sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Geada no Sul e chuva forte no Norte e Nordeste


As temperaturas seguem baixas na Região Sul nesta quarta-feira (13), com risco de geada em diferentes áreas, enquanto o Norte e o Nordeste permanecem em alerta para chuvas intensas que podem provocar transtornos em diversos municípios. As informações foram divulgadas pelo Meteored.

Segundo a previsão, nesta terça-feira (12), os termômetros registraram temperaturas negativas na Serra Catarinense e na Serra da Mantiqueira devido à atuação de uma massa de ar polar. Nos pontos mais altos, as mínimas ficaram próximas de -5°C na Serra Catarinense e chegaram a -6,8°C no Parque Nacional do Itatiaia.

De acordo com o Meteored, o frio deve persistir sobre a Região Sul nesta quarta-feira (13). Mesmo com o enfraquecimento da massa de ar frio nas camadas mais altas da atmosfera, a anomalia negativa de temperatura continua na superfície, mantendo o amanhecer com temperaturas abaixo da média em toda a região.

A previsão indica que a Região Sul continuará sob risco de geada nas primeiras horas desta quarta-feira (13). No Rio Grande do Sul, as áreas do leste próximas ao litoral devem ter menor probabilidade para o fenômeno, com mínimas entre 8°C e 10°C, o que reduz a possibilidade de formação de gelo.

Já em áreas centrais do estado e em regiões próximas à Serra Gaúcha, as temperaturas permanecem mais baixas, favorecendo a ocorrência de geada. Os termômetros podem variar entre 4°C e 6°C na região central, enquanto na serra as mínimas devem ficar próximas de 0°C.

Na Serra Catarinense, considerada uma das regiões mais frias do país, há previsão de nova formação de geada nesta quarta-feira (13). Os modelos meteorológicos apontam mínimas entre 1°C e 3°C, mas as temperaturas próximas à superfície podem atingir valores negativos, favorecendo a formação de gelo sobre a vegetação.

Ainda conforme o Meteored, o risco de geada em Santa Catarina não fica restrito à serra. Em outras áreas do estado, as temperaturas devem oscilar entre 5°C e 8°C, com possibilidade de ocorrências isoladas. No litoral, as mínimas previstas variam entre 8°C e 11°C.

No Paraná, onde já houve registro de geadas na manhã de terça-feira (12), as condições continuam favoráveis ao fenômeno nesta quarta-feira (13). O risco é maior na região central e em áreas próximas à divisa com Santa Catarina, com temperaturas previstas entre 3°C e 7°C.

Enquanto o Sul enfrenta o frio, o Norte e o Nordeste do país devem registrar volumes elevados de chuva nesta quarta-feira (13). A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica o transporte de umidade para estados como Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Os acumulados previstos são considerados elevados devido à manutenção da umidade por longos períodos. Segundo a previsão, chuvas intensas devem atingir áreas do Amazonas, Pará, Roraima e o litoral do Maranhão ainda durante a manhã.

Com o aumento das temperaturas ao longo da tarde, a atmosfera tende a ficar mais instável, ampliando o potencial para temporais. Os alertas também se estendem para áreas do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

Em partes do Pará, Amapá, Maranhão e Amazonas, o céu deve permanecer encoberto e as chuvas ocorrerão desde a madrugada. No noroeste do Pará, os acumulados podem chegar a 200 milímetros, enquanto capitais seguem sob alerta para volumes próximos de 50 milímetros.

No litoral norte do Nordeste, a previsão indica acumulados capazes de provocar alagamentos. São esperados cerca de 42 milímetros em São Luís, 43 milímetros em Fortaleza e aproximadamente 38 milímetros em Natal.

Os ventos vindos do oceano também devem aumentar a umidade no litoral da Paraíba e de Pernambuco. A previsão aponta acumulados de 56 milímetros em Recife e de 63 milímetros em João Pessoa.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho ganha peso estratégico na integração entre grãos, proteína animal e etanol



A leitura da safra também passa pelo clima



Foto: Canva

O milho segue como cultura estratégica para Goiás na safra 2025/26. Na primeira safra, a área plantada é estimada em 149 mil hectares, com expectativa de produção de 1,5 milhão de toneladas, segundo dados divulgados pela Seapa.

