terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

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Empresas comandadas por líderes constroem ambientes mais sustentáveis


O futuro das empresas rurais depende menos de controle excessivo e mais da capacidade de liderar, desenvolver equipes e construir ambientes sustentáveis de trabalho. Essa visão foi compartilhada pelo zootecnista e especialista em gestão agrícola, Ricardo Arantes, durante a palestra “A força da gestão de pessoas no agro”. 

Na atualidade, o setor vive um momento decisivo para testar a maturidade de empresários, gestores e líderes diante das transformações no mercado, nas relações de trabalho e no perfil das novas gerações, explica Arantes. E ter essa percepção, faz toda diferença no dia a dia. 

O ponto alto desta discussão é saber diferenciar gestão e liderança. Na prática, o especialista explicou que a gestão está ligada a metas, objetivos, processos e foco no negócio, enquanto a liderança exige visão, propósito, adaptação, inovação e capacidade de influenciar pessoas.  

“A operação é muito mais centrada em gestão, mas o sucesso sustentável vem quando se coloca as pessoas em primeiro lugar. Quando você cuida das pessoas, os indicadores vêm com mais consistência”, evidenciou. 

É importante evitar os microgerenciamentos  

A cultura do microgerenciamento precisa ser olhada com mais atenção. De acordo com Arantes, quando a companhia só roda sob vigilância constante do dono ou gestor, o problema não está na equipe, mas na ausência de liderança estruturada. “Se a sua empresa só funciona quando você está em cima, você não tem gestão, você tem dependência. Liderar é construir um time que funciona sem você”, disse. 

O especialista também chamou atenção para a necessidade de rever modelos antigos de comando diante das mudanças geracionais no mercado de trabalho. Para ele, ignorar essa transformação é comprometer a continuidade das empresas. “As pessoas mudam e elas são a parte mais importante do nosso trabalho”, reforçou. 

Como se adaptar melhor nesse cenário? 

O impacto da comunicação na retenção de talentos foi outro ponto enfatizado. Para o especialista, boa parte dos conflitos e desligamentos nas empresas nasce da forma como líderes se relacionam com seus times. “As pessoas se demitem de pessoas, não das empresas”, ressaltou. Como caminho, ele defendeu três pilares para relações mais saudáveis e produtivas: clareza, intenção explícita e coerência entre discurso e ação.  “Aprendam a se comunicar. Treinem. Façam um curso de oratória. Essa jornada trará sucesso”, concluiu.





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arte e tradição estão representadas em estandes do Pavilhão da Agricultura Familiar


O espaço destinado à produção artesanal segue como uma das tradições mais queridas da Tecnoshow COMIGO, evento realizado de 6 a 10 de abril em Rio Verde (GO). Em 2026, o Pavilhão da Agricultura Familiar e Artesanato reúne estandes com itens produzidos de forma manual em diversas regiões de Goiás e do Brasil, oferecendo desde gastronomia até peças exclusivas de decoração. 

Entre os expositores está o Ateliê da Rosângela, onde é possível conferir o talentoso trabalho de Rosângela Moraes Pereira, que reúne 20 anos de experiência na produção de doces e artesanatos em tecido e crochê e, quando não expõe no evento, comercializa seus produtos em sua loja em Rio Verde. “Aprendi a receita dos doces com a minha mãe, é algo que vem de família”, pontua, citando também seus trabalhos em crochê e reciclagem de tecidos, como um avental feito com o reaproveitamento de calças jeans.  

Participante do evento há cinco edições, ela destaca o acolhimento que recebe da organização e classifica a feira como um ponto de encontro aguardado o ano todo. “Mesmo quando o cansaço bate no fim do dia, a recepção é tão boa e as amizades que fiz aqui são tão fortes que já fico ansiosa esperando pela próxima edição”, afirma a expositora. 

A tradição no artesanato em madeira é representada por José Oliveira Costa, o Zezinho, que participa da Tecnoshow COMIGO há 16 anos. Funcionário público em Aparecida do Rio Doce (a 70km de Rio Verde), ele dedica seu tempo livre à criação de peças pirografadas, como quadros, molduras e utilitários, fazendo uso de técnicas que ele mesmo desenvolveu ao longo das últimas quatro décadas. 

“Procuro trazer novidades todo ano, como as xícaras personalizadas nessa edição, além de produzir peças com materiais reaproveitados para criar peças originais. É gratificante ver o retorno das pessoas e saber que o pessoal do evento já nos conhece e nos apoia há tanto tempo”, conclui o artesão, que expõe no pavilhão junto da esposa, Ruth Maria da Costa. 

