sábado, julho 25, 2026

Política & Agro

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Produtor rural pode ter CAD/PRO suspenso por nota fiscal antiga sem baixa, alerta Sistema FAEP


Desde janeiro deste ano, a emissão de notas fiscais por produtores rurais no Paraná passou a ser feita exclusivamente de forma eletrônica. O antigo “talão do produtor”, utilizado em papel, deixou de valer, sendo substituído pela Nota Fiscal de Produtor eletrônica (NFP-e). A mudança modernizou o sistema, mas também trouxe uma exigência: a necessidade de dar baixa nos documentos fiscais emitidos em papel junto à prefeitura.

Sem essa regularização, o Cadastro de Produtores Rurais (CAD/PRO) pode ser suspenso pela Receita Estadual, impedindo a emissão de notas fiscais eletrônicas e, consequentemente, interrompendo atividades essenciais da propriedade. Na prática, isso impossibilita a comercialização da produção, o transporte de animais, a emissão de comprovantes fiscais e a realização de operações comerciais que dependam da documentação regular.

Diante deste cenário, a recomendação do Sistema FAEP é que produtores que emitiram nota fiscal em papel até dezembro de 2025 procurem imediatamente a prefeitura e/ou o sindicato rural local para verificar se há pendências e evitar a suspensão do cadastro.

“Os nossos sindicatos rurais estão aptos para orientar o agricultor sobre como apresentar esses documentos fiscais em papel e, na ausência deles, como proceder com boletim de ocorrência em caso de perda ou roubo da documentação”, explica o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Em caso de cancelamento automático, a situação pode ser revertida. O produtor deve solicitar a reativação do CAD/PRO junto ao Poder Municipal local, que encaminha o pedido à Receita Estadual. A documentação varia conforme o perfil do produtor. Proprietários ou arrendatários devem apresentar o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) atualizado de 2025. No caso de assentados, é necessário apresentar o espelho atualizado do assentamento. Já posseiros recebem orientação específica da prefeitura.

“A Receita tem sido rápida. Em até 15 dias o produtor consegue voltar a emitir nota eletrônica, comprar e vender normalmente”, explica Meneguette.

Em Rio Bonito do Iguaçu, a suspensão em massa surpreendeu produtores e a própria administração municipal. A assistente administrativa do setor de Bloco de Produtor da Prefeitura, Angela Conrado Machado, afirma que o cancelamento atingiu documentos emitidos em períodos distintos.No total, 1.035 produtores rurais de Rio Bonito do Iguaçu, extensão de base do Sindicato Rural de Laranjeiras do Sul, tiveram o cadastro suspenso. “Foi uma surpresa. A Receita cancelou nossos blocos nos dias 6 e 7 de maio. Geralmente isso ocorre com notas antigas, de 2022, 2023 e 2024, que a Receita vai organizando e limpando. Mas, nesse caso, teve produtor com nota do ano passado que teve a inscrição cancelada”, relata.

Para evitar esse tipo de situação, o Sistema FAEP reforça que os sindicatos rurais do Paraná estão aptos a orientar agricultores e pecuaristas sobre a baixa das antigas notas fiscais e os procedimentos para regularização cadastral. “Nossa equipe técnica está preparada para esclarecer dúvidas e auxiliar na regularização dos cadastros, evitando que o produtor descubra o problema apenas no momento em que precisar emitir um documento ou movimentar a produção”, conclui o presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette.





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Navios que cruzam Ormuz precisam de autorização da Guarda, diz autoridade do Irã


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Por Parisa Hafezi e Jonathan Saul

DUBAI/LONDRES, 17 Abr (Reuters) – Todos os navios podem navegar pelo Estreito de Ormuz, mas isso precisa ser coordenado com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters, acrescentando que o descongelamento de recursos iranianos faz parte do acordo.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, escreveu no X que o estreito estava aberto depois que um acordo de cessar-fogo foi firmado no Líbano, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse acreditar que um acordo para acabar com a guerra do Irã ocorrerá “em breve”, embora o momento ainda não esteja claro.

Centenas de navios e 20.000 marítimos ficaram retidos no Golfo esperando para passar pela importante hidrovia, que movimenta cerca de 20% dos fluxos de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

A autoridade iraniana afirmou que os trânsitos seriam restritos às rotas que o Irã considerasse seguras, acrescentando que as embarcações militares ainda estavam proibidas de cruzar o estreito.

“A liberação dos recursos do Irã foi parte do acordo para a reabertura do estreito”, observou a autoridade, referindo-se a uma receita congelada estimada em US$30 bilhões, gerada principalmente pelas exportações de petróleo e gás, bloqueadas em meio às sanções dos EUA contra Teerã.

