sábado, maio 30, 2026

Safra

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Após temporais no Paraná, Sistema FAEP orienta procedimentos para minimizar…


Produtor rural pode acionar seguradoras e/ou negociar dívidas. Sindicato deve procurar a prefeitura local para viabilizar o decreto de situação de emergência

Após os temporais registrados em diversas regiões do Paraná no último final de semana, o Sistema FAEP orienta produtores e sindicatos rurais a adotarem procedimentos para se resguardar dos danos provocados pelas fortes chuvas. De acordo com levantamento do governo estadual, ao menos 38 municípios do Paraná registraram chuva forte e/ou granizo, com danos em lavouras, aviários e estruturas de armazenagem. Somente no município de Itambé, no Noroeste do Paraná, mais de 10 mil hectares de área produtiva foram danificados pelos temporais.

“O nosso produtor rural já vinha com uma situação difícil por conta dos sucessivos eventos climáticos nos últimos anos, que impactam diretamente na produção e renda no meio rural. Diante do recente acontecimento, precisamos de ações rápidas e eficientes para que os agricultores e pecuaristas que registraram perdas possam renegociar suas dívidas”, destaca o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Para isso, o Sistema FAEP orienta alguns procedimentos para que produtores e sindicatos rurais afetados possam acionar as seguradoras e/ou negociar com as instituições financeiras.

Sindicatos rurais

Os sindicatos devem procurar às prefeituras para informar os danos ocorridos na produção agropecuária em cada município. Caso seja necessário, é importante avaliar em conjunto a necessidade de decreto de situação de emergência.

Também é importante que os sindicatos peçam um relatório dos danos causados pelos temporais em cada município ao Núcleo Regional da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).

Produtores rurais

Os agricultores e pecuaristas que têm apólices vigente de seguro e contratos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) precisam acionar imediatamente as seguradoras e instituições financeiras. Esses agentes precisam realizar as devidas vistorias nas propriedades rurais.

Manual de Crédito Rural do Banco Central prevê a prorrogação de dívidas de custeio junto às instituições financeiras em caso de desastres naturais. As condições para a prorrogação das dívidas de custeio são individuais e precisam ser negociadas diretamente com as instituições financeiras. Para isso, o produtor rural precisa cumprir algumas etapas:

– registrar os prejuízos na propriedade rural com fotos e vídeos;

– apresentar um laudo assinado por assistente técnico e um quadro demonstrativo da capacidade de pagamento, mostrando receitas e custos da safra;

 – protocolar o pedido de prorrogação, que deve ser feito em duas vias e com a manutenção de uma via assinada pelo gerente da instituição financeira. Em caso de recusa, fazer a entrega por meio de cartório de títulos e documentos.

Para auxiliar os produtores endividados, o Sistema FAEP/SENAR-PR disponibiliza modelos de pedido de renegociação, para os casos em que as instituições não têm seus próprios padrões.





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Inmet prevê semana com acumulados de chuva acima de 100 mm em áreas do…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana com chuvas intensas e bem distribuídas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em vários pontos, e em alguns casos chegar a 200 mm, segundo o Informativo Meteorológico nº 42/2025, válido até o dia 7 de novembro.

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Na Região Sudeste, a atuação de sistemas frontais deve favorecer volumes expressivos em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul e Triângulo Mineiro. Em áreas desses estados, o Inmet indica acumulados entre 150 e 200 mm ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, com índices superiores a 70% em boa parte da região, exceto no norte e interior mineiro, onde os valores podem cair para 30% a 40%.

No Centro-Oeste, as chuvas também devem ser generalizadas, com volumes acima de 100 mm em praticamente todos os estados. Em Goiás, os acumulados podem ultrapassar 150 mm, enquanto em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal há previsão de pancadas frequentes e aumento da umidade, que deve permanecer em torno de 50% ou mais durante a semana.

Na Região Norte, áreas de instabilidade permanecem ativas em boa parte dos estados. Os maiores volumes devem se concentrar no centro e oeste do Amazonas, podendo superar 150 mm. Já no Amapá, no norte do Tocantins e nas porções norte e leste do Pará, o tempo deve ser mais seco, com acumulados abaixo de 10 mm e umidade do ar entre 25% e 30%.

No Nordeste, a previsão é de predomínio de tempo seco, com chuvas restritas ao sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, onde podem ocorrer pancadas isoladas e acumulados próximos de 80 mm. Em grande parte da região, especialmente Bahia, Piauí e Ceará, a umidade do ar deve ficar abaixo de 30%, podendo cair para menos de 20% no oeste baiano e piauiense.

