quarta-feira, março 11, 2026

Safra

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Ibovespa avança com cena corporativa em foco e aval de NY; RD Saúde dispara


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, em meio a um noticiário corporativo intenso, com RD Saúde entre os destaques após resultado trimestral acima do esperado, assim como Itaú, que mostrou desempenho sólido no segundo trimestre e reforçou perspectiva de dividendo adicional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,12%, a 134.637,97 pontos, de acordo com dados preliminares, endossado pelo sinal positivo em Wall Street, tendo marcado 135.240,61 pontos na máxima e 133.169,04 pontos na mínima do dia.

O volume financeiro somava R$19,22 bilhões antes dos ajustes finais.

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Lula diz que não há espaço para negociação e rejeita “humilhação” de ligar…


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Por Lisandra Paraguassu e Brad Haynes

BRASÍLIA (Reuters) – Com as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros subindo para 50% nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro em uma entrevista à Reuters que não vê espaço para negociações diretas com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas e não vai desistir das negociações comerciais, disse Lula, mesmo admitindo que não há, no momento, interlocução.

No entanto, Lula não tem pressa e, por enquanto, nem mesmo intenção de ligar para Trump.

“Pode ter certeza de uma coisa: o dia que a minha intuição me disser que o Trump está disposto a conversar, eu não terei dúvida de ligar para ele. Mas hoje a minha intuição diz que ele não quer conversar. E eu não vou me humilhar”, disse.

Apesar das exportações brasileiras enfrentarem uma das maiores tarifas impostas por Trump, as novas barreiras comerciais dos EUA não deverão causar prejuízos tão drásticos à maior economia da América Latina, o que garante ao presidente brasileiro mais fôlego para marcar uma posição mais dura contra o norte-americano do que a maioria dos líderes ocidentais.

“Se os Estados Unidos não querem comprar, nós vamos procurar outro para vender; se a China não quiser comprar, nós vamos procurar outro para vender. Se qualquer país que não quiser comprar, a gente não vai ficar chorando que não quer comprar, nós vamos procurar outros”, disse, lembrando o quanto o comércio internacional do Brasil cresceu nas últimas décadas.

Lula disse não ter problemas pessoais com Trump, acrescentando que eles poderiam se encontrar na Assembleia Geral da ONU, no mês que vem, ou na cúpula climática da ONU em novembro no Brasil. Mas ele lembrou o histórico de Trump de repreender duramente convidados da Casa Branca, como o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.

“O que Trump fez com Zelenskiy foi uma humilhação. Isso não é normal. O que Trump fez com Ramaphosa foi uma humilhação”, disse Lula. “Um presidente não pode humilhar outro. Eu respeito a todos e exijo respeito.”

Hoje, o comércio do Brasil com os Estados Unidos representa apenas 12% da balança comercial brasileira, contra quase 30% da China.

Lula descreveu as relações entre os EUA e o Brasil como no ponto mais baixo em 200 anos, depois que Trump vinculou a nova tarifa à sua exigência de fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por tentativa de golpe para permanecer no poder após a derrota na eleição de 2022.

Mas o Supremo Tribunal Federal (STF), que está julgando o caso contra Bolsonaro, “não se importa com o que Trump diz e nem deveria”, disse Lula, acrescentando que Bolsonaro deveria enfrentar outro julgamento por provocar a intervenção de Trump, chamando o ex-presidente de “traidor da pátria”.

“Essas atitudes antipolíticas, anticivilizatórias, é que colocam problemas numa relação, que antes não existia. Nós já tínhamos perdoado a intromissão dos Estados Unidos no golpe de 1964”, disse. “Mas essa não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras para um país soberano como o Brasil. É inadmissível.”

Ao admitir que as negociações estão difíceis, o presidente disse que o foco de seu governo agora é nas medidas compensatórias para amortecer o impacto econômico das tarifas dos EUA na economia brasileira, mantendo ao mesmo tempo a responsabilidade fiscal.

“Nós vamos fazer aquilo que estiver no alcance da economia brasileira, mantendo a responsabilidade fiscal que nós estamos mantendo no governo. Vamos fazer o que for necessário”, disse.

