sexta-feira, julho 24, 2026

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Oferta elevada continua pressionando as cotações



Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado


Foto: Canva

A necessidade de capitalização dos produtores continua influenciando as decisões de comercialização da mandioca. Como resultado, a oferta tem aumentado em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mantendo a pressão sobre os preços e levando a média a registrar a 8ª queda consecutiva, na semana passada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a expectativa de novas quedas nos preços da raiz, aliada à demanda enfraquecida e ao maior rendimento industrial, resulta em baixa liquidez no mercado de fécula, com as negociações concentradas no cumprimento de contratos já estabelecidos, enquanto as operações envolvendo terceiros seguem reduzidas.

Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado, refletindo as cotações mais baixas e o ritmo moderado das vendas. Segundo o Cepea, as negociações concentram-se em compradores habituais, mantendo a liquidez reduzida e a demanda pelo derivado enfraquecida.





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congresso destaca sua importância como alimento promotor de saúde


Contando com importantes discussões técnicas e científicas, o 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe) encerrou a sua programação nesta sexta-feira (29). O evento, referência nacional no âmbito dos estudos sobre a cultura do feijão, começou na última quarta-feira (27), na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves (CAMG), em Belo Horizonte. A realização é da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com apoio da Embrapa Arroz e Feijão. 

Nesta edição, o congresso ampliou as discussões ao destacar o feijão como alimento promotor da saúde, norteando debates que conectaram desde o melhoramento genético até os impactos diretos no bem-estar do consumidor final.

“O nosso tema central está muito ligado ao que é considerado um dos maiores desafios da cultura, a diminuição no consumo. Em função disso, buscamos, no 14º Conafe, ter uma diversidade de discussões. Falamos de produção, da confecção dos pratos e intimamente do campo, tratando ao máximo aspectos que perpassam por esse recuo”, ressaltou Fábio Aurélio Martins, pesquisador da Epamig e um dos organizadores do evento.

Segundo Fábio, a pluralidade de participantes e palestrantes, vindos de diferentes localidades, foi, também, um fator agregador para os debates. 

“O feijão é um alimento essencial para a África e para o mundo. Sou grato pelos aprendizados adquiridos no evento sobre essa cultura. Também agradeço a oportunidade de estar no Brasil e estudar em um país que representa tanta esperança no campo da agricultura”, afirmou Covenant Lje Egbaji, da Nigéria, estudante da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

Durante o último dia do evento, os participantes acompanharam os painéis temáticos 6 e 7, que abordaram aspectos como políticas públicas, agricultura familiar, sistemas de cultivo e o cenário da produção de sementes.

Ao longo dos três dias, o público também pôde visitar a área de apresentação de trabalhos científicos, com estudos submetidos por pesquisadores e estudantes de diferentes instituições, previamente avaliados pela Comissão Científica do evento.

Para Trazilbo de Paula, diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, o evento cumpre, mais uma vez, o seu papel de conectar diferentes atores da cadeia produtiva do feijão.

“Tivemos conexões e ensinamentos voltados à importância do feijão na saúde humana. Além disso, vimos como o tema “produção” ganha destaque, despertando o interesse de melhoristas, estudantes, pesquisadores e agricultores que passaram pelo evento”, enfatiza.

“Diante das discussões, percebemos como todos esses aspectos, que já estão sendo tratados nos últimos anos, ganham um realce novo, a partir de experiências adquiridas pelos novos pesquisadores e instituições tradicionais”, acrescenta. 

O encerramento do evento contou ainda com a premiação dos melhores trabalhos científicos e homenagens aos profissionais e instituições que contribuíram para a realização do congresso.

A 14º edição do Conafe contou com o patrocínio de Bayer, Crescent Seeds, Syngenta e apoio institucional do Sistema Ocemg.  





