terça-feira, março 17, 2026

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Disponibilidade cai para níveis pré-gripe aviária; preços sobem



Preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses


Foto: Divulgação

Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea confirmam a redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, para níveis pré-gripe aviária. Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica.

Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses. Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna foi de 111 milhões de quilos de carne de frango, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de kg entre janeiro e abril/25 – números do IBGE. No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou as 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo. 





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Levantamento mostra rodovias com diesel, etanol e gasolina mais em conta


estrada: rodovias no Paraná
Foto: AEN/Paraná

O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostra os valores praticados nas bombas de combustíveis em quatro importantes rodovias brasileiras: Régis Bittencourt, Presidente Dutra, BR-101 e Fernão Dias.

De acordo com o documento, a Rodovia Fernão Dias fechou o mês de novembro como a mais vantajosa para veículos a diesel, registrando os menores preços do país para ambos os tipos: R$ 5,87 para o comum, após alta de 0,84% em relação a outubro, e R$ 6,03 para o S-10 (estável).

Já para os veículos leves, a Presidente Dutra foi a melhor opção para abastecer com gasolina, com preço médio de R$ 6,11 (-0,33%). O etanol mais em conta, com média de R$ 4,47, foi comercializado na Régis Bittencourt (-1,34%).

Rodovia mais cara

preços de combustíveis nas rodovias

O IPTL mostrou, também, que a BR-101 seguiu, em novembro, apresentando os maiores preços médios para todos os combustíveis. Na rodovia, o diesel comum foi encontrado em média por R$ 6,17 e o S-10 por R$ 6,25, ambos estáveis em relação a outubro. A gasolina caiu 0,47%, sendo comercializada a R$ 6,39, e o etanol foi vendido a R$ 4,84, com um recuo de 1,22%.

“O comportamento dos preços nas rodovias em novembro evidencia como cada uma responde de maneira própria à sua dinâmica de abastecimento. Enquanto algumas vias mostram maior capacidade de repasse e ajuste rápido, caso de rotas com concentração de postos e alta circulação de cargas, outras mantêm valores mais pressionados por fatores estruturais, como logística mais complexa e menor competição”, analisa o diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Segundo ele, tal contraste explica por que, no mesmo período, observa-se reduções relevantes em determinados combustíveis e estabilidade ou valores mais altos em outros trechos.

O IPTL considera os preços de combustíveis com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, trazendo uma média precisa por conta da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo.

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Tubarão-limão é flagrado predando peixe de água doce invasor em Fernando de Noronha


Tubarão-limão
Foto: David Luiz/reprodução redes sociais

Pesquisadores da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) registraram, pela primeira vez, tubarões-limão (Negaprion brevirostris) predando uma espécie invasora, o peixe-jaguar (Parachromis managuensis).

O registro foi realizado em março de 2024, na baía do Sueste, um conhecido ponto de alimentação de tubarões no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O estudo foi publicado recentemente na revista Environmental Biology of Fishes.

O evento era tido como improvável porque a baía do Sueste é uma entrada do mar na terra, portanto, com água salgada, enquanto o peixe-jaguar é de água doce. No entanto, a baía recebe aportes de água doce de um manguezal próximo após chuvas fortes.

Introduzido em Fernando de Noronha, provavelmente para produção de proteína animal, o peixe-jaguar suporta um certo grau de salinidade, mas se torna estressado a partir de determinado patamar. Os pesquisadores observaram um nado errático do peixe, que facilitou a captura pelos tubarões.

tubarão-limão
Desorientados pela salinidade da água, peixes-jaguar tentam fugir de tubarão-limão em Fernando de Noronha (foto: Mariano Correa/divulgação Agência Fapesp)

Além da dificuldade em nadar, estudos de outros grupos já haviam demonstrado que salinidades superiores a 25 psu (unidade prática de salinidade) provocam aumento da frequência cardíaca nos peixes-jaguar. Na baía do Sueste, a salinidade pode chegar a 32 psu.

“Esta é uma área de reprodução, berçário e alimentação dos tubarões-limão. Na noite anterior da nossa observação, houve chuvas fortes, fazendo com que o reservatório do Xaréu, em que os peixes vivem, transbordasse para o manguezal, que por sua vez também transbordou e gerou uma ligação com a baía”, conta a pesquisadora e primeira autora do estudo, Bianca Rangel.

