terça-feira, março 17, 2026

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Milho-verde ganha ritmo, mas enfrenta queda de qualidade



Calor impulsiona milho-verde, mas seca reduz qualidade



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11), a produção de milho-verde se intensificou na região administrativa de Lajeado, especialmente em Bom Princípio. Segundo o documento, “os dias mais quentes do período favoreceram o desenvolvimento da maior parte das lavouras”.

A falta de chuva, porém, tem afetado a qualidade de parte da produção. O informativo destaca que “a ausência de precipitação, associada ao calor, reduziu o enchimento de grãos em algumas espigas”.

A Emater informa ainda que os valores de comercialização estão mais baixos neste período. A bandeja com três espigas é vendida entre R$ 2,50 e R$ 3,00 no mercado local.





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Conab libera ranking das propostas aprovadas



PAA terá 6,3 mil t de alimentos adquiridos pela Conab



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (11) a lista final de classificação das propostas apresentadas para a venda de alimentos no âmbito do Comunicado Compra Institucional nº 08/2025. Segundo a estatal, o ranking reúne “as proposições apresentadas após as análises dos técnicos”, e as organizações fornecedoras poderão consultar sua posição pelo nome da associação ou cooperativa, conforme os critérios definidos na chamada pública.

A aquisição será realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. De acordo com a Conab, os recursos utilizados para a compra serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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A estatal prevê adquirir aproximadamente 6,3 mil toneladas de alimentos diversos. O volume será direcionado “principalmente às Cozinhas Solidárias dos estados e das capitais da região Sul e Sudeste”, além de outras unidades recebedoras do PAA em todo o país. O objetivo, segundo a Companhia, é apoiar iniciativas de segurança alimentar e nutricional. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas.

 





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Temperaturas elevadas elevam risco de doenças no pimentão



Mercado do pimentão varia entre R$ 30 e R$ 140 no RS



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11) aponta que a produção de pimentão segue em ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, a Emater informa que “as áreas de pimentão apresentam adequado desenvolvimento”. Nos cultivos protegidos, as temperaturas mais altas têm provocado casos de podridão-mole e incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que mantém a necessidade de monitoramento e manejo integrado.

Segundo o boletim, a oferta regional tende a aumentar neste período devido à maior entrada de pimentão proveniente da Serra e à ampliação das áreas plantadas. A expectativa é de que esse movimento pressione os valores de mercado. A caixa de 10 quilos do pimentão colorido, amarelo ou vermelho, é comercializada entre R$ 60,00 e R$ 140,00. O pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto o produto de menor calibre é vendido entre R$ 30,00 e R$ 40,00.

Em Bom Princípio, a cultura está em plena colheita. De acordo com o informativo, os produtores registram “apropriado desenvolvimento dos frutos e baixa incidência de pragas e doenças”. Na localidade, a caixa de 10 quilos é comercializada entre R$ 40,00 e R$ 45,00.





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Proteção biológica garante ciclo mais saudável



Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas


Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas
Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas – Foto: USDA

A proteção biológica ao longo de todo o ciclo tornou-se peça central para manter a sanidade das lavouras, especialmente no início do desenvolvimento das plantas. Fungos responsáveis por manchas foliares permanecem nos restos culturais e encontram em períodos de alta umidade condições ideais para novas infecções, o que torna arriscado esperar pelos primeiros sintomas para iniciar o manejo.

Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas preventivas que fortalecem as plantas e reduzem o inóculo presente no campo. O uso desse tipo de tecnologia já acompanha a expansão do mercado de bioinsumos, que na safra 2024/25 somou cerca de 156 milhões de hectares tratados, avanço de aproximadamente 15% sobre a temporada anterior, segundo levantamento da CropLife Brasil com a consultoria Blink. Em faturamento, os biocontroles atingiram cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/24, refletindo maior confiança do campo nesse modelo de proteção.

Dentro desse movimento, a Biosphera oferece o Powerbac Inductor, formulado com Bacillus velezensis, utilizado no manejo de doenças como antracnose, ferrugem do cafeeiro, manchas foliares, alternaria, mofo-branco e cancro cítrico. O produto atua ao ativar mecanismos de resistência das plantas, produzir substâncias antifúngicas e antibacterianas e inibir a germinação de esporos, além de contribuir para uma fisiologia mais equilibrada. 

