domingo, julho 26, 2026

Política & Agro

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Café recupera perdas em semana volátil



O robusta também apresentou recuperação expressiva


O robusta também apresentou recuperação expressiva
O robusta também apresentou recuperação expressiva – Foto: Divulgação

Os preços internacionais do café tiveram recuperação na semana, em meio a um ambiente de volatilidade nas bolsas e ajustes ligados à oferta disponível nos principais mercados. Segundo análise da StoneX, os contratos futuros de arábica e robusta encerraram o período em alta, revertendo parte das perdas recentes.

No caso do arábica, o contrato com vencimento em julho fechou a semana cotado a US¢ 294,9 por libra-peso na bolsa de Nova Iorque. O desempenho representou avanço semanal de 3,7%, sustentado em parte pela redução dos estoques certificados na ICE observada ao longo da semana. O volume recuou 2,8%, o equivalente a cerca de 15 mil sacas, ficando próximo de 512 mil sacas. Esse é o menor nível desde o início de março, fator que contribuiu para dar suporte às cotações diante da percepção de menor disponibilidade no curto prazo.

O robusta também apresentou recuperação expressiva. O contrato de julho encerrou a semana negociado a USD 3.403 por tonelada em Londres, com valorização de 6,5% no comparativo semanal. A alta foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo estoques ICE próximos de mínimas recentes, relatos de redução sazonal dos fluxos originados da Indonésia e de Uganda e a pressão dos prêmios logísticos.

No caso da logística, o conflito no Oriente Médio elevou os custos associados ao transporte do café asiático para os mercados ocidentais, o que reforçou o movimento de valorização do robusta. Com isso, a semana foi marcada por retomada dos preços nas duas variedades, em um cenário no qual os fundamentos de estoque, fluxo de exportação e custos de transporte ganharam peso na formação das cotações.

 





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Algodão recua com ajuste de posições



Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”


Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”
Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call” – Foto: Canva

O mercado de algodão encerrou a semana com leve queda nos contratos futuros, em um ambiente marcado por ajustes de posições e maior volatilidade entre os vencimentos. Segundo a StoneX, o contrato de julho de 2026 registrou pequenas perdas no período e terminou a sexta-feira, 24, cotado a US¢79,36 por libra-peso.

A proximidade do First Notice Day, observado na última sexta-feira, foi um dos principais fatores de movimentação no mercado. A data intensificou a dinâmica de rolagem de posições, processo em que participantes ajustam seus contratos para vencimentos posteriores, o que costuma ampliar as oscilações entre diferentes meses de entrega. Esse movimento contribuiu para um comportamento mais instável das cotações ao longo da semana.

Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”. Os dados indicaram uma fixação elevada por parte das fiações, superando até mesmo a fixação dos produtores. O resultado surpreendeu o mercado e ajudou a limitar parte dos ganhos que poderiam ser sustentados pelos fundamentos ou por fatores técnicos. Com maior volume de fixações pelas indústrias consumidoras, o espaço para avanços mais consistentes ficou mais restrito no curto prazo.

Apesar da pressão observada na semana, as incertezas climáticas seguem atuando como fator de sustentação para os preços. A preocupação com as condições nas áreas produtoras ainda permanece no radar dos agentes, embora os últimos dias tenham sido marcados por chuvas mais intensas no Cinturão do Algodão. Esse cenário reduz parte das tensões imediatas, mas não elimina a cautela em relação ao desenvolvimento das lavouras.

Com isso, o algodão segue em um ambiente de equilíbrio entre fatores técnicos, ajustes de mercado e monitoramento climático. A combinação entre rolagem de posições, fixações acima do esperado e clima ainda incerto deve continuar influenciando o comportamento dos contratos futuros nos próximos dias.

 





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Cacau fecha semana em queda moderada



A ausência de uma tendência definida sugere cautela entre os participantes


A ausência de uma tendência definida sugere cautela entre os participantes
A ausência de uma tendência definida sugere cautela entre os participantes – Foto: Pixabay

O mercado internacional de cacau passou por uma semana de ajustes moderados, com os contratos futuros operando sem direção definida e encerrando o período em queda. Segundo análise da StoneX, o movimento entre 20 e 27 de abril indica um cenário de acomodação, no qual os preços encontraram limites para avanços mais consistentes e também para novas baixas.

Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em maio de 2026 recuou 2,4% no intervalo analisado, encerrando a 3.218 dólares por tonelada. Em Londres, o contrato equivalente também perdeu força, com queda de 2,1%, fechando a 2.420 libras por tonelada. As variações ocorreram dentro de uma faixa relativamente estreita, reforçando a leitura de que o mercado ainda busca uma direção mais clara no curto prazo.

