quarta-feira, março 18, 2026

Agro

News

O Brasil sem rumo: poderes em guerra e um país à beira da estagnação


Foto: Agência Brasil

O Brasil vive hoje um desequilíbrio institucional que combina tensão, desconfiança e competição aberta entre os poderes. O Executivo governa sob a lógica eleitoral de 2026, mais preocupado com fidelizar sua base social do que com reformas estruturais. Enquanto, o Legislativo reage ampliando privilégios, aprovando medidas de impacto fiscal elevado e blindagens políticas para sobreviver à própria impopularidade. E o Judiciário, percebendo o vácuo de autoridade, avança sobre pautas que antes pertenciam à arena política, assumindo papel de árbitro permanente, e por vezes protagonista.

O resultado é um sistema em que cada poder atua por instinto de sobrevivência, e não por compromisso com um projeto nacional. Não há prioridade comum, coordenação ou visão de futuro. Há apenas movimentos táticos, decisões improvisadas e disputas de território político. Num ambiente assim, qualquer política pública se torna refém do conflito.

A mediocridade como método e a ausência de projeto

A crise não é ideológica. É estratégica. O Brasil não discute produtividade, inovação, educação, infraestrutura, reforma administrativa ou competitividade global. Não se discute sequer como preparar o país para um mundo dominado por tecnologia, transição energética e disputa geopolítica entre grandes potências.

A agenda nacional está sequestrada por:

  • Manobras regimentais,
  • Pautas de blindagem,
  • Trocas fisiológicas,
  • Batalhas entre partidos e corporações,
  • Narrativas eleitorais vazias.

Enquanto Brasília gira em torno de si mesma, o país real, pobre, desigual, com serviços públicos colapsados, segue sem direção, sem liderança e sem horizonte. O problema não é apenas moral. É econômico. Um país sem projeto não cresce.

Impactos econômicos imediatos: o risco real de fuga de capitais

Mercados não convivem bem com o improviso. A disputa permanente entre os Poderes cria o pior cenário possível para quem investe:

  • Incerteza sobre regras,
  • Imprevisibilidade sobre decisões,
  • Falta de coordenação entre instituições,
  • Sinais contraditórios sobre política fiscal e monetária.

Investidores, domésticos e internacionais, observam que o Brasil está preso em um ciclo de autopreservação política, sem reformas, sem clareza e sem estabilidade.

O efeito é direto:

  • Empresas adiam decisões de expansão.
  • Projetos estratégicos são congelados.
  • Fundos reduzem exposição ao risco Brasil.
  • Investidores estrangeiros preferem esperar, ou sair.

E em países emergentes, a saída de capitais acontece de forma súbita.
Basta um gatilho político, um conflito entre Poderes, uma decisão judicial controversa, uma ruptura fiscal, para desencadear fuga em massa.

O resultado é conhecido:

  • Câmbio dispara,
  • Juros sobem,
  • Crédito encarece,
  • Inflação pressiona,

Toda economia produtiva é penalizada, incluindo o agro, que sente imediatamente a pressão sobre os custos e a desvalorização de receitas.

Nenhum país cresce com poderes em guerra. E nenhum investidor permanece onde o próprio Estado parece caminhar sem rumo.

O país tem potencial extraordinário: energia barata, agro competitivo, matriz limpa, recursos naturais únicos, população empreendedora. Mas falta o essencial: projeto nacional, liderança estável e coordenação mínima entre os poderes. Enquanto Brasília trava guerras internas, o Brasil real,o que produz, trabalha e investe, fica à deriva.

Se o país não recuperar previsibilidade institucional, pode perder mais do que o futuro.
Pode perder o presente: crescimento, empregos, investimentos e até a confiança que ainda resta. E sem confiança, nenhum país se sustenta.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post O Brasil sem rumo: poderes em guerra e um país à beira da estagnação apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setores da economia criticam manutenção da Taxa Selic pelo Banco Central


juros câmbio
Foto: Agência Senado

A manutenção da Taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Apesar de a decisão ter sido amplamente esperada pelo mercado, entidades empresariais e sindicais veem na postura do Banco Central (BC) um entrave ao crescimento econômico num cenário de inflação em queda, desaceleração da economia e perda de fôlego do mercado de trabalho.