Com águas rasas, quentes e turvas, a baía do Sueste é também um local de alimentação de tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier), a ponto de o banho e o mergulho terem sido proibidos em 2022 após acidentes com turistas.

Como foram realizadas as observações

As observações foram realizadas por meio de drones, durante monitoramento dos tubarões realizado pelos pesquisadores. Nele, os animais são capturados, medidos, pesados e marcados com um microchip, além de terem sangue coletado, antes de serem devolvidos para o ambiente.

Os filhotes de tubarão-limão ficam até um ano na baía depois que nascem, em profundidades de 1 a 6 metros, antes de migrarem para o mar aberto. Assim se protegem de adultos da própria espécie, que podem canibalizá-los. Tanto os filhotes quanto prováveis adultos foram observados comendo os peixes-jaguar.

Contenção da espécie invasora

Para os pesquisadores, os tubarões sozinhos não devem dar conta de eliminar a espécie invasora, mas podem contribuir para reduzir a população ao predar os indivíduos que chegam à baía do Sueste.

Embora não haja estudos sobre o impacto do peixe-jaguar para a biodiversidade do arquipélago, acredita-se que ele possa prejudicar as espécies locais, seja por competição ou predação, como ocorre em outros sistemas aquáticos na presença de invasores.

peixe-jaguar
Originário da América Central, peixe-jaguar foi introduzido no Brasil, inclusive em Fernando de Noronha, provavelmente por conta de sua carne (foto: Bianca Rangel/IB-USP)

Oportunismo

Os autores acreditam que o comportamento dos tubarões seja oportunista, pela razão óbvia de que espécies de água doce não fazem parte de sua dieta. Porém, não se sabe se os peixes-jaguar sempre entram na baía do Sueste depois de fortes chuvas ou se foi a primeira vez em que isso aconteceu.

“Neste ano houve novamente o transbordamento, mas ninguém observou essa interação. Não sabemos se o peixe-jaguar estava em menor quantidade ou simplesmente acabou”, relata Rangel.

O monitoramento contínuo poderá constatar se a interação segue existindo e qual pode ser o papel dos tubarões para controlar o invasor. “Caso a entrada do peixe de água doce na baía se torne corriqueira, é possível que os tubarões aprendam que depois das chuvas vai haver comida disponível”, completa.

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Frente fria mantém chuva intensa e acumulados de até 100 mm nos próximos dias


chuva frente fria
Foto: Pixabay

Após uma semana marcada por tempestades e pela passagem de um ciclone extratropical, o estado de São Paulo deve continuar enfrentando tempo instável nos próximos dias por causa da passagem lenta de uma fria.

Segundo a Defesa Civil, o sistema deve provocar chuva persistente, raios, rajadas de vento e até granizo em todo o território paulista entre este sábado (13) e a próxima terça-feira (16).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para grande parte do território paulista, indicando a possibilidade de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou de 50 a 100 mm por dia, além de ventos intensos entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo entre esta quinta-feira (13) e sexta-feira (14).

O alerta laranja é o segundo de maior gravidade na escala utilizada pelo Inmet, abaixo somente do alerta vermelho, e significa situação de perigo.

Chuva persistente

A previsão é que, a partir desta tarde, possam ocorrer fortes pancadas de chuva nos municípios das regiões de Marília, Presidente Prudente, Itapeva, Bauru, Registro, Vale do Paraíba, Baixada Santista e região metropolitana de São Paulo.

Para amanhã (14), a previsão é que a frente fria permaneça na costa paulista, mantendo o tempo fechado e chuva frequente ao longo do dia.

A partir de segunda-feira (15), o sistema começa a avançar em direção ao Rio de Janeiro, mas manterá chuva persistente em várias regiões do estado de São Paulo.

Regiões que serão mais afetadas

De acordo com a Defesa Civil, as regiões do estado que mais devem sofrer com essas condições são as de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Araraquara, Campinas, Sorocaba, Itapeva e Registro.

Neste sábado, informou o órgão, as regiões sul, central e leste devem registrar maior instabilidade, sendo esperado maior acumulado de chuva. Segundo a Defesa Civil, isso aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

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Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agrônoma explica


mandioca mansa
Foto: Alessandro Alves Pereira/Fapesp

No Amazonas, a mandioca é mais que um alimento, ela é parte da cultura, da economia e da memória afetiva de quem vive na região. Especialistas e consumidores explicam as diferenças entre a macaxeira, também chamada de mandioca mansa, e a mandioca brava, muito presente nas casas de farinha e nas feiras do estado.

