sexta-feira, março 13, 2026

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Cotações no mercado do frango ficam estagnadas nesta sexta-feira (23)


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O mercado do frango encerra esta semana de negociações nesta sexta-feira (23) com cotações estáveis. De acordo com análise do Cepea, o poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) vem crescendo em agosto. Isso porque, enquanto os preços do frango vivo estão subindo, os do milho registram pequena alta e os do farelo, queda, em relação a julho. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor do frango na granja em São Paulo ficou estável, custando, em média, R$ 5,50/kg, assim como a ave no atacado, fechando, em média, R$ 6,20/kg.

No caso do animal vivo, o preço não mudou em Santa Catarina, cotado a R$ 4,38/kg, da mesma maneira que no Paraná, custando R$ 4,66/kg.

Conforme informações do Cepea/Esalq,Vivo, referentes à quinta-feira (22), tanto o frango congelado quanto a ave resfriada ficaram estáveis, curando, respectivamente, R$ 7,17/kg e R$ 7,20/kg.

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CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos…


Entre as medidas, o Conselho autorizou as instituições financeiras a estender o prazo para pagamento das parcelas das operações de crédito rural contratadas até 15 de abril de 2024

Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta quinta-feira (23) a Resolução CMN nº 5.164/24, que autoriza as instituições financeiras a prorrogarem as parcelas das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização para produtores do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes ocorridas neste ano.

Para que as operações sejam elegíveis, elas devem ter sido contratadas até 15 de abril deste ano, com vencimento entre maio e dezembro de 2024. Além disso, os recursos devem ter sido liberados, parcial ou totalmente, antes de maio.

A medida tem como objetivo auxiliar os produtores rurais e agricultores familiares gaúchos que sofreram perda de renda igual ou superior a 30%. A prorrogação se aplica aos empreendimentos localizados em municípios com decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal.

No caso das operações de custeio e industrialização, a prorrogação pode ser estendida por até quatro anos, com a primeira parcela vencendo em 2025. Para operações de investimento, as parcelas podem ser prorrogadas por até 12 meses após a data de vencimento do contrato. Em ambos os casos, as demais condições do contrato original serão mantidas. Os mutuários deverão solicitar a prorrogação até 13 de setembro de 2024.

 

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CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos afetados por enchentes

 

Além disso, a resolução autoriza as instituições financeiras, a seu critério, a prorrogar automaticamente para 15 de outubro de 2024 o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização vencidas ou a vencer entre 1º de maio e 14 de outubro de 2024, desde que atendam aos critérios para obtenção dos descontos.

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Rio Grande do Sul: Atrasos nas definições sobre recursos financeiros geram…


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Em pesquisa realizada pelo Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), foi detectado que 91% dos moradores do RS sofrem de ansiedade devido ao estresse causado pelas enchentes ocorridas entre abril e maio deste ano. Burnout e depressão também foram listados no documento, que serve de parâmetro para facilitar o planejamento de ações futuras relacionadas à saúde mental.

A pesquisa serve de alerta também para a população rural do RS, que perdeu produções inteiras, animais e perfis de solo que demoraram décadas para se formar. Prejuízos que começam a ser contabilizados após cerca de 90 dias da catástrofe, já que algumas localidades ainda estão com acesso dificultado. Uma jornada que se inicia sem a definição clara de políticas públicas para direcionar esse retorno, criando assim um limbo de expectativas e frustrações.

Essa incerteza resultou no movimento SOS RS, iniciativa pública representativa que visa dar apoio jurídico, psicológico, social e político a milhares de produtores que tiveram suas propriedades destruídas pela força das águas. Grazi Camargo, produtora rural e uma das organizadoras do evento, comenta que o grupo se tornou um pilar de apoio diante desse cenário tão desafiador.

“Já se passaram três meses com quase nenhum apoio governamental. O que tivemos até o momento foi uma prorrogação dos pagamentos de safra e de custeio, que venceram em 30 de maio e 20 de julho, respectivamente. Alguns bancos aceitaram adiar esse pagamento para 15 de agosto, com acréscimo de juros do período em atraso. Esse prazo é inviável pois não houve tempo hábil para as pessoas se recuperarem ou até mesmo reiniciarem suas atividades”, comenta.

Em resposta ao anseio popular, uma Medida Provisória foi publicada no primeiro dia de agosto. Porém, o retorno não agradou o setor e pouco explica sobre como os inúmeros problemas econômicos do Estado serão solucionados.

“Estamos em um cenário pós-guerra e pedimos urgência. Nossa grande preocupação é sobre como a dívida rural, que é gigantesca, será solucionada. Enquanto não tivermos uma posição clara sobre isso, nossa próxima safra corre risco e, pior ainda, gera problemas psicológicos na sociedade”, argumenta Grazi.

