terça-feira, março 17, 2026

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Nova ferramenta digital facilita a vida do agricultor e moderniza acesso ao…


Um novo aplicativo, chamado “Meu Imóvel Rural”, será lançado durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), evento que acontece em Belém/PA, de 10 a 21 de novembro. A inovação, desenvolvida pelo Governo Federal, através do Ministério de Gestão e Inovações dos Serviços Públicos (MGI), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), está sendo implantada no Rio Grande do Sul como projeto piloto, por meio de parceira com a Emater/RS-Ascar e promete facilitar o acesso de mil famílias, em 40 municípios gaúchos atingidos pelas enchentes de 2024, na regularização fundiária e ambiental utilizando o crédito rural como ferramenta de apoio aos produtores atingidos pela catástrofe do ano passado.

Com o “Meu Imóvel Rural”, a antiga “pastinha” mantida pelos agricultores em suas propriedades — contendo documentos fundamentais para o acesso ao crédito rural, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), entre outros — será substituída pelo recurso digital. Além de garantir a segurança de ter toda a documentação sempre na palma da mão, evitando o risco de extravio, há ainda as “credenciais verificáveis”, que podem ser validadas criptograficamente e possuem os dados e documentos do agricultor e da propriedade, facilitando a atualização das informações.

O presidente em exercício da Emater/RS, Claudinei Baldissera, destaca que o Crédito Rural Assistido é uma das principais ferramentas de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) utilizadas pela Instituição. Segundo ele, a Emater/RS-Ascar, vinculada às secretarias estaduais do Desenvolvimento Rural (SDR) e da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), vem aperfeiçoando continuamente os assessoramentos prestados aos agricultores gaúchos.

Baldissera observou que o avanço das ferramentas digitais representa um passo importante nessa modernização. “O acesso rápido e seguro aos documentos necessários no formato digital vai facilitar tanto a vida do agricultor quanto do extensionista e dos agentes financeiros envolvidos na contratação do crédito rural”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a importância do lançamento do projeto durante a COP 30, que contemplará mil famílias de 40 municípios atingidos pela calamidade de maio de 2024. “Esse projeto piloto servirá como elemento de teste para aprimorar a ferramenta digital, que depois poderá ser utilizada pelos demais estados e agricultores de todo o Brasil”, explicou.

Para Baldissera, o crédito rural é um instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. “É por meio dele que os agricultores têm acesso a recursos financeiros para produzir alimentos, que abastecem o Rio Grande do Sul, o Brasil e chegam todos os dias à mesa da população”, concluiu.

APRESENTAÇÃO DO APLICATIVO

A fim de apresentar nova ferramenta que chega para facilitar a vida de quem produz, uma reunião está sendo realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires nesta terça-feira (04/02). O encontro reúne agricultores familiares de Doutor Ricardo, Cruzeiro do Sul, Sinimbú, Vale do Sol, além do munícipio que sedia a atividade, extensionistas, o assistente técnico regional de Soledade, Olívio Pedro Faccin, e o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Soledade, Rotiere José Busatto Guarienti e o gerente adjunto de Lageado, Carlos Legemann.





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China acumula US$ 1 trilhão em superávit, mas depende do agro brasileiro


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Foto: Agência Brasil

O superávit comercial chinês próximo de US$ 1 trilhão não é apenas um número impressionante. Ele é o retrato de um modelo econômico que segue produzindo e exportando em escala global, mesmo em um mundo marcado por alto endividamento de governos e empresas, juros elevados e crescimento fraco. Para muitos países, esse desequilíbrio é visto como ameaça. Para o Brasil, ele representa uma oportunidade estratégica, ainda mal aproveitada.

US$ 1 trilhão não é acaso, é poder econômico organizado

A China consolidou sua posição como a grande fábrica do mundo, dominando cadeias industriais, tecnologia e bens de consumo. Mas esse modelo tem um limite físico e social claro: o país não consegue produzir alimentos em volume suficiente para sustentar sua população urbana crescente e sua expansão industrial. E é exatamente aí que o Brasil entra.

