sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Pomares apostam em soluções naturais contra estresse


A produção de frutas tem enfrentado desafios crescentes diante das mudanças climáticas e das condições ambientais adversas. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis à falta de água, ao calor excessivo e à salinidade do solo, fatores conhecidos como estresses abióticos. Esses fenômenos comprometem o desenvolvimento das plantas e afetam tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para preservar o potencial produtivo dos pomares, entre elas os bioestimulantes.

O gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, destaca o uso de extratos da alga Ascophyllum nodosum como uma das ferramentas utilizadas no manejo das culturas. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, em regiões do Canadá, Irlanda e Noruega, a espécie se desenvolve em ambientes marcados por variações de maré, alta salinidade e mudanças intensas de temperatura, que variam de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.

Segundo estudos e aplicações no campo, os compostos derivados da alga fortalecem processos internos das plantas e ampliam a capacidade de resposta às condições ambientais. Em períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter desenvolvimento mais estável, reduzindo os impactos negativos sobre a produção.

Bruno Carloto afirma que compreender a reação das plantas às condições climáticas é um fator importante para manter a produtividade nas lavouras. “Quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.

No campo, os efeitos dessas estratégias podem ser percebidos em plantas que conseguem atravessar períodos adversos sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, nas quais a qualidade final é determinante para o mercado interno e para exportação, manter esse equilíbrio pode representar maior competitividade para os produtores.





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Ciclone deve provocar temporais neste fim de semana


De acordo com informações do Meteored, uma nova frente fria deve se formar ao longo do domingo (17), provocando alerta para tempestades e chuvas intensas em sete estados brasileiros durante o fim de semana.

Enquanto o frio e o tempo firme predominam no Centro-Sul do país sob influência de uma massa de ar polar, a previsão indica mudança nas condições do tempo nos próximos dias. Um novo ciclone deve se formar na costa da Região Sul no domingo (17), favorecendo a organização de tempestades já a partir de sábado (16), com a redução da pressão atmosférica. Além das tempestades, os acumulados de chuva podem atingir volumes elevados, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste.

Segundo a previsão, à medida que a pressão atmosférica diminui durante a formação do ciclone, há possibilidade de tempestades desde sábado (16) entre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. O maior potencial de intensidade está concentrado em Mato Grosso do Sul, onde não está descartada a ocorrência de granizo.

As tempestades devem ocorrer ao longo de todo o sábado e, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo, avançam em direção ao norte do país. O alerta inclui rajadas intensas de vento entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista, com velocidades que podem se aproximar ou superar os 60 km/h.

De acordo com o Meteored, embora os ventos possam ter impactos mais limitados em áreas agrícolas, a preocupação aumenta em regiões urbanizadas, como o centro-norte paulista, devido à maior concentração populacional e à presença de estruturas vulneráveis.

O ciclone deve se consolidar no domingo (17), enquanto a frente fria associada ao sistema organizará uma extensa linha de tempestades que poderá se estender da Região Sul até áreas do Norte do Brasil.

As tempestades mais intensas devem ocorrer entre a madrugada e a manhã de domingo na fronteira oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo, novamente com possibilidade de granizo. O alerta também abrange áreas desde Rondônia até o Paraná, totalizando sete estados sob risco de temporais.

Ainda segundo a previsão, tempestades severas durante a noite aumentam o risco para a população, já que o período reduz o tempo de resposta diante de situações de emergência.

Com o avanço da frente fria sobre o Sudeste, as instabilidades devem ganhar força entre a tarde e a noite de domingo, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais e da Zona da Mata mineira.

Os maiores volumes de chuva são esperados para Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros apenas no sábado (16) e superar 150 milímetros até o fim do domingo (17), elevando o risco de transtornos.

No Sudeste, embora os volumes previstos sejam menores, a previsão também preocupa. Apenas no domingo (17), a Região Metropolitana de São Paulo pode registrar cerca de 60 milímetros de chuva. Conforme o Meteored, o alto grau de urbanização da região favorece alagamentos e inundações mesmo com acumulados inferiores.