A ausência de uma tendência definida sugere cautela entre os participantes, que observam tanto os limites para uma recuperação mais forte quanto os fatores que impedem quedas mais acentuadas. Esse comportamento mantém os preços em um período de maior equilíbrio, após fases de volatilidade mais intensa na commodity.

Apesar da acomodação recente, o cenário para a próxima safra segue cercado de atenção. Fragilidades financeiras no Oeste Africano podem gerar riscos produtivos relevantes, considerando a importância da região para a oferta global de cacau. Esse fator adiciona incerteza ao mercado, mesmo em um momento em que as cotações demonstram menor amplitude de oscilação.

Com isso, o desempenho recente dos contratos futuros reflete um ambiente de espera, no qual os agentes acompanham a evolução das condições financeiras e produtivas nos principais países produtores. A combinação entre preços ajustados e possíveis riscos à produção deve seguir no radar do mercado nas próximas semanas.

 





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Colheita argentina avança com ritmos distintos


A colheita de grãos na Argentina avança em ritmo desigual, com ganhos de produtividade em algumas regiões e atrasos ainda relevantes frente à média histórica em parte das lavouras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a melhora nos rendimentos do girassol elevou a projeção de produção da cultura para 6,6 milhões de toneladas.

No caso da soja, a colheita alcança 18,3% dos 17,2 milhões de hectares, após avanço semanal de 8 pontos percentuais. O rendimento médio nacional está em 37 sacas por hectare. Embora os trabalhos tenham ganhado ritmo e estejam quase 4 pontos percentuais à frente da campanha anterior, ainda há atraso de 11 pontos em relação à média das últimas cinco safras.

A soja de primeira avança com fluidez nos dois núcleos produtivos. No Núcleo Norte, os rendimentos médios chegam a 39,6 sacas por hectare, enquanto no Núcleo Sul alcançam 40,5 sacas por hectare, ambos acima dos registros históricos. No Norte de La Pampa e Oeste de Buenos Aires, apesar das dificuldades de colheita por falta de piso, os resultados médios chegam a 41,4 sacas por hectare, favorecidos pelas chuvas acumuladas ao longo do ciclo. A soja de segunda tem 1,3% da área apta colhida, com 84% da superfície ainda em pé em condição normal a excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,6 milhões de toneladas.

No milho, a colheita chegou a 28% da área apta, com avanço semanal de 1,5 ponto percentual e rendimento médio de 86,8 sacas por hectare. A melhora do clima permite a retomada gradual dos trabalhos, embora a prioridade dada à soja de primeira limite o ritmo. Os rendimentos estão em 100,5 sacas por hectare no Núcleo Norte e 95,4 no Núcleo Sul. A projeção segue em 61 milhões de toneladas.

Já o girassol atingiu 97% da área apta colhida, após avanço semanal de 5,7 pontos. Mesmo com grande variação nos rendimentos, os resultados médios ficaram acima dos observados anteriormente e também das expectativas informadas por produtores, especialmente no Sudeste de Buenos Aires, que reúne 19% da área semeada.

 





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Petróleo cai 9% após o Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


Logotipo Reuters

Por Georgina McCartney

HOUSTON, 17 Abr (Reuters) – Os preços do petróleo caíram cerca de 9% nesta sexta-feira, depois que o Irã disse que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz estava aberta durante o período restante do cessar-fogo e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã concordou em nunca mais fechar o estreito.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$9,01, ou 9,07%, a US$90,38 por barril, depois de atingir uma mínima da sessão de US$86,09. Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate  dos Estados Unidos fecharam em queda de US$10,48, ou 11,45%, a US$83,85 por barril, depois de registrar uma mínima de US$80,56.

Ambos os contratos registraram suas maiores quedas diárias desde 8 de abril.

Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, disse uma autoridade de alto escalão iraniano à Reuters, acrescentando que o descongelamento dos fundos iranianos fazia parte do acordo.

“Com o mercado agora desfazendo rapidamente o prêmio de risco extremo criado nas últimas duas semanas, o petróleo está voltando a precificar a normalização do fluxo real em vez do risco de interrupção”, disseram analistas da Gelber & Associates em uma nota.

Cerca de 20 navios foram vistos se deslocando do Golfo em direção à saída pelo Estreito de Ormuz, de acordo com dados de rastreamento de navios.

(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Robert Harvey, Ahmad Ghaddar, Shadia Nasralla e Seher Dareen em Londres, Helen Clark em Perth; edição de Louise Heavens, Kirsten Donovan, Nia Williams e Bill Berkrot)





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Estoques maiores reduzem pressão no arroz


O mercado de arroz atravessa um período de baixa fluidez, marcado por negócios pontuais e ausência de uma direção clara para os preços. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, que aponta um cenário influenciado pelo câmbio, pelos estoques e pelo comportamento cauteloso dos agentes do setor.

