sexta-feira, março 20, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura do milho avança e mantém projeção produtiva


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (27) aponta que a semeadura do milho no Rio Grande do Sul atingiu 85% da área prevista, com 58% das lavouras em desenvolvimento vegetativo, 29% em floração e 13% em enchimento de grãos. Segundo o documento, “a cultura apresenta boas condições de desenvolvimento, e o potencial produtivo se mantém”. A entidade registra, porém, a ocorrência de leve estresse hídrico em algumas áreas de sequeiro.

Nas regiões irrigadas, o desempenho é descrito como “excelente”, mas a falta de chuvas preocupa produtores da Fronteira Oeste. Em lavouras com maior nível tecnológico, a expectativa é de produtividades superiores às iniciais, variando entre 6.000 e 10.000 kg/ha. A região Norte registrou queda de rendimento após episódios de granizo.

Apesar da ocorrência pontual de cigarrinha-do-milho, a Emater informa que a praga está sob controle. A estimativa estadual aponta 785.030 hectares cultivados e produtividade média de 7.370 kg/ha.

Na regional de Bagé, lavouras em plena floração e início do enchimento de grãos avançam sob preocupação com a ausência de chuva durante o pendoamento. Na Campanha, o plantio prossegue, com áreas semeadas no início de novembro apresentando bom desenvolvimento, embora haja grande variação no rendimento devido ao manejo e à tecnologia empregada.

Em Caxias do Sul, a Emater afirma que “as lavouras se desenvolvem bem” e projeta boa safra. Áreas mais baixas iniciam a floração, enquanto a maior parte segue em desenvolvimento vegetativo. Na regional de Erechim, o plantio está concluído e 80% das áreas já estão em pendoamento. Os produtores reduziram o uso de adubos em relação ao ano passado, mas a produtividade pode superar 9.000 kg/ha, caso o clima permaneça regular. O granizo recente pode limitar essa projeção em áreas atingidas.

Em Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 36% em floração e 33% em enchimento. A presença de cigarrinha é baixa e o estado fitossanitário é considerado adequado. No município de Ijuí, 25% das áreas estão na fase reprodutiva e 35% em pré-pendoamento. A falta de umidade em horários quentes provoca sinais de déficit hídrico, mas as espigas em formação apresentam alto potencial produtivo.

Na regional de Passo Fundo, 70% das lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, favorecidas pelo clima. Em Pelotas, as chuvas foram insuficientes para recompor a umidade do solo, atrasando semeaduras e mantendo o plantio em 41% da área prevista. A adubação de cobertura já foi realizada.

Em Santa Maria, 58% da área está plantada, com avanço previsto após a colheita do tabaco. Em Santa Rosa, a semeadura alcança 89%, e o restante será destinado à safrinha. Há 17% das lavouras em vegetativo, 52% em floração e 31% em enchimento, com baixa presença de cigarrinha. Já em Soledade, 68% da área está semeada, e as condições de temperatura, umidade e luminosidade impulsionam o desenvolvimento. Em áreas mais baixas, pendoamento e enchimento já se iniciam em cerca de 5% das lavouras.





Source link

News

Rússia perde posto e Brasil tem novo líder no fornecimento de fertilizantes



O boletim de Insumos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) de novembro trouxe mudanças no perfil dos fornecedores de fertilizantes para o Brasil. Segundo a publicação, a China ultrapassou a Rússia e se tornou o maior exportador destes insumos para o mercado brasileiro, com 9,76 milhões de toneladas. A análise considera o período de janeiro a outubro de 2025.

O boletim, porém, afirma que a Rússia segue como fornecedor estratégico de fertilizantes. Nos oito primeiros meses do ano, os russos embarcaram 9,72 milhões de toneladas – uma diferença de cerca de 400 mil toneladas em comparação com as vendas chinesas. No período, os principais fertilizantes comprados pelo Brasil foram o Sulfato de Amônio (SAM) e formulações a base de NP (Nitrogênio e Fósforo).

Importação maior resulta em filas de navios

Se por um lado os chineses venderam mais fertilizantes ao Brasil, por outro, o rápido aumento no comércio resultou em longas filas no Porto de Paranaguá, no Paraná. A publicação da CNA cita que o tempo médio de espera esteve, ao longo do ano, em torno de 60 dias para o desembarque.