A previsão indica ainda que as chuvas devem persistir pelo menos até quarta-feira (20) sobre áreas do Sudeste, com volumes considerados incomuns para esta época do ano. Na retaguarda da frente fria, uma nova massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas em parte do centro-sul do Brasil.





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Preço da laranja cai após recuperação da oferta



Greening e custos pressionam citricultura



Foto: Canva

A citricultura paulista encerra a safra 2025/26 sob forte pressão sobre as margens de rentabilidade, segundo o Especial Citros 2026 publicado pela revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea, ligado à Esalq/USP.

De acordo com pesquisadores da equipe de citros do Cepea, a recuperação da oferta de laranja após a menor colheita registrada em 37 anos na safra anterior provocou uma rápida mudança no cenário de preços. As cotações da fruta recuaram de forma significativa, enquanto os estoques de suco concentrado voltaram a crescer. Ao mesmo tempo, a receita obtida com exportações apresentou queda, mesmo com estabilidade no volume embarcado.

No campo, os produtores enfrentam pressão em duas frentes. Os custos de produção seguem elevados, influenciados pela instabilidade geopolítica e pelo avanço do HLB, também conhecido como greening, doença que afeta os pomares cítricos. Em contrapartida, os preços pagos pela fruta já não apresentam o mesmo nível de remuneração observado nas últimas safras.

Para a temporada 2026/27, pesquisadores do Cepea avaliam que o cenário ainda não indica recuperação imediata para o setor. Segundo o estudo, a indústria inicia o novo ciclo com estoques mais elevados e sem expectativa de valorização no curto prazo. “É hora de fazer as contas, enfrentar o HLB e avaliar se o seu projeto se sustenta no médio prazo”, apontam os pesquisadores no relatório.





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Prorrogado prazo de propostas para sementes via PAA


O prazo para organizações da agricultura familiar apresentarem propostas para comercialização de sementes e materiais propagativos por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi prorrogado. Agora, agricultores e agricultoras terão até o dia 20 para enviar projetos da modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) à Companhia Nacional de Abastecimento.

Para participar, associações e cooperativas já podem acessar o sistema PAANet, disponibilizado pela Conab nesta terça-feira (13), para elaboração dos projetos. As entidades interessadas devem preencher as propostas diretamente na plataforma, mas o envio não deverá ser realizado pelo sistema. Os documentos precisam ser salvos e encaminhados para o e-mail oficial do programa.

As propostas deverão contar com participação mínima de 50% de mulheres do campo, das águas e das florestas. Além disso, o edital prevê exclusivamente a aquisição e doação de sementes e materiais propagativos locais, tradicionais, crioulos ou convencionais varietais. Não serão aceitas sementes híbridas ou geneticamente modificadas, nem propostas voltadas ao fornecimento de alimentos para consumo direto. Cada organização fornecedora poderá acessar até R$ 1,5 milhão por ano, enquanto o limite por unidade familiar será de R$ 15 mil.

As sementes adquiridas pelo PAA deverão atender às exigências previstas nas normas vigentes. Para garantir a qualidade dos materiais propagativos, serão exigidos testes de umidade, germinação, vigor e transgenia. A entrega dos produtos ficará condicionada à obtenção de resultados dentro dos padrões divulgados pela Conab ou à emissão de pareceres técnicos por instituições reconhecidas de pesquisa e assistência técnica.

Neste ano, o programa contará com até R$ 35 milhões para aquisição de sementes, mudas e materiais propagativos. Desse total, R$ 30 milhões serão destinados a projetos da agricultura familiar em todo o país, enquanto R$ 5 milhões serão reservados para os bancos de sementes. Os recursos serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome à Conab. A estatal estima que os investimentos previstos para 2026 devem alcançar cerca de 3 mil agricultores familiares fornecedores, beneficiando milhares de produtores em todo o Brasil.

As regras de participação e os critérios de classificação das propostas estão disponíveis no edital de sementes, mudas e materiais propagativos do PAA 2026.

