sábado, março 21, 2026

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Mato Grosso amplia exportação de carne bovina para Ásia em 40%



Mato Grosso ampliou em 39,4% os embarques de carne bovina para a Ásia entre janeiro e outubro de 2025, na comparação com igual período de 2024, informou o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) em nota.

O estado enviou cerca de 458 mil toneladas de proteína bovina para 12 países asiáticos. Neste ano, 60,6% de toda a carne exportada pelos pecuaristas mato-grossenses teve como destino o continente, participação maior que os 52,2% registrados em 2024.

“A Ásia é hoje o principal motor de crescimento para as exportações de carne bovina e Mato Grosso está muito bem posicionado para atender essa demanda”, disse, em nota, o diretor de Projetos do Imac, Bruno de Jesus Andrade.

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A China continua como o principal destino. De janeiro a outubro de 2025, os chineses compraram 413,6 mil toneladas, acima das 284,1 mil adquiridas no igual intervalo de 2024.

A Indonésia teve o salto mais expressivo: passou de apenas 250 toneladas em 2024 para 3,1 mil toneladas nos dez primeiros meses de 2025, alta de 1.160%.

Além desses mercados, Mato Grosso também ampliou embarques para Macau, Hong Kong, Filipinas, Timor-Leste, Cingapura, Malásia, Camboja, Maldivas, Casaquistão e Turcomenistão.



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Busca por eficiência na pecuária leva produtores a repensarem o manejo de pastagens



No norte de Mato Grosso, pecuaristas têm buscado novas formas de aumentar a produtividade e reduzir custos no campo. Em Nova Bandeirantes, a fazenda do pecuarista, Henrique Della Rosa, se tornou um exemplo desse movimento ao adotar um sistema de manejo de pastagens mais estratégico, aliado à terminação intensiva a pasto (TIP) e ao uso de tecnologias que otimizaram as operações.

Della Rosa trabalha há cerca de 10 anos com recria e engorda, sempre com foco em melhorar o desempenho do rebanho. O avanço começou com o entendimento de que fatores como tamanho dos piquetes, distância até a água e acesso ao coxo influenciam diretamente no resultado. O sistema de pastejo rotacionado, aprimorado ao longo do tempo, abriu caminho para o próximo passo.

Nos últimos dois anos, a fazenda entrou em uma nova fase com a implementação da terminação intensiva a pasto. O processo envolveu a instalação de uma fábrica de ração, aquisição de carregadeira, distribuidor e outros equipamentos que permitiram maior agilidade e precisão na distribuição do alimento. “A ideia é melhorar a logística e garantir máxima eficiência no ganho de peso”, explicou o produtor.

A propriedade foi dividida em 24 módulos, cada um com setores que reúnem até quatro remangas e de nove a 12 piquetes, com áreas de 5 a 8 hectares. O grande diferencial está no uso do coxo de autoconsumo, que dispensa o manejo diário. A tecnologia, pouco difundida até então, foi testada e adaptada pela equipe.

O resultado foi uma redução significativa na frequência de trato. “Num período de 100 a 120 dias de engorda, visitamos o coxo apenas 25% dos dias, ou seja, duas vezes por semana”, destaca Della Rosa.

Pecuária além da porteira

Além da pecuária, a fazenda mantém áreas de teca e mogno-africano desde 2014. O sistema integrado oferece sombra ao gado e gera renda complementar, embora não seja o foco principal do negócio.

A grande virada, no entanto, veio quando a família passou a olhar a pecuária para além da produção. Após 25 anos concentrados em índices zootécnicos, os últimos cinco foram dedicados a entender melhor a comercialização.

“Isso fez a gente entender que você pode ser o melhor nos índices zootécnicos, mas se você estiver comprando a categoria de animal errada e na hora errada, os seus resultados serão comprometidos. Ou seja, a produção não superará o comércio”, afirma Della Rosa.

Segundo o consultor do programa Fazenda Nota 10 reforça que gestão, números e estratégia são cada vez mais indispensáveis, avaliar custos, margens e produtividade se tornou rotina obrigatória. “O pecuarista precisa conhecer seus números, como está o seu negócio. Olhar para a pastagem, produtividade, saúde e bem-estar animal”, destaca.



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confira como o mercado estreou dezembro



O mercado físico do boi gordo abre a semana apresentando preços em predominante acomodação. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitas indústrias permanecem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no restante da semana.

