quinta-feira, março 12, 2026

Safra

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HF Brasil/Cepea: Balança comercial de frutas e hortaliças está negativa, mas…


A balança comercial brasileira de frutas e hortaliças frescas de 2024 está negativa na parcial de 2024 (até agosto), resultado bastante atípico, conforme avaliação da equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Para as frutas, dados do Comex Stat compilados e avaliados pela equipe do Cepea mostram que as exportações deste ano de boa parte delas apresentam bom desempenho, mas as importações estão ainda mais intensas – mesmo diante do dólar valorizado frente ao Real –, contexto que vem resultando em um déficit significativo. Esse cenário é distinto, tendo em vista que, quando analisada a série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997, foram poucos os anos em que a balança comercial foi negativa – houve déficit apenas em 1997, 1998 e 2014 (considerando-se o código SH08, que inclui frutas, cascas de frutos cítricos e de melões).

Segundo a equipe da revista Hortifruti Brasil, o impulso às importações vem das grandes aquisições externas de frutas que não são muito produzidas no Brasil, como pera, kiwi e frutas de caroço (ameixa, pêssego e nectarina), mas também das compras de algumas que já são fortemente produzidas por aqui, como maçã, uvas e laranja. Nestes casos, as importações aconteceram como forma de complementar a reduzida produção doméstica.

Quanto às hortaliças, segundo o Comex Stat (considerando-se o código SH07, que inclui produtos hortícolas, plantas, raízes e tubérculos, comestíveis), a balança continua deficitária, já que o Brasil é “importador líquido” desses produtos, ou seja, o País comumente compra mais fora do que exporta.

O CENÁRIO PODE MUDAR – Considerando-se o desempenho da parcial deste ano (de janeiro a agosto) e uma média dos resultados dos últimos cinco anos para os meses restantes (setembro a dezembro), espera-se que a balança comercial de frutas frescas feche 2024 positiva, sustentada pelas boas perspectivas com as exportações de manga, melão, melancia e lima ácida tahiti. Ainda assim, o possível superávit de 2024 deve ser baixo. Os gastos com as importações estão aumentando de forma expressiva, e os volumes adquiridos devem seguir intensos até o fim do ano.

 

Você também encontra nesta edição:

ALFACE – Clima desafia planejamento de produtores; consumo está limitado

BATATA – Calor acelera colheita em setembro

CEBOLA – Produtividade em alta mantém preço em queda

TOMATE – Preços reagem, mas seguem em baixos patamares

CENOURA – Custos seguem acima dos preços em setembro

CITROS – Preço da pera in natura renova recorde

MELANCIA – Oferta elevada impede aumento de preços em setembro

MELÃO – Oferta intensa restrita eleva preços

UVA – Colheita aumenta no Vale, mas em menor proporção que em anos anteriores

MANGA – Alta oferta de tommy pressiona cotações em setembro

MAÇÃ – Fruta importada tem boa qualidade e preço atrativo; importações crescem

BANANA – Apesar da queda em setembro, valor da prata avança em um ano

MAMÃO – Volume colhido de havaí aumenta, e preços caem





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CNA diz que é preciso superar desafios de financiamentos para mitigar…


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SÃO PAULO (Reuters) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta-feira que é preciso superar desafios para ampliar os financiamentos para programas que possam mitigar as emissões de gases de efeito estufa pela agropecuária, enquanto o mundo se prepara para a conferência climática COP29.

As emissões do Brasil, uma potência agrícola global, estão mais ligadas ao uso da terra, queimadas e desmatamentos, diferentemente de outros países, onde o uso de combustíveis fósseis pesa mais.

O setor agrícola brasileiro, visto como essencial para o cumprimento das metas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, considera que tem instrumentos para oferecer uma produção sustentável, ao mesmo tempo garantindo segurança alimentar, climática e energética.

Mas, acrescentou a CNA, é necessário viabilizar acordos cooperativos e regras compatíveis de participação do setor agropecuário dentro do mercado de carbono.