De acordo com o boletim, esse acúmulo criou um gargalo logístico significativo, pressionando a capacidade operacional do porto e elevando os custos e a demurrage.

Panorama de mercado para fertilizantes e defensivos

Conforme a publicação da CNA, as entregas de fertilizantes no Brasil aumentaram 9% até o mês de agosto, com o Rio Grande do Sul a frente das compras em função do atraso nas aquisições do estado. Diante do resultado, o país pode alcançar um novo recorde em 2025.

Já a relação de troca entre as culturas agrícolas e fontes de fertilizantes fosfatados continua desfavorável para o produtor rural. Para a situação atual do mercado de defensivos, o boletim observa um aumento de preços concentrado no grupo de fungicidas. O motivo gira em torno dos tratos culturais da soja, que está em andamento em todo o Brasil.



Source link

News

Tempestade rara devasta Sudeste Asiático e deixa mais de 1,5 mil mortos



Uma tempestade tropical rara provocou uma tragédia de grandes proporções no Sudeste Asiático. Nos últimos dias, Indonésia, Malásia e Tailândia enfrentaram chuvas torrenciais, ventos extremos e um rastro de destruição que já soma mais de 1.500 mortos, além de milhares de desaparecidos e milhões de pessoas afetadas.

Segundo autoridades locais, a tempestade manteve intensidade por quase duas semanas, causando alagamentos, deslizamentos de terra, bloqueios de estradas e devastação urbana e rural. A Indonésia concentra o maior impacto: 502 mortos confirmados, 508 desaparecidos e 28 mil casas danificadas. Apenas na Tailândia, 100 pessoas perderam a vida, enquanto a Malásia contabiliza 3 mortes.

As agências de gestão de desastres calculam que mais de 10 milhões de pessoas foram atingidas direta ou indiretamente pelos temporais.

Fenômeno raro: monções prolongadas e águas muito aquecidas

A região enfrenta efeitos combinados que ampliaram a destruição. De acordo com o meteorologista Artur Müller, do Canal Rural, há dois fatores principais:

  • Águas excepcionalmente aquecidas no Pacífico e no Índico, que potencializam tempestades, ciclones e tufões.
  • Monções prolongadas, que deveriam ter terminado em outubro, mas se estenderam para novembro e início de dezembro.

Com isso, os sistemas tropicais estão mais intensos e em sequência, alimentando semanas de chuva ininterrupta e volumes extremos: algumas áreas já registram mais de 1.500 mm acumulados.

A situação afeta inclusive atividades agrícolas importantes na região, como a colheita do café robusta no Vietnã.



Source link

News

plantio de soja em MT chega a 99,69%, indica Imea



O estado de Mato Grosso praticamente concluiu a semeadura da safra 2025/26 de soja, alcançando 99,69% da área prevista até a última sexta-feira (28), conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo mantém o estado dentro do intervalo histórico das últimas cinco safras e ligeiramente abaixo do registrado no ciclo passado, quando 100% da área já estava plantada na mesma data.

Segundo o levantamento, as sete macrorregiões monitoradas avançaram de forma quase homogênea. Médio-norte, nordeste, noroeste e norte já concluíram o plantio, todas com 100% da área semeada. No oeste, o índice também atingiu 100%, enquanto o centro-sul chegou a 99,95% e o sudeste, a 99,05%. Após oscilações de chuva no início da temporada, MT acelerou o ritmo a partir de meados de outubro, superando rapidamente 75% da área implantada.

Entre 21 e 28 de novembro, o avanço semanal foi de 0,85%, consolidando o fechamento da janela de plantio. No gráfico do relatório, a curva da safra 2025/26 converge para a média histórica e se posiciona no limite superior do intervalo observado nos últimos cinco anos.

No comparativo anual, as variações regionais são moderadas. O nordeste registra o maior recuo, com atraso de 0,66 ponto percentual em relação a 2024/25. No sudeste, a diferença é de 0,95 ponto percentual. Já o médio-norte e o centro-sul permanecem praticamente alinhados ao ciclo anterior. No total estadual, o atraso é de 0,31 ponto percentual abaixo do nível observado em 29 de novembro de 2024/25.