O pavilhão também abre espaço para o reconhecimento da gastronomia goiana. É o caso do Sítio Boca do Mato, de Mambaí, que apresenta molhos e pastas produzidos a partir de frutos do Cerrado. O empreendimento, que completa dez anos em 2026, conquistou a medalha de ouro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) pelo melhor molho original do Brasil, feito à base de cagaita, fruto típico do cerrado. 

Cláudio Emiliano é o responsável pela distribuição dos produtos para todo o Brasil, via distribuidora Caza do Sítio, e afirma que a feira é uma vitrine estratégica para mostrar o potencial dos ingredientes naturais da região. “Nossos produtos são conservados apenas com sal e vinagre, sem corantes ou conservantes artificiais. É a nossa segunda vez na Tecnoshow e a estrutura é impecável, o que nos dá uma expectativa muito alta para apresentar o sabor do Cerrado, como o pequi e o baru, para o público que visita o evento”, finaliza. 





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Clima de outono deve pressionar produção



Projeção vale para a Argentina e para a fronteira do Rio Grande do Sul



Foto: Nadia Borges

A dinâmica climática do outono deverá impor desafios relevantes ao cenário agrícola, com impacto direto sobre o desenvolvimento das lavouras e o planejamento da próxima safra na Argentina e na fronteira do Rio Grande do Sul. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a estação será marcada pela entrada de massas de ar polar que tendem a definir o comportamento agroclimático nos próximos meses.

A previsão indica a ocorrência de geadas precoces nas regiões centro e sul, além da formação de uma faixa seca em diagonal sobre o oeste do NOA e parte da Região Pampeana. Esse padrão também deve resultar em volumes de chuva abaixo da média nas principais áreas produtivas, o que reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas ao longo do período, especialmente com foco na campanha fina 2026/27.

O cenário exige atenção redobrada dos produtores, já que a combinação entre frio antecipado e menor disponibilidade hídrica pode comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras e influenciar decisões de manejo. A irregularidade das precipitações também tende a ampliar os riscos em regiões mais sensíveis ao déficit hídrico.

Para o inverno, no entanto, a perspectiva é mais favorável ao desenvolvimento das culturas. A menor incursão de ar polar, caracterizado por frio intenso e baixa umidade, deve reduzir a faixa seca observada no outono, permitindo a ocorrência de chuvas próximas da normalidade na maior parte da área agrícola.

Esse ambiente pode favorecer a transição vegetativa das culturas de inverno, garantindo aporte hídrico adequado e criando condições positivas para o macollaje, etapa determinante para a formação do potencial produtivo das lavouras.





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Frango/Cepea: Produção recorde ajuda a explicar queda recente nos preços


O setor avícola nacional registrou produção recorde de carne em 2025, mesmo com o ano marcado por um caso de gripe aviária. O volume atingiu 14,3 milhões de toneladas, conforme dados divulgados neste mês pelo IBGE. O crescimento foi de 4,2% frente a 2024, representando o avanço anual mais intenso desde 2021. No quarto trimestre de 2025, a produção somou 3,65 milhões de toneladas de carne de frango, o maior resultado trimestral de toda a série histórica do IBGE. Em relação ao período anterior, houve uma alta de 1,5%; e, em comparação com o último trimestre de 2024, o avanço foi de expressivos 8%. Segundo pesquisadores do Cepea, o ritmo acelerado de produção ampliou a oferta interna, pressionando os valores. Projeções realizadas pelo Centro de Pesquisas apontam crescimento na disponibilidade interna de carne de dezembro para janeiro (quando foi recorde), caindo levemente em fevereiro, mas voltando a subir neste mês de março. Esse cenário é verificado mesmo diante do excelente desempenho das exportações brasileiras da proteína. Para o próximo trimestre do ano, o Cepea estima que o ritmo de abates da indústria deve diminuir, o que tende a limitar a oferta. Somado a isso, o fim da Quaresma tende a fortalecer a demanda, podendo resultar em uma reação nos preços internos dos produtos avícolas.

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Crise global dispara preços e ameaça o agro



O preço dos fertilizantes está pesando



Foto: Canva

A escalada das tensões geopolíticas tem provocado impactos diretos nas cadeias globais de insumos agrícolas, com reflexos imediatos sobre custos e disponibilidade. A análise é de José Carlos de Lima Júnior, cofundador e professor da Harven Agribusiness School, que aponta a intensificação desse cenário a partir de dados divulgados pela Fertilizer Week.

De acordo com as informações mais recentes, os preços dos fertilizantes seguem em alta à medida que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã se prolonga, afetando o tráfego no Estreito de Ormuz, hoje praticamente paralisado. A interrupção dos embarques no Oriente Médio já começa a impactar os estoques globais de enxofre, insumo derivado do refino de petróleo e essencial para a produção de diversos fertilizantes.