CNI: decisão ignora desaceleração

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o BC desconsiderou “evidências robustas” de que a economia já permitiria iniciar um ciclo de redução da Selic. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção dos juros “é excessiva e prejudicial”, intensificando a perda de ritmo da atividade, encarecendo o crédito e inibindo investimentos. Para ele, há espaço para um ajuste gradual sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) recebeu com preocupação a manutenção dos juros em níveis altos. Em comunicado, o presidente da CBIC, Renato Correia, afirma que a continuidade do crescimento do setor em 2026 depende da queda dos juros o mais rápido possível.

Comércio

O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, considerou que o BC mantém uma política desconectada da conjuntura nacional e internacional. Ele lembrou que países como os Estados Unidos iniciaram cortes enquanto o Brasil conserva uma das maiores taxas reais do mundo. Segundo Queiroz, a postura atual “prejudica investimentos, consumo e agrava entraves estruturais”, além de dificultar a condução da política fiscal.

Em tom mais moderado, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) avaliou que a manutenção era esperada e reflete um ambiente ainda delicado. Para o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, a inflação e as expectativas continuam acima da meta, e o contexto inclui expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas internacionais. Ele afirmou que o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) será decisivo para entender a sinalização dos próximos passos.

Centrais sindicais

Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a decisão como um “descumprimento das necessidades da população e do setor produtivo”. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, disse que a Selic elevada desvia recursos do investimento produtivo para o “rentismo”. Economistas ligados à central afirmam que a inflação está controlada e que o aperto monetário já provoca queda no consumo, desaceleração do PIB e perda de dinamismo no mercado de trabalho.

A Força Sindical criticou de forma contundente a decisão, classificando-a como “vergonha nacional”. Para o presidente da entidade, Miguel Torres, o Copom favorece especuladores e estrangula a economia ao insistir em juros elevados. Ele afirma que a política atual prejudica campanhas salariais, limita o consumo e impõe obstáculos ao desenvolvimento. “Estamos vivendo a era dos juros extorsivos”, afirmou em comunicado.

O post Setores da economia criticam manutenção da Taxa Selic pelo Banco Central apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Decisão sobre juros do Fed e Banco Central refletem nos ânimos do mercado nesta quinta


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quinta-feira (11), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Fed cortou os juros em 25 pontos-base para 3,50%–3,75%, sinalizando pausa cautelosa e apoiando alta das bolsas nos EUA, com avanço de bancos e tecnologia.

No Brasil, Ibovespa subiu a 159 mil pontos, mas o dólar fechou a R$ 5,47 e juros futuros avançaram após Copom manter Selic em 15% com tom duro. Hoje, destaque para dados do varejo e agrícolas do IBGE e indicadores globais nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

O post Decisão sobre juros do Fed e Banco Central refletem nos ânimos do mercado nesta quinta apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de algodão crescem e retomam ritmo



China volta a liderar compra de algodão de MT



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), os primeiros meses do ciclo de exportações da safra 2024/25 apresentaram “volumes mais baixos registrados nos últimos anos”. No entanto, o instituto afirma que novembro de 2025 interrompeu essa tendência, ao registrar “o segundo maior volume para um mês em toda a série histórica para as exportações nacionais”, ficando atrás apenas de janeiro de 2025.

O Imea destaca que Mato Grosso respondeu por 58,37% dos embarques nacionais no período, com 234,93 mil toneladas. O relatório aponta ainda que “a China voltou a liderar as exportações de algodão do estado, com 52,48 mil t”, fato que não ocorria desde novembro de 2024.

Por fim, o documento da Secex indica “perspectiva positiva em relação ao cenário futuro da demanda pelo algodão mato-grossense”, após um início de ciclo mais lento, e reforça a expectativa de um novo recorde nas exportações de pluma.