A importância do cereal vai além da lavoura. O milho é insumo central para aves, suínos, bovinos confinados e também para a indústria de etanol de milho, segmento que vem ampliando a demanda no Centro-Oeste.

No entorno de Goiânia, o comportamento do milho influencia diretamente o planejamento de granjas, confinamentos, fábricas de ração e operadores logísticos. A oferta estadual ajuda a compor preços e disponibilidade para diferentes elos da cadeia.

A leitura da safra também passa pelo clima. Como parte relevante do milho brasileiro vem da segunda safra, o desempenho final depende da janela de plantio, da regularidade das chuvas e das condições de enchimento de grãos.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja movimenta logística e serviços no eixo agroindustrial de Anápolis



A área prevista para soja em Goiás é de 5,1 milhões de hectares



Foto: Divulgação

Anápolis não é analisada isoladamente nos principais levantamentos de safra, mas está inserida em um eixo logístico e agroindustrial diretamente impactado pelo desempenho da soja goiana. A produção estadual da oleaginosa está estimada em 19,8 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O dado ajuda a dimensionar a movimentação esperada em transporte, armazenagem, revenda de insumos, crédito rural e prestação de serviços. Em cidades com perfil logístico, como Anápolis, o efeito da safra aparece tanto antes quanto depois da porteira.

A área prevista para soja em Goiás é de 5,1 milhões de hectares, com avanço de 4% frente ao ciclo anterior. A expansão confirma a força da cultura na composição da renda agrícola do estado.

Mesmo com bom desempenho produtivo, o produtor segue atento às margens. Fertilizantes, defensivos, frete, juros e câmbio continuam entre os fatores que podem alterar o resultado econômico da safra.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho reforça demanda por armazenagem e planejamento no centro de Goiás



Anápolis, pela posição estratégica no estado, tende a sentir os reflexos do volume



Foto: Canva

O milho tem papel relevante no planejamento da safra em Goiás e, por consequência, no eixo de Anápolis. A primeira safra estadual tem produção estimada em 1,5 milhão de toneladas, conforme a Seapa.

A cultura atende diferentes mercados. Além do consumo direto nas propriedades, o cereal abastece cadeias de proteína animal e indústrias de processamento, segmentos que dependem de oferta regular e preços competitivos.

A logística será um dos pontos de atenção. Em anos de safra cheia, a disputa por armazéns, caminhões e janela de escoamento pode influenciar custos e prazos de entrega.

Anápolis, pela posição estratégica no estado, tende a sentir os reflexos do volume produzido em diferentes regiões goianas. A cidade funciona como ponto de passagem, apoio e articulação comercial para parte da produção agrícola.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso encerra etapa da soja com alta produtividade e atenção à qualidade dos grãos



O resultado confirma Mato Grosso como principal referência



Foto: Sheila Flores

Cuiabá foi palco da apresentação dos resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, realizado pelo Imea, Aprosoja MT e Iagro MT. O levantamento percorreu mais de 34 mil quilômetros e realizou 998 avaliações em campo ao longo de 71 dias.

A produção estadual de soja na safra 2025/26 foi estimada em 51,56 milhões de toneladas, com produtividade média de 66,03 sacas por hectare, segundo dados divulgados pelo Imea e pela Aprosoja MT.

O resultado confirma Mato Grosso como principal referência nacional da cultura. A área plantada foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra anterior.

Apesar da produtividade elevada, o ciclo não foi livre de problemas. O Imea apontou déficit hídrico no início do plantio em algumas regiões e excesso de chuvas na fase final, com impacto sobre o peso e a qualidade dos grãos.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segunda safra concentra preocupação com janela de plantio e custos em Mato Grosso



O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas



Foto: Nadia Borges

O milho segunda safra passou a concentrar as atenções em Mato Grosso após o encerramento da soja. Segundo o Sistema Famato, com base em informações do Imea, o excesso de chuvas em fevereiro dificultou a colheita da soja e atrasou o plantio do milho em parte das áreas.

