sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Mercado de sementes investe mais nas UBSs


O avanço genético das sementes, aliado ao aumento do valor agregado do setor, está levando produtores e empresas a investir cada vez mais nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs). O objetivo é proteger um ativo de alto valor: sementes com maior potencial produtivo, cuja qualidade depende não apenas do que acontece no campo, mas também das condições do ambiente onde permanecem armazenadas.

O movimento acompanha o crescimento de um mercado bilionário. Atualmente, o Brasil produz cerca de 6 milhões de toneladas de sementes por ano para culturas como soja, milho, trigo e arroz, consolidando-se entre os maiores mercados do mundo no segmento.

Mas sementes mais tecnológicas também trouxeram um desafio silencioso: preservar vigor e germinação depois que elas saem do campo.

Temperatura elevada, baixa renovação do ar, condensação, poeira em suspensão e resíduos do tratamento industrial podem comprometer a qualidade das sementes — muitas vezes de forma invisível, percebida apenas quando elas chegam ao solo e apresentam desempenho abaixo do esperado.

“Uma semente de alto valor genético precisa de um ambiente adequado para manter seu potencial. Parte das perdas acontece silenciosamente, dentro da UBS, e só aparece depois, na lavoura”, afirma Otávio Matos, gerente técnico da Qualygran, distribuidora Cycloar.

Segundo ele, além do impacto na qualidade, ambientes inadequados também podem afetar as condições de trabalho dentro das unidades de beneficiamento.

Além do armazenamento, as mudanças chegam também às áreas de Tratamento Industrial de Sementes (TSI), onde fungicidas, inseticidas e bioinsumos são aplicados. Nesses ambientes, poeira e resíduos químicos exigem maior renovação do ar e melhores condições de trabalho para as equipes.

“É uma questão de qualidade do produto, mas também de saúde ocupacional, algo que vem recebendo atenção crescente dos órgãos ligados ao trabalho”, lembra Matos.

Além da renovação do ar, modelos como o Cycloar Lux também permitem ampliar a luminosidade natural no interior das UBSs, favorecendo visibilidade, segurança operacional e melhores condições de trabalho em áreas de movimentação e tratamento de sementes.

Nesse contexto, tecnologias voltadas à melhoria do ambiente interno das UBSs começam a ganhar espaço.

Sistemas de exaustão contínua do ar, como o Cycloar, vêm sendo adotados para melhorar a renovação do ar dentro das UBSs, reduzir poeira em suspensão e auxiliar na dissipação de odores e resíduos gerados no tratamento industrial das sementes — fatores que interferem diretamente tanto na conservação do produto quanto nas condições de trabalho das equipes.

Para Adriano Mallet, diretor da Agrocult, distribuidora Cycloar, o setor passou por uma transformação silenciosa nos últimos anos.

“A UBS de hoje não pode operar como operava dez anos atrás. A semente mudou. O nível de exigência mudou. E o ambiente interno passou a interferir diretamente no resultado final”, afirma.

Segundo ele, preservar vigor e qualidade passou a exigir novas ferramentas dentro das unidades de beneficiamento.

“Ter um sistema de exaustão hoje, numa UBS, deixou de ser diferencial. Passou a ser ferramenta importante para manter vigor, preservar qualidade e proteger o valor da semente armazenada”, acrescenta.

Em um mercado onde sementes carregam cada vez mais tecnologia e valor agregado, melhorar o ambiente interno das UBSs deixou de ser detalhe técnico. Passou a ser parte do esforço para proteger qualidade, preservar reputação e reduzir perdas — movimento em que sistemas de exaustão como o Cycloar começam a ocupar espaço crescente.


 





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Óleos vegetais recuam com demanda mais fraca



A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes


A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes
A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes – Foto: Divulgação

Os mercados de óleos vegetais encerraram a semana de 11 a 15 de maio em queda, pressionados por sinais mais fracos de consumo e pela frustração com a falta de novos avanços nas negociações envolvendo a soja. Segundo a StoneX, o movimento refletiu uma combinação de liquidação especulativa no complexo da oleaginosa e perda de sustentação nos principais contratos internacionais.

No óleo de soja, o contrato de julho negociado na CBOT fechou o período cotado a US¢ 72,17 por libra-peso, com recuo acumulado de 2,9% na semana. A pressão ganhou força após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, não resultar em novos compromissos de compra por parte da China além do acordo de 25 milhões de toneladas por ano, que já estava incorporado aos preços. A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes e levou a ajustes nas posições, afetando também o óleo de soja.

