terça-feira, março 10, 2026

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Paraná inicia censo inédito para mapear perfil da agricultura orgânica


Orgânicos, agricultura orgânica, alimentos
Foto: Freepik

Líder nacional na produção de orgânicos, com mais de 4.500 agricultores certificados, o Paraná iniciou um censo inédito para mapear o perfil da agricultura orgânica no estado. O levantamento deve ser concluído ainda no primeiro semestre de 2026.

O trabalho é conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em parceria com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Os primeiros dados já foram divulgados e se referem ao Norte Pioneiro do estado.

Diagnóstico detalhado do produtor

A pesquisa envolveu 40 pessoas, entre extensionistas e bolsistas. A partir do cadastro nacional de produtores orgânicos, de janeiro de 2024, foi definida uma amostra de 776 produtores, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5%.

O levantamento mostra que 72% dos responsáveis pelas propriedades são homens e 28% mulheres. A maioria, 75%, reside na área rural. Também foi identificado o envelhecimento do produtor: a faixa etária predominante é acima de 50 anos. Em relação à escolaridade, 50% têm ensino fundamental, 29% ensino médio e 20% ensino superior.

Além do perfil socioeconômico, o censo reuniu informações sobre acesso à assistência técnica, necessidade de crédito, custos de produção, uso de irrigação e estufas, tipos de culturas, renda média e práticas de manejo. Entre os entrevistados, 66% apontaram a saúde da família como principal motivação para atuar na produção orgânica.

Base para políticas públicas

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a iniciativa reforça o protagonismo do Paraná. Ele destacou que a produção orgânica agrega valor, amplia mercados e gera renda, além de fortalecer a sustentabilidade no campo.

Os resultados levaram à ampliação do projeto. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o objetivo é concluir o censo estadual até agosto. Para isso, a Seti vai liberar R$ 550 mil, enquanto o IDR-Paraná aportará mais R$ 300 mil. “A ideia é deixar um legado que ajude o próximo governo a definir diretrizes para a produção orgânica”, afirmou.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, avalia que o diagnóstico também contribui para enfrentar o envelhecimento no campo. Segundo ele, sistemas produtivos mais limpos e rentáveis podem ajudar a manter os jovens na atividade rural e fortalecer a sucessão familiar.

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‘Não está fácil produzir neste momento, por isso, é esperar a colheita para ver os resultados’, aponta Buffon


Reprodução Soja Brasil

No Soja Brasil desta semana, o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, foi o convidado para falar sobre a safra de soja e os desafios enfrentados pelos produtores. Anfitrião da Abertura Nacional da Colheita de Soja, Buffon comentou as expectativas para o Tocantins, estado onde o evento será realizado no dia 30 de janeiro, a partir das 8h, em Porto Nacional.

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Ao tratar do cenário em Tocantins, Buffon avaliou que a expectativa é positiva para a colheita, apesar das dificuldades enfrentadas no início do ciclo. “Estamos com uma expectativa boa de colheita. A safra está chegando e os dias de colheita estão próximos. Começamos o ano com um clima um pouco complicado, com pouca chuva no início, mas a partir de dezembro as condições melhoraram bastante”, afirmou. Segundo ele, o momento é de otimismo para que o produtor consiga uma colheita farta.

Ao ampliar a análise para o cenário nacional, o presidente da Aprosoja Brasil destacou que a situação observada no estado se repete em outras regiões do país. “A safra vem correndo dentro da normalidade. No começo foi um pouco turbulenta, também por causa da falta de chuva, mas agora as coisas andam bem. Acreditamos que vamos ter uma boa colheita no Brasil”, disse Buffon.

Apesar do bom desempenho produtivo, Buffon ressaltou que a principal preocupação do setor segue sendo a rentabilidade. “A grande questão desta safra é a rentabilidade do produtor, que precisa melhorar. Não está fácil produzir neste momento. Agora é esperar a colheita para avaliar os resultados”, pontuou.

