quarta-feira, março 11, 2026

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Tarifas do México e o impacto na competitividade das carnes brasileiras


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Foto: Governo do Estado de Mato Grosso do Sul

A renovação do PACIC, programa do governo do México para conter a inflação de alimentos, altera o ambiente comercial para as carnes brasileiras. Conforme análise do setor produtivo, as novas tarifas reduzem a competitividade do Brasil, especialmente na carne suína e bovina, mas não interrompem o fluxo comercial.

A decisão mexicana mantém a isenção tarifária para alguns produtos, como a carne de frango, e retira o benefício da carne suína e bovina. Com isso, o Brasil passa a enfrentar alíquotas que encarecem o produto no mercado mexicano, hoje um destino relevante das exportações.

Impacto sobre a carne suína

No caso da carne suína, o México passou a aplicar uma tarifa entre 16% e 20%, dependendo da classificação do produto. Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a medida tende a limitar o avanço dos embarques brasileiros.

O México vinha ampliando as compras nos últimos meses, com volumes mensais entre cinco mil e dez mil toneladas. A nova tarifa reduz a competitividade do produto brasileiro frente à carne suína dos Estados Unidos, principal fornecedor do mercado mexicano, favorecido pela proximidade geográfica.

Mesmo com a perda de competitividade, o analista avalia que a manutenção de volumes próximos a cinco mil toneladas mensais ainda seria um resultado positivo. Entre janeiro e novembro do ano passado, o México importou setenta e 4 mil toneladas de carne suína do Brasil, volume inexistente em 2024.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirma que a alíquota não inviabiliza o comércio. A entidade destaca que o crescimento dos embarques em 2025 superou 71% e que existem regras de transição no decreto mexicano, preservando contratos firmados anteriormente.

Efeito limitado na carne de frango

A carne de frango permanece isenta de tarifa dentro do PACIC. O México é o quinto maior destino do produto brasileiro. Entre janeiro e novembro do ano passado, as importações somaram 238 mil toneladas, com crescimento de 16% na comparação anual.

Segundo a ABPA, a manutenção do benefício reforça a previsibilidade do comércio e garante a continuidade dos embarques ao mercado mexicano.

Perda de espaço na carne bovina

Para a carne bovina, a tarifa definida é de 25% por cento. O analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, avalia que a medida reduz de forma significativa a competitividade do Brasil.

Em 2025, o México importou cerca 166 mil toneladas em equivalente carcaça, volume bem acima do registrado no ano anterior. Com a nova tarifa, a expectativa é de redução desses embarques, com maior espaço para fornecedores como os Estados Unidos.

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Situação das lavouras é ‘muito boa’ em município de MS; saiba qual


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Foto: Pixabay

A situação das lavouras de soja no sul de Mato Grosso do Sul segue muito favorável até o momento. A avaliação é do departamento técnico da NovaConsult – Serviços em Agronomia, que acompanha de perto o desenvolvimento das áreas cultivadas no município e na região.

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De acordo com o engenheiro agrônomo, Raul Campos, as chuvas têm ocorrido de forma praticamente diária, o que contribui para um bom padrão de crescimento das plantas. Atualmente, a soja encontra-se majoritariamente na fase de enchimento de grãos, etapa considerada decisiva para a definição da produtividade.

Com informações da Safras & Mercado, a expectativa é de que a colheita tenha início dentro de aproximadamente um mês, com leve atraso em relação ao calendário habitual. Ainda assim, a projeção é positiva, com bom rendimento médio previsto para a área cultivada no município, estimada em 223 mil hectares.

No cenário estadual, levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que a área plantada com soja em Mato Grosso do Sul deve alcançar 4,650 milhões de hectares na temporada 2025/26. O número representa um crescimento de 3,3% em comparação à safra anterior.

A produção esperada no estado é de 16,749 milhões de toneladas, volume 14,7% superior ao registrado em 2024/25. O rendimento médio das lavouras também deve avançar, com estimativa de 3.620 quilos por hectare, frente aos 3.260 quilos por hectare colhidos no ciclo passado, reforçando o cenário otimista para a sojicultura sul-mato-grossense.

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Nova técnica propõe produção de frutos sem plantas



Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores


Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores
Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores – Foto: Canva

A possibilidade de produzir frutos sem a formação completa de uma planta inteira desponta como uma nova fronteira da agricultura celular e provoca debates sobre eficiência produtiva, impactos ambientais e organização econômica do setor. O tema é analisado por Leandro Simões Azevedo Gonçalves, professor da Universidade Estadual de Londrina, ao discutir o conceito de “fruto cultivado” e suas implicações científicas e sociais.