Apesar do recuo semanal, o relatório WASDE de maio, divulgado pelo USDA, trouxe projeções consideradas robustas para o uso de óleo de soja em biocombustíveis em 2026/27. O dado reforçou a avaliação de que o setor deve continuar exercendo papel relevante como vetor de demanda da commodity nos próximos ciclos, ainda que o mercado tenha reagido de forma mais imediata aos sinais de menor dinamismo nas compras internacionais.

O óleo de palma também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho na Bursa encerrou a semana a US$ 1.117,8 por tonelada, queda de 2,97% no período. Entre os fatores de pressão estiveram a demanda enfraquecida de Índia e China, o estreitamento do desconto em relação ao óleo de soja e as incertezas sobre a alocação dos volumes subsidiados no programa B50 da Indonésia.

Com isso, a semana foi marcada por um ajuste generalizado nos óleos vegetais, em um ambiente de cautela dos compradores e reposicionamento dos agentes diante da falta de novos estímulos comerciais.

 





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Previsão do tempo divide Brasil entre chuva, frio e seca


A previsão do tempo para sexta-feira, 22 de maio, indica um Brasil dividido entre pancadas de chuva, frio em perda de intensidade e áreas de tempo seco, segundo dados divulgados pelo Inmet. As condições merecem atenção do setor agropecuário porque podem afetar atividades de campo, deslocamento de máquinas, manejo de lavouras, pastagens e planejamento operacional em diferentes regiões do país.

Previsão do tempo mantém chuva no Norte e no Sudeste

De acordo com levantamento do Inmet, as pancadas de chuva continuam na Região Norte nesta sexta-feira, atingindo boa parte do Amazonas e do Pará, além dos estados mais ao norte do país, como Roraima, Amapá e áreas do norte do Amazonas. O destaque fica para o litoral do Amapá, onde os acumulados podem se intensificar e superar os 70 milímetros em algumas localidades.

Para o produtor rural, o volume de chuva exige atenção ao excesso de umidade no solo, às condições de acesso às áreas produtivas e ao andamento de atividades que dependem de janelas de tempo mais firme. Ainda conforme o Inmet, as temperaturas na Região Norte devem variar entre mínima de 17 °C, prevista para Rio Branco, e máxima de 35 °C em Palmas, onde a umidade relativa do ar pode chegar a 30% no período da tarde.

No Sudeste, as condições para pancadas de chuva também permanecem. Segundo o Inmet, há previsão de chuvas isoladas ao longo do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No nordeste de Minas Gerais, a possibilidade é de pancadas de chuva, com acumulados mais significativos em relação a outras áreas da região. As temperaturas máximas previstas chegam a 34 °C, enquanto as mínimas ficam em torno de 16 °C.

Nordeste terá chuva no litoral e tempo seco no Sertão

Na Região Nordeste, a previsão do tempo para sexta-feira aponta chuva isolada ao longo de todo o litoral, principalmente no Recôncavo Baiano e na faixa entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte. O Inmet também indica pancadas de chuva no sul da Bahia ao longo de todo o dia, condição que pode interferir em atividades agrícolas, deslocamentos e manejo em áreas mais sensíveis à umidade.

Apesar da instabilidade no litoral, o tempo segue firme e seco no Sertão. Conforme os dados divulgados pelo Inmet, a umidade relativa mínima pode atingir 30% em partes do Piauí, da Paraíba e do oeste da Bahia. Esse cenário reforça a necessidade de atenção ao manejo hídrico, à saúde de animais em sistemas pecuários e à conservação de umidade no solo, especialmente em áreas onde a estiagem já limita o desenvolvimento das culturas.

As temperaturas permanecem semelhantes às registradas no dia anterior, com a principal mudança prevista para o sul da Bahia. Em Teixeira de Freitas, a máxima deve ficar abaixo dos 26 °C, segundo o instituto. A combinação entre chuva no litoral e tempo seco no interior mantém contrastes importantes dentro da própria região, exigindo planejamento local por parte de produtores, cooperativas e técnicos.

Centro-Oeste segue com predomínio de sol e calor

No Centro-Oeste, a sexta-feira não deve trazer mudanças significativas nas condições meteorológicas. De acordo com o Inmet, haverá variação de nebulosidade, mas o sol deve predominar na maior parte dos estados da região. Não há indicação de chuva relevante no material divulgado, o que mantém o padrão de tempo firme observado no dia anterior.

