sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Bioinsumos avançam com alerta no solo


A expansão dos bioinsumos reforça a busca da agricultura por alternativas de manejo mais alinhadas à adaptação climática, à eficiência produtiva e à redução de impactos ambientais. Segundo Jacques Dieu, especialista em agricultura regenerativa, o avanço dessa tecnologia precisa ser acompanhado por diagnóstico do solo para evitar perdas de eficiência e riscos no campo.

O tema ganhou destaque no BioSummit 2026, realizado em Campinas, nos dias 6 e 7 de maio, ao apontar os bioinsumos como uma das principais apostas da agricultura diante das mudanças climáticas. No Brasil, a área tratada com esses produtos chegou a 194 milhões de hectares em 2025. Em cinco anos, a adoção passou de 22% para 47%, crescimento que representa quatro vezes a média global.

Os ganhos ambientais também ajudam a explicar esse avanço. Dados apresentados com base em informações da Embrapa indicam que 1 quilo de defensivo químico emite de 20 a 25 quilos de CO₂, enquanto a mesma quantidade de bioinsumo gera de 3 a 5 quilos. A diferença reforça o papel dos produtos biológicos em estratégias de redução da pegada de carbono na produção agropecuária.

Apesar do crescimento, há pontos de atenção. O Brasil registrou 277 produtos biológicos formulados a partir de apenas duas cepas de microrganismos. Essa baixa diversidade funcional aumenta o risco de aplicações redundantes ou incompatíveis com a microbiota nativa do solo, reduzindo o potencial esperado no manejo.

Nesse contexto, a análise da diversidade microbiana passa a ser uma etapa estratégica. A BeCrop®, da Biome Makers Inc., é apresentada como uma ferramenta capaz de mapear a microbiota funcional do solo, identificar grupos ativos, excessos e deficiências na ciclagem de nutrientes, além de apontar patógenos, riscos de doenças e indicadores de estresse abiótico. A tecnologia também permite monitorar o sequestro de carbono e validar práticas regenerativas.

A mensagem central do BioSummit 2026 é que os bioinsumos avançam como caminho para uma agricultura mais biológica, mas seu uso exige dados. Sem diagnóstico, o manejo pode operar abaixo do potencial, enquanto a integração entre biodiversidade microbiana e decisão agronômica tende a ampliar a resiliência climática de forma mensurável.

 





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Açúcar fecha semana em alta após volatilidade



A trajetória mudou ao longo da semana


A trajetória mudou ao longo da semana
A trajetória mudou ao longo da semana – Foto: Pixabay

O mercado de açúcar e etanol encerrou a semana marcado pela volatilidade externa, com os preços reagindo às oscilações do petróleo e às incertezas sobre a demanda por biocombustíveis. Segundo a StoneX, o contrato NY #11 teve uma semana positiva, apesar dos movimentos bruscos provocados pelas negociações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.

No início da semana, o açúcar encontrou sustentação na confirmação de um mix mais voltado ao etanol no começo da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro. O petróleo Brent em patamares elevados também contribuiu para o movimento de alta, ao reforçar a atratividade do etanol como alternativa à gasolina. Esse cenário deu suporte aos preços do adoçante, já que uma maior destinação da cana para o biocombustível tende a reduzir a oferta relativa de açúcar.

A trajetória mudou ao longo da semana com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã em direção a um memorando de entendimento para a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. A expectativa provocou queda expressiva do Brent e da gasolina, reduzindo a paridade do etanol e pressionando o NY #11, que chegou à mínima semanal de 14,57 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, a valorização do real brasileiro ajudou na recuperação parcial, levando o contrato julho de 2026 a encerrar a semana a 14,69 centavos de dólar por libra-peso.

No etanol, os preços do hidratado no mercado spot também recuaram ao longo da semana, passando de R$ 2,82 por litro para R$ 2,78 por litro na sexta-feira (08). A queda refletiu o mesmo fator que pressionou o açúcar, com o recuo do petróleo e da gasolina associado às expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz.

No campo regulatório, o cancelamento da reunião do CNPE que trataria do aumento temporário da mistura de etanol na gasolina para 32% acrescentou incerteza ao mercado. Sem nova data confirmada, o biocombustível ficou sem o suporte regulatório que já havia sido parcialmente incorporado aos preços, mantendo dúvidas sobre a demanda doméstica.