Já na Região Sul, a semana começa com chuvas fracas e isoladas até o dia 4, mais concentradas no litoral e norte da região. A partir da noite de quinta-feira (6), um novo sistema frontal avança, provocando precipitações mais intensas entre os dias 6 e 7, com acumulados de 100 a 150 mm principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As temperaturas devem subir até o dia 6 e cair novamente com a chegada do novo sistema, que também eleva os níveis de umidade.





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Dólar sobe para perto dos R$5,40 em meio à aversão global a ativos de risco


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) -A aversão a ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de uma correção de preços mais profunda no mercado de ações dos Estados Unidos, deu força ao dólar ante o real nesta terça-feira, com a moeda norte-americana se reaproximando dos R$5,40.

O dólar à vista fechou com alta de 0,77%, aos R$5,3991. No ano, porém, a divisa acumula queda de 12,62%.

Às 17h03, na B3, o dólar para dezembro — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,70%, aos R$5,4325.

A sessão desta terça-feira foi marcada pela aversão aos ativos de risco ao redor do mundo, em meio aos receios de que possa haver uma correção intensa no mercado de ações norte-americano, impulsionado nos últimos meses pela euforia em torno da inteligência artificial.

Durante evento em Hong Kong, o presidente-executivo do Morgan Stanley, Ted Pick, citou a possibilidade de “haver reduções de 10% a 15%” nos preços das ações, sem que isso decorra de algum colapso macroeconômico.

Neste cenário, os índices de ações foram pressionados na Europa e nos Estados Unidos, enquanto o dólar ganhou força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.

“Vínhamos em uma toada mais favorável, com os ativos de risco performando super bem no último mês, puxados pelos ativos de tecnologia”, afirmou o superintendente de Tesouraria do Daycoval, Luiz Fernando Gênova.

“Mas, depois do Fed, com a indefinição sobre os juros nos Estados Unidos, começamos a ter um gatilho mais intenso de correção”, acrescentou, em referência ao fato de o Federal Reserve, após a reunião da semana passada, ter dado indicações de que os juros podem não cair novamente em dezembro nos EUA.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a máxima intradia de R$5,4007 (+0,80%) às 9h35, enquanto no exterior a moeda norte-americana também sustentava ganhos firmes ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.

“O real até vinha performando bem em relação a seus pares — nos últimos dias, um pouco pior –, mas não vi um movimento atípico”, disse Gênova.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou durante evento em São Paulo que por mais que o Banco Central seja pressionado a não baixar os juros, as taxas terão que cair.

“Vão ter que cair, vão ter que cair. Por mais pressão que os bancos façam sobre o Banco Central para não baixar juros, elas vão ter que cair”, disse Haddad.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantenha a Selic em 15% ao ano na noite de quarta-feira, mas os agentes buscarão pistas no comunicado da decisão sobre quando os cortes começarão. As reuniões seguintes do colegiado ocorrem em dezembro, janeiro e março.

O fato de a Selic estar em nível elevado no Brasil, enquanto nos Estados Unidos o Fed cortou juros nas últimas reuniões, tem sido apontado como um fator favorável à atração de investimentos ao país, com impacto de baixa sobre o dólar.

Pela manhã o BC vendeu 45.000 contratos de swap cambial tradicional, para rolagem do vencimento de 1º de dezembro.

No exterior, às 17h04 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,36%, a 100,250.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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Futuros do cacau sobem na ICE em meio a inclusão em índice e tensões na África


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NOVA YORK (Reuters) – Os contratos futuros do cacau na ICE subiram nesta terça-feira, depois de avançarem também nas duas sessões anteriores, com investidores avaliando notícias da inclusão do cacau em um importante índice de commodities e tensões latentes na Nigéria e em Camarões, quarto e quinto maiores produtores do mundo.

CACAU

* O cacau de Nova York fechou em alta de US$41, ou 0,6%, a US$6.600 a tonelada, tendo fechado em alta de 6,6% na segunda-feira.

* O cacau de Londres subiu 1,3%, para 4.849 libras por tonelada, depois de atingir 4.864 libras, seu valor mais alto desde o final de setembro.

* O ingrediente do chocolate foi impulsionado pelos planos para que o cacau de Nova York seja incluído no Bloomberg Commodity Index a partir do próximo ano.

* O Citi estima que os futuros do cacau poderão ter um fluxo de investimento de US$2,1 bilhões após a inclusão no índice.

* Em outros lugares, as tensões em Camarões permanecem altas após a contestada eleição da semana passada, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou que os militares se preparem para agir na Nigéria para enfrentar grupos militantes islâmicos.

