quinta-feira, março 19, 2026

Agro

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família transforma aviário parado em potência da avicultura paulista



A família Meira construiu uma história de dedicação na avicultura em Campina do Monte Alegre (SP), unindo três gerações em um projeto que segue em expansão. A mudança da capital do estado para o interior marcou o início de um ciclo de trabalho intenso, que transformou um aviário parado em duas propriedades produtivas. A rotina hoje envolve gestão profissional, tecnologia e sucessão familiar planejada. Com isso, a unidade familiar mantém o foco na produção de carne de frango com qualidade reconhecida.

O casal Alberto e Luciana tomou a decisão mais ousada da vida ao deixar São Paulo e recomeçar no campo. Eles equilibraram por anos o emprego na cidade com a construção dos primeiros aviários, até perceberem o potencial da atividade. A cada ciclo, o negócio evoluiu, gerando renda, conhecimento técnico e oportunidades para o filho Roberto. A neta Aurora, ainda pequena, já cresce imersa no ambiente da granja e demonstra curiosidade pelo trabalho dos pais e avós.

A produção atual das propriedades da família Meira se destaca pela organização e pela busca constante por inovação. Eles investiram na modernização dos galpões, no tratamento da água e na qualificação da equipe. Com nove colaboradores, o manejo acontece de forma integrada, respeitando padrões de ambiência e biosseguridade. Isso garante eficiência nos lotes e fortalece a relação com a integradora.

Alberto cresceu na zona rural, convivendo diariamente com o manejo de gado leiteiro e de corte. Mesmo após 17 anos trabalhando em uma multinacional em São Paulo, o vínculo com o campo permaneceu forte. A compra de um aviário parado em 2011 reacendeu o desejo de empreender na produção animal. O primeiro ciclo serviu como teste, mas rapidamente mostrou que havia potencial para crescimento.

A família conciliou por seis anos a vida urbana com o manejo dos aviários. Durante esse período, Alberto ampliou a estrutura e construiu mais dois galpões, sempre buscando orientação técnica e aprendendo com cada desafio. Luciana, veterinária, assumiu a responsabilidade administrativa e reforçou a biosseguridade. Os dois ajustaram processos, enfrentaram dificuldades financeiras e mantiveram o foco no desenvolvimento do negócio.

Com o tempo, a avicultura se tornou a principal fonte de renda e o motor da transição definitiva para o interior. Em 2017, a família decidiu mudar de vez para Campina do Monte Alegre. A presença diária nos aviários aumentou a produtividade e permitiu maior controle sobre ambiência, equipamentos e qualidade da produção.

Hoje, a divisão das responsabilidades fortalece a eficiência das atividades. Alberto cuida da ambiência dos aviários e orienta a equipe no manejo. Luciana coordena a parte administrativa e garante o cumprimento das normas sanitárias. Já Roberto assumiu três aviários na outra propriedade, utilizando sua formação em engenharia ambiental para aprimorar práticas de manejo e sustentabilidade.

A modernização tecnológica também impulsiona o desempenho. Os painéis de controle permitem ajustes remotos de ventilação e temperatura, enquanto os filtros de água desenvolvidos com apoio técnico garantem melhor qualidade no consumo das aves. A integração com a empresa parceira favorece trocas constantes de informação e adoção de boas práticas.

Os resultados aparecem em números expressivos. Em 2023, a família Meira alcançou produção equivalente para alimentar cerca de 380 mil pessoas. Além disso, as duas propriedades acumulam premiações da integradora por desempenho em eficiência, conversão alimentar e qualidade dos lotes. O reconhecimento reforça a importância da presença constante, da liderança e da parceria com os colaboradores.

A família acredita no crescimento contínuo da avicultura e já planeja novos investimentos. Um novo aviário está em fase de terraplenagem, liderado pelo filho Roberto, marcando mais um passo no processo de sucessão. Alberto visualiza um futuro em que poderá reduzir o ritmo no manejo, enquanto o filho assume plenamente a operação das duas propriedades.