As temperaturas máximas devem ficar em torno de 36 °C, enquanto as mínimas ficam próximas de 15 °C. Para o agro, o cenário favorece algumas operações de campo que dependem de tempo seco, mas também exige atenção ao calor, à baixa umidade e à conservação de água em sistemas produtivos. Em áreas de lavouras, pastagens e armazenamento, o monitoramento das condições ambientais segue importante para evitar perdas operacionais.

A permanência do tempo estável também pode contribuir para o avanço de atividades como colheita, transporte e preparo de áreas, desde que as condições locais de solo permitam. Por outro lado, a ausência de chuva pode ampliar a necessidade de estratégias de manejo em propriedades que dependem de umidade para manutenção de culturas e pastagens.

Frio perde força, mas geada ainda preocupa no Sul

Na Região Sul, o frio começa a perder força nesta sexta-feira, mas o risco de geada ainda permanece. Segundo o Inmet, há previsão de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense, embora com menor intensidade. As mínimas seguem próximas de zero em Santa Catarina e no norte gaúcho, condição que exige atenção especial de produtores em áreas suscetíveis.

A formação de áreas de instabilidade também deve alterar as condições do tempo na região. Conforme o Inmet, são esperadas pancadas de chuva no Paraná e em Santa Catarina. Essa combinação entre frio, umidade e instabilidade pode impactar o manejo de culturas sensíveis, a sanidade de animais e a programação de atividades de campo, especialmente em áreas serranas e regiões produtoras com maior exposição às baixas temperaturas.

As máximas devem ficar em torno de 24 °C no norte do Paraná, indicando recuperação térmica em parte da região. Ainda assim, a previsão de mínimas próximas de zero mantém o alerta para culturas mais vulneráveis à geada e para sistemas pecuários que exigem maior cuidado nas primeiras horas do dia.

 





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Cachaça mineira movimentou R$ 624 milhões em 2025


No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), o setor comemora resultados positivos em Minas Gerais. Levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento aponta que o estado mantém a liderança nacional na produção da bebida. Em 2025, a cadeia movimentou R$ 624,7 milhões, reforçando a importância econômica e cultural da cachaça para Minas Gerais.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, o estudo apresenta um panorama atualizado da cadeia produtiva da bebida. “Um dos destaques é o peso das vendas para fora do estado: 54% do faturamento da cachaça mineira já ocorre no mercado interestadual e internacional, indicando avanço na inserção do produto em novos mercados”, analisa.

Além do faturamento, o setor também ampliou a arrecadação pública. Em 2025, a cadeia da cachaça gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, reforçando sua participação na economia estadual.

De acordo com o relatório, o estado concentra 40% dos estabelecimentos produtores registrados no país, com 501 empreendimentos formais ligados à atividade. O dado reforça a presença da produção em diferentes regiões do estado e a tradição mineira no setor.

O relatório também aponta avanço da cachaça mineira no mercado externo. “Em 2025, os principais destinos das exportações incluem Uruguai, Estados Unidos e Itália, que juntos concentram parcela significativa das vendas internacionais. Esse movimento reforça o potencial do produto como ativo estratégico para a internacionalização do agronegócio mineiro”, destaca Maíra Ferman.

Outro dado destacado no levantamento é a geração de empregos. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o setor mantém trajetória de crescimento nos últimos anos, com aumento no número de vínculos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar.





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Brasil sedia pela primeira vez um dos principais fóruns globais sobre agricultura regenerativa


Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura

No dia 23 de junho, o Brasil vai receber a primeira edição brasileira do Fórum de Agricultura Regenerativa, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à transformação dos sistemas alimentares e produtivos. Promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal, o evento consolida o país como centro estratégico para discussões sobre o futuro sustentável da agricultura.

Com o tema “Acelerando a Transição”, o fórum reunirá produtores rurais, cientistas, investidores, lideranças empresariais, organizações comunitárias e formuladores de políticas públicas em torno de soluções práticas para a regeneração dos solos, preservação da biodiversidade, segurança hídrica, produtividade sustentável e resiliência climática. A iniciativa coloca o país no centro de uma agenda internacional que busca transformar o agro em uma ferramenta de restauração ambiental e desenvolvimento econômico sustentável. 