Durante a entrevista, Buffon reforçou o convite para a Abertura Nacional da Colheita de Soja, que poderá ser acompanhada presencialmente e também pela TV. O evento deste ano terá como tema o papel social da soja. Segundo ele, a cultura vai além da produção agrícola e promove desenvolvimento nas regiões onde está inserida. “Nos estados do Matopiba, por exemplo, é visível a diferença de qualidade de vida entre municípios com e sem soja. Ela transforma a realidade local, fortalece toda a cadeia produtiva e beneficia não só o produtor, mas a sociedade como um todo”, concluiu.

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Produtores colhem 35 t/ha de silagem e recuperam solo compactado


A adoção da Operação 365 vem promovendo mudanças significativas no manejo do solo e na produtividade da propriedade dos produtores de Ibiraiaras/RS, Fernando Daros e Fabrício Daros, pai e filho, que há 14 meses desenvolvem na propriedade a Operação 365, projeto desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Rede Técnica Cooperativa (RTC). A iniciativa conta com acompanhamento técnico da CCGL, por meio do Assistente Técnico de Campo, Nicolas Petry e do especialista Michel Kraemer, responsáveis pela condução dos trabalhos na propriedade.

Antes do início do projeto, o diagnóstico revelou um cenário desafiador: solo altamente compactado, com baixa eficiência produtiva e limitações para o desenvolvimento das culturas. A partir desse levantamento detalhado, foram realizadas análises minuciosas do solo, correções com aplicação de calcário e a implantação de plantas de serviço, fundamentais para a descompactação e a melhoria da estrutura física e biológica do solo.

Segundo os produtores, a decisão de aderir à Operação 365 foi imediata, motivada pela oportunidade de contar com a expertise técnica dos profissionais envolvidos. “O projeto nos permitiu identificar rapidamente os principais problemas do solo e iniciar um trabalho consistente de recuperação”, destaca Fernando.

Os resultados já começam a aparecer no campo. Nas culturas de inverno, o desempenho foi expressivo, com destaque para as plantas de serviço e para o trigo destinado à silagem, que alcançou produtividade de 35 toneladas por hectare. Já nas culturas de verão, o milho apresenta elevado vigor, bom enraizamento e resposta positiva ao sistema nutricional, reflexo direto das mudanças no manejo.

Apesar de reconhecerem que o processo de recuperação do solo é contínuo e exige tempo, os produtores avaliam que a evolução observada até o momento é significativa. Mais do que ganhos produtivos, a Operação 365 proporcionou uma mudança de percepção sobre o solo. “Hoje temos uma nova visão: dar mais vida à terra para que ela nos devolva em resultados”, afirmam.

Para Fernando e Fabrício Daros, a Operação 365 representa um compromisso com o futuro da propriedade e da agricultura sustentável. “O futuro depende de nós e dos profissionais que caminham conosco. A Operação 365 veio para dar o verdadeiro valor à nossa Mãe Terra, e ela certamente irá nos retribuir”, concluem.

A Operação 365 tem como objetivo manter o solo coberto e produtivo durante todo o ano, promovendo boas práticas agrícolas por meio do Índice de Qualidade de Manejo (IQM). Além de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, o projeto possibilita benefícios como acesso a crédito diferenciado e maior segurança econômica ao produtor rural.

 





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Brucelose: SP começa vacinação contra doença; veja até quando vai a campanha


Foto: Divulgação/SP.
Foto: Divulgação/SP.

Começou no dia 1º de janeiro e vai até 30 de junho a primeira etapa de 2026 da campanha de vacinação contra a Brucelose no Estado de São Paulo.

Segundo a Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do estado, devem ser imunizadas as bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade. A campanha dá continuidade ao calendário de vacinação estipulado pela Resolução SAA nº 78/24 e pelas Portarias 33/24 e 34/24.

“Por se tratar de uma vacina viva, passível de infecção para quem a manipula, a vacinação deve ser feita por um médico-veterinário cadastrado que, além de garantir a correta aplicação do imunizante, fornece o atestado de vacinação ao produtor”, disse a pasta.

O médico-veterinário responsável pela imunização, ao cadastrar o atestado de vacinação no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (Gedave) em um prazo máximo de quatro dias a contar da data da vacinação e dentro do período correspondente à vacinação, validará a imunização dos animais.

A relação dos médicos-veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível neste link.

