sexta-feira, março 20, 2026

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Carnes e ovos: ABPA projeta crescimento de produção e exportação em 2025 e 2026



A produção brasileira de carne suína, de frango e de ovos deve avançar nos próximos dois anos, segundo projeções divulgadas nesta quarta-feira (3) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os dados mostram expansão tanto na oferta interna quanto nas exportações.

No segmento de carne suína, a entidade estima que o país produza até 5,55 milhões de toneladas em 2025, alta de 4,6% sobre 2024. Em 2026, o volume pode chegar a 5,7 milhões de toneladas, crescimento de 2,7%. A disponibilidade interna também deve subir, alcançando 4,06 milhões de toneladas em 2025 e 4,15 milhões em 2026. O consumo per capita pode avançar para 19 kg no próximo ano e 19,5 kg em 2026.

Na carne de frango, a produção deve atingir 15,3 milhões de toneladas em 2025, aumento de 2,2% em relação a 2024, e chegar a 15,6 milhões de toneladas em 2026, com avanço de 2%. A oferta ao mercado interno pode subir para 9,98 milhões de toneladas em 2025 e cerca de 10,1 milhões no ano seguinte. O consumo por habitante deve passar para 46,8 kg em 2025 e 47,3 kg em 2026.

A produção de ovos também segue em expansão. Para 2025, a ABPA projeta 62,25 bilhões de unidades, aumento de 7,9% em relação a 2024. Em 2026, o volume deve chegar a 66,5 bilhões, alta de 6,8%. O consumo per capita pode atingir 287 unidades em 2025 e 307 unidades no ano seguinte.

Exportação

A ABPA também projeta um cenário positivo para as exportações brasileiras de proteína animal. Nas vendas externas de carne suína, o setor pode embarcar 1,49 milhão de toneladas em 2025, alta de 10% na comparação com 2024. Para 2026, a projeção é de 1,55 milhão de toneladas, crescimento de 4%.

Na carne de frango, os embarques devem alcançar 5,32 milhões de toneladas em 2025, avanço de 0,5% sobre 2024. Em 2026, o volume pode chegar a 5,5 milhões, alta de 3,4%.

O destaque está nos ovos, com forte avanço esperado. As exportações devem saltar de 18,4 mil toneladas em 2024 para 40 mil toneladas em 2025, uma alta de 116,6%. Em 2026, os embarques podem atingir 45 mil toneladas, crescimento adicional de 12,5%.



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Falta de seguro para eventos climáticos são entraves para portos brasileiros, aponta estudo



A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), lançou na terça-feira (2), em Brasília, um estudo inédito sobre um dos temas mais sensíveis para a operação dos Terminais de Uso Privado (TUP): a fragilidade das coberturas de seguro diante do avanço dos riscos climáticos.

O levantamento Diagnóstico de Seguros em Terminais Portuários Autorizados reúne dados, entrevistas e relatos de operadores que enfrentam dificuldades práticas, jurídicas e financeiras para contratar, manter e acionar apólices obrigatórias. O estudo alerta para um quadro preocupante: eventos climáticos extremos estão aumentando, mas não são plenamente cobertos pelo mercado segurador brasileiro.

O lançamento contou com um painel que reuniu representantes de TUPs, seguradoras, resseguradoras e corretores.

Riscos crescentes, proteção insuficiente

O diagnóstico mostra que os terminais privados convivem com uma combinação de riscos regulatórios, ambientais, operacionais e econômicos e, sobretudo, riscos climáticos, como:

  • enchentes
  • vendavais
  • granizo
  • marés de tempestade
  • secas
  • ondas de calor

Desde fevereiro de 2024, a Antaq tornou obrigatória a contratação de seguros pelos TUPs. No entanto, a natureza desses terminais, instalados fora do porto organizado, faz com que assumam responsabilidades adicionais, como a gestão de acessos terrestres, aumentando a exposição e a complexidade das apólices.