A saúde mental é um assunto considerado tabu por parte da população brasileira e a situação se agrava no ambiente rural, já que muitas vezes os agricultores cumprem uma jornada de trabalho solitária e alheia aos tratamentos terapêuticos. Izabela Inforzato, consultora de recursos humanos, vem de uma família de produtores rurais e se especializou no atendimento de profissionais agropecuários. Dentro dessa expertise, normalmente o processo terapêutico busca encontrar uma linha de equilíbrio entre as equipes que trabalham no campo e os administradores das propriedades.

“A situação do RS extrapola isso por afetar todos os envolvidos na produção ao mesmo tempo, o que exige acompanhamento diferenciado. Essas pessoas precisam resgatar sua essência e reencontrar suas raízes, já que muitos aprenderam a trabalhar no seio familiar. A partir disso, direcionar essas capacidades no que mais gostam de fazer e assim ter um caminho para recomeçar”, orienta.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar-RS), em parceria com o Sistema CNA/SENAR, lançou o programa “Telessaúde no Campo”, que fornece atendimento médico e apoio psicológico aos trabalhadores rurais e seus familiares, residentes dos municípios decretados em calamidade pública e emergência. Para agendar consultas, é necessário ligar para o número 0800 941 546.

“Na nossa última manifestação, levamos uma psicóloga para abordar esse tema. Ouvimos relatos graves, de pessoas que estão feridas por dentro, mas que não levam mais essas preocupações para seus familiares. Essas pessoas buscam voltar às suas atividades, mas para isso é preciso ter recurso financeiro. Não dá para reconstruir o que foi perdido sem capital e é isso que estamos cobrando constantemente do governo”, reitera Grazi.

HISTÓRIAS DE UM RS EM CONSTRUÇÃO

Bibiana Terra Barbosa – Produtora Rural

Sou produtora rural de Palmares do Sul, no litoral norte do RS, e tenho duas propriedades. Nossa sede, que fica entre duas lagoas, foi a mais afetada pelas cheias e ficou 100% impactada. Já vivemos outras enchentes, então sabíamos o que fazer, mas dessa vez foi um nível jamais visto. Nossos galpões de produtos, máquinas, peças, tudo encheu de água. Consegui sair com meus filhos antes da situação ficar crítica, mas meu irmão e meu marido ficaram no local, na tentativa de inibir roubos.

No entanto, a água continuou subindo e eles saíram do local, deixando a propriedade abandonada por cerca de um mês. Só conseguimos entrar de carro recentemente e começamos a mensurar os danos e realizar a limpeza. É muito lodo, fedor e muita coisa estragada. Um prejuízo enorme e uma grande devastação, sendo que na lavoura perdemos nossos canais de irrigação e ainda não sabemos como será a safra de arroz, pois não há estrutura para o plantio.

Meus silos foram afetados pela falta de energia e isso comprometeu a qualidade do arroz armazenado. Não sei nem o que conseguirei vender, já que uma parte pode ter apodrecido ou amarelado. Os animais também foram muito afetados e tivemos que improvisar áreas para eles ficarem, estando sem pastagens.

Teremos muitos detalhes para consertar o trabalho de uma vida inteira, ou seja, não conseguiremos nos organizar o suficiente até o dia 15. Em condições normais, nessa mesma época eu já estaria com todo meu planejamento pronto, com custeios feitos e insumos negociados. No entanto, não tenho nada disso em mãos e não sei nem como serão feitas as minhas vendas ou o valor que irei receber pela minha produção.

Precisa ser um planejamento de longo prazo. Enquanto isso, fico pensando na questão da negociação, esperando para tomar uma decisão sobre a nova safra, mas ao mesmo tempo tenho que pensar em como vender os produtos e fazer o máximo de esforço para manter toda a equipe.

O produtor rural sabe que precisa ser resiliente, no entanto estamos desamparados e ninguém dorme direito com essas preocupações. Não temos medo do trabalho da reconstrução, o que incomoda é a falta de uma resposta definitiva, de uma ação governamental além do discurso bonito.

Carolina Neves Palmeiro e Joaquim Rodrigues de Freitas – Produtores Rurais

Carolina: Moramos em Pelotas, cuja zona urbana não foi tão atingida quanto outras cidades. Tivemos tempo para evacuar, mas no campo não teve o que fazer e algumas áreas estão alagadas até agora, com o gado sem ter o que comer. Recentemente fomos até Brasília e parece que as pessoas acham que o problema já acabou. Pelo contrário, os problemas estão apenas começando e a devastação econômica está presente em todo o Estado.

Todo mundo está desmotivado, sem saber o que fazer. Queremos honrar nossas dívidas, mas para isso precisamos ter a capacidade de nos reerguer e até agora não vejo condições para isso acontecer. Não bastasse isso, além das condições climáticas severas, as pressões por pragas e doenças estão cada vez mais intensas. Se não houver uma movimentação forte e eficiente sobre isso, ficaremos muito vulneráveis a essas condições adversas.