Serviço:Prorrogação do envio de propostas para compra e distribuição de sementes – Chamada 2026

Data: até 20 de maio

Link do PAANet: https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/paa/conab-paanet

Mais informações para a imprensa:Gerência de Imprensa(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ [email protected]





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Irã diz que Estreito de Ormuz está aberto e Trump vê acordo “em breve” para…


Logotipo Reuters

Por Parisa Hafezi e Steve Holland e Nayera Abdallah

DUBAI/WASHINGTON , 17 Abr (Reuters) – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta sexta-feira que o Estreito de Ormuz estava aberto após um acordo de cessar-fogo no Líbano, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que negociações poderiam ocorrer no fim de semana e que acreditava que um acordo para acabar com a guerra do Irã viria “em breve”.

Araqchi disse em um post no X que o estreito estava aberto para todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua de 10 dias mediada pelos EUA, que foi acordada na quinta-feira entre Israel e o Líbano para interromper os combates entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Pouco depois da declaração de Araqchi, Trump postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Mas as declarações de ambos os lados geraram incertezas sobre a rapidez com que o transporte poderia ser retomado. Trump disse que o bloqueio dos EUA a navios que navegam para portos iranianos — anunciado depois que as negociações com Teerã no último fim de semana terminaram sem acordo — permaneceria até que “nossa transação com o Irã esteja 100% concluída”.

O Irã respondeu de forma incisiva, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, alertando que Teerã tomaria “medidas recíprocas necessárias” se o bloqueio marítimo continuasse.

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que os EUA trabalharão com o Irã para recuperar seu urânio enriquecido e trazê-lo aos Estados Unidos como parte de qualquer acordo para acabar com a guerra. O programa nuclear de Teerã tem sido um dos principais pontos de atrito nas negociações até o momento.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que as diferenças entre os dois lados permanecem, que “nenhum acordo foi alcançado sobre os detalhes das questões nucleares” e que negociações sérias são necessárias para superar as diferenças.

Ele disse que Teerã esperava que um acordo preliminar pudesse ser alcançado nos próximos dias com os esforços do Paquistão, o mediador, com a possibilidade de estender o cessar-fogo para “criar espaço para mais conversas sobre o levantamento das sanções ao Irã e garantir a compensação por danos de guerra.”

Os ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, provocando ataques iranianos aos vizinhos do Golfo Pérsico e reacendendo o conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano. Um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã expira na próxima semana.

Milhares de pessoas foram mortas e o conflito fechou efetivamente o Estreito de Ormuz — por onde transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo — ameaçando o pior choque do petróleo da história.

PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM, AÇÕES SOBEM

Os preços do petróleo caíram cerca de 10%, ampliando as perdas após a postagem de Araqchi. As ações globais, que já estavam sendo negociadas perto de recordes, subiram ainda mais com a notícia. 

As empresas de navegação receberam com cautela o anúncio do Irã de que o estreito estava aberto, mas disseram que precisariam de esclarecimentos, inclusive sobre o risco de minas, antes que as embarcações passassem pelo ponto de entrada do Golfo.

A Marinha dos EUA alertou, em um aviso aos marítimos, que a ameaça de minas em partes da hidrovia não era totalmente conhecida e que deveria ser considerada a possibilidade de evitar a área.

Uma autoridade sênior iraniana disse que os navios poderiam passar pelo estreito somente sob coordenação da Guarda Revolucionária do Irã.

Após uma videoconferência nesta sexta-feira, mais de uma dúzia de países disseram que estavam dispostos a participar de uma missão internacional para proteger a navegação no estreito quando as condições permitirem, informou o Reino Unido.

PROGRESSO DA DIPLOMACIA

Trump disse à Reuters nesta sexta-feira que provavelmente haveria mais negociações no fim de semana. Alguns diplomatas disseram que isso parecia improvável, dada a logística de reunir autoridades na capital paquistanesa, Islamabad, onde as negociações devem ocorrer.

Uma fonte paquistanesa envolvida na mediação entre os EUA e o Irã disse que houve progresso na diplomacia de bastidores e que uma próxima reunião poderia resultar na assinatura de um memorando de entendimento, seguido de um acordo abrangente dentro de 60 dias.

“Os dois lados estão concordando em princípio. E os detalhes técnicos virão depois”, disse a fonte sob condição de anonimato.

Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que houve um acordo sobre o descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos como parte do acordo para reabrir o estreito, sem fornecer um cronograma.

Nas negociações do último fim de semana, os EUA propuseram uma suspensão de 20 anos de todas as atividades nucleares iranianas, enquanto o Irã sugeriu uma suspensão de três a cinco anos, de acordo com pessoas familiarizadas com as propostas.

O Irã exigiu a suspensão das sanções internacionais, enquanto Washington pressionou para que todo urânio altamente enriquecido fosse retirado do Irã. Duas fontes iranianas disseram que havia sinais de um acordo sobre o estoque de urânio enriquecido, com Teerã considerando enviar parte dele para fora do país.

Trump disse à Reuters que os EUA recuperariam o urânio enriquecido do Irã. “Vamos entrar com o Irã, em um ritmo tranquilo, e descer e começar a escavar com grandes máquinas… Vamos trazê-lo para os Estados Unidos”, disse ele em uma entrevista por telefone.

Ele mencionou a “poeira nuclear”, uma referência ao que ele acredita que restou depois que os EUA e Israel bombardearam as instalações nucleares do Irã em junho do ano passado.

Apesar do otimismo de Trump, fontes iranianas disseram à Reuters que “ainda há lacunas a serem resolvidas” antes de se chegar a um acordo preliminar, enquanto clérigos seniores adotaram um tom desafiador durante as orações desta sexta-feira.

Em Teerã, o clérigo Ahmad Khatami disse: “Nosso povo não negocia enquanto está sendo humilhado”, enquanto em Isfahan, o imã disse: “Não aceitamos os termos propostos pela outra parte.”

Em Islamabad, tropas foram posicionadas ao longo das rotas para a capital nesta sexta-feira, embora as estradas tenham permanecido abertas e o governo não tenha ordenado o fechamento de empresas, como fez antes da reunião anterior.

CESSAR-FOGO NO LÍBANO ENTRA EM VIGOR

O cessar-fogo apoiado pelos EUA, acordado entre Israel e o Líbano, parecia estar se mantendo em grande parte nesta sexta-feira, apesar dos relatos do Exército libanês sobre algumas violações israelenses. Paramédicos disseram que um ataque de drone israelense matou uma pessoa no sul do Líbano.

O conflito foi reacendido em 2 de março, quando o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã, provocando uma ofensiva israelense que, segundo as autoridades, matou cerca de 2.300 pessoas.

Não houve nenhum comentário imediato dos militares israelenses sobre as violações do cessar-fogo relatadas nesta sexta-feira.





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Frio perde intensidade no Centro-Sul e chuva persiste no Norte e Nordeste


De acordo com análise do Instituto Nacional de Meteorologia, a quinta-feira (14) será marcada pelo predomínio de tempo estável em grande parte do Brasil. No Centro-Sul, a previsão indica tempo seco, continuidade do frio e possibilidade de geada em áreas serranas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Assim como nos últimos dias, as áreas de instabilidade devem permanecer concentradas sobre a Região Norte e o litoral norte do Nordeste. Os maiores volumes de chuva são esperados em Roraima, Amapá, norte do Pará e Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 milímetros em 24 horas.

Na Região Norte, as temperaturas mínimas devem ficar em torno de 20 °C, enquanto as máximas podem alcançar 35 °C. As pancadas de chuva devem se concentrar no extremo norte da região. Já no Acre, Tocantins, sul de Rondônia e sudeste do Pará, a previsão é de chuvas mais fracas.

No Nordeste, a previsão aponta pancadas de chuva principalmente no centro-norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Ao longo da faixa litorânea, o céu deve permanecer nublado, com possibilidade de chuva rápida e isolada. Nas demais áreas, sobretudo no sul e interior da região, o tempo segue firme. As temperaturas máximas podem atingir 35 °C.

Na Região Centro-Oeste, há possibilidade de pancadas isoladas de chuva no oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, o cenário continua de tempo estável. Segundo o Inmet, as temperaturas devem variar entre 8 °C e 36 °C.

Para o Sudeste, a previsão indica possibilidade de chuva no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Nos demais estados da região, o tempo permanece estável e sem previsão de chuva, com baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente em São Paulo. As temperaturas devem oscilar entre 10 °C e 32 °C.