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Governo de SP investe R$1,8 milhão em máquinas agrícolas para municípios da região de Franca durante a Caravana 3D


Programa Patrulha Rural contempla Buritizal, Cristais Paulista, Itirapuã e Jeriquara com entrega de tratores e motoniveladoras em pacote de anúncios do governo paulista para a região

Nesta quinta-feira (28/05), durante a Caravana 3D em Franca, o Governo de SP, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, realizou a entrega de máquinas agrícolas para municípios da Região Administrativa de Franca. Ao todo, serão destinados cerca de R$ 1,8 milhão em investimentos, contemplando tratores e motoniveladoras para quatro municípios da região.

A iniciativa é fruto de convênios assinados por meio do programa Patrulha Rural, voltado ao fortalecimento da infraestrutura e da produção no campo por meio da entrega de máquinas e equipamentos agrícolas aos municípios paulistas.

Entre os municípios beneficiados estão Buritizal, que recebeu um trator com investimento de cerca de R$ 200 mil, Cristais Paulista, contemplado com uma motoniveladora e um trator, em investimentos que somam aproximadamente R$ 708 mil, Itirapuã, que também recebeu uma motoniveladora e um trator, totalizando cerca de R$ 708 mil, além de Jeriquara, beneficiado com um trator no valor aproximado de R$ 200 mil. Ao todo, os investimentos destinados à região somam cerca de R$ 1,8 milhão, com foco no fortalecimento da infraestrutura rural e na ampliação do apoio aos municípios paulistas.

“Esses maquinários têm impacto direto na vida de quem vive e produz no campo. Estradas rurais em melhores condições significam mais segurança, mais eficiência no escoamento da produção, menos custo para o produtor e melhores condições de acesso para famílias, estudantes, transporte de pacientes e serviços públicos no meio rural. É um investimento que fortalece a produção agropecuária, mas também melhora a cidadania e a qualidade de vida no campo”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Patrulha Rural

Desde 2023, o Governo de São Paulo já investiu cerca de R$ 240 milhões no programa Patrulha Rural, com a entrega de aproximadamente 640 máquinas e equipamentos agrícolas para mais de 340 municípios paulistas, ampliando a capacidade operacional das prefeituras e fortalecendo o atendimento ao produtor rural.

O objetivo do programa é ampliar a capacidade das prefeituras na manutenção de estradas rurais, apoio logístico ao produtor e execução de serviços que favoreçam o escoamento da produção agropecuária, especialmente para pequenos e médios produtores rurais.

Caravana 3D

A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.

A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.





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Trigo fecha em queda em Chicago, mas mercado brasileiro mantém sustentação…


Contratos futuros recuaram nesta segunda-feira (1º), enquanto o mercado interno segue firme diante da baixa liquidez e da escassez de trigo disponível para comercialização

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O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (1º) em baixa na Bolsa de Chicago. A pressão veio principalmente da evolução favorável das lavouras nos Estados Unidos, do avanço da colheita em importantes regiões produtoras do Hemisfério Norte e de movimentos técnicos dos fundos de investimento.

No fechamento, o contrato julho/26 foi cotado a 608,6 cents por bushel, com recuo de 16 pontos. O setembro/26 encerrou a sessão a 621,2 cents por bushel, queda de 22 pontos. Já o dezembro/26 fechou em 640,4 cents por bushel, baixa de 24 pontos.

Segundo análises divulgadas ao longo do dia, o mercado acompanhou previsões climáticas favoráveis para áreas produtoras norte-americanas, fator que reduz preocupações com a oferta da nova safra e contribui para pressionar as cotações internacionais. Além disso, a competitividade do trigo da região do Mar Negro continua sendo um elemento importante para limitar avanços mais expressivos em Chicago.

Apesar da retração externa, o cenário brasileiro segue apresentando fundamentos distintos. De acordo com análise da Safras & Mercado, maio terminou com preços firmes no mercado doméstico, mesmo diante da baixa liquidez dos negócios. A consultoria destaca que a oferta disponível continua restrita, enquanto produtores permanecem cautelosos nas negociações.

A sustentação dos preços internos também está relacionada à necessidade de abastecimento dos moinhos e à limitada disponibilidade de trigo de qualidade no Mercosul. O mercado segue acompanhando o desenvolvimento da nova safra brasileira, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país, onde as condições climáticas continuam sendo determinantes para o potencial produtivo.

