sexta-feira, março 13, 2026

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Ibovespa fecha em alta com declaração de Powell de que chegou a hora de…


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, com o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizando que o banco central dos Estados Unidos está pronto para cortar os juros da maior economia do mundo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,32%, a 135.608,47 pontos, tendo marcado 135.174,18 pontos na mínima e 136.477,53 pontos na máxima do dia.

O volume financeiro somou 20,93 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês de 28 bilhões de reais.

Na semana, marcada pela renovação de topos históricos, o Ibovespa acumulou valorização de 1,24%, ampliando o ganho em agosto para 6,23%.

O rali recente na bolsa paulista tem como suporte o fluxo de capital externo, com uma entrada líquida de 7 bilhões de reais em agosto até o dia 21, estimulada principalmente pelo aumento das apostas na redução dos juros norte-americanos.

Nesta sexta-feira, Powell possivelmente eliminou qualquer dúvida que ainda pudesse pairar nas mesas de negociações ao afirmar que “chegou a hora de ajustar a política (monetária)” norte-americana.

“A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos”, afirmou no tradicional simpósio de Jackson Hole.

Falando sobre as duas metas que o Fed é encarregado pelo Congresso de atingir, Powell disse que sua “confiança cresceu de que a inflação está em um caminho sustentável de volta para 2%”, enquanto o desemprego está aumentando.

Na visão do economista Francisco Nobre, da XP, as apostas já sinalizavam que o Fed começaria o ciclo de flexibilização monetária na reunião de setembro, mas sem consenso se iniciando com um corte de 0,25 ou de 0,50 ponto percentual.

“Nesse sentido, o discurso dele (de Powell) deixou essas duas possibilidades bastante em aberto”, avaliou.

Para Nobre, dada a ênfase de Powell de que o Fed não vai tolerar um enfraquecimento adicional do mercado de trabalho, o próximo relatório de emprego, previsto para 6 de setembro, pode ser decisivo para consolidar as apostas sobre o ritmo do corte.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed se reunirá nos dias 17 e 18 de setembro para decidir sobre os juros, atualmente na faixa de 5,25% a 5,50%, com a decisão sendo conhecida no segundo dia do encontro.

Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 1,15%, enquanto o rendimento do título de 10 anos Tesouro dos EUA marcava 3,799% no final da tarde, de 3,862% na véspera.

DESTAQUES

– LOJAS RENNER ON saltou 7,32%, embalada pelo alívio na curva de DI na esteira das perpsectivas sobre o Fed, que beneficiou o setor de consumo com um todo, com o índice do segmento na B3 subindo 1,26%.

– COGNA ON avançou 7,52%, buscando apoio no clima positivo do mercado para alguma recuperação, uma vez que até a véspera acumulava um declínio de 12,5% em agosto. No setor de educação, YDUQS ON valorizou-se 6,51%.

– EZTEC ON fechou em alta de 6,93%, em sessão positiva para construtoras de modo geral dado o movimento nos juros futuros, com o índice do setor imobiliário na B3, que inclui empresas de shopping centers, avançando 3,39%.

– BRADESCO PN subiu 0,9%, com analistas do JPMorgan reiterando “overweight” para as ações e estabelecendo um preço-alvo de 20 reais para os papéis ao final de 2025, de 18 reais ao final de 2024.

– ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com decréscimo de 0,76%, enquanto BANCO DO BRASIL ON terminou com elevação de 0,75% e SANTANDER BRASIL UNIT avançou 1,03%.

– JBS ON recuou 3,81%, em dia de correção após o rali recente dos papéis na sequência da divulgação do balanço do segundo trimestre. No setor, BRF ON cedeu 2,02% e MARFRIG ON perdeu 0,61%. MINERVA ON subiu 2,58%.

– VALE ON fechou em baixa de 1,68%, acompanhando o movimento dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian fechou as negociações diurnas em queda de 2,24%, a 719,5 iuanes (100,81 dólares) a tonelada.

– PETROBRAS PN caiu 0,62%, apesar do desempenho robusto dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent encerrou o dia negociado em alta de 2,33%.





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Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural | Ouça o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe da CNA/Senar e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Gestão e Mercado: Episódio #136

“Campo Futuro 2024: decida com dados e planeje seu negócio rural”, com Natália Fernandes, coordenadora do Núcleo de Inteligência de Mercado da CNA, e Larissa Mouro, assessora técnica da CNA.

