quarta-feira, março 18, 2026

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Senado aprova tese do marco temporal em votação de dois turnos


Senado
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Senado aprovou nesta terça-feira (9) a tese do marco temporal, determinando que somente poderão ser demarcadas as terras indígenas ocupadas ou disputadas até a data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.

A proposta foi aprovada com 52 votos favoráveis, 14 contrários e uma abstenção, em primeiro turno, e com 52 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção, em segundo turno. Agora, segue para a Câmara dos Deputados, onde tem amplo apoio.

A PEC 48/2023, apresentada pelo senador Dr. Hiran (PP-RR), ratifica os termos do marco temporal, tema da Lei 14.701, de 2023. Segundo o parlamentar, o objetivo declarado da emenda é conferir segurança jurídica para o processo de demarcação de terras indígenas.

“Essa emenda não visa negar o direito dos povos indígenas às suas terras, mas, sim, oferecer uma base sólida para a demarcação, evitando conflitos e incertezas que prejudicam tanto as comunidades indígenas quanto outros setores da sociedade”, diz a justificação da proposta.

A PEC foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pelo relator, senador Esperidião Amin (PP-SC). O texto ampliou as ressalvas à demarcação e acrescentou dispositivos que garantem prévia indenização aos ocupantes regulares de terras que serão demarcadas.

Tema polêmico

A tese do marco temporal surgiu em 2009, em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima. O critério temporal foi utilizado nesse caso.

Em setembro de 2023, o Senado aprovou um projeto de lei (PL 2.903/2023) que regulava a demarcação de terras indígenas de acordo com o marco temporal. No mesmo mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contra a tese, e o governo vetou o trecho da lei que instituía o marco temporal.

No entanto, o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso Nacional logo depois. Assim, o marco temporal virou lei em outubro de 2023.

Já em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes, decano do Suprema Corte, estabeleceu a suspensão das ações que tratam da questão no Supremo, até que haja uma decisão final dos ministros. Na ocasião, foi estabelecido pelo STF um grupo de trabalho para discussão do tema com o Executivo e o Legislativo, o que levou à suspensão da tramitação da PEC 48/2023 no Senado.

Resistência dos indígenas

Grupos indígenas são contrários ao marco temporal e afirmam que a tese desconsidera, por exemplo, povos nômades e comunidades que foram expulsas de suas terras antes da promulgação da Constituição.

Ao apresentar seu relatório, Amin lembrou que, desde 1934, todas as Constituições reconheceram implicitamente o princípio do marco temporal, estabelecendo que os povos indígenas têm direito à posse da terra “em que eles se encontram”. Ele elogiou a conduta do ministro Gilmar Mendes na busca de “uma luz de harmonia, de bom senso e de acordo”.

“O marco temporal, por mais vezes que o Supremo decida que ele não existe ou não vale, ele vale, sim, porque tudo que nós fazemos na nossa vida respeita o marco temporal”, enfatizou.

‘Insegurança jurídica insuportável’

Na discussão da matéria, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apelou por um acordo, admitindo que a insegurança jurídica é “insuportável”. Para ele, o marco temporal não resolve o problema e põe os indígenas em desvantagem na regularização de terras.

“A culpa não é dos indígenas. A culpa é do Estado brasileiro, que não cumpriu o desígnio do Constituinte, que em cinco anos deveria ter regulamentado [as demarcações]”, disse.

Já Dr. Hiran criticou a judicialização do marco temporal no STF e chamou a atenção para a responsabilidade sobre demarcações no campo e em áreas urbanas. “A lei do marco temporal, a meu juízo, não tem nenhuma inconstitucionalidade, mas, quando nós demos esse tempo de mais de um ano para discutir no Supremo, durante esse tempo, o governo continuou sinalizando a demarcação de terra indígena no país, concedendo insegurança jurídica”, ponderou.

*Com informações da Agência Senado

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Energia solar abre espaço para soluções como armazenamento de hidrogênio renovável


soja energia solar
Foto: Pixabay

A expansão da energia solar no Brasil segue acelerada e, em 2025, consolidou novos avanços mesmo diante de desafios econômicos.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, o setor registra crescimento robusto e ganha espaço como pilar da transição energética nacional especialmente no agronegócio.

Sauaia destacou que mais de 10 GW foram adicionados à matriz elétrica brasileira ao longo do ano. Com isso, a energia solar se tornou a segunda maior fonte do país, representando 24% da capacidade instalada.