Outro fator observado pelos agentes do setor é a evolução da safra argentina. O país permanece como principal fornecedor externo do cereal para o Brasil, e qualquer alteração nas perspectivas de produção ou exportação influencia diretamente a formação de preços no mercado nacional.

Com a semeadura avançando no Sul do Brasil e os estoques remanescentes da safra passada cada vez mais ajustados, o mercado deve continuar acompanhando de perto as condições climáticas, o comportamento da demanda industrial e as oscilações das bolsas internacionais nas próximas semanas.

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Por:

Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte:

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Pesquisadora premiada lança desafio à soja brasileira



A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria


A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria
A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria – Foto: Pixabay

A redução da densidade de plantas na soja voltou a ganhar espaço no debate sobre custos de produção. A ideia é testar, em condições reais de lavoura, se populações menores podem manter a produtividade e, ao mesmo tempo, diminuir gastos com sementes e insumos usados na semeadura.

A proposta foi lançada pela pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, que defende a realização de um grande ensaio nacional com a participação de produtores. Reconhecida internacionalmente, premiada em nível mundial e apontada pela Times como uma das pessoas mais influentes do mundo, ela afirma que os resultados desse trabalho não tiveram a visibilidade esperada quando os insumos eram mais abundantes e baratos.

O estudo citado por Mariangela avaliou soja inoculada com Bradyrhizobium elkanii em diferentes densidades de plantas. O material mostra que, em densidades menores, há menos competição por luz e maior disponibilidade por planta. Essa condição favorece a fotossíntese, aumenta a oferta de carbono para os nódulos e estimula a fixação biológica de nitrogênio.

Nos ensaios, a redução da densidade não significou, na maior parte dos casos, perda de produtividade. A produção de grãos foi semelhante entre as densidades avaliadas, com exceção da menor população, de 40 mil plantas por hectare, que apresentou redução de produtividade e alterações no teor de proteína e óleo dos grãos.

A leitura do estudo é que a soja consegue ajustar a fotossíntese e a fixação biológica de nitrogênio para compensar reduções moderadas na densidade de plantas. Para Mariangela, o cenário atual de preços e escassez de insumos torna o tema mais urgente. O desafio aos produtores é separar parcelas nas fazendas, comparar áreas, registrar as observações e enviar os resultados. Se a resposta for confirmada em larga escala, a prática pode representar uma mudança importante nos custos da semeadura.

 





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Ourofino Agrociência anuncia Alessandro Flamini como novo CEO


Marcelo Abdo passa a integrar o Conselho e a representar a companhia institucionalmente

A Ourofino Agrociência anuncia uma evolução em sua estrutura de liderança dentro de um processo planejado de sucessão, alinhado às melhores práticas de governança corporativa e aos planos de crescimento sustentável da organização. A partir de 1º de junho de 2026, Alessandro Flamini assume oficialmente o cargo de CEO da empresa, enquanto Marcelo Abdo passa a atuar como Conselheiro Administrativo e Diretor Institucional.

A mudança reforça a continuidade da estratégia construída ao longo dos anos e representa mais um passo na consolidação institucional da Ourofino Agrociência, uma das mais tradicionais marcas do agronegócio brasileiro, que mantém o capital nacional em sua base de operação.

Com sede em Ribeirão Preto (SP), a Ourofino Agrociência conta atualmente com mais de 640 colaboradores, além de escritórios na Índia e China. Seu portfólio contempla soluções voltadas à proteção de cultivos estratégicos como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e citrus.

Em Uberaba (MG), a empresa mantém uma fábrica considerada uma das mais modernas do setor, com 50 mil metros quadrados, equipamentos automatizados e capacidade produtiva de 200 milhões de quilos/litros por ano. Também possui estações experimentais, a maior delas em Guatapará (SP), voltada à pesquisa e desenvolvimento de novas soluções agrícolas, com áreas credenciadas pelo Ministério da Agricultura (MAPA) para testes de eficácia, resíduo e fitotoxicidade.