No Sul do Brasil, há previsão de pancadas de chuva no centro-oeste do Paraná a partir da tarde. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o tempo segue mais seco e estável, com possibilidade de geada em áreas de serra do sul paranaense, centro catarinense e serra gaúcha. As mínimas devem variar entre 0 °C e 5 °C, enquanto a máxima prevista é de 25 °C.





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Governo cria subsídio de até R$ 0,89 para segurar preço da gasolina


O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) uma nova medida para tentar conter a alta dos combustíveis no país. A principal ação será a criação de uma subvenção, espécie de subsídio pago pela União, para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

A medida será implementada por meio de uma medida provisória (MP) a ser editada presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo, a ajuda poderá chegar a até R$ 0,8925 por litro de gasolina e R$ 0,3515 por litro de diesel. No entanto, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, anunciou que, no caso da gasolina, o governo pretende subsidiar R$ 0,40 por litro no momento.

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Na prática, o governo vai devolver às refinarias e aos importadores parte dos tributos federais cobrados sobre os combustíveis, como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O pagamento será feito por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diretamente às empresas produtoras e importadoras.

A ideia é impedir que toda a alta internacional do petróleo seja repassada aos postos e, consequentemente, aos consumidores.

O ministro Moretti, comparou a medida a um sistema de “cashback” tributário.

“Quando a empresa paga esse valor de tributo, a gente devolve esse tributo como uma subvenção. Essa devolução é uma espécie de cashback capaz de absorver eventuais choques de preço dos combustíveis”, afirmou.

O governo atribui a pressão sobre os preços à disparada da cotação internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio.

Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado abaixo de US$ 70. Agora, a cotação já supera os US$ 100 no mercado internacional.

A preocupação aumentou após a Petrobras indicar que poderá reajustar o preço da gasolina nos próximos dias.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que o aumento “vai acontecer já já”.

De acordo com o Ministério da Fazenda, cada R$ 0,10 de subsídio na gasolina terá custo mensal estimado em R$ 272 milhões para os cofres públicos.

No diesel, o gasto será de aproximadamente R$ 492 milhões por mês para cada R$ 0,10 de subvenção.

Mesmo assim, o governo afirma que a medida terá neutralidade fiscal, sem impacto sobre os cofres federais.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o aumento das receitas obtidas com royalties, dividendos e participações do setor petrolífero compensará os gastos.

 “É impossível neutralizar 100%, mas é possível atuar de forma rápida e mitigar os efeitos da guerra para a população”, declarou Ceron.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a nova subvenção começará pela gasolina porque o combustível ainda não havia recebido nenhum tipo de compensação tributária desde o início da crise internacional.

No caso do diesel, o governo já havia adotado medidas anteriores, como a suspensão de tributos federais e outros programas de compensação.

O subsídio terá validade inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação caso a crise internacional continue pressionando os preços.

Segundo o governo, as empresas que receberem o benefício terão de cumprir regras para garantir que a redução seja repassada ao consumidor final.

O desconto também deverá aparecer nas notas fiscais.

Desde março, o governo vem anunciando uma série de ações para tentar reduzir os impactos da alta do petróleo.

Entre as medidas já adotadas estão:

A Agência Nacional do Petróleo (ANP), em conjunto com Procons e órgãos de segurança, intensificou a fiscalização em distribuidoras e postos de combustíveis em todo o país.

Paralelamente, o governo também enviou ao Congresso um projeto para permitir que receitas extras obtidas com petróleo sejam usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.

A proposta prevê a possibilidade de diminuir impostos sobre gasolina, diesel, etanol e biodiesel em momentos de alta internacional do petróleo.

Enquanto o texto ainda aguarda votação, o governo decidiu recorrer à medida provisória para evitar um aumento imediato nos preços nas bombas





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Mercado lácteo terá novos índices oficiais


O Cepea, ligado à Esalq/USP, passou a disponibilizar ao setor leiteiro brasileiro três novos indicadores de mercado: o Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro), o Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg) e o Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg). Os novos índices foram lançados oficialmente nesta quarta-feira (13), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em Brasília, e passam a servir como referência oficial para liquidação de contratos OTC, do mercado de balcão, desenvolvidos pela StoneX.