Para eles, produzir alimento com qualidade é mais do que um trabalho: é uma missão que envolve responsabilidade com o consumidor e compromisso com o bem-estar animal. A união familiar, o planejamento e o gosto pelo campo são os pilares que sustentam a trajetória. Olhando para trás, o maior orgulho de Alberto não está apenas nos aviários modernos, mas na família que construiu ao longo dessa jornada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Resistência a fungicidas avança no Brasil e exige soluções mais eficientes no manejo


A resistência a Fungicidas é um dos maiores desafios da agricultura moderna e, muitas vezes, se comporta como o uso repetido de alguns medicamentos humanos: quanto mais frequente, menor a eficácia. No campo, quando o mesmo princípio ativo é utilizado constantemente, o organismo ou, neste caso, o fungo, desenvolve formas de se defender. Com o tempo, deixa de responder ao tratamento, reduzindo a eficácia do controle e comprometendo a sanidade da lavoura.

“Na agricultura, a pressão de seleção favorece a sobrevivência dos fungos menos sensíveis. Eles se multiplicam e transmitem essa característica para as próximas gerações. O resultado é uma população resistente e um controle cada vez mais difícil. Por isso, monitorar, alternar e rotacionar fungicidas é essencial para preservar a eficácia das moléculas e garantir uma produtividade sustentável”, explica Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência. 

A resistência a fungicidas é vista globalmente como um dos principais riscos emergentes para a segurança alimentar, segundo estudos internacionais monitorados por redes como o Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas (FRAC) e seu braço brasileiro, o FRAC-BR, responsável por mapear mutações, grupos químicos de maior risco e incidência de resistência nas principais culturas. 

Segundo o FRAC-BR, a resistência é especialmente crítica na soja, uma cultura que enfrenta alta pressão de seleção devido ao uso intensivo de fungicidas para controlar doenças. Nos últimos anos, alguns fungos acumularam resistência parcial aos três principais grupos químicos utilizados no manejo: Triazóis (resistência detectada desde 2006/2007); Estrobilurinas (resistência registrada entre 2011 e 2013) e Carboxamidas (SDHI), resistência identificada entre 2016 e 2017.

A Mancha-parda (Septoria glycines), também apresenta casos de resistência a estrobilurinas, carboxamidas e benzimidazóis. Esses quadros ocorrem devido a mutações genéticas que alteram o local de ação do fungicida, reduzindo sua capacidade de interação com o patógeno. O impacto econômico é expressivo: estima-se que, só na soja, as perdas de produtividade associadas à resistência cheguem a 20% ao ano, dependendo da região e do manejo adotado.

Dotte: tecnologia premium para enfrentar a resistência com eficiência

É nesse cenário que o Dotte, fungicida premium da Ourofino Agrociência, se destaca como uma das soluções mais completas para o manejo fitossanitário. Criado com foco na agricultura tropical, o produto reúne atributos tecnológicos que potencializam o desempenho no campo e reduzem perdas, além de se integrar às principais estratégias de manejo recomendadas pelo FRAC-BR, contribuindo para reduzir a pressão de seleção e preservar a vida útil das moléculas.

 

Entre seus diferenciais estão:

– Triazol de alta performance: reconhecido pela melhor performance do mercado no controle das principais doenças que apresentam risco de resistência, atuando com precisão e consistência.

– Alta concentração de ativos: mais ingrediente ativo por litro, permitindo menor volume aplicado, otimização logística e redução do impacto ambiental.

– Alta adesividade: maior fixação nas folhas, reduzindo perdas por lavagem e aumentando a eficiência em cenários de chuva frequente.

– Absorção gradual: a planta absorve o fungicida progressivamente, garantindo seletividade e performance estável ao longo do tempo.

– Fotoproteção: a tecnologia evita a degradação dos ativos pela luz solar, prolongando a eficácia mesmo em regiões de alta radiação.