 





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Preços de fertilizantes seguem firmes no Brasil



A demanda enfraquecida tem atuado como fator de pressão


A demanda enfraquecida tem atuado como fator de pressão
A demanda enfraquecida tem atuado como fator de pressão – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de fertilizantes mantém preços CFR em alta, mesmo em um ambiente de consumo mais fraco e de maior cautela por parte dos compradores. Segundo análise da StoneX, a sustentação das cotações está ligada principalmente à oferta limitada, aos custos elevados de produção e aos fretes marítimos ainda pressionados.

A demanda enfraquecida tem atuado como fator de pressão baixista sobre o mercado, mas não tem sido suficiente para provocar recuos mais amplos nos preços. Esse movimento reflete um equilíbrio ainda sensível entre compradores mais cautelosos e restrições que seguem limitando a disponibilidade de produto no mercado internacional.

No segmento de nitrogenados, foram registradas quedas moderadas, associadas à menor demanda. Ainda assim, correções mais expressivas tendem a ser limitadas pelos entraves logísticos que persistem em decorrência da guerra. Esse cenário mantém parte da sustentação dos preços, mesmo com menor ritmo de compras.

Entre os fosfatados, o mercado permanece firme. Os altos custos de insumos, as restrições de oferta e as incertezas ainda presentes no segmento impedem quedas acentuadas nas cotações. A postura cautelosa dos compradores contribui para reduzir o ritmo de negócios, mas não altera de forma significativa a pressão exercida pelos custos e pela disponibilidade limitada.

Já o segmento de potássicos apresenta poucas alterações. Esse grupo de fertilizantes segue como o menos impactado pelo conflito, o que ajuda a explicar a maior estabilidade em relação aos demais segmentos. Ainda assim, o comportamento geral do mercado continua influenciado por fatores externos, especialmente custos produtivos, fretes e limitações de oferta.

Mesmo com a demanda fraca, o cenário para fertilizantes no Brasil segue marcado por preços resistentes a quedas mais intensas. A combinação de custos elevados, oferta restrita e dificuldades logísticas mantém o mercado pressionado, enquanto compradores adotam postura mais cautelosa diante das incertezas.

 





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Óleos vegetais recuam com volatilidade do petróleo



A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio


A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio
A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio – Foto: Abiove

Os óleos vegetais encerraram a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela volatilidade do petróleo e pela reavaliação de fatores ligados ao setor de biocombustíveis. Segundo a StoneX, na semana encerrada em 8 de maio, o contrato de julho do óleo de soja fechou cotado a US¢ 74,32 por libra-peso, com queda de aproximadamente 1,12% em relação ao fechamento da semana anterior.

A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio, sustentada pela demanda robusta por biocombustíveis e pela escalada das tensões no Oriente Médio. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do período, após relatos de avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu o prêmio de risco embutido nas cotações e contribuiu para a reversão dos ganhos.

Apesar da queda do óleo de soja, os RINs D4 atingiram novo recorde histórico na semana, a US$ 2,075. O desempenho evidencia a tensão no mercado de créditos de biodiesel dos Estados Unidos, mesmo diante das oscilações do petróleo. O comportamento dos créditos reforça que as pressões no setor de biocombustíveis seguem relevantes, independentemente do ajuste observado em parte das commodities energéticas e agrícolas.

O óleo de palma também registrou queda semanal. O contrato de julho encerrou o período a US$ 1.162,27 por tonelada, baixa de 0,6%. Nesta segunda-feira, porém, o contrato apresentava recuperação, sendo negociado a US$ 1.159,20 por tonelada, com alta de 0,82%. O avanço era apoiado pela valorização do petróleo e do óleo de soja, mas encontrava limite nos dados do MPOB, que indicaram aumento dos estoques malaios em abril para 2,31 milhões de toneladas.

 





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Brasil tenta reverter veto da União Europeia à carne e animais brasileiros



Governo diz receber decisão “com surpresa”



Foto: Pixabay

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro deste ano. A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026”, informou o comunicado oficial.

Segundo o governo, a decisão ocorreu após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização da lista de países habilitados. A nota destaca que, neste momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem ocorrendo normalmente.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, afirmou o comunicado.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem reunião marcada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco europeu para buscar esclarecimentos sobre a medida.

Na nota, o governo brasileiro ressaltou ainda que o país possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e destacou a posição do Brasil como maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.





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produção de grãos cresceu 61% na última década


Grande produtor de café, leite, alho, batata e frutas como morango e laranja, Minas Gerais também vem ampliando sua participação na produção nacional de grãos. Estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) aponta que a produção de milho, feijão, sorgo e soja no estado passou de 11,8 milhões de toneladas na safra 2015/2016 para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas em 2025/2026. O crescimento de 61% colocou Minas na sexta posição nacional, respondendo por cerca de 6% da produção brasileira.

Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, a expansão do setor deve continuar impulsionada pelo avanço da agricultura de precisão, pelo uso de irrigação e pelo desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). “Embora as pesquisas com o café estejam mais adiantadas, a tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis nas lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo”, ressaltou o secretário.

Para Thales Fernandes, outro fator importante para o crescimento da produção de grãos em Minas foi a intensificação do uso das áreas agrícolas. “Nos últimos anos, muitos produtores passaram a cultivar soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha, período onde, normalmente, não havia uma escala de plantio definida. Isso permitiu ampliar a produção total utilizando a mesma área de forma mais eficiente”, explicou o secretário. Segundo ele, enquanto parte do milho de verão perdeu espaço para a soja, o milho de segunda safra avançou no estado. “A soja passou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período e se consolidou como o segundo principal produto da pauta de exportações mineira, atrás apenas do café”, ressaltou.

Em relação à safra 2026/2027, o secretário afirmou que o cenário exige atenção diante das incertezas climáticas e econômicas. “Estamos vivendo um momento de incerteza com os juros altos, o El Niño chegando, o que pode atrasar as chuvas, a questão da guerra que tem bloqueado a passagem no Estreito de Ormuz e dificultando a chegada dos fertilizantes em nosso país”, afirmou Thales Fernandes.

De acordo com o 7º Levantamento de Estimativa de Produção de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 em Minas Gerais deve alcançar 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e 499 mil toneladas de feijão. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste do estado seguem entre os principais polos produtores de grãos.

Além da expansão na produção de grãos, Minas Gerais lidera o ranking nacional nas produções de café, leite, alho, ervilha, batata-inglesa e rebanho de equinos. O estado também ocupa a segunda posição na produção de cana-de-açúcar, citros, feijão, banana e sorgo, além da terceira colocação em produtos como abacaxi, cebola, tomate, ovos e tilápia.





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Decisão da UE ameaça mercado de US$ 1,8 bilhão para o Brasil


A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia acendeu um alerta no setor agropecuário. A medida, comunicada ao governo brasileiro nesta terça-feira (12/5), pode atingir um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Apesar da preocupação, o MAPA e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçam que as exportações seguem normalmente e que a decisão só passaria a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Segundo a União Europeia, o Brasil ficou fora da atualização da lista por não ter apresentado garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, conforme informou a agência de notícias France Presse. O tema é sensível porque envolve regras sanitárias, acesso a mercados e a confiança internacional sobre os sistemas de controle de produtos de origem animal.

A decisão foi aprovada no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Em nota oficial, o Ministério da Agricultura informou que recebeu a notícia “com surpresa” e destacou que, neste momento, os embarques brasileiros continuam ocorrendo normalmente.

O impacto potencial é relevante. A União Europeia é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, com receita de US$ 1,8 bilhão. A carne bovina responde pela maior parte desse valor: foram US$ 1,048 bilhão em vendas e 128 mil toneladas embarcadas ao mercado europeu. O bloco é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, depois de China e Estados Unidos.

A carne de frango também aparece entre os produtos expostos à decisão. Em 2025, as exportações brasileiras de frango para a União Europeia somaram US$ 762 milhões, com volume de 230 mil toneladas. Outros produtos de origem animal, como o mel, também podem ser afetados. No ano passado, as vendas brasileiras de mel ao bloco europeu alcançaram US$ 6 milhões, com embarques de mil toneladas. Segundo a ABPA, o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia.

O ponto central da controvérsia está nos antimicrobianos, substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Para voltar à lista europeia, o Brasil terá de avançar em uma das frentes apontadas no material: restringir legalmente o uso dos medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Na avaliação do governo brasileiro, há espaço para reverter a decisão antes que ela produza efeitos comerciais. O MAPA afirmou que tomará “prontamente todas as medidas necessárias” para que o país retorne à lista de autorizados e mantenha o fluxo de vendas ao mercado europeu, destino para o qual o Brasil exporta há 40 anos. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a medida.

A ABPA também adotou tom de reação técnica. Em posicionamento oficial, a entidade informou que o Brasil, por meio do MAPA e com apoio do setor produtivo privado, prestará os esclarecimentos necessários à União Europeia sobre as diretrizes relacionadas aos antimicrobianos. A associação sustenta que o país cumpre integralmente os requisitos europeus, inclusive os regulamentos ligados ao tema.