“Vale mais uma vez mencionar que a expectativa de demanda para o mês de dezembro é favorável, com o consumo no mercado doméstico em seu ápice e com um forte ritmo de embarques, com a retomada das vendas aos Estados Unidos como ponto forte em um momento em que a demanda chinesa costuma não ser tão intensa”, ressaltou.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 322,33
  • Goiás: R$ 314,11
  • Minas Gerais: R$ 317,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 299,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer da segunda-feira.

“O ambiente de negócios ainda sugere pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre. Cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo”, detaha Iglesias.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,50 o quilo;
  • Quarto dianteiro: ainda está a R$ 1900 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50 por quilo.

Já o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,44%, sendo negociado a R$ 5,3585 para venda e a R$ 5,3565 para compra



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Alta ou queda? Saiba as cotações de soja na primeira segunda-feira de dezembro



O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucas novidades nesta segunda-feira (1°). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, preços melhoraram em algumas praças, mas foram movimentos pontuais. Ele acrescenta que as melhores indicações apareceram no porto, com pagamento no final de dezembro e janeiro, porém sem grandes ofertas efetivas.

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Segundo Silveira, o produtor continua segurando o que resta da soja disponível, enquanto a safra nova segue com vendas muito lentas. “O dólar subiu e Chicago caiu mais forte, mas os prêmios ajustaram esse movimento, deixando os preços do spot praticamente estáveis”, avaliou.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 137,00 para R$ 138,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (1°) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O cenário de ampla oferta mundial da commodity e as dúvidas sobre o ritmo das compras chinesas pressionaram as cotações na abertura da semana, com agentes realizando lucros acumulados recentemente.

O mercado segue cético quanto à possibilidade de a China encerrar o ano com a aquisição de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, conforme o acordo anunciado entre Pequim e Washington no final de outubro. As compras aumentaram, mas ainda aquém do necessário, enquanto a soja sul-americana mantém alta competitividade.

As exportações líquidas norte-americanas de soja na temporada 2025/26 somaram 1,449 milhão de toneladas na semana encerrada em 23 de outubro, segundo o USDA. As inspeções de exportação atingiram 920.194 toneladas na semana encerrada em 27 de novembro.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão para janeiro recuaram 9,75 centavos (0,85%), fechando a US$ 11,28 por bushel. O mês de março terminou a US$ 11,38 por bushel, queda de 8,00 centavos (0,69%).

Nos subprodutos, o farelo para janeiro caiu US$ 4,10 (1,28%), a US$ 314,60 por tonelada. O óleo para janeiro subiu 0,31 centavo (0,59%), fechando a 52,36 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,3585 para venda e R$ 5,3565 para compra, oscilando entre R$ 5,3277 e R$ 5,3617 ao longo da sessão.



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Espanha registra dois casos de peste suína africana em javalis



A Espanha mobilizou 117 integrantes da Unidade Militar de Emergências (UME) para combater o surto de Peste Suína Africana (PSA) detectado na última sexta-feira (28) no Parque Natural de Collserola, região metropolitana de Barcelona, e formalizado nesta segunda (1) pelas autoridades do país.

Em coletiva de imprensa, o responsável regional de Agricultura, Òscar Ordeig, contou que dois javalis foram encontrados mortos e testaram positivo para a doença. Segundo ele, os militares destacados se juntam a outros 300 agentes para realizar trabalhos com drones, desinfecção, prospecção, busca e retirada de animais.

Após a confirmação dos casos, os primeiros na Espanha desde 1994, foi decretado alerta sanitário e fechado um amplo perímetro de mata nas imediações do parque onde os casos foram descobertos. De acordo com Ordeig, por enquanto não há registro de outras ocorrências, porém, oito mortes suspeitas de javalis aguardam resultado de laboratório.

A Espanha é o maior exportador de carne suína da União Europeia e ocupa a terceira posição no mundo, vendendo todos os anos cerca de 2,7 milhões de toneladas para mais de 100 países, quase 90% a mais que a 1,45 milhão que o Brasil deve embarcar em 2025.

Conforme as autoridades do país, considera-se que o vírus da PSA pode ter chegado por meio de um embutido contaminado transportado por estrada e consumido pelos javalis, hipótese que ainda não foi confirmada.

