sexta-feira, julho 24, 2026

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Embrapa Milho e Sorgo leva cultivares à Tecnofam 2026


A Embrapa Milho e Sorgo participa da Tecnofam 2026, evento realizado de 9 a 11 de junho na Embrapa Agropecuária Oeste em Dourados-MS. O evento, em sua sexta edição, já se consolidou como a feira da agricultura familiar sul-mato-grossense, resultado da adequação da Embrapa e parceiros às demandas regionais, com o objetivo de dar a oportunidade para agricultores familiares terem contato com soluções tecnológicas, com enfoque na sustentabilidade da produção agropecuária, apresentando alternativas tecnológicas e arranjos de sistemas de produção, assim como maquinários, implementos e equipamentos voltados para a agricultura familiar.

Abaixo, conheça as tecnologias que serão apresentadas pela Embrapa Milho e Sorgo nas estações implantadas no campo.

Milho híbrido Top-cross BRS 2107

O BRS 2107 é um híbrido de milho, de baixo / médio custo, indicado para produção de grãos em lavouras de baixo investimento. É uma cultivar de ciclo precoce-normal, com baixa porcentagem de acamamento e quebramento, apresentando adaptabilidade ampla e estabilidade para plantios de safra e de segunda safra em todo o território brasileiro.

O híbrido é moderadamente resistente à mancha-de-diplodia e à cercosporiose e moderadamente suscetível aos enfezamentos. Em razão do vigor dos seus parentais, o híbrido apresenta baixo custo na produção de sementes, encaixando-se como alternativa viável para sistemas de produção onde se tem menor uso de insumos (menor investimento), como é o caso de grande parte da agricultura familiar. Além disso, é recomendando para regiões e épocas de maior risco, como a safrinha tardia, que é mais sujeita à escassez hídrica.

Clique aqui para saber onde encontrar. 

Milho híbrido triplo BRS 3046

O híbrido de milho verde BRS 3046, desenvolvido pela Embrapa, é recomendado para as regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e o estado do Paraná (Norte, Nordeste e Oeste), para plantios em safra e em segunda safra. Pode ser também usado na produção de grãos e de silagem.

Muito importante para os pequenos e médios produtores, o BRS 3046, além de trazer a marca Embrapa, chega para ampliar o mercado consumidor do milho verde in natura e da culinária. Com ele, a elaboração de pratos como pamonha, mingau, canjica, curau, bolos e tortas ganha força porque tem um excelente rendimento.

O BRS 3046 é um milho superior agronomicamente a outros híbridos disponíveis no mercado. Ele pode ser plantado durante todo o ano; é superprecoce e com florescimento masculino em 60,5 dias; tem grãos de cor amarelo alaranjado; espiga com comprimento médio de 18 centímetros; e produtividade média de 30 mil a 40 mil espigas por hectare. Ele é resistente a algumas doenças, como por exemplo, a ferrugem comum.

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Milho BRS 4104

Como resultado do esforço da Embrapa em desenvolver produtos biofortificados, a Embrapa Milho e Sorgo disponibiliza para o mercado o milho pró-vitamina A, BRS 4104, que possui maiores concentrações de carotenoides precursores da vitamina A nos grãos – entre 2,5 e 3,2 vezes maiores do que os valores encontrados no milho comum. O BRS 4104 é uma cultivar de milho tipo variedade, com ciclo superprecoce.

Onde encontrar: clique aqui.

Milheto BRS 1502

A variedade de milheto BRS 1502 apresenta bons níveis de produtividade, com alta estabilidade de produção, e é recomendada para a produção em condições de risco, ou seja, para plantios em sucessão, em áreas com deficiência hídrica e altas temperaturas, encontradas principalmente em áreas de cerrados do Sudeste e Centro-Oeste e norte do Paraná.

Pode ser usada como produtora de grãos, de forragem e de palhada de alta qualidade, com crescimento rápido, alta capacidade de rebrota e de extração de nutrientes. Tem boa resistência ao acamamento e quebramento. É má hospedeira para o nematoide Meloidogyne javanica. Essa variedade pode ser cultivada nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, para plantios em safra e em segunda safra, sem restrição de altitude.

Onde encontrar. 