Neste contexto, a entidade considera que o governo federal não pode definir as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as ações de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) a partir de 2031, sem ouvir o setor agropecuário.

A principal entidade do setor agropecuário do Brasil disse ainda que é preciso evitar que o “agro” responda por outros segmentos.

“Esperamos superar os desafios em buscar financiamento e tipificar os recursos a serem tratados no escopo das soluções climáticas na agricultura”, disse a CNA no documento de posicionamento sobre as propostas para a 29ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que acontecerá de 11 a 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão.

“Sem financiamento, as ações de mitigação e adaptação, o acesso a tecnologias e recursos para perdas e danos e as ações de transparência ficam limitados, o que reduz o alcance das ações necessárias para atingir os objetivos do Acordo de Paris”, diz a CNA no documento de posicionamento.

Segundo a entidade, uma nova meta de financiamento deve apoiar os países na implementação de suas NDCs e dos Planos Nacionais de Adaptação dentro do objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o final deste século, a partir da redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE).

(Por Roberto Samora)





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Clima desafia safra de trigo com incertezas na qualidade da produção nacional


Os atrasos no plantio e as incertezas quanto ao desenvolvimento das lavouras são a base das preocupações quanto ao impacto das condições climáticas na safra de trigo de 2024. As chuvas fora de época, em maio, bagunçaram o calendário agrícola em regiões como o Rio Grande do Sul, resultando em um plantio tardio; enquanto geadas e precipitações irregulares impactaram a qualidade do trigo em diferentes estágios de desenvolvimento.

Esse panorama de incertezas climáticas e seus efeitos sobre a safra no Brasil foi um dos principais tópicos abordados no Webinar “Safra de Trigo Nacional 2024”, realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo, no dia 8 de outubro.

Setor moageiro sulista alimenta incertezas

“As chuvas em maio empurraram nosso plantio para a segunda quinzena de junho, resultando em uma colheita mais lenta”, explicou o operador de Mercados da Solo Corretora de Cereais, Indio Brasil dos Santos, que falou sobre o cenário do trigo no Rio Grande do Sul. Apesar das adversidades, o especialista pontuou que o estado apresenta boas condições de lavoura, com 85% delas classificadas como boas ou excelentes. No entanto, ele contou que há uma preocupação crescente com as chuvas excessivas, especialmente na região sul gaúcha, onde 2% das áreas já apresentam problemas.

Santos também evidenciou que o produtor enfrentou desafios financeiros e muitos não conseguirão segurar suas produções por muito tempo, o que pode gerar pressão no mercado. “Isso pode levar a uma queda nos preços, especialmente se houver um grande volume de vendas concentradas após o pico de safra, previsto para o fim de outubro”, pontuou.

Assim como no Rio Grande do Sul, Santa Catarina também enfrentou desafios relacionados ao clima e à qualidade do trigo nas safras anteriores. O diretor-executivo da Copercampos, Rosnei Soder, evidenciou que apesar da redução da área plantada para a safra de 2024, as condições das lavouras são promissoras, embora o clima continue a ser uma apreensão constante. “As plantações estão muito bonitas, mas temos preocupação com as chuvas que estão por vir”, disse o diretor da Copercampos.

Soder também destacou uma expectativa de produção superior à do ano passado, projetando uma colheita de até 400 mil toneladas, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis. No entanto, reforçou que a colheita ainda está sujeita a variáveis com o volume e a duração das chuvas.

O coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural do Paraná (DERAL – PR), Carlos Hugo Godinho, apresentou um contexto semelhante no estado, destacando mudanças significativas nas práticas de plantio. Ele explicou que, enquanto o sudoeste paranaense recebeu chuvas fortes em maio, a metade norte do estado enfrentou um severo déficit hídrico, ficando entre 40 e 45 dias sem precipitações durante junho. “Esse cenário resultou em produtividades alarmantemente baixas, com algumas regiões colhendo menos de 2 mil quilos por hectare”, resumiu.