No campo, o movimento é ainda mais significativo, já são 330 mil sistemas solares instalados em propriedades rurais, beneficiando mais de 72 mil consumidores e movimentando R$ 25 bilhões em investimentos nos últimos anos.

De acordo com Sauaia, a taxa de juros elevada tem dificultado o acesso de pequenos produtores ao financiamento para aquisição de sistemas solares e baterias.

Ainda assim, o campo segue como protagonista da expansão fotovoltaica, com maior concentração no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, sem deixar de abrir oportunidades no Norte e Nordeste, regiões com enorme potencial de crescimento.

Sauaia destaca que, em áreas isoladas da região Norte, onde o fornecimento de energia é precário, a combinação entre painéis solares e sistemas de armazenamento já traz autonomia e segurança energética para produtores e comunidades.

Transição energética impulsiona novas tecnologias

A Absolar realiza nesta semana, em São Paulo, o Encontro Nacional Absolar, evento que reúne especialistas, empresários e produtores para discutir resultados de 2025 e traçar projeções inéditas para 2026.

“Para o nosso evento, nós esperamos poder abordar um pouco mais sobre essas novas tecnologias e como elas se conectam com a realidade dos consumidores brasileiros”, destaca Sauaia.

O executivo reforça que o hidrogênio verde pode se tornar matéria-prima para produção nacional de fertilizantes, reduzindo a dependência externa, hoje superior a 90% e contribuindo para baratear custos no campo.

Desafios regulatórios e econômicos

Apesar do otimismo, o setor mira 2026 com atenção redobrada. O próximo ano será eleitoral, o que tende a impactar decisões políticas e regulatórias. Sauaia ressalta que o principal entrave atual é o custo de capital, que encarece investimentos em energia solar e armazenamento.

Ele defende que políticas públicas sejam fortalecidas, especialmente no Plano Safra, no Fundo Clima e em linhas de financiamento com juros mais acessíveis. Também reforça a necessidade de acompanhar a implementação do novo marco legal do setor elétrico, cujas mudanças afetam diretamente a expansão da energia solar no país.

Olhar para o futuro

Mesmo com desafios, o setor fotovoltaico segue como uma das principais apostas para ampliar a competitividade brasileira, reduzir custos de energia para o agro e acelerar a transição para uma matriz mais limpa. Combinada a fontes como vento, água, biomassa e biogás, a energia solar deve ampliar ainda mais sua participação no abastecimento nacional nos próximos anos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi inicia semana com estabilidade



Exportações de carne bovina crescem 59% na média diária



Foto: Divulgação

De acordo com a análise divulgada nesta terça-feira (9) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo registrou estabilidade nas praças paulistas. O boletim aponta que “uma parte dos compradores estava com escalas prontas para o começo da segunda semana de janeiro e testavam preços menores, mas sem negócios concretizados”. As empresas que não contavam com escalas longas “mantinham as ofertas dentro das referências”, o que resultou em preços estáveis para todas as categorias. As escalas de abate estavam, em média, em 11 dias.

Na Bahia, o cenário variou conforme a região. No Sul do estado, parte da indústria ficou fora das compras e houve redução na oferta de bovinos, mas o informativo ressalta que “ainda sem alterar o preço de todas as categorias”. As escalas de abate estavam, em média, em cinco dias. No Oeste baiano, a retração dos vendedores reduziu a oferta e elevou em R$ 3,00/@ a cotação do boi gordo. Já a cotação da vaca e da novilha permaneceu inalterada.

Em Alagoas, a análise registra que não houve mudanças nos preços.

O boletim também destaca o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura. Até a primeira semana de dezembro, o volume embarcado chegou a 76,7 mil toneladas, com média diária de 15,3 mil toneladas, “aumento de 59,1% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 13,4% na comparação anual.





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Preço da cesta básica de alimentos cai em 24 capitais, diz pesquisa


Cesta básica mercado
Foto: Ideme

Os preços dos alimentos que compõem a cesta básica caíram em 24 capitais brasileiras em novembro em relação ao mês anterior, conforme levantamento divulgado nesta terça (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“O Brasil está colhendo esse ano a maior safra agrícola da nossa história, com o consumidor indo ao supermercado com um produto mais barato de excelente qualidade”, destacou o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota divulgada pelo governo.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos mostrou que as maiores reduções foram nas seguintes cidades:

  • Macapá: -5,28%;
  • Porto Alegre: -4,10%;
  • Maceió: -3,51%;
  • Natal: -3,40%; e
  • Palmas: -3,28%

Por outro lado, houve elevações em Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%).

