quinta-feira, março 12, 2026

Safra

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Pedidos de recuperação judicial de empresas do setor agro crescem no País


No primeiro semestre deste ano, 207 produtores rurais entraram em recuperação judicial no Brasil, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos

O nível de endividamento das empresas brasileiras do setor agro vem crescendo no País. Segundo dados da Serasa Experian, 207 produtores rurais entraram com pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre deste ano, superando o número de todo o ano passado, quando houve 162 pedidos.

De acordo com o sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial, Eduardo Bazani, “as condições climáticas adversas, juros altos no crédito agrícola e o aumento nos custos de produção contribuíram para as dificuldades do setor”, afirma.

Bazani destaca que os números são preocupantes de maneira geral. Pesquisa da Serasa Experian também mostra que, de janeiro a setembro deste ano, 1,7 mil empresas pediram recuperação judicial no País, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse número supera o da recessão de 2016, que nos nove primeiros meses daquele ano 1,5 mil empresas entraram em recuperação judicial. “Os juros altos são um dos principais fatores para o aumento de casos, somado com a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas”, aponta.

Embora a maioria dos casos de recuperação judicial esteja no setor de serviços, com 41% do total neste ano, é no setor primário, onde se insere o agronegócio, que mais cresce o número de empresas que recorrem à proteção judicial. De janeiro a setembro deste ano, foram 287 pedidos, mais que o triplo dos nove meses de 2023, que teve 77 casos.

A AgroGalaxy, de Goiana (GO), uma das principais redes de varejo de insumos agrícolas do Brasil, é um exemplo. A empresa fez o pedido de recuperação judicial em outubro, com dívidas de R$ 3,7 bilhões. Esse valor inclui obrigações com instituições financeiras, produtores rurais e fornecedores.

Outras empresas que entraram em recuperação judicial neste ano e somam dívidas altíssimas: o Grupo Patense, de Patos de Minas (MG), com R$ 2,15 bilhões; Sperafico Agroindustrial, de Toledo (PR), com 1,07 bilhão; Usina Maringá e Indústria Comércio, de Santa Rita do Passa Quatro (SP), com R$ 1,02 bilhão; Elisa Agro Sustentável, de Aruanã (GO), com R$ 679,6 milhões; e Grupo AFG, de Cuiabá (MT), com R$ 648,5 milhões.

O sócio-diretor da Nordex Consultoria Empresarial ressalta que, ao mesmo tempo que os preços commodities caíram, os custos de produção seguem elevados. “A queda nos preços de fertilizantes, por exemplo, foi inferior às das commodities de grãos. Sem contar, que as condições climáticas também não ajudaram. Tudo isso acabou prejudicando o setor”.

Os dados deste ano mostram, ainda, que sete a cada dez pedidos de recuperação judicial no País são feitos por micro e pequenas empresas. “Para reverter essa situação, a reestruturação empresarial é um processo fundamental tanto para as empresas que estão enfrentando dificuldades financeiras quanto para aquelas que precisam sair de uma situação de recuperação judicial. Esse processo oferece diversas formas de suporte e transformação que ajudam a restaurar a saúde financeira e operacional da empresa”, conclui Bazani.





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Preços do frango congelado e resfriado registram alta superior a 6% na…


Especialistas apontam a tendência é de estabilidade nas cotações até o final deste mês

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As cotações do frango permaneceram estáveis nesta quinta-feira (21) em função da segunda quinzena do mês. No entanto, as cotações do frango apresentaram avanços significativos na primeira quinzena de novembro com a demanda interna aquecida. 

A referência para o frango congelado registrou ganho de 6,55% frente ao observado no início de novembro, em que o valor passou de R$ 7,48 por quilo, no dia 01 de novembro para R$ 7,97 por quilo, até o dia 19 de novembro, conforme reportado pelo Cepea. 

Para o frango congelado, os preços tiveram valorização de 6,04% se comparado ao dia 01 de novembro em que estava próximo a R$ 7,61 por quilo, e agora está precificado R$ 8,07 por quilo, conforme o Cepea divulgou no dia 19 de novembro.

O Cepea destacou que a tendência é de uma estabilidade nas cotações até o final deste mês e os colaboradores do Cepea relataram que alguns agentes estão buscando escoar a produção em meio à baixa liquidez. 