Sorgo forrageiro BRS 661

O sorgo forrageiro BRS 661 foi desenvolvido para atender à demanda por cultivares com potencial produtivo superior, especialmente para sistemas de produção de silagem com baixo custo. É uma alternativa para pecuaristas e agricultores, proporcionando alta produtividade de massa verde (superior a 70 t/ha) com excelente qualidade nutricional. Atinge o ponto de colheita em torno de 110 a 130 dias após o plantio, dependendo da região, e possui alta capacidade de rebrota.

A cultivar é recomendada para a safra de verão e segunda safra. A adaptabilidade a diversos sistemas de produção de forragem torna a cultivar uma escolha versátil e estratégica para o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste, regiões para onde ela é recomendada.

Destaques

– Alta produtividade de matéria verde;

– Tolerância ao acamamento;

– Tolerância ao estresse hídrico;

– Tolerância ao alumínio;

– Alta capacidade de rebrota;

– Boa sanidade foliar.

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Tecnofam – O evento é realizado desde 2014, de dois em dois anos e se consolidou como a feira da agricultura familiar sul-mato-grossense. A Tecnofam é resultado da atuação conjunta da Embrapa e instituições parceiras na busca por soluções alinhadas às demandas regionais e tem como foco a difusão do conhecimento e de tecnologias inovadoras e de baixo custo para fortalecer a produção da agricultura e da agroindústria familiar. A construção coletiva da Tecnofam é o que sustenta sua relevância e crescimento ao longo de suas edições.

O evento é uma oportunidade para que os participantes tenham contato direto com soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade da agricultura familiar e possam realizar trocas, inclusive interinstitucionais, que atendam suas demandas e necessidades. A realização de um evento desse porte somente é possível com parcerias de inúmeras instituições e organizações, que se unem em prol de um objetivo comum de fomentar o acesso ao conhecimento sobre tecnologias, produtos e serviços que favoreçam os produtores e envolvidos na cadeia produtiva da Agricultura Familiar.

Parcerias – Confira as instituições parceiras na página da Tecnofam 2026: www.embrapa.br/agropecuaria-oeste/tecnofam-2026/realizadores  

Serviço

Evento: Feira de Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar – Tecnofam 2026

Data: 9 a 11 de junho de 2026

Local: Embrapa Agropecuária Oeste (Rodovia BR 163, Km 253,6 – Dourados, MS)

Instagram: @tecnofam.oficial  

Site: www.embrapa.br/agropecuaria-oeste/tecnofam-2026/





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Mato Grosso revisa para cima safra de algodão



Produção de algodão deve alcançar 6,27 mi de t



Foto: Divulgação

A estimativa divulgada nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta aumento na produtividade do algodão em Mato Grosso na safra 2025/26. Segundo a análise semanal do instituto, a área cultivada permaneceu estimada em 1,38 milhão de hectares em junho de 2026, o que representa retração de 11,11% em comparação ao ciclo anterior. De acordo com o Imea, a redução está relacionada principalmente ao cenário menos favorável para os preços da fibra e aos elevados custos de produção enfrentados pelos produtores.

Apesar da diminuição da área plantada, a produtividade do algodão em caroço foi revisada para cima. Conforme o levantamento, o rendimento médio aumentou 6,32 arrobas por hectare em relação à projeção de maio, alcançando 304,02 arrobas por hectare. O instituto destaca que o avanço está associado às boas condições observadas nas lavouras nos primeiros meses após o plantio, favorecendo o desenvolvimento vegetativo das plantas e ampliando o potencial produtivo da cultura.

O Imea ressalta, porém, que o desempenho final da safra ainda dependerá das condições climáticas nos próximos meses. Com a revisão positiva da produtividade, a estimativa para a produção de algodão em caroço foi elevada para 6,27 milhões de toneladas, volume 2,12% superior ao projetado anteriormente. Segundo o instituto, a evolução do clima seguirá sendo um dos principais fatores para a consolidação desse resultado.





