terça-feira, junho 2, 2026

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Primeiras cargas de DDGS chegam à China, e Brasil envia farinha de vísceras de aves ao país asiático



Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês



Foto: Pixabay

O Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.

O DDGS, coproduto do etanol de milho, teve sua exportação viabilizada a partir de demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para abertura do mercado chinês. Após a conclusão das tratativas sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi autorizado em maio de 2025. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.

Como resultado, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China.

Já o envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, decorre da abertura do mercado, concretizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). A operação amplia as oportunidades para a indústria nacional nesse segmento.

As iniciativas evidenciam como a atuação conjunta entre governo e setor produtivo pode se transformar em novas frentes de comércio e em ampliação da pauta exportadora brasileira.

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.





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Erro no calendário pode derrubar a produção



O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja


O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja
O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja – Foto: Pixabay

O atraso nas operações agrícolas tem marcado a safra 2025/26, reduzindo o intervalo entre etapas importantes e aumentando os riscos produtivos. Em meio a esse cenário, estratégias de manejo ganham relevância para mitigar impactos climáticos e preservar o desempenho das lavouras.

O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja e dificultou a implantação do milho segunda safra em diversas regiões. Com menor janela operacional, o plantio do milho ocorre fora do período mais favorável, elevando a exposição das culturas à menor disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. Esse deslocamento pode afetar fases sensíveis das plantas e provocar perdas significativas de produtividade, como explica Lara Gabriely Silva Moura, da SBS Green Seeds.

“Em muitos casos, atrasos de 10 a 20 dias já são suficientes para provocar quedas de produtividade entre 20% e 40%, podendo superar 50% em anos mais secos”, diz.

Diante desse contexto, as plantas de cobertura passam a ter papel estratégico. Espécies como braquiárias, milheto, crotalárias e nabo forrageiro se destacam pela adaptação e pelos benefícios ao sistema produtivo. A formação de palhada pode variar entre 5 e 12 toneladas por hectare, reduzindo a evaporação do solo e contribuindo para a manutenção da umidade, especialmente em períodos de estiagem.

Além disso, essas espécies favorecem a ciclagem de nutrientes, acumulando quantidades relevantes de nitrogênio, fósforo e potássio, que retornam ao solo com a decomposição. A dinâmica de liberação depende da relação carbono e nitrogênio de cada planta, influenciando a persistência da cobertura e a disponibilidade de nutrientes. “Mais do que uma alternativa, elas passam a ser uma ferramenta essencial para sustentar produtividade e eficiência em cenários de maior variabilidade climática”, finaliza Lara.

 





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Aplicação errada pode comprometer toda a lavoura



“Nenhum produto entrega bons resultados se for mal aplicado”


“Nenhum produto entrega bons resultados se for mal aplicado"
“Nenhum produto entrega bons resultados se for mal aplicado” – Foto: Divulgação

A forma como os defensivos agrícolas são aplicados tem impacto direto na produtividade, na segurança e na sustentabilidade das lavouras. Boas práticas no uso desses insumos são determinantes para garantir eficiência no controle de pragas e doenças, além de reduzir riscos ao meio ambiente e às pessoas envolvidas na atividade.

Esse é o foco de um novo conteúdo da série Conversando com o Especialista, iniciativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal. O material, disponível nas redes sociais da entidade, conta com a participação do professor da Universidade de Passo Fundo, Walter Boller, que ressalta a importância da aplicação correta como fator essencial para bons resultados no campo. O especialista contextualiza que nenhum produto apresenta desempenho satisfatório quando utilizado de forma inadequada, destacando a necessidade de procedimentos seguros e responsáveis.

“Nenhum produto entrega bons resultados se for mal aplicado. É fundamental seguir procedimentos de aplicação adequados, seguros e responsáveis para alcançar bons resultados nas culturas, sem prejuízos às pessoas e ao ambiente”, afirma.