No mês passado, os menores valores médios registrados foram em:

  • Aracaju: R$ 538,10;
  • Maceió: R$ 571,47;
  • Natal: R$ 591,38;
  • João Pessoa: R$ 597,66; e
  • Salvador: R$ 598,19

Já o maior custo foi registrado em:

  • São Paulo: R$ 842,26;
  • Florianópolis: R$ 800,68;
  • Cuiabá: R$ 789,98;
  • Porto Alegre: R$ 789,77; e
  • Rio de Janeiro: R$ 783,96

Salário mínimo x cesta

Na cidade de São Paulo (SP), também é maior a porcentagem do salário mínimo líquido (59,91%) necessário para comprar uma cesta básica. É também maior na capital paulista o tempo de trabalho mensal para a aquisição do conjunto de alimentos (121 horas e 55 minutos).

De outra forma, em Aracaju (SE), a cesta básica é mais barata (38,32% do salário mínimo) e há menor tempo de trabalho necessário para a compra dos alimentos (77 horas e 59 minutos).

Arroz, tomate e açúcar

As maiores variações negativas de preços entre outubro e novembro incluem produtos como o arroz agulhinha. No mês passado, esse alimento comum no hábito do brasileiro ficou, por exemplo, 10,27% mais barato em Brasília.

Outro produto que ficou mais em conta foi o tomate, em 26 capitais. Uma mostra disso é que o preço do alimento teve redução de 27,39% em Porto Alegre. Na avaliação dos pesquisadores, a maior oferta foi responsável por reduzir o preço no varejo.

Os valores médios do quilo do açúcar e do leite integral ficaram menores em 24 capitais. Para o açúcar, a queda no varejo ocorreu em função da redução de preços no mercado internacional, da maior oferta no período de safra e da menor demanda.

No caso do leite, o excesso de oferta no campo e a importação de derivados contribuíram para a redução dos preços no varejo. As quedas oscilaram entre -7,27%, em Porto Alegre, e -0,28%, em Rio Branco.

Cafezinho mais em conta

Outro produto que ficou mais barato, este em 20 cidades analisadas, foi o café em pó. Destacam-se as reduções em São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%).

Segundo avaliou o governo, a boa produtividade das lavouras e o lento processo de negociação das tarifas norte-americanas, somados aos altos preços praticados nos supermercados, tiveram relação com a diminuição nos preços.

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Preço do boi gordo mantém alta mesmo com pressão de compra em patamares mais baixos


preços do boi
preço do boi

O mercado físico do boi gordo passa a se deparar com algumas tentativas de compra em patamares de preço mais baixos no Centro-Norte do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, esse movimento acontece de forma mais destacada em Tocantins e em Rondônia, estados em que as escalas de abate estão mais confortáveis.

“Em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás o mercado opera com poucas novidades, com a manutenção do padrão das negociações em grande parte das praças consultadas. A demanda permanece aquecida, com mercado interno em um ótimo momento de consumo, assim como exportações apresentando bom desempenho”, destaca.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 324,50 — ontem: R$ 322,33
  • Goiás: R$ 315,54 — R$ 314,11
  • Minas Gerais: R$ 320,59 — R$ 317,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,09 — R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 302,04 — R$ 299,73

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta elevação em seus preços no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes dos preços, em especial dos cortes do traseiro bovino, muito demandados nessa época do ano.

  • Quarto traseiro: precificado a R$ 26,25 por quilo, alta de R$ 0,25;
  • Quarto dianteiro: ainda é cotado a R$ 18,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: segue a R$ 18,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4377 para venda e a R$ 5,4357 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4185 e a máxima de R$ 5,4952.

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Saiba como ficaram as cotações de soja em dia de relatório do USDA


grão de soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja operou praticamente zerado nesta terça-feira (9). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por ausência de ofertas e forte volatilidade entre Chicago e o câmbio.

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Segundo ele, o dólar chegou a subir forte e depois cedeu um pouco, enquanto a soja manteve movimento de queda. Silveira acrescenta que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não trouxe alterações para o quadro americano, e os prêmios subiram, segurando um pouco Chicago.

O comportamento geral foi de movimentos mistos, com algumas praças registrando indicações ligeiramente melhores, como no caso do Paraná, mas voltadas ao mercado interno, porém sem volume expressivo, mantendo a comercialização travada.