Source link

News

Chuva forte afeta três regiões do país; confira a previsão de hoje


chuva previsão do tempo
Foto: Pixabay

O ciclone extratropical que afetou fortemente o Sul do país deve se afastar e deixar o tempo mais firme na região. As instabilidades também diminuem no Sudeste, enquanto pancadas fortes de chuva se fazem presentes no restante do país. Confira:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

O tempo deve seguir mais firme ao longo do dia na Região Sul. Entre o fim da tarde e o início da noite, novas pancadas de chuva avançam pelo sul, sudeste e litoral sul do Rio Grande do Sul, além de áreas do leste do Paraná, com chuvas fracas a moderadas. As temperaturas começam a se elevar e as rajadas de vento ainda podem ocorrer com maior intensidade no litoral e nordeste gaúcho, além do leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

As instabilidades diminuem em grande parte da Região, mas a presença de umidade na atmosfera ainda favorece pancadas de chuva no norte e nordeste paulista, além da metade norte e oeste de Minas Gerais, de maneira fraca a moderada, podendo ocorrer de forma mais forte em alguns pontos. Em algumas áreas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, também há chance de chuva.

Centro-Oeste

As chuvas continuam ocorrendo em Mato Grosso e em Goiás, e devem ficar mais concentradas no norte dos estados, com chance de chuva moderada a forte e risco de temporais. Já em Mato Grosso do Sul, as instabilidades voltam a aumentar devido à presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, e as temperaturas seguem elevadas.

Nordeste

Há chance de chuva em boa parte do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia, de moderada a forte intensidade. Já no nordeste do Maranhão, norte do Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, há chance de chuvas mais fracas, enquanto no restante da Região o tempo segue mais firme. As temperaturas continuam elevadas.

Norte

Em áreas da metade norte do Pará, além de Roraima, o tempo segue mais firme. Já no Amazonas, metade sul do Pará e em Tocantins, as pancadas de chuva seguem ocorrendo. No Amapá, as instabilidades aumentam, podendo ocorrer de maneira mais moderada.

O post Chuva forte afeta três regiões do país; confira a previsão de hoje apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi registra estabilidade e alta nas exportações



Oeste da Bahia tem alta no boi gordo



Foto: Pixabay

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso cresce 4,5% e bate recorde de exportações



China volta a liderar compras e MT bate recorde



Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), Mato Grosso registrou em novembro de 2025 o maior volume já exportado de carne bovina in natura, alcançando 112,81 mil toneladas em equivalente carcaça. O instituto afirmou que o resultado representa “alta de 4,52% em relação a outubro de 2025”. No acumulado de janeiro a novembro, o estado embarcou 867,72 mil TEC, o que corresponde a “acréscimo de 23,87% em relação ao mesmo período de 2024”, ano considerado recorde para as exportações mato-grossenses.

O Imea destacou que o desempenho foi impulsionado pelo aumento dos envios para China, Rússia e Chile. Segundo o instituto, esses países “ampliaram significativamente sua participação no total exportado” ao longo de 2025, reforçando a relevância do mercado externo para a cadeia produtiva estadual.

Para o instituto, o avanço nas exportações foi resultado da abertura de novos mercados e do ganho de competitividade do produto local. O relatório afirmou que esses fatores “permitiram ao estado atender uma demanda internacional aquecida”, consolidando Mato Grosso como principal fornecedor de carne bovina do país.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Planejamento indica rota mais prudente para 2026



A digitalização também ganhou espaço


A digitalização também ganhou espaço
A digitalização também ganhou espaço – Foto: Pixabay

O agronegócio encerra 2025 diante de um cenário que mistura expectativas positivas e cautela, marcado por volatilidade nos custos, juros elevados e mudanças regulatórias. Esse ambiente reforça a necessidade de planejamento mais profundo, baseado em dados e alinhado às condições externas. A partir dessa leitura, a Horsch ajustou sua preparação para 2026 com foco em eficiência, testes de cenários e decisões sustentadas por indicadores concretos.

Segundo Stefan Vorwerk, a empresa incorporou aprendizados recentes para aprimorar gestão de estoques, capital de giro, previsão de demanda e qualidade. A ampliação do portfólio e o avanço em pesquisa e desenvolvimento reforçam a aposta em máquinas mais modernas, conectadas e voltadas à agricultura de alta performance, incluindo equipamentos autônomos já operando no país. A digitalização também ganhou espaço para elevar a eficiência industrial.

O acompanhamento das mudanças tributárias, ambientais e trabalhistas tem sido contínuo, em alinhamento com a matriz alemã. A proteção de recursos naturais integra a estratégia, com máquinas voltadas à economia de insumos, conservação do solo e redução de emissões. O plano de 2026 incorpora práticas de ESG, com atenção ao impacto ambiental, à valorização de colaboradores e ao fortalecimento de controles internos.