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Geadas podem ocorrer no Sul e Sudeste nesta semana


Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia indicam que as condições para chuva permanecem sobre áreas das regiões Norte e Nordeste entre quarta-feira (3) e quinta-feira (4). No Norte, as precipitações devem ocorrer principalmente em forma de pancadas isoladas durante a tarde, período de maior aquecimento. Já no Nordeste, a chuva ficará concentrada na faixa litorânea, com atenção especial para o leste da Bahia, incluindo Salvador e o litoral norte do estado. Distúrbios de leste também devem provocar chuva intensa entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

No leste da Região Sudeste, a previsão aponta possibilidade de chuvas fracas e localizadas, sobretudo em áreas próximas ao litoral. Nas demais regiões do país, o tempo tende a permanecer estável e sem previsão de precipitações. O boletim também destaca a possibilidade de geadas fracas e isoladas nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, além da Serra da Mantiqueira.

Na Região Norte, a previsão para quarta e quinta-feira mantém as condições favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva no norte do Amazonas e do Pará, além de áreas do Amapá e de Roraima. Segundo o Inmet, as precipitações deverão ser acompanhadas de raios e rajadas de vento localizadas devido à combinação entre calor e elevada umidade. As temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 36°C, enquanto a umidade relativa do ar pode ficar em torno de 30% em áreas de Rondônia, Tocantins e sudeste do Pará.

No Nordeste, o transporte de umidade do oceano para o continente, associado à atuação de perturbações atmosféricas, deve manter o tempo instável no leste da Bahia, abrangendo o Recôncavo Baiano e a capital Salvador. A previsão indica chuvas fortes entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, com acumulados superiores a 60 milímetros em alguns pontos. No interior da região, as temperaturas permanecem elevadas, com mínimas próximas de 14°C no interior baiano e máximas de até 37°C em áreas do Sertão.

Para a Região Centro-Oeste, o Inmet prevê manutenção do tempo quente e seco, sem expectativa de chuva. As temperaturas mínimas devem oscilar entre 9°C e 11°C em áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul, enquanto as máximas podem alcançar entre 34°C e 36°C em municípios de Mato Grosso e Goiás. Durante a tarde, a umidade relativa do ar deverá ficar próxima dos 30%.

No Sudeste, a circulação marítima continuará favorecendo maior nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e isolada em áreas litorâneas. Em partes do Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais, há pequena chance de pancadas acompanhadas de trovoadas em razão da presença de ar frio em níveis mais elevados da atmosfera. O boletim também aponta condições favoráveis à formação de neblina e nevoeiro em áreas do leste paulista, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro, sul e leste mineiro e pontos isolados do Espírito Santo.

As temperaturas continuam baixas durante as madrugadas e o início das manhãs na região. As mínimas podem chegar a 4°C no sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira e na Serra Fluminense, onde há possibilidade de geadas fracas e localizadas. Já as máximas podem variar entre 30°C e 32°C no norte mineiro. Em algumas áreas do norte de São Paulo, oeste de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, a umidade relativa do ar poderá ficar abaixo dos 30%.

Na Região Sul, a previsão não indica mudanças significativas nas condições do tempo ao longo dos dois dias. As temperaturas mínimas devem variar entre 4°C e 7°C, principalmente nas áreas mais elevadas das serras gaúcha e catarinense, onde há possibilidade de geada fraca e isolada. Também permanece a condição para formação de neblina e nevoeiro em localidades da faixa leste, especialmente durante as primeiras horas da manhã. As máximas podem alcançar entre 25°C e 27°C no norte do Paraná.





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China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação



Conquista abre espaço para novos negócios



Foto: Divulgação

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o reconhecimento é resultado das negociações conduzidas durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano. Durante encontros com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados os avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pedido de reconhecimento do status sanitário nacional.

A decisão chinesa ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. O marco consolidou décadas de ações conduzidas pelos serviços veterinários oficiais, produtores rurais e governos estaduais voltadas ao fortalecimento da sanidade animal.

Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, Brasil e China também assinaram um Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a Administração-Geral de Aduanas da China na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo ampliou a cooperação bilateral e fortaleceu o diálogo entre os dois países em temas ligados à sanidade animal e vegetal.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. O reconhecimento do status sanitário brasileiro reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e contribui para o fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países.

De acordo com o governo federal, a conquista é resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores nas negociações sanitárias e comerciais com o mercado chinês.