A proposta parte da ideia de que frutos botânicos podem ser gerados quase sem órgãos vegetativos, a partir de tecidos cultivados em laboratório. Experimentos desse tipo não são recentes e já vinham sendo observados desde a década de 1940, quando flores destacadas conseguiam se desenvolver em frutos em meios nutritivos. Hoje, o avanço tecnológico permite pensar em sistemas controlados capazes de induzir floração, garantir o desenvolvimento do fruto e conduzir seu crescimento até a maturação, ainda que persistam desafios técnicos relevantes ao longo do processo.

Entre os principais pontos em aberto estão os efeitos da floração artificial sobre a qualidade final do fruto, a eficiência da polinização em ambiente in vitro, a real necessidade de luz e os limites de tamanho e enchimento. Apesar disso, o modelo apresenta ganhos ambientais importantes, como a eliminação do uso direto do solo, a redução do escorrimento de nutrientes e pesticidas e a possibilidade de produção contínua próxima aos centros urbanos, com menor consumo de água e insumos.

A discussão extrapola os alimentos e alcança as fibras. Um exemplo citado é a produção de algodão em biorreatores a partir de células de algodoeiro, demonstrando que materiais agrícolas podem ser obtidos sem lavoura em escala industrial. Ao mesmo tempo, o debate levanta riscos de concentração de poder, exclusão de agricultores e lacunas regulatórias. Assim, os frutos cultivados se colocam como um teste decisivo sobre como a biotecnologia será incorporada ao futuro da produção agrícola.

 





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Município do sudoeste do Paraná se consolida como principal polo produtor de sementes de soja e batata do estado


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O município de Palmas, no sudoeste do Paraná, tem se consolidado como um dos principais polos de produção de sementes do estado, com destaque para as culturas da soja e da batata. Os motivos? as condições climáticas favoráveis, a altitude elevada e o acompanhamento técnico especializado transformaram a microrregião em uma das mais procuradas por empresas sementeiras para a instalação de cultivos voltados à produção de sementes certificadas.

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Segundo dados do governo do estado do Paraná, no caso da soja, os números reforçam a liderança do município. Na safra 2023/2024, Palmas produziu 47,6 mil toneladas de sementes, volume que corresponde a 9,2% de toda a produção estadual, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Esse total também representou 34,1% da produção da microrregião, que inclui ainda os municípios de Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa e Mangueirinha.

A produção de sementes de soja envolve cooperativas, sementeiras e produtores rurais de diferentes portes, que firmam contratos e recebem acompanhamento técnico para garantir os padrões de qualidade e certificação exigidos pelo mercado. Para o extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em Palmas, Lucas Fernando Oliveira dos Santos, o crescimento dessa atividade evidencia o potencial da microrregião, que amplia sua relevância no agronegócio estadual.

De acordo com o agrônomo Vilmar Grando, do IDR-Paraná de Pato Branco, o microclima local é um dos principais diferenciais para a produção de sementes. A altitude próxima a mil metros proporciona temperaturas mais amenas no verão e noites mais frias, favorecendo o desenvolvimento da soja, reduzindo o estresse das plantas e elevando a qualidade fisiológica das sementes, além de garantir maior estabilidade produtiva mesmo diante das mudanças climáticas.

Além da soja

Além da soja, a batata também ocupa papel de destaque na produção agrícola de Palmas. Na safra 2023/2024, o município foi responsável por 9,37 mil toneladas de batata-semente, o equivalente a 26% do total produzido no Paraná.

Apesar de Guarapuava e Pinhão liderarem o ranking estadual em volume total de batata, considerando consumo e semente, Palmas ocupa a terceira posição, reforçando sua importância estratégica na cadeia produtiva e consolidando-se como referência estadual na produção de sementes.

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Moratória da Soja: ‘É uma vitória aos sojicultores que foram prejudicados’, diz Aprosoja MT


Divulgação Aprosoja MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) comemorou a decisão de grandes tradings agrícolas de comunicar formalmente às organizações da sociedade civil sua saída do acordo da Moratória da Soja.

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Em nota, a entidade afirmou que a decisão representa “uma vitória dos produtores de soja que, por tantos anos, foram prejudicados por um acordo privado e ilegal, incompatível com a legislação nacional, aplicado de forma assimétrica e injusto para quem cumpre o Código Florestal Brasileiro”.

Segundo a Aprosoja MT, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a eficácia da Lei nº 12.709/2024 e o consequente restabelecimento da norma estadual, reforça a segurança jurídica, a livre iniciativa e a soberania dos produtores rurais.

