terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

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Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta


O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano.

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda.

Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

 





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Tecnologias e diversificação de culturas melhoram produção em solos arenosos


A Embrapa fez parte, mais uma vez, da Expocanas 2026, em Nova Alvorada do Sul, MS, com estande e quatro estações demonstrativas com cana-de-açúcar, amendoim, milheto, milho safrinha e sorgo granífero nos dias 25, 26 e 27 de março com atendimento ao público. No último dia, também foi realizada a abertura da Jornada Técnica “Diversificação de Culturas em Solos Arenosos”. A abertura foi realizada pelo chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Auro Akio Otsubo, em nome do chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira, e pelo presidente do Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Leandro Lyrio.

A primeira palestra foi proferida por Rogério Hidalgo Barbosa, consultor da Plantec/Amendoglória, sobre o tema “Potencialidades do amendoim como cultura de verão para ambientes restritivos à soja”. Ele fez o relato do projeto piloto da instituição com amendoim na Safra 2021/2022, 21 hectares. Segundo ele, os experimentos têm sido desenvolvidos com objetivo de elucidar dúvidas entre os próprios pesquisadores da empresa. Apesar de os dados não serem resultados científicos, eles conseguiram resultados promissores no campo, que mostram que o amendoim têm resultados muito bons em locais que a soja não vai tão bem devido a limitações físicas, biológicas, químicas e/ou climáticas, em solos com baixa retenção de água e baixa fertilidade. “É melhor abrir com amendoim do que em soja. E o amendoim é uma alternativa boa para a trabalhar a rotação de cultura”, afirmou.

Barbosa ainda ressaltou que o manejo básico em solos arenosos, com correção bem feita das áreas, rotação de culturas, já contribui para o aumento do teor de matéria orgânica. O consultor disse que tem observado que a cultura do amendoim pode proporcionar mais estabilidade de produção do que a cultura da soja, com vários benefícios como a quebra do ciclo de pragas e doenças e fixação de nitrogênio.

Em experimentos em áreas de solos arenosos de soja em Nova Alvorada do Sul, MS, o plantio da soja precisa ser realizado em novembro e dezembro para ter menor risco de perda da cultura, o que inviabiliza o plantio de segunda safra. “Existe maior risco de perda de soja do que de amendoim. A soja tem plantio tardio, o que faz ser perdida a janela de segunda safra tanto do milho quanto do sorgo. Já com amendoim não se perde a janela do plantio de segunda safra”.  Segundo o consultor, a empresa ainda não teve a oportunidade de realizar experimentos em usinas em áreas de renovação do canavial. “Mas podem confiar. Conseguimos, com certeza, entrar sem prejudicar a cana”, garante Barbosa.  

A segunda apresentação foi da MS Grãos Nuts, com o sócio diretor José Antônio Cogo Junior, e o técnico agrícola Diego da Cunha Almeida, sobre “Programa de fomento e aquisição de amendoim para fins industriais”. Cogo Junior afirmou que a empresa beneficia e comercializa o amendoim em Mato Grosso do Sul e conseguem “absorver toda a cadeia do amendoim do estado”.

Em seguida, Almeida contou que trabalha há 24 anos no setor de cana e, atualmente, trabalha com amendoim na região de Rio Brilhante. De acordo com ele, a perspectiva é de realizar reforma dos canaviais e colocar 100% de amendoim no sistema. “A Embrapa contribui muito com os nossos trabalhos, interpretando os dados, para ter o máximo de informação possível pra gente fazer e falar a coisa certa. Neste ano, já colhemos praticamente 60% da safra”.

O técnico agrícola disse que a cultura exige cuidado, porém é fácil de ser manejada, desde que o manejo seja feito preventivamente. “Se esperar a doença aparecer para fazer aplicação, vai perder a cultura. O produtor tem mania de trabalhar corretivamente em tudo. Tudo tem que ser trabalhado preventivamente. E tem que haver planejamento. A ideia é ajudar o produtor a saber produzir, e a gente faz o beneficiamento”, concluiu.