O estudo apresenta obstáculos que encarecem e dificultam as apólices:

  • baixa concorrência entre seguradoras;
  • práticas conservadoras de precificação;
  • falta de conhecimento técnico sobre operações portuárias;
  • franquias elevadas, muitas vezes dolarizadas;
  • exposição cambial devido ao uso de equipamentos importados;
  • estruturas complexas de cosseguro e resseguro ligadas ao “Risco Brasil”.

Com pouca disponibilidade de dados técnicos, seguradoras recorrem a modelos genéricos, o que eleva custos e limita personalização das coberturas.

Clima: a nova fronteira do risco portuário

Um dos capítulos mais críticos do diagnóstico trata das lacunas nos seguros climáticos. Hoje, o mercado brasileiro não cobre eventos como:

  • excesso de calor;
  • seca;
  • Também há limitações para riscos sistêmicos, como elevação do nível do mar e enchentes severas em bacias de drenagem.

Com isso, parte dos terminais busca programas globais de seguro, enquanto outros optam por investir mais em adaptação do que na transferência dos riscos, seja pela escassez de produtos, seja pelos custos elevados.

Agenda para reduzir custos e dar segurança jurídica

Ao traçar recomendações, o estudo sugere um caminho para modernizar o ambiente regulatório e fortalecer a competitividade dos terminais privados, responsáveis por 64% da carga movimentada no país. Entre as medidas destacadas estão:

  • ampliar o diálogo entre terminais e seguradoras;
  • aprimorar regras para coberturas climáticas;
  • reduzir incertezas regulatórias;
  • ajustar modelos de precificação;
  • fomentar produtos com matrizes de risco mais adequadas à realidade portuária.

Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, a evolução dessa agenda é fundamental.“É essencial aprimorar o diálogo entre os terminais e seguradoras e incentivar soluções que garantam mais previsibilidade, segurança jurídica e eficiência aos terminais privados.”

O secretário-executivo do MPor, Tomé França, reforça a importância de modernizar o arcabouço de seguros diante das mudanças climáticas:

“Precisamos de regras modernas que tragam maior equilíbrio e relações mais justas entre contratantes e contratados, especialmente com os eventos climáticos se intensificando.”

A diretora de Assuntos Econômicos do ministério, Helena Venceslau, destacou que o governo busca produtos mais eficientes e com melhor precificação:

“Temos tratado o tema como prioridade e estamos trabalhando com o setor segurador e a CNseg para desenvolver soluções adequadas às necessidades dos terminais.”

O diagnóstico aponta que superar os gargalos identificados exige uma governança integrada entre setor privado, seguradoras e governo, capaz de reduzir custos, aumentar a segurança jurídica e fortalecer o sistema de seguros portuários, especialmente os climáticos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Importações crescem e preços de fertilizantes caem em novembro


De acordo com o relatório da CNA, os preços médios dos principais fertilizantes caíram em novembro: ureia foi cotada a R$ 3.445/tonelada (queda de 2% no mês), o MAP a R$ 4.899/t (recuo de 1%) e o KCl a R$ 2.880/t. O cenário de baixa é sustentado pela menor demanda de grandes importadores como Índia, EUA e Brasil, além da liberação de novas cotas de exportação pela China.

No segmento de nitrogenados, o mercado mostrou reação com o anúncio de compra da Índia, o que limitou o ritmo de queda da Ureia. Ainda assim, o uso de alternativas como o sulfato de amônio (SAM) tem crescido entre os produtores brasileiros. Já os fosfatados, como o map, seguem com pouca atratividade nas negociações, enquanto os potássicos apresentam preços mais estáveis.

A queda nos preços dos fertilizantes trouxe algum alívio, mas a relação de troca (RT) ainda limita decisões de compra em parte das lavouras. No caso do algodão, por exemplo, são necessárias 40,9 arrobas para adquirir uma tonelada de map — um cenário classificado como “muito desfavorável” pela CNA.

Para o milho, o SAM tem se mostrado uma alternativa viável à ureia. A relação de troca foi de 32,2 sacas por tonelada, enquanto a ureia exigiu 50,3 sacas. Já para o café arábica, o momento é mais favorável: a cultura foi a única a apresentar melhora consistente no poder de compra do produtor.

