domingo, julho 19, 2026

Safra

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Dólar fecha em baixa ante o real na contramão do exterior


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores. 

O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,47%, aos R$5,0217. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real. 

Às 17h04, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,38% na B3, aos R$5,0560.

As idas e vindas do noticiário sobre a guerra no Oriente Médio mais uma vez influenciaram os negócios com moedas nesta segunda-feira. Após abrir o dia em baixa ante o real, o dólar zerou as perdas no meio da manhã, após a agência iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã está interrompendo as trocas de mensagens com os EUA através de mediadores devido a ataques de Israel no Líbano.

Após a notícia — que reforça as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã — os rendimentos dos Treasuries ganharam força, renovando máximas do dia, e o petróleo Brent chegou a superar os US$97 o barril.

No mercado de moedas, o dólar ganhou força ante as demais divisas, mas a pressão não foi suficiente para fazer a moeda norte-americana subir no Brasil.

“A gente viu um movimento de queda hoje do dólar no Brasil, destoando um pouco das outras moedas emergentes, que acabaram ficando mais pressionadas”, comentou à tarde Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.

“A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os EUA acabou deixando os investidores mais cautelosos, e isso em tese costuma favorecer o dólar. Ainda assim, o real foi uma das poucas moedas emergentes que se valorizou, impulsionado pela alta do preço do petróleo, que é positivo para o Brasil.”

Durante a tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam em “ritmo acelerado” e que não havia sido informado sobre uma suspensão por parte do Irã. Trump também disse que Israel concordou em retirar as tropas que se preparavam para atacar o Hezbollah no sul do Líbano.

Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,0473 (+0,04%) às 11h, já após a notícia da interrupção das mensagens pelo Irã, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0115 (-0,67%) às 16h26, na esteira das declarações de Trump.

“O dólar subiu (cerca de) 2% em maio e o petróleo também está subindo (nesta segunda-feira). Acho que estes são os elementos que estão permitindo aqui vermos o dólar cair”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

No exterior, a divisa norte-americana seguia em alta ante boa parte das demais moedas. Às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,18%, a 99,190.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)





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Exportações de petróleo dos EUA atingem recorde em maio com impulso de…


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Por Arathy Somasekhar e Georgina McCartney

HOUSTON, 1 Jun (Reuters) – As exportações de petróleo dos EUA avançaram para um recorde de 5,6 milhões de barris por dia em maio, uma vez que a crise no Oriente Médio aumentou a demanda por parte das refinarias asiáticas e europeias, segundo estimativas de rastreamento de navios nesta segunda-feira.

A guerra dos EUA e de Israel com o Irã desencadeou a maior interrupção de todos os tempos no mercado global de energia, com as refinarias do mundo inteiro buscando alternativas ao fornecimento do Oriente Médio.

Cerca de um quinto dos suprimentos de petróleo e gás do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia importante que foi efetivamente fechada quando a guerra começou no final de fevereiro.

As exportações de petróleo dos EUA no mês passado ultrapassaram o recorde anterior, estabelecido em abril, de 5,2 milhões de bpd, de acordo com a empresa de dados e análises Kpler, já que os preços de referência do West Texas Intermediate dos EUA foram negociados com um grande desconto em relação ao Brent, a referência global.

Os tipos físicos de petróleo bruto dos EUA são normalmente precificados como um diferencial em relação ao WTI, e um grande desconto em relação ao Brent torna mais econômico para os compradores estrangeiros comprar petróleo dos EUA e enviá-lo para o mundo todo.

O WTI foi negociado com um desconto de até US$20,69 por barril em relação aos futuros do Brent em março, o maior em 13 anos, já que as interrupções no fornecimento no Oriente Médio levaram os aumentos do Brent a superar os do WTI. Em abril, quando a maior parte dos acordos de exportação de petróleo em maio foi executada, o spread teve um desconto médio de cerca de US$8,86 negativos, em comparação com uma média de US$4,85 negativos antes da guerra.