Joaquim: O sul vem de três anos de seca e muita gente já enfrenta problemas para continuar na atividade. Este ano era para ser de recuperação, mas acabamos perdendo tudo mais uma vez. Nossa perda de lavoura foi de praticamente 100%, então estamos muito apreensivos pois muitas famílias dependem dessa produção para se sustentar.

Esperamos um pronunciamento do governo, que até agora não trouxe boas perspectivas, e estou assustado pois não tenho como atender meus compromissos. Nem mesmo o gado, que sempre teve liquidez, está com poucas vendas. Estamos à deriva e com muito medo pela sociedade como um todo, já que, se não houver negociação, haverá uma quebradeira generalizada. Já passei por outras crises, mas essa vai demorar muito tempo para se recuperar. Se não houver apoio e forma de viabilizar, vai ser bem complicado.

Luise Jardim Pedó – Advogada

É uma situação muito delicada e de abandono, principalmente para os pequenos produtores e para a agricultura familiar, que é a maior característica produtiva do RS. O produtor é mais familiar e parece até um contrassenso, pois o atual governo levantou a bandeira da agricultura familiar, mas é justamente esse produtor que está mais abandonado neste momento.

Tem agricultores com essa característica que não têm como plantar ou planejar a próxima safra. São pessoas que já sofreram com dois, três anos de seca e que agora passam por essa situação de alagamentos. Mesmo em cidades em que a situação de calamidade não foi decretada temos problemas, pois a soja apodreceu na lavoura e esses casos não fazem parte da prorrogação do dia 15 de agosto.

A orientação que tenho dado é para que meus clientes façam o pedido de prorrogação conforme o manual de crédito rural, que prevê essa condição para caso de perda de safra comprovado por laudo técnico realizado antes do vencimento. Porém, nem todos os produtores estão conseguindo realizar esse laudo por ser muito criterioso e por exigir capacidade financeira para pagar o recurso a longo prazo. Pode ser que muitos desses pedidos sejam indeferidos, pois muitos agricultores não sabem nem quais serão as condições de plantio e isso vai virar um problema social muito grande.

Além disso, os pequenos agricultores não têm assistência jurídica ou organização administrativa. É diferente de produtores mais capitalizados, que possuem a capacidade de negociar soja, mesmo que avariada, para ter um capital de giro. Para aqueles que têm menos de 100 hectares, a margem fica muito apertada, com cerca de R$ 5 mil de lucro por mês e poucos recursos para superar crises. Esses estão com uma dívida muito alta e apenas esse lucro mensal não fica viável para realizar o pagamento, são necessários outros recursos para dar maior segurança a esses agricultores.

Dou como exemplo a história do meu pai, que sempre foi produtor rural, desde muito jovem. Ele buscou uma formação como agrônomo para sair de um contexto social muito humilde e acreditava que estudar era o caminho para o sucesso. Ele se formou como agrônomo e mudou o contexto social dele, pois teve a oportunidade de trabalhar como responsável técnico de uma grande lavoura de arroz.

A partir dessa experiência, ele resolveu arriscar produzir por conta própria. Para isso, minha família vendeu o único imóvel que tinha e deu entrada em uma área arrendada. Porém, a pessoa que comprou o imóvel não fez o pagamento total e isso foi um baque. Meu pai teve que cuidar da lavoura como podia, chegou a pulverizar essa área a pé, utilizando um costal.

Apesar das dificuldades, a lavoura dele rendeu bem e isso deu a oportunidade para ele deslanchar na produção. Até que em 2004 houve uma enchente em que perdemos muita coisa para a inundação. Não por acaso, naquele ano entrou arroz do Uruguai no país, algo muito parecido com o que tentaram fazer recentemente. Esse arroz veio mais barato, pois os custos de produção no Uruguai são menores e isso fez com que o mercado regulasse os preços para baixo.

Ele tentou armazenar arroz, pensando que a situação fosse melhorar, mas acabou vendendo a um preço muito pior e não conseguiu pagar os custos da safra. Além disso, ele era avalista de um vizinho, que também não conseguiu pagar as contas. Esse vizinho nunca conseguiu se recuperar do prejuízo e meu pai demorou 20 anos para quitar essa dívida como avalista.

Por insistência e ajuda de um amigo, ele atuou como consultor para áreas de arroz e soja em terras baixas. Abriu sua própria empresa e conseguiu se estabilizar. Minha formação em direito agrário nasceu dessa história e isso me forjou para ter uma compreensão da situação atual. Meu pai demorou 20 anos de reestruturação, com alguns traumas que ele leva até hoje, como o receio de voltar a plantar. Fico pensando nos produtores nesse momento, já que nem todos conseguiram ter uma formação como a de meu pai e dependem exclusivamente de suas lavouras. Me preocupa quanto tempo essas pessoas levarão para retomar o controle de suas vidas.

