terça-feira, março 17, 2026

Agro

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Estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26!


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Soja. Foto: Embrapa

Foi dada a largada: já estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra de soja 2025/26 no Brasil. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.

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A iniciativa celebra o início da colheita da principal cultura agrícola do país e destaca a importância econômica e social da soja para o Brasil. Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ” O estado de Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, aponta a presidente.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Faça parte

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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Focus: Mercado financeiro reduz projeção para a inflação pela 5ª semana seguida


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Foto: Reprodução

O mercado financeiro reduziu novamente as projeções para a inflação em 2025 e manteve um cenário de juros elevados e crescimento econômico moderado para 2026. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, com base nas expectativas de analistas do mercado.

Para 2025, a mediana das projeções do IPCA caiu para 4,36%, abaixo da estimativa de quatro semanas atrás. O movimento reforça a percepção de desaceleração gradual da inflação, ainda que o índice siga acima do centro da meta. Em 2026, a expectativa também recuou, passando para 4,10%, indicando um processo de desinflação mais consistente ao longo do próximo ano.

Selic, PIB e dólar; O que esperar?

Apesar da melhora nas projeções inflacionárias, o mercado segue cauteloso em relação à política monetária. A Selic para 2025 permanece em 15% ao ano, refletindo a avaliação de que os juros devem seguir em patamar restritivo por mais tempo. Para 2026, a taxa básica é projetada em 10,50%, sem alterações nas últimas semanas.

No campo da atividade econômica, o crescimento esperado para 2025 ficou estável em 2,25%. Já para 2026, a projeção indica uma desaceleração, com o PIB avançando 1,80%. O cenário combina juros ainda elevados, crédito mais caro e ajustes fiscais, fatores que limitam um crescimento mais forte.

No câmbio, o mercado manteve as estimativas praticamente inalteradas. A projeção é de dólar em R$ 5,40 ao fim de 2025 e em R$ 5,50 em 2026. A leitura é de um real pressionado por incertezas fiscais internas e pelo cenário internacional, mas sem expectativa de movimentos bruscos no curto prazo.

Previsão para as contas externas

As contas externas seguem com saldo comercial positivo. A balança comercial deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,85 bilhões e avançar para US$ 66,20 bilhões em 2026. Ainda assim, o déficit em conta corrente continua elevado, refletindo o ritmo de importações e remessas ao exterior.

Já no campo fiscal, a dívida líquida do setor público deve alcançar 65,97% do PIB em 2025 e subir para 70,27% em 2026. O resultado primário permanece negativo nos dois anos, o que mantém o tema fiscal no centro das atenções do mercado.

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Recuperação judicial no agro aumenta mais uma vez; confira dados do 3º trimestre


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Foto: Mapa/divulgação

O agronegócio brasileiro registrou um novo aumento nos pedidos de recuperação judicial no terceiro trimestre de 2025. Dados da Serasa Experian, divulgados nesta segunda-feira (15), mostram que o setor somou 628 requisições, o maior volume desde 2021.

Esse número é mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024, quando foram feitos 254 pedidos. O crescimento indica um cenário mais difícil no acesso ao crédito para produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, e empresas ligadas à cadeia produtiva do agro.

Pressão no campo

Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, analisa que o aumento dos pedidos reflete a dificuldade de produtores e empresas em manter o fluxo de caixa e honrar os compromissos financeiros. Ele destaca que a falta de ajustes em custos e patrimônio, aliada a expansões mal planejadas, tem contribuído para o agravamento da situação financeira no setor.

O executivo reforça ainda a importância da análise de crédito de qualidade, com dados precisos, para evitar a inadimplência e reduzir os riscos no mercado.

Estados com maior demanda

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso liderou o número de pedidos de recuperação judicial no período, seguido por Goiás e Paraná. Esses estados, que concentram grande parte da produção agropecuária, apresentam uma elevada demanda por crédito, o que torna o setor mais vulnerável a dificuldades financeiras.

Produtores pessoas físicas em destaque

Os produtores rurais na categoria pessoa física foram responsáveis por 255 pedidos no terceiro trimestre de 2025, um aumento significativo em relação aos 106 pedidos registrados no mesmo período de 2024. A maior parte das solicitações foi feita por produtores arrendatários ou vinculados a grupos econômicos e familiares. Pequenos e médios produtores também apresentaram um número considerável de requisições.

Pessoas jurídicas e empresas do agro

No recorte de pessoas jurídicas, 242 pedidos foram feitos por produtores rurais no trimestre, principalmente por aqueles que atuam no cultivo de soja (156 pedidos) e na criação de bovinos (45 pedidos). Além disso, as empresas diretamente ligadas ao agronegócio somaram 131 solicitações, com destaque para o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 31 pedidos.