“Nós temos que criar condições de ajudar essas empresas. Nós temos a obrigação de cuidar da manutenção dos empregos das pessoas que trabalham nessas empresas. Nós temos a obrigação de ajudar essas empresas a procurar novos mercados para os produtos delas. E nós temos a preocupação de convencer os empresários americanos a brigarem com o presidente Trump para que possam flexibilizar”, afirmou, sem dar detalhes das medidas que serão anunciadas ainda esta semana.

Lula deixou claro que o governo vai trabalhar no apoio às empresas brasileiras e, no futuro, pode tomar outras atitudes, para além da representação na Organização Mundial do Comércio (OMC) feita nesta quarta, mas garantiu que não imporá tarifas aos Estados Unidos.

“Não vou fazer porque eu não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam e eu não quero brigar com os Estados Unidos. Primeiro, porque a relação é muito civilizada. Segundo, porque eu tenho muita relação com o povo americano. Terceiro, porque eu tenho muita relação com os sindicatos americanos, uma relação histórica, muito antes do Trump fazer política. E eu quero manter essa relação e também não quero causar prejuízo aos trabalhadores americanos. É esse o sinal que eu quero dar.”

O governo estuda medidas de retaliação aos Estados Unidos, mas não através de tarifas. Até agora, o que foi estudado, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, é a chamada retaliação cruzada. Para compensar os prejuízos da indústria brasileira, o governo federal deixaria de repassar a empresas americanas royalties de produtos farmacêuticos e copyright da indústria cultural.

O presidente, no entanto, não confirmou essas alternativas e disse que é preciso muita cautela e paciência.

“Temos que ter muita cautela. A gente sabe que muitas vezes a pessoa morre afogada… porque começa a dar braçadas de forma precipitada e se cansa logo. Vamos agir como se ela tivesse caído numa piscina e nada de dar braçadas, vamos aprender a boiar para a gente sobreviver e quem sabe sair vivo dessa piscina”, afirmou.

Nas articulações do presidente brasileiro entram, por exemplo, uma negociação com os Brics. Perguntado se há alguma negociação em andamento para uma resposta conjunta do bloco, no dia em a Índia passou a ser tarifada pelos Estados Unidos em mais 25%, além dos já previstos 35%, Lula respondeu: “Ainda não tem, mas vai ter.”

Lembrando que ainda é presidente do bloco até dezembro, Lula afirmou que vai telefonar na quinta-feira para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e nos próximos dias para o presidente da China, Xi Jinping, e em seguida para os demais membros do bloco.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como é que cada um está vendo sua situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão. É importante lembrar que os Brics têm dez países no G20. No G7 tinha quatro Brics convidados”, disse.

Lula afirmou ainda que conversará com a União Europeia, com quem o Mercosul fechou um acordo de livre comércio em dezembro, e com o Canadá, que pretende retomar as negociações com o bloco. Este mês, vai enviar um grupo de empresários com o vice-presidente Alckmin ao México, com que o Brasil conversa para ampliar um acordo bilateral.

“Podem ficar certos que eu vou conversar com todo mundo. Primeiro porque eu gosto de conversar. Se o Trump soubesse o quanto eu gosto de conversar, ele já tinha conversado comigo.”

(Edição de Pedro Fonseca)





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Wall Street sobe com Nasdaq na liderança dos ganhos impulsionado por Apple


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Por Caroline Valetkevitch

(Reuters) – As ações dos Estados Unidos encerraram em alta nesta quarta-feira, lideradas por um ganho de mais de 1% no índice de tecnologia Nasdaq, com os papéis da Apple subindo após a notícia de seus planos de anunciar uma promessa de fabricação doméstica, e com o último conjunto de balanços corporativos sendo, em sua maioria, positivo.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,72%, para 6.344,67 pontos. O Nasdaq avançou 1,21%, para 21.168,52 pontos. O Dow Jones subiu 0,18%, para 44.191,16 pontos.