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Incêndios em canaviais impactam preços do açúcar e bolsas fecham em alta…


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Os contratos futuros do açúcar nas bolsas de Nova York e Londres fecharam com altas altas de até  3,03% nesta sexta-feira (23). Os ganhos, que foram registrados desde a quarta-feira (21), ganharam mais força por conta de registros de incêndios em lavouras de cana-de-açúcar no Brasil.

Em Nova York, o contrato outubro/24 encerrou o dia a 18,39 cents/lbp, aumento de 0,54 cents (3,03%). O março/25 terminou a semana valendo 18,72 cents/lbp, com alta de 0,55 cents (3,03%) nesta sexta-feira. O maio/25 subiu 0,47 cents (2,68%) e foi a 18,03 cents/lbp. O julho/25 fechou cotado em 17,60 cents/lbp, 0,40 cents (2,33%) de ganho.

Na Bolsa de Londres, o açúcar branco fechou em alta de US$ 13,60 (2,66%) no contrato outubro/24 e foi a US$ 525,70/tonelada. O dezembro/25 ganhou US$ 10,40 (2,07%) e terminou o dia a US$ 512,70/tonelada. O março/25 registrou um aumento de US$ 10,50 (2,11%) e passou a valer US$ 508,10/tonelada. O maio/25 subiu US$ 10,00 (2,02%), cotado em US$ 505,50/tonelada.

“Os preços do açúcar ampliaram seus ganhos hoje devido a relatos de que a seca causou incêndios florestais e danificou algumas plantações de açúcar no principal estado produtor de açúcar do Brasil, São Paulo”, destacou o Barchart.

Entre a quarta-feira (21) e a quinta-feira, um grande incêndio foi registrado em um canavial no município de Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná. As informações são de que um homem de 42 anos tentou controlar as chamar e ficou gravemente ferido.

Outro incêndio registrado em lavoura de cana-de-açúcar no oeste de São Paulo. Motoristas registraram as chamas na Rodovia Armando de Sales Oliveira, na altura do km 354 sentido oeste e km 360 sentido oeste. Muitos veículos tiveram que parar na pista por conta da fumaça que impedia a visão da estrada.

Além disso, o relatório da Conab divulgado na última quinta-feira (22) já vinha trazendo suporte positivo para o adoçante, segundo o Barchart: “Os preços do açúcar estão subindo com o suporte remanescente de quinta-feira, quando a Conab, agência de previsão de safra do governo brasileiro, cortou sua estimativa de produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil 2024/25 para 42 MMT de uma previsão anterior de 42,7 MMT, citando menores rendimentos de cana-de-açúcar devido à seca e ao calor excessivo”.

No mercado brasileiro, o Indicador do Açúcar Cristal do Cepea registrou uma redução de 0,82% na saca de 50kg, que passou a valer R$ 128,40. Já o Indicador do Açúcar Cristal Empacotado está cotado em R$ 15,26/5kg. O Açúcar Refinado Amorfo segue com valor de R$ 3,38/kg.





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Queimadas: a ameaça constante aos produtores de cana-de-açúcar


Incêndios na região de Ribeirão Preto-SP causam grandes prejuízos e preocupação entre agricultores

Onde há fumaça, há fogo. E onde há queimada, há prejuízo para o produtor de cana-de-açúcar. Essa dura realidade foi vivida por diversos produtores na região de Sertãozinho, SP, nesta quinta-feira (22), quando um incêndio de grandes proporções devastou parte das propriedades, trazendo não apenas fumaça, mas perdas significativas que ainda estão sendo calculadas.

Na ocasião, um incêndio se alastrou rapidamente por uma área de canavial próxima à Rodovia Armando de Sales Oliveira (SP-322). As chamas obrigaram a evacuação imediata das sedes e casas localizadas nas propriedades atingidas. Funcionários do Bio Parque Santa Elisa, localizado nas proximidades, também tiveram que suspender suas atividades e evacuar o local como medida de segurança.

“Tentamos combater o fogo, mas com a seca e o vento forte, pouco pôde ser feito. A única coisa que conseguimos foi salvar a sede, onde estavam meus pais, funcionários, crianças, e graças a Deus ninguém se feriu”, declarou produtor Marco Guidi, que inalou muita fumaça durante a tentativa de combater o incêndio e precisou ficar hospitalizado por três horas.

“Tenho uma propriedade que foi queimada e não sei se a cana vai brotar novamente, pois a camada de húmus na terra, que se forma a partir da palhada ao longo dos anos, foi completamente destruída pelo fogo. Isso cozinha a soqueira de cana, e não sei se terei cana no próximo ano. O prejuízo ainda é incerto, mas a área de muda, onde investi R$ 40 mil em adubo líquido, foi perdida. Não perdi só o adubo, mas também as mudas, e agora não sei o que vou plantar no ano que vem. É uma propriedade que considero inoperante. Esse é o resultado do fogo que começou a 3 quilômetros de distância e foi se espalhando”, relatou.

