sábado, março 21, 2026

Agro

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Brasil fecha acordos com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para ampliar exportações do agro



O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitem a ampliação das exportações do agronegócio para Filipinas, Guatemala e Nicarágua. As autorizações envolvem diferentes produtos e reforçam a estratégia brasileira de diversificar destinos e ampliar o portfólio exportador.

Filipinas autorizam importação de gordura bovina do Brasil

As autoridades sanitárias das Filipinas aprovaram a entrada de gordura bovina brasileira, insumo usado pela indústria de alimentos e também na produção de biocombustíveis, como diesel verde e Sustainable Aviation Fuel (SAF), combustíveis de aviação de baixo carbono.

Com cerca de 115 milhões de habitantes, as Filipinas são um dos principais mercados consumidores do Sudeste Asiático. De janeiro a outubro de 2025, o país importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros.

Guatemala libera arroz beneficiado

Na Guatemala, o Brasil recebeu autorização para exportar arroz beneficiado (sem casca). O país centro-americano, com população de aproximadamente 18 milhões de habitantes, comprou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários brasileiros entre janeiro e outubro deste ano, com cereais liderando as vendas.

Nicarágua abre mercado para sementes brasileiras

A Nicarágua autorizou a importação de sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos importantes para sistemas agrícolas tropicais, usados para elevar produtividade, melhorar o solo e reduzir o uso de fertilizantes minerais.

Entre janeiro e outubro de 2025, o país importou cerca de US$ 55 milhões em produtos do agronegócio brasileiro.



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Governo estima que isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia



O governo federal estima que a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil deve injetar R$ 28 bilhões na economia brasileira. O dado foi apresentado pelo presidente Lula durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite de domingo (30).

Segundo cálculos do governo, um trabalhador com salário de R$ 4.800 deixará de pagar o imposto, o que representa uma economia anual de aproximadamente R$ 4 mil.

A medida altera apenas as faixas de isenção e os descontos, mas não corrige toda a tabela do Imposto de Renda. Assim, contribuintes com renda acima de R$ 7.350 continuam enquadrados na alíquota máxima de 27,5%. De acordo com o governo, uma revisão completa da tabela teria custo superior a R$ 100 bilhões por ano.

Para compensar a redução de arrecadação, a nova lei cria uma alíquota adicional de até 10% para contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano, cerca de R$ 50 mil por mês. A mudança deve atingir aproximadamente 140 mil pessoas classificadas como de alta renda.

Atualmente, segundo dados oficiais, esse grupo paga uma alíquota efetiva média de 2,5%, devido ao uso de rendimentos isentos como lucros e dividendos. Já trabalhadores assalariados recolhem, em média, entre 9% e 11%.

A cobrança extra não se aplica a contribuintes que já pagam alíquotas superiores a 10% nem incide sobre rendimentos como:

  • ganhos de capital,
  • heranças e doações,
  • rendimentos recebidos acumuladamente,
  • aplicações isentas (como poupança),
  • aposentadorias por moléstia grave,
  • indenizações.

A lei também estabelece limites para evitar que a soma dos tributos pagos por empresas e por seus sócios ultrapasse percentuais definidos para setores financeiros e não financeiros. Se isso ocorrer, o contribuinte terá direito a restituição na declaração anual.

As alterações no Imposto de Renda entram em vigor a partir de janeiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Compras da China sustentam alta da soja em Chicago


A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o dia, a semana e o mês de novembro em alta, impulsionada pelo foco renovado nas compras chinesas. Segundo dados da TF Agroeconômica, a movimentação da China segue como principal catalisador do mercado, mesmo com volumes confirmados abaixo do esperado. Os contratos para janeiro fecharam em 1137,75 cents por bushel, alta de 0,55%, enquanto março avançou para 1146,00 cents. No complexo, o farelo recuou e o óleo voltou a ganhar força.

O mercado trabalhou em sessão encurtada após o feriado, mas manteve a atenção sobre as compras da China, tema dominante entre operadores e analistas. Os números divulgados pelo USDA mostraram que apenas 18,76% das compras prometidas até o fim do ano foram efetivadas, bem abaixo da especulação de cerca de 35%. Como a soja americana está mais cara que a brasileira, as compras têm sido feitas principalmente por estatais chinesas em movimento considerado político, o que limitou avanços mais fortes no pregão.

As vendas totais de soja no ano comercial seguem 38% abaixo do registrado no ano anterior. Em sentido oposto, o farelo mostra alta acumulada de 7% e o óleo 21%, refletindo maior demanda por derivados. No balanço semanal, a soja acumulou ganho de 1,13%, enquanto o farelo cedeu 0,22% e o óleo subiu 2,98%, reforçando o comportamento distinto entre os produtos do complexo.