Source link

News

Encerramento de novembro é marcado por altas no mercado do etanol e do açúcar



Os negócios envolvendo os etanóis hidratado e anidro foram apenas pontuais na última semana de novembro no mercado spot do estado de São Paulo. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo pesquisadores, agentes de distribuidoras estiveram focados nas retiradas de produtos adquiridos em semanas anteriores. Do lado vendedor, algumas poucas usinas estiveram ativas no mercado spot.

Assim, entre 24 e 28 de novembro, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,8653/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,35% no comparativo ao período anterior.

Para o etanol anidro, o Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,3004/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,76% no mesmo comparativo.

Preços do açúcar reagem

De forma similar, após registrar na terça-feira (25), o menor patamar da atual safra 2025/26, de R$ 105,52/saca de 50 kg, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco (cor Icumsa de 130 a 180) reagiu nos dias seguintes e encerrou o mês de novembro operando na casa dos R$ 108/sc.

Ainda assim, no balanço do mês, o Indicador Cepea/Esalq acumulou baixa de 4,53%. Segundo pesquisadores do Cepea, as desvalorizações ao longo de novembro evidenciam um mercado comprador mais cauteloso, possivelmente antecipando uma maior disponibilidade de produto com o avanço da safra 2025/26 e a continuidade das operações de moagem em diversas regiões produtoras.

De fato, a produção brasileira mantém-se robusta, com a região Centro-Sul processando volumes significativos de cana-de-açúcar, apesar dos desafios climáticos enfrentados no início da safra.

Ainda assim, pesquisadores do Cepea indicam que a pressão sobre as cotações internas também vem da decisão estratégica de muitas usinas em priorizar a produção de açúcar em detrimento do etanol, aumentando a oferta disponível no mercado doméstico.

Para os produtores, essa dinâmica de preços apresenta desafios significativos, especialmente diante dos custos elevados.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



Source link

News

Mercado global de cacau deve ter superávit em 2025/26, aponta análise



O mercado internacional de cacau deve entrar em 2025 com um cenário mais equilibrado. Após dois anos marcados por limitações de oferta e preços elevados, as projeções indicam recuperação parcial da produção e menor pressão da demanda.

Segundo o Relatório de Mercado do Cacau da Hedgepoint, a safra 2025/26 pode registrar superávit próximo de 305 mil toneladas. O movimento resulta do maior volume ofertado e da desaceleração do consumo nas principais regiões compradoras.

Oferta recupera ritmo, mas estoques seguem baixos

A analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, Carolina França, afirma que a oferta global mostra sinais de retomada. A Costa do Marfim consegue reduzir atrasos nas entregas, enquanto Gana mantém produção sob risco por causa de doenças em lavouras envelhecidas.

O Equador se destaca como principal vetor de crescimento. Projetado para alcançar cerca de 570 mil toneladas na temporada, o país segue apoiado por clima favorável e investimentos constantes.

Mesmo com essa recomposição, os estoques mundiais permanecem abaixo da média histórica. A combinação de reservas reduzidas e fatores climáticos mantém a volatilidade elevada no curto prazo.

Demanda desacelera em regiões-chave

A demanda global apresenta movimentos distintos entre os grandes polos consumidores. A União Europeia registrou queda nas importações e na moagem, reflexo de preços altos e menor apetite da indústria.

Na Ásia, a retração foi ainda mais acentuada, puxada principalmente pela Malásia. A América do Norte seguiu na direção contrária, com aumento das importações líquidas — especialmente de amêndoas.

Segundo França, a retirada de tarifas dos Estados Unidos para produtos do Equador deve alterar parte dos fluxos comerciais, reforçando mudanças já observadas no mercado.

Contexto macroeconômico reduz riscos externos

O ambiente global também oferece algum alívio aos agentes do mercado. O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros estáveis pela terceira reunião consecutiva. Além disso, o cessar-fogo em Gaza e a redução das tensões tarifárias entre Estados Unidos e China diminuíram incertezas geopolíticas.

Nos EUA, a analista aponta que, apesar da cautela com dados de inflação e emprego, não há sinais de pressões adicionais. Esse quadro reforça a expectativa de estabilidade monetária no curto prazo.

Com oferta em recuperação, demanda enfraquecida e menor risco externo, o setor entra na safra 2025/26 em fase de ajuste. Ainda assim, a volatilidade deve continuar presente, influenciada pelo clima, pela logística e pelo comportamento das economias centrais.