Marcos Paulo Meloni, proprietário dos sítios São Pedro e São Luiz, ainda não tem dimensão do seu prejuízo. “A nossa cana estava em palha e, por conta da seca, estava difícil de brotar. Agora, com o fogo, é impossível. Aqui, só com reforma, e nem imagino quanto vai custar. Este ano, o custo médio por alqueire foi de R$ 24 mil, e no ano que vem, não sei como será”, lamenta o produtor.

Já o produtor José Rogério Sanches Soto teve um pouco mais de sorte. Apesar do desespero, ele e sua equipe conseguiram apagar o fogo na área de reserva, que estava próxima às casas.

O produtor Gabriel Merlo Galdeano, que não teve sua propriedade atingida, foi um dos primeiros a perceber o incêndio. “Estava trabalhando na lavoura quando vi o fogo e já avisei o grupo da Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (Canaoeste) PAM (Plano de Auxílio Mútuo). Logo depois, outro foco surgiu, e o fogo se espalhou rapidamente, atingindo a mata, a cana e a palhada. É muito triste”, relatou, suspeitando que o incêndio tenha sido criminoso.

O Plano de Auxílio Mútuo (PAM), mencionado por Galdeano, é um programa que estabelece medidas e ações coordenadas para minimizar os riscos e combater incêndios. Segundo Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, a associação disponibiliza para seus membros um sistema de monitoramento das áreas via satélite.

“Quem combate ao incêndio é o plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Além das propriedades dos associados, monitoramos também algumas áreas públicas”, explica Torcato.

Ele enfatiza que o produtor não tem interesse algum em incendiar a cana, uma prática que foi abandonada desde as décadas de 2017, quando era utilizada na colheita. Hoje, o processo é totalmente mecanizado. “Atualmente o setor como um todo não mede esforções para o combate aos focos de incêndio, pois além de prejudicar o meio ambiente, causa um enorme prejuízo financeiro”, acrescenta.

Ele também chama a atenção para o clima seco nesta época do ano, que favorece a proliferação de incêndios. Torcato destaca a importância da conscientização sobre os cuidados necessários nas áreas próximas à cidade, como evitar o descarte de cigarros, a realização de churrascos e outras atividades que possam gerar faíscas e resultar em incêndios desastrosos, como o que ocorreu na quinta-feira.

Nesta sexta-feira (23), a associação divulgou uma nota de repúdio e esclarecimentos acerca dos incêndios criminosos que vêm atingindo imóveis rurais da região. No documento, reforça a informação que os incêndios não são provocados pelos produtores de cana-de-açúcar e tampouco pelas usinas e isso se dá por várias razões, grande parte delas evidenciada no protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017 entre produtores, usinas e o Governo do Estado de São Paulo, onde deixaram claro e afirmaram o compromisso do setor com a preservação do meio ambiente e com a extinção da queimada como método de colheita da cana.

“Um canavial atingido por incêndio pode se deteriorar significativamente dentro de poucos dias ocorrendo perdas da qualidade dos açúcares, aumento da presença de impurezas e a decomposição dos tecidos vegetais da matéria

prima, tornando a cana inadequada para o processamento industrial. O incêndio na palhada é também altamente prejudicial, acarretando principalmente perda de matéria orgânica dos solos, perda da biodiversidade dos solos e compactação”, informa a associação.

Além disso, aponta que os incêndios trazem prejuízos econômicos diretos aos produtores rurais, trazendo diversas implicações legais, com aplicação de multas de valores elevados, partindo de R$ 1.000,00 por hectare de cana queimada, indo até R$ 7.000,00, por hectare de vegetação nativa queimada, isso quando não há incidência de agravantes, o que pode levar a duplicação ou triplicação desses valores, tudo sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos ambientais e responsabilização criminal.

“Sabendo de todos esses prejuízos fica a pergunta: quem em sã consciência colocaria fogo em sua própria casa? Sabendo de todos os riscos e prejuízos que podem ocorrer, você atearia fogo em seu próprio canavial?”, pergunta Torcato.

A associação destaca ainda que estamos enfrentando uma verdadeira catástrofe climática conhecida como “triplo 30”, que é composta pela conjunção de três fatores climáticos:

– umidade relativa do ar abaixo de 30%;
– temperaturas acima de 30°C e
– ventos acima de 30 km/hora. Além desses eventos que favorecem a ocorrência de incêndios e sua propagação, de modo a tornar quase impossível o efetivo controle pelas brigadas de incêndio das unidades industriais e dos produtores, importante destacar que nossa região está há aproximadamente 100 (cem) dias sem um volume de chuva significativo.