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Menor demanda por milho pressiona cotações


Milho - deral
Foto: Pixabay

Os preços do milho, que iniciaram a última semana em patamares maiores, caíram ao longo do período, isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o enfraquecimento da demanda interna explica os recuos. Parte dos consumidores realizou compra antecipada e, diante disso, se afastou das negociações no spot. Além disso, estimativas seguem apontando oferta nacional elevada na safra 2025/26, o que reforçou a pressão sobre os valores domésticos.

Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea afirmam que muitos estão retraídos das negociações, com expectativas de reação nos preços no começo de 2026, fundamentados na possibilidade do retorno dos compradores, após o recesso de parte das empresas no final do ano.

No campo, o retorno das chuvas em importantes regiões produtoras trouxe alívio aos agricultores, que estavam temerosos quanto ao impacto do clima sobre o desenvolvimento das lavouras de verão e sobre a semeadura da segunda safra.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Negócios da soja se aquecem no mercado spot


Divulgação Aprosoja Tocantins

As negociações envolvendo soja no mercado spot se aqueceram na última semana Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o impulso veio do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros e das novas estimativas da Conab indicando redução no estoque de passagem frente ao projetado no relatório anterior.

Esse cenário reforçou o movimento de valorização dos prêmios de exportação no Brasil e elevou os preços internos, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

A revisão da Conab para os embarques brasileiros da safra 2024/25 apresentaram um novo recorde de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao relatório anterior.  Segundo dados da Secex, até 5 de dezembro, os embarques já atingiam 98,88% desse volume.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Acordo UE-Mercosul entra na semana decisiva com França como obstáculo


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Foto: Camex

O acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, em negociação há quase três décadas, entra esta semana em sua fase mais crítica, com a votação final prevista entre os países europeus e a assinatura marcada para 20 de dezembro, mas com resistência de países como a França aumentando a incerteza sobre o futuro do pacto.

O plano dos 27 países da UE é votar o tratado entre terça-feira (16) e sexta-feira (19), para permitir que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Brasil e formalize a assinatura no sábado ( 20).

O acordo, se consolidado, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mercado potencial de 722 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em PIB combinados.
França pede adiamento e salvaguardas para agricultura.

Em comunicado divulgado no doming (14), o governo francês pediu oficialmente que a votação seja adiada para além dos prazos de dezembro, argumentando que as proteções exigidas pelos agricultores europeus ainda não estão completas e que os controles sobre importações de alimentos precisam ser mais robustos.

Segundo Paris, as “medidas legítimas” de defesa do setor agrícola europeu, como cláusulas de salvaguarda e mecanismos que garantam controles sanitários e ambientais equivalentes, ainda não foram implementadas de forma eficaz, impedindo a França de dar seu apoio definitivo ao acordo.

Essa posição amplia uma divisão dentro da UE entre países que defendem o tratado como uma chance de impulsionar o comércio global e diversificar mercados, e aqueles que temem impactos negativos sobre produtores domésticos, especialmente nos setores de carne bovina e aves.

Votação crucial e possível assinatura

A presidência rotativa da UE, exercida atualmente pela Dinamarca, reafirmou que a votação ocorrerá ainda esta semana, com a expectativa de que os países aprovarem o tratado e permitir que von der Leyen viaje à América do Sul para a assinatura.

*Com informações da RFI e Político

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AgroNewsPolítica & Agro

Pêssego auxilia saúde intestinal e controle glicêmico


De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Tatiana Zanin, o pêssego tem elevado teor de fibras e água, característica que “ajuda a prolongar a saciedade e diminuir a fome ao longo do dia”, sendo apontado como uma opção adequada para dietas voltadas à perda de peso. O conteúdo nutricional do fruto inclui betacaroteno, vitamina C e ácido clorogênico, compostos antioxidantes associados à prevenção de doenças como diabetes, câncer, infarto e aterosclerose.

O material destaca que o pêssego possui baixo índice glicêmico e pouca quantidade de carboidratos, fatores que contribuem para maior controle da fome e menor ingestão calórica. Segundo a análise, o consumo favorece ainda o funcionamento do intestino por conta das fibras, como a pectina, que auxiliam na formação do bolo fecal e na prevenção da prisão de ventre. Essas fibras também servem de substrato para bactérias benéficas, fortalecendo a flora intestinal e reduzindo o risco de condições como síndrome do intestino irritável, colite ulcerativa e doença de Crohn.

O conteúdo aponta que os antioxidantes presentes no fruto ajudam a combater radicais livres e a prevenir alguns tipos de câncer, como de pele, mama, pulmão e cólon. Em relação ao controle da diabetes, o portal afirma que o pêssego contribui para o equilíbrio da glicemia devido ao baixo índice glicêmico e à presença de antioxidantes que protegem as células do pâncreas.

Outro benefício detalhado é a redução do colesterol LDL, resultado da ação das fibras que diminuem a absorção de gorduras. Os compostos antioxidantes, como antocianinas e flavonoides, também auxiliam na proteção contra a oxidação das células de gordura. O pêssego contém ainda potássio, que colabora para eliminar o excesso de sódio do organismo e ajuda no controle da pressão arterial, além de antioxidantes que favorecem a elasticidade dos vasos sanguíneos.