“O Brasil é estratégico para o Grupo Horsch, e o Paraná tem protagonismo nesses planos. A região oferece uma base industrial sólida, mão de obra qualificada e condições logísticas e fiscais favoráveis, o que nos levou a investir em um terreno de 400.000 m² em Curitiba, onde está localizada a nossa primeira fábrica no país. Esse investimento reflete nossa confiança de que o maior crescimento do Grupo Horsch nos próximos anos virá do Brasil. E temos certeza de que o Paraná é o lugar certo para isso”, conclui.

 





Source link

News

Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido


Arroz e feijão - prato feito
Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O preço dos alimentos consumidos em casa recuou 0,2% em novembro. Esse resultado é a sexta queda mensal seguida apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.

O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação como um todo fechou novembro em 0,18%, fazendo o IPCA voltar para o limite da meta do governo.

Com os dados de novembro, a inflação da alimentação no domicílio chega a 1,29% no ano e a 2,48% no acumulado de 12 meses – menor patamar desde fevereiro de 2024, quando marcava 1,76%. Em novembro de 2024, a inflação anual da comida em casa chegou a 8,41%.

Confira os itens que mais recuaram em dezembro:

  • Tubérculos, raízes e legumes: -2,77%
  • Leites e derivados: -2,27%
  • Cereais, leguminosas e oleaginosas: -2,22%
  • Bebidas e infusões: -0,45%
  • Aves e ovos: -0,39%

Outros destaques de baixa no mês são os subitens:

  • Tomate: -10,38%
  • Leite longa vida: -4,98%
  • Arroz: -2,86%
  • Café moído: -1,36%
  • Alimentos e bebidas

Os dados de novembro mostram também que a alimentação fora do domicílio subiu 0,46% no mês e soma 7,60% em 12 meses.

Juntos, a alimentação no domicílio e a fora do domicílio formam o grupo alimentos e bebidas, que caiu 0,01% em novembro, sendo a quinta queda nos últimos seis meses – de junho a novembro, só não caiu em outubro.

Em 12 meses, o grupo atinge 3,88%. Ao longo do ano, os alimentos foram um dos grandes vilões da inflação, com os preços empurrados para cima por questões ligadas a questões climáticas e quebra de safra.

Em abril de 2025, a inflação chegou a 7,81% no acumulado de 12 meses.

O IPCA apura o custo de vida das famílias com renda de um a 40 salários mínimos. O IBGE pesquisa o preço de 377 produtos e serviços. O grupo alimentos e bebidas responde por 21,5% da cesta de consumo das famílias, segundo o Instituto.

O post Inflação da comida em casa cai 0,2% em novembro, sexto recuo seguido apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ajuste financeiro marca início de 2025 no agro



Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial


Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial
Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial – Foto: Divulgação

O agronegócio inicia 2025 em um ambiente de margens mais apertadas, custos elevados e crédito seletivo, movimento que vem alterando a dinâmica entre produtores e financiadores. Esse quadro se reflete no avanço da recuperação judicial e na alta concentrada da inadimplência rural, segundo análise de Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base no boletim agro da Serasa Experian.

Até junho, foram registrados 415 pedidos de recuperação judicial, o equivalente a 73% de todo o volume de 2024, ritmo considerado histórico. A maior parte vem de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, estados com produção de larga escala e alta exposição a capital e risco climático. O movimento é liderado por arrendatários pressionados por custos fixos e por grandes produtores com elevado nível de alavancagem e investimentos de longo prazo. A recuperação judicial tem sido usada como instrumento de reorganização de passivos diante do cenário de maior pressão financeira.

A inadimplência também cresce, mas de forma seletiva. A taxa atingiu 8,1% da população rural no segundo trimestre, alta de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Os maiores índices aparecem entre arrendatários, com 10,5%, e grandes produtores, com 9,2%, enquanto pequenos e médios permanecem abaixo da média. Para Cogo, os dados indicam um ajuste de ciclo marcado por juros mais altos, rentabilidade menor, maior rigor na concessão de crédito e uso crescente de mecanismos jurídicos formais, caracterizando um reposicionamento natural do mercado. “Os dados indicam que o agronegócio está passando por um ajuste de ciclo. Não é um colapso — é um reposicionamento natural do mercado”, conclui.

 





Source link