Modelo alternativo de identificação

Desde outubro de 2024, está em vigor no estado o modelo alternativo de identificação de vacinação contra a Brucelose.

Na prática, trata-se da utilização de bottons auriculares, uma alternativa não obrigatória à marcação a fogo que além do bem-estar animal, que estimula a produtividade e a qualidade do manejo, além de aumentar a segurança do produtor e do veterinário responsável pela aplicação do imunizante.

De acordo com a pasta, em São Paulo, fica estabelecido o botton amarelo para a identificação dos animais vacinados com a vacina B19 e o botton azul passa a identificar as fêmeas vacinadas com a vacina RB 51. Anteriormente, a identificação era feita com marcação a fogo indicando o algarismo do ano corrente ou a marca em “V”, a depender da vacina utilizada.

O que acontece se a identificação for perdida?

No caso de perda, dano ou qualquer alteração que prejudique a identificação, uma nova aplicação deverá ser solicitada ao médico veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

No caso da impossibilidade da aquisição do botton, o animal deverá ser identificado conforme as normativas vigentes do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

A Defesa Agropecuária informa, ainda, que o uso do botton só é válido dentro do Estado de São Paulo, não sendo permitido o trânsito de animais identificados de forma alternativa para demais estados da federação.

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Quais as principais doenças da soja? Embrapa aponta e dá dicas, da atenção ao manejo


(Cláudia Godoy/Embrapa)

As doenças da soja seguem como um dos principais desafios enfrentados pelos produtores brasileiros e exigem atenção constante ao manejo, às condições climáticas e ao histórico das áreas cultivadas. A ocorrência e a severidade variam conforme a região, o clima da safra e as estratégias adotadas no campo, o que reforça a importância do monitoramento e da prevenção para reduzir riscos e perdas de produtividade.

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Entre as doenças que atacam o sistema radicular, a podridão de fitóftora é considerada relevante, especialmente na região Sul do país, embora não tenha ocorrência generalizada. Já a podridão causada por Macrophomina está fortemente associada ao estresse hídrico e pode ocorrer em praticamente todas as regiões produtoras, tornando-se uma preocupação recorrente em safras mais secas.

No caule da planta, o mofo branco se destaca como uma das principais doenças, sendo mais comum em regiões com temperaturas mais amenas. Já entre as doenças foliares, o oídio costuma aparecer com maior intensidade em safras menos chuvosas, enquanto a mancha-alvo é amplamente disseminada nas áreas produtoras.

A ferrugem asiática, por sua vez, está presente em praticamente todas as regiões do país, favorecida por condições de alta umidade. A antracnose também merece atenção, principalmente em áreas com maior volume de chuvas, como o Cerrado.

A adoção de estratégias preventivas é apontada como fundamental para dar mais segurança ao produtor. Embora não exista um estudo específico que quantifique exatamente os ganhos da prevenção, a experiência no campo mostra que o manejo adequado reduz o risco de perdas produtivas e pode contribuir para a redução de custos ao evitar intervenções tardias. O conhecimento das doenças mais comuns em cada região permite decisões mais assertivas ao longo da safra.

No caso da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura, o uso de cultivares com genes de resistência é uma ferramenta importante, aliada ao vazio sanitário e ao controle químico. Essas cultivares não são imunes, mas apresentam evolução mais lenta da doença, o que reduz a multiplicação do fungo e amplia a janela para um controle mais eficiente no momento adequado.

O monitoramento da ferrugem também depende da atuação de redes regionais e de parceiros que alimentam os dados do Consórcio Antiferrugem. Estados como o Paraná aparecem com maior número de registros, o que está relacionado não apenas às condições climáticas e à época de semeadura, mas também à maior intensidade de monitoramento e ao número de propriedades acompanhadas. Em outras regiões, especialmente onde a semeadura ocorre mais tarde, os registros tendem a aumentar ao longo de janeiro.

As condições climáticas exercem influência direta sobre a ocorrência das doenças. Umidade e temperatura são fatores determinantes para a germinação e a disseminação dos fungos. Safras mais chuvosas podem favorecer podridões e morte de plântulas, enquanto epidemias de ferrugem estão diretamente ligadas à frequência e à distribuição das chuvas. O oídio apresenta um comportamento distinto, já que excesso de chuva pode reduzir sua severidade ao remover estruturas do fungo presentes na superfície das folhas.