No mercado físico:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 138,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 121,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 130,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,00

Contratos futuros de soja

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira (9) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgar números sem novidades, o mercado se consolidou em território negativo, pressionado também pelas incertezas sobre as compras chinesas e pela situação favorável das lavouras na América do Sul.

O relatório do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre. Não houve alterações sobre as estimativas de novembro.

Já os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, repetindo a estimativa anterior, enquanto o mercado apostava em 309 milhões de bushels. O USDA também manteve o esmagamento em 2,555 bilhões de bushels e as exportações em 1,635 bilhão.

Para a temporada 2024/25, os estoques de passagem estão projetados em 316 milhões de bushels, com exportações de 1,882 bilhão e esmagamento de 2,445 bilhões de bushels.

Safra mundial USDA

O USDA projetou safra mundial de soja em 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas, e 427,15 milhões de toneladas para 2024/25. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 122,37 milhões de toneladas, abaixo da expectativa de 122,8 milhões, enquanto para 2024/25 foram estimados em 123,24 milhões, contra expectativa de 123,4 milhões.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 10,87 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,98 1/4 por bushel, com retração de 7,50 centavos de dólar ou 0,67%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 5,00 ou 1,63% a US$ 301,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,02 centavos de dólar, com perda de 0,16 centavo ou 0,31%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,4377 para venda e a R$ 5,4357 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4185 e a máxima de R$ 5,4952.

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Ano de 2025 deve ser o segundo mais quente da história, aponta relatório


onda de calor, altas temperaturas
Foto: Motion Array

O ano de 2025 já aparece empatado com 2023 como o segundo mais quente já registrado, segundo novos dados do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. Segundo o meteorologista, Arthur Müller, o cenário atual reforça a tendência de aquecimento global contínuo e o aumento de eventos extremos ao redor do mundo.

De acordo com Müller, as medições de temperatura ano a ano, desde a década de 1970, mostram uma curva que oscila, mas segue sempre em direção ao aquecimento.

“Lembrando que em 2024 a gente rompeu a barreira do 1,5 °C e estamos bem perto de manter mais um ano perto de 1,5 °C”, afirma o meteorologista. Agora, 2025 segue no mesmo patamar, com novembro e dezembro projetando anomalias acima dessa linha crítica.

Picos de calor

Apesar de produtores brasileiros perceberem um ano aparentemente “mais tranquilo” em relação às ondas de calor, os novos dados mostram que isso se explica pela atuação da La Niña.

De acordo com Müller, mapas indicam que a América do Sul ficou próxima da média histórica, mas outras regiões do planeta enfrentaram picos extremos. Estados Unidos, Ásia e Europa registraram áreas com até 4°C ou 5°C acima da média.

“A distribuição do calor não é homogênea. Quando olhamos a média global, chegamos ao 1,5°C, mas em algum ponto do planeta esse calor explode em extremos”, destacou Müller.

O meteorologista aponta que, após o retorno da neutralidade ao longo de 2025, há possibilidade de que um novo El Niño se forme na primavera do ano que vem. O fenômeno pode trazer novamente os mesmos impactos severos de 2023 e 2024, como temperaturas elevadas e ondas de calor persistentes.

Tragédia na Ásia e impacto das mudanças climáticas

Além do calor global, Müller também analisou as enchentes que devastaram países do Sul e Sudeste Asiático nos últimos dias. A tragédia já soma mais de 2.300 mortos e cerca de 22 milhões de pessoas afetadas por chuvas extremamente volumosas.

Segundo o meteorologista, o evento está diretamente relacionado ao aquecimento global, que não cria fenômenos novos, mas intensifica aqueles que já existem. Na região da Indonésia, três tempestades tropicais atuaram simultaneamente, algo considerado raro.

“No Vietnã choveu 1.700 mm em 24 horas, é o segundo maior volume já registrado. Lembrando que se pensarmos na Amazônia, durante o período chuvoso de dezembro até meados de maio, é isso que chove”, explica.

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Aumento de casos de raiva bovina geram alerta em Goiás


raiva, morcego, bovino
Foto: Divulgação

O Sistema Faeg/Senar/Ifag reforça o estado de atenção após a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmar, no último sábado (6), um caso de raiva bovina em uma propriedade rural de Turvelândia, em Goiás.