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Entidades do setor cafeeiro voltam a registrar preocupação com tarifas dos…


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As associações ligadas ao setor cafeeiro no Brasil emitiram novas notas públicas a respeito da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos sobre o café nacional. Em todos os casos a preocupação continua sobre o fato do produto não ter entrado na lista das isenções, porém, reforçam que as negociações continuam e que seu trabalho com seus pares nos EUA também. 

NOTA CECAFÉ

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) segue atuando, junto aos pares dos Estados Unidos, como a National Coffee Association (NCA), trades, importadoras e redes de cafeteria, assim como brifando o governo com dados e orientações do setor dos cafés do Brasil, com o objetivo de que o café seja incluído em uma lista norte-americana de isenção da taxação, pois se trata de um produto que os EUA não cultivam em escala para atender o mercado interno, lembrando que eles são os maiores consumidores mundiais, absorvendo mais de 24 milhões de sacas ao ano.

Na eventualidade disso não ocorrer, seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA. Temos expectativa positiva e mantemos a esperança para que um dos cenários supracitados aconteça.

A respeito de novos mercados, é crescente o consumo em algumas nações da Europa e, em especial, da Ásia, como Índia e China. O Brasil, como maior produtor global, é o único país capaz de atender a essa demanda crescente, contudo, não se trata de uma absorção do volume de 8,1 milhões de sacas que exportamos aos EUA. Não podemos relativizar o mercado norte-americano, que é nosso principal comprador, onde respondemos por 30% da oferta. Ou seja, há uma relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil.

Sobre a notícia da habilitação da China de empresas brasileiras, isso não implica vendas imediatas ou aumento da exportação de café para lá, uma vez que essa comercialização é feita empresa a empresa, ou seja, o eventual aumento dos embarques ao país asiático dependerá da demanda apresentada pelas trades chinesas junto a nossos exportadores.

Atenciosamente,

Marcos Matos
Diretor-geral do Cecafé

NOTA ABICS

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), que representa a totalidade desse segmento industrial no Brasil, manifesta, hoje, com profunda preocupação, a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações do café solúvel brasileiro. Essa medida, formalizada por meio de uma ordem executiva em 30 de julho, representa um desafio significativo e sem precedentes para a competitividade do nosso produto no mercado norte-americano.

Os EUA são, historicamente, o principal parceiro comercial e destino do café solúvel brasileiro. Em 2024, as importações norte-americanas do produto do Brasil alcançaram aproximadamente 780 mil sacas de 60 kg, correspondendo a cerca de 20% do total das nossas exportações do segmento. Atualmente, o café solúvel brasileiro responde por mais de 25% do volume importado pelos Estados Unidos, posicionando-nos como o segundo maior fornecedor a esse mercado.

A imposição desta tarifa de 50% coloca o Brasil em uma flagrante desvantagem competitiva. Enquanto o México, nosso principal concorrente, poderá comercializar sem tarifas e outros fornecedores após o Brasil enfrentarão taxas de 10% a, no máximo, 27%, o café solúvel brasileiro será o mais penalizado. Esta decisão não apenas prejudica a indústria brasileira, mas também pode impactar negativamente os consumidores norte-americanos, que se beneficiam da qualidade e do preço competitivo do produto nacional.

Diante deste cenário, a ABICS, em conjunto com as demais associações e entidades ligadas ao agronegócio café, em estreito contato com nossos clientes nos EUA, além das autoridades brasileiras, intensificou os esforços de diálogo e negociação. Nosso objetivo primordial é buscar a reversão desta medida ou, no mínimo, garantir a isenção de tarifas para todos os cafés do Brasil, tanto em suas formas in natura quanto industrializadas.

Continuaremos a trabalhar incansavelmente, em sinergia, para defender os interesses de nossos associados e assegurar que o café solúvel brasileiro mantenha seu merecido espaço no mercado global. Estamos confiantes que o bom senso prevalecerá e que uma solução justa e equilibrada será alcançada para preservar um mercado estratégico para o Brasil e para os consumidores norte-americanos.