As exportações para a Europa e a Ásia atingiram recordes em maio, com a Ásia recebendo 2,45 milhões de bpd dos barris exportados, mantendo sua posição de principal comprador pelo segundo mês consecutivo. A Europa ficou em um segundo lugar próximo, com 2,4 milhões de bpd.

A demanda do Japão, que normalmente importa a maior parte de seu petróleo do Oriente Médio, foi responsável pela maior parte das importações asiáticas de tipos de petróleo dos EUA em maio, com 808.000 bpd, um salto de 32% no mês e estabelecendo um recorde.

“Não é uma surpresa ver a Ásia puxando tanto, dada a perda de barris do Golfo do Oriente Médio”, disse Matt Smith, diretor de pesquisa de commodities da Kpler.

O petróleo dos EUA com destino ao Mediterrâneo e ao Mar Negro também atingiu um recorde em maio, com Bulgária, Croácia, Turquia e Grécia emergindo como raros compradores transatlânticos.

EXPORTAÇÕES DEVEM SE ENFRAQUECER

Após um maio abundante, as exportações devem diminuir em junho, já que as esperanças de um acordo de paz aliviaram algumas preocupações com a oferta e reduziram o desconto do WTI em relação ao Brent. Embora o desconto do WTI em relação ao Brent tenha permanecido grande no início de maio, ele enfraqueceu na segunda metade e estava sendo negociado em torno de US$6 negativos na segunda-feira.

A consultoria Energy Aspects estima que as exportações serão, em média, de cerca de 4,9 milhões de bpd em junho e de cerca de 4,60 milhões de bpd em julho.

“Esperamos que as exportações caiam em mais de 1 milhão de bpd em junho em comparação com maio”, disse Georgios Sakellariou, analista de fretamento da Signal Maritime, acrescentando que a empresa viu pelo menos 10 Very Large Crude Carriers a menos para as datas de junho em comparação com maio.

Os baixos estoques de petróleo WTI nos Estados Unidos também incentivarão mais barris a serem armazenados no mercado interno, disseram fontes e analistas, reduzindo as exportações.





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Algodão fecha em alta em NY e dezembro/26 volta ao patamar dos 80 cents/lbp


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Após dias mais pressionados, os preços do algodão voltaram a fechar em alta na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (01), com o contrato dezembro/26 retornando ao patamar dos 80 cents/lbp.

O contrato dezembro/26 avançou 0,57 cent (+0,72%), encerrando o dia cotado a 80,16 cents/lbp. O vencimento julho/26 subiu 0,49 cent (+0,64%), fechando a 76,64 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 0,58 cent (+0,74%), para 78,73 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou 0,60 cent (+0,74%), terminando a sessão a 81,32 cents/lbp.

Em boletim semanal divulgado na última sexta-feira, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apontou que a recente queda das cotações em Nova York começou a estimular compras pontuais na Ásia, com negócios reportados em países como Vietnã, Bangladesh e China.

A entidade também destacou o desempenho das exportações norte-americanas. Segundo a Abrapa, as vendas semanais dos Estados Unidos somaram 141,3 mil fardos para a safra 2025/26 e 223,7 mil fardos para 2026/27, equivalentes a aproximadamente 32 mil e 50,7 mil toneladas, respectivamente. Os embarques também foram considerados sólidos, totalizando 299,3 mil fardos, cerca de 67,9 mil toneladas.

No cenário macroeconômico, os preços do petróleo bruto registraram forte alta nesta segunda-feira, conforme apontou o Barchart. Segundo a análise, o movimento ocorreu após a agência iraniana Tasnim informar que o governo do Irã suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos sobre um possível acordo de cessar-fogo, diante da intensificação dos ataques israelenses ao Líbano.

 





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Petróleo fecha em alta de mais de 4% com interrupção das negociações entre…


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Por Siddharth Cavale

NOVA YORK, 1 Jun (Reuters) – Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 4% nesta segunda-feira, depois que a agência de notícias Tasnim, do Irã, informou que Teerã havia interrompido as negociações indiretas com os EUA e que estavam sendo feitos planos para que as forças iranianas e seus aliados bloqueassem completamente o Estreito de Ormuz e, potencialmente, interrompessem outras rotas importantes de navegação.