Soja em solos arenosos

Para falar sobre “Sistemas de produção de soja em solos arenosos e de baixa altitude”, o pesquisador Rodrigo Arroyo Garcia, da Embrapa Agropecuária Oeste, começou a palestra fazendo uma retrospectiva do sistema de produção soja/milho, sucessão de culturas consolidadas no Brasil. “Esse modelo não é o ideal para todos os ambientes de produção no País, como é o caso de áreas predominantemente de solos arenosos”.

Em Mato Grosso do Sul, o pesquisador disse que a soja continua com cenário de crescimento contínuo e que o milho está estabilizado. A sucessão veio diminuindo, em áreas mais fracas e áreas mais favoráveis está aumentando a diversificação.

Garcia afirmou que é possível ter um bom sistema de produção por meio de um manejo bem realizado com a construção de solo, resultando em maior capacidade de produção de raízes mais profundas, melhorando a condição de armazenamento de água no solo. “O Centro-Sul de MS possui um cenário desafiador na distribuição de chuvas, com instabilidade da precipitação, o que acarreta também a oscilação da produtividade da soja”, explicou o pesquisador.

O pesquisador lembrou que o produtor rural busca como resultado final o potencial produtivo da cultura, mas ele ressaltou também que uma planta sob estresse hídrico e/ou térmico acaba tendo redução na taxa fotossintética e a planta diminui a atividade com maior dificuldade em acumular carbono e produção de massa. “Por isso, a construção do ambiente de produção é muito importante”.

O objetivo maior é sempre potencializar a soja. A safrinha foi pensada para melhorar o sistema de produção e refletir diretamente no desempenho da cultura principal. Segundo Garcia, o aumento da matéria orgânica do solo é fundamental nesse processo, especialmente em solos arenosos, que naturalmente armazenam menos água. “Quando se eleva a matéria orgânica, é possível aumentar a retenção de água e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das plantas, inclusive em condições de estresse climático”, destaca.

O pesquisador também ressalta a importância do manejo adequado diante de desafios como altas temperaturas e ondas de calor, comuns no período de plantio na região. A adoção de plantas de cobertura e a formação de palhada contribuem para reduzir a temperatura do solo, melhorar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) e auxiliar no controle de nematoides. Resultados de campo em municípios como Naviraí e Nova Alvorada do Sul demonstram ganhos expressivos de produtividade e aumento da matéria orgânica ao longo das safras, reforçando que sistemas bem manejados são mais resilientes, produtivos e até mais eficientes na geração de créditos de carbono.

Sorgo e Milheto na Safrinha

O uso de sorgo e milheto graníferos tem ganhado espaço como alternativa estratégica para a segunda safra, especialmente em áreas de solos arenosos e de menor altitude. Segundo o pesquisador Cícero Beserra Menezes, da Embrapa Milho e Sorgo, em sua palestra intitulada “Sorgo e milheto graníferos como culturas de segunda safra em solos arenosos e de baixa altitude”, a expansão dessas culturas nos últimos anos está diretamente ligada ao aumento da demanda de mercado e à maior segurança produtiva em condições climáticas adversas. O sorgo granífero, por exemplo, apresenta produtividade média nacional de cerca de 3.600 kg/ha, com destaque para estados como Goiás e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso do Sul ainda apresenta variações de área plantada.

Além da adaptação a cenários de risco climático, sorgo e milheto se destacam pelo desempenho agronômico e nutricional. Ambos possuem maior teor de proteína que o milho e valor energético próximo, sendo amplamente utilizados na alimentação animal. “O milheto é campeão em resiliência, o sorgo é especialista em eficiência hídrica e o milho se destaca em produtividade em condições ideais”, resume o pesquisador. Com sistemas radiculares mais profundos, especialmente no caso do milheto, essas culturas conseguem explorar melhor água e nutrientes no solo, contribuindo também para a reciclagem de nutrientes e a melhoria do sistema produtivo.

O manejo adequado, no entanto, é fundamental para garantir bons resultados e evitar impactos na cultura seguinte, como a soja. A adubação, especialmente com nitrogênio, é indispensável, assim como o monitoramento de pragas, com destaque para o pulgão do sorgo, e a adoção de práticas preventivas no controle de doenças. “Doença e pragas são questões preventivas. Não pode esperar aparecer”, enfatizou Menezes.  Apesar de possuir efeito alelopático, o sorgo não prejudica a soja quando manejado corretamente. O pesquisador reforçou que o sorgo representa uma opção de segurança produtiva, enquanto o milheto se destaca como importante ferramenta na recuperação e construção da qualidade do solo.