Além disso, Godinho revelou que a previsão inicial de produção de 3,6 milhões de toneladas foi revisada para 2,6 milhões de toneladas em setembro, uma queda de 32% em relação às expectativas iniciais. “Mesmo com os preços reagindo, a maioria dos produtores deve ter prejuízo ou, no máximo, empatar os custos do trigo”, destacou. O coordenador também expressou preocupações futuras, especialmente relacionadas ao ciclo da soja e à incidência de pragas no milho, sugerindo que algumas áreas poderiam ser revertidas para o plantio de trigo, dependendo das condições climáticas e econômicas.

Estabilidade e otimismo no Cerrado

O presidente da Associação dos Triticultores do Estado de Minas Gerais (Atriemg), Eduardo Ellas Abrahim, abordou a situação crítica da produção no Cerrado. Ele destacou que, com 180 dias sem chuvas e temperaturas noturnas elevadas, a produção de trigo em Minas Gerais deve cair para cerca de 250 mil toneladas, uma redução de 50% em relação ao ano anterior, que alcançou 470 mil toneladas. “Tivemos lavouras que não se estabeleceram no trigo sequeiro, inclusive no Sul de Minas, que normalmente tem uma temperatura melhor, mas esse ano foi diferente”, afirmou.

Apesar da queda na produção, o preço do trigo em Minas Gerais se manteve estável, e algumas variedades, como o trigo branqueador, chegaram a ser negociadas por até R$ 1.600, impulsionadas pela demanda de moinhos específicos. O presidente da Atriemg expressou otimismo em relação ao próximo ciclo de plantio, com produtores já buscando informações sobre preços de sementes para a próxima safra.

Abrahim também traçou um comparativo com Goiás, que está vivenciando um crescimento expressivo na produção de trigo, superando a casa das 300 mil toneladas pela primeira vez. Ele destacou que essa expansão se deve, em grande parte, ao aumento das áreas irrigadas, enquanto Minas Gerais ainda depende predominantemente do trigo de sequeiro. “Embora o Distrito Federal e a Bahia apresentem produções menores, de 12 mil e 60 mil toneladas, respectivamente, a qualidade do trigo proveniente dessas regiões é notável”, informou.

Perspectiva de crescimento na safra paulista

O gerente de Suprimentos da Anaconda S.A., Nelson Montagna, apresentou um panorama positivo para a safra de trigo em São Paulo, com uma produção estimada em torno de 360 mil toneladas. Ele destacou que, até o momento, 80% a 90% da colheita já foi realizada, o que indica que a safra está praticamente concluída.” Apesar de enfrentar dificuldades climáticas no início do plantio, como a seca entre abril e maio, o clima se estabilizou, sem geadas ou excessos de chuva, resultando em uma safra normalizada”, definiu.

Montagna mencionou a tendência de crescimento na produção do estado ao longo dos anos, com números subindo de 140 mil toneladas em 2013 para uma estimativa de 320 mil neste ano, com potencial para alcançar meio milhão de toneladas no futuro. “Embora a chegada do trigo da Rússia em nossos portos apresente um desafio, a baixa qualidade do produto russo limita seu impacto no mercado”, finalizou.





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As certificações florestal e agrícola podem ser o primeiro passo para o…


Mesmo com o adiamento da implementação do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), previsto agora para o final de 2025, os produtores agrícolas e florestais já vinham se preparando para a adoção de uma maior transparência e rastreabilidade nas cadeias produtivas em relação a produtos oriundos de áreas de desmatamento. Nesse sentido, as certificações e auditorias podem ser um caminho para o início do cumprimento das regras.

Apesar das certificações apresentarem algumas divergências que impedem a equivalência automática ao EUDR, há uma grande sinergia com os requisitos de diferentes protocolos de certificação e verificações, que podem inclusive ser complementares. Um deles, a rastreabilidade é uma ferramenta crucial para promover informações sobre a origem do produto, que aliada à geolocalização e conformidade com os requisitos sociais, geram credibilidade às informações disponibilizadas para a União Europeia de que os produtos não têm origem em área de desmatamento após dezembro de 2022.