As tensões na região aumentaram nos últimos dias, com o Irã e os EUA trocando ataques e Israel ordenando que as tropas avançassem ainda mais no Líbano em sua batalha contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 94,98 por barril, com alta de US$3,86, ou 4,2%, enquanto os preços da commodity nos EUA fecharam a US$92,16 por barril, com alta de US$4,80, ou 5,5%.

Ambos os índices de referência haviam subido mais de 6% no início da sessão, mas reduziram os ganhos depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não estava ciente da interrupção das negociações com o Irã e que também conversou com o Hezbollah por meio de intermediários e garantiu uma promessa de que o grupo não atacaria Israel.

Os contratos terminaram o mês de maio entre 17% e 19% mais baixos, marcando suas maiores quedas mensais em termos absolutos desde março de 2020, quando a pandemia da Covid-19 reduziu a demanda de energia, com o crescente otimismo de que os EUA e o Irã estavam perto de um acordo.

Mais cedo na segunda-feira, Tasnim disse que Teerã e a “Frente de Resistência”, que inclui os aliados do Irã no Iêmen, Líbano e Iraque, estabeleceram uma agenda para bloquear completamente a hidrovia de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, a fim de “punir” Israel e seus apoiadores.

O Bab el-Mandeb está localizado no extremo sul do Mar Vermelho, através do qual a Arábia Saudita, um grande produtor de petróleo, atualmente movimenta de 4 milhões a 6 milhões de barris de petróleo por dia, escreveu Robert Yawger, diretor executivo da Mizuho, em uma nota.

“Parece que os dois lados estão em mundos diferentes”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.

“Quanto mais tempo durar o conflito, mais baixos serão os estoques comerciais… e, nesse momento, os preços disparam. Estamos a apenas um ou dois meses de distância disso”, disse ele.

A escalada representa mais um obstáculo para as esperanças de um fim rápido da crise, que efetivamente fechou o Estreito de Ormuz, uma rota de suprimento global vital para o petróleo e o gás natural liquefeito. Um relatório da Axios disse no X na sexta-feira que o Irã havia lançado mais minas no estreito na semana passada.





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Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões.

A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã estava interrompendo as negociações indiretas com Washington após Israel ordenar que as tropas avançassem no Líbano em sua batalha contra o Hezbollah, que é apoiado por Teerã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques aos subúrbios do sul de Beirute nesta segunda-feira, provocando outra onda de desabrigados em um conflito que já deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano.

A TV estatal iraniana também afirmou ser muito provável que o cessar-fogo acordado no início de abril entre o Irã e os EUA termine se os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistirem.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não havia sido informado sobre a suspensão e reiterou que as negociações com o Irã continuam “em ritmo acelerado”.

Trump também disse que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ele também disse que teve uma “ligação muito boa” com o Hezbollah por meio de intermediários.

A embaixada do Líbano em Washington afirmou em comunicado nesta segunda-feira que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para uma cessação mútua das hostilidades, que seria estendida a todo o território libanês.

O barril sob o contrato Brent chegou a US$97,79 na máxima do dia, mas fechou em alta de 4,24%, a US$94,98. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,26%, renovando recorde, enquanto segue apoiado pelo otimismo de investidores em torno de empresas de inteligência artificial.

No Brasil, o Ibovespa manteve no primeiro pregão de junho a dinâmica negativa registrada de meados de abril, quando renovou suas máximas históricas. A correção tem sido determinada principalmente pela saída de capital externo das ações brasileiras. 

“O cenário para as ações brasileiras deteriorou-se claramente nas últimas seis semanas”, afirmaram estrategistas do BTG Pactual, citando que a inflação está limitando a capacidade do Banco Central de reduzir a Selic de forma mais significativa.