Não ficou imediatamente claro se isso incluía as faixas do Esquema de Separação de Tráfego (TSS) estabelecidas para entrar e sair do Golfo, usadas pela navegação internacional desde a década de 1970.

“Até mesmo as embarcações dos EUA serão permitidas, excluindo os navios militares”, disse ele.

A fonte acrescentou que certas rotas através de Ormuz permaneceriam abertas, mas que elas precisariam ser determinadas como seguras pelo Irã.

“A navegação será feita em coordenação com o Irã e com a autorização da Guarda e da Organização Marítima e de Portos do Irã para garantir a segurança da navegação”, disse a autoridade.

Pouco depois da declaração de Araqchi, o presidente dos EUA, Donald Trump, postou no Truth Social: “O IRÃ ACABOU DE ANUNCIAR QUE O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ COMPLETAMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM”.

Trump acrescentou que permanece em vigor o bloqueio militar dos EUA aos navios que navegam pelo estreito de e para portos iranianos, anunciado após as negociações com o Irã no último fim de semana no Paquistão, que terminaram sem acordo.

A mídia estatal iraniana, citando uma autoridade não identificada, disse que se o bloqueio dos EUA persistir, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e voltará a fechar o estreito.

(Reportagem de Parisa Hafezi e Jonathan Saul)





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Mercado de herbicidas exige validação constante



A avaliação reúne variações semanais


A avaliação reúne variações semanais
A avaliação reúne variações semanais – Foto: Divulgação

O mercado de herbicidas técnicos voltou a mostrar a necessidade de acompanhamento frequente dos preços internacionais, em um cenário marcado por variações entre períodos e por diferentes referências de negociação. Segundo análise de Rafael Gomes, especialista em gestão de portfólio agroquímico, o levantamento mais recente considera o comportamento de herbicidas técnicos no intervalo de 8 a 15 de maio de 2026, com base em preços FOB China para produtos técnicos.

A avaliação reúne variações semanais, mensais e anuais, permitindo uma leitura comparativa da movimentação dos preços em diferentes horizontes. Os dados foram consolidados a partir de plataformas e referências do mercado chinês, incluindo negociações spot, monitoramento FOB e acompanhamento de movimentações da cadeia agroquímica.

De acordo com o material analisado, a leitura desse mercado exige atenção a fatores que podem influenciar os resultados apurados. Entre eles estão possíveis diferenças decorrentes da tradução do mandarim para o português, divergências entre fontes consultadas, datas de coleta, conversão entre renminbi e dólar e a própria dinâmica de negociação no mercado FOB China.

O acompanhamento dos herbicidas técnicos também demanda validação constante entre períodos comparativos, concentrações técnicas e movimentos de mercado. Essa necessidade ganha relevância em um ambiente considerado extremamente dinâmico, no qual alterações de curto prazo podem modificar a interpretação sobre preços e tendências.

A análise aponta ainda para a evolução dos cruzamentos de dados como caminho para tornar os levantamentos mais consistentes e alinhados à realidade do mercado internacional. O objetivo é reforçar a qualidade técnica das avaliações e contribuir para discussões mais precisas sobre a cadeia global de agroquímicos técnicos.

 





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Biológicos mudam lógica de valor no agro


Os insumos biológicos vêm ganhando espaço no agro sem representar, necessariamente, uma substituição direta aos produtos químicos. Segundo Rosana leite, executiva sênior em mercados complexos e voláteis de commodities, o avanço dessa tecnologia começa a alterar sobretudo a forma como o valor é capturado na cadeia produtiva.

Durante décadas, a indústria de insumos agrícolas foi estruturada em torno da química. Nesse modelo, empresas capazes de desenvolver, patentear e distribuir moléculas em escala concentravam margens, previsibilidade comercial e poder de precificação. Essa lógica continua relevante, mas passa a dividir espaço com uma nova camada de inovação baseada na biologia aplicada ao sistema agronômico.

A mudança, nesse contexto, não está apenas na tecnologia em si, mas em seus efeitos econômicos. Os biológicos deixam de competir somente por participação de mercado e passam a ocupar um papel mais amplo na busca por estabilidade operacional, eficiência sistêmica, integração com agricultura de precisão, redução de variabilidade, rastreabilidade e captura de margem.

Esse movimento começa a modificar a dinâmica de valor do setor. As grandes empresas químicas já identificaram essa tendência e, nos últimos anos, realizaram aquisições relevantes ligadas à tecnologia biológica. A leitura não é de que os produtos químicos desaparecerão, mas de que a próxima etapa de inovação pode estar menos associada à molécula isolada e mais à inteligência integrada do sistema produtivo.