A entidade ressaltou ainda que as exportações não estão suspensas. Segundo a ABPA, a lista de países em não conformidade ainda depende de publicação oficial e só entrará em vigor em 3 de setembro. Até lá, o setor pretende demonstrar que os protocolos exigidos pela União Europeia são atendidos pelas empresas brasileiras e fiscalizados pelo órgão oficial.

O setor produtivo também busca reforçar a imagem sanitária do país. Na nota, a ABPA afirma que o Brasil possui estruturas de controle produtivo, rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos. O MAPA, por sua vez, destacou que o Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e tem sistema sanitário de qualidade internacional reconhecida.

Mesmo sem suspensão imediata, a decisão pressiona frigoríficos, exportadores, produtores e cadeias ligadas à proteína animal. O risco está na possibilidade de perda ou interrupção de acesso a um mercado de alto valor agregado, especialmente para a carne bovina, que tem na União Europeia um dos principais destinos em receita.

Nos próximos meses, o resultado das tratativas entre Brasil e União Europeia será decisivo para medir o tamanho do impacto. Se a medida for revertida antes de setembro, o efeito tende a ficar restrito à tensão diplomática e sanitária. Caso contrário, o agro brasileiro poderá enfrentar prejuízo em um mercado bilionário, com reflexos comerciais para carnes, produtos de origem animal e para a reputação sanitária do país no comércio internacional.





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Laboratório móvel leva demonstrações visuais diárias de tecnologia de aplicação para a Copacol Agro 2026


A eficiência na aplicação de defensivos é um dos principais desafios para o sucesso financeiro no campo. Para mostrar como o produtor rural pode evitar perdas e desperdícios durante a pulverização, a Fortgreen leva à Copacol Agro 2026 um laboratório móvel completo. A estrutura oferece demonstrações visuais diárias durante todo o evento, realizado entre os dias 12 e 14 de maio em Cafelândia, no Paraná.

A experiência imersiva permite que o público compreenda de forma clara o que acontece dentro do tanque do pulverizador e na superfície da folha. A iniciativa reforça a autoridade técnica da empresa no mercado, justificada por mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções de alta performance em nutrição de plantas e tecnologia de aplicação. O gerente Comercial da Fortgreen no Oeste e Sudoeste do Paraná, Mauricio Capelezzo, ressalta o impacto da demonstração visual para o agricultor.

“O nosso laboratório móvel ajuda o produtor a visualizar na prática os resultados que um adjuvante de alta qualidade entrega. É uma forma imersiva de diferenciar a nossa tecnologia das opções comuns do mercado e comprovar a eficiência das nossas formulações para o dia a dia da fazenda”, explica o gerente.

Da nutrição à aplicação

Nas apresentações do laboratório, uma das soluções utilizadas é o DRIVE, que atua como emulsificante de calda e espalhante, melhorando a fluidez e garantindo a uniformidade dos princípios ativos do início ao fim do processo. 

E para assegurar que o insumo chegue ao alvo de forma perfeita a marca também evidencia o serviço especializado Gota Ideal. O programa realiza o ajuste e a calibração de equipamentos terrestres e aéreos, promovendo desde a limpeza do maquinário até a recomendação de pontas e de velocidade de operação.

“O propósito desse serviço é a verificação detalhada de todo o sistema. O nosso objetivo é garantir a melhoria contínua da performance nas aplicações e promover o controle efetivo de pragas e doenças na lavoura”, acrescenta Capelezzo.

Além das inovações focadas na pulverização o estande conta com parcelas demonstrativas de milho safrinha. O espaço é destinado à apresentação de uma nova tecnologia em adubos sólidos de liberação gradativa, conhecidos como CRF. 

“A nossa participação na Copacol Agro consolida o compromisso da marca em levar inovação de forma acessível para a realidade do produtor regional e entregar o conhecimento necessário para a evolução da produtividade agrícola”, finaliza o gerente Comercial.

Serviço: 

Copacol Agro 2026 

Data: 12 a 14 de maio de 2026 

Local: PR 180, KM 281 – Cafelândia (PR)

 





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Soja sustenta expectativa de safra elevada em Goiás



Foco agora se desloca da colheita para a comercialização



Foto: United Soybean Board

Goiânia acompanha uma safra de soja que mantém Goiás entre os protagonistas nacionais na produção de grãos. A estimativa estadual para 2025/26 é de 35,8 milhões de toneladas de grãos, em 7,8 milhões de hectares, segundo a Secretaria de Agricultura de Goiás com base em dados da Conab.

A soja segue como a principal cultura do estado. A previsão é de 5,1 milhões de hectares cultivados, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior, com produção estimada em 19,8 milhões de toneladas.