Source link

News

Bahia Farm Show 2026 tem aumento de 35% em área


A 20ª edição da Bahia Farm Show – maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte e Nordeste – foi lançada neste domingo (30), durante a abertura oficial da Fenagro 2025, em Salvador. A principal novidade para 2026, é o aumento de 35% de área, que foi de 246 mil m² para 336 mil m² no complexo em Luís Eduardo Magalhães (BA).

O lançamento reuniu o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, secretários estaduais, lideranças políticas, empresariais e representantes das principais entidades do agronegócio.

O evento será realizado entre os dias 8 e 13 de junho de 2026, a nova edição consolida a feira como uma das mais relevantes plataformas de negócios do Brasil, fortalecendo a inovação, intercâmbio técnico e desenvolvimento econômico em toda a região Matopiba.

Bahia Farm Show 2026 foi lançada oficialmente na Fenagro em SalvadorBahia Farm Show 2026 foi lançada oficialmente na Fenagro em Salvador
Foto: Divulgação/Aiba

Feira estratégica para a economia e para o agro brasileiro

Reconhecida pela capacidade de movimentar a economia e impulsionar a competitividade no campo, a Bahia Farm Show reúne as maiores marcas de tecnologia agrícola, apresentando máquinas, insumos, sementes, soluções em agricultura de precisão e práticas sustentáveis.

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, ressaltou que o lançamento marca uma edição histórica.

“Chegamos aos 20 anos com uma feira consolidada, tradicional e de grande alcance em todo o Matopiba. Em 2026 teremos ainda mais inovação e tecnologia, contribuindo para produtividade, geração de oportunidades e fortalecimento do agro baiano. O apoio das entidades e do Governo do Estado chancela mais uma edição de sucesso”, afirmou Schmidt.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, participou do ato, reforçando o alinhamento institucional entre as entidades.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou o papel transformador da feira. “A Bahia Farm Show fortalece o agronegócio, gera emprego, renda e contribui para o desenvolvimento da Bahia. Hoje acompanhamos o lançamento da 20ª edição e temos certeza de que será novamente um grande sucesso”, disse Rodrigues.

O secretário de Agricultura, Pablo Barrozo, também reafirmou o compromisso da Seagri com o evento. “A Bahia Farm Show é fundamental para a economia do Estado, e a Seagri se mantém parceira desta feira tão importante”, destacou Barrozo.

Crescimento

De acordo com a Aiba, a edição de 2026 deverá reunir mais de mil marcas expositoras e atrair milhares de visitantes.

A feira segue ampliando sua capacidade de negócios e consolidando o Oeste da Bahia como um dos principais pólos do agronegócio brasileiro.

A trajetória da Bahia Farm Show reforça sua relevância. A primeira edição, em 2004, recebeu mais de 20 mil visitantes e cerca de 200 expositores.

Em 2025, a feira alcançou recordes históricos, com 162.370 visitantes, 434 expositores e mais de 1.000 marcas, demonstrando a força e o dinamismo do setor.

Inovação, conhecimento e negócios

Durante seis dias, a Bahia Farm Show 2026 oferecerá demonstrações de campo, lançamentos de produtos, vitrines tecnológicas, palestras e atividades voltadas também à agricultura familiar.

A feira é uma realização da Aiba, com apoio da Abapa, Fundação Bahia e Assomiba, reforçando a união das instituições que representam o agronegócio baiano.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





Source link

News

plantio de soja chega a 86% no Brasil; dois estados concluem a semeadura



O plantio de soja atingiu 86% da área prevista no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra passada, quando 90% da área já estava semeada, o ritmo permanece 4 pontos percentuais atrasado. Frente à média dos últimos cinco anos, de 84,4%, os trabalhos apresentam leve adiantamento de 1,6 ponto percentual.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Plantio de soja no Brasil

Entre os estados, Mato Grosso e São Paulo já concluíram a semeadura, ambos com 100% da área plantada. Em seguida aparece o Paraná, com 97%, e o Mato Grosso do Sul, com 96%. A Bahia soma 87%, enquanto Goiás registra 85% e Minas Gerais, 84,9%. No Tocantins, o índice chega a 83%.