Em 2024, o Amazonas produziu mais de 183 mil toneladas da raiz, cultivada por cerca de 61 mil produtores. A mandioca movimenta renda, sustenta famílias e mantém vivas tradições que passam de geração em geração.

Entre feirantes e consumidores, a distinção parece simples, a macaxeira cozinha mais rápido e fica macia, já a mandioca brava exige mais cuidados.

“A macaxeira você pode comer cozida. A mandioca não, porque tem o tucupi dela, faz mal e a gente pode morrer”, explica a feirante, Vânia da Silva.

Dessa forma, entende-se que a macaxeira é a que dá para cozinhar e comer com manteiga no café da manhã e a mandioca é a que é utilizada para fazer a farinha de mandioca. Aliás, a farinha do uarini é um patrimônio cultural do estado da Amazonas.

A diferença está no ácido cianídrico

No Norte do Brasil, o conhecimento popular caminha lado a lado com a ciência. Pesquisadores que estudam a raiz destacam que a principal diferença entre a mandioca brava e a mandioca mansa, conhecida como macaxeira, é a concentração de ácido cianídrico.

“Quimicamente, ela tem que tá abaixo de 50 mg por kg, mas isso é uma percepção que é difícil fazer na prática. Então, os agricultores conseguem diferenciar através do paladar, a mandioca brava é mais amarga e a macaxeira é mais adocicada”, explica engenheira agrônoma Idam, Anecilene Buzzaglo.

Segundo Buzzaglo, a mandioca brava não pode ser consumida crua, a concentração de ácido cianídrico é tóxica para humanos e animais. Já a macaxeira, embora não deva ser consumida in natura, perde grande parte desse ácido quando cozida.

Esses processos de maceração, prensagem e calor fazem parte do trabalho das casas de farinha e garantem a eliminação do ácido. A partir da mandioca brava vem alguns dos produtos mais tradicionais da culinária regional, como a farinha, o tucupi, o beiju e o polvilho. Já da macaxeira surgem pratos mais domésticos como bolos, purês, salgados e pratos cozidos. 

Como o agricultor sabe diferenciar?

Embora visualmente muito semelhantes, os agricultores diferenciam macaxeira e mandioca brava pelo paladar, pelo ciclo de cultivo e pela variedade plantada.

De acordo com Buzzaglo, no Amazonas, predominam etnovariedades (tipos selecionados e preservados pelas comunidades ao longo do tempo). A macaxeira costuma ter ciclo mais curto, mas tudo depende da variedade local.

Em rendimento, tanto a mansa quanto a brava podem alcançar de 30 a 40 toneladas por hectare, quando o manejo é adequado.

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Olivais crescem com clima favorável e manejo técnico



Olivicultura registra progresso em Pelotas e Bagé



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) aponta avanço no desenvolvimento dos olivais nas regiões administrativas de Pelotas e Bagé. Segundo o boletim, as condições recentes de clima quente e seco, aliadas ao inverno considerado favorável, resultaram em pomares “em excelente estado e com ótima carga de frutos”.

Na região de Pelotas, os técnicos informam que os pomares seguem na fase de desenvolvimento, com frutos em diferentes estágios conforme a cultivar. O documento relata que “a sanidade está muito boa”.

No território de Bagé, os olivais locais e dos municípios próximos também registram avanço, especialmente na fase de endurecimento do caroço. A Emater/RS-Ascar destaca que produtores realizam aplicações de fungicidas “nas áreas que sofreram forte pressão de antracnose durante os meses de setembro e outubro”, mesmo em cenário de clima seco nas últimas semanas, com o objetivo de proteger os frutos.

O monitoramento da lagarta-da-oliveira segue ativo na região, com “baixas ocorrências” relatadas. A instituição acrescenta que, em razão do aumento da demanda nutricional na fase de formação dos frutos, estão sendo feitas adubações foliares com potássio. O boletim afirma que o potencial produtivo dos pomares é considerado satisfatório, “com exceção das áreas atingidas pela deriva de herbicidas hormonais”, que afetam o processo de frutificação.