Isso porque, mesmo possuindo limitações, as certificações são mecanismos que comprovadamente trazem benefícios sociais e ambientais e são capazes de gerar um impacto positivo para além do seu contorno de atuação. Dessa forma, podem ser consideradas um primeiro passo na direção da adoção dos requisitos dessa nova regulamentação.

Além da EUDR, os produtores rurais e florestais buscam as certificações como forma de comprovar suas práticas, seja para o mercado, para seus clientes e fornecedores e até para atrair e reter talentos. Também têm como objetivo a melhoria contínua da gestão do negócio, o aumento da eficiência e produtividade, cumprimento da legislação ambiental e trabalhista, conservação dos recursos naturais e garantia de direitos e bem-estar dos trabalhadores rurais, tudo feito de forma documentada e auditada.

É importante salientar que as certificações possuem limites, e eles são bastante transparentes. Uma das restrições desses sistemas de verificação é o fato de atuarem por amostragem. Portanto, devem ser considerados como uma ferramenta complementar, que ajuda a obter benefícios importantes, mas que não deve ser usada como um recurso isolado e, acima de tudo, não dispensa a atuação do poder público e outros atores legais e da sociedade.

No Imaflora, vemos a certificação como muito mais do que um atestado de boas práticas. Trata-se de um contínuo processo de aprimoramento, de elevação de padrões e de busca de maior sustentabilidade na produção.

Apesar do adiamento da vigência do EUDR, as ações de adequação para o cumprimento da lei precisam acontecer desde já e podem ser vistas como excelentes diferenciais competitivos para o agro brasileiro. A crise climática já tem causado bilhões de reais em prejuízo para o agronegócio e uma das principais soluções para o Brasil está em coibir com o desmatamento. O regulamento e as certificações oferecem ao país uma oportunidade única para progredir como líder de uma nova economia sustentável e favorável às políticas socioambientais e climáticas.





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Boi Gordo: Parceria do Cepea com a B3 para elaboraçaõdo indicador é encerrada


NOTA

Piracicaba, 9 de outubro de 2024.

O Cepea, Centro de pesquisas da Esalq/Universidade de São Paulo, informa que a parceria com a B3 para a elaboração do Indicador do Boi Cepea/B3 está sendo encerrada. Independentemente disso, o Cepea seguirá elaborando o Indicador do boi. Todas as suas pesquisas sobre o mercado pecuário serão continuadas, assim como as dos mercados agrícolas.

O Agronegócio Brasileiro continuará contando com as informações e análises do Cepea para que a justa concorrência sempre prevaleça.  A parceria do Cepea com a B3 segue com a elaboração dos Indicadores do Milho e do Etanol, bem como outras iniciativas em estudo.

O Cepea reitera seu compromisso com os princípios científicos, a imparcialidade e os valores de integridade que o guiam há mais de 40 anos. Em sua rede de mais de 20 mil colaboradores, atuantes em 32 cadeias agropecuárias pesquisadas continuamente, o agente de pequeno porte tem o mesmo espaço que o de grande porte.

Sem fins lucrativos, o Cepea faz pesquisas que objetivam proporcionar transparência aos mercados, reduzindo as assimetrias de informação que limitam o desenvolvimento equilibrado do mercado. Em ambientes transparentes e com informações simétricas, a influência do poder econômico nos negócios tende a desaparecer.

O compromisso do Cepea, assim como o da ESALQ e o da USP, é com a sociedade brasileira.

Equipe Cepea

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Preços do açúcar caem mais de 2% em Nova York e Londres na tarde desta 4ª…


Valorização do dólar incentiva vendas brasileiras para exportação

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Os preços futuros do açúcar ampliaram as perdas registradas pela manhã e passaram a cair mais de 2% nas bolsa de Nova York e Londres no início da tarde desta quarta-feira (09). Segundo informações do Barchart, as cotações são pressionadas pela redução nos valores do petróleo, que chegou a perder em torno de 2% nesta quarta-feira e, por volta das 12h, caía próximo a 1%. Além disso, a alta do dólar em relação ao real incentiva vendas para exportação pelos produtores brasileiros.