Segundo as instituições envolvidas, os indicadores elaborados pelo Cepea e a nova ferramenta de hedge lançada pela StoneX representam um avanço para o setor de lácteos no Brasil. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento do mercado futuro de derivativos voltados à cadeia leiteira, ampliando instrumentos de gestão de risco e proteção de margens para produtores, indústrias e demais agentes do setor.

A pesquisadora responsável pela área de leite do Cepea, Natália Grigol, afirmou que “o lançamento da parceria Cepea–StoneX acontece em um momento particularmente importante para o setor lácteo brasileiro. Nas últimas décadas, a cadeia passou por transformações profundas: mudanças institucionais, aumento da produtividade, intensificação tecnológica, concentração e maior complexidade concorrencial. Ao mesmo tempo, a comercialização do leite e dos lácteos continuou marcada por volatilidade e incertezas. Nesse contexto, torna-se cada vez mais clara a necessidade de referências confiáveis e de instrumentos mais sofisticados de gestão de risco”.

Já a manager da StoneX Leite Brasil, Marianne Tufani, destacou que “a volatilidade sempre fez parte do mercado de lácteos, mas, nos últimos anos, ela se tornou ainda mais intensa e difícil de gerenciar. O hedge surge como uma ferramenta essencial para transformar incerteza em previsibilidade e permitir que os agentes do setor foquem na sustentabilidade de seus negócios. Nosso papel é apoiar desde o produtor, a indústria até o varejo, com estratégias personalizadas que considerem a realidade de cada empresa e sua exposição ao mercado”.

PERIODICIDADE:

Indicador do Leite UHT Sudeste (R$/litro): diária

Indicador do Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg): diária

Indicador do Leite em Pó Industrial 25 kg São Paulo (R$/kg): semanal





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Mercado do boi registra queda em São Paulo


De acordo com análise divulgada nesta quarta-feira (13) pela Scot Consultoria no informativo “Tem Boi na Linha”, o mercado do boi gordo iniciou o dia com queda nas cotações em São Paulo. O recuo atingiu todas as categorias negociadas, em um cenário marcado por oferta confortável de bovinos e menor necessidade de compra por parte dos frigoríficos.

Segundo a consultoria, na comparação com terça-feira (12), a cotação do boi gordo e do chamado “boi China” caiu R$ 3 por arroba. Já entre as fêmeas, o recuo foi de R$ 2 por arroba. O movimento ocorreu em meio ao alongamento das escalas de abate, favorecido pela facilidade de compra das indústrias frigoríficas e por um mercado com menor ritmo de aquisição.

As escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, dez dias, de acordo com o levantamento da Scot Consultoria.

Na Bahia, o mercado também registrou pressão negativa nas cotações devido à elevada oferta de bovinos e ao ritmo mais lento no escoamento da carne. Frigoríficos do estado já relatavam aumento na formação de estoques e menor necessidade de reposição.

Na região Sul da Bahia, a queda foi de R$ 2 por arroba para todas as categorias. Já na região Oeste, o boi gordo também apresentou recuo de R$ 2 por arroba, enquanto as cotações das fêmeas permaneceram estáveis.

As escalas de abate na Bahia atendiam, em média, entre 17 e 19 dias, conforme os dados divulgados pela consultoria.

No Rio Grande do Sul, o cenário foi diferente. A oferta mais restrita de bovinos terminados, influenciada pelo ciclo forrageiro regional, manteve as cotações sustentadas nas principais praças pecuárias do estado.

Segundo a Scot Consultoria, os preços permaneceram estáveis para todas as categorias negociadas no mercado gaúcho, sem alterações em relação ao dia anterior.

As escalas de abate no Rio Grande do Sul atendiam, em média, seis dias. Todos os preços considerados no levantamento eram brutos e com prazo.





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guerras elevam custos e preocupam o agro


O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, somado à instabilidade climática e ao aumento dos custos de produção, tem ampliado a preocupação do agronegócio brasileiro diante de um cenário de incertezas para os próximos meses. A valorização do petróleo, impulsionada pelos conflitos internacionais, já pressiona os custos logísticos, fertilizantes e insumos utilizados no campo, enquanto especialistas alertam para riscos de desabastecimento e perda de competitividade.