* “Espera-se que esses dois países produzam um total de 715.000 toneladas métricas (nesta temporada)”, observou a corretora StoneX.

* Do lado negativo, os analistas do Zuercher Kantonalbank estimam que a Barry Callebaut registrará uma queda de 9% nos volumes de vendas do quarto trimestre na quarta-feira.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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Petróleo cai com dólar mais forte e temores de excesso de oferta


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Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira, uma vez que os números mais fracos da indústria e um dólar mais forte pesaram sobre a demanda, enquanto a decisão da Opep+ de interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre do próximo ano pode sinalizar a preocupação do grupo com um possível excesso de oferta.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com queda de 0,7%, a US$64,44 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos caiu 0,8%, a US$60,56.

“Os futuros do petróleo estão sentindo a pressão hoje da alta valorização do dólar norte-americano. O mercado acionário dos Estados Unidos também está passando por uma forte correção de baixa no início das negociações, já que a paralisação do governo pode estar começando a adicionar pressão para baixo, o que pode acabar prejudicando a demanda doméstica de combustível”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociações do BOK Financial.

O dólar subiu para uma máxima em quatro meses em relação ao euro nesta terça-feira, já que as divisões no Federal Reserve levantaram dúvidas sobre a perspectiva de outro corte nas taxas de juros este ano. Uma moeda norte-americana mais forte torna os ativos cotados em dólar, como o petróleo, mais caros para os detentores de outras moedas.

Wall Street caiu acentuadamente após avisos de uma liquidação do mercado por parte de alguns grandes bancos dos EUA.

A paralisação do governo dos EUA entrou em seu 35º dia, igualando o recorde estabelecido durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump como o mais longo da história.

(Reportagem de Seher Dareen em Londres, Ashitha Shivaprasad em Bengaluru e Emily Chow em Cingapura)

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Café passa por correção técnica e recua nas bolsas, mas preços sobem no…


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O mercado do café, que subiu ao longo de quase todo o dia nesta terça-feira (4), voltou a ceder e terminou o dia com leves baixas para os futuros do arábica negociados na Bolsa de Nova York. Os preços acompanharam as perdas das demais commodities negociadas na bolsa norte-americana – como o açúcar, que perdeu mais de 3% – e sentiram também a alta do dólar frente ao real nesta terça-feira. Além disso, o mercado passou por um movimento técnico de correção depois das fortes altas das últimas sessões e do começo do dia de hoje, que trouxe os preços para suas máximas em uma semana, levando o contrato dezembro a superar os US$ 4,00 por libra-peso. 

O vencimento dezembro terminou o dia com 405,25 cents/lb, enquanto o março foi a 385,35 e o maio a 370,80 cents de dólar por libra-peso. 

Na Bolsa de Londres, a movimentação foi bastante semelhante e os preços do robusta registraram o mesmo cenário, devolvendo os ganhos do começo do dia e fechando com leves perdas. As perdas, neste caso, variaram entre US$ 1 e US$ 30,00 por tonelada nas posições mais negociadas, levando o novembro a US$ 4653,00 e o março a US$ 4611,00 por tonelada. 

O diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, explica que a importância do robusta tem se intensificado bastante no mercado brasileiro. E assim, as negociações na B3 bateram recorde nesta terça-feira, como ele trouxe em entrevista ao Notícias Agrícolas. Reveja a íntegra:

 

No entanto, como explica o especialista, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: as incertezas climáticas que seguem afetando a produção de café do Brasil e dos demais principais países produtores; os baixos estoques globais, e a expressiva queda em 2025 dos embarques de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial. E este cenário é o que ainda mantém uma sustentação às cotações. 

MERCADO NACIONAL

No mercado nacional, os preços do café subiram em, praticamente, todas as praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas. As referências do cereja descascado continuam variando entre R$ 2400,00 a R$ 2610,00 por saca. Já o conilon, no mercado disponível, fechou com preços entre R$ 1376,00 e R$ 1400,00 por saca. 

Além dos futuros altos nas bolsas, apesar das correções de hoje, a alta do dólar frente ao real também deram espaço aos ganhos no interior do país. A moeda americana terminou o dia com R$ 5,40  e alta de 0,8%. 





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Milho tem 3ª feira negativa na Bolsa de Chicago e na B3; preços permanecem…


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O milho acompanhou as baixas da soja e fechou a terça-feira (4) no vermelho na Bolsa de Chicago. Os preços do cereal concluíram o dia com baixas que ficaram entre 1,75 e 2,75 pontos nos principais contratos, levando o dezembro a US$ 4,31 e o março a US$ 4,44 por por bushel. 