Os estrategistas do BTG também citaram que o cenário político ficou mais confuso e chamaram a atenção para o avanço de um projeto de lei que reduz a jornada semanal de trabalho, com potencial para aumentar os custos para as empresas.

No cenário externo, destacaram que as ações do setor de tecnologia se valorizaram globalmente em maio, atraindo a atenção e os fluxos dos investidores.

Ainda assim, a equipe do maior banco de investimentos da América Latina disse que continua a ver as ações brasileiras como relativamente atraentes.

“O Brasil ainda é um dos poucos países com um caminho claro para cortes de juros no curto prazo e é um exportador líquido de petróleo, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue”, afirmaram em relatório com as recomendação de ações de junho.

“A tendência de diversificação para fora dos EUA deve continuar e os múltiplos estão agora ainda mais atraentes.”

DESTAQUES

• PETROBRAS subiu 0,88% e PETROBRAS ON avançou 1,31%, endossadas pela alta dos preços do petróleo no exterior. A estatal também anunciou no domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras. Nesta segunda-feira, informou um corte de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras.

• VALE ON recuou 1,35%, acompanhando a fraqueza dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian caiu 0,19%. No setor, CSN ON fechou com declínio de 2,38% e CSN MINERAÇÃO ON encerrou com queda de 2,58%. USIMINAS PNA mostrou acréscimo de 0,09% e GERDAU PN fechou em alta de 1,62%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,66%, com o setor como um todo com sinal negativo. Investidores continuam analisando potenciais reflexos no setor após os EUA designarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. BRADESCO PN cedeu 1,13%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 1,08% e BTG PACTUAL UNIT caiu 1,86%. SANTANDER BRASIL UNIT subiu 0,18%.

• TOTVS ON valorizou-se 4,32%, engatando o terceiro pregão seguido de alta, com analistas do UBS BB avaliando que o movimento da semana passada acompanhou o desempenho robusto global do setor de software. Os analistas avaliaram que um dos principais motores para a performance do setor foi o resultado trimestral da Snowflake. Para o UBS BB, porém, investidores podem precisar de mais evidências relacionadas à IA nos próximos resultados para recuperar a confiança no setor.

• MINERVA ON caiu 5,15%, no segundo pregão seguido de baixa, marcando uma mínima desde janeiro de 2019. No setor de proteínas, MBRF ON recuou 1,12% e JBS, que tem as ações listadas nos EUA, perdeu 2,97%.

(Por Paula Arend Laier; edição Alberto Alerigi Jr.)





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Café fecha a segunda-feira em queda com avanço da colheita no Brasil


Pressão da entrada da safra derruba contratos do arábica e do robusta nas bolsas internacionais

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O mercado do café encerrou esta segunda-feira (1º) em queda nas bolsas internacionais, pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas. Com o clima mais favorável em boa parte das regiões produtoras, os trabalhos de campo ganharam ritmo e ampliaram a percepção de disponibilidade de café no curto prazo.

Na Bolsa de Nova Iorque, o café arábica fechou em baixa. O contrato julho/26 perdeu 500 pontos, encerrando o dia a 260,60 cents/lbp. O setembro/26 recuou 450 pontos, para 254,20 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 caiu 445 pontos, terminando a sessão em 246,75 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também registrou perdas. O contrato julho/26 fechou a US$ 3.438 por tonelada, com baixa de 38 pontos. O setembro/26 recuou 32 pontos, para US$ 3.315 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdeu 30 pontos, encerrando o dia a US$ 3.242 por tonelada.

O principal fator de pressão continua sendo o avanço da colheita brasileira. Após interrupções provocadas pelas chuvas em algumas regiões produtoras durante a última semana, a previsão de melhora das condições climáticas favorece a retomada dos trabalhos no campo, especialmente em áreas de arábica de Minas Gerais e de conilon no Espírito Santo e Rondônia.

O mercado também acompanha a entrada gradual dos primeiros volumes da safra 2026 no circuito comercial. Apesar de relatos pontuais de perdas por granizo em municípios do Sul de Minas, os danos são localizados e não alteram, neste momento, a perspectiva de oferta nacional.