Atenciosamente,

Aguinaldo Lima
Diretor executivo da ABICS

Veja também o vídeo de Vinícius Estrela, diretor executivo da BSCA:





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Frutas sob impacto: EUA aplicam tarifação de 40% a partir de hoje e ampliam…


A medida impacta especialmente manga, uva e gengibre, enquanto suco de laranja e castanha-do-Brasil ficam isentos da nova tarifa, mas mantêm os 10%.

A partir desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, entra em vigor a nova etapa da política tarifária norte-americana sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40%, que se soma aos 10% já em vigor desde abril, resultando em uma carga tarifária de até 50% sobre parte relevante das exportações brasileiras de frutas frescas.

O novo cenário afeta diretamente os principais produtos hortifrutícolas enviados aos Estados Unidos. Entre os mais impactados estão: manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Dentre esses, apenas o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mas mantêm a tarifa de 10%. Essas isenções parciais trazem alívio pontual ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não eliminam a pressão sistêmica sobre a cadeia de frutas e hortaliças frescas.
Implicações e reações no setor

A aplicação plena do tarifaço amplia os desafios da fruticultura de exportação, sobretudo para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (com destaque para a produção de gengibre). A elevação dos custos para os importadores norte-americanos deve gerar uma renegociação de contratos, redução de volumes e, em muitos casos, a suspensão de embarques.
Entidades setoriais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) têm reforçado a necessidade de uma resposta diplomática urgente, enquanto os exportadores avaliam alternativas comerciais, como o fortalecimento das relações com a União Europeia, o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Manga é o principal foco de preocupação

No curto prazo, a maior preocupação do setor recai sobre a manga, principal fruta fresca brasileira exportada para os EUA. Justamente nesta semana, a cadeia começaria a se organizar para os primeiros embarques da nova safra, mas o início da vigência da tarifa coloca em risco a viabilidade comercial dos próximos lotes.

Além de ser um produto altamente perecível e in natura, a manga é também um dos mais difíceis de redirecionar em grandes volumes para outros destinos em função da capacidade limitada de absorção de outros mercados.
Assim como no setor cafeeiro, a expectativa do setor frutícola é que, caso a medida tarifária venha a provocar pressões inflacionárias internas nos EUA, haja uma revisão parcial da sobretaxa, especialmente para produtos não produzidos em escala comercial no território norte-americano — como é o caso da manga.

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Tarifaço dos EUA reduz competitividade do arroz brasileiro em mercado…


A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) reforça sua preocupação com os efeitos do decreto do governo dos Estados Unidos que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, incluindo o arroz beneficiado. A medida, que atinge a cadeia orizícola brasileira, passou a vigorar nesta quarta-feira (6).

Os Estados Unidos são hoje um dos mercados mais importantes para o arroz brasileiro, respondendo por 13% do valor exportado de arroz branco no ano passado, variedade de mais alta qualidade e maior valor agregado. De 2021 a 2024, as exportações para o país aumentaram mais de 50%, considerando somente o grão beneficiado.

Trata-se de uma parceria construída ao longo de anos de investimento e promoção, responsáveis por tornar a qualidade do nosso arroz amplamente reconhecida e com remuneração compatível com seu valor agregado. A aceitação do produto brasileiro pelo consumidor norte-americano indica potencial de absorção de volumes ainda maiores, com ampliação dos negócios entre os países.

Essa relação, contudo, apresenta assimetrias importantes: enquanto os Estados Unidos encontram facilidade para substituir o grão brasileiro, o Brasil mantém nesse mercado um canal estratégico para escoamento de cerca de 10% do volume total beneficiado – percentual relevante para a sustentabilidade da atividade, considerando o quadro de oferta e demanda ajustado no país.

A imposição de um aumento tarifário tão expressivo elimina, na prática, a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, culminando em perdas estimadas de até US$ 25 milhões por ano para a indústria arrozeira nacional. E o cenário é preocupante em longo prazo, uma vez que excedentes de arroz no mercado interno tendem a gerar desequilíbrio de preços, comprometendo a viabilidade econômica do segmento.