Outro ponto abordado é a atenção aos equipamentos de aplicação, especialmente os pulverizadores, amplamente utilizados em diferentes culturas. O conteúdo reforça a importância da manutenção e da limpeza adequada para evitar contaminação cruzada e possíveis danos a áreas sensíveis dentro da propriedade. A orientação também enfatiza que o uso correto dos equipamentos contribui para que o produto atinja o alvo desejado, evitando deriva e impactos em locais indesejados.

O episódio integra um módulo com linguagem acessível e formato ágil, disponível gratuitamente na plataforma de cursos da entidade. A iniciativa reúne orientações práticas sobre todas as etapas da aplicação, com o objetivo de apoiar o manejo no dia a dia e aprimorar o uso de tecnologias no campo. “Estamos sempre aprendendo algo novo e, com essa ferramenta, conseguimos consolidar conhecimentos já existentes e adquirir novos aprendizados”, indica e conclui Boller.

 





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IA amplia eficiência nas operações agrícolas



Entre os ganhos estão a redução no uso de insumos


A inteligência artificial aplicada a máquinas agrícolas atua nesses pontos ao ajustar automaticamente operações
A inteligência artificial aplicada a máquinas agrícolas atua nesses pontos ao ajustar automaticamente operações – Foto: Pixabay

A digitalização das atividades no campo tem avançado e ampliado o uso de tecnologias na produção agrícola. Artigo de Bruno Ract, executivo de estratégia e novos negócios da Ultra Clean Brasil, destaca que a inteligência artificial passou a apoiar decisões dentro das propriedades rurais.

Em um setor marcado por variáveis como clima, custos e preços, o uso de algoritmos ajuda a identificar perdas que muitas vezes não são visíveis. Falhas no plantio, regulagens inadequadas e uso ineficiente de insumos podem gerar prejuízos relevantes ao final da safra, chegando a dois dígitos percentuais, segundo estudos do setor.

A inteligência artificial aplicada a máquinas agrícolas atua nesses pontos ao ajustar automaticamente operações. Em plantadeiras, há maior precisão na distribuição de sementes e fertilizantes. Já nas colheitadeiras, sensores e algoritmos permitem regulagens em tempo real, reduzindo perdas e aumentando a eficiência. A geração de mapas de produtividade também contribui para decisões mais assertivas.

O texto ressalta que o desempenho da tecnologia depende da manutenção adequada dos equipamentos. A limpeza de mangueiras hidráulicas é apontada como fator importante para evitar falhas e garantir o funcionamento dos sistemas.

Entre os ganhos estão a redução no uso de insumos, aumento da produtividade e menor ocorrência de erros operacionais. Apesar dos benefícios, fatores como conectividade limitada, custos e necessidade de capacitação ainda impactam a adoção. “Nesse novo cenário, máquinas agrícolas deixam de ser apenas ferramentas operacionais e se tornam ativos estratégicos, capazes de gerar inteligência e direcionar o futuro da produção. A pergunta, portanto, talvez não seja mais “vale a pena investir?”, mas sim: quanto custa não investir?”, conclui.

 





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Poder360: Governo tem apoio de 11 Estados, mas oposição resiste a acordo do…


O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem apoio de 11 Estados para aderir à subvenção ao diesel importado, mas enfrenta resistência de governadores da oposição, que concentram maior peso no mercado e podem comprometer a eficácia da medida. A proposta estabelece um subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e Estados, em meio à alta dos combustíveis e risco de impacto nos preços de alimentos.

Os Estados com menor resistência política à proposta são: Bahia, Sergipe, Maranhão, Piauí, Ceará, Alagoas, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Espírito Santo e Amapá.

O prazo dado pela Fazenda para uma definição é esta 6ª feira (27.mar.2026), depois de reuniões do Consefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) e o Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).