O mercado sentiu o recuo da oleaginosa, mas também as estimativas da colheita norte-americana que, de acordo com uma projeção da safra da agência internacional Reuters, já estaria concluída em 83%. Há, porém, ainda a ausência dos dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sendo sentida pelos traders. 

No entanto, o novo boletim mensal de oferta e demanda do departamento norte-americano foi agendado para o próximo dia 14 e já causa alguma ansiedade entre o mercado. “As expectativas apontam para ajustes negativos nas projeções de produtividade e produção da safra americana, refletindo os impactos do clima e de doenças nas lavouras, o que ajuda a limitar o movimento de queda”, explicam os analistas da Agrinvest Commodities. 

BRASIL: B3 E MERCADO DISPONÍVEL

Na B3, as cotações também fecharam o dia no vermelho, com as posições mais alongadas sentindo uma pressão mais agressiva, com perdas de mais d de 1%. Enquanto o novembro terminou o dia com R$ 68,13 por saca, o maio/26 concluiu os negócios com R$ 72,27 e perda de 1,3%.

Além da pressão vinda de Chicago, o mercado também sente o avanço do plantio da safra de verão, e monitora o clima para o seu desenvolvimento no Brasil. Ainda segundo a Agrinvest, a semeadura do milho verão chega a 42,8% da área, contra 42,1% de 2024 e frente aos 44,5% da média dos últimos cinco anos. 

“E os investidores também aguardam a avaliação dos impactos das fortes chuvas no Paraná”, complementa a consultoria. 

No mercado físico, os preços do milho permaneceram estáveis no interior do Brasil e ainda variam de R$ 46,00 a R$ 62,00 por saca, a depender da praça. Nos portos, o movimento foi semelhante, terminando o dia com R$ 67,00 no disponível em Paranaguá e R$ 68,00 em Santos. 





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Soja tem 3ª feira de realização de lucros em Chicago; BR se atenta aos…


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A soja fechou o pregão desta terça-feira (4) com baixas de mais de 10 pontos nos principais vencimentos. As perdas oscilaram de 12 a 12,75 pontos, levando o janeiro a US$ 11,21 e o maio a US$ 11,37 por bushel. Os futuros do óleo e do farelo de soja também caíram, liderados pelo farelo, que cedeu mais de 1% nas posições mais negociadas. 

O mercado passou por um movimento técnico de correção e realização de  lucros, após os ganhos acumulados dos últimos dias, os quais refletiram, principalmente, as boas expectativas sobre o comércio de soja entre China e Estados Unidos. No entanto, um acordo efeitvo, oficial e na prática ainda não foi informado, o que acaba deixando a movimentação dos preços um pouco mais fragilizada. 

“O Brasil segue mais competitivo no CFR China, atraindo parte da demanda. O dólar mais forte também adicionou pressão sobre as commodities, enquanto a cautela global aumenta com sinais divergentes do Fed sobre os juros nos EUA”, analisou a Agrinvest Commodities. 

Além disso, os traders também estão ansiosos pelo novo reporte mensal de oferta e demanda do USDA, que foi agendado para o dia 14 de novembro, mesmo com o governo americano ainda em shutdown. 

“O tão esperado acordo entre Donald Trump e Xi Jinping não saiu do papel. Não houve assinatura oficial, nem cerimônia, nem comunicado da China. Tudo o que existe são postagens e declarações dos Estados Unidos. Na prática, nada obriga Pequim a comprar soja americana’, explica o diretor da Royal Rural, Ronaldo Fernandes. “Quando os EUA anunciaram o suposto acordo, Chicago reagiu forte. Entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro, o contrato novembro subiu 7,41%, saltando de US$ 10,41 pra US$ 11,19 por bushel. Foi uma disparada, mas com um efeito colateral claro: a soja americana ficou cara demais”.

Assim, com alguns caminhos que os preços têm ainda a definir, o mercado permanece em alerta, mas não entrou em uma trajetória de baixa, ainda como pondera Fernandes. “Pra Chicago, essa queda ainda não é uma virada definitiva. O mercado agora espera o relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 14 de novembro. A aposta é que ele venha altista, mas mesmo se vier, Chicago perto de US$ 11 já mostrou que, nesse nível, a China não compra dos EUA. E quando isso acontece, quem volta a ser o destino natural das compras é o Brasil”.

O clima para a safra 2025/26 do Brasil – e logo mais da Argentina também – é mais um ponto de atenção no radar dos players. O plantio avança bem, porém, as condições ainda precisam melhor em algumas regiões-chave de produção. 