– Ação sistêmica: o produto se movimenta dentro da planta, protegendo diferentes partes da folhagem e ampliando o espectro de ação.

– Formulação estável e homogênea: favorece a aplicação, evita entupimento de bicos e oferece segurança operacional.

Para o especialista da Ourofino Agrociência, a manutenção da sanidade da lavoura ao longo do ciclo exige proteção contínua, especialmente diante da crescente resistência de patógenos-chave nas principais culturas brasileiras. “O Dotte, com formulação premium de alta fixação e ação sistêmica, assegura maior proteção foliar e contribui diretamente para a preservação do potencial produtivo”, destaca.

Ao combinar ciência, tecnologia e performance específica para a agricultura tropical, o Dotte reforça o compromisso da Ourofino Agrociência em reimaginar o manejo fitossanitário. Tudo isso para apoiar o produtor e construir lavouras mais saudáveis e resilientes.

 





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Índice global de alimentos cai em novembro



O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos


O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos
O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos – Foto: Pixabay

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO recuou pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 125 pontos em novembro, queda de 1,2% ante outubro. No comparativo anual, o indicador ficou 2,1% abaixo de novembro de 2024 e permanece 21,9% distante do pico de março de 2022. A redução foi puxada por baixas nos segmentos de laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, contrariando a alta registrada nos cereais.

O Índice de Preços de Cereais avançou 1,8% no mês para 105,5 pontos, embora ainda 5,3% inferior ao de um ano antes. O trigo subiu 2,5%, sustentado por possíveis compras da China nos Estados Unidos, por incertezas logísticas no Mar Negro e por expectativas de redução de área na Rússia. Milho, cevada e sorgo também registraram alta, influenciados por demanda firme por produto brasileiro e por atrasos no campo devido às chuvas em Argentina e Brasil. O arroz foi exceção, com queda de 1,5%, reflexo da boa colheita no Hemisfério Norte e da demanda fraca de importação.

Entre os óleos vegetais, o índice caiu 2,6% e atingiu o menor nível em cinco meses, refletindo recuos de palma, canola e girassol, compensando a leve alta do óleo de soja, apoiado pelo uso crescente no biodiesel no Brasil. No grupo das carnes, a queda foi de 0,8%, influenciada pela desvalorização de suínos e aves, enquanto bovinos ficaram estáveis e ovinos subiram. Laticínios recuaram 3,1% e completaram cinco meses de queda. O açúcar apresentou o movimento mais intenso, com baixa de 5,9% em novembro e de 30% em relação ao ano anterior, marcando o menor patamar desde dezembro de 2020.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Falta de chuva pode reduzir qualidade da silagem



RS prevê boa produtividade, mas clima pressiona



Foto: Nadia Borges

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar aponta que, apesar das estimativas elevadas de produtividade do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul, a falta de chuvas começa a preocupar produtores em diversas regiões. Segundo o documento, o estresse hídrico pode comprometer características importantes da planta, como a proporção de colmo verde e a formação dos grãos.

A Emater afirma que, diante desse cenário, alguns agricultores avaliam antecipar a colheita para evitar perdas maiores. “A possibilidade de deterioração das características da planta pode levar à antecipação da colheita”, indica o informativo, ressaltando que a decisão pode ocorrer mesmo com leve redução da qualidade da silagem.

A estimativa da instituição é de que o Estado destine 366.067 hectares ao milho para silagem, com produtividade projetada em 38.338 kg por hectare.

Na região administrativa de Erechim, a semeadura já está concluída. De acordo com o levantamento, 5% das lavouras estão em crescimento vegetativo e 95% em início de pendoamento e espigamento. O informativo registra que “o valor da silagem ensacada está em R$ 650,00 por tonelada”.

Na região de Pelotas, a dificuldade continua sendo a comercialização. Conforme a Emater, o preço da silagem a granel varia entre R$ 200,00 e R$ 250,00 por tonelada, valores descritos como inferiores aos pretendidos pelos produtores.