A Scot Consultoria reportou que a valorização foi de 9,4% na primeira quinzena de novembro, com o frango médio no atacado paulista sendo negociado, em média, em R$7,60 por quilo. O período do mês e as antecipações devido aos feriados, colaboraram para o quadro.

De acordo com as informações da Scot Consultoria, a ave terminada  nas granjas paulistas segue com estabilidade e cotada em R$5,50 por quilo. Já para o atacado, a referência do frango também seguiu estável e precificada ao redor de R$ 7,60 por quilo.

A referência para o animal vivo no Paraná seguiu com estabilidade no comparativo diário, em que está cotado em R$ 4,62/kg.A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) divulgou que o frango vivo seguiu com estabilidade e sendo negociado em R$ 4,49/kg.

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Fonte:

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Região do Cerrado Mineiro avança no mercado global com leilão virtual


Evento online acontece nos dias 25 e 26 de novembro e conecta produtores a compradores internacionais

Com o objetivo de ampliar sua presença no mercado global e reforçar a conexão direta com consumidores nacionais e internacionais, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizará, nos dias 25 e 26 de novembro, o 2º Leilão Virtual de Café da Região do Cerrado Mineiro (RCM). A iniciativa destaca a primeira Denominação de Origem (DO) de cafés no Brasil, reconhecida pela produção de grãos de altíssima qualidade.

O leilão virtual complementa o Leilão Café Solidário, realizado em 13 de novembro, durante o 12º Prêmio da Região do Cerrado Mineiro, em Uberlândia (MG). No evento, os melhores cafés da safra foram premiados e parte dos lotes agora será ofertada no pregão online, proporcionando uma oportunidade para compradores acessarem esses produtos de excelência.

Serão comercializados nove lotes de café, divididos em três categorias que evidenciam a diversidade de métodos e sabores da região: Café Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida. Todos os lotes poderão ser adquiridos por meio da plataforma virtual M-Cultivo, permitindo que compradores de várias partes do mundo garantam cafés de origem certificada.

De acordo com o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, o evento reforça o compromisso com a produção sustentável e a entrega de cafés de alto padrão, alinhados às demandas do mercado global. “O leilão é uma vitrine para o mundo, mostrando a excelência dos cafés produzidos no Cerrado Mineiro. É uma oportunidade única para torrefadores e cafeterias renomados experimentarem a riqueza de sabores da nossa região. Os preços iniciais deste leilão virtual são os mesmos do Leilão Solidário. Distribuímos cerca de 50 kits para compradores no Brasil, Estados Unidos, Ásia (Coreia e Dubai) e Europa”, explica Tarabal.

Internacionalização da marca

A Região do Cerrado Mineiro, que reúne aproximadamente 4.500 produtores e é responsável por cerca de 14% da produção de café em Minas Gerais, tem apostado na internacionalização como uma forma de agregar valor ao seu produto.

Na edição inaugural do leilão virtual, realizada em 2023, o evento atraiu compradores dos mercados americano, canadense, europeu e brasileiro, movimentando mais de US$ 49 mil. Este ano, a expectativa é superar a marca de 50 compradores internacionais, consolidando a RCM como referência global em cafés de alta qualidade. 





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Bolsonaro diz que “começa a luta” na PGR após ser indiciado por golpe de Estado


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(Reuters) – O ex-presidente Jair Bolsonaro disse em publicação na rede social X nesta quinta-feira que aguardará seu advogado para tratar do indiciamento feito contra ele pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado, ao mesmo tempo que criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o magistrado de fazer “tudo o que não diz a lei”.

“O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, escreveu Bolsonaro na rede social.

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar.”

Mais cedo, a PF confirmou o indiciamento de Bolsonaro e outras 37 pessoas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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Açúcar cai mais de 1% em NY pressionado por previsão de menor déficit global…


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Pressionados por previsão da Organização Internacional do Açúcar (OIA) de diminuição no déficit global de açúcar para 2024/25, os preços do adoçante fecharam com queda de até 1,25% entre os principais contratos da Bolsa de Nova York, nesta quinta-feira (21). Na Bolsa de Londres, as baixas se aproximaram de 1%, marcando assim o terceiro recuo consecutiva dos futuros mais próximos, no mercado internacional.