Expansão do Etanol de Cereais

Na palestra “Programa de fomento de cereais para a produção de etanol”, José Fabiano, da Inpasa, falou sobre que o avanço da produção de etanol a partir de grãos tem aberto novas oportunidades para os produtores rurais, especialmente para o cultivo de sorgo na segunda safra. De acordo com ele, a empresa desenvolve um programa de fomento voltado à produção de cereais, ampliando as possibilidades de comercialização para os agricultores. “É uma oportunidade para o produtor, principalmente para o sorgo, que ainda conta com poucos armazéns de recebimento. No nosso caso, há flexibilidade nesse processo”, destacou.

Com atuação nacional, a Inpasa possui números expressivos que reforçam a demanda crescente por matéria-prima. A empresa tem capacidade de produzir cerca de 5,8 bilhões de litros de etanol por ano, volume equivalente ao abastecimento de aproximadamente 116 milhões de veículos, além de uma estrutura que movimenta milhares de caminhões diariamente e processa grandes volumes de milho e sorgo. Em Mato Grosso do Sul, a produção anual gira em torno de 4 milhões de toneladas, mas ainda há espaço para expansão: a capacidade de compra da indústria supera a atual produção estadual, “sinalizando um cenário promissor para o aumento da área cultivada, especialmente com sorgo”, garantiu Fabiano.

Demonstrações a campo

Durante os três dias de evento, a Embrapa demonstrou tecnologias para melhoria do ambiente com diversificação de culturas em solos arenosos. As pessoas que visitaram o estande puderam ver e ser atendidos pela equipe técnica da Embrapa que mostraram no campo áreas com cana-de-açúcar, milheto, milho safrinha, sorgo granífero, amendoim e explicaram a importância dessas culturas como diversificação e melhoria no ambiente de produção e da produtividade de canaviais e lavouras de soja.

Estavam presentes, da Embrapa Agropecuária Oeste, os pesquisadores Cesar José da Silva, Rodrigo Arroyo Garcia, Carlos Hissao Kurihara, Adriana Marlene Moreno Pires e o analista Gessí Ceccon; e da Embrapa Algodão o pesquisador Jair Heuert.

Instituições

Otsubo falou sobre a importância de se utilizar tecnologias apropriadas para a regiões, principalmente em áreas de solos arenosos. Ele destacou a presença dos pesquisadores da Embrapa Algodão, inclusive do chefe-adjunto de TT Daniel Ferreira, responsáveis em nível nacional no desenvolvimento de trabalhos com amendoim e gergelim como culturas para integrar sistemas de produção sustentáveis. “A sustentabilidade e o sucesso de cultivos em áreas em solos arenosos ocorrem e se consolidam a partir de dados da ciência e com a utilização das tecnologias e das informações geradas por parte de técnicos e produtores rurais”, disse.

O presidente do Sindicato Rural Lyrio também agradeceu por mais um ano de parceria. “É sempre muito importante para o município e produtores a parceria de peso com as instituições, como a Embrapa. Temos que aproveitar a oportunidade de conhecimento”, afirmou. 

Realização – A realização do evento foi da Embrapa, Biosul, Sulcanas, Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul, Prefeitura Municipal de Nova Alvorada do Sul e Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do governo de MS.





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Manejo inicial define potencial produtivo agrícola


A adoção de práticas de manejo no início do plantio é apontada como um fator determinante para o desempenho produtivo das lavouras. Nessa etapa inicial do cultivo, condições como disponibilidade de água, temperatura, qualidade do solo e pressão de pragas podem influenciar diretamente o estabelecimento das plantas e o aproveitamento do potencial produtivo ao longo do ciclo.

Segundo especialistas do setor agrícola, o manejo inadequado pode gerar impactos significativos, especialmente na segunda safra, quando o ciclo das culturas é mais curto. Nesse contexto, a adoção de estratégias voltadas ao desenvolvimento uniforme das plantas é considerada uma medida para melhorar o desempenho das lavouras.