Nas últimas semanas, o Brasil manteve exportações em volumes relevantes, indicando que ainda há espaço para o produto nacional no mercado externo. Esse fluxo, porém, já não exerce a mesma força observada em outros momentos, quando ajudava de forma mais efetiva a equilibrar a oferta no mercado interno e a dar sustentação às cotações.

No ambiente internacional, a produção global permanece muito próxima do consumo, enquanto os estoques aparecem ligeiramente mais elevados. Esse quadro reduz a percepção de escassez e limita movimentos mais fortes de alta. Nos Estados Unidos, a leitura segue a mesma linha, com produção estável, recuo nas exportações e aumento dos estoques, o que amplia a disponibilidade e diminui a pressão compradora.

No mercado brasileiro, o câmbio passou a ocupar papel central. Com o dólar próximo de R$ 5,00, o arroz nacional perde competitividade, e a exportação deixa de funcionar como canal eficiente de escoamento. Esse fator reduz a capacidade de sustentação dos preços, especialmente em um momento em que o mercado físico opera de forma travada.

O produtor segue retendo o produto, à espera de melhores condições, enquanto a indústria compra apenas o necessário, sem alongar posições. Com isso, as negociações ocorrem de maneira limitada, e o mercado perde referências mais consistentes. Embora os preços mostrem alguma recuperação no curto prazo, ainda acumulam queda relevante no ano, reforçando a percepção de que a sustentação atual está mais ligada à ausência de oferta do que a uma demanda aquecida.

Para os próximos movimentos, a atenção se concentra no comportamento do câmbio e em uma possível retomada da oferta pelos produtores. Até que alguma dessas variáveis mude, o cenário tende a exigir leitura cuidadosa, disciplina comercial e atenção ao momento das negociações.

 





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plantio de milho supera ritmo de 2025



Clima favorece avanço do milho



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27) com base em dados do USDA, a semeadura de milho nos Estados Unidos atingiu 25% da área projetada até 26 de abril. No comparativo semanal, o avanço foi de 14 pontos percentuais, enquanto em relação ao mesmo período da safra passada o ritmo está 3 pontos percentuais acima.

O progresso é sustentado por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. Entre 20 e 26 de abril, foram registrados volumes moderados de chuva, variando entre 0 e 50 milímetros. Estados com maior área cultivada, como Illinois, Iowa, Missouri e Nebraska, apresentaram avanços semanais de 16, 20, 17 e 18 pontos percentuais, respectivamente.

Para a próxima semana, a previsão indica volumes de precipitação entre 10 e 70 milímetros nos Estados Unidos, concentrados em estados como Texas, Mississippi, Oklahoma e Alabama, sem impacto relevante nas principais regiões produtoras. O avanço da semeadura reforça a expectativa de aumento da oferta no país, com potencial de pressão sobre os preços do milho.





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Baldan e Amcham debatem recuperação de pastagens degradadas na Agrishow


Diante do desafio global de alimentar uma população que deve alcançar 10 bilhões de pessoas até 2030, o Brasil se consolida como protagonista na segurança alimentar mundial. Com potencial para expandir sua produção de forma limpa, sem a necessidade de derrubar novas áreas de floresta, o país aposta na recuperação de pastagens degradadas como caminho estratégico.

Diante deste cenário, o Comitê de Agronegócio da Amcham Brasil, em conjunto com a Baldan, promoveu um debate sobre o tema e trouxe como exemplo o projeto da empresa com a Embrapa sobre recuperação de pastagens degradadas e discutiu a viabilidade do aumento da produção de maneira sustentável, sem desmatar novas áreas.

A conversa realizada no Espaço Conhecimento, dentro do estande da companhia durante a Agrishow 2026, contou com a participação de Emerson Borghi, pesquisador da Embrapa e referência no assunto, além de lideranças e executivos do setor, em um painel conectado à realidade do produtor.

Segundo o pesquisador, no Brasil, a recuperação dessas terras é possível por meio da transformação das áreas em sistemas ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que recupera a qualidade da forragem e aumenta o estoque de carbono no solo. Hoje, já são 17 milhões de hectares de pastagem que utilizam alguma modalidade de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e mais de 27 milhões com potencial de conversão. Os principais desafios, porém, estão relacionados à assistência técnica e à capacitação pecuarista.