Entre os dias 3 e 6 de dezembro foi realizado o Seminário Binacional de Olivicultura do Bioma Pampa, que integrou o 6º Encontro Estadual de Olivicultura e o 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo. Segundo o informativo, “um grande público prestigiou a programação”, que incluiu painéis técnicos, visitas a pomares, inauguração de um lagar e minicurso de degustação, análise sensorial de azeites e harmonização gastronômica.





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Conab fará leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de trigo e arroz


grão de arroz
Foto: Erasmo Pereira/Epamig

Os produtores de trigo e de arroz terão uma nova oportunidade para garantir o apoio à comercialização e ao escoamento de seus produtos. Nesta sexta-feira (12), o governo federal autorizou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a realizar leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).

Ao todo serão destinados cerca de R$ 167 milhões para as operações. As portarias foram assinadas pelos Ministérios da Fazenda (MF), do Planejamento e Orçamento (MPO), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os editais com as demais informações sobre os leilões serão divulgados pela estatal segunda-feira (15).

“A Conab acompanha de perto os problemas que os produtores estão enfrentando, e é muito importante poder colocar em prática essas ações de apoio à comercialização. Seguimos trabalhando com compromisso e atenção para garantir renda ao produtor e segurança alimentar para o povo brasileiro”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto.

De acordo com a Portaria Interministerial nº 31/2025, serão destinados R$ 100 milhões para o escoamento de arroz em casca da safra 2024/25 para uma localidade distinta do estado de origem do grão. A ação atende aos produtores dos estados em que o preço de mercado do grão esteja abaixo do preço mínimo.

Os outros R$ 67 milhões serão destinados para os leilões de trigo, como indica a Portaria Interministerial nº 32/2025. Assim como no caso do arroz, atende aos agricultores dos estados em que o preço de mercado do cereal esteja abaixo do preço mínimo. As operações serão destinadas ao apoio para o escoamento de trigo em grãos da safra 2024/2025, publicada em junho de 2024, e do ciclo 2025/2026.

No caso do PEP, as indústrias de beneficiamento e comerciantes recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo e o escoamento para os destinos permitidos. Já no Pepro, o prêmio é ofertado ao produtor ou cooperativa que efetue a venda do produto pela diferença entre o preço mínimo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado, e comprove o escoamento do alimento.

Na data da realização das operações, os participantes deverão estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab (Sircoi) e o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), como também perante a Fazenda Federal e a Seguridade Social, entre outras exigências previstas nos editais.

Outras medidas adotadas

Atento a este cenário desafiador para os produtores, o Governo Federal lançou, ainda no final de 2024, leilões de Contrato de Opção de Venda (COV) de arroz, de forma a dar sustentação à atividade. Ao todo desta operação foram firmados 3.396 contratos, com negociação de cerca de 91,7 mil toneladas de arroz. A maior parte da negociação foi realizada no Rio Grande do Sul.

Outras 110 mil toneladas do cereal foram adquiridas pela Companhia, também por meio de leilões de Contratos de Opção, desta vez realizados em agosto deste ano, sendo firmados 4.044 contratos com agricultores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A Companhia adquiriu, ainda, cerca de 956 toneladas de arroz por meio de uma primeira rodada de AGF, autorizada também em agosto pelo Governo Federal. Uma nova autorização para compra do grão por meia da AGF foi autorizada no início de novembro.

Nos últimos anos, o governo também lançou medidas de apoio aos produtores de trigo. Ainda em 2023, a Conab investiu R$ 255,7 milhões no auxílio ao escoamento de 479,3 mil toneladas do cereal. Já no ano passado, foram adquiridas 7,2 mil toneladas do principal produto cultivado no país dentre as culturas de inverno.

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Nova solução aumenta produtividade do milho em 60% mesmo sob escassez hídrica


Trichoderma-harzianum-1306 - solução biológica milho
Foto: Koppert Brasil

Uma nova solução biológica baseada na cepa Trichoderma harzianum Esalq 1306 atua na redução do estresse hídrico na produção de milho, estimula o crescimento radicular da planta e ainda mantém o controle de patógenos no cultivo.

Testes identificaram aumento de até 60% na produtividade do cereal, mesmo sob escassez de água. O produto vem na esteira dos problemas climáticos sentidos por produtores, em especial os do Sul e do Centro-Oeste, que convivem com estiagens frequentes, chuvas irregulares e altas temperaturas.