Entre as tecnologias utilizadas nesse processo, os bioestimulantes têm ganhado espaço por estimular processos fisiológicos das plantas e reduzir efeitos de estresses bióticos e abióticos. Essas soluções favorecem o equilíbrio fisiológico das culturas, ampliando a capacidade de absorção de nutrientes e contribuindo para o desenvolvimento das plantas.

No mercado de biossoluções, a Rainbow Agro desenvolveu tecnologias voltadas ao manejo inicial dos cultivos, como os fertilizantes organominerais Besular e Searoot. O Besular possui alta concentração de potássio (K2O), nutriente associado ao equilíbrio hídrico e ao fortalecimento das plantas em períodos de estresse. Já o Searoot apresenta elevada concentração de carbono e potássio, contribuindo para o estímulo do sistema radicular e para o desenvolvimento inicial das culturas.

“Soluções como Besular e Searoot atuam justamente em momentos críticos de floração e estruturação da lavoura, para maior adaptabilidade em condições diversas, promovendo produtividade ao final do ciclo”, explica Luiz Henrique Marcandalli.

De acordo com o executivo, o estímulo fisiológico proporcionado pelos bioestimulantes também contribui para a uniformidade das lavouras ao favorecer processos como crescimento celular e formação de novas raízes e brotos. Essa condição pode tornar o manejo mais eficiente e contribuir para a organização das etapas de colheita.

Marcandalli acrescenta que “a adoção dessas tecnologias impacta diretamente os resultados no campo ao favorecer o desenvolvimento inicial mais consistente das plantas e sua resiliência ao longo de todo o ciclo. “Com um sistema radicular bem desenvolvido e maior equilíbrio fisiológico desde o começo, a cultura tende a reagir melhor às variações do ambiente e a manter um desempenho mais estável ao longo do ciclo produtivo”, conclui.





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Mercado global de soja observa cenário climático



Mercado aguarda novo relatório do USDA



Foto: Canva

Segundo a análise “Direto do Campo”, elaborada pela Grainsights e divulgada pela Grão Direto nesta segunda-feira (6), o mercado da soja acompanha uma série de fatores que podem influenciar as cotações nas próximas semanas.

O principal destaque será a divulgação do novo relatório de Oferta e Demanda Mundial (WASDE) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, prevista para 9 de abril. O mercado aguarda a atualização para verificar se a agência americana revisará a estimativa da safra brasileira, mantida em 180 milhões de toneladas no relatório anterior, apesar das perdas registradas no Rio Grande do Sul. Investidores também acompanham possíveis mudanças nos estoques finais globais e na projeção de importações da China, estimadas em 112 milhões de toneladas no levantamento mais recente.

Com as intenções de plantio já divulgadas pelo USDA, o mercado internacional passa a direcionar atenção às condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos. O mês de abril marca o início das atividades de campo na região, e previsões de chuvas excessivas ou frio tardio podem afetar o ritmo de plantio, adicionando prêmios de risco às cotações negociadas na Bolsa de Chicago.

No Brasil, as condições climáticas de abril também devem influenciar o encerramento da safra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia, há previsão de chuvas abaixo da média histórica na Região Sul e em partes do Centro-Oeste. O cenário tende a favorecer o avanço das colheitadeiras, mas pode afetar lavouras tardias que ainda dependem de umidade no solo para a fase de enchimento de grãos.

O ambiente geopolítico também permanece no radar de empresas do setor e produtores. O mercado acompanha a possibilidade de encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, que pode indicar mudanças no fluxo de compras chinesas de soja dos Estados Unidos ou a manutenção da dependência em relação ao Brasil diante de incertezas tarifárias. Ao mesmo tempo, tensões no Oriente Médio envolvendo o Estreito de Ormuz elevaram o preço do petróleo em cerca de 30%, pressionando custos de frete e mantendo os prêmios de exportação brasileiros sob viés negativo ao longo da semana.





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Preços do feijão recuam após altas em março


O Indicador Cepea/CNA apontou que, após um período de altas até meados de março, os preços do feijão passaram a recuar nas últimas semanas, movimento associado à retração da demanda.

