sábado, julho 25, 2026

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Megaleite leva técnica de campo para criação de búfalas leiteiras


As dinâmicas práticas com bezerras de búfala estarão entre os focos da programação técnica da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos (ABCB) na Megaleite 2026. A 21ª edição do evento será realizada de 2 a 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG).

A entidade estará no estande P-34, no Galpão B-1, onde também ocorrerão atividades técnicas, degustação de produtos de origem bubalina e recepção a criadores, técnicos e visitantes. De 3 a 6 de junho, a programação contará com palestras na Sala Belo Horizonte e demonstrações práticas no Galpão dos Búfalos.

As palestrantes Mariana Jordão e Ester Barbosa darão início à parte técnica na quarta-feira (3), com o tema “Cuidados Essenciais com Bezerros, O Que Todo Produtor Precisa Saber”. A atividade ocorrerá novamente na sexta-feira (5), às 14h. De acordo com Mariana, o manejo com os animais faz toda a diferença na criação. “O acesso ao conhecimento técnico atualizado ajuda produtores e criadores a adotarem novas tecnologias, a melhorarem o manejo e a aumentarem a produtividade, sempre com atenção à qualidade, ao bem-estar animal e à sustentabilidade”, destaca.

Mariana afirma que a troca entre produtores, técnicos e pesquisadores torna o conhecimento mais prático e útil, ajudando a transformar teoria em soluções que realmente funcionam. “É importante estar próximo de quem está no campo, entendendo a realidade e os desafios de cada propriedade. E a bubalinocultura merece mais atenção”, salienta, colocando que apesar do grande potencial produtivo e da qualidade dos seus produtos, ainda é um segmento que precisa ganhar mais visibilidade e espaço dentro do agro.

O técnico Renato Amaral dará sequência às atividades práticas com o tema “Morfologia Bubalina”, na quinta-feira (4), a partir das 10h. A demonstração será repetida no sábado (6), no mesmo horário.

A agenda na Sala Belo Horizonte começa na quarta-feira (3). Às 16h, a palestrante Juliana Santos falará sobre “Ordenhabilidade e seus impactos na qualidade do leite de búfalas”. Na sequência, às 17h, Frederico Garcia abordará o tema “Como a gestão, nutrição e indicadores transformam o resultado de uma fazenda?”.

Na sexta-feira (5), as palestras seguem com Alessandro Esteves, às 10h, sobre “IATF e FIV em Búfalas: Da Teoria à Prática”. Às 11h, Eduardo Bastianetto falará sobre “Touro em Central, Sêmen Legal: O que é preciso saber”.





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Exportações de tilápia caem 54% no Paraná



Mercado dos EUA impacta exportações de tilápia



Foto: Canva

As exportações de pescados do Paraná registraram queda no primeiro quadrimestre de 2026, após anos de crescimento impulsionado principalmente pela cadeia da tilápia. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De janeiro a abril deste ano, o estado exportou cerca de 1,2 mil toneladas de pescados, volume 54% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A retração interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos no setor.

Segundo o levantamento do Deral, a carne de tilápia continua sendo o principal produto da pauta exportadora do segmento, respondendo por mais de 86% do volume embarcado pelo Paraná.

A análise aponta que a redução das exportações pode estar relacionada às incertezas geradas pelo impasse tarifário envolvendo os Estados Unidos, principal destino da carne de tilápia produzida no estado. Diante desse cenário, cooperativas e empresas do setor podem ter optado por desacelerar os embarques enquanto aguardam uma definição sobre as condições de acesso ao mercado norte-americano.

De acordo com o Deral, a dependência do mercado dos Estados Unidos para a comercialização da tilápia paranaense torna o segmento mais sensível a mudanças nas regras de comércio internacional, o que pode influenciar diretamente o ritmo das exportações.

Apesar da retração registrada nos primeiros quatro meses do ano, a tilápia segue como o principal produto da piscicultura paranaense voltado ao mercado externo, mantendo posição de destaque na pauta exportadora do agronegócio estadual.





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Virada fiscal exige adaptação no agro



Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do


Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades
Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades – Foto: Pixabay

A mudança no sistema tributário deve abrir uma nova fase de adaptação para o agronegócio a partir de 2026. A avaliação é de Renato Ewerton de Melo, advogado e sócio de RDS Advogados Associados, ao analisar os impactos da reforma tributária sobre produtores e empresas do setor.