“Essa transformação é muito benéfica, pois promove melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior produtividade por área, reduzindo desperdícios. Em resumo, torna a propriedade mais sustentável, algo cada vez mais valorizado na pecuária. Hoje, o consumidor quer saber mais sobre a cadeia de rastreabilidade: não apenas se a carne é boa, mas o que o animal consumiu, como foi tratado e a quais insumos foi exposto”, afirma Borghi.

Com o objetivo de transformar conhecimento científico em soluções práticas para uma produção agropecuária sustentável e rentável, a Embrapa e a Baldan estabeleceram uma parceria para validar a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em sistema de plantio direto. A iniciativa promove boas práticas, conhecimento técnico e soluções que contribuem para o aumento da produtividade com o uso de maquinário de última geração. O acordo está alinhado ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCDP), que tem como meta restaurar 28 milhões de hectares de áreas com degradação intermediária a severa.

O Espaço Conhecimento da Baldan na Agrishow é um ambiente dedicado à troca de informações qualificadas e ao debate de temas estruturantes para o futuro do agronegócio brasileiro. É uma das diversas iniciativas da empresa na feira que reforçam o seu posicionamento como parceira estratégica do produtor rural.





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Algodão atinge maior preço em dois anos



Alta do petróleo impulsiona algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq voltou ao maior patamar em dois anos. Na última semana, o índice atingiu 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível que não era registrado desde o fim de março de 2024.

Naquele período, o algodão estava em trajetória de queda, com preços que recuaram para abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso no fim de 2024 e chegaram a níveis inferiores a 63 centavos de dólar por libra-peso no final de 2025.

Ao longo do primeiro trimestre de 2026, os preços passaram a apresentar recuperação, acompanhando a valorização na bolsa de Nova York e a alta do petróleo, fatores que ampliaram a competitividade do algodão frente às fibras sintéticas.

De acordo com o Cepea, a partir de março os vendedores mantiveram posição firme, atentos ao mercado internacional, enquanto a indústria doméstica e as tradings voltadas à exportação ampliaram o consumo.

Nesse contexto, o cenário de preços mais elevados pode favorecer a comercialização do algodão pelos produtores, ao reduzir a pressão sobre as margens da cultura.





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Foi picado por escorpião? Saiba qual unidade de saúde procurar em Alagoas


Alagoas registrou no ano passado 15.176 casos de acidentes com escorpiões. De 1º de janeiro até esta quarta-feira (29), foram 3.624 acidentes, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acende o alerta para a população sobre a prevenção e, principalmente, a busca rápida por atendimento em unidades de saúde. 

O médico veterinário da Sesau, Clarício Bugarim, orienta que a procura por atendimento médico deve ser imediata após a picada do escorpião. “Embora a maioria dos acidentes com escorpiões seja considerado leve, é fundamental que a pessoa procure atendimento de saúde o mais rápido possível, especialmente quando se trata de crianças, idosos ou pessoas com comorbidades, pois o quadro pode evoluir com manifestações mais graves”, salienta.

Clarício Bugarim informa que a dor é o principal sintoma da picada de escorpião, e ressalta que ela surge poucos minutos após o ataque. Em muitos casos, ela vem acompanhada de vermelhidão, formigamento e sudorese. Como o veneno pode ser absorvido pela circulação sanguínea, o cuidado deve ser redobrado, principalmente com crianças. “Também é comum ocorrer agitação, salivação, náuseas e vômitos, bem como, hiper ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, edema agudo pulmonar e choque”, enumera.

Onde são encontrados

Os escorpiões podem ser encontrados em diferentes ambientes, como áreas secas, regiões úmidas, zonas urbanas e até dentro das residências. “Esses animais costumam se esconder em armários, calçados e roupas deixadas no chão, aumentando o risco de acidentes domésticos”, enfatiza.

Clarício Bugarim orienta que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes com escorpiões. “Manter quintais, jardins e áreas externas limpas; evitar acúmulo de lixo, entulhos e folhas secas; vedar frestas, buracos e ralos; instalar telas em ralos, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar roupas e lençóis encostados no chão; sacudir roupas e calçados antes de usar; usar luvas ao manusear materiais de construção ou limpeza; e combater insetos, principalmente baratas”, pontua. 

Primeiros Socorros

Como primeiros socorros, Clarício Bugarim, orienta que é recomendado lavar o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna no local e procurar o serviço de saúde mais próximo. “Mas não se pode, de forma alguma, colocar gelo ou água fria no local da picada; fazer torniquete ou garrote; fazer sucção com a boca no local da picada; passar álcool, querosene, fumo ou pó de café; e nem ingerir bebida alcoólica ou fumo”, frisa o médico veterinário da Sesau.

Clique aqui e confira a lista das unidades clicando para atendimento





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