Dados divulgados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetam uma safra brasileira de 66,7 milhões de sacas em 2026, reforçando a expectativa de uma produção expressiva e contribuindo para a postura mais defensiva dos compradores nas bolsas.

No campo, produtores seguem atentos à qualidade dos lotes colhidos. Chuvas registradas durante o início da colheita em algumas regiões levantaram preocupações quanto ao rendimento e à qualidade final dos cafés, especialmente dos grãos destinados aos mercados de maior valor agregado.

O movimento desta segunda-feira mostra que os operadores continuam ajustando posições diante do avanço da safra brasileira. A entrada de novos volumes no mercado tende a manter a volatilidade elevada nos próximos dias, enquanto compradores e vendedores acompanham o ritmo da colheita, a evolução do clima e o comportamento da demanda internacional.





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USDA traz 66% das lavouras de soja dos EUA em boas/excelentes condições


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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou seu mais recente relatório de acompanhamento de safra, ainda apontando um ritmo acelerado nos trabalhos de campo e condições de lavoura que se mantendo  favoráveis, mas alinhadas aos patamares do ano passado.

Soja – Os produtores norte-americanos de soja aceleraram o passo na última semana e . Os trabalhos de semeadura atingiram 87% da área prevista, mostrando um avanço expressivo frente aos 79% da semana anterior. O índice atual supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado (83%) quanto a média dos últimos cinco anos (80%).

O USDA mostrou que a germinação alcançou 65% dos campos da oleaginosa, bem acima dos 49% da semana passada e superando os 61% do ano anterior e os 57% da média histórica. Atualmente, 66% das áreas estão entre boas e excelentes condições, contra 67% no ano passado.

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Milho – O plantio do milho nos EUA também avança bem e caminha para a conclusão, atingindo 93% da área total estimada. O número representa um avanço de 7 pontos percentuais em relação à semana passada (86%) e fica ligeiramente acima do registrado no ano passado e na média de cinco anos, ambos em 92%.

O processo de emergência das plantas segue o ritmo esperado. São 76% das lavouras já germinadas, saltando dos 60% da semana anterior. O índice empata rigorosamente com o ano passado (76%) e supera a média histórica de 74%.

 O USDA avalia que 67% das plantações estão em situação boa ou excelente — um recuo sutil de dois pontos percentuais na comparação anual, mas que ainda indica um potencial produtivo robusto.

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Trigo fecha em queda em Chicago, mas mercado brasileiro mantém sustentação…


Contratos futuros recuaram nesta segunda-feira (1º), enquanto o mercado interno segue firme diante da baixa liquidez e da escassez de trigo disponível para comercialização

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O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (1º) em baixa na Bolsa de Chicago. A pressão veio principalmente da evolução favorável das lavouras nos Estados Unidos, do avanço da colheita em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte e de movimentos técnicos dos fundos de investimento.

No fechamento, o contrato julho/26 foi cotado a 608,6 cents por bushel, com recuo de 16 pontos. O setembro/26 encerrou a sessão a 621,2 cents por bushel, queda de 22 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 640,4 cents por bushel, baixa de 24 pontos.

Segundo análises divulgadas ao longo do dia, o mercado acompanhou previsões climáticas favoráveis para áreas produtoras norte-americanas, fator que reduz preocupações com a oferta da nova safra e contribui para pressionar as cotações internacionais. Além disso, a competitividade do trigo da região do Mar Negro continua sendo um elemento importante para limitar avanços mais expressivos em Chicago.

Apesar da retração externa, o cenário brasileiro segue apresentando fundamentos distintos. De acordo com análise da Safras & Mercado, maio terminou com preços firmes no mercado doméstico, mesmo diante da baixa liquidez dos negócios. A consultoria destaca que a oferta disponível continua restrita, enquanto produtores permanecem cautelosos nas negociações.

A sustentação dos preços internos também está relacionada à necessidade de abastecimento dos moinhos e à limitada disponibilidade de trigo de qualidade no Mercosul. O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da nova safra brasileira, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país, onde as condições climáticas continuam sendo determinantes para o potencial produtivo.