As entregas de fertilizantes somaram 30,5 milhões de toneladas até agosto, crescimento de 9% em relação a 2024. A expectativa é de novo recorde em 2025, apesar do ritmo mais lento em estados como o Rio Grande do Sul. A importação também cresceu: de janeiro a outubro, o país adquiriu 38,3 milhões de toneladas — alta de 4,6% no comparativo anual.

“O produtor brasileiro segue investindo nas lavouras, mesmo diante de margens apertadas e desafios no crédito. O aumento de área e a perspectiva de safra recorde devem sustentar a demanda”, afirma o boletim da CNA.

Um dos destaques do relatório é a mudança no perfil dos fornecedores. A China ultrapassou a Rússia como principal vendedora de fertilizantes ao Brasil. O país asiático lidera nas vendas de SAM e formulações NPs, embora ainda não exporte KCl — o que mantém Rússia, Canadá e Omã como fontes estratégicas deste insumo.

No entanto, o rápido aumento das importações chinesas gerou gargalos logísticos no Porto de Paranaguá, com filas de navios e tempo médio de espera próximo a 60 dias para desembarque.

 

 





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Uso de medicamentos na pecuária exige atenção ao período de carência; entenda



O uso de medicamentos na pecuária brasileira exige atenção máxima ao período de carência para garantir a segurança alimentar e proteger as exportações.

A questão dos resíduos de medicamentos, especialmente os endectocidas e o acaricida fluazuron, resultou na punição de três frigoríficos brasileiros pela China, incluindo o maior de Goiás. Esses frigoríficos permanecem desabilitados há mais de um ano.

Em entrevista ao Giro do Boi, Antônio Coutinho, gerente técnico da Vetoquinol Saúde Animal, afirmou que essa falha não é apenas um problema do pecuarista, mas sim “um problema do Brasil” que gera insegurança nos mercados compradores. O erro pode ser facilmente resolvido com uma atitude simples do produtor: uso consciente e respeito rigoroso ao período de carência do produto.

Confira:

Importância da comunicação no manejo

O maior perigo é a falta de comunicação entre os produtores. Se um produtor que vende gado de reposição aplica um produto com carência de cento e trinta dias, e o comprador coloca o animal no confinamento por apenas cem dias, o abate ocorrerá com resíduo. A manutenção do status de maior exportador global exige disciplina e gestão. O produtor deve ter um plano de manejo que zere o risco de contaminação.

O uso consciente dos medicamentos não é apenas uma obrigação sanitária, mas também um investimento com alto retorno. O custo sanitário é a “economia cara” que não vale a pena. A credibilidade da carne brasileira no mundo depende da disciplina do produtor em respeitar a bula.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Câmara aprova MP que cria licença ambiental especial para obras estratégicas



A Câmara dos Deputados concluiu, na terça-feira (2), a votação da Medida Provisória 1.308/25, que cria a Licença Ambiental Especial (LAE) para empreendimentos classificados como estratégicos pelo governo federal. A proposta agora segue para análise do Senado.

A MP substitui trechos vetados da Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2.159/21), que previa uma licença de análise única (monofásica). O relator, deputado Zé Vitor (PL-MG), também aproveitou o texto para ajustar pontos da legislação recente e ampliar situações nas quais não será permitido o uso da Licença por Adesão e Compromisso (LAC).

O texto aprovado define que a LAE será aplicada a atividades e obras consideradas estratégicas por decreto presidencial, após recomendação bianual do Conselho de Governo. Entre as situações explicitamente incluídas está a reconstrução e repavimentação de rodovias preexistentes que conectem estados, classificadas como de interesse nacional.

Um exemplo é a BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A rodovia enfrenta pendências no Ibama para emissão da licença de instalação — processo que exige cumprimento de condicionantes, como consultas a comunidades indígenas, estudos complementares e medidas de governança socioambiental envolvendo diversos órgãos federais.

Prazos para projetos em andamento

A MP estabelece prazos rígidos para acelerar análises:

  • 90 dias para que o empreendedor apresente estudos adicionais, caso já tenha licença prévia;
  • 30 dias para emissão da licença de instalação, após a entrega dos estudos;
  • 90 dias para conclusão da análise conclusiva das obras;
  • 12 meses como prazo máximo para encerrar todo o processo da LAE.