“A estratégia não pode depender de sinais visíveis de doença, o manejo biológico deve começar já no vegetativo. Aplicações de biofungicidas preventivas além de fortalecerem as plantas, reduzem o potencial de inóculo no campo”, afirma Renan Berger, engenheiro agrônomo e responsável pelo desenvolvimento de mercado da Biosphera. “Começar cedo é a chave. Proteção preventiva, bioinsumos bem posicionados e um manejo integrado robusto fazem toda a diferença ao longo do ciclo”, reforça Berger.

 





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Regra protege produtor durante análise de seguro



É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos


É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos
É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos – Foto: Pixabay

O PROAGRO é um mecanismo de proteção ao produtor rural diante de perdas causadas por eventos climáticos e prevê regras claras para análise e pagamento de indenizações. Segundo texto de Fábio Lamonica Pereira, a legislação e as normas do Banco Central asseguram que, enquanto houver recurso pendente na Comissão Especial de Recursos, o agente financeiro não pode exigir o pagamento da operação. Quando há negativa total ou parcial da cobertura, o beneficiário pode recorrer e aguardar a decisão sem sofrer cobrança do saldo devedor.

Mesmo assim, é comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos ou promovam cobranças judiciais antes do fim da análise, prática considerada ilegal pelo judiciário. Em caso recente no Paraná, a Justiça extinguiu a execução de uma cédula rural porque o recurso à CER ainda não havia sido julgado, entendimento que também gerou responsabilização por danos morais e materiais. O mesmo princípio vale para seguros rurais privados vinculados ao crédito. Para o produtor, conhecer essas garantias é essencial para evitar cobranças indevidas durante o período de avaliação da cobertura.

“Assim, o judiciário continua a entender que, na pendência de decisão definitiva de pedido de cobertura de PROAGRO (ou de seguro privado), a instituição financeira não pode cobrar (nem administrativamente nem judicialmente) o débito, sob pena de extinção do procedimento de cobrança e de condenação à indenização, tanto por danos materiais quanto morais. Conhecer e exercer esses direitos é fundamental para a proteção do produtor rural, que deve buscar amparo legal diante de cobrança indevida”, conclui.

 





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Novas normas acendem alerta no campo



“A legislação mudou, os bancos mudaram”


"A legislação mudou, os bancos mudaram"
“A legislação mudou, os bancos mudaram” – Foto: Canva

A entrada em vigor de novas regras tributárias, ambientais e contratuais em janeiro de 2025 deve alterar a rotina de produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio. O início do ano marca a consolidação de exigências digitais, mudanças no Funrural, revisão de contratos e novos critérios de crédito, criando um cenário de atenção imediata para a safra.

Especialistas apontam que o período será marcado por revisões urgentes de obrigações fiscais e documentais. Para o advogado tributarista e especialista em direito agrário Adriano de Almeida, sócio do Durão & Almeida, Pontes Advogados Associados, o início do ano será “um divisor de águas para quem ainda não adaptou a gestão financeira e documental da propriedade às novas exigências legais”, analisa.  

As alterações em contratos de arrendamento, parceria e compra futura também devem gerar impacto imediato, já que muitos documentos passam a exigir revisão diante de novas interpretações administrativas e judiciais. A digitalização definitiva de processos, como CNDs, notas fiscais e registros de transporte, consolida 2025 como o ano da conformidade no campo, com risco de bloqueios operacionais para quem não estiver regularizado.

Os novos critérios ambientais associados ao crédito rural, somados às exigências de rastreabilidade e mercado de carbono, tornam a organização antecipada indispensável. Segundo Adriano, “deixar ajustes para depois da virada pode resultar em perda de crédito, contratos anulados e autuações que comprometem a safra. A legislação mudou, os bancos mudaram, as fiscalizações mudaram. O produtor que entrar em janeiro sem planejamento jurídico e tributário pode perder crédito, ter contratos anulados ou sofrer autuações pesadas. O campo não tem mais espaço para improviso”, finaliza.

 





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Confira como a arroba do boi gordo fechou a semana pelo Brasil


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com tentativas de compra em patamares mais baixos.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos começam a se deparar com a evolução de suas escalas de abate, que hoje atendem entre seis e oito dias úteis na média nacional.

“Soma-se a isso o fato de algumas indústrias terem anunciado férias coletivas. Esse tipo de situação é bastante comum durante o mês de dezembro. Exportações em altíssimo nível ainda são um importante elemento de suporte aos preços neste final de temporada”, disse.