A transição acontece em um cenário de expansão do portfólio e avanço da Ourofino Agrociência em inovação. Nos últimos anos, intensificou investimentos em tecnologias desenvolvidas para as condições da agricultura tropical, ampliando sua presença em culturas prioritárias do agronegócio brasileiro. 

Desde 2011, Alessandro Flamini participa diretamente da construção da trajetória da companhia, tendo atuado nos últimos anos como diretor financeiro e, posteriormente, como CFO. Agora, após contribuir para o direcionamento estratégico do negócio, o até então vice-presidente assume o novo cargo, passando a ser o principal executivo da operação, responsável pela estratégia e pelo posicionamento da companhia junto a clientes, mercado, investidores e entidades de classe.

Formado em Administração de Empresas, Alessandro Flamini possui mais de 24 anos de experiência no agronegócio, com trajetória construída em companhias nacionais e multinacionais. Ao longo da carreira, atuou nas áreas financeira, administrativa e operacional, com experiência em planejamento estratégico, gestão de risco, controladoria, supply chain, inovação e tecnologia da informação. O executivo também cursou programas voltados à gestão de negócios e finanças.

“Recebo com grande responsabilidade o desafio de acelerar a nossa evolução e conduzir a Ourofino Agrociência para o futuro. Sempre preservando a nossa essência de uma empresa de origem brasileira, com entendimento real das necessidades do agricultor e foco na resolução desses desafios. Inovação, excelência operacional e proximidade com clientes e parceiros seguirão como pilares da nossa atuação, sempre com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirma Alessandro Flamini.

Por sua vez, Marcelo Abdo passa a atuar de forma mais próxima ao Conselho de Administração, contribuindo estrategicamente em sua dinâmica e na representação institucional junto a órgãos governamentais e demais entidades ligadas ao setor agro, fortalecendo a credibilidade corporativa da companhia. “Essa transição é resultado de um processo sólido, estruturado e alinhado à maturidade que a Ourofino Agrociência alcançou ao longo de sua trajetória. Sinto-me honrado por fazer parte dessa história desde o início das operações da companhia e muito feliz em seguir contribuindo para o seu desenvolvimento como Conselheiro e Diretor Institucional, apoiando o avanço consistente e sustentável da empresa no setor”, destaca Marcelo Abdo.

A nova estrutura acompanha também os novos ciclos, sustentados pela robustez do portfólio, pelo fortalecimento do market share em culturas-chave e pelas metas estabelecidas para os próximos anos. 

Fundada pelos empresários Norival Bonamichi e Jardel Massari, a Ourofino Agrociência consolidou, ao longo dos anos, parcerias internacionais de alto nível e participação relevante no mercado nacional de defensivos agrícolas. Com o propósito institucional “reimaginar a agricultura brasileira”, investe no desenvolvimento de tecnologias adaptadas às necessidades do produtor rural e aos desafios climáticos e agronômicos do país, priorizando aspectos como maior adesividade, tolerância às chuvas, fotoproteção, absorção e compatibilidade dos produtos no campo. 





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RS projeta redução expressiva no cultivo de cevada



El Niño pressiona cultivo de cevada no Rio Grande do Sul



Foto: Canva

A cultura da cevada deve registrar uma redução superior a 30% na área cultivada no Rio Grande do Sul na safra 2026. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28), que atribui a retração principalmente ao aumento da percepção de risco climático associado à possível atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.

Segundo a entidade, a diminuição da área ocorre mesmo com a manutenção da oferta de contratos vinculados à indústria cervejeira, tradicional destino da produção gaúcha. A expectativa é de que parte dos produtores opte por reduzir investimentos na cultura diante das incertezas climáticas para o próximo ciclo.

Apesar da perspectiva de retração no plantio, as áreas já implantadas apresentam bom desempenho. Conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar, o estabelecimento inicial das lavouras e o desenvolvimento vegetativo ocorrem dentro da normalidade, sem registros de problemas significativos até o momento.

A área total destinada à cultura em 2026 ainda está em fase de levantamento. Na safra de 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada, alcançando produtividade média de 3.622 quilos por hectare.