Com a Emenda Constitucional nº 132/2023, todos os contribuintes passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque individualizado da CBS e do IBS a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida amplia a rastreabilidade das operações e exige maior formalização no campo.

Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades, conforme o artigo 105 do Decreto nº 12.955/2026. Na prática, produtores que ainda operam com baixa formalização podem enfrentar dificuldades para acessar crédito, manter relações com cooperativas, tradings e agroindústrias e participar de cadeias produtivas mais organizadas.

Em 2026, a apuração terá caráter predominantemente informativo para quem cumprir as obrigações acessórias. O período deve servir para ajustes em sistemas, contratos e processos internos. A partir de 2027, com a operação plena do novo modelo, a regularidade fiscal tende a ganhar peso maior na competitividade do setor.

“O agro sempre foi resiliente, mas, desta vez, a transformação é estrutural. Não se trata apenas de aumento ou redução de carga tributária, mas de adaptação a um sistema que não tolera mais informalidade. Quem não se equipar e não revisar sua estrutura jurídica até o final deste ano pode enfrentar, a partir de 2027, não apenas maior rigor arrecadatório, mas também perda de acesso às cadeias produtivas mais organizadas do setor”, conclui.

 





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Tempo seco acelera safra de mandioca no RS


A colheita da mandioca segue avançando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, favorecida pelo período de tempo seco registrado nas últimas semanas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, que aponta boa produtividade, intensificação da comercialização e estratégias adotadas pelos produtores para preservar a qualidade das raízes.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o município de Itaqui já colheu cerca de 50% dos 16 hectares cultivados. O tempo firme permitiu acelerar a retirada da mandioca de áreas planas, reduzindo riscos relacionados à possível atuação do fenômeno El Niño. As lavouras apresentam produtividade média de 18 toneladas por hectare, enquanto produtores que utilizam manejo mais tecnificado alcançam até 40 toneladas por hectare com a cultivar IPR Paraguainha.

Ainda na região, produtores relataram resultados positivos no uso de bioinsumos à base do fungo Trichoderma para o controle da doença conhecida como couro-de-sapo, registrada em áreas na safra anterior. A comercialização ocorre principalmente no mercado local, com preços de R$ 2,00 por quilo para supermercados e até R$ 4,00 por quilo na venda direta ao consumidor. A mandioca descascada está sendo comercializada a R$ 10,00 por quilo.

Na regional de Santa Rosa, os produtores aguardam a desfolha natural das plantas para iniciar o corte das ramas. Segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar, a mandioca ainda apresenta boas condições de cozimento e qualidade. Nas propriedades voltadas ao autoconsumo, muitas famílias aceleraram a colheita e passaram a congelar as raízes para preservar textura e sabor. O produto congelado é vendido entre R$ 5,50 e R$ 10,00 por quilo.

Na região de Soledade, a colheita e a comercialização permanecem intensas. Também seguem os trabalhos de proteção das manivas para os próximos plantios. Uma agroindústria regional ampliou as atividades de descasque, armazenamento e congelamento da mandioca. Em Mato Leitão e Venâncio Aires, a caixa de 22 quilos segue cotada em R$ 30,00.

Na regional de Lajeado, em São José do Hortêncio, cerca de 80% da área cultivada já foi colhida. A expectativa é de encerramento dos trabalhos entre 30 e 45 dias. Na Ceasa de Porto Alegre, a caixa de 18 quilos é comercializada entre R$ 30,00 e R$ 40,00. Conforme o informativo, não houve registros de perdas significativas no último mês.

Já na regional de Erechim, a colheita ocorre com boa produtividade e qualidade das raízes. Os produtores também realizam a seleção de manivas mais maduras para armazenamento e utilização na próxima safra.





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Mercado de sementes entra em nova fase



Aumento da área plantada foi decisivo


Aumento da área plantada foi decisivo
Aumento da área plantada foi decisivo – Foto: Divulgação

O mercado de sementes de soja no Brasil avançou com a expansão da oleaginosa, a adaptação de cultivares às diferentes regiões produtoras e a melhora das práticas agrícolas. A avaliação é do Rabobank, que aponta que esses fatores ajudaram a elevar o potencial produtivo da cultura no país e sustentaram o crescimento do setor nos últimos anos.

Segundo o banco, o aumento da área plantada também foi decisivo para o desenvolvimento desse mercado. A combinação entre demanda crescente e boas margens operacionais na produção de grãos, especialmente no início da década, atraiu novos participantes para a atividade. Muitos deles investiram na instalação de unidades de beneficiamento, ampliando a oferta de sementes no mercado nacional.