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Agro e Prosa Episódio 821 – Casa de Soluções, um ponto de apoio confiável…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do canal Agro e Prosa e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

A UPL, uma das líderes globais no setor agroquímico, vem consolidando sua posição no Brasil com uma estratégia focada em inovação e sustentabilidade. Luciano Scalabrin, diretor de negócios da UPL, compartilhou em entrevista ao programa Agro e Prosa as diretrizes que têm guiado a atuação da empresa, especialmente no que se refere ao desenvolvimento de soluções biológicas para o campo.

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Abiec considera os resultados do TAC da Carne uma grande evolução


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) participou, nesta quinta-feira (23), da solenidade comemorativa aos 15 anos, do Termo de Ajustamento de Conduta da Carne (ou TAC da Carne), realizada na sede do Ministério Público Federal (MPF), em Belém/PA. O TAC foi firmado em 2009, como um dispositivo para coibir ilícitos na cadeia pecuária da Amazônia, com respaldo em uma lei federal de 2008, que tornou os frigoríficos corresponsáveis por irregularidades em sua cadeia de fornecimento, como as fazendas de engorda e de terminação, das quais os animais saem para o abate. O TAC da Carne abrange atualmente seis dos nove estados da Amazônia Legal – Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins.

Hoje, de um total de 158 plantas na Amazonia Legal são 111 frigoríficos signatários do TAC segundo mapeamento do Ministério Público junto ao Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). Associadas à Abiec são 20 empresas com 51 plantas. O TAC engloba os critérios hoje descritos no Protocolo do Boi na Linha (www.boinalinha.org ) que reúne e uniformiza procedimentos e parâmetros, em protocolos que evoluem gradativamente e que são levados em consideração nas auditorias. Dentre eles, desmatamento ilegal; sobreposição com terras indígenas e com unidades de conservação; embargo ambiental; trabalho escravo; Cadastro Ambiental Rural (CAR) e alteração nos limites do CAR; Licenciamento Ambiental Rural do estado do Pará; Guia de Trânsito Animal (GTA) e produtividade. No Pará, que passou pelo quinto ciclo de auditoria, o percentual de não-conformidades caiu de 10,4%, na auditoria de 2018, para 4,81%, na de 2023.

De acordo com o Diretor de Sustentabilidade da Abiec, Fernando Sampaio – foram 15 anos de um processo de aprendizado. “A indústria construiu esse know-how de como mapear e avaliar risco em seu fornecimento”, explica Sampaio. Em sua fala no evento, o diretor colocou o setor como parceiro do MPF, para enfrentar os desafios que ainda existem, como ampliar o número de empresas participando dos protocolos de monitoramento, o controle de fornecedores indiretos, o envolvimento de outros setores, como varejo e bancos, e pediu maior participação da indústria na governança que existe hoje no Pará, e que essa governança seja ampliada para garantir participação social nos outros estados da Amazônia.

 O evento 15 Anos do TAC da Carne foi organizado por Amigos da Terra, Imaflora e a Aliança Paraense pela Carne e pelo MPF. O Imaflora e Amigos da Terra secretariam o Comitê de Apoio ao TAC no Pará.

A Abiec tem um termo de cooperação com o Imaflora para promover o uso e a ampliação do Protocolo Boi na Linha, e atua com Amigos da Terra no Grupo de Trabalho de Fornecedores Indiretos- GTFI.





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ORPLANA repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo…


A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) – que conta, atualmente, com 33 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar – repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo propriedades rurais na região de Ribeirão Preto. 

A organização e seus associados seguem rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso de fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo. Além disso, apoiam a campanha de combate e prevenção a incêndios da ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), que trabalha proativamente contra as ocorrências de fogo no campo, e esclarece que os produtores de cana-de-açúcar e as usinas não são os responsáveis pelos incêndios e, sim, que atuam para afastar o fogo de suas produções.

A ORPLANA enfatiza que as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Diante da baixa umidade do ar, falta de chuvas e temperaturas elevadas, toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. 

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Wall Street salta após Powell consolidar esperanças de corte de juros em…


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Por Stephen Culp

NOVA YORK (Reuters) – As ações dos Estados Unidos saltaram nesta sexta-feira, com comentários mais brandos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, solidificando expectativas de que o banco central norte-americano reduzirá sua taxa básica de juros em setembro.

Em comentários altamente esperados no Simpósio Econômico de Jackson Hole, Powell disse que “chegou a hora” de reduzir a taxa básica de juros do Fed e que “os riscos de alta da inflação diminuíram”.

“Não observamos e nem vemos com bons olhos um enfraquecimento adicional nas condições do mercado de trabalho”, acrescentou Powell em um discurso que parecia praticamente garantir um corte de juros na reunião de política monetária do próximo mês, o que seria o primeiro corte desse tipo em mais de quatro anos.