O portal acrescenta que os flavonoides e antocianinas presentes no fruto atuam na prevenção do envelhecimento precoce ao proteger as células da pele dos radicais livres. Para a saúde ocular, o betacaroteno contribui para evitar catarata e degeneração macular, melhorando a manutenção da visão. O pêssego também fortalece o sistema imunológico por ser rico em vitamina C, flavonoides e antocianinas, ajudando na prevenção de infecções como gripes e resfriados.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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China acumula US$ 1 trilhão em superávit, mas depende do agro brasileiro


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Foto: Agência Brasil

O superávit comercial chinês próximo de US$ 1 trilhão não é apenas um número impressionante. Ele é o retrato de um modelo econômico que segue produzindo e exportando em escala global, mesmo em um mundo marcado por alto endividamento de governos e empresas, juros elevados e crescimento fraco. Para muitos países, esse desequilíbrio é visto como ameaça. Para o Brasil, ele representa uma oportunidade estratégica, ainda mal aproveitada.

US$ 1 trilhão não é acaso, é poder econômico organizado

A China consolidou sua posição como a grande fábrica do mundo, dominando cadeias industriais, tecnologia e bens de consumo. Mas esse modelo tem um limite físico e social claro: o país não consegue produzir alimentos em volume suficiente para sustentar sua população urbana crescente e sua expansão industrial. E é exatamente aí que o Brasil entra.

A China domina fábricas, o Brasil sustenta o sistema

Hoje, a relação comercial entre Brasil e China é estrutural, não circunstancial. O Brasil fornece soja, milho, carnes, celulose, minério de ferro e energia indireta via alimentos e biomassa — insumos que a China não consegue substituir internamente sem elevar custos ou gerar tensões sociais. Quanto mais a China exporta, mais ela precisa importar comida, ração animal e matérias-primas básicas. O superávit chinês, portanto, só existe porque países como o Brasil sustentam a base material desse sistema.

Sem o Brasil, o superávit chinês não fecha a conta

Em um mundo altamente endividado, essa lógica ganha ainda mais peso. Governos têm pouco espaço fiscal, empresas enfrentam crédito caro e o consumo nos países ricos perde força. Nesse ambiente, a produção de alimentos deixa de ser apenas um negócio e passa a ser um ativo estratégico. Diferente de bens duráveis, comida não pode ser adiada. E poucos países têm as condições naturais, climáticas e produtivas para ampliar oferta como o Brasil.

Em um mundo quebrado, comida manda mais que dinheiro

A grande dúvida que surge é se esse superávit chinês é sustentável. Economistas discutem seus desequilíbrios internos, como consumo doméstico fraco, excesso de capacidade industrial e problemas no setor imobiliário. Mas, do ponto de vista brasileiro, essa discussão é quase secundária. Se o superávit continuar alto, a China seguirá exportando e mantendo forte demanda por alimentos. Se o superávit cair, o governo chinês tende a estimular o consumo interno, o que também significa mais demanda por proteína animal e grãos. Em ambos os cenários, o agro brasileiro continua essencial.

Com superávit alto ou baixo, a China continuará dependente do campo brasileiro
O risco real, portanto, não está na China. Está no próprio Brasil. A dependência excessiva de commodities pouco processadas, a falta de agregação de valor, a logística deficiente, o crédito caro e a instabilidade regulatória limitam a capacidade do país de capturar mais renda dessa relação privilegiada. O Brasil vende volume, mas ainda perde margem.

O erro brasileiro é vender muito e ganhar pouco

O superávit chinês de US$ 1 trilhão deveria ser lido como um alerta positivo: o mundo industrializado depende cada vez mais de quem consegue produzir comida, energia e matérias-primas em escala. Nesse cenário global, o Brasil ocupa uma posição rara e difícil de substituir. A diferença entre transformar isso em prosperidade duradoura ou permanecer refém dos ciclos de preços passa por uma escolha clara: continuar apenas como fornecedor bruto ou avançar na agregação de valor, na indústria de alimentos e na estratégia de longo prazo.

O Brasil tem a vantagem estratégica, falta estratégia para usá-la

A China tem um plano. O mundo reage. O Brasil, dono de uma das maiores vantagens estratégicas do século XXI, ainda precisa decidir se quer apenas assistir ou jogar o jogo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ata do Copom, IBC-Br e Payroll nos EUA estão no radar do mercado esta semana


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros em 25 pontos-base, mantendo trajetória gradual de flexibilização, e que a curva americana ficou mais inclinada com queda nas taxas curtas e alta nas longas. Nos EUA, setor de tecnologia caiu e petróleo recuou.

No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e Ibovespa fechou a 160 mil pontos, com dólar em R$ 5,41. Na semana, destaque para ata do Copom, IBC-Br, Payroll e CPI americanos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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