Reconhecido como a maior plataforma global de conhecimento sobre uso integrado da terra, o GLF escolheu o Brasil — e especialmente Piracicaba, referência em ciência agrícola e inovação tecnológica — para sediar esta edição inédita, destacando a relevância do país na construção de novos modelos regenerativos para o campo. O evento contará com tradução simultânea em português, inglês, espanhol e francês, ampliando o alcance das discussões para diferentes regiões do mundo. 

O ano de 2026 é especialmente relevante, já que o ‘Super El Niño’ deve impactar culturas importantes como arroz, açúcar e cacau. O Brasil e outros países da América Latina, cujas economias dependem fortemente da produção e exportação agrícola, estarão no centro dessa discussão. 

Segundo Isabel Mesquita, Coordenadora regional para América Latina e Caribe do GLF, a agricultura regenerativa é um caminho fundamental para os sistemas alimentares do planeta, garantindo solos saudáveis e biodiversidade por meio da restauração da terra com práticas agrícolas. “Diferentemente da agricultura convencional, que pode degradar os solos e depende de fertilizantes químicos e pesticidas, a agricultura regenerativa oferece uma abordagem mais sustentável, promovendo rotação de culturas, biocontrole e biofertilizantes.” 

Programação

A programação inclui painéis estratégicos sobre financiamento de impacto, inovação tecnológica, bioinsumos, agroflorestas, liderança feminina no campo, inclusão social e cadeias de valor sustentáveis. Entre os destaques estão experiências imersivas em Living Labs, o AgroTalk Live e a construção de um Manifesto de Colaboração Radical, que pretende orientar ações globais para acelerar a transição regenerativa. 

Entre os painelistas confirmados estão nomes de referência internacional, como José Roberto Postali Parra (ESALQ/USP), Talia Smith (Circular Bioeconomy Alliance), Geoffrey Hawtin (World Food Prize 2024), Elizabeth Adu (ex-Banco Mundial), Ricardo Abramovay (USP), Phyllis Caldwell (ex-Tesouro dos EUA), Teresa Corção (Instituto Maniva) e líderes de sustentabilidade e impacto de organizações globais. 

Para Eduardo Trevisan, diretor de ESG e Certificações do Imaflora, sediar o fórum pela primeira vez no Brasil reforça o protagonismo nacional em uma agenda essencial para o futuro da produção agrícola global. “Trazer ao Brasil um fórum dessa magnitude representa um reconhecimento internacional da capacidade do país de liderar soluções regenerativas para a agricultura. É uma oportunidade única de conectar ciência, mercado, produtores e investidores em torno de estratégias concretas para acelerar a transição para sistemas mais resilientes, produtivos e ambientalmente responsáveis”, destaca.

José Campos Arce, da SAN, reforça que o Fórum de Agricultura Regenerativa no Brasil não é apenas mais uma conferência — é um ponto de virada. “Estamos unindo desde agricultores até lideranças corporativas para provar que a regeneração não é um limite para o crescimento, mas sim o caminho para alcançá-lo. A América Latina é hoje o local onde acontecem as inovações mais estratégicas em agricultura regenerativa, e este fórum vai acelerar soluções que o mundo precisa urgentemente.”

Além de posicionar o Brasil como referência global na discussão sobre agricultura regenerativa, o fórum reforça a urgência de integrar negócios, inovação e conservação em uma agenda comum, capaz de transformar o setor agropecuário em protagonista da recuperação ambiental e da segurança alimentar mundial.

Serviço

Fórum de Agricultura Regenerativa 2026 – Acelerando a Transição

Data: 23 de junho de 2026

Horário: 8h às 20h

Formato: Híbrido (presencial e online)

Local: Pecege, Piracicaba (SP)

Inscrições: clique aqui





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Goiás deve colher 20,1 milhões de toneladas de soja


De acordo com a edição de maio do informativo mensal Agro em Dados, publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a safra de soja 2025/26 em Goiás deve alcançar 20,1 milhões de toneladas, o segundo maior volume da série histórica. A produtividade estimada para o estado é de 3,9 toneladas por hectare, acima da média nacional projetada em 3,7 toneladas por hectare. Segundo o levantamento, o desempenho é resultado dos avanços em manejo e do melhoramento genético, que ampliaram a adaptação da cultura às condições do Cerrado.

O estudo destaca que a região Centro-Oeste responde por quase metade da produção brasileira de soja e que Goiás ocupa posição de destaque nesse cenário. Entre as safras 2016/17 e 2025/26, a produtividade das lavouras goianas avançou 15,6%, contribuindo para um crescimento de 81,7% na produção do grão no período, enquanto a área plantada aumentou 57,2%.