O anúncio foi feito na última quarta-feira (20), quando a ISO trouxe uma nova previsão de um déficit global de açúcar em 2,51 milhões de toneladas, diante de um número anterior de 3,58 milhões de toneladas, de acordo com informações divulgadas pela Reuters.

A agência destacou que o consumo global em 2024/25 foi revisado para baixo de 182,87 milhões para 181,58 milhões e para 2023/24 de 181,46 milhões para 180,05 milhões. “Muitas dessas mudanças no consumo são motivadas pelo feedback dos membros ao nosso questionário sobre açúcar”, aponta o relatório.

Além disso, análise do Barchart desta quinta-feira também destaca que a alta do  dólar em relação ao real, precificado em R$ 5,81, também pesou negativamente sobre as cotações do açúcar. “As perdas no açúcar aceleraram depois que o real brasileiro (^USDBRL ) caiu para uma baixa de 2 semanas em relação ao dólar, encorajando a venda de exportação pelos produtores de açúcar do Brasil”, diz o portal.

No fechamento desta terça-feira, em Nova York o contrato março/25 registrava uma queda de 0,27 centavos, sendo cotado a 21,38 centavos/lbp. O maio/25 recuava 0,23 centavos, negociado a 19,98 centavos/lbp. O julho/25 apresentava uma baixa de 0,20 centavos, com preço de 19,29 centavos/lbp, enquanto o outubro/25 tinha uma redução de 0,19 centavos, sendo cotado a 19,16 centavos/lbp.

Na Bolsa de Londres, o contrato março/25 caía US$ 5,50, sendo negociado a US$ 553,80 por tonelada. O maio/25 registrava uma redução de US$ 6,20, cotado a US$ 548,80 por tonelada. O agosto/25 apresentava uma baixa de US$ 5,30, com preço de US$ 537,40 por tonelada, enquanto o outubro/25 recuava US$ 4,40, sendo cotado a US$ 526,70 por tonelada.

Mercado interno

No mercado físico, conforme mostra o indicador Cepea Esalq, em São Paulo, o açúcar cristal branco teve uma redução de 0,20%, e está cotado em R$ 167,83/saca. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 158,44/saca, após desvalorização de 0,33%. O cristal empacotado vale R$ 17,2417/5kg. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,8820/kg. O VHP tem preço de R$ 111,81/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 155,90/saca. Na Paraíba, a cotação é de R$ 158,25/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 151,57/saca.





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Taxas futuras de juros caem em dia de movimentos técnicos no Brasil e alta…


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em baixa no Brasil nos contratos a partir de janeiro de 2026, em um dia marcado por movimentos técnicos, com alguns agentes aproveitando as altas mais recentes para realizar lucros, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2025 — que reflete as apostas para a Selic no curtíssimo prazo — estava em 11,468%, ante 11,456% do ajuste anterior. Já a taxa do contrato para janeiro de 2027 marcava 13,33%, em queda de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,375%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 12,99%, em queda de 5 pontos-base ante 13,043% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,88%, ante 12,923%.

Pela manhã as taxas dos DIs oscilaram em alta, em sintonia com o avanço firme do dólar ante o real e a queda do Ibovespa, numa sessão marcada pela aversão global ao risco em meio à escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Nem mesmo os dados da arrecadação federal de outubro, que agradaram o mercado, foram suficientes para reduzir os prêmios na curva. A Receita Federal informou que a arrecadação teve alta real (descontada a inflação) de 9,77% em outubro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando 247,92 bilhões de reais. Este foi o melhor resultado para o mês da série histórica iniciada em 1995.

No acumulado de janeiro a outubro, a arrecadação foi de 2,182 trilhões de reais, 9,69% acima do registrado nos primeiros dez meses de 2023, já descontada a correção pela inflação. O dado também representa um recorde para o período.

Durante a tarde, no entanto, o cenário no mercado de renda fixa mudou. Perto das 14h as taxas perderam força e migraram para o território negativo, em especial entre os contratos mais longos.

Cinco profissionais de diferentes instituições ouvidos pela Reuters não apontaram um motivo específico, dentro do noticiário, para que as taxas cedessem.

Conforme profissional da mesa de um grande banco de investimentos, alguns participantes do mercado “tomaram” taxas na abertura dos negócios, prevendo o pior para o dia, mas passaram a devolver durante a tarde, já que não surgiram novidades de impacto.