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Avanço científico brasileiro transforma setor industrial



O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural


O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural
O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural – Foto: Pixabay

As nanopartículas de prata são amplamente empregadas em diferentes segmentos industriais devido às suas propriedades antimicrobianas, antifúngicas e antivirais. Esses materiais estão presentes em itens como curativos, equipamentos médicos, cosméticos e embalagens para alimentos. Apesar da utilidade, o uso dessas partículas levanta preocupações relacionadas à toxicidade, já que podem causar morte celular, inibir microrganismos no ambiente e se acumular com facilidade.

Diante desse cenário, pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP desenvolveram um método de síntese considerado mais sustentável. A proposta utiliza a chamada síntese verde para produzir nanopartículas de prata a partir da arnica brasileira, reduzindo o uso de substâncias químicas agressivas no processo.

Segundo Paulo Augusto Marques Chagas, integrante da equipe, a iniciativa busca diminuir ou eliminar reagentes tóxicos e solventes perigosos, além de reduzir o consumo energético. A estratégia permite a obtenção de materiais com propriedades funcionais relevantes, aliando eficiência a práticas mais sustentáveis.

O método emprega o extrato aquoso da planta como agente redutor natural, transformando íons metálicos em nanopartículas. Diferentemente dos processos convencionais utilizados na indústria, a técnica evita a geração de resíduos igualmente tóxicos.

A pesquisa teve origem em estudos conduzidos no Laboratório de Controle Ambiental da UFSCar, que já atuava com processos verdes e materiais reciclados. O desenvolvimento da nova técnica surgiu dentro desse contexto de busca por alternativas menos agressivas.

Atualmente, a tecnologia está em fase final de desenvolvimento, com pedido de patente já realizado. Os pesquisadores também avançam na elaboração de um artigo científico que descreve a aplicação das nanopartículas em nanofibras para filtração de ar, com potencial de criar equipamentos com propriedades antibacterianas.

 





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Soja dá sinal de alerta e mercado pode virar



A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja


A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja
A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja – Foto: Seane Lennon

O mercado da soja apresentou oscilações moderadas ao longo da semana, refletindo a combinação de fatores de suporte e pressão nas cotações internacionais e domésticas. Segundo análise da TF Agroeconômica, o comportamento dos preços foi marcado por leve queda diária em Chicago, apesar de um pequeno avanço no acumulado semanal.

A principal sustentação veio da valorização do óleo de soja, que avançou 2,25% na semana, impulsionado pela alta do petróleo e pela expectativa de maior demanda global por biodiesel. O cenário internacional também foi influenciado por discussões sobre aumento da mistura de biocombustíveis em países como a Indonésia, além de compras pontuais de farelo de soja, como as realizadas pela Coreia do Sul. Outro fator de suporte foi a ampliação das áreas sob seca nos Estados Unidos, elevando preocupações sobre o início do plantio.

Por outro lado, o mercado segue pressionado por fundamentos de demanda mais fracos. As exportações norte-americanas recuaram de forma significativa na semana, e o volume acumulado permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. A ausência recente da China nas compras e volumes abaixo do esperado também contribuem para limitar movimentos de alta. Soma-se a isso a redução nas importações de óleo vegetal pela Índia e a perspectiva de maior produção na América do Sul, com destaque para o Paraguai.

Diante desse conjunto de fatores, o mercado internacional permanece em consolidação, com oscilações dentro de faixas bem definidas. A tendência de curto prazo segue lateral, com leve viés de baixa, condicionada principalmente ao comportamento da demanda chinesa, do petróleo e das condições climáticas nos Estados Unidos.

No Brasil, os preços acompanham o cenário externo e mantêm estabilidade relativa. A expectativa de grandes safras reforça a cautela e amplia o risco de pressão nos próximos meses, o que tem incentivado estratégias de fixação antecipada para a safra futura.

 





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Exportações decepcionam e soja recua no exterior



Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul


Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul
Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul – Foto: Alabama Extension

O mercado da soja apresentou leve recuo nas negociações internacionais, refletindo um cenário de menor dinamismo nas exportações e cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Dados analisados pela TF Agroeconômica indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja destoou e registrou valorização.