No mercado, o produto destinado à indústria de malte apresentou preço médio de R$ 80 por saca de 60 quilos na região de Erechim, de acordo com os dados de comercialização acompanhados pela Emater/RS-Ascar.

A combinação entre cautela dos produtores e incertezas climáticas deve seguir influenciando as decisões de plantio nas próximas semanas, enquanto o setor aguarda a consolidação das estimativas para a safra 2026.





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Mercados agrícolas iniciam semana sem direção única


Os mercados agrícolas iniciam a semana com movimentos mistos, em um ambiente marcado por fatores climáticos, geopolíticos e ajustes técnicos nas bolsas internacionais. Segundo a TF Agro Econômica, na abertura dos mercados desta segunda-feira, trigo e soja operavam em alta em Chicago, enquanto o milho registrava leve queda.

No trigo, os contratos futuros avançavam após perdas relevantes na semana anterior. O vencimento julho de 2026 era cotado a US$ 614,00, com alta de 3,50 pontos, enquanto dezembro de 2026 subia para US$ 646,00. A recuperação tem apoio em movimentos de proteção técnica dos fundos e nas chuvas previstas para regiões produtoras de trigo de inverno nos Estados Unidos, cenário que pode atrasar a colheita. Ao mesmo tempo, as perspectivas favoráveis para a safra russa de 2026/2027, estimada por analistas privados em cerca de 90 milhões de toneladas, limitam ganhos mais fortes. No Brasil, os preços físicos no Paraná e no Rio Grande do Sul se aproximam, com diferença reduzida a R$ 26,37, favorecendo o trigo gaúcho.

Na soja, o mercado começou a semana em alta, com o contrato julho de 2026 em Chicago a US$ 1.192,00, avanço de 5,25 pontos. A reação acompanha o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a valorização do petróleo, que voltou a influenciar o complexo de oleaginosas por meio da relação entre energia, biocombustíveis e óleo de soja. O óleo de soja julho subia para US$ 78,02, enquanto o farelo também avançava. Apesar disso, as condições climáticas nos Estados Unidos seguem majoritariamente favoráveis, sem ameaças relevantes às lavouras no curto prazo. A China permanece como ponto de atenção, diante da possibilidade de novas compras de soja norte-americana.

O milho, por sua vez, operava em leve baixa em Chicago, com julho de 2026 a US$ 446,00. As chuvas previstas para as Grandes Planícies Centrais dos Estados Unidos, a falta de novidades sobre compras chinesas e a incerteza sobre a aprovação do E-15 durante todo o ano pressionam as cotações. No Brasil, a consultoria avalia que os preços ainda podem recuar até julho.

 





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Ureia cai pela sexta semana seguida no Brasil



Mercado global pressiona preços da ureia



Foto: Canva

Os preços da ureia nos portos brasileiros registraram a sexta semana consecutiva de queda. A avaliação é de Tomás Pernías, que atribui o movimento a um cenário global.

Segundo o analista da StoneX, compradores seguem adotando uma postura cautelosa diante dos preços ainda considerados elevados e das relações de troca pouco atrativas para o produtor, fatores que têm reduzido o ritmo das negociações. “Os preços da ureia no Brasil acumularam queda de cerca de 25% nos portos nas últimas seis semanas, refletindo um cenário global de demanda enfraquecida”, afirma Pernías.

Apesar da trajetória de baixa observada nas últimas semanas, as cotações permanecem acima dos níveis registrados antes do conflito no Oriente Médio. De acordo com o especialista, a principal explicação está nas restrições logísticas provocadas pela paralisação da navegação no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global de fertilizantes.

A interrupção das operações na região continua limitando a oferta internacional de produtos nitrogenados, como ureia, amônia e enxofre, o que impede uma queda mais acentuada dos preços.

Outro fator acompanhado pelo mercado foi a nova licitação promovida pela Índia, tradicionalmente considerada um elemento de sustentação para as cotações globais. No entanto, segundo Pernías, a medida não foi suficiente para alterar o comportamento recente do mercado. “Nem mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente vista como fator de suporte para o mercado, foi suficiente para reverter a tendência recente, reforçando a percepção de fragilidade da demanda global”, destaca o analista.