Além do movimento específico do dia, alguns agentes aproveitaram para realizar lucros após as altas recentes das taxas em sessões anteriores.

“Não vejo nenhum motivo aparente para esse fechamento da curva. Nenhuma notícia nova que tenha impulsionado isso”, comentou durante a tarde Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital. “Provavelmente nessa volta de feriado o mercado (está) fazendo um movimento de correção e realização de ganhos pela forte alta que aconteceu recentemente”, acrescentou.

Na quarta-feira, feriado nacional do Dia da Consciência Negra, os mercados permaneceram fechados.

Após registrar a máxima de 13% (alta de 8 pontos-base ante o ajuste) às 10h48, a taxa do DI para janeiro de 2033 marcou a mínima de 12,83% (baixa de 9 pontos-base) às 15h23.

O movimento ocorreu em paralelo às notícias de que a Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, além de outras 36 pessoas, entre elas o candidato a vice na chapa bolsonarista na eleição de 2022, o general da reserva Walter Braga Netto.

Profissionais ouvidos pela Reuters, no entanto, afirmaram que o noticiário político não influenciou os preços dos DIs, que se mantiveram sensíveis à questão fiscal.

“Em alguns vértices mais longos, como o (janeiro) 2028 e 2029, tivemos um fechamento mais pronunciado (das taxas)”, comentou durante a tarde João Ferreira, sócio da One Investimentos. “Há uma expectativa do mercado de que (o pacote de medidas fiscais do governo) saia na próxima semana”, justificou.

Na ponta curta da curva as taxas seguiram precificando chances maiores de o Banco Central em dezembro elevar em 75 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 11,25% ao ano.

Perto do fechamento a curva brasileira precificava 65% de probabilidade de alta de 75 pontos-base da Selic no próximo mês e 35% de chance de elevação de 50 pontos-base. Na terça-feira os percentuais eram de 70% e 30%, respectivamente.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 3 pontos-base, a 4,434%.





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Faesp quer retratação do Carrefour sobre a decisão do grupo em não comprar…


Uma das principais marcas de varejo, por meio do CEO do Carrefour França, anunciou que suspenderá vendas de carne do Mercosul: decisão gera críticas e debate sobre sustentabilidade

O Carrefour França anunciou que suspenderá a venda de carne proveniente de países do Mercosul, incluindo o Brasil, alegando preocupações com sustentabilidade, desmatamento e respeito aos padrões ambientais europeus. A afirmação é do CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, nas redes sociais do empresário, mas destinada ao presidente do sindicato nacional dos agricultores franceses, Arnaud Rousseau.

A decisão gerou repercussão negativa no Brasil, especialmente no setor agropecuário, que considera a medida protecionista e prejudicial à imagem da carne brasileira, amplamente exportada e reconhecida pela qualidade.

Essa decisão reflete tensões maiores entre a União Europeia e o Mercosul, com debates sobre padrões de produção e sustentabilidade como pontos centrais. Para a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), essa decisão é prejudicial ao comércio entre França e Brasil, com impactos negativos também aos consumidores do Carrefour.

Os argumentos da pauta ambiental alegada pelo Carrefour e pelos produtores de carne na França não se sustentam, uma vez que a produção da pecuária brasileira está entre as mais sustentáveis do planeta. Esta posição, vinda de uma importante marca de varejo, é um indício de que os investimentos do grupo Carrefour no Brasil devem ser vistos com ressalva, segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

“A declaração do CEO do Carrefour França, Alexandre Bompard, demonstra não apenas uma atitude protecionista dos produtores franceses, mas um total desconhecimento da sustentabilidade do setor pecuário brasileiro. A Faesp se solidariza com os produtores e espera que esse fato isolado seja rechaçado e não influencie as exportações do país. Vale lembrar que a carne bovina é um dos principais itens de comercialização do Brasil”, disse Tirso Meirelles.

O coordenador da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da Faesp, Cyro Ferreira Penna Junior, reforça esta tese. “A carne brasileira é a mais sustentável e competitiva do planeta, que atende aos padrões mais elevados de qualidade e exigências do consumidor final. Tais retaliações contra o nosso produto aparentam ser uma ação comercial orquestrada de produtores e empresas da União Europeia que não conseguem competir conosco no ‘fair play’”, diz Cyro.