“O Fed está claramente se voltando para o campo mais brando e Powell deixou bem claro que setembro será o início de vários cortes de juros no restante deste ano”, disse Ryan Detrick, estrategista-chefe de mercado do Carson Group.

Os três principais índices acionários dos EUA deram um salto após a divulgação dos comentários preparados por Powell, com as megacaps Nvidia, Apple e Tesla fornecendo a maior força.

As small caps e os bancos regionais tiveram desempenho superior, em alta de 3,2% e 4,9%, respectivamente.

Os três índices registraram avanços na semana, se apoiando nos ganhos percentuais semanais da semana passada, os maiores do ano até o momento.

O Dow Jones subiu 1,14%, para 41.175,08 pontos. O S&P 500 ganhou 1,15%, para 5.634,61 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 1,47%, para 17.877,79 pontos.

Os 11 principais setores do S&P 500 encerraram a sessão no território positivo, com as ações do setor imobiliário apresentando o maior ganho percentual, com alta de 2,0%.





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Mercado da soja tem semana marcada pela demanda, com China ativa nos EUA e…


Estoques brasileiros deverão ser os menores desde a safra 2004/05, segundo estima a Pátria Agronegócios

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Nesta sexta-feira (23), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja de 120 mil toneladas para destinos não revelados. Com este informe, o país fechou a semana reportando vendas todos os dias seguidos, com um volume comprometido da oleaginosa 2024/25 com as exportações chegando a 1,394,492 milhão de toneladas. E foram essas as notícias as determinantes para garantir equilíbrio ao mercado diante de novas perspectivas de uma safra recorde se garantindo nos Estados Unidos. 

A China se apresentou, durante toda a semana, como o principal comprador da oleaginosa norte-americana, confirmando não só uma presença mais forte no mercado dos EUA, como a competitividade maior deste produto em detrimento do brasileiro, ao menos por hora. 

“Não só a demanda se tornou um suporte, mas o mercado criou um consenso. E quando há este consenso mercadológico há um mercado que já se precifica diante de uma safra cheia nos EUA”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. 

Ainda nesta semana, a Administração Geral das Alfândegas da China informou os dados das importações de soja do país, com números que triplicaram no mês passado de grãos dos Estados Unidos. As compras chinesas, em julho, foram de 475.392 toneladas dos Estados Unidos no mês passado, em comparação com 142.129 toneladas no ano anterior, de acordo com os números reportados em 20 de agosto. 

Apesar disso, a principal origem fornecedora para o maior comprador global de soja continua sendo o Brasil, de onde foram importadas 9,12 milhões de toneladas, do total importado de 9,85 milhões. 

Assim, com a oferta já esperada para ser bastante robusta – com uma safra global 2024/25 sendo esperada em 428,7 milhões de toneladas – as atenções se voltam não só para o tamanho da demanda, mas para o comportamento do demandador. 

“Ainda tem muita soja na China, na mão das processadoras, soja do Brasil que foi carregada nestes últimos quatro meses e que está chegando lá. Em algum momento, isso vai começar a cair, mas ainda está confortável. E com os compradores de farelo “não convencidos” de que vai faltar produto, não adianta as processadoras comprarem soja se não consegue vender farelo no mesmo ritmo. Este é o ponto. A demanda, pensando em vendas de ração, é 4% menor em relação ao ano passado. Mas, (de soja), não é falta de demanda, mas sim uma percepção de que o consumidor de rações não precisa se adiantar nas compras pensando lá na China”, explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest. 

O intervalo monitorado agora se dará entre a conclusão da safra 2023/24 do Brasil e a chegada efetiva da soja 2024/25, primeiramente, dos EUA e, na sequência, do Brasil. Agora, chama a atenção, ainda como explica a Agrinvest, que a soja dos EUA mantém um desconto em relação à brasileira para exportação para a China na janela de setembro a novembro. 

“Mas, essa diferença diminuiu em relação à semana passada. O mercado segue acompanhando de perto o ritmo das vendas para exportação americano, que ainda está abaixo do necessário para atingir a meta do USDA de 50,3 milhões de toneladas até agosto de 2025. Aqui no Brasil, os prêmios da soja estão em alta, assim como os prêmos do farelo e do óleo”, traz a consultoria. 

E os prêmios sustentados por aqui, ainda de acordo com os analistas, é por conta de uma falta de soja que já se registra em alguns estados como Mato Gorsso e Goiás. “Para comprar soja, as processadoras estão tendo que pagar basis cada vez mais altos, o que tem se transmitido aos basis dos derivados”. 