Se os prazos não forem cumpridos, órgãos ambientais poderão adotar dados secundários mais recentes para avançar na análise.

Prioridade em todos os níveis de governo

O texto determina que órgãos licenciadores, federais, estaduais e municipais, devem priorizar a tramitação da LAE e de todas as anuências necessárias ao processo, como outorgas, autorizações, certidões e pareceres técnicos.

Condicionantes e regras para empreendimentos estratégicos

Assim como qualquer licença ambiental, a LAE estabelecerá condicionantes obrigatórias para instalação e operação das atividades. Ela poderá ser concedida mesmo para empreendimentos com alto potencial de impacto ambiental, incluindo petróleo e outras atividades que demandem uso intensivo de recursos naturais.

A MP detalha os procedimentos: o processo começa pela elaboração de um termo de referência pela autoridade licenciadora e exige apresentação de projetos, cronogramas e estudos ambientais, além de anuências de outros órgãos quando aplicável.

O EIA/Rima continua obrigatório.

O órgão ambiental poderá solicitar informações complementares apenas uma única vez, para evitar atrasos sucessivos.

Audiência pública obrigatória

Uma das novidades em relação ao trecho anteriormente vetado é a obrigatoriedade de audiência pública durante a fase de análise da LAE.

Essa audiência, porém, não substitui a consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas e tradicionais potencialmente afetadas pelo empreendimento.

Destaque aprovado retirou apoio técnico às comunidades

No plenário, os deputados aprovaram um destaque do MDB retirando do texto a previsão de financiamento, pelo empreendedor, de assessoria técnica independente às comunidades atingidas durante todas as fases do licenciamento especial.



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Congresso deve votar orçamento de 2026 na quinta-feira, Alcolumbre



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (2) que a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 deve ocorrer na quinta-feira (4), em sessão conjunta do Congresso Nacional, que reúne deputados e senadores.

Segundo Alcolumbre, o dia foi marcado por negociações com o presidente da Câmara, Hugo Motta, membros da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e líderes partidários para ajustar o andamento da LDO (PLN 2/2025) e do Orçamento de 2026 (PLN 15/2025).

“Estamos tendo muitos desencontros em relação ao Orçamento. Estamos construindo, com as lideranças do governo, uma sessão do Congresso Nacional para quinta-feira, para deliberarmos a LDO”, afirmou.

Votação na CMO será o primeiro passo

Antes de seguir ao plenário do Congresso, a LDO precisa ser votada pela Comissão Mista de Orçamento. De acordo com o presidente da CMO, senador Efraim Filho (União–PB), a análise está prevista para esta quarta-feira (3), quando também deve ser votado o relatório da receita.

A expectativa é que os relatórios setoriais sejam analisados na semana que vem, deixando a votação final do Orçamento para a semana seguinte.

“Se der certo, o calendário é: votação da LDO e do relatório da receita amanhã; relatórios setoriais na semana que vem; e o Orçamento na seguinte”, explicou Efraim.

O senador afirmou que a comissão trabalha para manter o cronograma, que considera fundamental para garantir previsibilidade ao governo e ao Congresso.

“Orçamento que não cumpre o cronograma é um jogo de perde-perde. É ruim para o governo, é ruim para o Congresso e é pior para o Brasil”, destacou.



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Após conversa com Lula, Trump diz que ‘muitas coisas boas virão dessa parceria’



Após conversar por cerca de 40 minutos com Lula por telefone na terça-feira (2), Donald Trump escreveu em sua redes sociais que “muitas coisas boas virão dessa parceria”. A declaração sinaliza um movimento de aproximação entre os dois governos, que viveram um relação tensa por conta do tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos agrícolas brasileiros.

Na publicação feita na redes sociais, Trump ainda falou sobre quais foram o assuntos tratados durante a conversa com o presidente do Brasil e falou sobre a possibilidade de fechamento ne novos acordos.