O Imea estimou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal. Esse atraso aumenta a exposição das lavouras a riscos climáticos nas fases finais do ciclo.

A projeção atual indica 7,39 milhões de hectares plantados com milho segunda safra em Mato Grosso, produtividade média de 116,6 sacas por hectare e produção prevista de 51,72 milhões de toneladas.

O resultado final ainda depende do comportamento das chuvas. A fase de desenvolvimento e enchimento de grãos será decisiva para confirmar ou revisar o potencial produtivo estimado.

A preocupação também é econômica. Para a safra 2026/27, o custo total do milho foi projetado em R$ 7.303,96 por hectare, alta de 8,59%, o que reforça a necessidade de gestão mais rigorosa da relação entre custo, produtividade e preço de venda.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações brasileiras para UE podem aumentar em US$1 bi já este ano com…


Logotipo Reuters

BARCELONA, 17 Abr (Reuters) – O governo brasileiro estima que as exportações brasileiras para a União Europeia podem crescer US$1 bilhão já este ano com a entrada em vigor do acordo comercial entre a UE e o Mercosul, disse nesta sexta-feira o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir André Müller. 

O acordo entrará em vigor provisoriamente a partir de primeiro de maio, e 543 produtos terão as tarifas retiradas imediatamente, explicou Müller após encontro de empresários brasileiros e espanhóis com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Barcelona.

“Só com os 543 produtos que vão sair imediatamente a desgravação, com a tarifa imediatamente indo para zero, pode dar um ganho de US$1 bilhão já este ano, que se somariam aos já U$50 bilhões de exportação que o Brasil já tem (para a União Europeia)”, afirmou. 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, afirmou também após o encontro que produtos como milho, etanol, arroz e proteínas suína e de aves começam a ter imediatamente cotas com tarifa zero, o que beneficia diretamente o Brasil, grande exportador desses produtos. 

“Precisamos estar com o setor privado devidamente informado para que esse comércio se expanda”, disse Rosa.

(Reportagem de Michael Susin, texto de Lisandra Paraguassu; edição de Pedro Fonseca)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Norte de Mato Grosso confirma força na soja, mas qualidade segue no radar



Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa



Foto: Divulgação

Sinop acompanha os reflexos de uma safra estadual de soja marcada por produtividade elevada em Mato Grosso. O levantamento da Aprosoja MT e do Imea confirmou produção estimada em 51,56 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

Como cidade-polo do norte mato-grossense, Sinop está diretamente ligada à dinâmica da oleaginosa. A região concentra produtores, revendas, armazéns, transportadoras e empresas de apoio técnico.

O levantamento de campo percorreu todas as regiões do estado, com mais de 34 mil quilômetros vistoriados. A metodologia buscou reunir informações diretamente nas lavouras para reduzir incertezas sobre produtividade e qualidade.

O bom desempenho produtivo não elimina pontos de atenção. O Imea identificou desafios climáticos ao longo do ciclo, incluindo déficit hídrico no início do plantio e chuvas em excesso na fase final.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tabela de alimentação para tilápias reduz custos


A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) desenvolveu uma tecnologia que pode promover uma economia de até 7% no custo de alimentação das tilápias cultivadas em tanques-rede. Esse é o principal resultado da pesquisa que está sendo divulgada por meio do novo Comunicado Técnico, já disponível gratuitamente. O estudo valida, para o Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a tilápia-do-nilo criada em tanques-rede — condição predominante na piscicultura do estado. O lançamento oficial da tecnologia será na Agrotins, próxima quinta-feira (14), 10h, durante a VII Reunião Técnica – Produção de Peixes em Tanques-Rede nos Reservatórios do Tocantins. O evento acontecerá no Pavilhão da Pesca e Aquicultura.

“É uma tecnologia que valida, pela primeira vez para as condições do Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a engorda da tilápia em tanques-rede. Até então, os produtores utilizavam tabelas desenvolvidas para outras regiões, como os reservatórios de Serra da Mesa e Cana Brava, em Goiás”, destaca a pesquisadora Ana Paula Oeda, líder da pesquisa.