Apesar do desempenho produtivo, a rentabilidade da soja enfrenta desafios diante da queda nos preços da commodity e da elevação dos custos com fertilizantes. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento, o custo de produção da safra 2025/26 em Rio Verde foi o segundo maior da história, estimado em R$ 5.602,89 por hectare, abaixo apenas do registrado no ciclo 2023/24.

Naquele período, porém, a cotação média da soja era de R$ 150,70 por saca, acima do valor observado na atual temporada. Segundo o informativo Agro em Dados, o cenário reforça a necessidade de gestão eficiente nas propriedades rurais e da adoção de estratégias diversificadas de comercialização para reduzir riscos e preservar a sustentabilidade econômica da atividade.

A colheita da soja em Goiás foi concluída na última semana de abril. No Brasil, até 1º de maio de 2026, 94,7% da área cultivada já havia sido colhida. O avanço da colheita ampliou a oferta do grão no mercado, mas as cotações permaneceram relativamente estáveis entre fevereiro e abril, sustentadas pela demanda aquecida dos derivados da oleaginosa.

Ainda segundo o levantamento, o valor pago pela tonelada do óleo de soja exportado no primeiro trimestre de 2026 apresentou alta em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi de 10,6% no Brasil e de 9,9% em Goiás.





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Trigo brasileiro acompanha alta internacional


Os preços do trigo pagos aos produtores registraram alta nas principais praças acompanhadas no Brasil, segundo o Boletim Agropecuário de maio divulgado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Em Santa Catarina, o valor médio do cereal avançou 1,94% na comparação mensal e encerrou abril em R$ 62,45 por saca de 60 quilos. Apesar da recuperação no curto prazo, o preço ainda acumula queda de 19,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Rio Grande do Sul, a valorização mensal foi de 6,15%, enquanto no Paraná, no mercado balcão, a alta chegou a 6,40%.

De acordo com o levantamento da Epagri/Cepa, o mercado internacional do trigo vem sendo impactado por fatores climáticos e geopolíticos. A seca persistente nas Grandes Planícies dos Estados Unidos afetou a safra de trigo de inverno, com parte significativa das lavouras classificada entre ruim e muito ruim. Também pesam sobre o mercado as preocupações com os efeitos do fenômeno El Niño no verão de 2026, além das tensões no Oriente Médio, que elevaram os custos de produção e aumentaram as incertezas sobre a oferta global.

O boletim aponta ainda que o aumento nos custos dos fertilizantes e a perspectiva de redução da área plantada em importantes países produtores contribuíram para a valorização das cotações. No mercado futuro internacional, os contratos de trigo para julho de 2026 estavam cotados a US$ 6,35 por bushel, enquanto os vencimentos para dezembro de 2026 eram negociados a US$ 6,71 por bushel.

Nos Estados Unidos, o setor acompanha as condições climáticas no Hemisfério Norte. Até 26 de abril, 34% da safra nacional de trigo de inverno havia atingido a fase de espigamento, mas apenas 30% das lavouras apresentavam condições consideradas boas ou excelentes. Segundo o relatório, temperaturas acima da média e a persistência da seca em áreas do sudeste norte-americano reduziram a umidade superficial do solo e aumentaram as preocupações sobre a produção.

As projeções mais recentes do relatório WASDE, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, indicam oferta mundial de trigo estimada em 1,103 bilhão de toneladas para a safra 2025/26. O aumento é atribuído, principalmente, à maior produção na União Europeia e na Rússia. Já o consumo global foi reduzido para 820,1 milhões de toneladas, refletindo a menor demanda da Índia para alimentação, sementes e indústria.

O relatório também aponta que o comércio mundial de trigo deve atingir 221,9 milhões de toneladas, influenciado pela redução das exportações da Ucrânia, Austrália e Brasil. O avanço das vendas externas da Rússia e do Cazaquistão não compensou totalmente essas quedas. Os estoques finais globais para 2025/26 foram revisados para 283,1 milhões de toneladas, volume 9% superior ao registrado no ano passado, com destaque para os aumentos observados em Índia, Ucrânia, União Europeia, Austrália e Bangladesh.