Para o presidente da Faesp, cabe ao Carrefour reavaliar sua posição e, eventualmente, se retratar publicamente, uma vez que esta decisão, tomada unilateralmente e sem critérios técnicos, revela uma falta de compromisso do grupo com o Brasil, um importante mercado consumidor.

Várias outras instituições se posicionaram contra a decisão do Carrefour, e o Ministério da Agricultura (Mapa). “No que diz respeito ao Brasil, o rigoroso sistema de Defesa Agropecuária do Mapa garante ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo”, diz o Mapa em comunicado. “Vale reiterar que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor […] O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”, continua a nota.





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Milho emenda sexta queda consecutiva e B3 atinge menores patamares em um mês…


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Nesta quinta-feira (21), s preços futuros do milho emendaram sua sexta sessão consecutiva de baixa na Bolsa Brasileira (B3) e atingiram o seu menor patamar em um mês, conforme aponta a Agrinvest.   

“O programa brasileiro de exportação continua lento, já que o Brasil está menos competitivo do que origens como os Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. A safra de milho verão está se desenvolvendo bem e diante do recente fortalecimento dos preços, houve uma melhora nas margens do produtor, o que pode estimular a manutenção de área de cultivo da safra 2025”, dizem os analistas da consultoria.  

 O Consultor de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca ainda que, as indústrias de ração animal no Brasil, que estavam demandando fortemente o grão e ajudando nas recentes altas de preços, começaram a desacelerar as compras nessa reta final de ano.  

 “A B3 deu aquela esfriada que a gente já estava esperando. O setor de ração parou de comprar, as grandes empresas do setor estão parando de comprar nessa semana e vão fazer férias coletivas e manutenção de equipamentos em dezembro”, diz Brandalizze.   

Na B3, o vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 72,37 com desvalorização de 0,84%, o março/25 valeu US$ 73,39 com perda de 0,76%, o maio/25 foi negociado por R$ 71,95 com queda de 0,44% e o julho/25 teve valor de R$ 67,80 com baixa de 0,59%. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou elevações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Alto Garças/MT. Já as valorizações apareceram em Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Itiquira/MT, Sorriso/MT, Machado/MG e Porto de Santos/SP. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro também encerraram o pregão desta quinta-feira registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

De acordo com a análise da Agrinvest, um dólar mais forte, associado a quedas nos futuros da soja e do óleo, acabou trazendo pressão também ao milho e ao trigo nesta quinta-feira em Chicago. 

“Pela manhã, o trigo (e o milho) chegou a subir devido aos temores de conflitos no Mar Negro. A Ucrânia havia acusado a Rússia de ter lançado um míssil intercontinental contra Kiev, mas os russos negaram tal ataque”, destaca a consultoria.  

O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,26 com perda de 3,50 pontos, o março/25 valeu US$ 4,36 com baixa de 3,75 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,43 com desvalorização de 3,75 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,46 com queda de 3,50 pontos. 

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (20), de 0,81% para o dezembro/24, de 0,85% para o março/25, de 0,84% para o maio/25 e de 0,78% para o julho/25. 





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Semeadura do feijão está concluída na maior parte do Rio Grande do Sul


A semeadura da primeira safra de feijão foi concluída na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. No entanto, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/11), permanecem áreas a serem implantadas no Sul e Nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde se adota cultivo único com plantio tardio, concentrado no mês de dezembro. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares e a produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

O tempo seco, de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos ocasionais da última semana, configurou-se como um fator climático desfavorável à cultura, que já apresenta sinais de estresse hídrico. A maior parte das lavouras encontra-se na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos) e restrições hídricas nesse estágio podem afetar a produtividade. Contudo, até o momento, o quadro não é considerado crítico. As precipitações ocorridas recentemente poderão amenizar a situação e limitar perdas.

Na região de Santa Maria, 93% das áreas estão semeadas. A maior parte está em estágio reprodutivo, como a lavoura registrada em Toropi, no começo do mês (07/11), e 4% estão colhidos.

SOJA
O ritmo de semeadura das lavouras foi influenciado diretamente pelos níveis de umidade do solo, que variaram conforme a distribuição irregular de precipitações no Estado. A área semeada alcançou 50% da projetada.

Nas áreas onde a umidade do solo se mostrou insuficiente, a semeadura foi suspensa. Já nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos prosseguiram quase sem interrupções. A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha.