Diante dos riscos impostos ao setor, a Abiarroz reafirma a necessidade de avanço nas negociações por parte do governo brasileiro, com postura diligente e altiva, mas também cautelosa, considerando a vulnerabilidade de setores como o arrozeiro. A entidade seguirá trabalhando pela manutenção do arroz brasileiro em mercados estratégicos e pela competitividade e sustentabilidade da cadeia orizícola nacional.

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Clima no Brasil em agosto favorece lavouras de cevada, aponta Nottus


Com previsão de frio tardio e variação climática nos próximos meses, produtores devem redobrar o monitoramento das lavouras de cevada, especialmente em fase de floração e maturação.

O mês de agosto com previsão de tempo mais seco e boas condições de radiação solar no Sul do Brasil, cenário considerado ideal para o desenvolvimento das lavouras de cevada, que se encontram em fase decisiva do ciclo, de acordo com avaliação da Nottus, empresa de inteligência de dados e consultoria meteorológica para negócios. No entanto, as projeções para setembro já acendem um sinal de alerta: o retorno das chuvas acima da média e a redução na luminosidade podem comprometer as fases finais da cultura e a colheita.

“A cevada é uma cultura típica de inverno, complementar à rotação das culturas de verão, sendo produzida em áreas de soja, milho e outros grãos. O cereal é extremamente frágil e suas flores são sensíveis a temperaturas baixas, especialmente às geadas. Por isso, o cultivo é indicado para regiões de clima temperado e com baixa umidade durante o florescimento e a maturação”, explica Paulo Etchichury, CEO e meteorologista da Nottus. “Embora o risco de geadas amplas seja baixo, a possibilidade de frio tardio permanece e deve ser considerada, sobretudo pela sensibilidade das flores da cevada a temperaturas muito baixas. Essa condição exige atenção dos produtores, especialmente no Paraná, maior estado produtor”, completa.

As perspectivas para este ciclo são melhores que as do ano passado, principalmente devido à menor frequência de eventos extremos. Junho teve chuvas acima da média e registros de geadas, o que causou preocupação inicial. Na sequência, julho foi marcado por tempo mais seco e maior incidência de radiação solar, o que favoreceu a instalação e o desenvolvimento das lavouras de inverno.

Com cerca de 85% da produção nacional destinada à indústria de malte, a cevada continua sendo uma cultura estratégica no Sul do país, onde encontra clima temperado e baixa umidade, condições ideais para sua floração e maturação. Ainda assim, a variação entre meses e regiões exige manejo atento para evitar perdas nas fases finais do cultivo. “De um modo geral, cenário climático em 2025 se mostra favorável para o desenvolvimento das lavouras de cevada, porém o desempenho e condições de produção podem variar de uma região para outra, dependendo do período de plantio”, conclui o CEO da Nottus.

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Brasil tem superávit comercial de US$7,075 bi em julho, acima do esperado


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BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$7,075 bilhões em julho, uma queda de 6,3% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, mas acima do esperado por economistas, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quarta-feira.

As exportações somaram US$32,310 bilhões, valor recorde para o mês e uma alta de 4,8% em relação a julho de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 8,4% no mesmo período, totalizando US$25,236 bilhões, também as mais elevadas para julho.

Economistas consultados pela Reuters previam superávit de US$5,600 bilhões de dólares no mês.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o saldo comercial foi de US$36,983 bilhões, uma queda de 24,7% em relação ao observado no mesmo período de 2024. As exportações somaram US$198,011 bilhões (+0,1%) no ano, e as importações, US$161,029 bilhões (+8,3%).

Questionado sobre possíveis mudanças nas dinâmicas comerciais com os Estados Unidos como resultado da imposição de tarifas mais elevadas sobre produtos brasileiros pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o diretor de Estatísticas e Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, disse que houve crescimento recente dos embarques de vários produtos para os EUA que parece estar associado a um movimento de antecipação de vendas, pontuando que a dinâmica já era esperada.

“Sabemos que teve efeito de antecipação porque isso foi relatado pela própria imprensa”, disse. “O que é natural. A gente observa isso também quando o Brasil adota alguma medida comercial.”