No fechamento de novembro, o grão acumulou valorização de 1,99%, com avanço de 22,25 cents por bushel. O farelo terminou o mês em queda de 2,2%, enquanto o óleo apresentou desempenho expressivo, subindo 6,33%, resultado equivalente a 3,08 cents por libra peso. A movimentação do mês reforça a sensibilidade do mercado às decisões chinesas e mantém os operadores atentos ao ritmo das compras nas próximas semanas.

 





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Trump mira o petróleo da Venezuela, mas a tensão geopolítica respinga no Brasil


A decisão de Donald Trump de fechar o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela, aliada às declarações de que os EUA “não descartam operações terrestres” contra alvos ligados ao narcotráfico, reacendeu uma tensão geopolítica inédita no continente.

Segundo análises veiculadas pela imprensa internacional, a medida aumenta a pressão para que os próprios militares venezuelanos derrubem Nicolás Maduro, ou o obriguem a negociar nos termos de Washington. É um movimento calculado, que transforma o cerco militar em ferramenta política.

Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que a guerra às drogas, embora central na retórica, não explica tudo. Há interesses maiores em jogo.

A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, boa parte na forma de petróleo pesado, essencial para refinarias que produzem diesel, combustível crítico para logística, transporte, agricultura e indústria.

A queda de Maduro abriria espaço para:

  • reativação de campos hoje subutilizados,
  • retomada de investimentos de petroleiras americanas,
  • ampliação do controle dos EUA sobre um ativo energético estratégico,
  • redução da influência da Rússia, China e Irã sobre Caracas.

Em outras palavras: o combate às drogas é a narrativa; o petróleo é o objetivo estratégico. E por estar a apenas algumas horas de voo dos EUA, a Venezuela é um prêmio geopolítico com enorme valor energético e militar.

Há outra verdade incômoda: os EUA gastaram centenas de bilhões de dólares em combate ao narcotráfico nas últimas décadas, e o consumo interno só aumentou.

Décadas de operações militares, acordos bilaterais, destruição de laboratórios e cooperação com governos latino-americanos não impediram que:

  • mais de 220 americanos morrem por overdose por dia,
  • mais de 70 mil morram por fentanil por ano,
  • opióides sintéticos estejam em 60% das mortes por overdose.

Se, apesar de tudo isso, o consumo cresce, a conclusão é inevitável: o problema não está apenas na oferta, está na demanda interna.

A crise real está dentro dos EUA: o “American Dream” virou frustração. A sociedade americana atravessa uma crise silenciosa e profunda. A promessa do “American Dream”, prosperidade em troca de trabalho duro, não se cumpriu para milhões.

Hoje, o país vive:

  • jovens esmagados por dívidas estudantis;
  • salários estagnados;
  • moradia inacessível;
  • empregos precários;
  • desindustrialização de cidades inteiras;
  • perda de vínculos comunitários;
  • epidemia de ansiedade, depressão e solidão.

Resultado: uma população em busca de alívio, e a droga oferece exatamente isso. Não é a fronteira que “invade” os EUA; é a sociedade americana que procura anestesia.

Por isso a guerra às drogas falhou. Ela combate sintomas externos, mas ignora as causas internas, emocionais, econômicas e culturais.

Trump pode fechar o espaço aéreo, ameaçar Caracas, usar a bandeira do combate às drogas e mirar as reservas de petróleo da Venezuela.

Mas a verdade é simples: a maior causa da crise está dentro dos EUA, não fora deles.

E se uma intervenção acontecer, seus efeitos não serão locais, vão atravessar fronteiras, elevar riscos, afetar mercados e chegar ao Brasil, atingindo desde o câmbio até o custo da produção agrícola.

A guerra que se anuncia é, na essência, uma guerra de narrativas, mas seus impactos serão bem reais para economias inteiras.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Expectativa de corte de juros pelo Fed impulsiona mercados


No morning call de desta segunda-feira (1), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a expectativa de corte de juros pelo Fed em dezembro impulsionou bolsas globais, moedas e metais preciosos.

No Brasil, real fechou a R$ 5,33 e Ibovespa atingiu 159 mil pontos em novembro, com alta de mais de 6%. Hoje, destaque para índices de preços, dados industriais, PMIs e, nos EUA, núcleo do PCE e confiança do consumidor, que devem balizar o apetite por risco.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Dezembro começa com chuva forte e temporais; veja a previsão do tempo



A semana começa com condições de tempo bastante contrastantes pelo Brasil. Enquanto novas áreas de instabilidade ainda atuam com força sobre o Sul, outras regiões enfrentam sol forte, calor e baixa umidade nesta segunda-feira (1).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul tem chuva forte e risco de temporais ao longo do dia

O estado do Rio Grande do Sul segue sob instabilidades desde as primeiras horas desta segunda-feira. Há risco de pancadas moderadas a fortes, além de temporais isolados.
No início da tarde, a chuva avança pelo oeste de Santa Catarina e alcança a metade sul e o oeste do Paraná.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No norte paranaense, o tempo permanece mais firme. Até a noite, as condições melhoram na Campanha Gaúcha. As temperaturas voltam a subir gradualmente no território gaúcho, enquanto norte e Serra do RS, além do interior catarinense, seguem com clima mais ameno. No norte do Paraná, o calor ganha intensidade.