As evidências da eficiência da tecnologia vêm de um estudo internacional liderado pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com a participação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Embrapa, da University of Antwerp, na Bélgica, e da Princess Nourah University, na Arábia Saudita.

O trabalho mostra que ao estimular o desenvolvimento das raízes, a cepa Esalq 1306 amplia a área que as plantas exploram sob o solo, otimizando a absorção de água e nutrientes e melhorando a tolerância vegetal ao estresse hídrico.

Em paralelo, conforme o estudo, a tecnologia promove um biocontrole altamente eficaz contra patógenos de solo e nematoides, oferecendo uma combinação de proteção e bioestimulação em um único organismo vivo. O efeito prático é tangível: lavouras mais uniformes e estáveis em situações de estresse e um maior retorno sobre o investimento (ROI) devido à redução de perdas e consistência produtiva safra a safra.

“A cepa Esalq 1306 traduz ciência de ponta em performance agronômica. Ao fortalecer o sistema radicular e mitigar o impacto da seca, ela entrega mais do que só proteção, assegurando exatamente o que o agricultor precisa: produtividade com resiliência”, afirma Thiago Castro, gerente de P&D da Koppert Brasil, empresa que desenvolveu a solução em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP).

Segundo ele, a descoberta, liderada pela UTFPR, com validação de instituições brasileiras e internacionais de referência, reforça que soluções biológicas com base científica sólida já respondem aos principais vetores de risco do campo, como clima, sanidade e eficiência de insumos.

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Com apoio do governo de MS e recordes na produção de soja, Sidrolândia realiza expo agropecuária


Foto: Saul Schramm / Secom

Com destaque para a produção de milho e soja, além de ser um importante polo da avicultura e da suinocultura, o município de Sidrolândia realiza a 26ª Expo Sidrolândia. O governador Eduardo Riedel participou, na última terça-feira (9), da abertura do evento, que segue até este domingo (14) e tem o apoio do governo do estado de Mato Grosso do Sul.

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“Esta exposição representa bem o que aconteceu no nosso estado. O nível de tecnologia presente nas máquinas, no conhecimento, na informação, retratado de tudo que viveu a produção agropecuária, a profissionalização do produtor.

O resultado é crescimento muito superior à média brasileira, e isso gera oportunidade de emprego, renda, desenvolvimento, conhecimento. Isso é dedicação, é comprometimento de milhares de empreendedores que estão fazendo as coisas acontecerem”, disse Riedel.

A produção de milho em Sidrolândia para a safra 2024/2025 atingiu aproximadamente 1,17 milhões de toneladas, em 180,99 mil hectares, e produtividade média de 108,58 sacas por hectare. Nesta safra, o município foi o segundo maior produtor estadual de milho, ficando atrás apenas de Maracaju (1,84 milhões de toneladas).  

Já a produção de soja em Sidrolândia para a safra 2024/2025 atingiu aproximadamente 816 mil toneladas, em 276,82 mil hectares, e produtividade média de 49,16 sacas por hectare. Nesta safra, o município foi o terceiro maior produtor estadual de soja, atrás apenas de Maracaju (1,56 milhões) e Ponta Porã (1,03 milhões).

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Falta de chuva afeta lavouras de mandioca



Estresse hídrico e fitossanidade marcam ciclo da mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) apontou diferentes cenários para a cultura da mandioca no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Santa Rosa, técnicos registraram novos sinais de estresse hídrico nas lavouras após a metade da semana.

Segundo o documento, “os produtores aguardam a ocorrência de chuvas na região para retomar a capina mecânica das áreas e evitar estresse maior pela mobilização de solo no entorno das raízes das plantas”. O preço do quilo congelado no varejo varia entre R$ 5,50 e R$ 8,00.

Na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, a colheita está na fase final, com cerca de 5% da área ainda a ser retirada. As lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento considerado adequado e seguem recebendo os manejos indicados. O informativo destaca que houve “redução da área total nesta safra”, embora o ciclo siga dentro da normalidade. Do ponto de vista fitossanitário, foram observadas podridões radiculares e na base do caule, de forma localizada, principalmente em áreas com maior umidade ou drenagem insuficiente. A comercialização permanece estável, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 20 quilos.





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