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Geadas reduzem oferta de pastagens no RS


As geadas registradas nas últimas semanas reduziram a capacidade de suporte das pastagens em diversas regiões do Rio Grande do Sul e afetaram principalmente áreas de maior altitude. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as baixas temperaturas provocaram danos ao campo nativo, diminuíram a rebrota das forrageiras e reduziram a oferta de volumoso, cenário considerado típico para esta época do ano. Em contrapartida, produtores seguem investindo na sobressemeadura e no plantio direto de espécies de inverno, com destaque para azevém e aveia.

O levantamento aponta que áreas cultivadas com braquiária, tifton, capim capiaçu e kurumi praticamente interromperam o crescimento em razão do frio. As pastagens de verão também apresentaram redução no desenvolvimento, especialmente nas regiões mais elevadas. Conforme a Emater/RS-Ascar, os produtores mantêm estratégias como manejo rotativo, produção de feno e pré-secado, além da implantação de espécies forrageiras de inverno para garantir alimentação ao rebanho.

Na região administrativa de Bagé, as áreas de aveia apresentam sinais de estresse provocados pelas geadas e pela falta de chuva. Em algumas localidades, a ausência de precipitações por quase três semanas reduziu o crescimento das plantas e provocou amarelecimento das folhas. Em Hulha Negra, lavouras de trevo implantadas em maio registraram população abaixo do esperado devido à escassez hídrica. Já em áreas de várzea, o desenvolvimento dos trevos permanece adequado. Em Caçapava do Sul, áreas cultivadas com aveia e azevém já estão sendo utilizadas para pastejo, com resultados considerados positivos.

Nas regiões de Caxias do Sul, Passo Fundo e Soledade, as pastagens anuais de inverno apresentam desenvolvimento entre regular e bom, permitindo o início do pastejo em áreas mais avançadas. Em Erechim, as forrageiras de inverno tiveram boa germinação e estabelecimento, embora o crescimento esteja mais lento em algumas localidades devido aos baixos volumes de chuva acumulados.

Na região de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das espécies de inverno segue dentro do esperado, enquanto a semeadura de trigo, aveia e azevém continua em andamento. Em Ijuí, a implantação das pastagens de inverno está em fase final e apresenta bom estabelecimento. Em algumas propriedades, a produção de massa verde já permite o uso das áreas para pastejo.

Na região de Pelotas, municípios como Pinheiro Machado, Jaguarão e Santana da Boa Vista registram oferta de pastagem nativa variando entre regular e satisfatória. Entretanto, em algumas áreas, as geadas causaram queimaduras que reduziram a qualidade das forrageiras. Em São Lourenço do Sul, foi observado aumento gradual do uso de pastagens cultivadas de inverno em substituição às áreas de verão e aos campos nativos.

Nas regiões de Porto Alegre e Santa Maria, poucas áreas de forrageiras de inverno estão aptas ao pastejo, já que a maioria ainda se encontra em fase de implantação ou desenvolvimento inicial. Diante da possibilidade de novas chuvas, produtores têm intensificado a sobressemeadura de azevém nos campos nativos para ampliar a oferta de alimento ao rebanho.

Em Santa Rosa, técnicos observaram a presença de pulgões e de manchas foliares em áreas de aveia. Apesar da redução das chuvas, a emergência do azevém em áreas de ressemeadura natural e de semeadura a lanço é considerada satisfatória. A região já conta com áreas aptas ao pastejo em cultivos de trigo para duplo propósito e em consórcios de aveia e azevém, enquanto os produtores seguem realizando a implantação escalonada das pastagens de inverno.





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Margem da indústria frigorífica melhora em Mato Grosso



Demanda fortalece mercado da carne bovina



Foto: Kadijah Suleiman

A margem do Equivalente Físico (EF) da indústria frigorífica de Mato Grosso apresentou melhora em maio de 2026, conforme análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O indicador, que mede a diferença entre a receita obtida com a comercialização da carne bovina com osso no atacado e o custo da arroba do boi gordo, registrou média de -4,47% no período, avanço de 0,75 ponto percentual em relação a abril.