Outro tema que vem chamando a atenção é a chamada “morredeira da soja”. Amostras analisadas até o momento indicam que é pouco provável que todo o problema esteja relacionado a patógenos de solo. Em diversas áreas avaliadas, não foram observados sinais típicos de doenças, como lesões ou podridões, o que indica que outras causas ainda estão sendo investigadas. Estudos adicionais estão em andamento para esclarecer o fenômeno.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja enfrentou cenário de intensa volatilidade nos preços



Ampla disponibilidade do grão no mercado global pressionou os preços para baixo



Foto: United Soybean Board

Ao longo de 2025, a soja enfrentou um cenário de intensa volatilidade nos preços, marcado por mudanças políticas, disputas comerciais e uma oferta global elevada. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as cotações médias atingiram os menores patamares dos últimos anos. O mercado internacional de soja foi impactado por uma combinação de fatores que dificultaram previsões e decisões comerciais. Segundo o Cepea, a ampla disponibilidade do grão no mercado global pressionou os preços para baixo, refletindo diretamente nas negociações internas brasileiras.

Entre os elementos que influenciaram a trajetória do mercado em 2025, destacam-se as tensões comerciais entre China e Estados Unidos — os dois maiores players do setor. Essas disputas afetaram o fluxo de exportações, gerando incertezas entre tradings e produtores. Outro fator foi a mudança na política de “retenciones” na Argentina, que alterou o comportamento dos exportadores do país vizinho, tradicional competidor do Brasil no mercado externo.

Apesar das dificuldades, a demanda por soja seguiu em expansão em diversos países, especialmente asiáticos. Ainda assim, esse aumento não foi suficiente para equilibrar a balança frente à grande oferta. Segundo o Cepea, mesmo com o crescimento da procura, os preços médios mantiveram-se em queda, tanto nos portos brasileiros quanto nos contratos internacionais.

O Brasil, maior exportador mundial de soja, registrou um dos piores desempenhos de preços nos últimos anos. A forte concorrência no mercado externo, somada à política cambial e à alta dos custos de produção, reduziu as margens dos produtores, principalmente aqueles que não conseguiram travar preços antecipadamente.

Para 2026, as expectativas giram em torno de ajustes na produção, resposta do mercado às políticas externas e novos alinhamentos comerciais. Segundo o Cepea, a recuperação dos preços dependerá da redução na oferta global e da estabilidade nos acordos entre grandes economias. Produtores devem manter atenção redobrada às dinâmicas internacionais, que seguirão como principal vetor de precificação no setor.





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AgroNewsPolítica & Agro

Preços em alta movimentam mercado de milho



Cotações do cereal ficaram acima dos níveis



Foto: Divulgação

Mesmo com produção histórica de 141 milhões de toneladas em 2025, os preços do milho subiram em relação a 2024. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o avanço da produtividade garantiu volume recorde, mas o mercado operou com valorização durante boa parte do ano.

Ao contrário do que tradicionalmente se espera diante de uma supersafra, o mercado brasileiro de milho registrou recuperação nos preços ao longo de 2025. Segundo o Cepea, as cotações do cereal ficaram acima dos níveis observados em 2024, desafiando a lógica de que maiores volumes pressionam o mercado para baixo.

A produção total do ciclo 2024/25 atingiu 141 milhões de toneladas, o maior volume já registrado no país, representando um salto de 22% em relação à safra anterior. Esse crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo desempenho da segunda safra — tradicionalmente a mais relevante — beneficiada por clima favorável e aumento de produtividade em estados como Mato Grosso, Paraná e Goiás.

Apesar do aumento na oferta, fatores como demanda aquecida no mercado interno, retomada das exportações e menor competitividade de alguns concorrentes externos sustentaram os preços em patamares mais altos. De acordo com o Cepea, esse cenário favoreceu os produtores brasileiros, que conseguiram maior rentabilidade mesmo com custos elevados de produção.

Outro ponto que contribuiu para a valorização foi a melhoria na qualidade do grão colhido, que atendeu aos padrões exigidos por compradores internacionais. Com isso, o Brasil manteve posição de destaque no comércio global, reforçando sua imagem como fornecedor confiável e competitivo.