Nas primeiras horas do dia, há previsão de pancadas isoladas no oeste e noroeste de Minas Gerais. Ao longo do dia, novas instabilidades avançam pelo Triângulo Mineiro e atingem o oeste, norte e nordeste de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns momentos. No sul paulista, as pancadas podem ocorrer no fim da tarde.

Nas demais áreas do Sudeste, o sol predomina e o tempo fica firme. As temperaturas permanecem altas, especialmente no oeste e na metade norte de São Paulo. A umidade relativa do ar segue baixa em partes do território paulista e no Triângulo Mineiro.

As instabilidades continuam atuando entre o oeste e o leste de Mato Grosso e na faixa central de Goiás.
Ao longo do dia, ganham força nos dois estados. A baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai intensifica também as áreas de chuva no Mato Grosso do Sul, com pancadas moderadas a fortes e risco de temporais no sul do estado.

No leste de Mato Grosso, o tempo fica mais aberto. As temperaturas altas deixam a sensação de abafamento em toda a região.

Nordeste tem chuva fraca e calor no interior

A chuva ocorre de forma fraca e isolada no sul e litoral da Bahia, além do oeste e áreas do interior baiano. Na metade sul do Maranhão e do Piauí, as instabilidades persistem com intensidade fraca a moderada, podendo ser mais fortes em pontos do Maranhão.

Nas demais áreas, o tempo fica firme, com calor e baixa umidade em partes do interior.

Norte tem pancadas fortes em AC, RO, RR e TO; chuva diminui no Amazonas e Pará

As instabilidades diminuem no leste do Amazonas, mas seguem ativas na metade oeste do estado, além do Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, onde há risco de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados.

No Pará, a chuva perde força, mas ainda ocorre de forma fraca a moderada na metade sul. Em grande parte do estado e no Amapá, o tempo permanece mais estável e as temperaturas seguem elevadas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Florada favorece colheita de mel no Rio Grande do Sul



Manejos fortalecem colmeias e ampliam produção



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (27) aponta que os apicultores do Rio Grande do Sul intensificaram os manejos voltados ao fortalecimento das colmeias e ao aumento da produção de mel, aproveitando a boa florada registrada nas últimas semanas. Segundo o boletim, entre as principais atividades realizadas estão “a vistoria dos apiários, a ampliação do espaço nos ninhos por meio do manejo de caixilhos e a colocação de melgueiras”, além de raspagem de própolis, derretimento de cera, monitoramento de predadores, instalação de caixas-iscas e roçadas nas áreas dos apiários. A colheita de mel já ocorre em diversas propriedades, com resultados considerados positivos.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que, em Dom Pedrito, os apiários instalados em matas e campos nativos com maior diversidade vegetal apresentam “volumes esmagadores de mel”. Já áreas com baixa diversidade de espécies não registraram resposta produtiva. Colmeias posicionadas próximas a lavouras de canola tiveram bom desempenho, com destaque para a multiplicação de enxames e recuperação das colônias.

Nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Ijuí e Santa Maria, as condições ambientais favoreceram o forrageamento das abelhas. Houve “aumento expressivo das floradas”, o que estimulou a postura das rainhas e ampliou a população dos enxames. Em Erechim, algumas colmeias são enfraquecidas e apresentam postura baixa, o que levou à substituição de rainhas. Mesmo assim, a Emater relata que “a atividade segue em condições cumpridas”, com expectativa de produção entre 30 e 40 kg por colmeia.

Na região de Soledade, o predomínio do tempo seco favoreceu a movimentação das abelhas, embora temperaturas abaixo do ideal em alguns períodos tenham limitado a intensidade da atividade.





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AgroNewsPolítica & Agro

Pressão de oferta mantém preços do arroz em queda



A expectativa de que as exportações ajudariam a aliviar a pressão não se confirmou


A expectativa de que as exportações ajudariam a aliviar a pressão interna não se confirmou
A expectativa de que as exportações ajudariam a aliviar a pressão interna não se confirmou – Foto: Divulgação

O mercado de arroz atravessou o segundo semestre de 2025 com preços em trajetória de queda, refletindo um balanço de oferta e demanda bastante folgado, segundo o Itaú BBA. As cotações chegaram a cerca de R$ 53 por saca em novembro, nível 50% inferior ao registrado um ano antes e que limita a margem do produtor diante da ampla disponibilidade do grão e da demanda enfraquecida. 