“Pedimos desesperadamente o apoio da população e das autoridades para apuração dos responsáveis por tais atos criminosos e apoio do corpo de bombeiros para combate aos incêndios. Rogamos ainda à Polícia Militar Ambiental que siga os estritos termos das legislações vigentes, responsabilizando apenas quando houver efetiva comprovação do nexo de causalidade, sob pena de punirem injustamente o produtor que já vem sofrendo inúmeros prejuízos”, conclui a associação.





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Taxas futuras caem no Brasil após Powell defender corte de juros nos EUA


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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após o forte avanço da véspera, as taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em queda firme no Brasil, em especial entre os contratos longos, em sintonia com a baixa dos rendimentos dos Treasuries após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, defender o início dos cortes de juros nos EUA em setembro.

Entre os contratos de curtíssimo prazo, o recuo das taxas futuras foi mais modesto, com a curva a termo brasileira ainda precificando alta da Selic no próximo mês.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete a política monetária no curtíssimo prazo — estava em 10,82%, ante 10,855% do ajuste anterior.

Já a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 11,48%, ante 11,617% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,47%, ante 11,627%.

Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 11,58%, ante 11,702%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 11,56%, ante 11,671%.

Principal evento da semana, a participação de Powell no simpósio de Jackson Hole entregou o que o mercado esperava: indicações claras sobre o que o Fed caminha para fazer na política monetária.

Powell defendeu pela manhã que “chegou a hora” de o Fed cortar sua taxa de juros, uma vez que os riscos crescentes para o mercado de trabalho não deixam espaço para mais fraqueza e a inflação está a caminho de alcançar a meta de 2%. Na prática, foi um apoio explícito ao afrouxamento da política monetária.

“Os riscos de alta para a inflação diminuíram. E os riscos de queda para o emprego aumentaram”, disse Powell. “Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos.”

A reação dos mercados globais à fala de Powell foi positiva, com investidores buscando ativos de maior risco, ainda que haja dúvidas sobre a magnitude do primeiro corte: 25 ou 50 pontos-base.

As ações em Wall Street avançaram, enquanto os yields dos Treasuries e o dólar despencaram. No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam o movimento, chegando a cair 20 pontos-base no vértice para janeiro de 2027 durante o dia.

“Setembro marcará o início de um novo capítulo no combate à inflação pós-pandêmica. Mas se o afrouxamento está dado nos EUA, por aqui estamos discutindo a possibilidade de novos apertos”, disse Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, em comentário enviado a clientes.

“Acredito que podemos inferir que as chances de um aumento da Selic já em setembro perdem força se o corte de juros nos EUA for 0,5 (ponto percentual). Por outro lado, se for mesmo 0,25, pode ficar difícil evitar (a alta da Selic).”

Apesar da leve queda nesta sexta-feira, as taxas mais curtas da curva brasileira seguiam precificando alta de 25 pontos-base da Selic em setembro. Essa perspectiva ainda era em grande parte reflexo das declarações mais recentes de autoridades do BC, em especial do diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo.

Na quinta-feira, ele negou que a autarquia esteja em um “corner” em relação ao que será feito com a Selic em setembro, mas disse que “ter que subir juros é situação cotidiana para quem está no BC”.

Com as declarações, a curva precificou na véspera 100% de probabilidade de alta de 25 pontos-base da Selic em setembro. Perto do fechamento desta sexta-feira, a precificação estava em 90% para corte de 25 pontos-base, contra 10% para manutenção da taxa em 10,50%.

No exterior, às 16h36 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 6 pontos-base, a 3,805%.





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Milho recua nesta 6ªfeira na B3, mas ainda acumula altas ao longo da semana


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A sexta-feira (23) chega ao final com os preços futuros do milho recuando na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 60,23 e R$ 68,74, mas ainda conseguiram encerrar a semana acumulando movimentações positivas. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à R$ 60,23 com queda de 0,41%, o novembro/24 valeu R$ 63,15 com perda 0,32%, o janeiro/25 foi negociado por R$ 66,00 com baixa de 0,26% e o março/25 teve valor de R$ 68,74 com desvalorização da 0,39%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,12% para o setembro/24, de 0,27% para o novembro/24, de 0,26% para o janeiro/25 e de 0,94% para o março/25, em relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho b3

Roberto Carlos Rafael da Germinar Corretora, aponta que as movimentações dos preços do milho no Brasil estão muito atreladas à flutuação do dólar ante ao real, uma vez que a taxa de câmbio influência diretamente nos valores de exportação dos portos. 

O analista destaca que as exportações melhoraram em julho, mas ainda ficaram abaixo do esperado. Já para agosto, os embarques devem ficar entre 6 e 7 milhões de toneladas, entre 2 e 3 milhões menores do que o mesmo mês de 2023. 