A China domina fábricas, o Brasil sustenta o sistema

Hoje, a relação comercial entre Brasil e China é estrutural, não circunstancial. O Brasil fornece soja, milho, carnes, celulose, minério de ferro e energia indireta via alimentos e biomassa — insumos que a China não consegue substituir internamente sem elevar custos ou gerar tensões sociais. Quanto mais a China exporta, mais ela precisa importar comida, ração animal e matérias-primas básicas. O superávit chinês, portanto, só existe porque países como o Brasil sustentam a base material desse sistema.

Sem o Brasil, o superávit chinês não fecha a conta

Em um mundo altamente endividado, essa lógica ganha ainda mais peso. Governos têm pouco espaço fiscal, empresas enfrentam crédito caro e o consumo nos países ricos perde força. Nesse ambiente, a produção de alimentos deixa de ser apenas um negócio e passa a ser um ativo estratégico. Diferente de bens duráveis, comida não pode ser adiada. E poucos países têm as condições naturais, climáticas e produtivas para ampliar oferta como o Brasil.

Em um mundo quebrado, comida manda mais que dinheiro

A grande dúvida que surge é se esse superávit chinês é sustentável. Economistas discutem seus desequilíbrios internos, como consumo doméstico fraco, excesso de capacidade industrial e problemas no setor imobiliário. Mas, do ponto de vista brasileiro, essa discussão é quase secundária. Se o superávit continuar alto, a China seguirá exportando e mantendo forte demanda por alimentos. Se o superávit cair, o governo chinês tende a estimular o consumo interno, o que também significa mais demanda por proteína animal e grãos. Em ambos os cenários, o agro brasileiro continua essencial.

Com superávit alto ou baixo, a China continuará dependente do campo brasileiro
O risco real, portanto, não está na China. Está no próprio Brasil. A dependência excessiva de commodities pouco processadas, a falta de agregação de valor, a logística deficiente, o crédito caro e a instabilidade regulatória limitam a capacidade do país de capturar mais renda dessa relação privilegiada. O Brasil vende volume, mas ainda perde margem.

O erro brasileiro é vender muito e ganhar pouco

O superávit chinês de US$ 1 trilhão deveria ser lido como um alerta positivo: o mundo industrializado depende cada vez mais de quem consegue produzir comida, energia e matérias-primas em escala. Nesse cenário global, o Brasil ocupa uma posição rara e difícil de substituir. A diferença entre transformar isso em prosperidade duradoura ou permanecer refém dos ciclos de preços passa por uma escolha clara: continuar apenas como fornecedor bruto ou avançar na agregação de valor, na indústria de alimentos e na estratégia de longo prazo.

O Brasil tem a vantagem estratégica, falta estratégia para usá-la

A China tem um plano. O mundo reage. O Brasil, dono de uma das maiores vantagens estratégicas do século XXI, ainda precisa decidir se quer apenas assistir ou jogar o jogo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Ata do Copom, IBC-Br e Payroll nos EUA estão no radar do mercado esta semana


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (15), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou juros em 25 pontos-base, mantendo trajetória gradual de flexibilização, e que a curva americana ficou mais inclinada com queda nas taxas curtas e alta nas longas. Nos EUA, setor de tecnologia caiu e petróleo recuou.

No Brasil, Copom manteve Selic em 15% e Ibovespa fechou a 160 mil pontos, com dólar em R$ 5,41. Na semana, destaque para ata do Copom, IBC-Br, Payroll e CPI americanos.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Frente fria avança e provoca chuva forte e risco de temporais em algumas regiões do país


chuva frente fria
Foto: Pixabay

O avanço de uma nova frente fria pelo Sul do Brasil deixa o tempo instável nesta segunda-feira (data), com previsão de pancadas de chuva em grande parte da região. A atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai reforça as instabilidades e aumenta o risco de temporais, segundo a Climatempo.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A previsão é de chuva moderada a forte, com possibilidade de temporais para o Rio Grande do Sul, na metade oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do norte paranaense. Em áreas do oeste e do interior gaúcho, os volumes de chuva podem ser elevados. Já na metade leste de Santa Catarina e do Paraná, a chuva ocorre de forma mais fraca. No sul do Rio Grande do Sul, as temperaturas entram em declínio em relação aos últimos dias, enquanto o calor ainda predomina na maior parte de Santa Catarina, no restante do território gaúcho e em boa parte do Paraná.