De acordo com análise do índice elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA, compradores têm relatado dificuldades para repassar as valorizações ao longo da cadeia, enquanto vendedores ampliaram a oferta para aproveitar os patamares ainda elevados.

Mesmo com a queda observada no fim do mês, a média de março permaneceu acima da registrada em fevereiro para o feijão carioca e praticamente estável para o feijão preto, consolidando um primeiro trimestre marcado por valorização.

No mercado de feijão preto tipo 1, as cotações recuaram de forma generalizada entre 27 de março e 1º de abril. As quedas mais intensas foram registradas em Sorriso, com recuo de 3,25%, e em Itapeva, com queda de 2,53%. O movimento reflete a maior competitividade das ofertas vindas da Região Sul do país e a tentativa de escoamento de estoques pela indústria.

O avanço da oferta da safra 2025, especialmente no Paraná, também contribuiu para a pressão sobre os preços. Ainda assim, o valor médio de março ficou apenas 0,2% abaixo do registrado em fevereiro e acumula alta de 31,8% no primeiro trimestre.

No caso do feijão carioca notas 8 e 8,50, os preços também recuaram na maior parte das regiões, com exceção do Distrito Federal, que registrou alta de 1,28%, e das regiões Centro e Noroeste de Goiás, onde houve estabilidade.

Na Metade Sul do Paraná, a queda de 0,86% está relacionada à demanda mais fraca, enquanto no Triângulo Mineiro o recuo de 6,4% foi associado à menor qualidade dos grãos e ao menor interesse comprador. Apesar disso, na média mensal, o carioca registrou alta de 6,7% em relação a fevereiro e acumula valorização de 43,3% no primeiro trimestre.

No segmento de feijão carioca de notas 9 ou superior, a oferta permanece limitada, fator que ainda sustenta os preços em algumas regiões, embora a presença de lotes com defeitos continue pressionando as cotações.

Em Curitiba, os preços caíram 4,07% na semana, influenciados pela qualidade do produto e pela menor demanda. Já no Noroeste de Minas Gerais, a baixa disponibilidade de produto armazenado sustentou leve alta de 0,52%. Em março, os preços desse segmento ficaram 8,1% acima dos registrados em fevereiro e acumulam valorização de 48,1% no trimestre.

De modo geral, o mercado encerra o mês em processo de ajuste, com menor intensidade nas negociações, mas ainda sustentado pelos ganhos acumulados ao longo do primeiro trimestre.





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Tecnoshow COMIGO 2026 começa valorizando a força do agronegócio goiano


Teve início nesta segunda-feira, 6/4, a 23ª edição da Tecnoshow COMIGO, uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e consolidada vitrine estratégica para inovação, geração de negócios e difusão de conhecimento no agronegócio. O evento, que tem como tema central “O Agro Conecta”, segue até o dia 10 de abril, no Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO), reunindo produtores rurais, pesquisadores, empresas e especialistas de diversas regiões do país.

Presente no primeiro dia do evento, durante coletiva de imprensa, o governador de Goiás, Daniel Vilela, reforçou o apoio à feira, que, segundo ele, enaltece a competência dos goianos e a força do agronegócio, principal referência econômica do estado e do país. “Faço questão de estar aqui hoje, no início da Tecnoshow, não só para prestigiar este grande evento, mas também os produtores e o sudoeste goiano, região de alta produtividade e qualificação profissional rural. Nossa presença reforça, como governo do estado, o reconhecimento e o prestígio a esse setor que alavanca a economia goiana e brasileira”, destacou.

Também presente na coletiva, o prefeito municipal, Wellington Carrijo, enfatizou que a cidade está preparada para o fluxo de visitantes durante a feira. “Nosso comércio local espera um movimento semelhante ao do ano passado. Nossos hotéis estão com 100% de ocupação, impactando positivamente cidades vizinhas, como Jataí e Santa Helena, que também estão com a rede hoteleira aquecida. Sem dúvida, a Tecnoshow COMIGO é um orgulho para a nossa cidade e para todo o estado”.