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AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz alerta que novas regras do piso mínimo de frete agravam crise na orizicultura gaúcha



Entidade aponta que atualização do MDF-e amplia custos


Foto: Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) alerta que a vigência da Nota Técnica 2025.001 v1.03 do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), válida desde 6 de outubro, aprofunda o quadro de dificuldades enfrentado pelos produtores de arroz no Estado. Segundo a nota, a atualização, decorrente da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas prevista na Lei nº 13.703 de 2018, introduz mecanismos automáticos de fiscalização, com cruzamento de dados e possibilidade de autuações diante de divergências.

O documento informa que as novas regras exigem atualização de sistemas internos, revisão de processos operacionais e capacitação das equipes responsáveis pelo preenchimento das informações fiscais. A entidade destaca que essas adaptações elevam custos e aumentam o risco de interrupções logísticas caso sejam identificadas inconsistências no cumprimento das normas.

A Federarroz ressalta que a mudança ocorre em uma safra marcada por prejuízo médio entre vinte e trinta reais por saco comercializado, o que, conforme registra a nota, “agrava ainda mais a severa crise que atravessa o setor orizícola gaúcho”. A entidade afirma que a persistência desse cenário pode comprometer a continuidade da atividade no Rio Grande do Sul, responsável por mais de setenta por cento da produção nacional, com reflexos diretos sobre a segurança alimentar do país.

O documento conclui que a entidade seguirá monitorando a situação e adotando “as medidas estratégicas necessárias à defesa dos interesses dos produtores rurais”. A Federarroz acrescenta que vai judicializar a questão, na medida em que a situação aprofunda concorrência desleal com arroz importado, vez que, segundo informações, a nova tabela não incide no transporte internacional, fato que prejudica ainda mais a combalida economia gaúcha e nacional.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Estimativa da safra de uva 2026 é incerta no Rio Grande do Sul


A produção e a produtividade dos vinhedos depende muito das condições climáticas. Apesar de o inverno deste ano ter sido bastante favorável ao cultivo, a primavera tem apresentado alguns desafios. Diante deste cenário, a Emater/RS-Ascar considera inviável definir uma estimativa de safra neste momento, devido a todos os fatores que ainda podem interferir durante o período em que a frutificação irá se desenvolver. Dessa forma, a Instituição prevê divulgar dados sobre a safra em meados de janeiro.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar Thompsson Didoné, explica que apesar da excelente safra colhida em 2025, tanto em quantidade como em qualidade, os vinhedos vem passando por situações adversas há vários anos. “Nos últimos cinco anos, foram submetidos a estresse devido a severas estiagens e, em 2024, ao intenso e prolongado encharcamento do solo, afetando o sistema radicular por restrições de oferta de oxigênio”, esclarece. No entanto, o inverno desse ano trouxe fortes características favoráveis para uma promissora safra, especialmente o número de horas de frio abaixo de 7,2 oC. Em Vacaria, por exemplo, foram 770h (Agroconnet, Epagri/Ciram), em Caxias do Sul 654h (agroconnet, Epagri/Ciram), e em Veranópolis 399h (Cefruti). “Uma alta somatória de horas de frio abaixo de 7,2°C é indispensável para a uniformidade e vigor da brotação, além de adequado florescimento. A qualidade desse frio também é algo surpreendente, ou seja, não houve nenhum pico de temperaturas mais altas em junho e julho; não obstante isso, soma-se a esses dois fatores a condição de nenhuma geada tardia (agosto/setembro) ter sido registrada”, ressalta Thompsson.