Vale lembrar que a Peste Suína Africana não afeta seres humanos, mas é altamente contagiosa e letal entre os suínos.



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Demanda firme sustenta preços no mercado de feijões



No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas


No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas
No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas – Foto: Canva

A semana foi marcada por maior movimentação no mercado de feijões, com destaque para a região de Paranapanema e Itaí, em São Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a demanda pelo feijão-carioca ganhou ritmo e trouxe um ponto de equilíbrio momentâneo às negociações. Os valores ficaram próximos de R$ 240 por saca ao produtor, com prazos de pagamento entre 15 e 30 dias. O comportamento indica estabilidade, embora ainda reflita a postura de compradores que testam alternativas diante da oferta limitada.

No feijão-preto, o cenário permaneceu semelhante ao das últimas semanas. As negociações seguiram entre R$ 130 e R$ 150 por saca de 60 quilos, variando conforme a qualidade e a urgência de cada operação. O mercado avança em ritmo moderado, mas com firmeza suficiente para sustentar as referências dentro desse intervalo.

O feijão-rajado continua com poucos negócios em Minas Gerais. Há conversas em andamento, porém sem volume capaz de firmar uma referência mais sólida. Os preços giram em torno de R$ 190 a R$ 200 FOB Goiás e Minas Gerais, o que evidencia a sensibilidade das condições atuais. Parte do produto permanece estocada com exportadores que não encontraram espaço para escoar todo o volume produzido neste ano.

O comportamento da semana reforça características típicas do período de entressafra, no qual a maior oferta tende a estabilizar as cotações e alongar prazos. O mercado segue operando com cautela e atenção redobrada, especialmente diante da expectativa de estoques mínimos para o Feijão-carioca. As informações foram divulgadas na última sexta-feira.

 





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Especialista chama Marina Silva de ‘extremista’ e critica visão ecológica



A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, voltou a criticar a decisão do Congresso Nacional de derrubar os 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Em publicação nas redes sociais, Marina diz que o ato fragiliza salvaguardas ambientais importantes em um momento de crescente ocorrência de eventos climáticos extremos no país.

Segundo a ministra, os vetos presidenciais foram embasados em pareceres técnicos, jurídicos e científicos, construídos com a participação de órgãos ambientais e representantes da sociedade civil.

“Os vetos tinham um propósito muito claro, proteger a vida das pessoas, nossos biomas e o desenvolvimento econômico do país, bem como garantir segurança jurídica para os negócios e empreendimentos responsáveis”, afirmou. Ela citou ainda que a derrubada dos vetos ocorre enquanto o Brasil enfrenta consequências de tragédias como Mariana e Brumadinho, além da seca na Amazônia, das chuvas no Rio Grande do Sul e do tornado no Paraná.

Outro lado

O presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Ibrades), Georges Humbert, discordou da avaliação de Marina e classificou a posição da ministra como “extremista”, afirmando que ela se apoia exclusivamente em uma visão ecológica e ideológica.

Para Humbert, o atual modelo de licenciamento ambiental brasileiro é “atrasado”, baseado em normas de 1986 e 1997, e não acompanha os avanços tecnológicos disponíveis hoje, como monitoramento por satélite, uso de drones e georreferenciamento. “O Brasil tem as normas ambientais mais restritivas e protetivas do G20. Somos campeões em preservação quando comparados às maiores economias do mundo”, destacou.

O presidente lembrou que o país opera há décadas sem uma lei federal de licenciamento, baseando-se em resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), instrumento que, segundo ele, não foi capaz de impedir tragédias como Mariana e Brumadinho.

Para Humbert, ao contrário da visão da ministra, o retrocesso estaria na manutenção do sistema atual, que, em sua avaliação, impede avanços estruturais e não oferece a segurança jurídica necessária.

Ele também argumentou que o licenciamento ambiental deveria tratar de forma diferente realidades distintas entre campo e cidade. “A lei moderniza o sistema ao tratar situações desiguais de forma desigual”, afirmou.

O especialista defendeu ainda que resoluções criadas antes mesmo da Constituição de 1988 não deveriam prevalecer sobre uma lei debatida por mais de 20 anos no Legislativo. “A ausência dessa lei e o veto a ela representam um retrocesso democrático”, completou.