O tema foi debatido na 31ª edição do talk show “A Voz do Mercado”, realizada nesta quarta-feira (13), com mediação de Ivan Wedekin e Suelen Farias. O encontro teve como tema “O Agro e as Guerras: Impactos sobre o setor, a economia e o futuro” e reuniu representantes do mercado, da indústria e da logística para discutir os reflexos dos conflitos globais sobre cadeias de abastecimento, fertilizantes, comércio internacional, segurança alimentar e infraestrutura.

Participaram do debate Alfredo Kober, CEO da ICL América do Sul, José Roberto, sócio fundador da MB Associados, e Maxwell Rodrigues, empresário, palestrante e apresentador de TV. A transmissão foi realizada ao vivo pelo canal do Portal Agrolink no YouTube.

Para assistir o programa na íntegra, clique aqui.

José Roberto alerta para risco de recessão e desabastecimento

Durante o debate, José Roberto afirmou que o cenário internacional já provoca efeitos concretos sobre os preços globais e aumenta o risco de desaceleração econômica. Segundo ele, os impactos começaram a ser sentidos logo nos primeiros meses do conflito.

“O risco está maior. Até uns dois meses do conflito, nós já tivemos um choque de energia de forma bastante significativa. Que se traduziu numa pressão de preços que se espalhou pelo mundo todo. Tanto no ponto de vista do petróleo e os seus derivados, fertilizantes, petroquímicos, um conjunto grande de produtos. Até mesmo o enxofre está sendo afetado pela importância da região, mas a atividade econômica nessa primeira fase, ela não sofreu tanto diretamente porque de um lado quando a guerra começou existiam muitos navios que estavam em direção aos países consumidores e essa viagens levam 20, 25 ou 30 dias. Então nessa primeira fase da guerra continuou chegando produtos nos países consumidores e ao mesmo tempo eles começaram a se utilizar dos estoques disponíveis, então teve um efeito imediato no preço, expectativas, mas não teve um efeito na produção.”

Na avaliação do economista, o prolongamento do conflito e a permanência de gargalos logísticos elevam o risco de escassez de produtos e de medidas protecionistas adotadas por diferentes países. “Dado o impasse do cessar fogo, e dado o Estreito de Ormuz continuar fechado, os países começam a entrar perigosamente numa fase onde o perigo de faltar coisas acontece. E nós já estamos vendo essas situações e as defesas que os países fazem. Por exemplo, a China proibiu a exportação de certos tipos de produtos e derivados. Outros países estão fazendo o mesmo.”

José Roberto também destacou que o agronegócio brasileiro já enfrenta aumento nos custos operacionais devido à valorização do diesel e dos fertilizantes. “Para a agricultura brasileira, já é um choque de custos, porque o diesel subiu de preço, preços de fertilizantes também subiram. Nós estamos entrando nessa fase que é muito perigosa, e o pior é que não há expectativa nenhuma quanto a um cessar fogo.”

Segundo ele, mesmo que haja um acordo diplomático nos próximos dias, os impactos econômicos ainda devem persistir por meses. “No momento em que um cessar fogo com credibilidade possa ser assinado ainda levaram 6, 8 ou 10 semanas para os fluxos de vendas de produção e distribuição começarem a se normalizar. E você voltar a ter melhora nos estoques dos países consumidores, ou seja, nós já temos um problema contratado para os próximos 2 ou 3 meses por mais que se faça um acordo.”

Maxwell Rodrigues aponta fragilidade logística brasileira

Ao abordar os reflexos da crise sobre o transporte marítimo e os custos de frete, Maxwell Rodrigues afirmou que o Brasil sofre impactos imediatos sempre que há instabilidade no mercado internacional, principalmente pela dependência logística externa e pela deficiência estrutural do país. “no nosso micro sistema, no Brasil a gente sofre naturalmente o reflexo imediato com qualquer marola no mercado internacional se torna um grande tsunami dentro do nosso país. Um tsunami porque nós não temos uma indústria estabelecida dentro do país, uma estrutura muito bem elaborada.”