“Tivemos uma conversa muito produtiva com o presidente Lula do Brasil. Entre os assuntos discutidos, estiveram o comércio, como nossos países poderiam trabalhar juntos para combater o crime organizado, as sanções impostas a diversas autoridades brasileiras, tarifas alfandegárias e vários outros temas. O Presidente Lula e eu estabelecemos uma relação em uma reunião que ocorreu nas Nações Unidas, e acredito que isso preparou o terreno para um diálogo e acordos muito bons no futuro. Aguardo ansiosamente um reencontro e uma conversa com ele em breve. Muitas coisas boas virão dessa parceria recém-formada!”

O presidente norte-americano também se manifestou sobre a reunião com Lula durante conversa com jornalistas. Trump classificou o diálogo como muito bom e disse que gosta do presidente brasileiro.

“Tivemos uma conversa muito boa. Eu gosto dele. Tivemos algumas boas reuniões no passado, e hoje não foi diferente.”, afirmou Trump

Carne bovina e declarações de preço

Horas antes da conversa com Lula, Trump afirmou, sem mencionar o Brasil, que sua administração havia feito uma “mágica” para reduzir o preço da carne bovina no mercado americano. O Brasil é um dos principais fornecedores do produto e enfrentou sobretaxas durante o governo Trump, parte delas retirada em novembro.



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Henrique Lima é nomeado para a Comissão Nacional de Direito Agrário da OAB



A nomeação foi registrada oficialmente em 24 de novembro de 2025


Foto: Divulgação

O advogado Henrique da Silva Lima foi nomeado Membro Consultor da Comissão Especial de Direito Agrário e do Agronegócio do Conselho Federal da OAB para a gestão 2025/2028, conforme a Portaria n. 2253/2025. A indicação, assinada pelo presidente da OAB Nacional, José Alberto Simonetti, e pelo coordenador nacional de comissões, Rafael de Assis Horn, consolida Henrique como uma das vozes mais relevantes do Direito Agrário no país.

A nomeação ocorreu a pedido do presidente da OAB/MS, Dr. Luiz Cláudio Alves Pereira (Bito), cuja atuação vem fortalecendo a presença sul-mato-grossense em pautas estratégicas da advocacia. Com forte atuação nacional na defesa do produtor rural — especialmente em temas como endividamento, recuperação judicial, seguro rural e garantias — Henrique agora passa a contribuir em um dos fóruns mais importantes para o setor.

Para ele, a designação chega em um momento decisivo: “O agronegócio enfrenta instabilidade econômica, jurídica e política, além de um elevado endividamento que tem pressionado o produtor rural. É por isso que esta Comissão assume papel central,e estou muito motivado para colaborar.”

Henrique também destaca sua gratidão institucional: “Agradeço ao Dr. Luis Cláudio Bito pela confiança. Sua gestão impecável à frente da OAB-MS fortalece a advocacia e valoriza pautas essenciais para o nosso Estado. Representar a OAB-MS no Conselho Federal é uma honra e uma responsabilidade que recebo com entusiasmo.”

A nova função reforça a importância de Mato Grosso do Sul no debate agrário nacional e amplia a participação de especialistas comprometidos com segurança jurídica, competitividade e proteção patrimonial do produtor rural. Com a nomeação, Henrique passa a contribuir nos grandes temas que moldarão o futuro do setor: crédito rural,infraestrutura, tributação, inovação e estabilidade regulatória.

A nomeação foi registrada oficialmente em 24 de novembro de 2025, conforme o Certificado de Nomeação emitido pelo Conselho Federal da OAB.





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Expectativa de corte de juros nos EUA e Ibovespa em alta histórica agitam o mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que expectativas de corte de juros nos EUA sustentaram o viés positivo global, com bolsas de NY em alta e dólar pressionado.

No Brasil, o Ibovespa rompeu 161 mil pontos impulsionado por bancos, Petrobras e Vale, e o dólar caiu abaixo de R$ 5,33. Juros futuros recuaram com dados fracos da indústria. Hoje, agenda doméstica e internacional mais leve, com PMIs e fluxo cambial.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor rural, o Administrador Judicial NÃO administra


“Se eu entrar com recuperação judicial, perderei a gestão dos meus negócios?” Essa é uma pergunta frequente entre os produtores rurais. Alguns chegam a descartar sumariamente a recuperação judicial por equivocadamente acreditarem que um “funcionário da Justiça”, referindo-se ao administrador judicial, irá assumir, ou pelo menos participar, do dia a dia da empresa.