Reflexos para o agronegócio

Ao comentar possíveis reflexos da decisão para o agronegócio, Humbert avaliou que o setor tende a ser beneficiado. Para ele, as atividades agropecuárias têm impactos conhecidos e mitigáveis, que dispensariam um licenciamento trifásico.

“O agro espera que a lei seja estabilizada, que a segurança jurídica ao sistema de licenciamento ambiental e que a ideologia, o extremismo ecológico, a paixão ideológica da ministra não prevaleça à Constituição”, concluiu.



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Preocupação com a safrinha e La Niña na Argentina devem elevar preço do milho



O contrato de milho para janeiro de 2026 encerrou a US$ 4,35 por bushel na Bolsa de Chicago na última sexta-feira (28), alta de 2,33% ante à semana retrasada.

Na B3, o mesmo vencimento teve alta ainda mais expressiva, de 4,48%, fechando a R$ 74,39 por saca. A alta foi acompanhada no mercado físico, que fechou positivo na maior parte das regiões.

E agora, o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto traz pontos de destaque para o mercado do milho nesta semana que se inicia:

  • Influência do La Niña: o fenômeno climático traz riscos relevantes para o milho na Argentina. A projeção de 52 milhões de toneladas para 2025/26 está ameaçada, já que o plantio avança lentamente devido ao excesso de umidade em algumas regiões e, principalmente, porque o cereal precoce, semeado entre setembro e outubro, entrará em fase crítica de polinização e enchimento de grãos entre dezembro e janeiro. “Esse período deve coincidir com forte restrição hídrica e temperaturas que podem ultrapassar 40°C, condições que elevam o risco de abortamento de espigas e cortes severos na produtividade”, destaca a empresa.
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  • Exportações brasileiras: a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu sua projeção de exportações de milho para novembro para 6,11 milhões de toneladas, queda de 3,9% frente aos 6,36 milhões estimados na semana passada. Mesmo com o ajuste, o volume permanece 24,2% acima das 4,92 milhões de toneladas embarcadas em novembro de 2024. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no acumulado até outubro, os envios totalizam pouco menos de 30 milhões de toneladas. Já para a semana de 23 a 29 de novembro, o line-up dos portos indicou programação de 1,67 milhão de toneladas de milho, aumento de 10,1% em relação à semana anterior.
  • Safrinha 2026 já preocupa: o atraso no plantio da soja no Cerrado e no Matopiba está empurrando o início da semeadura do milho safrinha para fora da janela mais favorável, já que a colheita da oleaginosa também será postergada. Com isso, parte das lavouras de milho será implantada justamente quando as chuvas começam a perder intensidade, elevando o risco climático da segunda safra de 2026, avalia a Grão Direto. “O mercado futuro já antecipa esse cenário e incorpora prêmios de risco na curva do milho para o segundo semestre do próximo ano. Como a safrinha representa cerca de 75% de toda a produção nacional, qualquer impacto relevante tende a pressionar a oferta”, salienta a plataforma.

Por fim, a empresa avalia que o milho poderá manter o movimento de valorização no mercado interno no curto prazo. “A crescente preocupação com o clima para a próxima safrinha, somada a uma demanda doméstica firme, sustenta os preços, mesmo diante da pressão baixista do cenário internacional”, finaliza.



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Calor de 40°C e chuvas de até 70 mm devem atingir diferentes regiões nos próximos dias; saiba onde



A previsão do tempo para dezembro acende um sinal de atenção para as principais regiões produtoras de soja do país. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês será marcado por temperaturas acima da média em praticamente todo o território nacional, com risco maior em áreas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, onde os termômetros podem chegar a 40 °C.

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Além do calor intenso, a distribuição das chuvas deverá seguir irregular. Para dezembro, no Sudeste, Matopiba e parte do Centro-Oeste, a previsão indica volumes acima da média, favorecendo a manutenção da umidade do solo.

Situação no RS

O cenário mais preocupante está no Rio Grande do Sul. O estado enfrenta um período de chuvas reduzidas, e as temperaturas devem voltar a subir nas próximas semanas. As precipitações mais volumosas só são esperadas entre o final de dezembro e o início de janeiro, ampliando o risco de déficit hídrico nas lavouras.