No Brasil, o avanço da colheita e as condições regionais seguem influenciando diretamente a formação de preços e o ritmo dos negócios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 23% da área, com produtividade bastante irregular devido aos efeitos da estiagem, especialmente em regiões do Norte. Mesmo com perdas, a média estadual de preços apresentou alta na semana, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul, impulsionado pela demanda consistente da agroindústria de proteína animal, o que garantiu maior liquidez em comparação a outras regiões do Sul. Já no Paraná, o mercado permaneceu travado pelo segundo dia consecutivo, sem variações relevantes nas principais praças, refletindo um ambiente de espera por sinais mais claros do cenário externo.

No Mato Grosso do Sul, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Apesar disso, os preços de balcão mostram recuo em parte das regiões, pressionados pela logística e pelo escoamento acelerado. Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, o foco se volta ao gargalo de armazenagem, que limita a capacidade de retenção e pressiona a comercialização, mesmo com altas pontuais nas cotações.

 





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Sindiveg define nova diretoria e reforça uso responsável de defensivos agrícolas


O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) oficializou a formação de sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. Segundo informações divulgadas pela entidade, a nova composição terá como uma de suas prioridades consolidar a representação institucional do setor e ampliar a defesa de práticas seguras e responsáveis no uso de defensivos agrícolas.

No Conselho de Administração, a presidência ficará com Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa. A vice-presidência será exercida por Júlio Borges Garcia, da Ihara. Também passam a integrar o grupo Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química, como 4ª conselheira.

A estrutura contará ainda com Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo, na condição de suplentes.

Além das funções no conselho, a diretoria executiva da entidade será composta em conjunto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agrícolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

Na área de fiscalização, o Sindiveg terá Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, como integrantes do Conselho Fiscal. Na suplência, ficam Sergio Watanabe, da Ihara, e Carlos Henrique Zago, da Adama.

A entidade também definiu seus representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). João Sereno Lammel, da Ihara, será o delegado titular, enquanto Imero Padula, da Oxiquímica, atuará como suplente.

De acordo com o Sindiveg, a gestão que inicia agora pretende sustentar sua atuação em informações estatísticas e respaldo científico, ao mesmo tempo em que busca estimular boas práticas relacionadas à aplicação e ao manejo de defensivos agrícolas. A sinalização da entidade é de reforço técnico e institucional em temas considerados estratégicos para a indústria de produtos para defesa vegetal.





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O que Ozempic tem a ver com a soja?



No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO


No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO
No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO – Foto: Divulgação

O Ozempic, medicamento conhecido no tratamento de diabetes e obesidade, tornou-se um símbolo de um debate que ultrapassa a saúde e alcança diretamente o agronegócio. A expiração da patente da semaglutida, seu princípio ativo, trouxe à tona a discussão sobre o equilíbrio entre inovação e acesso a tecnologias, tema que hoje também mobiliza o setor de soja no Brasil.

Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a produzir versões concorrentes, o que tende a reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento. O caso envolveu tentativas de prorrogação judicial e ganhou novo capítulo com o Projeto de Lei 5810/2025, que propõe estender prazos de patentes devido à demora na análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO, presente em cerca de 80% das lavouras de soja. Produtores pagam royalties pelo uso da biotecnologia, mas questionam a continuidade dessas cobranças após a expiração de parte das patentes associadas.

Levantamentos indicam que os valores pagos chegam a R$ 280 por hectare, enquanto a rentabilidade média gira em torno de R$ 85,50, sendo que parcela relevante estaria ligada a patentes já vencidas. Decisões judiciais em Mato Grosso reconheceram a cobrança indevida e determinaram devoluções bilionárias, enquanto disputas seguem em outros estados e no Superior Tribunal de Justiça.

Entidades alertam que mudanças na legislação podem prolongar a vigência de patentes, manter cobranças e adiar a entrada de tecnologias em domínio público, com impacto direto sobre os custos de produção.

 





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