Próximo às 12h15 (horário de Brasília), em Nova York o contrato março/25 tinha queda de 0,58 cents, cotado em US$ 21,91 cents/lbp. O maio/25 perdia 0,56 cents, com valor de 20,38 cents/lbp. O julho/25 caía 0,54 cents, negociado em 19,45 cents/lbp. O outubro/25 passava a valer 19,28 cents/lbp, com redução de 0,48 cents.

Em Londres, o contrato dezembro/24 tinha baixa de US$ 13,70, cotado em US$ 561,40/tonelada. O março/25 estava precificado em US$ 567,20/tonelada, queda de US$ 13,20. O maio/25 valia US$ 562,80/tonelada, diminuição de US$ 13,10. O agosto/25 era negociado em US$ 545,50/tonelada, redução de US$ 14,60.

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Fonte:

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Produção mundial de café está estimada em 176,2 milhões para este…


Tal levantamento da produção total de café representa um aumento de 15,65% em relação ao volume físico da safra global efetivamente colhida em 2015

A produção mundial de café calculada com base no desempenho verificado no intervalo de dez safras seguidas registrará um aumento de 15,65%, e assim equivalerá a um crescimento no volume físico em torno de 23,8 milhões de sacas. Tal performance representará um crescimento global do total de 152,4 milhões de sacas efetivamente colhidas em 2015 para as 176,2 milhões de sacas de 60kg, que foram estimadas para a safra de 2024, cujo ano-cafeeiro encontra-se em curso.

Vale ressaltar que esses dados da performance das duas safras citadas da cafeicultura mundial, que estão sendo objeto desta análise e divulgação por meio do Observatório do Café, foram obtidos tendo como referência o somatório da produção total das duas espécies de cafés cultivas no planeta, que são, no caso, a de Coffea arabica (café arábica) e a de Coffea canephora (café robusta+conilon). 

Assim, em relação à safra colhida em 2015, em nível mundial, especificamente da produção total de C. arabica, verifica-se que a colheita efetiva dessa espécie atingiu 86,1 milhões de sacas, volume que correspondeu a 56,5% do total global da safra desse ano. E, em complemento, como a safra de C. canephora foi de 66,3 milhões de sacas, tal volume representou 43,5% do somatório das duas espécies colhidas nesse ano-cafeeiro.

Com relação à estimativa da safra global de 2024, também vale a pena estabelecer um comparativo da participação percentual da produção de cada uma dessas duas espécies de cafés em relação ao total geral estimado. Dessa forma, como a safra de C. arabica está estimada em 99,9 milhões de sacas, esse volume físico representará aproximadamente 57% do total geral do corrente ano.

E, adicionalmente, quanto à espécie de C. canephora, cuja safra foi calculada em 76,4 milhões de sacas, tal volume físico corresponderá a 43% da safra 2024. Fato curioso, que também merece realce, é que a participação percentual das duas espécies de cafés em relação à produção mundial, passados dez anos, praticamente se manteve a mesma.





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Preços ficam estáveis nesta sexta-feira (23) no mercado de suínos


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A sexta-feira (23) termina para o mercado de suínos com preços estáveis, na maioria. Segundo análise do Cepea, os preços do suíno vivo e da carne estão em alta em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo órgão. Em algumas praças, a atual média do vivo é a maior desde fevereiro/21, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de julho). 

Segundo pesquisadores do Cepea, os avanços são resultados da oferta reduzida de animais em peso ideal para abate e da forte procura por novos lotes por parte da indústria, que precisa atender às demandas interna e sobretudo, externa. 

De acordo com a Scot Consultoria, o valor da arroba do suíno CIF em São Paulo ficou estável, com preço médio de R$ 167,00, assim como s carcaça especial, fechando em R$ 13,30/kg, em média.