A associação também destacou a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que identificou indícios de cartel e possível afronta à ordem econômica no contexto da Moratória da Soja. De acordo com decisão do próprio órgão, a eficácia da Moratória deixou de ter validade a partir de 1º de janeiro de 2026.

O objetivo, desde o começo, foi contestar um acordo considerado incompatível com a legislação brasileira, desigual na aplicação e prejudicial aos produtores que cumprem integralmente o Código Florestal.

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Porta-voz da União Europeia diz que bloco deve assinar acordo com o Mercosul ‘em breve’


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Foto: Camex

A porta-voz-chefe da União Europeia (UE), Paula Pinho, afirmou nesta segunda-feira (5) que “houve progresso nas discussões sobre o acordo com o Mercosul nas duas últimas semanas”, ao comentar o estado das negociações comerciais entre os dois blocos durante coletiva de imprensa em Bruxelas.

Questionada sobre rumores de que a assinatura ocorreria em 12 de janeiro, ela disse que, apesar do avanço, “ainda não temos uma data específica para o acordo”, mas destacou que “estamos no caminho certo” para assinar o tratado com o Mercosul “em breve”.

As declarações de Pinho ocorrem após o adiamento da assinatura do pacto comercial UE-Mercosul, inicialmente prevista para 20 de dezembro e remarcada para o início de janeiro de 2026. O acordo avançou apesar de resistências internas, concentradas sobretudo na França e na Itália, enquanto a maioria dos Estados-membros europeus segue favorável à sua conclusão.

Anteriormente, em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reafirmaram o compromisso de concluir a assinatura em janeiro, explicando que o adiamento se deve à finalização de procedimentos internos no Conselho.

A resistência italiana, alinhada à francesa, está ligada a pressões do setor agrícola por maiores garantias. Para contornar essas objeções, o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas mais rígidas para produtos sensíveis, além da proposta de um fundo de compensação de 1 bilhão de euros e reforço nos controles fitossanitários. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou que Roma pode apoiar o acordo “em no máximo um mês”.

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Brasil fecha 2025 com recorde de registros de bioinsumos e avanços regulatórios


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Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou o balanço dos registros de defensivos agrícolas e bioinsumos concedidos ao longo de 2025. Os dados confirmam recorde histórico na liberação de produtos biológicos e avanços na organização do marco regulatório do setor.

Segundo o Mapa, o ano terminou com 912 registros concedidos. Desse total, 323 correspondem a produtos técnicos, destinados exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao produtor rural.

O levantamento também aponta a liberação de 162 bioinsumos, o maior número já registrado no país. A categoria inclui produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, inclusive para a agricultura orgânica.

Em 2025, o Brasil ainda aprovou seis produtos técnicos inéditos e 19 produtos formulados à base de ingredientes ativos novos, reforçando a modernização do portfólio fitossanitário disponível no mercado.

Ingredientes ativos novos e defesa fitossanitária

A entrada de novos ingredientes ativos é considerada estratégica para a defesa fitossanitária. Diferentemente dos produtos equivalentes, essas moléculas ampliam os modos de ação disponíveis e contribuem para o manejo integrado de pragas e doenças.

Entre os ativos registrados em 2025 estão Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. Segundo o Mapa, essas incorporações fortalecem a eficiência do controle fitossanitário e estimulam a inovação tecnológica no setor agrícola.

Produtos equivalentes e organização regulatória

A maior parte dos registros concedidos em 2025 se refere a produtos equivalentes. O objetivo é ampliar a concorrência, garantir o abastecimento e reduzir custos ao produtor. O ministério destaca que parte dessas liberações decorre de decisões judiciais ligadas ao descumprimento de prazos legais em processos antigos.

Para melhorar a previsibilidade e a transparência da análise, o Mapa publicou, em dezembro, norma que centraliza o protocolo e a tramitação dos pedidos. Desde setembro, todos os novos processos passaram a ser protocolados exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações.

A prioridade inicial foi dada a produtos com ingredientes ativos novos e bioinsumos com menor potencial de impacto à saúde humana e ao meio ambiente, preservando os fluxos dos processos mais antigos.

Uso no campo, fiscalização e próximos passos

O ministério reforça que o número de registros não indica aumento automático do uso no campo. Em 2024, mais da metade das marcas de defensivos químicos registradas não foi comercializada.

O processo de registro segue modelo tripartite, com análises da Anvisa, do Ibama e do próprio Mapa. Em 2025, ações de fiscalização resultaram na suspensão cautelar de 34 produtos e na apreensão de 1.946 litros de defensivos ilegais.