A expectativa de que as exportações ajudariam a aliviar a pressão interna não se confirmou. O câmbio desfavorável e a concorrência externa reduziram a competitividade, deixando os embarques abaixo do previsto. Com isso, a projeção é de estoques de passagem elevados no início da safra 2025/26, estimados pela Conab em mais de 2 milhões de toneladas.

O avanço do plantio até novembro confirmou a redução de área esperada, resultado direto das margens comprimidas e do uso menor de tecnologia como estratégia de controle de custos. Mesmo com perspectiva de produção inferior, o clima tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras, já que o fenômeno La Niña não interfere no cultivo irrigado. As projeções, porém, indicam que os preços ao produtor devem seguir pressionados se não houver alternativas para escoar o excedente. A combinação de oferta confortável e demanda fraca mantém o mercado em condição crítica para a temporada 2025/26, exigindo gestão mais rigorosa do produtor para mitigar riscos e proteger a margem.

Para a indústria, o ambiente também é adverso. A liquidez segue baixa, enquanto a formação de estoques é limitada pelo alto custo de armazenagem e pelas taxas de juros elevadas, fatores que restringem a capacidade de absorver parte da produção.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclo da pecuária se ajusta e 2026 pode marcar retomada



A expectativa para 2026 é de leve redução no volume de gado terminado


A expectativa para 2026 é de leve redução no volume de gado terminado
A expectativa para 2026 é de leve redução no volume de gado terminado – Foto: Pixabay

A pecuária de corte brasileira tende a encerrar 2025 renovando recordes de abates e exportações. As projeções foram divulgadas pelo Itaú BBA, que destaca que o setor manteve forte ritmo mesmo após a virada nos preços do bezerro e a compressão das margens da cria desde o ano passado. A expectativa para 2026 é de leve redução no volume de gado terminado e menor participação de fêmeas no abate.

O banco aponta que a evolução tecnológica tem prolongado a fase de maior oferta de fêmeas, originalmente prevista para perder força neste ano. O custo relativamente baixo da ração frente ao boi gordo e a boa rentabilidade dos confinamentos incentivaram o produtor a terminar fêmeas em vez de retê-las. A exportação absorveu esse excedente e ajudou a sustentar os preços, evitando quedas mais acentuadas no mercado interno.

Mesmo assim, o boi gordo permaneceu defasado em relação ao bezerro em 2025, deteriorando a relação de troca para o terminador. Caso a projeção de menor oferta de gado se confirme em 2026, a redução dos abates deve fortalecer o movimento de alta no boi gordo. Já a cria tende a seguir um ciclo de valorização, influenciada pela queda nos nascimentos após anos de descarte intenso de fêmeas.

O cenário internacional também joga a favor do Brasil. A oferta limitada de gado para abate nos principais concorrentes, como Estados Unidos, Austrália e Argentina, indica manutenção de um ambiente positivo para a carne bovina brasileira. Com déficit crescente no rebanho desses países, os preços internacionais tendem a permanecer em trajetória de alta, favorecendo o fluxo exportador nacional.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Carne de frango inicia 2026 com exportações normalizadas



As condições de custos para 2026 permanecem


As condições de custos para 2026 permanecem
As condições de custos para 2026 permanecem – Foto: Divulgação

O setor de carne de frango inicia 2026 em posição sólida para consolidar mais um ano de desempenho positivo, após um 2025 marcado por oscilações, segundo informações do Itau BBA. O ano começou favorável, mas ganhou complexidade com o surto de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul, que resultou em quatro meses de restrições às exportações entre maio e agosto. A normalização, porém, ocorreu de forma gradual, uma vez que o episódio ficou restrito a uma única granja comercial. Nos últimos meses, China e União Europeia, que ainda mantinham limitações, retiraram os embargos e abriram caminho para a retomada plena dos embarques.

As condições de custos para 2026 permanecem, até o momento, equilibradas, especialmente no que diz respeito à ração. Mesmo assim, o atraso das chuvas no Cerrado trouxe apreensão sobre o plantio da safrinha de milho, com parte das áreas fora da janela ideal. A possibilidade de impacto sobre a produtividade ainda depende do comportamento climático nas próximas semanas. Apesar disso, o cenário base continua indicando custos controlados, favorecendo margens positivas para os produtores e frigoríficos.

No campo da oferta, a cadeia segue enfrentando restrições globais no fornecimento de material genético, um gargalo que também deve acompanhar o setor ao longo do próximo ano. Esse fator tem limitado o ritmo de expansão, porém sem impedir o crescimento da produção nacional. As projeções apontam para um aumento de 3 por cento na produção de carne de frango em 2025 e avanço adicional de 2 por cento em 2026, com exportações estáveis neste ano e retomada esperada no próximo ciclo.





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