Outro fator observado pelos agentes do setor é a evolução da safra argentina. O país permanece como principal fornecedor externo do cereal para o Brasil, e qualquer alteração nas perspectivas de produção ou exportação influencia diretamente a formação de preços no mercado nacional.

Com a semeadura avançando no Sul do Brasil e os estoques remanescentes da safra passada cada vez mais ajustados, o mercado deve continuar acompanhando de perto as condições climáticas, o comportamento da demanda industrial e as oscilações das bolsas internacionais nas próximas semanas.

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Por:

Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte:

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CNA destaca aprovação do PL que dá segurança jurídica à aquicultura


Texto foi aprovado na CCJC da Câmara dos Deputados e está no Senado.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a aprovação do PL 4162/24, que exclui o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores e distingue a atividade aquícola da pesca, favorece a segurança jurídica e impulsiona o crescimento do setor.

A redação final da matéria foi aprovada na quarta (15), na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados e segue para análise do Senado Federal.

A proposta integra a Agenda Legislativa do Agro 2026, lançada pela CNA em março, e reconhece a natureza agropecuária da aquicultura, alinhando-a às demais cadeias produtivas. Com isso, busca eliminar sobreposições normativas e reduzir entraves burocráticos que impactam diretamente os produtores.

Segundo a CNA, a iniciativa representa um passo importante para a modernização do ambiente regulatório da aquicultura no Brasil, ao promover maior coerência normativa e ampliar a competitividade da produção nacional, especialmente frente às exigências dos mercados internacionais.

Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Francisco Hidalgo Faria o PL nº 4.162/2024 propõe a correção de uma distorção histórica no marco regulatório do setor da aquicultura brasileira ao revisar dispositivos da Lei nº 11.959/2009, que equiparam indevidamente a aquicultura à atividade pesqueira.

Um dos principais avanços do PL, explica, é a revisão da obrigatoriedade de inscrição no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) para aquicultores. Atualmente, as informações exigidas por esse registro já são prestadas no âmbito do Decreto nº 5.741/2006 (SUASA) pelos órgãos executores de sanidade agropecuária estaduais, sistema que garante controle sanitário, rastreabilidade e fiscalização em todas as etapas da cadeia produtiva da aquicultura, desde a produção até a comercialização.

De acordo com o relator da matéria na CCJC, deputado José Rocha (União/BA), o setor vem apresentando trajetória consistente de expansão na última década, posicionando o Brasil como player relevante em cadeias produtivas estratégicas, como tilápia e camarão.

“O projeto traz avanços substanciais, fruto de um amplo processo de diálogo com produtores, entidades representativas e especialistas. A atualização do marco legal tende a ampliar a previsibilidade regulatória, estimulando a atração de investimentos públicos e privados e reforçando a competitividade nos mercados interno e internacional. Entre os pontos mais relevantes está a redução de entraves burocráticos que historicamente impactaram o desenvolvimento da aquicultura no Brasil”, explicou.

Para o autor da proposta, deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR), o projeto reconhece a aquicultura como atividade agropecuária distinta da pesca e assegura ao produtor aquícola tratamento equivalente ao do produtor rural.

“Não é razoável exigir autorização para a captura de um peixe que foi produzido na própria propriedade. Essa é a lógica do projeto e do PDL, que busca sustar a exigência de carteirinha de pesca para aquicultores”, pontuou.

 





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Brasil abre mercado de miúdos de frango para o Vietnã


O governo brasileiro concluiu negociações com o Vietnã que permitirão a exportação de miúdos bovinos (coração, fígado e rins) para aquele mercado.

A abertura fortalece o comércio com o quarto principal destino das exportações do agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para a cadeia bovina nacional, ao favorecer o aproveitamento integral do animal.

O Vietnã importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para milho, complexo soja, fibras e produtos têxteis.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 592 aberturas de mercado desde o início da atual gestão.

Esse resultado decorre da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

 

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