MILHO
A semeadura do milho atingiu 84% da área projetada para a safra. A maioria das lavouras segue em fase de desenvolvimento vegetativo (58%); o restante está em florescimento (26%) e em enchimento de grãos (16%). Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

Os baixos regimes de chuva acarretaram sintomas de déficit hídrico nas lavouras de sequeiro. A situação é preocupante especialmente em relação às áreas em floração, fase mais sensível da cultura. Nas localidades onde choveu no início de novembro, os sintomas foram mitigados nos solos sem compactação. Porém, onde as chuvas foram insuficientes ou chegaram tardiamente, a perda de produtividade está consolidada.

Em áreas irrigadas ou com boas condições hídricas, o potencial produtivo está elevado, sendo favorecido pela alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e pelas temperaturas amenas à noite.

BRÓCOLIS
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, a produção de brássicas do mês de novembro segue dentro da normalidade, e as plantas se desenvolvem bem. Os produtores monitoram a ocorrência de pragas, não havendo registro de perdas no último mês.
Em relação às vendas, houve bastante demanda por brócolis. Já o repolho apresenta demanda mais reduzida. O preço médio praticado, na Ceasa de Porto Alegre, para brócolis, segue entre R$ 20,00 e R$ 30,00 a dúzia, dependendo da qualidade e do tamanho do produto. A cotação do repolho baixou, ficando entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a unidade, conforme o tamanho.

MORANGO
Na região de Caxias do Sul, o clima foi favorável para o desenvolvimento da cultura, assim como para a floração e frutificação das plantas. Apenas no final do período, a temperatura elevada causou algumas perdas, porém o maior volume já havia sido colhido. Os cultivos seguem sem evidências de doenças e pragas que possam causar prejuízos, mas os produtores monitoram constantemente suas lavouras. O feriado da Proclamação da República seguido do final da semana trouxe grande número de visitantes à região serrana, o que elevou o consumo de morango em estabelecimentos, como restaurantes e hotéis. O preço de venda direta a consumidores variou entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Nota Oficial: Nelore/MS cobra reparação do Carrefour Brasil e França


A Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore – Nelore/MS, repudia a declaração infundada do CEO do Grupo Carrefour 
A declaração feita na última quarta-feira (20), pelo CEO francês Alexandre Bompard, trouxe indignação ao setor pecuário do Brasil, e consequentemente de Mato Grosso do Sul, o CEO declarou em suas redes sociais que assume o compromisso de não comercializar nenhuma carne proveniente do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A Nelore/MS, por meio do presidente Paulo Matos e demais associados vem por meio desta nota repudiar tal declaração, a associação destaca ainda a irrelevância da França no mercado brasileiro. De acordo com o site Farmnews, na tabela do Comex (comércio exterior) a França comprou, entre janeiro e outubro de 2024, menos de 40 toneladas de carne bovina in natura do Brasil, o que representa 0,002% do total embarcado pelo Brasil no período, de 1,41 milhão de toneladas. Porém, por outro lado, a União Europeia, tem uma importância maior para a exportação de carne bovina do Brasil, apesar de ainda modesta, participando com cerca de 2,2% dos embarques do País na parcial de 2024, até outubro. Isso mostra que, mesmo com a insignificância da exportação francesa, essa declaração atinge a moral do produtor rural brasileiro, fazendo que outras empresas possam questionar a qualidade da proteína produzida aqui.

No entanto a França e suas empresas talvez não imaginem o efeito do repúdio e das consequências que essa declaração pode causar à economia francesa, já que o Brasil é importador e consumidor de produtos de origem francesa, como vinhos, queijos, perfumaria, entre outros. A reciprocidade desta atitude pode gerar um grande impacto, principalmente no setor do turismo, já que a França é um dos principais destinos dos brasileiros.

Portanto essa tentativa de desqualificar a carne produzida aqui no Brasil, colocando em questionamento o compromisso do agro brasileiro, que produz carne de qualidade, e que é amparado por uma forte legislação ambiental, nada mais é que querer criar um embaraço comercial entre os países do Mercosul.

Os criadores brasileiros exigem respeito, pois a declaração foi feita de maneira irresponsável e sem respaldo científico que justificasse tal decisão. A Nelore/MS aguarda a manifestação de reparo tanto do Carrefour Brasil, como da França. 

NELORE/MS
Presidente Paulo Matos





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