O tempo nos próximos cinco dias

Nos próximos cinco dias, a umidade estará concentrada sobre Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Matopiba, com expectativa de 50 a 70 mm de chuva. Porém, entre 7 e 11 de dezembro, o Centro-Sul volta a registrar chuvas irregulares e pouco volumosas, exigindo atenção especial no oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Em contrapartida, Goiás, Mato Grosso e Rondônia devem acumular mais de 50 a 70 mm em cinco dias, chegando a mais de 100 mm em dez dias. Para os produtores de Mato Grosso que enfrentaram necessidade de replantio, o cenário é confortável: a tendência indica retomada consistente das chuvas em todo o estado.

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‘Crise no leite é longa, mas não chegamos no fundo do poço’, diz dirigente da Farsul



O produtor de leite brasileiro enfrenta baixas sucessivas nos preços e muitos veem um cenário de crise formado no setor. Em outubro, a cotação considerada a “Média Brasil” fechou com recuo de 5,9%, com o litro em R$ 2,2996. O resultado marca o sétimo mês seguido de queda, com desvalorização de 21,7% no ano, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para Allan Tormen, produtor de leite do Rio Grande do Sul, porém, as dificuldades observadas neste momento não são novidade e demandam resiliência. Em entrevista ao Canal Rural, o presidente do Sindicato Rural de Erechim e coordenador da Comissão de Leite e Derivados da Farsul detalhou os principais movimentos e desafios atuais envolvendo a cadeia produtiva.

Quando a produção global aumenta, os principais players aumentam juntos

Tormen explica que a pressão nas cotações do leite se dá pela maior disponibilidade do produto no mercado interno. Além disso, as importações também vêm ganhando força. A oferta elevada, entretanto, não fica restrita somente ao Brasil, que segundo ele deve aumentar a produção em cerca de 8% em 2025.

“Hoje, os grandes blocos estão aumentando produção: Nova Zelândia, os quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai) e os Estados Unidos. Então há maior oferta mundial, o que pressiona os preços nos mercados importadores”, afirma.

Falta poder de barganha e consolidação no setor

Na avaliação de Tormen, um dos pontos mais sensíveis é a “falta de poder de barganha” no setor, tanto para produtores quanto indústrias. “A indústria vê o produtor como fornecedor. Se o volume e a qualidade são interessantes, ela não quer perder. Então valoriza fornecedores-chave”, explica.

Somado a isso, na visão dele, falta consolidação de mercado e a indústria acaba priorizando os fornecedores que conseguem negociar melhor. Mas como seria feita essa reestruturação?

“Quem vai fazer isso é o mercado. Enquanto muitos produtores saem da atividade, outros podem não estar ganhando o que gostariam, mas vão sair vivos e em melhores condições para o próximo ciclo”, afirma. Só que o diagnóstico feito por ele é que o setor tem espaço para reagir. Isso porque ciclos de crise abrem oportunidades para propriedades mais estruturadas e a consolidação tende a trazer um ambiente mais previsível.

Ao ser perguntado sobre o tipo de crise que o setor leiteiro enfrenta atualmente, Tormen é categórico ao afirmar que o caminho é longo e tende a se agravar. “É uma crise longa, mas não chegamos ao fundo do poço”, diz. Ele reforça que o futuro depende de mudanças econômicas, políticas e de comportamento por parte dos produtores.

O que o produtor de leite pode esperar?

Para Tormen, a saída passa por profissionalização e organização. Ele defende que o setor precisa avançar em modelos contratuais que deem previsibilidade para produtores e indústrias, reduzindo a volatilidade típica do mercado. “Sem informação e sem um acordo claro, ninguém consegue tomar decisões assertivas”, resume.

O dirigente lembra que crises anteriores já forçaram mudanças profundas na cadeia e que o momento atual não é diferente. Se de 12 meses, sete foram de queda no preço do leite, o produtor tem que estar preparado para negociar. “Ele vai ter que olhar para o que está acontecendo no mundo e pensar o negócio dele no médio e longo prazo”, alerta. Ferramentas de gestão, seguro rural mais robusto e diálogo entre os elos da cadeia são, segundo ele, essenciais para atravessar o ciclo negativo.

Mesmo reconhecendo que o cenário deve continuar pressionado nos próximos meses, Tormen afirma que propriedades estruturadas podem sair fortalecidas. Para ele, entretanto, o desafio é transformar a atividade em um negócio sustentável, com foco em eficiência, custo e estratégia de longo prazo. “Fica no mercado quem produz o que o cliente quer comprar, com o preço que o mercado diz que é o justo”, conclui.



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