Contudo, conforme o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, especialista em viticultura, apesar do inverno animador, a primavera vem apresentando algumas condições climáticas um tanto adversas ao bom andamento da safra e, dessa forma, preocupantes, como o frio persistente. “Temperaturas noturnas e matinais, nos meses de setembro e outubro, bem abaixo da média para o período (friagens), retardando o desenvolvimento vegetal; alto número de dias com sol encoberto, reduzindo a capacidade fotossintéticas das plantas; segunda quinzena de outubro com presença de muito vento, estressando as plantas; e, por fim, considerável ocorrência do ‘desavinho’, distúrbio fisiológico que converte cachos em gavinhas e reduz o número de bagas/cachos. Outra característica típica dessa perturbação é posição invertida dos cachos (ficando virados para cima) nesse momento de início do desenvolvimento”, observa Todeschini.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi fecha semana com preços estáveis em SP


O informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), apontou estabilidade nas cotações do boi gordo em São Paulo após uma semana de movimentações moderadas no mercado. Segundo a análise, “ao longo da primeira semana de dezembro, o mercado registrou altas de R$2,00/@ para o boi gordo e de R$1,00/@ para o ‘boi China’”, enquanto vaca e novilha permaneceram com preços inalterados. A consultoria atribuiu o cenário à “boa demanda por carne bovina no mercado doméstico e pelo bom desempenho das exportações”, somados a uma oferta compatível com a procura.

Na sexta-feira, os negócios ocorreram em ritmo mais lento, comportamento considerado comum para o dia da semana. A Scot relatou que frigoríficos com escalas mais alongadas “ofertavam valores abaixo da referência”, mas, mesmo assim, a ponta vendedora manteve firmeza nos preços pedidos. Dessa forma, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Para a segunda semana de dezembro, o viés indicado era de preços firmes e demanda consistente.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura alcançaram 318,5 mil toneladas em novembro, superando pela terceira vez seguida a marca das 300 mil toneladas. A Scot destacou que o resultado posicionou o mês como o segundo maior volume da série histórica, ficando acima de setembro e atrás apenas de outubro, com diferença de 2,1 mil toneladas. Segundo a consultoria, o volume embarcado em novembro foi “39,6% maior que o do mesmo mês de 2024”. A média diária atingiu 16,7 mil toneladas e o preço médio da tonelada ficou em US$5,5 mil, crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior.

Embora outubro permaneça como o mês com maior volume exportado, novembro registrou a maior média diária de embarques já registrada. O mês não assumiu a liderança no total acumulado porque teve três dias úteis a menos. Para a Scot, os números demonstram que as exportações “não perderam ritmo ao longo de novembro”. Com o fechamento do mês, 2025 se consolidou como o ano de maior volume exportado da série histórica, com faturamento recorde desde outubro e projeção de que o total ultrapasse US$15 bilhões após o desempenho de dezembro.

A expectativa para dezembro é de manutenção do ritmo forte, impulsionado pela demanda aquecida, especialmente pela redução das tarifas norte-americanas e pela sazonalidade das compras dos EUA entre o fim e o início do ano. A consultoria observa ainda que a China mantém investigações de salvaguarda, mas o adiamento da decisão para janeiro de 2026 evita impactos imediatos sobre o Brasil.





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evento da ACNB consagra Giro do Boi com prêmio máximo da pecuária



O Nelore Fest 2025 reuniu neste sábado (6) em São Paulo os principais criadores da raça que domina 80% do rebanho bovino de corte nacional.

Promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o evento, considerado o ‘Oscar’ da pecuária, entregou os prêmios dos Rankings Nacionais de Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens e do Circuito Nelore de Qualidade.

A cerimônia, que reuniu cerca de 400 criadores e empresários da pecuária, também marcou o encerramento do calendário anual da raça. Estiveram presentes representantes da Bolívia e do Paraguai, reforçando a força da genética que impulsiona a produção de carne em toda a América Latina.

Nesta 25ª edição, o Giro do Boi também subiu ao palco: o programa recebeu o Troféu Nelore de Ouro, reconhecimento máximo concedido pela ACNB. A homenagem celebrou o trabalho jornalístico desenvolvido ao longo de 2025, ano em que o programa exibiu todos os resultados da 27ª temporada do Circuito Nelore de Qualidade e reforçou seu compromisso com a evolução da raça no país.