Esse fluxo de novos entrantes, porém, aumentou a fragmentação do setor. Na análise do Rabobank, a elevação da oferta é hoje um dos principais fatores por trás dos desafios enfrentados pelas empresas de sementes de soja. A maior presença de players intensificou a competição e passou a exigir mais eficiência comercial, operacional e regional.

O banco também cita a experiência recente do setor de revendas como um ponto de atenção. A tentativa de consolidação nacional sob uma mesma bandeira mostrou que esse tipo de movimento pode encontrar obstáculos quando a atividade depende de conhecimento local, relacionamento com produtores e atuação próxima das regiões atendidas.

Para o Rabobank, a evolução do mercado de sementes tende a seguir caminho semelhante ao das revendas agropecuárias. Em uma primeira etapa, a consolidação deve ocorrer em nível regional, envolvendo empresas mais eficientes. Só depois o setor poderia avançar para uma consolidação com participantes de alcance nacional.

Apesar dos desafios, a perspectiva é de continuidade no desenvolvimento do mercado brasileiro de sementes de soja. Entre os temas que devem influenciar essa trajetória estão acesso ao crédito, pirataria, edição gênica e mudanças climáticas.

 





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Leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril


O preço do leite UHT avançou em abril de 2026 e passou a liderar as maiores altas do varejo alimentar no país. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, o produto subiu 18,3% no mês, em um cenário marcado por menor produção nacional, sazonalidade e maior pressão sobre itens básicos da alimentação.

O leite UHT saiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril, conforme o levantamento da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que atua na gestão da cadeia de consumo. A variação colocou o produto no topo das altas do mês.

A pressão ocorre em um momento de redução da produção nacional. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), a coleta caiu 3,9% de fevereiro para março. No acumulado dos três primeiros meses do ano, a retração chegou a 11,1%. O movimento é atribuído a fatores sazonais, entre eles a menor disponibilidade de pastagens, além de uma postura mais cautelosa dos produtores depois de um 2025 marcado por margens apertadas.

A alta não ficou restrita ao leite UHT. Outros produtos de consumo frequente também subiram em abril. Os queijos passaram de R$ 63,61 para R$ 65,12, avanço de 2,4%. O feijão foi de R$ 7,51 para R$ 7,67, com alta de 2,1%. Legumes subiram 2%, e o pão registrou aumento de 1,8%.

Para Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, o comportamento dos preços mostra concentração em grupos sensíveis à oferta e ao período do ano.

“Os dados mostram uma pressão concentrada em categorias essenciais e mais sensíveis à sazonalidade, como lácteos e hortifruti, mantendo o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras”, explica Alves.

Quando o recorte é o acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como o principal destaque de alta. O preço passou de R$ 5,50 para R$ 6,89, variação de 25,3%. Na sequência aparecem o leite UHT, com alta acumulada de 21,7%; o feijão, com 20,5%; os ovos, com 13,4%; e a carne bovina, com 6,6%.

O conjunto de dados reforça a pressão sobre produtos essenciais da cesta básica e ajuda a explicar a atenção maior do consumidor na hora da compra.

A tendência apontada pela Neogrid é de continuidade da instabilidade em categorias mais vulneráveis ao clima e à oferta. A avaliação vale especialmente para lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. “Para os próximos meses a tendência é de continuidade da volatilidade em categorias mais sensíveis à oferta e ao clima, como lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. Ao mesmo tempo, categorias industrializadas e algumas proteínas devem seguir mais estáveis, sustentadas pela maior competitividade no varejo e acomodação de custos”, acrescenta Alves.

A fala indica que o movimento de alta não atinge todos os grupos da mesma forma. Enquanto alimentos dependentes de condições climáticas e oferta mais curta tendem a oscilar, categorias industrializadas e parte das proteínas podem apresentar comportamento mais estável.

Na região Sul, o levantamento mostra que a pressão também atingiu alimentos básicos. As maiores altas de abril foram registradas em farinha de mandioca, com 21,1%; leite UHT, com 18,5%; legumes, com 9,1%; feijão, com 5,7%; e queijos, com 3,8%.

Em sentido oposto, algumas categorias recuaram. A carne suína caiu 8,9%, os ovos tiveram baixa de 5,1%, o frango recuou 4,9%, o sal caiu 4% e o açúcar teve redução de 3,5%.

Esse contraste mostra que, mesmo dentro da cesta alimentar, o comportamento dos preços varia conforme oferta, categoria e dinâmica regional.