Segundo ele, a ausência de uma logística eficiente de retorno para cargas importadas aumenta os custos para o agronegócio brasileiro. “Nós temos uma falta de infraestrutura significativa, e quando eu ouço questões direcionadas a importação de insumos para o nosso agronegócio, nós temos um impacto logístico significativo porque a gente não trata do frete de retorno, a gente exporta muito e obrigatoriamente a gente não consegue ter fluidez logística para que tenhamos um bom frete de retorno e façamos uma redução do nosso custo.”

Maxwell Rodrigues afirmou ainda que o cenário internacional passa por uma reorganização das rotas marítimas globais, o que pode abrir oportunidades para o Brasil, desde que o país avance em infraestrutura e políticas públicas. “Nós temos hoje um novo arranjo logístico mundial, nós nos acostumamos e sabemos que boa parte com o maior percentual das transações comerciais no mundo é feito por mar, e no Brasil são 90% de tudo aquilo que nós temos de transação com o mundo é feito por mar.”

Para ele, o país precisa aproveitar o momento para reduzir gargalos históricos e ampliar a competitividade do agronegócio. “A grande pergunta é, ‘se nós estamos preparados para fazer essa lição de casa, se nós estamos com políticas públicas para que a gente possa fazer o enfrentamento da falta de infraestrutura.’ Particularmente no meu entendimento o esforço desprendido pelo agronegócio é um sucesso alcançado e a próxima etapa está ligada diretamente a infraestrutura que nós temos no nosso país. Infraestrutura essa extremamente crítica e que afeta diretamente a nossa competitividade.”

Alfredo Kober destaca pressão financeira no campo

Representando a indústria de insumos, Alfredo Kober afirmou que o aumento dos custos das matérias-primas e dos juros tem ampliado a dificuldade financeira dos produtores rurais. “ O grande impacto que a gente viu é o aumento das matérias primas, se nós retrocedemos uns anos, em 2021 no período da pandemia, começamos o ano com um índice de 2% na taxa Selic e terminamos com 9%. E agora estamos numa taxa de 15%, com a perspectiva que havia de redução de juros que não se confirma para esse ano.”

Segundo o executivo, o aumento dos custos compromete diretamente a capacidade de compra de insumos pelos agricultores e reduz as margens das principais culturas do país. “Nós temos um primeiro grande impacto pelo do aumento nos custos nessas matérias primas e na dificuldade do produtor de adquirir os insumos. Todos os insumos com esse crescimento exorbitante impactam na capacidade de pagamento e na projeção de rentabilidade dos agricultores.”

Kober afirmou que a soja, principal cultura agrícola brasileira, já opera com margens próximas de zero em algumas regiões, especialmente diante do avanço das dívidas acumuladas nos últimos anos. “A principal cultura, a soja, neste ano a perspectiva é com a margem próxima a 0, isso sem considerar esse acúmulo de juros (taxa Selic + Spread), nós estamos falando de produtores que estavam endividados a quatro anos atrás e a dívida deles quase dobrou nesse período.”

O executivo também alertou para possíveis problemas de abastecimento de fertilizantes na próxima safra, uma vez que a indústria ainda trabalha com estoques reduzidos. “Isso complica bastante o cenário porque 3 meses para fazer um ajuste na oferta, nós vamos estar exatamente no começo da safra e com risco de volatilidade que diferente do ano de 2023, onde o mercado estava abastecido e depois houve uma redução no preço desses insumos, nesse momento nós temos um baixo abastecimento.”

Segundo Alfredo Kober, o cenário já provoca retração nas compras e menor aplicação de fertilizantes pelos produtores. “A indústria não está com o estoque preparado para atender toda a safra, porque ela está aguardando também essa confirmação. E isso é um aspecto que vai levar a uma redução da aplicação de fertilizantes. Esse aumento tem resultado numa paralisia no mercado”.

A edição do talk show contou com apoio da Abisolo e do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial, ligado à Fundação Instituto de Administração, com foco na ampliação do debate sobre temas estratégicos para o agronegócio brasileiro.





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