Preço médio da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321,18
  • Goiás: R$ 312,14
  • Minas Gerais: R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,59
  • Mato Grosso: R$ 300,07

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com acomodação em seus preços no decorrer da sexta-feira, ainda em um ambiente pautado por algum espaço para alta dos preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno.

  • Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,4115 para venda e a R$ 5,4095 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3786 e a máxima de R$ 5,4251. Durante a semana, a moeda teve desvalorização de 0,41%.

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Projeto de R$ 100 mi deve colocar Brasil na vanguarda da ciência climática


carbono
Foto: Ministério da Agricultura

O maior projeto já realizado para medir, de forma padronizada e em escala nacional, os estoques de carbono acima e abaixo do solo em todos os biomas do país, foi lançado nesta sexta-feira (12). Trata-se do Carbon Countdown, iniciativa da Shell Brasil, Petrobras e do CCarbon/USP.

A iniciativa inclui áreas agrícolas e ecossistemas nativos e contará com investimento de cerca de R$ 100 milhões, provenientes da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) prevista nos contratos de exploração e produção de óleo e gás.

“O Carbon Countdown estabelece uma linha de base científica inédita para estoques de carbono, construída a partir de metodologias reconhecidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), organismo científico da ONU. Todos os dados serão abertos e disponibilizados publicamente, permitindo aplicações diversas, como conservação, modelagem climática e planejamento territorial”, destaca a Shell Brasil, em nota.

Projetos de crédito de carbono

O diretor de Tecnologia da Shell Brasil, Olivier Wambersie, ressalta que serão cinco anos de muito trabalho integrado e produção de conhecimento.

“O projeto Carbon Countdown nos dá as ferramentas para criar uma base sólida e confiável de dados sobre os estoques naturais de carbono. Essas informações são essenciais para fortalecer projetos de créditos de carbono, iniciativas de restauração e ações de uso do solo, além de consolidar o papel da ciência brasileira nesse mercado emergente”, afirma.

De acordo com ele, as grandes entregas do Carbon Countdown são a geração de um banco de dados geoespacial público, com base em coletas representativas de amostras ambientais, implantação de infraestrutura de pesquisa, e a tropicalização confiável das metodologias internacionais à realidade dos biomas brasileiros, cultivos agrícolas e tipos de solo.

“Esse trabalho se torna ainda mais robusto com a participação de diversas universidades que agregam expertise e conhecimento local a essa iniciativa”, afirma a gerente executiva do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (Cenpes), Lílian Melo.

Já o pesquisador coordenador científico do projeto, pesquisador do CCarbon/USP e Esalq/USP Maurício Roberto Cherubin, ressalta que a iniciativa coloca o Brasil em posição de destaque ao gerar, pela primeira vez, valores de referência nacionais sobre estoques de carbono no solo e na vegetação.

“Esses dados permitirão aprimorar metodologias de quantificação, reduzir incertezas e aumentar a competitividade de projetos de restauração e produção sustentável. O rigor técnico-científico aplicado no desenvolvimento do inventário, aliado ao conhecimento das universidades e centros de pesquisa, cria uma base sólida para futuras inovações e posiciona o país na vanguarda do setor, com potencial de referência para outras regiões do mundo”, afirma.

Abrangência das áreas

O levantamento vai abranger 6.500 áreas demarcadas, com mais de 250 mil amostras de solo e um número ainda maior de amostras de vegetação e outras 400 mil amostras de atributos complementares, caracterizando o maior inventário do tipo já realizado.

O projeto implementa uma rede nacional de pesquisa, com polos regionais nos seis biomas brasileiros Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

De acordo com os envolvidos no projeto, ao produzir uma base de dados realista e cientificamente validada, o Carbon Countdown fornece segurança para investidores e formuladores de políticas, apoia a transição para uma economia de baixo carbono e amplia o protagonismo do Brasil no mercado global de créditos de carbono, por meio de soluções baseadas na natureza, como projetos agroflorestais, de conservação e reflorestamento.

O Carbon Countdown também investe na formação de equipes, no fortalecimento de laboratórios distribuídos pelo país e na criação de uma base integrada para armazenamento, análise e compartilhamento dos resultados, com liderança científica do CCarbon/USP centro de excelência em ciências agrárias, ambientais, biológicas e sociais.