“Eu fico muito feliz com este reconhecimento. Muito obrigado à ACNB. O Giro do Boi segue firme na missão de levar informação técnica, incentivar boas práticas e valorizar a genética que transforma a pecuária brasileira”, disse Mauro Ortega, apresentador do programa.

Com premiação, homenagens e expectativa de crescimento para 2026, o Nelore Fest reafirma o papel central da genética na produtividade, na qualidade da carne e na competitividade da pecuária brasileira nos mercados interno e externo.



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Mapeamento inédito revela poder do amendoim no Brasil


A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) anuncia o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o primeiro estudo no país a oferecer um raio-x completo do setor, desde o produtor até o exportador, com dados inéditos da safra 2024/2025.

O evento de lançamento será realizado no dia 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto/SP, e marcará a disponibilização de informações que comprovam a relevância da leguminosa no cenário nacional.

Um dos destaques da pesquisa revela que o setor movimentou um faturamento total de R$ 18,6 bilhões no último ano, consolidando o amendoim como um player de grande porte e de alto impacto socioeconômico para o país.

“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega à mesa de negociação de grandes instituições. Temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem a nossa eficiência produtiva, que já é a 3ª maior do mundo”, afirma Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.

Um raio-x socioeconômico para o desenvolvimento setorial

O estudo vai além dos números de produção. Ele compila dados socioeconômicos detalhados que interessam não só ao público em geral – que acompanha a geração de riqueza e emprego – mas, principalmente, a órgãos reguladores, ao setor financeiro e ao mercado de seguros.

O livro oferece uma visão completa da safra 2024/2025 e servirá como base fundamental para o poder público, setor financeiro e de seguros na hora de regular a produção, formatar linhas de crédito e oferecer garantias de safra com precisão.

“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. Esta é a nossa ferramenta para falar ‘para dentro’ do setor e ‘para fora’, com o governo, mostrando a capacidade de geração de valor, emprego e renda que o amendoim tem. É um setor que mais que triplicou o volume de produção na última década e precisa de informações à altura do seu crescimento”, conclui Cristiano Fantin.

O livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e estará disponível para download durante seu lançamento.  A pesquisa foi realizada pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio. 





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Produção de erva-mate avança, mas demanda segue baixa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, a produção de erva-mate apresenta resultados distintos entre as regiões do Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Erechim, a produtividade segue dentro do esperado. O informativo aponta que “a produtividade até o momento está boa, em torno de 900 arrobas por hectare em 6.850 hectares plantados”. O preço pago pela indústria está em cerca de R$ 14,00 por arroba, mas produtores relatam “baixa demanda das indústrias locais pela cultura”.

Em Passo Fundo, a principal atualização foi a inclusão da erva-mate Barbaquá Machadinho entre os 50 produtos selecionados para o Guia de Sabores Únicos do Rio Grande do Sul, edição 2026. A região também recebeu o registro oficial da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Segundo o informativo, a área tem “ampla notoriedade na produção de erva-mate, em especial da variedade Cambona 4”, conhecida pela produtividade e pelo sabor suave.

Os ervais se encontram na fase final de floração e início de frutificação, o que reduziu a colheita devido ao período de brotação. Os preços pagos pela indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 19,00 por arroba na Cultivar Cambona 4. A erva destinada ao sistema barbaquá tem sido comercializada por cerca de R$ 20,00. Também houve aumento na compra de erva-mate cancheada para envelhecimento.

Na região de Soledade, técnicos registraram o início da infestação de ampola, praga que ataca ramos e compromete a produção e a qualidade das folhas. O manejo da broca-da-erva-mate também segue ativo, prática comum nesta época do ano. Conforme o relatório, produtos à base de bioinsumos, como o fungo Beauveria bassiana e a azadiractina, “têm proporcionado bons resultados”, embora a oferta permaneça limitada. Os preços na ervateira variam entre R$ 14,00 e R$ 18,00 por arroba, enquanto o valor cobrado pelos tarefeiros fica entre R$ 4,00 e R$ 8,00 por arroba.





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