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Frio perde força, mas risco de geada ainda preocupa o Sul


Segundo análise divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a  previsão do tempo para esta sexta-feira (22) indica continuidade das chuvas na Região Norte e em áreas do litoral do Sudeste. No Nordeste, a expectativa é de chuva fraca em áreas costeiras, principalmente no Maranhão e na Bahia. Já na Região Sul, o destaque segue sendo o frio, com possibilidade de geada pontual na Serra Catarinense.

Para o sábado (23), o INMET prevê intensificação das pancadas de chuva no sul de São Paulo. No Sul do país, as temperaturas começam a subir gradualmente, mas ainda há risco de geada no norte do Rio Grande do Sul e na Serra de Santa Catarina. Na Região Norte, as chuvas continuam mais concentradas em Roraima, Amapá e no norte do Pará e do Amazonas.

Na Região Norte, a sexta-feira (22) será marcada por pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em grande parte dos estados. Os maiores volumes são esperados no Amapá, Roraima, centro-norte do Amazonas e noroeste do Pará, onde os acumulados podem ultrapassar 70 milímetros. No Acre, Tocantins e Rondônia, a chance de chuva é menor. As temperaturas variam entre 18°C em Rio Branco e 35°C em Palmas.

No sábado (23), o cenário permanece semelhante na Região Norte, com chuva e trovoadas em áreas do Amazonas, Amapá, oeste e nordeste do Pará e Roraima. Em algumas localidades do Amazonas, os volumes podem novamente superar 70 milímetros. A mínima prevista segue em 18°C em Rio Branco, enquanto a máxima pode atingir 37°C em Palmas. A umidade relativa do ar deve cair para cerca de 30% durante a tarde em áreas do Tocantins.

Na Região Nordeste, a previsão para sexta-feira (22) e sábado (23) indica manhãs mais frias, especialmente no sul e sudeste da Bahia, com temperaturas próximas de 15°C. Já no sertão da Paraíba e de Pernambuco, os termômetros podem chegar a 36°C. Na sexta-feira, há possibilidade de chuva no litoral da Bahia, Sergipe e Alagoas. No sábado, a previsão aponta chuva isolada em toda a faixa litorânea da região.

No Centro-Oeste, a sexta-feira (22) terá nebulosidade variável e baixa chance de chuva no Distrito Federal, em Mato Grosso, Goiás e no norte do Mato Grosso do Sul. No sul sul-mato-grossense, podem ocorrer pancadas isoladas com trovoadas a partir da tarde. As máximas devem chegar a 36°C no norte de Goiás e de Mato Grosso, enquanto as mínimas ficam próximas de 12°C no sul de Mato Grosso do Sul.

Para o sábado (23), a previsão aponta aumento das condições para pancadas de chuva e trovoadas em todo o Mato Grosso do Sul e no sul de Mato Grosso, principalmente entre a tarde e a noite. Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue com variação de nebulosidade. As temperaturas máximas permanecem elevadas no norte mato-grossense e noroeste goiano, podendo atingir 36°C.

Na Região Sudeste, a sexta-feira (22) terá possibilidade de chuva isolada no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Também há previsão de pancadas de chuva no nordeste de Minas Gerais e norte capixaba durante a tarde. As máximas podem chegar a 32°C no norte mineiro, enquanto as mínimas ficam em torno de 12°C no sul de Minas e no Vale do Paraíba.

No sábado (23), as chuvas devem ganhar força no centro-sul e litoral de São Paulo, com acumulados que podem atingir 60 milímetros. No Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, a previsão é de chuva isolada. As temperaturas máximas podem alcançar 32°C no Triângulo Mineiro e no noroeste paulista.

Na Região Sul, o Rio Grande do Sul segue sem previsão de chuva nesta sexta-feira (22). O frio se intensifica durante a madrugada e o amanhecer, com possibilidade de geada no extremo sul gaúcho e nas áreas de divisa com Santa Catarina. As mínimas podem chegar a 0°C. A partir da tarde, áreas de instabilidade favorecem temporais entre Paraná e Santa Catarina. No norte paranaense, as máximas podem atingir 18°C.

No sábado (23), a chuva continua em parte da Região Sul, principalmente entre o litoral do Paraná e de Santa Catarina. As temperaturas mínimas seguem próximas de 0°C nas serras catarinense e gaúcha, enquanto as máximas podem chegar a 20°C no oeste do Rio Grande do Sul.