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a semana tem sido mais contida de novos negócios, com os preços sentindo um impacto mais limitado das movimentações na Bolsa de Chicago. Os prêmios, que vinham sendo um dos principais pontos de suporte para as cotações no mercado nacional, passaram a ser um dos pontos de pressão. Para a safra nova, como explica o analista de mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios chegaram a bater nos 40 cents negativos para abril nesta terça-feira.





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Trump e Xi fazem progressos no acordo do TikTok e planejam se reunir na…


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Por Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que ele e o presidente da China, Xi Jinping, fizeram progressos em um acordo sobre o TikTok e concordaram com uma reunião cara a cara já no próximo mês na Coreia do Sul.

Os dois lados parecem ter diminuído as tensões durante a primeira ligação em três meses entre os líderes das duas superpotências, mas não ficou imediatamente claro se a ligação produziu o esperado acordo firme sobre o destino do popular aplicativo de vídeos curtos.

Trump disse que os líderes concordaram em conversar à margem do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que começa em 31 de outubro em Gyeongju, Coreia do Sul, e para uma possível visita posterior de Trump à China. A Reuters informou anteriormente que os dois lados estavam planejando essa reunião.

“Fizemos progressos em muitas questões muito importantes, incluindo comércio, fentanil, a necessidade de encerrar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a aprovação do acordo do TikTok”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“A ligação foi muito boa, voltaremos a nos falar por telefone, agradecemos a aprovação do TikTok e ambos esperamos nos encontrar na Apec!”, escreveu Trump.

Mas um comunicado da China não fez referência a um acordo final.

“Sobre o TikTok, Xi disse que a posição da China é clara: o governo chinês respeita a vontade das empresas e dá as boas-vindas às empresas para que conduzam negociações comerciais com base nas regras de mercado para chegar a uma solução consistente com as leis e regulamentações chinesas, ao mesmo tempo em que equilibra os interesses”, de acordo com o resumo da reunião na Xinhua.

(Reportagem de Trevor Hunnicutt; Reportagem adicional de David Brunnstrom e Xiuhao Chen e Ethan Wang, em Pequim)

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Preços do boi gordo a R$ 350,00 por arroba: especulação ou realidade?


Analistas apontam os fatores que podem impulsionar ou limitar a valorização da arroba no mercado

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A arroba do boi gordo pode encerrar 2025 no patamar dos R$ 350,00? A questão divide analistas e pecuaristas: de um lado, há fundamentos que sustentam a possibilidade de alta, como exportações firmes, menor oferta de fêmeas e sazonalidade de fim de ano; de outro, o câmbio desfavorável, as taxas de confinamento e a forte concorrência das proteínas mais baratas podem frear esse movimento.

O fato é que os contratos futuros na Bolsa Brasileira (B3) estão operando com patamares próximos de R$ 318,00/@ para o mês de dezembro/25, enquanto as cotações no mercado físico se encontram na faixa de R$ 308,71/@, conforme reportou a Agrifatto em seu boletim diário. 

O analista Especialista em Mercados Agrícolas da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi relembra que, no anúncio do chamado tarifaço, os compradores reagiram com certo “pânico”, o que pressionou momentaneamente as cotações. Para o analista, esse movimento não tinha fundamento, já que os números atuais das exportações confirmam a solidez da demanda externa. “Na época, a indústria se aproveitou da surpresa do lado vendedor, alongando escalas com contratos a termo e abastecimento de confinamentos próprios”, observa.

Isoldi avalia que as atuais cotações do boi gordo estão subestimadas e que a arroba deve voltar a subir, podendo alcançar patamares próximos de R$ 350,00 até o fim do ano. Segundo ele, existe quase um consenso no mercado de que a valorização virá, mas a grande dúvida está no timing desse movimento.

O último trimestre de 2025 traz perspectivas positivas para o pecuarista, segundo o analista Fernando Henrique Iglesias. Ele destaca que este é o período de maior demanda do ano, com exportações aquecidas e interesse recorde pela carne brasileira no mercado internacional.

“No entanto, o preço da arroba deve encontrar limites neste cenário. O patamar de R$ 350 me parece menos provável, justamente porque, apesar da super demanda, o abate no país vai atingir níveis recordes, refletindo uma superoferta de animais”, explica Iglesias.

Para o produtor, isso significa que, mesmo diante da alta competitividade externa, é possível esperar alguma recuperação nos preços do boi gordo neste último trimestre do ano, mas dentro de um teto moderado entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba.

Boi Gordo destaque | Foto: Secretária da Agricultura de SP
Boi Gordo destaque | Foto: Secretária da Agricultura de SP

Para ajudar a entender os fatores que devem seguir no radar do mercado, o Notícias Agrícolas separou tópicos que podem impulsionar ou limitar os preços da arroba neste último trimestre. 