Para 2026, a expectativa é o lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica, que deve consolidar o modelo de protocolo único previsto na legislação recente.

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Mercado de fertilizantes busca equilíbrio em meio a ajustes



No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400/ton


No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR
No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o período recente com sinais mistos, refletindo movimentos pontuais de recuperação em meio a um quadro ainda marcado por oferta elevada e demanda seletiva. De acordo com análise da Agrinvest Commodities, o segmento de nitrogenados encontrou suporte temporário com o retorno da Índia às compras de Ureia, interrompendo a sequência de quedas observada nas semanas anteriores. Apesar desse movimento, o equilíbrio global segue pressionado, já que a oferta permanece abundante e a demanda fora do mercado indiano continua limitada.

No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR, o que trouxe algum alívio ao mercado doméstico. Nesse contexto, o custo do ponto de nitrogênio voltou a favorecer a ureia em relação ao sulfato de amônio, mesmo diante de fretes mais elevados e de custos de nacionalização mais altos. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso, com compradores atentos à sustentabilidade desse ajuste diante do cenário internacional.

Para os fosfatados e potássicos, o quadro é de maior firmeza. As restrições impostas pela China para 2026, combinadas com o enxofre acima de US$ 500 por tonelada e os anúncios de cortes de produção, têm sustentado os preços dos fosfatados, mesmo com uma demanda doméstica mais contida. No mercado de potássio, o contrato firmado pela China trouxe suporte aos preços globais, mantendo o KCl entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada CFR Brasil. Os estoques mais ajustados reforçam esse movimento, enquanto a atenção do mercado se volta agora para a definição do próximo acordo envolvendo a Índia, que pode influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

 





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Irregularidade das chuvas marca safras de soja e milho no Brasil; o que esperar em 2026?


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Foto: Freepik

O produtor brasileiro, que está sempre de olho na previsão do tempo, conhece bem os efeitos dos fenômenos climáticos. A safra 2024/25 foi regida pela influência do El Niño, com estiagem e sucessivas ondas de calor; já a temporada 2025/26 ocorre sob efeito do La Niña. Apesar das temperaturas mais amenas, o período foi marcado pela irregularidade das chuvas.

“Essa foi a grande diferença”, afirma Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Estiagem e quebra de safra, especialmente no Rio Grande do Sul, estão entre os destaques negativos da safra passada. Também houve impactos no Sudeste e no Centro-Oeste. No Matopiba, foi a chuva irregular que provocou perdas pontuais nas lavouras.

O meteorologista, no entanto, avalia que o país conseguiu alcançar uma boa produção geral. Nessa safra, a maior preocupação é com o alto índice de replantio, situação provocada justamente pela falta de regularidade das chuvas.

Chuvas retornam no 1º trimestre

Enquanto 2025 terminou com a irregularidade das precipitações, a expectativa agora é que as chuvas retornem com mais intensidade, principalmente em janeiro, fevereiro e março. Segundo Müller, as condições vão ajudar as lavouras de soja semeadas mais tardiamente, com exceção de quem já está colhendo e plantando milho.

“O produtor acaba perdendo a janela ideal de umidade para o desenvolvimento do milho segunda safra”, diz.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que o plantio da soja está praticamente finalizado, com 97,9% da área total semeada. Para o milho verão, a estatal aponta que a semeadura atingiu 85,6%. Conforme o resultado, as duas culturas estão com os trabalhos adiantados na comparação com a média dos últimos cinco anos.

O meteorologista do Canal Rural destaca que a soja deve manter um bom patamar de produção. Segundo estimativa da Conab, a colheita da oleaginosa deve atingir 177,1 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em relação à temporada anterior. Contudo, ele faz uma ressalva sobre os impactos do replantio na produção da segunda safra de milho, que é a principal no Brasil.

“Há um comprometimento relevante do volume do milho de segunda safra, porque nas áreas onde houve replantio, muito provavelmente o produtor vai optar por outro cultivo”, afirma. Entre o fim de abril e o início de maio, que marca o fim do plantio da cultura, a tendência é de diminuição nos volumes de chuva.

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Após captura de Maduro, presidente interina da Venezuela fala em colaboração com os EUA


Foto: Reprodução Redes Sociais

Em carta pública endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez , classifica como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”.

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No documento, divulgado nas redes sociais, Delcy faz um convite ao governo dos EUA para trabalharem conjuntamente em uma agenda de cooperação, voltada ao desenvolvimento compartilhado, no marco da legalidade internacional e de forma a fortalecer “uma convivência comunitária duradoura”.

Ela diz: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.”
A presidente interina conclui a carta destacando que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.

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