O presidente do Conselho de Administração da COMIGO, Antonio Chavaglia, destacou o momento econômico desafiador do agronegócio e reforçou o papel da Tecnoshow na difusão de tecnologia para a agricultura e a pecuária, por meio da presença das empresas expositoras.

“Agradeço aos empresários que vieram prestigiar a feira, tanto os locais quanto os de outras regiões, além das instituições de pesquisa que estão aqui trazendo novas cultivares e lançamentos importantes para o setor. Esse movimento é fundamental para ajudar a reduzir a pressão sobre o agronegócio brasileiro. Vivemos um cenário delicado no país, com impactos que vão muito além do campo”, afirmou.

“Sabemos que o cenário mundial ainda traz muitas incertezas, com conflitos e impactos que afetam diretamente os custos dos insumos, do transporte e da produção. Por isso, é preciso cautela, planejamento e responsabilidade para atravessar este momento. Os altos custos do petróleo, dos insumos e do transporte tornam cada vez mais difícil garantir margem ao produtor, seja na agricultura ou na pecuária”, completou Chavaglia.

Ao final, ele também comentou a expectativa para a edição 2026. “Espero que este ano traga bons resultados para todos, permitindo que o produtor faça suas análises, avalie investimentos e encontre oportunidades”.

Após a coletiva, foram realizados a revista da guarda e o hasteamento das bandeiras no estande do Governo do Estado. Na ocasião, o governador, o prefeito de Rio Verde e o presidente do Conselho de Administração da COMIGO assinaram o termo que transfere a capital para o município até sexta-feira (10). Durante a Tecnoshow COMIGO, Rio Verde assume o posto de capital de Goiás.





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potencial para investimentos internacionais no agronegócio goiano é tema de Diálogo com Embaixadas


Representantes de embaixadas da Tanzânia, Belarus, Irlanda, Canadá, Venezuela e Indonésia, além de um empresário da China, estiveram reunidos no Auditório 3 da Tecnoshow COMIGO 2026, nesta segunda-feira (6), para a reunião “Diálogo com Embaixadas”, parte da programação da feira realizada até 10 de abril, em Rio Verde (GO). 

No encontro das embaixadas nesta edição, instituições do setor apresentaram um panorama sobre a tecnologia desenvolvida e aplicada em Goiás, assim como os potenciais para investimentos no Estado.  

O gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa COMIGO, Eduardo Hara, citou como exemplo o projeto de uma nova planta de processamento de soja em Palmeiras de Goiás (cidade a 177 km de Rio Verde), com capacidade para 6 mil toneladas/dia, além da construção de um terminal ferroviário de alta capacidade.  

“São passos fundamentais para acelerar nossa distribuição global e aumentar a eficiência operacional da cooperativa, afinal, nosso objetivo é entregar ao produtor o ambiente ideal para que ele supere desafios e continue produzindo em terra fértil, garantindo a sobrevivência e o abastecimento da humanidade”, afirmou. 

Nesse contexto, o chefe de Administração da Embrapa Soja, Rogério de Sá Borges, declarou que o protagonismo brasileiro é fruto de um trabalho intenso de tropicalização da cultura, permitindo que a soja seja cultivada em praticamente todas as latitudes do país, e que a ciência caminha para soluções cada vez mais naturais e específicas.  

“Na Embrapa, seguimos focados na estabilidade produtiva, garantindo que o material genético seja resistente a pragas e às variações climáticas cada vez mais severas”, definiu e acrescentou: “Na Embrapa trabalhamos em eixos como a genética avançada e os bioinsumos, utilizando soluções 100% naturais e altamente eficientes que, somadas à agricultura digital e ao uso de imagens multiespectrais, elevam o patamar de precisão e sustentabilidade da nossa produção”. 

Conectando o conhecimento científico ao mercado, o diretor de Mobilidade e Integração Global da Universidade de Rio Verde (UniRV), Ricardo Padilha, ressaltou que o conhecimento de ponta não precisa vir apenas dos grandes centros.  