Sudeste

No Sudeste, o tempo segue instável desde as primeiras horas do dia. Há previsão de pancadas de chuva na metade sul e no oeste de São Paulo, no noroeste e no leste de Minas Gerais. Ao longo da manhã, as instabilidades avançam sobre o restante do estado paulista, Minas Gerais e também o Rio de Janeiro, ganhando força durante a tarde. No sul e no interior do Espírito Santo, também chove, com possibilidade de temporais em boa parte da região. No norte capixaba e no noroeste mineiro, o tempo permanece mais firme.

Centro-Oeste

Enquanto no Centro-Oeste, a área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém o tempo instável, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde há risco de temporais. As pancadas de chuva se intensificam ao longo do dia também em Mato Grosso e em Goiás, com chuva moderada a forte no noroeste e sudeste mato-grossense, em grande parte de Goiás e em Mato Grosso do Sul. À noite, a chuva perde força em várias áreas, mas o tempo segue instável no estado sul-mato-grossense. O calor continua predominando na região.

Nordeste

Já no Nordeste, o tempo fica mais firme na maior parte dos estados. Ainda assim, há previsão de chuva moderada a forte em áreas do Maranhão, do oeste e do interior do Piauí e do oeste da Bahia. Na faixa litorânea da Bahia e no litoral norte da região, entre Maranhão, Piauí e Ceará, a chuva ocorre de forma mais fraca. O calor segue intenso, com baixos índices de umidade relativa do ar em áreas do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e no norte da Bahia.

Norte

E no Norte do país, as pancadas de chuva continuam atingindo o Amazonas, o oeste e o sul do Pará, o norte de Rondônia e grande parte do Amapá, com chuva de moderada a forte intensidade e risco de temporais pontuais. Em Acre, Tocantins e no sul de Roraima, a chuva ocorre de forma mais moderada, enquanto no interior, leste e nordeste do Pará as precipitações são mais fracas. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

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Capacidade industrial cresce com avanço do etanol de milho



“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira”


“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira"
“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira” – Foto: USDA

O avanço do etanol de milho no Brasil vem impulsionando investimentos industriais voltados à bioenergia, em um cenário de crescimento consistente da produção e ampliação da demanda por insumos biotecnológicos. A expansão do setor reforça a necessidade de maior capacidade produtiva para sustentar ganhos de eficiência e acompanhar a evolução do mercado nacional de biocombustíveis.

Nesse contexto, a unidade industrial de Araucária, no Paraná, passou por um processo de ampliação que resultou na duplicação da capacidade de produção de leveduras e na triplicação da oferta de enzimas destinadas à bioenergia. As biossoluções produzidas no local são aplicadas principalmente no etanol de milho e foram desenvolvidas para garantir alta performance, resistência a contaminações e estabilidade durante a fermentação. Embora representem pequena parcela dos custos operacionais, esses insumos são considerados estratégicos e podem elevar a produção de etanol em até 12%.

“Estamos diante de um dos ciclos mais relevantes da bioenergia brasileira, com impactos diretos sobre inovação e autonomia industrial. A expansão da nossa unidade em Araucária reflete essa evolução do mercado e garante que estejamos preparados para atender as usinas com eficiência, segurança de fornecimento e soluções desenvolvidas para as condições locais”, afirma Diego Camloffski, líder da operação industrial da Novonesis no Paraná.