Para quem é da área jurídica, isso pode até parecer uma questão simplória. Entretanto, para a grande maioria dos produtores rurais, que pouco conhecem sobre questões jurídicas, é uma dúvida relevante. Eles estão mais acostumados a administrar riscos climáticos, preço da soja, variação do dólar e fluxo de caixa. Então, ao ouvir falar em um “administrador” nomeado pela Justiça, a impressão é de que alguém assumirá a gestão dos negócios.

A resposta simples e direta é: não, o administrador judicial não irá assumir a gestão dos seus negócios.

Costumo dizer aos clientes que o problema está no nome escolhido: administrador judicial. Ele passa a justificável impressão de que, com a recuperação judicial, será ele quem passará a “administrar”, ou seja, a fazer a gestão dos negócios.

Acredito que o legislador teria sido mais preciso se tivesse optado por “auditor judicial” ou, melhor ainda, “fiscal judicial”, denominações que representam de forma mais adequada o papel desse profissional que colabora com a Justiça.

A verdade: o administrador não administra

Que fique claro: o administrador judicial não tem como função administrar o negócio do devedor. Ele não tomará decisões comerciais, não definirá o plantio, não mexerá no caixa, não contratará ou demitirá funcionários, não organizará logística, não negociará insumos ou a produção. Em outras palavras, ele não “administrará” nada.

A própria lei deixa isso expresso. O artigo 64 da Lei 11.101/2005 determina que, durante a recuperação judicial, o devedor continua na administração de seus bens e negócios, salvo nas hipóteses excepcionais do artigo 65, que tratam de gestão temerária, fraude e violações graves. Ou seja, afastamento da gestão é exceção — e exceção raríssima.

Para que não haja dúvidas, vejamos exatamente o que diz uma parte importante da lei:

Lei 11.101/05 – Art. 64. Durante o procedimento de recuperação judicial, o devedor ou seus administradores serão mantidos na condução da atividade empresarial, sob fiscalização do Comitê, se houver e do administrador judicial, salvo se qualquer deles:

Já o artigo 22 da Lei 11.101/2005 elenca todas as atribuições do administrador judicial. Em suma, ele:

– fiscaliza o cumprimento das obrigações legais;

– audita as informações enviadas pelo devedor;

– informa o juiz por meio de pareceres e relatórios;

– acompanha a execução do plano de recuperação;

– atua como interlocutor entre o juiz, os credores e o devedor.

Ou seja: ele fiscaliza, audita, informa e acompanha. Ele não administra.

Os relatórios que o devedor envia ao administrador judicial também estão previstos em lei. O artigo 52, IV, determina que, após o deferimento do processamento, o devedor deve apresentar “contas demonstrativas mensais” para o administrador judicial avaliar a regularidade das operações.

De fato, é possível que ele realize visitas, inspeções ou reuniões. Mas, na prática, quando isso ocorre, geralmente é apenas no início da recuperação judicial, mais com o intuito de confirmar se a atividade produtiva continua e se o histórico relatado na petição inicial condiz com a realidade. Na maioria dos casos, a fiscalização e o acompanhamento ocorrem exclusivamente por meio das informações documentadas enviadas pelo devedor.

Portanto, se um dos receios de ingressar com o pedido de recuperação judicial é o de perder a gestão dos negócios para o administrador judicial, pode deixar de lado essa preocupação. Aliás, o que se percebe na prática é o contrário: em alguns casos, o administrador judicial acaba indiretamente ajudando o devedor a se organizar, tanto administrativamente quanto financeiramente. Isso porque, ao ter de relatar sua realidade por meio de números e documentos, o devedor acaba identificando falhas e percebendo melhorias possíveis — uma gestão mais profissionalizada que, se tivesse sido adotada antes, talvez tivesse evitado o cenário de sofrimento financeiro em que se encontra.

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