Os estados do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam 65% cada. No Matopiba, o Piauí alcança 56% e o Maranhão segue com o ritmo mais lento do país, em 24%.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja impulsiona economia e gera desenvolvimento no Mato Grosso


De acordo com lideranças do setor, a produção de soja consolidou Mato Grosso como o maior produtor do grão no país, posição que influencia diretamente a economia estadual. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) destaca que a atividade sustenta empregos, arrecadação e o desenvolvimento de polos industriais, infraestrutura e serviços em municípios do interior. A expansão agrícola, afirmam representantes, impulsiona o crescimento regional e fortalece a presença brasileira no mercado internacional.

A cadeia produtiva envolve trabalhadores de diferentes áreas e estimula transportadoras, indústrias, comércios, oficinas, revendas e setores como hotelaria e tecnologia. Os investimentos realizados a cada safra em maquinário, armazenagem e logística ampliam o movimento econômico e reforçam o papel do agronegócio no estado.

O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, afirma que “a produção agrícola é responsável pela sustentabilidade da economia do país”. Ele acrescenta que “a importância do pequeno produtor rural é muito grande no contexto nacional, porque a soma dessas pequenas propriedades é o que faz a grande produção do estado de Mato Grosso”.

Para o vice-presidente Sul da entidade, Fernando Ferri, o avanço agrícola transformou municípios nas últimas décadas. Segundo ele, “nós percebemos pelo Índice de Desenvolvimento Humano das cidades onde existe a agricultura, que são os melhores do estado e do país”. Ferri reforça que o setor gera empregos diretos e indiretos e destaca que “você planta uma semente que gera outras inúmeras sementes e faz o dinheiro circular”.

O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, afirma que parte expressiva da arrecadação do ICMS tem origem nos municípios de maior potencial agrícola. Para ele, “o agro de Mato Grosso hoje responde por 60% da economia do Estado, é a base de tudo aquilo que a gente produz e é extremamente relevante para sustentação das atuais e futuras gerações de mato-grossenses”.

Gallo também ressalta a necessidade de ampliar a industrialização no estado. “O nosso ciclo econômico, que vai consolidar o agronegócio no Mato Grosso, é a agroindustrialização e a verticalização de todas as nossas cadeias”, diz.

A produção de soja, que começou de forma limitada, tornou-se um dos principais motores econômicos de Mato Grosso e passou a representar geração de renda, desenvolvimento social e oportunidades em grande parte do território estadual.





Source link

News

Indústria brasileira cresce 0,1% em outubro, mas ritmo segue fraco, aponta IBGE



A produção industrial brasileira registrou leve alta de 0,1% em outubro de 2025, na comparação com setembro, interrompendo a queda de 0,4% vista no mês anterior. Apesar da oscilação positiva, o setor ainda mostra dificuldade para ganhar tração.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE, a indústria opera 2,4% acima do nível pré-pandemia, mas permanece 14,8% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Na comparação com outubro de 2024, o setor voltou ao campo negativo e registrou queda de 0,5%. Mesmo assim, o acumulado de 2025 ainda é positivo: alta de 0,8% no ano e de 0,9% nos últimos 12 meses. O instituto ressalta, porém, que o crescimento perdeu força em relação aos meses anteriores.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados avançaram na passagem de setembro para outubro.

O destaque foi o setor de indústrias extrativas, com alta de 3,6%. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado foi impulsionado pelo aumento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. “O avanço eliminou a perda de 1,7% acumulada entre agosto e setembro”, afirmou o pesquisador.

Outros setores que contribuíram para o desempenho positivo:

  • Produtos alimentícios: +0,9%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +2,0%
  • Produtos químicos: +1,3%
  • Informática, eletrônicos e ópticos: +4,1%
  • Confecção de vestuário: +3,8%

Farmacêuticos e derivados de petróleo pressionam negativamente

Entre os 13 setores que registraram queda, dois tiveram maior peso no resultado geral:

  • Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis: –3,9%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: –10,8%

Segundo Macedo, o recuo do setor de petróleo foi influenciado por paralisações em unidades produtivas, reduzindo a oferta de derivados. Já o setor farmacêutico acumula perda de 19,8% em dois meses, após forte expansão entre maio e agosto (+28,6%).

Também contribuíram negativamente:

Impressão e reprodução de gravações: –28,6%

Produtos do fumo: –19,5%



Source link