A perspectiva para os próximos meses é de atenção redobrada ao clima e às movimentações logísticas, especialmente nos portos. Segundo o Cepea, o desempenho do milho brasileiro em 2025 mostra que produtividade e demanda podem coexistir com preços firmes, consolidando o país como peça-chave no equilíbrio global do mercado de grãos.





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Brasil reduziu área de trigo em 2025 e acende alerta



A área cultivada em 2025 é a menor desde 2020



Foto: Canva

Após uma safra marcada por prejuízos em 2024, a cultura do trigo sofreu novo revés em 2025 — desta vez pela perda de área. A decisão dos produtores de reduzir o plantio foi motivada, sobretudo, pela frustração com os resultados da temporada anterior, afetada por condições climáticas adversas que comprometeram a produtividade e a rentabilidade.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada em 2025 é a menor desde 2020, com queda de aproximadamente 20% em relação ao ano anterior. O Paraná, principal produtor nacional, concentrou boa parte dessa retração, refletindo o desânimo de agricultores diante do risco climático e dos custos de produção.

A diminuição no cultivo reflete um comportamento defensivo por parte dos produtores, que buscaram alternativas mais seguras e rentáveis, como milho ou soja de inverno. Segundo dados da Conab, essa mudança de estratégia foi mais visível nas regiões que enfrentaram geadas, excesso de chuvas ou estiagens no ciclo 2024, comprometendo o desenvolvimento das lavouras de trigo.

Ainda que o trigo brasileiro venha ganhando espaço no mercado interno e nas exportações nos últimos anos, os episódios de instabilidade climática e a volatilidade de preços continuam sendo entraves ao seu avanço. Em 2025, esse cenário desestimulou investimentos em tecnologia e renovação de áreas.

Com menor área plantada, o desempenho da safra de trigo em 2025 dependerá fortemente do clima nos meses finais do ciclo. Segundo a Conab, o recuo sinaliza a necessidade de políticas de mitigação de riscos e incentivo à cultura, especialmente em estados-chave como o Paraná. O setor segue atento às próximas movimentações do mercado e às perspectivas climáticas para decidir os rumos de 2026.





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Bioinsumos e fertilizantes são alternativas viáveis para o déficit hídrico na safra de soja de 2026


Os bioinsumos são altamente eficazes contra déficit hídrico na soja, complementando fertilizantes com mecanismos biológicos que aumentam raízes em 20-30% e regulam hormônios de estresse. Microrganismos como Azospirillum, Bacillus e micorrizas melhoram absorção de água e nutrientes sob seca, recuperando 10-20% da produtividade perdida em florescimento 

Para Douglas Vaz-Tostes, gerente técnico nacional da GIROAgro, a força da safra está diretamente ligada à qualidade dos insumos utilizados: “A escolha correta dos insumos, principalmente dos fertilizantes,  define a eficiência de todo o sistema produtivo. Quando o produtor investe em nutrientes adequados, na dose certa e no momento certo, ele reduz perdas, aumenta a rentabilidade e protege o potencial produtivo da cultura.”

Os fertilizantes foliares são uma das principais alternativas viáveis para a safra de soja 2026/27 no Brasil, especialmente sob chuvas irregulares no Centro-Oeste. A adoção já atinge 46,7% da área cultivada (soja 62% do total), com crescimento anual de 20%, comprovando eficácia prática em cenários climáticos adversos.

A previsão climática para 2026 no Rio Grande do Sul, por exemplo, indica um ano de transição: começa sob influência da La Niña, passa para neutralidade entre o fim do verão e o outono e pode evoluir para um episódio de El Niño entre o inverno e a primavera. Além disso, a meteorologista ressalta que fenômenos de curto prazo, menos previsíveis, podem ocorrer ao longo do ano e alterar temporariamente o padrão climático esperado, mesmo dentro desse cenário geral. 

Apesar de ser um momento em que há muita adversidade climática, este não é um fator que irá determinar tanto o desempenho da safra de soja para o ano de 2026, que deve ser recorde no Brasil, superando 2025/26 apesar de chuvas irregulares localizadas. Abiove projeta 177,7 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 3,4%  (172,1 milhões de toneladas) em relação a  2025.