A ampliação ocorre em meio a projeções positivas para o setor, que indicam volumes entre 16 bilhões e 18,7 bilhões de litros de etanol de milho nos próximos anos, ampliando sua participação na matriz nacional. Além do papel estratégico para a bioenergia, a operação em Araucária mantém relevância econômica regional, com cerca de 380 colaboradores e presença recorrente entre os maiores contribuintes de ICMS do município, reforçando seu impacto na geração de emprego e renda locais.

 





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Nematoides ampliam riscos à produtividade do algodão



“Os nematoides são patógenos altamente persistentes”


“Os nematoides são patógenos altamente persistentes"
“Os nematoides são patógenos altamente persistentes” – Foto: Canva

O algodão brasileiro enfrenta desafios crescentes abaixo da superfície do solo, especialmente nas áreas do Cerrado. A combinação entre nematoides e doenças de solo tem ampliado perdas produtivas e reforçado a necessidade de manejo contínuo e integrado ao longo das safras. Esses agentes são altamente persistentes, sobrevivem por longos períodos no solo e causam danos silenciosos às plantas, muitas vezes percebidos apenas quando a produtividade já foi comprometida.

“Os nematoides são patógenos altamente persistentes que podem sobreviver no solo por anos, mesmo sem a presença da cultura, e causam danos silenciosos – porém severos, ao algodoeiro”, afirma Jakeline Pinheiro Silva, gerente regional de marketing da Biotrop.

Entre os principais nematoides associados à cultura estão os de galhas, reniforme e de lesões, que reduzem o vigor das plantas, comprometem o sistema radicular e favorecem infecções secundárias. Doenças como a podridão-de-carvão, o tombamento causado por Rhizoctonia e, em situações específicas, o mofo branco, também representam riscos importantes, sobretudo em condições de estresse térmico e hídrico.

Jakeline Silva alerta que o controle desses patógenos é especialmente desafiador devido à alta capacidade de sobrevivência no solo, sustentada por estruturas de resistência, à ampla gama de hospedeiros, que inclui culturas como soja, milho e feijão, dificultando a rotação, e ao caráter silencioso da infecção, que se instala no início do ciclo e só manifesta sintomas quando os danos já estão avançados.

“Nematoides e doenças de solo são desafios crescentes para a cadeia do algodão. Com diagnóstico precoce, estratégias integradas e manejo contínuo, é possível reduzir seus impactos e preservar a produtividade e a longevidade das áreas agrícolas”, assinala Jakeline Silva.

 





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Redes regionais redefinem o poder no varejo alimentar



Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades


Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay

O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.

Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.

Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.

 





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Exportações de carne aos EUA devem elevar preço da arroba no curto prazo


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Foto: José Adair Gomercindo/Agência Estadual de Notícias do Paraná

O mercado brasileiro de boi foi pautado por um cenário de maior acomodação nos preços. O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que houve algumas tentativas de compra da arroba em patamares mais baixos, considerando o comportamento das escalas de abate, que começaram a avançar no Centro-Norte do Brasil.

Segundo ele, em São Paulo, predominou a acomodação de preços, ainda que o mercado não trabalhe com escalas de abate muito confortáveis.

“Sob o prisma da demanda, as exportações seguem como grande destaque. No momento a demanda norte-americana apresenta um diferencial, em um momento em que a produção do país segue deficitária”, analisa, em referência ao plantel reduzido dos Estados Unidos.

Preços médios da arroba do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 11 de dezembro em comparação ao dia 5:

  • São Paulo (capital): R$ 325,00, estável em relação valor praticado no último final da última semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00, sem mudança
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, sem alterações
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00, inalterado
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00, estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00, sem mudanças

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com um cenário de preços de estáveis a levemente mais altos durante a semana.

“Ainda há espaço para alta de preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno com os efeitos da entrada do 13º terceiro salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, sinaliza.