“Por meio do nosso Agrohub, oferecemos um ecossistema onde indústria, produtores e academia trabalham juntos; também dispomos de fazendas inteligentes para testes em campo real e uma estação meteorológica própria para pesquisas em agricultura resiliente ao clima e atuamos como ponte definitiva entre o conhecimento científico e as soluções prontas para o mercado, garantindo que a tecnologia desenvolvida nos laboratórios chegue de forma eficiente ao produtor rural”, declarou. 

O docente do Instituto Federal de Goiás (IFGoiano), Gustavo Castoldi, pontuou a importância de uma infraestrutura laboratorial de excelência voltada para gerar soluções reais para o campo. “Esse formato permite que o governo, a academia e as empresas desenvolvam projetos em conjunto, de maneira rápida e flexível, validando soluções em ambientes reais de produção e garantindo que o conhecimento gerado pelos nossos 16 mil alunos chegue às mãos do produtor como um produto final eficiente”, resumiu. 

Impacto social que estimula o avanço do agro 

Se a inovação nasce nos laboratórios e centros de excelência dos institutos federais, é por meio da extensão rural que ela ganha escala e transforma a vida de quem está no campo. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater Goiás, Kin Gomides, defendeu para os representantes dos países que, com a assistência técnica correta, o pequeno produtor se emancipa e torna-se um empreendedor rural. 

“Exemplo disso é que, no último ano, atendemos mais de 15 mil famílias e vimos agricultores que iniciaram atividades do zero, como a produção de ovos, e hoje alcançam receitas acima de R$ 4 mil mensais. Eles estão devolvendo benefícios sociais porque se tornaram empresários produtores de fato”, complementou. 

Nesse sentido, o Sistema FAEG/SENAR apresentou o impacto da qualificação profissional e o papel das novas tecnologias na sucessão familiar. O analista de inovação do SENAR Goiás, Miguel Barbosa, destacou que a instituição atua conectando o conhecimento teórico às demandas reais do mercado por meio do Campo Lab, o hub de inovação do sistema que completa dez anos em 2026. 

“Fomentamos o surgimento de startups que resolvem gargalos de produtividade, garantindo que o jovem permaneça no campo com uma visão empreendedora e tecnológica, elevando o patamar de gestão de toda a cadeia produtiva. Assim, estamos garantindo que o conhecimento chegue a quem realmente faz o agro acontecer, desde a educação básica até a formação técnica especializada”, finalizou Barbosa. 





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Boi gordo inicia semana com alta nas cotações


Segundo a análise desta segunda-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou a semana firme, sustentado pela menor oferta de animais. A cotação do boi gordo e da vaca registrou alta de R$ 2,00 por arroba e R$ 3,00 por arroba, respectivamente. Já os preços da novilha e do chamado “boi China” permaneceram estáveis em relação ao levantamento de quinta-feira (2).

De acordo com o informativo, as escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.

No estado de Alagoas, o mercado abriu o dia com valorização de R$ 3,00 por arroba na cotação do boi gordo, enquanto as demais categorias não apresentaram alteração nos preços.

Ainda segundo a Scot Consultoria, não há referência de preço para o “boi China” no estado.

As escalas de abate em Alagoas estavam, em média, para sete dias.

No mercado atacadista de carne com osso, a semana mais curta em razão da Sexta-feira Santa registrou menor ritmo de negócios, mesmo com a recuperação das vendas no varejo mais próximo do fim de semana, quando consumidores se preparam para o Páscoa.

Por outro lado, a menor disponibilidade de carne e a arroba do boi gordo sustentada limitaram possíveis ajustes negativos. “Com isso, a cotação de todas as carcaças casadas subiu.”

A carcaça casada do boi capão apresentou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,7%, ou R$ 0,40 por quilo.

Para a vaca, a cotação da carcaça casada aumentou 1,1%, ou R$ 0,25 por quilo, enquanto a da novilha registrou alta de 0,9%, equivalente a R$ 0,20 por quilo.

Segundo a análise da Scot Consultoria, a expectativa para os próximos dias é de melhora no ritmo de vendas, com pedidos para reposição de estoques, o que deve sustentar o mercado.

No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 5,3%, ou R$ 0,35 por quilo, enquanto o preço do suíno especial recuou 1,0%, equivalente a R$ 0,10 por quilo.