Além do foco positivo, outros dez bovinos da mesma propriedade apresentam suspeita de infecção.

O analista de mercado do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e médico veterinário, Marcelo Penha, explica que os registros mostram que a doença continua ativa e exige atenção constante.

“Os recentes casos de raiva bovina, confirmados em diferentes regiões de Goiás, incluindo o município de Turvelândia, acendem um sinal de alerta para os produtores, médicos-veterinários e autoridades. Nas últimas semanas, tivemos casos em Turvelândia, em Carmo do Rio Verde, Silvânia e outras regiões onde se encontram morcegos hematófagos.”

Segundo o médico veterinário, a raiva é causada por um vírus transmitido principalmente pelo morcego hematófago Desmodus rotundus.

Aumento de casos

Nos casos recentes, vários bovinos apresentaram sinais clínicos compatíveis com a doença. “Foram identificados vários bovinos com sintomas neurológicos como incoordenação, baba, o animal deita e depois vem a óbito. A raiva é uma doença sem cura e, uma vez que os sinais clínicos aparecem, o animal invariavelmente evolui para o óbito”, relata.

De acordo com a Agrodefesa, o laboratório confirmou a raiva após análises de amostras coletadas do bovino que apresentou sintomas neurológicos e morreu pouco depois.

A falta de comunicação imediata impediu investigações de mortes anteriores na propriedade rural, situação que reforça a necessidade de notificação rápida sempre que houver suspeita.

Marcelo Penha orienta que pessoas que lidam com animais suspeitos devem ter cautela.

“Toda vez que for trabalhar com animais com esses sintomas, é importante ter cuidado, principalmente com a baba do animal. Não mexer na boca, usar luvas, máscara e buscar pessoas capacitadas para identificar a doença.”

O analista também comenta possíveis fatores que contribuíram para o aumento dos casos: expansão de abrigos de morcegos hematófagos, especialmente aos períodos de seca, que favorecem seu deslocamento, além da época de início das águas, outro aspecto que provoca mudanças no hábito do animal.

Alerta para o mercado

Ele alerta ainda para a necessidade de vacinação obrigatória nas áreas afetadas. Para os agentes sanitários, a confirmação da doença e a identificação geográfica dos focos são essenciais para seu controle.

Penha destaca a importância do monitoramento nas propriedades. “É fundamental observar onde esses morcegos estão, se há cavernas ou abrigos na propriedade ou próximos das cidades, e conversar sempre com os agentes sanitários sobre locais mais atingidos.”

Por fim, o analista de mercado comenta sobre os impactos na cadeia produtiva.

“Um surto confirmado gera preocupação no mercado, principalmente pela possibilidade de redução de oferta em algumas regiões e pelo aumento nos custos de manejo e vacinação. Quanto mais rápida for a notificação, menor o impacto sobre o rebanho e a atividade pecuária”, informa.

Ações recomendadas

  • Vacinar imediatamente todo o rebanho em propriedades com suspeita ou casos confirmados;
  • Reforçar a vacinação em propriedades vizinhas em um raio de até 10 km;
  • Observar sinais clínicos, como isolamento, andar cambaleante, salivação excessiva, tremores e paralisia;
  • Evitar manipular animais doentes sem equipamentos de proteção;
  • Notificar a Agrodefesa imediatamente qualquer morte súbita ou sintomas suspeitos;
  • Monitorar abrigos de morcegos hematófagos, transmissores do vírus causador da raiva.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Exportações: custo do transporte e ineficiência dos portos são os maiores gargalos


Foto: Divulgação/Faeb

Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que dificuldades relacionadas à logística e infraestrutura representam os maiores obstáculos às exportações brasileiras.

Conforme a pesquisa, que apontou os principais desafios à competitividade dos produtos brasileiros no exterior, mais da metade dos exportadores (58,2%) vê no custo do transporte internacional o entrave de maior impacto nas exportações. Na sequência, aparece a ineficiência dos portos para manuseio e embarque de cargas, citada por 48,5% dos participantes da pesquisa.

Também são citadas, entre os principais problemas, as limitações de rotas de navegação marítima, de espaço ou de contêineres (47,7%) e as elevadas tarifas cobradas pelos portos (46,2%). No rol de obstáculos, entra ainda a volatilidade da taxa de câmbio, apontada por 41,8% dos exportadores.