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Estudo da FGV revisa métricas de remuneração da cana-de-açúcar em São Paulo


Cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

Um estudo técnico elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) revisou as métricas de remuneração do preço da cana-de-açúcar de São Paulo. O trabalho foi encomendado pelo Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana), que reúne representantes de produtores e usinas do setor sucroenergético.

A nova metodologia de precificação surge em um momento estratégico para a cadeia da cana, que hoje vai além da produção de açúcar e etanol e inclui biometano e outros biocombustíveis, cada vez mais valorizados no cenário global de transição energética.

Transparência e valorização do produtor

Tanto a União da Indústria da Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) quanto a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) se posicionaram favoráveis à divulgação integral do estudo e dos contratos firmados para sua elaboração.

Segundo o presidente da Unica, Evandro Gussi, a iniciativa tem como base a transparência e o respeito ao fornecedor de cana, peça fundamental da cadeia produtiva.

“Um percentual grande da nossa produção, ela depende do fornecedor de cana. Então ele tem um papel muito relevante. É por isso que a única tem mantido uma mesma visão, que é transparência e respeito ao produtor, ao fornecedor de cana”, afirmou Gussi. 

Nova metodologia e impasse na divulgação

O estudo foi concluído pela FGV em março deste ano e aponta quais perfis de produtores precisam de reajustes na remuneração e quais seriam esses ajustes, considerando critérios técnicos, econômicos e jurídicos.

De acordo com a Unica, a proposta sempre foi implementar imediatamente os resultados. No entanto, divergências sobre a divulgação do conteúdo completo geraram um impasse que atrasou a aplicação da nova metodologia em todo o estado.

Como avanço concreto, a Unica informou que já assinou memorandos de entendimento com 13 associações de fornecedores das regiões de Piracicaba, Capivari e Araraquara, onde a aplicação do estudo começará de forma imediata.

Defesa da publicação integral

Para evitar ruídos e interpretações divergentes, a Unica propôs a abertura total do estudo técnico e do contrato firmado entre as entidades e a FGV. O objetivo é garantir que produtores tenham acesso integral às informações e possam entender os critérios utilizados.

“O fornecedor precisa saber o que foi assinado, o que está no estudo e quais são os seus direitos. A transparência é o caminho mais rápido para a implementação”, destacou Gussi.

Orplana apoia divulgação sem cortes

A Orplana defende que o material seja publicado sem cortes, incluindo anexos e respostas do grupo técnico, garantindo total transparência. A entidade sugere que a publicação ocorra pelos canais oficiais do Consecana e afirma também estar à disposição para contribuir de forma responsável e aliada às diretrizes do colegiado.

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Em semana lenta, saiba como as cotações de soja fecharam o dia


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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja fechou a semana praticamente parado. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, ao longo dos últimos dias houve negócios pontuais com indicações um pouco melhores, mas nada expressivo. Nesta sexta-feira (12), a Bolsa recuou com força, os prêmios permaneceram positivos, embora sem grandes avanços, e o dólar apresentou alta volatilidade.

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Segundo Silveira, no geral, as cotações ficaram mistas, já que algumas regiões não acompanharam diretamente os movimentos da tela em Chicago, operando muito mais em função do basis local. Mesmo assim, o mercado segue sem negócios relevantes, mantendo ritmo lento, com produtores aguardando melhores oportunidades para a soja da safra nova.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 128,00 para R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,50

Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), aprofundando as perdas acumuladas na semana. O mercado segue pressionado pelas incertezas sobre o ritmo das compras chinesas e pela ampla oferta global. As lavouras no Brasil e na Argentina se desenvolvem bem, favorecendo expectativas de safras volumosas. Além disso, a redução das retenções nas exportações argentinas torna o produto do país ainda mais competitivo.

Mesmo com a retomada das vendas dos Estados Unidos para a China, ainda há dúvidas sobre a possibilidade de cumprir a meta de 12 milhões de toneladas acertada entre os dois países em outubro.

Contratos futuros de soja

O contrato janeiro caiu 16,75 centavos (1,53%) e fechou a US$ 10,76 3/4 por bushel. Março encerrou a US$ 10,86 3/4 por bushel, perda de 16,00 centavos (1,45%). No farelo, janeiro subiu US$ 0,40 (0,13%) para US$ 302,50 por tonelada. No óleo, janeiro caiu 0,75 centavo (1,47%), para 50,07 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,4115 para venda e R$ 5,4095 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,3786 e R$ 5,4251. Na semana, acumulou desvalorização de 0,41%.

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