A validação demonstrou que é possível reduzir em 10% a quantidade de ração fornecida, sem comprometer o crescimento, a sobrevivência e o rendimento de carcaça dos peixes. Além do aumento na eficiência de utilização de ração (insumo mais caro em uma piscicultura), há redução do impacto ambiental e aumento da rentabilidade da atividade. O documento também fortalece a cadeia produtiva da tilápia no Tocantins, oferecendo orientações práticas aos piscicultores sobre boas práticas de alimentação.

A ração representa até 80% dos custos na engorda de tilápias, e pequenos ajustes podem reduzir significativamente o gasto do produtor, sem comprometer o desempenho dos peixes.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a tabela ainda precisa ser validada em outros estados. “A tecnologia pode ser aplicada em regiões com condições ambientais e sistemas produtivos semelhantes aos do Tocantins. No entanto, recomenda-se que a tabela seja ajustada e validada localmente, pois fatores como qualidade da água, manejo e densidade de estocagem podem influenciar o consumo e utilização da ração e o crescimento dos peixes”, ressalta.

Pesquisadores testaram, no reservatório de Lajeado, uma adaptação da tabela tradicionalmente usada na região de Serra da Mesa, comparando o manejo usual com outro que reduziu em 10% a taxa de alimentação semanal. Os resultados comprovaram que a redução não comprometeu o crescimento nem a conversão alimentar dos peixes. Mantendo-se o desempenho zootécnico, o manejo otimizado diminuiu o custo final de produção: um peixe que sairia por R$ 7,00/kg, com o novo protocolo, pode chegar a R$ 6,51/kg.

A tabela validada apresenta, semana a semana, as recomendações para produtores que trabalham com peixes entre 190 g e acima de 1 kg. O documento define número de refeições diárias (quatro), taxa de alimentação (baseada no percentual da biomassa), nível de proteína das rações (32%) e granulometria dos pellets (de 4–6 mm, passando para 6–8 mm conforme o crescimento). A publicação também traz exemplos práticos de cálculo da quantidade diária de ração a partir da biomassa do viveiro — facilitando a adoção do manejo proposto.

Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os peixes passaram de 210 g para 936 g em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e taxa de sobrevivência de 97%. Esses indicadores reforçam a segurança técnica da tabela para as condições ambientais do Tocantins.

Segundo Oeda, não basta o produtor apenas adotar os dados da tabela para obter economia nas despesas com ração na criação de tilápias. “É fundamental também evitar sobras de ração nos tanques-rede; utilizar comedouros; fixar horários de alimentação; realizar biometrias periódicas para acompanhar o crescimento dos peixes e, por fim, armazenar a ração em condições adequadas”, ressalta a pesquisadora. Todas essas recomendações estão descritas no Comunicado Técnico.

Apesar de ter produzido apenas 700 toneladas de tilápia em 2024 — reflexo da recente regulamentação dos tanques-rede no estado — o Tocantins possui um enorme potencial: a capacidade de suporte estimada é de 290 mil toneladas por ano. A validação de uma tabela alimentar regionalizada representa um passo importante para impulsionar o setor, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtores locais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão avança em vendas, mas Mato Grosso reduz área da safra 2025/26



Algodão exige planejamento financeiro mais seletivo.



Foto: Canva

O algodão também entra no radar de Sinop e do norte de Mato Grosso. Segundo boletim do Imea divulgado pelo Sistema Famato, a comercialização da safra 2025/26 avançou em abril e alcançou 68,89% da produção estimada.

O avanço foi impulsionado por um cenário mais favorável no mercado internacional. As cotações da fibra na Bolsa de Nova York estimularam produtores a negociar volumes maiores da produção.

Apesar da melhora comercial, o Imea reduziu a estimativa de área destinada ao algodão em Mato Grosso para 1,38 milhão de hectares, recuo de 11,11% em relação à safra 2024/25.

A produção de algodão em caroço foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 16,04% frente ao ciclo anterior. A redução está associada à rentabilidade mais apertada e aos elevados custos de produção.

Para regiões produtoras e polos de serviços como Sinop, o algodão exige planejamento financeiro mais seletivo. A escolha de áreas mais produtivas, a negociação antecipada e o monitoramento climático serão determinantes para preservar margens.





Source link