À medida que produto, tecnologia e acesso se tornam mais normalizados, o diferencial competitivo tende a migrar para dados, integração, previsibilidade, logística, manejo e eficiência operacional. Com isso, a discussão deixa de estar concentrada apenas em qual molécula apresenta melhor desempenho e passa a envolver qual sistema é capaz de entregar mais estabilidade, previsibilidade e margem ao produtor.

 





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Margem positiva abre chance para vender soja, diz consultoria



Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa


Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa
Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa – Foto: Pixabay

O mercado da soja atravessa um período de indefinição, com preços sem tendência clara no exterior e no Brasil. A combinação entre expectativas de demanda, clima nos Estados Unidos e ampla oferta sul-americana mantém as cotações em faixas estreitas, exigindo maior disciplina na comercialização e foco na proteção de margens.

Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizada, com o contrato julho de 2026 oscilando entre US$ 11,70 e US$ 12,25 por bushel. No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ do Paraná permanece há cerca de 60 dias próximo de R$ 121 a R$ 123,50 por saca. A estabilidade reflete Chicago sem direção definida, prêmios relativamente estáveis, dólar sem grandes movimentos e forte oferta doméstica.

Para agricultores com soja disponível da safra 2025/26, a orientação é aproveitar os momentos em que o mercado ainda permite margens positivas, especialmente para quem travou custos anteriormente. A consultoria avalia que referências próximas de R$ 131,85 por saca e, principalmente, R$ 135 por saca representam oportunidades para vendas parciais. A recomendação é avançar de forma escalonada, proteger margens e evitar exposição total à espera de novas altas sem confirmação efetiva da demanda chinesa.

Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa. A possibilidade de produção recorde no Brasil, o aumento da competitividade argentina e os estoques globais confortáveis mantêm o risco de preços pressionados no segundo semestre. Nesse cenário, vendas futuras parciais em momentos de alta podem ser estratégicas, assim como operações de hedge. O foco deve estar menos na aposta por preços maiores e mais na preservação da rentabilidade.

Para cooperativas, empresas consumidoras e exportadores, a orientação é manter postura oportunista, aproveitando retrações em Chicago, acompanhando o câmbio e monitorando possíveis mudanças na relação entre Estados Unidos e China. O mercado tende a seguir volátil e sensível ao clima americano, às políticas comerciais dos EUA e ao comportamento da demanda chinesa.

 





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Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA


A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

 





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Preço do milho ainda busca um piso no país


O mercado do milho atravessa uma fase de cautela, com recuperação pontual em Chicago, mas ainda sem sinais firmes de mudança na tendência principal. Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia deve priorizar vendas e compras escalonadas, já que a oferta global elevada segue pressionando os preços, enquanto riscos climáticos nos Estados Unidos e uma eventual volta da China às compras mantêm algum potencial de reação.

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar nas vendas. A retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo é vista como arriscada, porque a entrada mais intensa da safrinha ainda pode ampliar a pressão sazonal sobre o mercado físico. No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa permanece em tendência de baixa e ainda não confirmou um fundo consistente.

Para a safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção parcial em momentos de recuperação em Chicago, sem comprometer toda a produção neste momento. O hedge escalonado é apontado como alternativa mais prudente, especialmente porque o risco climático americano ainda está aberto e pode alterar o comportamento dos preços caso as chuvas previstas não se confirmem em áreas relevantes, como Nebraska.

A estratégia indicada para produtores é vender em lotes, proteger margens positivas e acompanhar de perto o clima nos Estados Unidos, o ritmo das exportações, o câmbio e os prêmios portuários. Em Chicago, o contrato julho/26 passou a operar em faixa lateral, entre cerca de 448 e 480 cents por bushel, com tendência de curto prazo lateral e viés levemente baixista.

Para cooperativas, indústrias e consumidores, a avaliação é que o mercado ainda pode oferecer oportunidades melhores de compra entre junho e julho. As compras escalonadas seguem como a estratégia mais segura, evitando concentração de cobertura em apenas um momento.

Entre exportadores, o forte ritmo das vendas americanas exige atenção. Qualquer retomada da demanda chinesa pode elevar rapidamente Chicago e os prêmios, apesar do peso baixista da oferta sul-americana, com destaque para a safra recorde argentina e a perspectiva de ampla disponibilidade no Brasil.

 





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Estoques limitam reação nos preços do milho


O mercado de milho encerrou a semana com movimentação limitada no Brasil, em um cenário marcado por compradores abastecidos, liquidez reduzida e ajustes pontuais nas cotações. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 fechou de forma mista na sexta-feira, com pequenas quedas nas posições mais curtas e leves ganhos nos vencimentos mais longos, enquanto o mercado interno permaneceu travado.

Mesmo com a valorização em Chicago e do dólar, as indústrias seguiram atuando apenas na reposição de estoques. No acumulado, a B3 avançou 0,60%, Chicago subiu 1,65% e o dólar recuou 0,77%. No mercado físico, a média Cepea teve alta de 0,17% após semanas de leves quedas. Na bolsa brasileira, julho de 2026 fechou a R$ 67,20, setembro a R$ 69,94 e novembro a R$ 72,94.