A alta do leite UHT em abril reforça a ligação direta entre produção no campo, disponibilidade de matéria-prima e preço ao consumidor. Para o setor agropecuário, o avanço dos lácteos ocorre em um momento de menor captação, pastagens menos disponíveis e cautela dos produtores. Nos próximos meses, a atenção deve permanecer sobre a oferta de leite, hortifruti e itens básicos. A volatilidade nessas categorias tende a seguir influenciando decisões de produtores, cooperativas, indústrias, varejistas e consumidores.





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Greening continua sendo o maior entrave da citricultura brasileira


Com safra estimada abaixo do ciclo anterior, setor debateu desafios e estratégias durante os Citros em São Paulo

A citricultura brasileira enfrenta em 2026 um cenário de pressão dupla: a safra 2026/27 deve registrar queda em relação ao ciclo anterior, com estimativa de 255 milhões de caixas de laranja segundo o Fundecitrus, ao mesmo tempo em que o Greening — principal doença da cultura — já compromete quase 50% das árvores do cinturão citrícola de São Paulo e do sul do Triângulo Mineiro. O alerta foi feito por Dirceu Mattos Junior, diretor do Centro de Citricultura do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), durante os Citros em São Paulo 2026, evento que reuniu produtores, pesquisadores e empresas do setor.

A estimativa divulgada pelo Fundecitrus aponta 255 milhões de caixas para a safra 2026/27, volume inferior ao colhido no ano anterior. Para Mattos Junior, essa queda na oferta deve movimentar as relações de preço ao longo do semestre, tanto para o mercado de fruta fresca quanto para a produção de suco de laranja. Segundo ele, as definições ainda estão em aberto e o momento dos Citros em São Paulo é estratégico para que os diferentes elos da cadeia discutam os caminhos. “A relação de oferta diminui em relação à demanda de fruta, tanto para o mercado de fruta fresca como para a produção de suco de laranja”, afirmou o pesquisador, ressaltando que as negociações devem se intensificar ao longo dos próximos meses.

O Greening, continua sendo o maior entrave da citricultura brasileira e mundial, na avaliação de Mattos Junior. O problema, causado por bactéria transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, provoca queda de frutos e deterioração da produção — e hoje já atinge uma parcela expressiva dos pomares. “Dentro do cinturão citrícola, afeta quase que 50% das árvores, causando queda de frutos, afetando a produção, assim como a qualidade do suco”, declarou o diretor do Centro de Citricultura. A abrangência do problema torna o manejo da doença um dos maiores custos e desafios operacionais dos citricultores da região, que engloba o estado de São Paulo e o sul do Triângulo Mineiro — as principais áreas produtoras do país.

Além do impacto direto na produção, o Greening tem comprometido a qualidade do suco de laranja brasileiro — e esse efeito já chegou ao consumidor. Mattos Junior alertou para uma cadeia de consequências que começa no pomar e termina no mercado: a pior qualidade do suco tem resultado em menor consumo, o que por sua vez pressiona as relações de preço em toda a cadeia. “Um suco de menor qualidade tem trazido menor consumo, e isso se reflete em termos de relações de preço que vemos”, disse ele, ressaltando que todas as partes do setor precisam observar esse movimento para garantir a continuidade do negócio. O pesquisador destacou que o Centro de Citricultura do IAC tem participado de esforços para manter a atividade sustentável e competitiva diante desse cenário.

Mesmo pressionado pelo Greening, o Brasil segue como um dos principais players do mercado mundial de suco de laranja — posição construída sobre dois pilares, segundo Mattos Junior: a capacidade de produzir fruta em condições de clima tropical e a logística de exportação desenvolvida junto com a indústria de suco ao longo de décadas. O pesquisador avalia que o país conseguiu manter produtividade elevada mesmo em área menor e com custos mais altos. O diferencial competitivo fica mais evidente quando comparado a rivais como a Flórida, que foi afetada de forma ainda mais severa pela doença. “Outros países que o Greening afetou de forma bastante severa permitiram que o Brasil continue competitivo”, pontuou ele, ao explicar como a pressão sobre os concorrentes abriu espaço para a citricultura brasileira se manter relevante no cenário global.

Os Citros em São Paulo 2026 foram descritos por Mattos Junior como um ponto alto em termos de público e expositores, com foco na transferência de tecnologia para o setor. Na avaliação do pesquisador, o evento cumpre papel estratégico ao apoiar uma das atividades com maior valor de produção agrícola do estado de São Paulo — reunindo produtores, empresas, pesquisadores e cooperativas num momento em que o setor precisa definir rumos diante de uma safra menor e dos desafios persistentes do manejo fitossanitário.