Apesar desse movimento, o déficit do Brasil com os EUA tem crescido, refletindo a alta mais acelerada das importações brasileiras. Em julho, o saldo do comércio bilateral foi negativo em US$559,6 milhões para o Brasil, ante um déficit de US$38,9 milhões no mesmo mês de 2024. No período, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 3,8% e as importações, 18,17%. No acumulado do ano, o déficit chegou a US$2,3 bilhões para o Brasil, de US$318,6 milhões no mesmo período do ano passado.

Brandão argumentou que o déficit com os EUA é estrutural e destacou que as importações e exportações brasileiras ao país têm crescido.

“O Brasil tem esse déficit estrutural com os Estados Unidos há cerca de 15 anos, então é difícil reverter uma tendência. Isso faz parte da composição da estrutura produtiva dos países. O Brasil demanda mais bens dos Estados Unidos em relação com o que os Estados Unidos demandam do Brasil”, disse.

Nesta quarta-feira entraram em vigor as tarifas de 50% sobre boa parte dos produtos brasileiros exportados para os EUA. A taxação maior havia sido anunciada por Trump em 9 de julho.

SETORES

A indústria de transformação foi o setor que teve maior aumento de exportações no mês frente a julho do ano passado, de 7,4%, para US$17,577 bilhões, seguida pela indústria extrativa, com alta de 3,6%, para US$7,418 bilhões. Já as exportações do setor agropecuário cresceram 0,3%, para US$7,189 bilhões.

As importações do setor de transformação saltaram 11,1% e as do setor de agropecuário avançaram 3,8%, enquanto as do setor extrativo caíram 29,2%.

O coordenador-geral de Estatísticas de Comércio Exterior do MDIC, Saulo de Castro, relacionou a forte queda das importações da indústria extrativa ao recuo dos preços de petróleo, gás natural e carvão, que, segundo ele, compõem quase a totalidade de importações do setor, enquanto Brandão destacou que o país tem importado menos petróleo conforme aumenta a produção nacional.

(Por Victor Borges)





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Gripe aviária: Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições de…


A Coreia do Sul, Angola e o Catar retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS).

O Japão também anunciou a retirada das restrições relacionadas ao município de Montenegro, mantendo ainda as restrições para os municípios de Campinápolis e Santo Antônio da Barra.

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Angola, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Catar, Coreia do Sul, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão limitada aos municípios Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão

Suspensão limitada à zona: Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).





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Contra o poder do STF, oposição resgata PEC do fim do foro privilegiado


Em uma nova ofensiva contra o que chamam de “interferência do Judiciário”, líderes da oposição anunciaram na terça-feira (5) que irão retomar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado para autoridades. A medida é apresentada como uma resposta institucional às sucessivas tensões entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque o Supremo possui inquéritos em segredo de justiça contra parlamentares que, segundo críticos, poderia usar para fazer pressão política.

A proposta, que tramita desde 2013, foi apresentada pelo então senador Álvaro Dias e tem como objetivo restringir drasticamente o alcance do foro especial por prerrogativa de função — popularmente conhecido como foro privilegiado. A versão aprovada no Senado em 2017 limita o foro apenas aos presidentes da República, da Câmara, do Senado e do STF. Atualmente, cerca de 55 mil autoridades no Brasil têm acesso a esse benefício, que garante o julgamento apenas por tribunais superiores, mesmo por crimes comuns.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo

Oposição vê “tempestade perfeita” contra Moraes no Congresso após a prisão de Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impor prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4), intensificou a pressão nacional e internacional por uma reação do Congresso à sua atuação, vista pela oposição como autoritária e criminosa.

Aliados do ex-presidente reagiram à prisão com indignação nas redes sociais, entrevistas e pronunciamentos públicos. Eles classificaram o ato como “tirania judicial”, “silenciamento político” e “absurdo jurídico”. Nos bastidores, contudo, a decisão que agrava a crise institucional é tida como indutora da “tempestade perfeita” contra Moraes.

Leia a notícia na íntegra no site da Gazeta do Povo

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