  • Quarto traseiro: cotado a R$ 26,50 o quilo, avanço de 0,96% ante o valor da semana passada, de R$ 26,00 o quilo
  • Quarto do dianteiro: foi vendido por R$ 18,50 o quilo, inalterado frente ao preço registrado no final da semana passada

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 430,967 milhões em dezembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 86,193 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já a quantidade total exportada pelo país chegou a 76,721 mil toneladas, com média diária de 15,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.671,30.

Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 80,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 59,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,4% no preço médio. 

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CNA discute situação da peste suína clássica


A Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (11), para discutir a situação atual do país em relação à peste suína clássica (PSC) e os próximos passos para avanço da zona livre no país.

O encontro teve a participação da chefe da Divisão de Sanidade Suídea do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Lia Coswig, que apresentou um panorama da situação e explicou que, atualmente, os estados da zona não livre estão sob vigilância clínica e inquéritos soroepidemiológicos.

Segundo ela, a expectativa é de que a Região II, sem registros de PSC e que abrange Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Maranhão, siga com as ações de vigilância e inquéritos ao longo de 2026, com previsão de pleito junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2027. Se não houver registros de PSC, a expectativa é de reconhecimento da região como zona livre da doença em 2028.

Pelo panorama apresentado no encontro, na Região I, onde estão os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, está sendo feita uma reformulação do Plano com revisão do sistema de vigilância, das áreas de intervenção e estratégias de vacinação.

A Comissão também abordou as discussões no Foniagro, especificamente os parâmetros técnicos e econômicos mínimos para a validação pelas Cadecs nos estudos de viabilidade econômico-financeira dos projetos técnicos. Os indicadores consensados entre os representantes dos produtores integrados e integradoras serão inseridos no Manual das Cadecs.

Por fim, os integrantes da Comissão fizeram um balanço do 3º Encontro Nacional das Cadecs, que aconteceu em novembro, em Brasília, com a presença de mais de cem pessoas entre representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, produtores integrados e suas lideranças para um alinhamento nacional sobre os principais temas que envolve a integração de aves e suínos.





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Mergulho noturno revela interação inédita entre peixes e anêmonas


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Foto: Richard Collins

A relação entre o peixe-palhaço (Amphiprion ocellaris) e suas casas vivas de anêmonas é um exemplo de mutualismo bastante explorado pela literatura científica, mas essas associações parecem não se limitar ao pequenino tricolor laranja, preto e branco.

É o que relata um artigo publicado no Journal of Fish Biology com participação da USP.

Fotografias da parte superficial do mar permitiram analisar a associação de quatro famílias de peixes (MonacanthidaeAriommatidaeBramidae Carangidae) com três famílias de antozoários, todos em estágio de vida inicial: Arachnactidae Cerianthidae (Ceriantharia).

As classes são popularmente conhecidas como anêmonas tubulares – ou que habitam tubos; e Sphenopidae (Zoanthidea), frequentemente referidas como anêmonas incrustantes ou zoantídeos.

“Pela primeira vez, foi documentado esse comportamento entre peixe-anêmona de outras espécies, que era restrito ao peixe-palhaço, em ambiente recifal”, afirma Murilo Pastana, coautor do artigo e professor associado ao Museu de Zoologia (MZ) da USP.

Registros e identificação

Mergulhadores de águas escuras (mergulho à noite) registraram os zooplânctons (organismos que vivem em suspensão no ambiente aquático) na Flórida, nos Estados Unidos.

“É um completo breu, um mergulho assustador. Demos sorte de descobrir que isso era o hobby de alguém”, conta Pastana.

Ele explica que nunca houve registro desse comportamento, exatamente por essa dificuldade de documentar águas epipelágicas (da superfície até aproximadamente 200 metros ou 660 pés de profundidade) no ambiente de mar aberto à noite.

As coletas usuais, que conservam espécimes com químicos em potes fechados, não são propícias para se observar o mutualismo entre elas. 

“Podemos observar eles vivos nessas fotos e vídeos. Com base nisso, temos acesso a uma qualidade, uma quantidade de informação que não tínhamos antigamente”, finaliza o professor.