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Com potencial de acumular 14 milhões de toneladas exportadas de fevereiro a agosto, o país teria que embarcar cerca de 5,5 milhões de toneladas nos meses restantes do ciclo para chegar em 40 milhões de toneladas, volume que ainda seria insuficiente para enxugar os estoques na conta do Rafael. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve um último dia da semana positivo. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorização somente em São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorização em Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, Maracaju/MS, Campo Grande/MS e Machado/MG. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais altos no balanço em grande parte das praças de comercialização. “Embora o ritmo de negócios tenha seguido travado em algumas regiões no mercado interno, uma boa movimentação nos portos para exportação e a oferta limitada garantiram suporte às cotações”. 

“Nesta última semana o mercado permaneceu com postura retraída tanto de consumidores como dos produtores, o que limita o avanço de negócios. As atenções seguem voltadas para o câmbio, para os movimentos dos futuros do milho (Bolsa de Chicago) e para a paridade de exportação firme. Os consumidores sinalizam tranquilidade em relação a abastecimento no momento, mas com a colheita da safrinha terminando reduz-se a disponibilidade e as cotações reagem a isso”, diz a Consultoria. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram as movimentações desta sexta-feira contabilizando recuos no pregão e acumulando perdas semanais. 

O vencimento setembro/24 foi cotado à US$ 3,67 com desvalorização de 3,75 pontos, o dezembro/24 valia US$ 3,91 com perda de 2,50 pontos, o março/25 foi negociado por US$ 4,09 com baixa de 2,00 pontos e o maio/25 teve valor de US$ 4,20 com queda de 1,50 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (22), de 1,01% para o setembro/23, de 0,64% para o dezembro/24, de 0,49% para o março/25 e de 0,36% para o maio/25. 

No acumulado semanal, os contratos semanais do cereal norte-americano contabilizaram perdas de 0,74% para o setembro/24, de 0,38% para o dezembro/24, de 0,36% para o março/25 e de 0,41% para o maio/25, com relação ao fechamento da última sexta-feira (16). 

variação semanal milho cbot

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho caíram mais 0,5% a 1% na sexta-feira, com os traders voltando seu foco para ver uma produção quase recorde que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualmente estima que excederá 15,1 bilhões de bushels. 

“Isso levou a uma rodada de vendas técnicas que viu os futuros de setembro caírem 3,75 centavos para US$ 3,6775 e os futuros de dezembro caírem 2,25 centavos para US$ 3,9125”, destaca a publicação. 

A análise da Agrinvest ainda ressalta que os preços do milho acompanharam os futuros do trigo em baixa, que continuam pressionados devido à agressividade na oferta de trigo no Mar Negro. 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado de trabalho dos EUA pode estar próximo de ponto de inflexão, aponta…


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Por Howard Schneider

JACKSON HOLE, Wyoming (Reuters) – Como a inflação caiu rapidamente em 2023 e continuou a desacelerar este ano, autoridades do Federal Reserve ficaram animadas com o fato de que a economia dos EUA parecer estar perdendo força não por meio do aumento do desemprego, mas sim por um declínio no grande número de vagas de emprego que as empresas publicaram durante o pico da escassez de mão de obra da era pandêmica.

No entanto, a economia pode estar agora próxima de um ponto de inflexão em que uma queda contínua nas vagas de emprego se traduzirá em aumentos mais rápidos no desemprego, um argumento a favor de o Fed começar a cortar a taxa de juros para proteger o mercado de trabalho, de acordo com uma nova pesquisa apresentada nesta sexta-feira na conferência econômica anual do Fed de Kansas City em Jackson Hole, Wyoming.

Autoridades enfrentam dois riscos: serem lentos demais para flexibilizar a política monetária, podendo causar um “pouso forçado” com desemprego elevado (…) ou cortar os juros prematuramente, deixando a economia vulnerável” ao aumento da inflação, escreveram os economistas Pierpaolo Benigno, da Universidade de Berna, e Gauti B. Eggertsson, da Universidade de Brown, em seu trabalho de pesquisa. Com base em sua nova análise do mercado de trabalho, “nossa avaliação atual sugere que o primeiro risco supera o segundo”.

Autoridades do Fed parecem ter chegado à mesma conclusão, com a expectativa de que as reduções da taxa de juros de referência do banco central dos EUA comecem na reunião de 17 e 18 de setembro e provavelmente continuem nas sessões seguintes.

A pesquisa sugere, por exemplo, que quando os mercados de trabalho estão frouxos, formuladores de política monetária podem continuar a considerar os choques de oferta como de menor importância para a inflação subjacente e para a política monetária adequada. Eles concluem que é preciso uma combinação de problemas de oferta e mercados de trabalho apertados para gerar o tipo de aumento persistente da inflação que os EUA acabaram de experimentar.