Fatores que podem impulsionar os preços

Demanda externa aquecida:

Em 2025, a China segue como protagonista na demanda pela carne bovina brasileira, consolidando-se como o principal destino das exportações do setor. O apetite do mercado chinês se mantém firme, impulsionado pela recuperação da economia local e pela necessidade de suprir um consumo interno crescente, ainda dependente das importações para atender à população de mais de 1,4 bilhão de pessoas.

Ao mesmo tempo, o Brasil amplia seu alcance internacional com a abertura de novos mercados, como o Vietnã, que vem se destacando como um comprador em ascensão na Ásia. Essa diversificação ajuda a reduzir a dependência da China e reforça a posição do país como um dos principais exportadores globais de proteína animal.

Lorenzo Junqueira, pecuarista e gestor do Agro Bacuri, destaca que o cenário das exportações segue como um fator-chave para o mercado da carne bovina brasileira. Segundo ele, a China, principal cliente do país, continua batendo recordes de importação, e a proximidade do Ano Novo Lunar tende a acelerar ainda mais os embarques.

Além disso, Junqueira ressalta que a abertura de novos mercados internacionais tem ampliado o horizonte para a carne brasileira, oferecendo oportunidades para sustentar a demanda externa mesmo diante de ajustes na oferta doméstica. “O cenário externo segue favorável e deve continuar influenciando positivamente os preços da arroba nos próximos meses”, avalia.

Oferta mais restrita:

Para Ronaty Makuko, analista da Pátria Agronegócios, o movimento de oferta no mercado do boi gordo deve ser influenciado principalmente pela menor disponibilidade de boi magro e pela redução no descarte de fêmeas. Esses dois fatores tendem a atuar como estímulos para uma possível valorização das cotações nos próximos meses.

No entanto, ele pondera que, no curto prazo, o cenário ainda é de estabilidade. “Até outubro, é difícil enxergar grandes movimentos, porque o mercado já está muito bem posicionado nos contratos a termo. Isso limita a possibilidade de ajustes mais expressivos, inclusive para setembro”, destacou.

A análise reforça que a virada de preços deve depender da combinação entre a menor oferta de animais e a resposta da demanda — tanto no mercado interno, com a aproximação do período de maior consumo, quanto no externo, sustentado pelo bom desempenho das exportações.

Segundo Junqueira, apesar dos confinamentos estarem bem abastecidos neste momento, é fundamental observar a reposição e a movimentação da demanda para entender o comportamento futuro dos preços.

De acordo com ele, o mercado registra recordes sucessivos nas exportações de carne bovina, ao mesmo tempo em que a reposição de boi magro nos confinamentos está abaixo de 1 — ou seja, saem mais animais do que entram. Esse fator sinaliza uma escassez de boi magro no mercado.

“Com esse contexto, novembro e dezembro tendem a ser meses de oferta enxuta de boi gordo, justamente no período em que a demanda se aquece, tanto no mercado interno, impulsionada pelo consumo de fim de ano, quanto nas exportações”, destacou Junqueira.

O analista de mercado Ronaty Makuko destacou que a diferença no ritmo de abates entre frigoríficos pequenos e grandes tem marcado o atual cenário da pecuária de corte. Enquanto as indústrias menores operam com escalas bastante curtas, de apenas três a quatro dias, os grandes frigoríficos seguem em situação mais confortável, com programações que variam entre 9 e até 15 dias em alguns estados.

Segundo Makuko, essa discrepância reflete o maior poder de compra e de negociação das grandes plantas, que conseguem assegurar a oferta de animais por mais tempo, em contraste com a pressão enfrentada pelos pequenos. Ele ressalta ainda que, em São Paulo, uma das principais regiões de referência da pecuária, o mercado segue aquecido, o que pode abrir espaço para flertes de valorização no preço da arroba já em dezembro.

O consultor da Aliá Investimentos, João Bosco Bittencourt Júnior  avalia que o mercado do boi gordo deve encerrar 2025 em níveis próximos aos registrados no início do ano. Para que a arroba alcance os R$ 350, ele projeta uma valorização em torno de 8,5% a 10,5% em relação aos preços atuais, que estão entre R$ 315,00 e R$ 320,00. Esse movimento, segundo ele, é compatível com o que historicamente ocorre em períodos de virada de ciclo pecuário.

Bosco reforça que a valorização é possível, mas depende de uma sustentação maior tanto do mercado interno quanto das exportações, que hoje já se mostram bastante aquecidas. “Para que esse boi de R$ 350,00 aconteça, precisamos que a demanda esteja firme dos dois lados”, afirma.