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Citros avançam para fase de colheita no Rio Grande do Sul


O Emater/RS-Ascar informou, por meio do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a citricultura no estado apresenta diferentes estágios de desenvolvimento conforme a região. Na regional de Frederico Westphalen, os pomares estão, em geral, na fase de enchimento de frutos e a colheita está prevista para o início de maio. Já ocorre a colheita da bergamota superprecoce Satsuma Okitsu. Os produtores mantêm tratamentos fitossanitários e monitoram o ácaro da leprose, praga que em anos anteriores causou prejuízos aos pomares, realizando controle com acaricidas recomendados associados ao uso de produtos biológicos.

Na regional de Santa Rosa, começou a colheita da laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas a falta de umidade no solo tem provocado queda, principalmente em áreas com solos mais rasos. A laranja Valência apresenta desenvolvimento reduzido. Também há registro de pragas e doenças, como cancro-cítrico, cochonilha e pulgão, além da recorrência de fumagina associada à presença da mosca-negra-dos-citros. Após chuvas recentes, houve aumento das colônias desses insetos, mas a baixa brotação de novos ramos e folhas tende a limitar a postura de ovos e manter a população estável.

Na regional de Caxias do Sul, produtores de Cotiporã realizam o raleio das bergamotas Caí e Pareci. Os frutos estão em fase de crescimento e surgem relatos de incidência de gomose e de mosca-das-frutas, que provocam perdas em algumas localidades em razão das condições climáticas. Também começou a colheita de variedades precoces, especialmente a laranja de umbigo precoce (Bahia), cultivada em áreas mais baixas e quentes, com comercialização na Ceasa/Serra ao preço de R$ 4,00 por quilo.

Na regional de Lajeado, o raleio das bergamoteiras para venda de frutos verdes destinados à indústria de óleo essencial está em fase final, e algumas empresas já encerraram o beneficiamento. Em Pareci Novo, o processo está praticamente concluído, com preço médio de R$ 12,00 por caixa de 25 quilos. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam a bergamotinha a R$ 8,00 por caixa, enquanto em outros municípios há registros de valores de até R$ 7,00 por caixa de 25 quilos, situação que tem levado parte dos produtores a descartar os frutos no solo.

A colheita da bergamota Okitsu avança na região, alcançando cerca de 15% da área em Pareci Novo, que possui 26 hectares, 50% em São José do Hortêncio, com 20 hectares, e 70% em São Sebastião do Caí, também com 20 hectares. Os preços praticados são de R$ 45,00 por caixa de 25 quilos em Pareci Novo e São Sebastião do Caí e variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa em São José do Hortêncio.

Nos pomares de laranjeiras, o informativo confirma cenário apontado no início do ano: áreas onde não houve controle adequado da larva-minadora (Phyllocnistis citrella) e do falso-ácaro-da-leprose, também conhecido como ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis), apresentam níveis mais elevados de cancro-cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri) e de leprose dos citros, causada pelo vírus Citrus leprosis virus (CiLV). Segundo o levantamento, a situação evidencia a relação entre danos em folhas jovens e o aumento da suscetibilidade das plantas a infecções bacterianas e virais.





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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de mandioca é afetada pela estiagem



Mercado da mandioca registra preços estáveis



Foto: Canva

O Emater/RS-Ascar informou, no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a cultura da mandioca apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do estado. Na regional de Santa Rosa, são cultivados 6.329 hectares, com produtividade média inicial estimada em 17.052 quilos por hectare.

A colheita da nova safra está começando, mas a produção ficou abaixo do esperado em razão da estiagem registrada entre janeiro e março, período que afetou o desenvolvimento das plantas e a formação das raízes. Segundo o levantamento, “o preço médio pago ao produtor está em torno de R$ 6,00/kg de raiz in natura, e o aipim industrializado é comercializado de R$ 7,50 a R$ 10,00/kg”, valores que refletem a redução da oferta e as dificuldades enfrentadas ao longo do ciclo da cultura.

Na regional de Soledade, a mandioca está em fase de formação de raízes, com colheita de variedades de ciclo precoce. De acordo com o informativo da Emater/RS-Ascar, o preço permanece estável, variando entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 22 quilos no município de Mato Leitão.





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