Além disso, essas relações são caracterizadas por benefícios mútuos. A hipótese dos autores é que as toxinas liberadas a partir da dispersão das larvas de anêmonas protegem os peixes filhotes. Eles explicam, ainda, que essa interação é facultativa, e ocorre apenas nas fases iniciais da vida.

A identificação taxonômica das fotos foi baseada em informações da localidade, por outras fotografias, comparações com descrições da literatura e com espécimes do acervo do MZ, além do registro da observação dos mergulhadores. 

Mergulho e parceria 

Pequeno peixe translúcido, com corpo alongado e nadadeiras finas. Sua cabeça é desproporcionalmente grande em relação ao corpo, e a boca carrega uma estrutura curva e alaranjada parecida com um gancho (uma anêmona). O fundo é totalmente preto.
Foto: Richard Collins

Mergulhar para tirar essas fotografias em mar aberto à noite é um hobby caro e novo, conforme o pesquisador. Do equipamento de mergulho às câmeras fotográficas com flashes potentes capazes de registrar animais tão pequenos, são muitos recursos necessários para realização da tarefa.

Richard Collins, mergulhador e fotógrafo responsável pelos registros do artigo, diz que as dificuldades não estão nos recursos, mas na dificuldade para captar boas imagens.

“É uma hora ou mais de carro até o barco, uma hora ao cais, mais uma para chegar à água onde vamos mergulhar. Mergulhamos por algumas horas, voltamos para casa e tenho que trabalhar no espécime”, explica o mergulhador ao Jornal da USP.

Esse trabalho exaustivo torna mais restrito o público que pratica mergulho, mas Collins diz que se sente grato em contribuir com a ciência com informações ainda pouco entendidas.

“A recompensa é poder participar e trabalhar com cientistas de renome mundial, alguns dos melhores zoólogos de invertebrados do mundo. É bom ter um hobby com propósito e valor”, vislumbra o fotógrafo.

Esse resultado é apenas um dos trabalhos em que seus registros estão sendo usados.

Murilo Pestana conheceu o trabalho de Collins pelas mídias sociais em um grupo de compartilhamento de fotos feitas em mergulhos em águas escuras criado por um colega do mergulhador.

Como o americano não tem perfil na rede social, foi conhecer Murilo Pastana diretamente no Smithsonian Museum, um dos maiores complexos de museus e centros de pesquisa do mundo localizado nos Estados Unidos (EUA). Depois de um tempo, os dois fizeram uma parceria para realizar esse estudo.

Águas brasileiras 

Por isso, os registros, feitos na zona temperada das águas da Flórida, traz dados inéditos para a ciência que preenchem lacunas no entendimento das interações do zooplâncton em mar aberto.

De acordo com Gabriel Afonso, doutorando no Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia e coautor do artigo, essas lacunas podem ser maiores em zonas tropicais devido à rica biodiversidade.

“Por mais que não tenhamos o financiamento necessário para esse tipo de hobby através de métodos mais baratos, como madeiras luminosas, é possível fazer essa coleta em praias ou cais, tanto de dia quanto à noite. Encontraríamos uma diversidade muito interessante, considerando a biodiversidade do Brasil”, afirmou o cientista.

O pesquisador critica essa desigualdade nos recursos entre os EUA e o Brasil, que reconhece a capacidade dos cientistas daqui em fazer muito com pouco.

Ele ainda ressalta que os curadores das coleções recebem os brasileiros muito bem, porque existe uma rede de colaboração forte com diversos brasileiros também formados nessas instituições. O contato com a sociedade nesse trabalho destacou para ele o valor das colaborações.

“O nosso trabalho fica meio fechado nesse ambiente. É muito limitado na associação com o público. Esse trabalho é muito bacana, porque interagimos com pessoas que não são cientistas”, diz Gabriel Afonso.

*Com informações do Jornal da USP/Jean Silva

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