Isso também acrescenta uma dose de cautela a um debate que está em andamento no Fed há anos sobre o que constitui o nível máximo de emprego que é consistente com a meta de inflação de 2% do banco central — o Congresso norte-americano tornou o Fed responsável por ambos os objetivos — e quais riscos os formuladores de política monetária podem precisar assumir com o mercado de trabalho para manter a inflação baixa e estável.

A resposta, sugere a pesquisa, é que isso depende muito da demanda e da oferta de mão de obra subjacentes, que Benigno e Eggertsson captam ao se concentrarem menos na taxa de desemprego em si e mais na proporção de vagas de emprego em relação ao número de pessoas que procuram trabalho.

Quando o número de vagas e o número de pessoas desempregadas que procuram emprego estão próximos do equilíbrio, domar um surto de inflação envolve um grande aumento no desemprego, como aconteceu na década de 1970, quando os EUA tiveram inflação e desemprego altos simultaneamente.

Por outro lado, quando o mercado de trabalho está apertado, com a demanda por trabalhadores alta em relação ao seu número, “o custo da redução da inflação em termos de aumento do desemprego é relativamente baixo”, concluíram os pesquisadores.

A métrica de vagas de emprego para desempregados tornou-se importante nas recentes discussões do banco central dos EUA, um foco dos formuladores de política monetária e do chair do Fed, Jerome Powell, em particular, quando ultrapassou a marca de 2 para 1 durante a reabertura da pandemia da Covid-19, com as empresas publicando dois empregos para cada pessoa disponível.





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Café: Mercado finaliza a semana com fortes ganhos atento as condições…


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Na sessão desta sexta-feira (23), os vencimentos futuros do café arábica  finalizaram o pregão com fortes avanços na Bolsa de Nova York (ICE Future US), sendo que os primeiros vencimentos registraram ganhos de 440 pontos a 360 pontos.

Na Bolsa de Nova York (Ice Futures US), o vencimento setembro/24 terminou com alta de 440 pontos e está cotado em 251,50 cents/lbp, enquanto o contrato dezembro/24 finalizou com ganho de 440 pontos e está precificado em 247,30 cents/lbp. No caso do março/25 encerrou com valorização de 360 pontos e cotado em 244,80 cents/lbp.

Já em Londres, o contrato setembro/24 registrou baixa de US$ 51 por tonelada, negociado por US$ 4.903 por tonelada. O novembro/24 encerrou com recuo de US$ 58 por tonelada e valendo US$ 4.574. O janeiro/25 também teve valorização de US$ 60 e cotado por US$ 4.380 por tonelada.

De acordo com o Barchart, os preços do café nesta sexta-feira se recuperaram das perdas iniciais e subiram . Os preços do robusta registraram um novo recorde diante das preocupações com a produção no Vietnã. “O mercado está atento às condições climáticas adversas no Brasil e no Vietnã ameaçam as safras globais de café”, informou.

Ainda segundo o Barchart, a seca excessiva no Brasil pode causar a floração prematura dos cafeeiros e reduzir a produtividade da safra de café 2024/25 do Brasil. “A Cooxupé, a principal cooperativa de café do Brasil, disse que os cafeeiros continuam estressados, já que várias regiões produtoras de café no Brasil não tiveram chuvas significativas nos últimos 120 dias”, reportou.

Mercado Interno  

No mercado interno, as cotações do café registraram movimentações nas regiões produtoras acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.

No caso do café arábica tipo 6/7,  na região de Guaxupé/MG o preço registrou valorização de 0,35% e ficou cotado em R$ 1.430,00 por saca. Em Varginha/MG, a saca do café foi comercializada a R$ 1.440,00 por saca e teve alta de 1,41%. Em Poços de Caldas/MG, a cotação do café teve ganho de 1,43% e está precificado em R$ 1.420,00 por saca. 

No caso do  café arábica tipo 6, a cotação registrou alta de 0,21% na região de Guaxupé/MG e terminou negociado em R$ 1.453,00 por saca.  Já em Varginha/MG, o preço do café registrou ganho de 1,39%  e ficou precificada em R$ 1.460,00 por saca. Em Franca/SP, o café terminou o dia cotado em R$ 1.470,00 por saca e teve alta de 0,68%. 

No caso do café tipo cereja descascado registrou movimentação em Guaxupé/MG, em que o preço do café teve alta de 0,59% e está cotado em R$ 1.539,00 por saca. Em Campos Gerais/MG,  o preço do café teve alta de 0,33% e está negociado a R$ 1.520,00 por saca. Em Varginha/MG, a cotação do café teve alta de 1,33% e está precificado em R$ 1.520,00 por saca.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Prosa Agro Itaú BBA | Agro Semanal | Boi e frango de lado contrastam com o…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Apesar da forte demanda externa, os preços do boi gordo seguem sem muita força para subir dada a elevada disponibilidade de gado terminado. Já nos mercados de aves e suínos, as exportações parciais apontam números mais fracos em agosto, mas isso não tem impedido a escalada do suíno.

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