Quanto ao impacto do confinamento sobre os preços, o analista não acredita que a oferta de animais confinados seja um fator limitante para a arroba. Na sua visão, o ponto-chave está no consumo: “A demanda é quem pode limitar o preço. A oferta vai acontecer, mas se o consumo não crescer, o reflexo no valor da arroba será limitado”.

Assim, a expectativa é de que o segundo semestre traga valorização gradual, com boas chances de alcançar o patamar de R$ 350, desde que a demanda acompanhe o ritmo da oferta.

Para Rodrigo Costa, analista da Pine Agronegócios, os números recentes do IBGE chamaram atenção ao evidenciarem mais uma vez o elevado volume de abates no país. Contudo, uma avaliação mais detalhada dos dados mostra que esse movimento tem perdido força gradualmente, especialmente no caso das fêmeas.

Segundo ele, a expectativa de uma virada de ciclo tem levado parte do mercado a interpretar momentos de maior firmeza nos preços como sinal de mudança estrutural no ritmo de descarte. “Na prática, ainda estamos atravessando a saída da safra. Quem se guia apenas pela movimentação de preços pode se frustrar no curto prazo, já que ainda há oferta a ser colocada no mercado, principalmente dos animais do segundo e terceiro giro”, pontua Costa.

Sazonalidade interna:

Para Rodrigo Costa, analista da Pine Agronegócios, a ampla oferta atual não inviabiliza a valorização da arroba em 2025 — pelo contrário, é justamente esse cenário que reforça sua expectativa de preços mais firmes à frente. Segundo ele, o início de um ciclo de corte de juros deve aumentar o poder de compra da população, impulsionando o consumo no mercado interno.

A sazonalidade também deve atuar a favor da carne bovina: o pagamento do 13º salário, as festas de fim de ano e a manutenção de um ritmo firme nas exportações compõem fatores que tendem a sustentar a demanda e abrir espaço para uma recuperação mais consistente das cotações.

Competitividade internacional:

O câmbio segue sendo um dos pontos de maior atenção para o mercado pecuário brasileiro. Para Lorenzo Junqueira, pecuarista e gestor do Agro Bacuri, mesmo diante das oscilações recentes do dólar, a competitividade da carne bovina nacional continua elevada.

Segundo ele, o Brasil ainda conta com a arroba mais barata do mundo, o que garante vantagem no comércio internacional. “Por mais que o dólar esteja em patamares mais baixos, nossa competitividade sobra. A arroba brasileira continua sendo a mais barata”, destacou.

Junqueira acredita, no entanto, que o atual nível da moeda americana não deve se sustentar por muito tempo. Ele projeta uma retomada de alta no câmbio, influenciada pelo aumento dos gastos do governo e pelo risco fiscal. “Não imaginava que o dólar chegaria a esses níveis, mas vejo tendência de alta daqui para frente”, afirmou.

Na visão do pecuarista, mesmo que a moeda siga em patamares mais baixos no curto prazo, o Brasil ainda preserva ampla atratividade no mercado externo, sustentando o fluxo das exportações de carne bovina.

Fatores que podem limitar a alta

Câmbio:

O mercado do boi gordo deve enfrentar limitações na valorização até o final de 2025, aponta o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a recente movimentação cambial, com o dólar flertando com R$ 5,30, acaba pressionando as exportações brasileiras de commodities, impactando a competitividade da carne no mercado internacional.

“Isto tende a limitar o teto de alta do boi gordo entre R$ 330 e R$ 340 por arroba até o final do ano. O patamar de R$ 350 me parece menos provável”, afirma Iglesias.

Para Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, o câmbio segue sendo um fator determinante para o mercado da carne bovina. Ele lembra que, entre outubro e dezembro do ano passado, a moeda americana chegou a R$ 6 e se manteve nesse patamar até o início de 2025, sustentando o ritmo das exportações e influenciando a competitividade da carne brasileira.

“Atualmente, o câmbio atingiu sua mínima dos últimos 12 a 15 meses, o que muda o contexto de competitividade em relação ao ano passado. Esse movimento precisa ser considerado na análise das tendências de preço e demanda para os próximos meses”, destaca Fabbri.

De acordo com a visão do Head de Agronegócios e Mercado de Capitais na A7 Capital, Raphael Galo, as possibilidades da arroba atingir novos patamares vem diminuindo muito nos últimos meses, principalmente atrelado ao fator câmbio. 