No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações ficaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. A colheita da safra 2025/26 avançou para 96% da área, favorecida pelo tempo seco. As lavouras remanescentes são tardias e tiveram desenvolvimento mais lento pelo frio e pela menor radiação solar. Geadas causaram danos pontuais e levaram parte das áreas para silagem.

Em Santa Catarina, estoques confortáveis continuaram limitando os negócios. As pedidas ficaram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se concentrou ao redor de R$ 65,00, mantendo distância entre vendedores e compradores. No Paraná, a liquidez também permaneceu baixa, com indicações perto de R$ 65,00 e demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda teve leve piora nas condições, com áreas boas recuando de 84% para 82%.

Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as praças, com preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca. O setor de bioenergia sustentou parte da demanda, mas os estoques elevados mantiveram o consumo seletivo e o ritmo de negócios lento.

 





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Cenário externo apoia preços do trigo



A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento


A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento
A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento – Foto: Canva

O mercado do trigo segue marcado por preços firmes no Brasil e por forte dependência do clima no cenário internacional, com recomendações de cautela para produtores e moinhos nas próximas semanas. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tendência principal ainda é de sustentação, embora a volatilidade permaneça elevada e possam ocorrer acomodações pontuais.

No exterior, Chicago encerrou a semana com saldo positivo, apoiado pelas preocupações com a menor produção nos Estados Unidos e pelos riscos climáticos no início da colheita. Em Kansas, por outro lado, os preços recuaram diante da pressão sazonal da entrada da safra de inverno. Mesmo com chuvas recentes, cerca de 70% da área de trigo de inverno dos Estados Unidos ainda apresenta algum nível de seca, percentual bem acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento. A orientação é aproveitar repiques de alta para fazer comercializações parciais e escalonadas, especialmente porque a safra 2026/27 ainda pode ter potencial de valorização, principalmente para trigo de melhor qualidade. A atenção deve permanecer voltada ao clima nos Estados Unidos, já que problemas de qualidade durante a colheita podem gerar novos movimentos de alta.

No Brasil, os preços seguem firmes, apesar de estabilização e leves recuos pontuais provocados pela retração nas vendas de farinha pelos moinhos. A escassez de trigo de qualidade no Mercosul continua sustentando o mercado, com menor disponibilidade de produto premium também em países vizinhos. A paridade de importação elevada limita quedas mais fortes.

Para os moinhos, a recomendação é manter cobertura parcial das necessidades futuras. A análise indica que a retração atual das vendas de farinha pode conter altas imediatas, mas não altera a tendência estrutural firme. O mercado segue apertado para trigo de qualidade superior, o que exige planejamento nas compras e atenção à oferta regional.

 





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Mercado do trigo tem ajuste gradual no Sul



Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação


Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação
Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes graduais de preços, baixa disponibilidade em algumas regiões e maior atenção dos moinhos à qualidade do cereal. Os dados são da TF Agroeconômica, que aponta movimentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com influência da demanda, do frete e das referências externas.

No Rio Grande do Sul, moinhos em busca de trigo de boa qualidade vêm contribuindo para uma alta lenta nos preços. Na safra velha, foram reportados negócios com compradores interessados em julho, com ofertas entre R$ 1.400 e R$ 1.430 CIF, enquanto vendedores pedem R$ 1.350 FOB. Ao mesmo tempo, os moinhos relatam dificuldade com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a referência voltou a R$ 1.250 FAS no porto, enquanto moinhos indicam R$ 1.100 FOB, nível considerado pouco atrativo para vendedores. Até o momento, foram ouvidas apenas 40 mil toneladas negociadas entre moinhos e exportadores. O trigo branqueador também segue restrito, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 FOB no armazém do vendedor. Junho está praticamente coberto, enquanto julho teria cerca de 40% de cobertura. No balcão, Panambi registrou alta para R$ 65,04 por saca.

Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação do preço final. O trigo local subiu para R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB. No balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, com altas em Rio do Sul e São Miguel do Oeste.

No Paraná, há poucas ofertas e vendedores com expectativas maiores. Lotes rodaram a R$ 1.350 FOB na região central, R$ 1.400 FOB no Norte e entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF em Curitiba. O trigo branqueador tem referência de R$ 1.450 FOB, enquanto a safra nova indica R$ 1.320 a R$ 1.350 FOB para setembro. O trigo argentino nacionalizado aparece entre US$ 290 e US$ 295, após alta de US$ 2 por tonelada no frete marítimo e de US$ 12 no FOB argentino em dois meses.

 





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