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Paraná registra 88 casos de ferrugem-asiática da soja


De acordo com o Consórcio Antiferrugem,  a safra de soja 2025/2026 conta com 144 registros de ferrugem-asiática da soja, uma das doenças mais severas para a cultura da soja: sendo 88 casos no Paraná, 44 no Mato Grosso do Sul, 5 no Rio Grande do Sul, 4 em São Paulo, 2 em Santa Catarina e 1 registro em Minas Gerais. Ao se comparar o mesmo período do ano passado, observa-se que o Paraná havia registrado 41 no início de janeiro. Portanto, o Paraná tem o dobro das ocorrências da safra passada. “O aumento no número de relatos não indica perda de controle da doença, mas sim que a ferrugem foi identificada na região e precisa ser manejada adequadamente. É um sinal de que há esporos circulando e de que o produtor precisa utilizar Fungicidas com eficiência para o manejo da ferrugem.”, destaca a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa soja.

Na avaliação da pesquisadora, a maior ocorrência de relatos de ferrugem-asiática da soja na região Sul do Brasil está relacionada a maior sobrevivência de plantas voluntárias de soja na entressafra, à janela de semeadura, na região, e ao monitoramento da doença. A pesquisadora afirma que o clima mais úmido durante o inverno, no Sul, favorece a sobrevivência da soja voluntária — plantas que nascem espontaneamente após a colheita — e, consequentemente, do fungo causador da ferrugem. “Com a ocorrência de chuvas no inverno, há maior sobrevivência da soja voluntária, na qual o fungo acaba se mantendo”, explica. “No Cerrado, onde o inverno é mais seco, essa sobrevivência é menor”, diz a pesquisadora.

O vazio sanitário, período de 90 dias em que é proibido semear soja –  determina a eliminação das plantas de soja. “Mesmo assim, há presença significativa dessas plantas em meio a outras lavouras na região Sul, o que contribui para a manutenção da doença”, diz. Outro fator apontado pela pesquisadora é a janela de semeadura. “Estados como o Paraná iniciam o plantio já no dia 1º de setembro, assim como regiões do Paraguai. Quanto mais cedo se semeia, mais cedo a ferrugem começa a aparecer, principalmente quando há proximidade com fontes de inóculo”, afirma Godoy.

Além disso, o número elevado de relatos no Sul também está ligado à metodologia de registro. Os dados do Consórcio Antiferrugem são contabilizados por município, e o Paraná, por exemplo, possui um número maior de municípios em comparação a outros estados. “Os registros são voluntários e dependem da atuação de técnicos e agrônomos em campo. E as regiões com forte presença de cooperativas, como ocorre no Paraná, acabam apresentando maior número de notificações”, explica Cláudia.

No Centro-Oeste brasileiro, por outro lado, a colheita se aproxima e a ferrugem tende a causar menos impacto. “Os produtores estão conseguindo maior “escape” da doença. Porém, nessa região, outras enfermidades, como a mancha-alvo, têm maior relevância econômica”, ressalta Cláudia.

Orientações ao produtor

Com o avanço da resistência do fungo causador de ferrugem-asiática aos fungicidas há a necessidade do uso de produtos multissítios em associação. Esses fungicidas atacam o fungo em múltiplos pontos do seu metabolismo simultaneamente, por isso, o risco de o fungo desenvolver resistência a eles é mais baixo. “Essa estratégia é fundamental para aumentar a eficiência do controle e prolongar a vida útil dos fungicidas disponíveis”, afirma.

Os produtores podem baixar o aplicativo do Consórcio Antiferrugem na Google Play e Apple Store e acompanhar os dados do Consórcio Antiferrugem.  A eficiência dos fungicidas disponíveis no mercado pode ser consultada no aplicativo “Classificação de eficácia de fungicidas químicos e biológicos: módulo soja” no site da rede de fitossanidade tropical (RFT), com informações baseadas em ensaios cooperativos de quatro safras. As circulares técnicas com ensaios detalhados para ferrugem-asiática são disponibilizadas no site da RFT.





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