Segundo o Imea, o resultado foi influenciado pelo maior distanciamento entre os preços da carne bovina no atacado e os valores pagos pela matéria-prima, favorecendo a rentabilidade da indústria frigorífica. O instituto destacou que a margem permaneceu próxima da média histórica de -4,62%, indicando um ambiente de mercado mais equilibrado. “Em mai/26, a margem do Equivalente Físico (EF), indicador que estima diferença entre a receita obtida da comercialização da carne bovina com osso no atacado e a arroba do boi gordo, registrou média de -4,47% em MT, avanço de 0,75 p.p. em relação a abr/26.”

Para junho, a expectativa do instituto é de continuidade da sustentação do mercado. De acordo com o levantamento, a demanda interna tende a ser impulsionada pelas festividades tradicionais do período e pela Copa do Mundo, fatores que podem estimular o consumo de proteína bovina. Ao mesmo tempo, a demanda externa segue contribuindo para a firmeza do setor. “Para jun/26, o cenário segue sustentado tanto pela demanda interna, impulsionada pelas festividades tradicionais do período e pela copa do mundo, que tendem a estimular o consumo pela proteína, quanto pela demanda externa.”

O Imea também aponta que a oferta de animais pode influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas. A expectativa de menor disponibilidade de bovinos para abate deve contribuir para a manutenção das condições favoráveis observadas recentemente. “Do lado da oferta, a expectativa de menor disponibilidade de animais também contribui para a sustentação do mercado.”





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Mercado de soja sente impacto da demanda por biodiesel



Valorização do óleo de soja no mercado internacional segue sustentando as cotações



Foto: Divulgação

A valorização do óleo de soja no mercado internacional segue sustentando as cotações da oleaginosa e alterando a rentabilidade da indústria de processamento nos Estados Unidos. Em maio, a forte demanda do setor de biodiesel impulsionou os preços do produto, enquanto, no Brasil, o repasse das altas externas permaneceu limitado, segundo pesquisadores do Cepea.

A alta expressiva do óleo de soja no mercado internacional ampliou a participação do produto nas margens da indústria de processamento nos Estados Unidos. O movimento foi sustentado pela forte demanda do setor de biodiesel, que segue influenciando a formação dos preços da oleaginosa. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a valorização externa do óleo contribui para manter as cotações da soja em patamares sustentados. Esse cenário altera a composição da rentabilidade industrial, com maior peso do óleo em relação aos demais derivados.

No mercado brasileiro, o movimento internacional não tem sido repassado integralmente aos preços internos. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão dos prêmios de exportação e a demanda doméstica enfraquecida limitam os efeitos das altas observadas no exterior.

Esse quadro indica um mercado interno mais cauteloso, em que compradores evitam ampliar aquisições diante de estoques já formados e menor ritmo de consumo.

O farelo de soja também apresentou valorização no mercado externo, segundo o Centro de Pesquisas. A alta foi impulsionada pela expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado norte-americano. No Brasil, porém, os preços do farelo recuaram ao longo desta semana. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda foi influenciada pela retração da demanda doméstica. Grande parte dos consumidores segue abastecida e tem adquirido apenas pequenos volumes para reposição de estoques.

Impacto para o setor

O cenário mostra uma diferença clara entre o comportamento externo e o mercado brasileiro. Enquanto o óleo de soja ganha força no mercado internacional e amplia sua relevância para a indústria nos Estados Unidos, o Brasil ainda enfrenta limitações internas, com prêmios pressionados e consumo doméstico mais fraco. Para produtores, indústrias e compradores, o acompanhamento das margens, dos prêmios de exportação e da demanda por derivados segue decisivo para entender a direção dos preços da soja nas próximas semanas.

 





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Milho voltou a cair no Brasil


Ausência de compradores no mercado spot e expectativa de avanço da colheita da segunda safra pressionam as cotações em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pela ausência de compradores no mercado spot e pela expectativa de aumento da oferta com o início da colheita da segunda safra 2025/26. O movimento ocorre em um cenário de pressão interna e externa sobre as cotações.

De acordo com levantamento do Cepea, a colheita da segunda safra 2025/26 ainda está no início e se concentra nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Mesmo assim, compradores já mantêm a expectativa de maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas, o que tem reduzido o ritmo de negócios no mercado spot.