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Stay Up inaugura nova era de produtividade e manejo fisiológico na soja


Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e avanço mais moderado da área plantada de soja no Brasil, o ganho de produtividade dentro da porteira deve se consolidar como um dos principais caminhos para sustentar a rentabilidade do produtor nas próximas safras.

A avaliação ganha força diante das primeiras projeções para a safra 2026/27. O crescimento da área de soja no País deve ocorrer de forma marginal, pressionado pelo alto custo de fertilizantes, riscos climáticos e menor espaço para expansão agrícola. Em Mato Grosso, principal Estado produtor do País, a estimativa inicial do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta avanço inferior a 0,3% na área plantada.

É nesse contexto que tecnologias voltadas à regulação do crescimento excessivo, eficiência fisiológica e ao aumento do potencial produtivo passam a ganhar protagonismo no campo. Apostando nessa nova fronteira tecnológica, a Nitro acaba de lançar o Stay Up, solução inédita desenvolvida no Brasil para atuar na regulação do crescimento da soja e do feijão.

Resultado de mais de uma década de pesquisas, o produto inaugura uma nova abordagem no manejo agrícola ao equilibrar o crescimento vegetativo das plantas e potencializar a formação e retenção de vagens. A tecnologia atua diretamente na modulação do transporte de auxina, hormônio responsável pelo crescimento vegetal, promovendo redução controlada do porte das plantas, encurtamento dos entrenós e estímulo ao engalhamento.

Na prática, a proposta é otimizar a arquitetura das plantas para melhorar o aproveitamento fisiológico. O avanço genético das cultivares e o uso intensivo de fertilizantes, bioestimulantes e defensivos elevaram significativamente o vigor das lavouras nos últimos anos. Entretanto, plantas excessivamente altas e com dossel muito fechado podem aumentar o risco de acamamento, dificultar a penetração de defensivos e favorecer ambientes mais propícios ao desenvolvimento de doenças.

“O desafio agora não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, com mais eficiência e estabilidade produtiva. A regulação de crescimento deve se tornar um novo padrão de manejo na soja brasileira”, afirma Vinícius Marongoni, Gerente de Portfólio de Nutrição, Fisiologia e Adjuvantes da Nitro.

Segundo a companhia, a tecnologia já foi validada em mais de 100 cultivares e em 400 campos experimentais e comerciais em diferentes regiões produtoras do Brasil, registrando incremento médio aproximado de cinco sacas por hectare na safra 25/26, além de retorno sobre investimento superior a duas vezes o valor aplicado. 

Além da eficácia agronômica, o Stay Up passou por processo regulatório junto ao Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa, atendendo critérios de segurança ambiental e ao consumidor.

Com o lançamento, a Nitro reforça sua estratégia de investir em tecnologias proprietárias voltadas ao aumento sustentável da produtividade agrícola. Em um momento em que expandir área tende a ser cada vez mais desafiador, soluções capazes de elevar a eficiência dentro das lavouras devem ganhar relevância crescente no agronegócio brasileiro.





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Safra de arroz apresenta bom desempenho no RS



Preço do arroz recua no mercado gaúcho



Foto: Pixabay

A colheita do arroz irrigado está tecnicamente encerrada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais cultivadas de forma tardia e pequenas propriedades com limitações operacionais.

Com a transição para a entressafra, produtores intensificaram os trabalhos de manejo pós-colheita, aproveitando as condições de tempo seco registradas nas últimas semanas. Entre as atividades realizadas estão a incorporação de restos culturais, o preparo antecipado do solo, a manutenção de taipas e a organização dos sistemas de drenagem. Em áreas conduzidas sob integração lavoura-pecuária, as restevas vêm sendo utilizadas para pastejo bovino.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, os resultados consolidados da safra apontam desempenho produtivo satisfatório em diversas regiões produtoras, com produtividades finais acima das estimativas iniciais.

Apesar do resultado positivo no campo, o cenário de comercialização segue desfavorável para os produtores. O boletim destaca que as cotações permanecem abaixo das registradas no ciclo anterior e também inferiores à média histórica de preços.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, a colheita está praticamente concluída. Restam pouco mais de mil hectares, compostos principalmente por lavouras implantadas tardiamente e áreas de pequenos produtores com menor capacidade operacional. Nas regiões de Lajeado, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, os trabalhos de colheita já foram finalizados.

O levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar aponta recuo de 0,41% no valor médio da saca de 50 quilos de arroz no Estado. O preço passou de R$ 58,90 para R$ 58,66 em comparação com a semana anterior.





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Maior leilão do mercado gaúcho começa neste sábado


Começa neste sábado (30/05) o maior remate de gado de elite já realizado no mercado gaúcho. A liquidação Rincon 30 anos, promovida pela cabanha Rincon del Sarandy, de Uruguaiana (RS), abre 12 dias de vendas consecutivos com transmissão ao vivo direto do restaurante 20Barra9 do Pontal Shopping a partir das 16h. Com o comando do martelo, o leiloeiro Fábio Crespo lidera a equipe dessa verdadeira maratona. “Será um momento histórico para a pecuária gaúcha. São 2,5 mil animais de linhagens diferenciadas e de elite das raças Angus, Brangus, Ultrablack e equinos Crioulos. É uma oportunidade rara e imperdível de adquirir genética superior”, frisou o leiloeiro. Na mesa de leilões, atuarão os times da Parceria Leilões, Programa Leilões, Virtual e Panorama.  

A liquidação do rebanho Rincon del Sarandy ocorre exatamente no ano em que a propriedade completa 30 anos. Uma das mais tradicionais cabanhas do Rio Grande do Sul, a estância é comandada por Claudia Indarte Silva ao lado dos dois filhos Ignacio Tellechea e Martin Tellechea. “O ano de 2026 marca uma nova fase na Rincon del Sarandy, um momento em que liquidaremos o plantel para que possamos seguir caminhos diferentes”, salientou o pecuarista Ignacio Tellechea. A decisão, conta Martin Tellechea, veio do desejo de dedicar-se integralmente a seus próprios projetos. Sócio do Grupo Manda Brasa, dos restaurantes 20Barra9, com unidades em Porto Alegre (RS) e no Litoral, e do 1835 Carne e Brasa, em Canela (RS), o empresário conta que seguirá na “pecuária”, mas, desta vez, focado apenas na entrega da melhor experiência de carne à mesa do consumidor. “Foram três décadas de muitos sonhos e conquistas que me tornaram quem eu sou. Foi na Rincon que aprendi o valor do trabalho e carregarei isso comigo onde eu for”, frisou.   

O rebanho da Rincon del Sarandy será comercializado em 12 dias e a oferta será dividida por categoria. No primeiro leilão, neste sábado (30/5), será comercializado o time de pista da fazenda, animais premiados das raças Angus, Brangus e Ultrablack. Na sequência, a oferta segue com o Rincon Code Fêmeas (31/5) e Rincon Code Machos (01/6), ambos já realizados diretamente dos estúdios da Parceria Leilões, em Porto Alegre.

História

A Rincon del Sarandy foi fundada por Claudia Indarte Silva ao lado dos filhos Ignacio e Martin em 1996. O projeto foi construído em terras herdadas do marido, o também pecuarista Neco Tellechea, falecido em acidente de carro em 1989. Munida de coragem e muito amor por suas raízes, Claudia transformou as terras daquele “cantinho” no distrito do Sarandi em referência na raça Angus. Com o passar dos anos, Ignacio e Martin assumiram o projeto e expandiram o negócio. Em três décadas, a Rincon del Sarandy acumulou mais de 500 prêmios nas pistas de julgamento e mais de 50 grandes campeonatos. “Meus filhos aprenderam no campo que as grandes conquistas são fruto de paciência e muita dedicação. Essa sempre foi a essência da Rincon”, salientou Claudia.   

Agenda

30/5 – Rincon Show – Time de Pista

31/5 – Rincon Code – 300 ventres de alto mérito genético

01/6 – Rincon Code – 35 touros planteleiros

02/6 – Rincon Next – 250 receptoras de embrião prenhas e paridas

03/6 – Rincon Pack – 300 fêmeas Angus e Ultrablack

04/6 – Rincon Pack – 500 fêmeas Brangus 38

05/6 – Rincon Pack – 500 fêmeas Brangus 38B

06/6 – Rincon Baby Girls – 300 fêmeas geração 2025

07/6 – Rincon Baby Boys – 200 machos geração 2025

08/6 – Rincon Rocks – 35 touros Brangus e Ultrablack

09/6 – Rincon Rocks – 35 touros Angus

10/6 – Manada BT FAT – 30 ventres de famílias consagradas





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