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Futuros de café recuam com pressão da nova safra



Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações


Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações
Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações – Foto: Divulgação

Os futuros de café seguiram pressionados na última semana, em um cenário combinado de câmbio desfavorável, expectativa de avanço da colheita brasileira e sinais de maior oferta global. Segundo a StoneX, o ambiente macroeconômico foi negativo para as commodities agrícolas, com o dólar americano voltando a se fortalecer no mercado internacional e o avanço do Dollar Index pressionando moedas emergentes. No Brasil, o real encerrou a semana cotado a R$ 5,08 por dólar, com valorização de 3,5% da moeda americana, no pior nível das últimas semanas.

Esse movimento contribuiu para aumentar a pressão sobre as cotações, especialmente do café arábica. Entre os fundamentos, a perspectiva de aceleração de uma safra recorde no Brasil permaneceu como o principal fator de baixa para os preços. O mercado também acompanhou as atualizações das exportações brasileiras em abril e novas estimativas do USDA, que reforçaram parcialmente a expectativa de produção global mais elevada no ano.

Apesar da pressão predominante, alguns fatores ainda mantêm cautela entre os agentes. Os estoques certificados seguem em níveis reduzidos, enquanto as atualizações das projeções para o El Niño continuam no radar, com potencial para oferecer algum suporte às cotações caso tragam riscos adicionais ao equilíbrio entre oferta e demanda.

Na bolsa de Nova Iorque, o vencimento de julho do café arábica encerrou a semana a 266,9 centavos de dólar por libra-peso, queda de 2,9% no período e novo fundo em cerca de um ano e meio. Já o contrato equivalente do café robusta terminou a semana cotado a US$ 3.365 por tonelada na bolsa de Londres, recuo de 1,4%.

 





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Goiás regista a maior safra de cana-de-açúcar dos últimos 10 anos


Goiás alcançou o segundo lugar no ranking nacional de produção de cana-de-açúcar, conforme dados do 4º levantamento da safra 2025/26 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. O estado registrou a maior safra dos últimos dez anos, com produção estimada em 80,1 milhões de toneladas, volume 2% superior ao ciclo anterior. As informações foram divulgadas na edição de maio do informativo Agro em Dados publicado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás.

Segundo o levantamento, o avanço foi impulsionado pelo crescimento de 6,3% da área plantada, que ultrapassou 1 milhão de hectares cultivados, além dos investimentos em tecnologia, manejo agrícola e eficiência produtiva. O desempenho consolidou Goiás entre os principais polos do setor sucroenergético nacional.

Os dados apresentados pela Companhia Nacional de Abastecimento mostram que, na última década, Goiás registrou crescimento acima da média nacional no setor. Enquanto a produção brasileira avançou 2,4% no período, o estado teve alta de 18,5%. A produtividade das lavouras goianas cresceu 10,7%, frente ao avanço de 3,5% observado no país. Já a área colhida no estado aumentou 7,1%, enquanto o cenário nacional registrou retração de 1%.

O relatório também aponta que Goiás ampliou sua participação na agroindustrialização da cana-de-açúcar e na produção de derivados. O Açúcar Total Recuperável (ATR), indicador que mede o potencial de produção de açúcar e etanol a partir da cana, alcançou 10,7 milhões de toneladas, colocando o estado na segunda posição nacional. Na produção de açúcar cristal, Goiás atingiu 3 milhões de toneladas e assumiu o terceiro lugar no ranking brasileiro.

Na produção de etanol de cana, o estado aparece em segundo lugar no país, com 4,5 bilhões de litros produzidos, volume equivalente a 16,7% da produção nacional. O resultado reforça a relevância do setor sucroenergético goiano para o abastecimento interno e para o mercado de biocombustíveis.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o setor também mantém presença significativa no comércio exterior. Dados do painel de Comércio Exterior da Plataforma Aroeira mostram que o açúcar de cana representou 91,7% do valor exportado pelo segmento em 2025. O complexo sucroalcooleiro goiano alcançou 58 destinos internacionais, com embarques de açúcar para 55 países e de álcool etílico para 10 mercados.

A estimativa inicial para a safra 2026/27 aponta produção de 79,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em Goiás. A área destinada à colheita deve permanecer acima de 1 milhão de hectares, enquanto a produtividade média é estimada em 77,7 toneladas por hectare.

Com expectativa de estabilidade na área plantada, produtividade e produção, Goiás deve seguir entre os principais produtores de cana-de-açúcar do Brasil, mantendo participação relevante no setor sucroenergético nacional.





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