Segundo o Cepea, os preços atuais estão abaixo dos registrados no início da temporada 2024/25. Nas regiões de Sorriso (MT) e Norte do Paraná, as médias parciais de maio, apuradas até o dia 28, estão 11% e 8% inferiores às de maio de 2025, respectivamente, em termos nominais. Neste contexto, de acordo com pesquisadores do Cepea, compradores esperam que o avanço dos trabalhos de campo a partir de meados de junho possa provocar novas quedas nos preços. A expectativa de maior oferta tem mantido parte dos agentes afastada das negociações, reforçando a pressão sobre as cotações.

Além do cenário doméstico, o bom andamento da semeadura nos Estados Unidos também tem influenciado o mercado. Segundo o Centro de Pesquisas, esse fator pressiona os contratos futuros e limita a paridade de exportação, reduzindo a sustentação externa aos preços brasileiros.

Mesmo com adversidades climáticas em importantes regiões produtoras, as cotações não encontraram força suficiente para se sustentar nos últimos dias. Conforme apontamento do Cepea, altas temperaturas e falta de chuvas em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além de geadas no Paraná, seguem no radar do mercado.

Ainda assim, essas preocupações não foram suficientes para conter as quedas na maior parte das praças acompanhadas. A expectativa de avanço da colheita e de maior oferta continuou pesando mais sobre a formação dos preços. Apesar do recuo predominante, o mercado apresentou exceções. De acordo com o Cepea, as cotações ficaram firmes em Santa Catarina e subiram no Rio Grande do Sul, estados que praticamente finalizaram a colheita da safra verão.

Esse comportamento regional mostra que a pressão sobre os preços não ocorre de forma uniforme. Enquanto áreas ligadas ao avanço da segunda safra sentem mais diretamente a expectativa de aumento da oferta, regiões com colheita mais avançada apresentam maior sustentação.

 

 





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Entenda a virada nos preços do feijão em maio



Entrada de lotes comerciais do Paraná reduziu o ritmo de compras



Foto: Canva

Após uma sequência de fortes valorizações em maio, o mercado de feijão encerrou o mês com retração da demanda compradora. De acordo com pesquisadores do Cepea, a entrada de lotes comerciais provenientes do Paraná pressionou principalmente os preços do feijão carioca, enquanto o feijão preto encontrou maior sustentação.

O movimento de cautela observado na última semana do mês ocorreu depois de um período de forte escalada nas cotações. Segundo o Centro de Pesquisas, o feijão carioca renovou recordes nas médias mensais, refletindo a intensidade das altas registradas ao longo de maio. Já o feijão preto manteve trajetória de valorização mais firme, sustentado por condições distintas de mercado. Mesmo com a desaceleração das compras na reta final do mês, a categoria seguiu com suporte, diferentemente do carioca, que sentiu de forma mais direta a pressão da entrada de novos lotes.

De acordo com a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto registraram em maio as maiores variações mensais já apuradas. O desempenho reforça a intensidade do movimento recente, mas também ajuda a explicar a postura mais cautelosa dos compradores no fim do período.

Para o setor, o cenário indica um mercado dividido entre os efeitos das altas acumuladas e a chegada de novos volumes comerciais. A evolução da oferta, especialmente no Paraná, e o comportamento da demanda devem seguir no centro das negociações nos próximos dias.





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Oferta elevada continua pressionando as cotações



Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado


Foto: Canva

A necessidade de capitalização dos produtores continua influenciando as decisões de comercialização da mandioca. Como resultado, a oferta tem aumentado em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mantendo a pressão sobre os preços e levando a média a registrar a 8ª queda consecutiva, na semana passada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a expectativa de novas quedas nos preços da raiz, aliada à demanda enfraquecida e ao maior rendimento industrial, resulta em baixa liquidez no mercado de fécula, com as negociações concentradas no cumprimento de contratos já estabelecidos, enquanto as operações envolvendo terceiros seguem reduzidas.

Neste contexto, o mercado de farinha também permanece pressionado, refletindo as cotações mais baixas e o ritmo moderado das vendas. Segundo o Cepea, as negociações concentram-se em compradores habituais, mantendo a liquidez reduzida e a demanda pelo derivado enfraquecida.





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