Conforme informações do Cepea/Esalq sobre o Indicador do Suíno Vivo, referentes à quinta-feira (22), houve aumento somente no Paraná, na ordem de 0,84%, chegando a R$ 8,36/kg. Os preços ficaram estáveis em Minas Gerais (R$ 8,97/kg), Rio Grande do Sul (R$ 7,96/kg), Santa Catarina (R$ 8,28/kg), e São Paulo (R$ 8,79/kg).
 

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Fonte:

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Agricultor brasileiro volta a fazer encomendas de fertilizantes, diz Anda


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SÃO PAULO (Reuters) – O agricultor brasileiro começou os preparativos para a safra 2024/25 com cautela, em meio a preços mais baixos de importantes produtos agrícolas como a soja e o milho, mas voltou a fazer encomendas de fertilizantes em um ritmo melhor, disse o diretor-executivo da Associação Nacional para Difusão do Adubo (Anda), Ricardo Tortorella, em entrevista à Reuters.

“Ele (agricultor) demorou para tomar a decisão sobre as encomendas, mas voltou a fazer encomendas, estamos com armazéns lotados, portos lotados”, disse o diretor-executivo da Anda, sinalizando que os negócios voltaram a fluir.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro acumulam queda de 1,8% de janeiro a maio, para 14,2 milhões de toneladas, conforme os últimos dados divulgados pela Anda.

Mas Tortorella avalia que essa pequena queda nas entregas, frente a um ano de vendas volumosas como 2023, precisa ser relativizada.

Ele ainda vê um ano de mercado firme no Brasil, ainda que a associação não faça previsões.

“Quando olhamos dados de maio, produção e importação caíram, apesar disso, o produtor está encomendando”, acrescentou.

O Brasil importa grande parte de suas necessidade de fertilizantes.

As entregas de fertilizantes ao mercado caíram 10,1% em maio, para 3,26 milhões de toneladas.

O poder de compra de fertilizantes pelos agricultores caiu em julho ao menor nível em quase dois anos, segundo índice elaborado pela Mosaic, líder de mercado no Brasil, em meio a uma queda nos preços da soja e do milho e uma alta nos custos com adubos.

Mas os negócios voltaram a fluir, notou Tortorella. Ele avalia que o mercado agora está andando no mesmo ritmo do ano passado, quando as vendas foram quase recordes, ficando muito perto dos volumes de 2021.

“Foi um semestre bastante atípico e gerou dúvida ao produtor rural, ele retardou a compra, mas temos sinais até agora que ele vai comprar dentro da normalidade”, disse ele, ressaltando que a fertilizante do solo é fundamental para o aumento da produtividade.

Segundo o diretor-executivo da Anda, um primeiro semestre de vendas mais lentas expõe riscos logísticos para as entregas, mas a “indústria está fazendo tudo para superá-los”.

O plantio da safra de grãos 2024/25 deve começar a partir de meados de setembro, a depender também da chegada das primeiras chuvas.

Cenários sobre o mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo vão ser discutidos na próxima terça-feira, no congresso anual da Anda, em São Paulo.

(Por Roberto Samora)





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Maçã/Cepea: Preços estão subindo! – Notícias Agrícolas


Em agosto, as vendas de maçã tiveram uma melhora significativa nos grandes centros consumidores, do Sul e do Sudeste. De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o retorno às aulas foi o principal fator.

Assim, com a oferta controlada, o preço de algumas variedades e perfis registraram alta nas regiões classificadoras nesta semana (19 a 23/08). Na média das praças, a gala 165 Cat 1, por exemplo, foi negociada a R$ 134,33/cx de 18 kg, aumento de 6% em relação à semana anterior. Já a fuji 165 Cat 1 foi vendida a R$ 130,5/cx de 18 kg, crescimento de 5% no mesmo período.

Para a próxima semana, o preço pode se estabilizar devido ao fim de mês, que tende restringir o comércio.

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