“Na minha visão se dólar continuar nesse patamar de R$ 5,30 a R$ 5,40 vai ser muito difícil isso acontecer esse ano. Há não ser que a oferta de animais se restrinja muito, principalmente de fêmeas”, informou.  

Confinamentos abastecidos: 

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias destaca que o setor pecuário vive uma temporada de confinamento recorde, com cerca de 500 mil cabeças a mais em relação ao ano passado. Esse volume extra de animais tem gerado impactos diretos no mercado do boi gordo.

Segundo Iglesias, a recuperação de preços em setembro deve ser bastante limitada, já que a entrada maciça de animais mantém as escalas de abate confortáveis para a indústria frigorífica. “A incidência de animais de parceria nesta primeira quinzena do mês reforça a pressão sobre o mercado”, explica.

O analista reforça que a superoferta continua sendo o principal limitador para reajustes mais consistentes da arroba no curto prazo.

Geraldo Isoldi, destaca que, após a primeira metade do ano, a indústria se abasteceu dos contratos a termo fechados anteriormente e também de seus próprios confinamentos, alongando as escalas e mantendo o mercado sob pressão. Além disso, a oferta para o segundo semestre tem se mostrado maior do que o esperado meses atrás, impulsionada não apenas por preços atrativos no primeiro semestre e pela baixa do milho, mas também por um ciclo pecuário que parece não ter fim.

Apesar desse cenário, Isoldi aponta que a atual demanda externa, combinada com o consumo doméstico, mesmo que moderado, consegue sustentar os preços acima dos níveis atuais. Na última sexta-feira, 12, o indicador DATAGRO registrou R$ 310,90.

O consultor ressalta que, enquanto a indústria continuar abastecida, seja por contratos ou confinamentos próprios, o mercado seguirá pressionado. No entanto, ele vê um ponto positivo: quanto mais tempo essa situação se prolongar, maior será a necessidade e o apetite da indústria quando retomarem as compras em maior volume.

Concorrência das proteínas:

O mercado de proteínas no Brasil segue marcado pela competitividade entre as carnes, e em 2025 o frango tem se destacado em relação à carne bovina. De acordo com Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, nos últimos três meses a carne de frango tem se mostrado mais competitiva e a tendência é que esse cenário se mantenha até o final do ano.

No mercado interno, a expectativa é de incremento na demanda, impulsionado por uma melhora do poder de compra da população e por uma procura maior por proteínas de menor custo. No entanto, Fabbri lembra que o cenário de 2024 teve um diferencial importante: a eleição municipal, que trouxe uma injeção adicional de recursos na economia, o que reforçou o consumo no período de fim de ano.

Para este ano, o contexto é diferente. Os preços das carnes concorrentes, especialmente do frango, estão mais estáveis no atacado em comparação ao ano anterior, o que tende a reforçar a atratividade dessa proteína frente à carne bovina nas próximas semanas.

Margens da indústria:

As margens da indústria frigorífica seguem pressionadas em 2025. Segundo Fabbri, o cenário atual aponta para uma margem operacional em torno de 3% a 4%, considerando a arroba do boi gordo negociada a R$ 330,00 nos vencimentos de outubro e novembro e os preços da carne sem osso no atacado estáveis.

O analista destaca que, diferentemente do ano passado, a indústria não encontra tanto espaço para repassar altas no mercado interno. Em 2024, mesmo com a arroba a R$ 350, as margens foram sustentadas pela valorização do dólar em torno de R$ 6, pelo bom desempenho das exportações e pela aceitação do setor em reduzir ganhos no mercado doméstico para garantir maior volume.

Neste ano, no entanto, a conjuntura é distinta. Com o câmbio mais baixo e espaço limitado para reajustes na carne sem osso, a rentabilidade da indústria tende a ser mais restrita. “A margem de 3% a 4% já seria atingida com a arroba a R$ 330 nos preços atuais do atacado em São Paulo. Por isso, enxergamos dificuldade para que o mercado consiga sustentar a arroba a R$ 350,00 até o fim do ano”, avalia Fabbri.

Próximos meses 

A cotação de R$ 350,00 por arroba continua sendo uma incógnita no mercado da pecuária. O setor enfrenta um equilíbrio delicado, com fatores que indicam alta e outros que limitam o crescimento. O valor final só será definido nos próximos meses, e pecuaristas e analistas permanecem atentos na relação entre demanda e oferta para saber se a marca será, de fato, atingida.

Lorenzo Junqueira destaca que a mensagem é clara: é preciso “cadenciar as vendas” para aproveitar ao máximo a valorização esperada nos próximos meses. A perspectiva é de que o mercado continue em alta, e que os pecuaristas fiquem atentos a essa mudança de cenário.





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