O volume reforça o peso da oleaginosa na economia agrícola goiana. A cultura movimenta armazenagem, transporte, processamento industrial, exportações e cadeias ligadas à proteína animal.

Em abril, a colheita da soja em Goiás já havia atingido 89% da área, segundo o Agro em Dados da Seapa. O avanço manteve ritmo semelhante ao do ano anterior e à média dos últimos cinco anos, apesar de limitações pontuais causadas pelo regime de chuvas.

Para produtores, cooperativas e cerealistas da região de Goiânia, o foco agora se desloca da colheita para a comercialização. Em um cenário de oferta elevada, custos ainda pressionados e volatilidade internacional, a gestão de margem tende a ser tão relevante quanto o desempenho das lavouras.





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Geada no Sul e chuva forte no Norte e Nordeste


As temperaturas seguem baixas na Região Sul nesta quarta-feira (13), com risco de geada em diferentes áreas, enquanto o Norte e o Nordeste permanecem em alerta para chuvas intensas que podem provocar transtornos em diversos municípios. As informações foram divulgadas pelo Meteored.

Segundo a previsão, nesta terça-feira (12), os termômetros registraram temperaturas negativas na Serra Catarinense e na Serra da Mantiqueira devido à atuação de uma massa de ar polar. Nos pontos mais altos, as mínimas ficaram próximas de -5°C na Serra Catarinense e chegaram a -6,8°C no Parque Nacional do Itatiaia.

De acordo com o Meteored, o frio deve persistir sobre a Região Sul nesta quarta-feira (13). Mesmo com o enfraquecimento da massa de ar frio nas camadas mais altas da atmosfera, a anomalia negativa de temperatura continua na superfície, mantendo o amanhecer com temperaturas abaixo da média em toda a região.

A previsão indica que a Região Sul continuará sob risco de geada nas primeiras horas desta quarta-feira (13). No Rio Grande do Sul, as áreas do leste próximas ao litoral devem ter menor probabilidade para o fenômeno, com mínimas entre 8°C e 10°C, o que reduz a possibilidade de formação de gelo.

Já em áreas centrais do estado e em regiões próximas à Serra Gaúcha, as temperaturas permanecem mais baixas, favorecendo a ocorrência de geada. Os termômetros podem variar entre 4°C e 6°C na região central, enquanto na serra as mínimas devem ficar próximas de 0°C.

Na Serra Catarinense, considerada uma das regiões mais frias do país, há previsão de nova formação de geada nesta quarta-feira (13). Os modelos meteorológicos apontam mínimas entre 1°C e 3°C, mas as temperaturas próximas à superfície podem atingir valores negativos, favorecendo a formação de gelo sobre a vegetação.

Ainda conforme o Meteored, o risco de geada em Santa Catarina não fica restrito à serra. Em outras áreas do estado, as temperaturas devem oscilar entre 5°C e 8°C, com possibilidade de ocorrências isoladas. No litoral, as mínimas previstas variam entre 8°C e 11°C.

No Paraná, onde já houve registro de geadas na manhã de terça-feira (12), as condições continuam favoráveis ao fenômeno nesta quarta-feira (13). O risco é maior na região central e em áreas próximas à divisa com Santa Catarina, com temperaturas previstas entre 3°C e 7°C.

Enquanto o Sul enfrenta o frio, o Norte e o Nordeste do país devem registrar volumes elevados de chuva nesta quarta-feira (13). A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica o transporte de umidade para estados como Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Os acumulados previstos são considerados elevados devido à manutenção da umidade por longos períodos. Segundo a previsão, chuvas intensas devem atingir áreas do Amazonas, Pará, Roraima e o litoral do Maranhão ainda durante a manhã.

Com o aumento das temperaturas ao longo da tarde, a atmosfera tende a ficar mais instável, ampliando o potencial para temporais. Os alertas também se estendem para áreas do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

Em partes do Pará, Amapá, Maranhão e Amazonas, o céu deve permanecer encoberto e as chuvas ocorrerão desde a madrugada. No noroeste do Pará, os acumulados podem chegar a 200 milímetros, enquanto capitais seguem sob alerta para volumes próximos de 50 milímetros.

No litoral norte do Nordeste, a previsão indica acumulados capazes de provocar alagamentos. São esperados cerca de 42 milímetros em São Luís, 43 milímetros em Fortaleza e aproximadamente 38 milímetros em Natal.

Os ventos vindos do oceano também devem aumentar a umidade no litoral da Paraíba e de Pernambuco. A previsão aponta acumulados de 56 milímetros em Recife e de 63 milímetros em João Pessoa.





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