Esse quadro tem, inclusive, promovido uma necessidade maior de importação de soja pelo Brasil, já que os estoques nacionais deverão ser alguns dos mais baixos da história. “Falta produto. Temos estoques estimados pela Pátria em 2,26 milhões de toneladas, os menores desde a safra 2004/05”, explica Matheus Pereira, que traz ainda a estimativa de importação pelo Brasil nesta temporada em 1,650 milhão de toneladas. 

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“Grande parte dos importadores, dos compradores de soja que compram dos nossos vizinhos, são exportadores. Estamos com um volume elevado de washouts, navios que vinham ao Brasil carregar com a nossa soja, mas não tem produto. E pagando washout ou demurrage, temos que originar nos nossos vizinhos, como o caso do Paraguai”, relata o diretor da Pátria. “Estive recentemente no Paraguai e eles me disseram que nunca houve tanta demanda de compradores do Paraná, do Mato Grosso do Sul, tradings buscando soja dentro do Paraguai para levar ao Brasil e honrar os compromissos de exportação, principalmente”. 

E neste segundo semestre,a tendência é de que as indústrias paguem um pouco mais pela soja para retê-la no país, como já se observa em regiões como Sul do Mato Grosso, Sudoeste e Sul do Goiás, Triângulo Mineiro, praças que estão pagando prêmios e garantindo a soja em seu poder. 





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Dólar tem forte queda e volta para abaixo dos R$5,50 após fala de Powell


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SÃO PAULO (Reuters) – Depois de disparar na véspera quase 2% no Brasil, o dólar despencou outros 2% nesta sexta-feira, para abaixo dos 5,50 reais, acompanhando a queda generalizada da moeda norte-americana no exterior, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,97%, cotado a 5,4795 reais. Na semana, porém, a divisa ainda acumulou alta de 0,22%.

Às 17h23, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 2,14%, a 5,4875 reais na venda.

Bastante aguardada pelos mercados globais, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole reforçou as apostas de que o Federal Reserve de fato começará a cortar juros em setembro.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

Em reação à fala de Powell, investidores foram em busca de ativos de maior risco, como ações e moedas de países emergentes, o que se traduziu na queda global do dólar.

No Brasil, após marcar a cotação máxima de 5,5843 reais (-0,10%) às 9h, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a mínima de 5,4745 reais (-2,06%) às 16h24.

“As questões locais do Brasil foram praticamente deixadas de lado hoje em função das declarações de Powell, dizendo que chegou a hora de mexer nos juros”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Isso tirou um peso do mercado e os investidores foram em busca de ativos de risco.”

Uma taxa de juros mais baixa nos EUA favorece o diferencial de juros para o Brasil, que se torna mais atrativo aos investimentos internacionais.

Além de Powell, o movimento do câmbio no Brasil foi resultado de certa recomposição de posições, conforme Rugik, após a disparada do dólar na véspera.

Internamente, a principal questão ainda é se o Banco Central elevará ou não a taxa básica Selic em setembro, como vem sendo precificado pelo mercado. A probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro está em 90%, conforme precificação da curva a termo brasileira. Há outros 10% de probabilidade de manutenção da taxa em 10,50% ao ano.

“Se ele (BC) não subir juros na próxima reunião, o real deve se desvalorizar mais e o juro longo deve subir”, pontuou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em comentário enviado a clientes. “Se o BC não subir juros, o mercado sobe por conta própria”, acrescentou, em referência aos possíveis efeitos na curva.

Às 17h21, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,78%, a 100,670.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional em leilão para fins de rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2024.

(Por Fabrício de Castro)





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Colheita de milho do Brasil entra na reta final, diz Pátria AgroNegócios


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SÃO PAULO (Reuters) – A colheita da segunda safra brasileira atingiu 94,2% da área total cultivada na safra 2023/24, entrando na reta final à frente dos índices registrados nos últimos anos, em meio ao tempo seco e um plantio precoce, de acordo com levantamento da consultoria Pátria AgroNegócios.

Em 2023, nesta época, o total colhido chegava a 82,76%, em 2022 era de 89,22%, e na média dos últimos cinco anos foi de 86,81% para este período do ano, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira.

“A colheita já em reta final, praticamente encerrada nos principais Estados produtores. Restam ainda áreas a serem colhidas principalmente nos Estados de Minas Gerais e São Paulo”, disse o diretor da consultoria Matheus Pereira, em nota.

(Por Roberto Samora)

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