“O Brasil não pode perder tempo. Precisamos eliminar gargalos internos com ação coordenada entre governo e setor privado. As reformas devem contemplar tanto a melhoria da competitividade quanto a ampliação do acesso a mercados”, comenta o presidente da CNI, Ricardo Alban, no material de divulgação da pesquisa, que é feita desde 2002.

Na edição anterior, divulgada em 2022, o custo do transporte internacional já tinha sido o maior entrave apontado. Contudo, a ineficiência dos portos, agora apontado como o segundo maior gargalo, aparecia apenas na 14ª posição na pesquisa de três anos atrás.

Custo do transporte doméstico e acordos comerciais

A pesquisa mostra uma melhora, considerada pontual, na percepção sobre o custo do transporte doméstico. Mas, por outro lado, os empresários apontaram piora dos entraves logísticos e institucionais, incluindo a ineficiência dos portos, além de queixa, de 38,8% dos exportadores, sobre os juros altos cobrados pelos bancos no financiamento da produção e da exportação.

A pesquisa mostra ainda que a ausência de acordos comerciais é o maior problema quando se trata de acesso a mercados externos, citado por um a cada quatro empresários (25,8%).

Em relação a questões tributárias, praticamente um a cada três entrevistados citou como crítica a alta tributação na importação de serviços utilizados para exportações. Outros entraves incluem a complexidade dos regimes especiais e as dificuldades para ressarcimento de créditos tributários.

A pesquisa contou com dados fornecidos por 392 empresas exportadoras. Elas indicaram qual foi o impacto de diversos entraves nos seus respectivos processos de exportação nos últimos dois anos.

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Grãos em alta: soja e milho competem por espaço nos portos


soja e milho
Fotos: Pixabay

As exportações de soja e milho aquecem a disputa por espaço nos portos brasileiros neste fim de ano. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionados principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas. O tema foi destaque no quadro Agroexport desta terça-feira (9).

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Soja e milho são os dois principais produtos da balança comercial brasileira em volume, em safras passadas, já houve momentos em que o Brasil exportou cerca de 150 milhões de toneladas de soja e milho juntos, o equivalente a metade da safra nacional.

Reprodução Canal Rural

Analisando a série histórica dos últimos cinco anos, o recorde foi em 2023, com quase 102 milhões de toneladas de soja e 56 milhões de toneladas de milho, totalizando cerca de 158 milhões de toneladas exportadas.

Números de 2024

Em 2024, devido a questões de oferta e clima, as exportações foram racionalizadas: a soja registrou quase 99 milhões de toneladas e o milho cerca de 40 milhões, somando 138,5 milhões de toneladas.

Em relação a 2025, o volume já superou o total do ano anterior, com 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de milho exportadas de janeiro a novembro, totalizando 142,3 milhões de toneladas.

Disputa entre soja e milho

A disputa nos portos brasileiros é reflexo da safra recorde de soja e milho. O desafio não está nos preços, que permanecem estáveis no mercado internacional, mas no volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26. A combinação de safra histórica e demanda elevada gera intensa pressão logística nos terminais portuários, especialmente entre dezembro e janeiro.

Projeção para 2025

As projeções indicam que o Brasil deve fechar 2025 com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. O milho, por sua vez, deve superar o desempenho de 2024, atingindo entre 40 e 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões no ano anterior.

As exportações de soja e milho no Brasil têm registrado números expressivos neste fim de ano, intensificando a disputa por espaço nos portos do país. Juntos, os dois produtos já representam o segundo maior volume de embarques da história, impulsionado principalmente pela soja, que pode encerrar 2025 com exportações próximas de 108 milhões de toneladas.

A soma das exportações de soja e milho já superou o volume total de 2024. De janeiro a novembro de 2025, foram embarcadas cerca de 106 milhões de toneladas de soja e 36,5 milhões de toneladas de milho, totalizando 142,3 milhões de toneladas, acima dos 138,5 milhões de toneladas registrados durante todo o ano de 2024.

“A disputa nos portos é intensa porque estamos lidando com uma safra recorde tanto de soja quanto de milho”, explica Ferreira. “Não se trata de preços — que continuam estáveis no mercado internacional —, mas do volume excedente que precisa ser exportado antes da chegada da safra 2025/26.”

O especialista estima que, ao final de 2025, o Brasil deve fechar o ano com exportações de soja entre 108 e 109 milhões de toneladas. Já o milho deve superar o desempenho de 2024, chegando a cerca de 40 a 41 milhões de toneladas, contra 39 milhões do ano passado.

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