S.A. 

Trecho II (FIOL 2): Caetité/BA – Correntina/BA, com extensão de 284,5 km, com um ramal entre o município de Barreiras/BA e Correntina/BA, cujas obras de implantação estão sob responsabilidade da Infra S.A. 

Trecho III (FIOL 3): Barreiras/BA – Mara Rosa/GO, com extensão de 838,34 Km. 


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Adab monitora abrigos de morcegos-vampiros para evitar novos focos da raiva


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) está monitorando abrigos de morcegos-hematófagos, também conhecidos como morcegos-vampiros – que se alimentam de sangue de outros animais – após o aumento do número de casos em animais de produção, com sintomas do vírus da raiva, no estado.

Na última semana, 500 profissionais de saúde, entre veterinários, médicos, enfermeiros e agentes de saúde e de endemias, que atuam na zona urbana e rural, de Guanambi e Caetité, no Sudoeste da Bahia, foram capacitados para atuarem no controle e prevenção da raiva animal.

A iniciativa é fruto de uma ação conjunta entre a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep/Sesab), secretarias municipais de saúde e a Adab.

profissionais da adab fazem capacitação para prevenção e combate da raivaprofissionais da adab fazem capacitação para prevenção e combate da raiva
Foto: Divulgação/Adab

O médico veterinário e coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), Paulo Ferraz, representou a Adab.

Para ele, além do acolhimento e protocolo das pessoas que manipularam o animal e tiveram contato com a saliva, é importante a notificação imediata à Adab para bloqueio do foco do agente transmissor.

A partir dessas notificações, delimitaremos uma área de atuação mais precisa para monitoramento dos abrigos de morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue), principal vetor de transmissão da doença no animal, e posterior captura destes”, explica Ferraz.

Orientação

A orientação da Adab aos produtores é que, ao detectar mordedura em seus animais, seja aplicada a pasta anticoagulante vampiricida, ao redor da ferida por, no mínimo, três dias seguidos.

“Isso porque os morcegos voltam para se alimentar, no mesmo animal e lesão, e se contaminam com a pasta. Ao retornar ao seu habitat, morrem e contaminam outros. Com esse controle direto, estima-se que, para cada morcego que recebeu a medicação tópica, outros 20 também morram, reduzindo o número de casos”, estima Paulo Ferraz.

Como resultado desse trabalho, em Guanambi e região, foram monitorados 8 abrigos de morcegos hematófagos, com captura em um deles de nove animais e tratamento em oito, com utilização da pasta. A ação foi realizada pelos técnicos da Adab.

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Foto: Divulgação/Adab

“Os profissionais precisam se conscientizar de que a raiva é Saúde Única, cuja abordagem precisa ser integrada e a conexão entre a saúde humana, animal e ambiental reconhecida”, adverte Ferraz.

Além disso, ele também reforça sobre a necessidade do criador vacinar, anualmente, contra a raiva o seu rebanho.

“Atualmente, a vacinação apenas se torna obrigatória em casos positivos, na propriedade e área circunvizinha, num raio de 10 quilômetros, mas não podemos negligenciá-la, em função da alta propagação e letalidade”.

A doença

De acordo com a Adab, a raiva é uma doença infecciosa viral aguda grave, que acomete mamíferos, inclusive o homem, e caracteriza-se como uma encefalite progressiva e aguda com letalidade de aproximadamente 100%.

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Foto: Divulgação/Adab

No entanto, trata-se de uma doença passível de controle pela existência de medidas eficientes de prevenção, como a vacinação animal e a realização de bloqueios de foco.

Os animais de produção que podem ser acometidos pela doença são os bovinos e bubalinos, equídeos, ovinos e caprinos, além dos suínos.


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