O cenário indica que, embora os problemas de oferta ainda sustentem parte dos preços internacionais, a demanda segue sendo o principal fator de influência sobre o mercado de ureia no curto prazo.





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Cooperado da Castrolanda amplia produção de 300 para 18 mil litros diários em menos de uma década


No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a história do cooperado Frederik de Jager exemplifica a evolução da atividade leiteira na Castrolanda. Em menos de uma década, a produção da propriedade passou de cerca de 300 litros por dia, em 2017, para mais de 18 mil litros diários em 2026, resultado de investimentos planejados, gestão familiar e apoio técnico da cooperativa.

A trajetória começou de forma simples, com apenas 12 vacas e estrutura adaptada da pecuária de corte. O ingresso na atividade surgiu a partir do interesse do filho Felipe, que ainda era adolescente na época.

“O começo foi desafiador. Não tinha estrutura nenhuma, aproveitei o que tinha do gado de corte para iniciar no leite. Eu nunca imaginei que iria para o leite, mas o sonho dele acabou virando o meu também”, relembra Frederik.

A história da família também se conecta às origens da própria Castrolanda.

Neto de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil em 1951, Frederik destaca a importância da atividade leiteira para a formação da cooperativa.

“A Castrolanda vive o leite. Desde o início, todas as famílias vieram com gado leiteiro. Era a forma de sobrevivência. Nós estamos usufruindo hoje do que os pioneiros começaram. Foi um trabalho quase inacreditável, de muita coragem e dedicação”, afirma.

O crescimento da produção foi sustentado por uma estratégia de expansão gradual e planejada. Segundo o cooperado, uma das principais decisões foi investir em infraestrutura antes mesmo da necessidade imediata, garantindo conforto animal e capacidade para crescimento.

“Eu nunca esperei as vacas chegarem para depois construir. Sempre preparei o espaço antes, para não superlotar e garantir conforto dos animais”, explica.

Atualmente, o Grupo de Jager possui estrutura para aproximadamente 800 vacas, sendo cerca de 440 em lactação. O produtor também destaca a definição de metas claras como fator decisivo para alcançar novos patamares de produtividade.

Para Frederik, a atividade leiteira oferece oportunidades de geração de valor dentro da própria propriedade, desde que haja atenção constante aos detalhes relacionados à alimentação, manejo e bem-estar animal.

Diferencial

Outro diferencial da trajetória foi a parceria construída com a Castrolanda desde o início da atividade. A família optou por concentrar esforços na gestão e no crescimento do negócio, confiando à cooperativa o suporte técnico e nutricional.

“Colocamos como regra que a assistência técnica e a nutrição seriam com a Castrolanda, porque o nosso objetivo era focar no crescimento”, comenta.

As decisões da propriedade também são tomadas de forma compartilhada entre Frederik, a esposa e os filhos, fortalecendo a sucessão familiar e o alinhamento estratégico do negócio.

Além da produção de leite, a família investe na diversificação das atividades, atuando também na produção de grãos e na suinocultura. Segundo o cooperado, essa estratégia contribui para a sustentabilidade econômica da propriedade e reduz riscos diante das oscilações do mercado.

Ao falar sobre a importância da cooperativa, Frederik ressalta a segurança proporcionada ao produtor e o papel da assistência técnica, especialmente para pequenos e médios cooperados.

“Saber que o leite vai ser coletado e comercializado tira um peso enorme. Você pode focar na sua produção, que já exige muito. Um pequeno produtor bem estruturado pode ser tão competitivo quanto um grande”, destaca.

Com os olhos voltados para o futuro, a família já trabalha para alcançar uma nova meta, que é produzir 30 mil litros de leite por dia nos próximos anos.

“A roda do leite não para. As bezerras já estão lá, as novilhas também. O crescimento continua acontecendo”, afirma.

Ao refletir sobre a trajetória construída até aqui, Frederik resume o caminho percorrido em três pilares: fé, trabalho e continuidade. “Eu tenho certeza de que Deus está por trás de tudo isso. A Castrolanda cresceu com fé e muito trabalho”, finaliza.





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