A redução da oferta de enxofre desencadeia um efeito em cadeia na rede de suprimentos, levando o mercado a operar com estoques limitados. Esse movimento já é observado em grandes produtores globais. A OCP Group, do Marrocos, maior produtora de fosfato do mundo, antecipou a manutenção de suas unidades e projeta queda de até 30% na produção no segundo trimestre, refletindo diretamente a escassez do insumo.

O impacto já aparece nos preços. O ácido sulfúrico acumula alta de US$ 75 por tonelada para compradores brasileiros, enquanto a pressão se estende para produtos como ureia, amônia, cloreto de potássio e fosfatos. A análise também indica que o efeito pode alcançar outros segmentos ligados ao agro, como defensivos e embalagens, caso a restrição avance sobre derivados como polímeros, metanol e gás natural liquefeito.

O cenário expõe a vulnerabilidade da cadeia global de insumos e amplia os riscos para a produção agrícola. Na avaliação apresentada, decisões concentradas em poucos agentes acabam gerando consequências amplas, atingindo diretamente bilhões de pessoas por meio do encarecimento dos alimentos.





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Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em passaporte e adesivos interativos para promover conexão entre visitantes


A Tecnoshow COMIGO 2026 aposta em experiências interativas para reforçar o conceito “O Agro Conecta”, com iniciativas que estimulam a circulação e o engajamento do público ao longo de toda a programação. O “Passaporte das Conexões”, voltado exclusivamente aos cooperados, e o “Adesivo de Conexão”, aberto a todos os visitantes, consolidam a proposta de promover encontros e trocas durante a feira, que será realizada de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

O “Passaporte das Conexões”, um item colecionável, desenvolvido em formato de livreto, convida o cooperado a percorrer sete estações temáticas distribuídas pelo evento. Inspirado em passaportes tradicionais, reúne elementos visuais da feira e espaços internos destinados aos carimbos, que registram a jornada do participante de forma prática e interativa.

A dinâmica tem início com a retirada do passaporte na Boutique Tecnoshow, mediante cadastro. Ao longo do circuito, o cooperado é incentivado a visitar diferentes espaços, como os plots de Agricultura e Pecuária, a Loja COMIGO, a Praça do Óleo, a área de distribuição de mudas, o Espaço Tecnologia e Inovação e o Espaço Sementinhas do Agro. Em cada parada, ao concluir as atividades propostas, recebe um carimbo correspondente à temática da estação, avançando no percurso de conexões.

Ao concluir o trajeto, o participante deve entregar o passaporte na Casa do Cooperativismo, garantindo um pin e um kit conector. Como incentivo adicional, os cooperados também poderão participar de três sorteios, que terão como prêmio óculos Ray-Ban Meta, equipados com recursos tecnológicos que permitem gravar vídeos, tirar fotos, ouvir música e utilizar a Meta AI.

Complementando a proposta, o “Adesivo de Conexão” amplia a experiência para todo o público da feira. Distribuídos nas portarias após o cadastro nos totens de entrada, os adesivos apresentam números repetidos entre os visitantes, estimulando a interação. Ao encontrar outra pessoa com a mesma numeração, ambos recebem um voucher de R$ 150,00 para utilização na Boutique, promovendo conexões espontâneas e fortalecendo o relacionamento entre os participantes.

“As iniciativas foram pensadas para transformar a visita em uma experiência mais participativa e significativa, incentivando o público a circular por diferentes espaços e a interagir entre si. Ao conectar pessoas, conhecimento e oportunidades, fortalecemos o propósito da Tecnoshow como um ambiente de troca e construção conjunta no agro”, afirma a coordenadora de comunicação da Tecnoshow COMIGO, Gabriele Triches.

Serviço

Tecnoshow COMIGO 2026

Data: 6 a 10 de abril de 2026

Horário: 8h às 18h

Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde (GO)

Entrada gratuita





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Safra de oliva tem bom desempenho



A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A colheita da oliva está em andamento no Rio Grande do Sul, conforme informações do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, a safra apresenta bom desempenho no estado.

Na região administrativa de Pelotas, a colheita ocorre de forma gradual. As plantas apresentam sanidade adequada e bons rendimentos. Segundo o informativo, os produtores da região não comercializam os frutos in natura e optam por contratar lagar para a extração do azeite, que posteriormente é comercializado com marcas próprias.

Na região administrativa de Santa Maria, a Emater/RS-Ascar informa que a safra apresenta bom desempenho tanto em qualidade dos frutos quanto em produtividade. O relatório aponta ainda que a qualidade do azeite produzido também deve ser positiva nos municípios de Cachoeira do Sul, Restinga Sêca, São João do Polêsine, Formigueiro e São Sepé.

Na região administrativa de Soledade, a produção também apresenta volume expressivo. O município de Encruzilhada do Sul concentra cerca de 1.000 hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em produção. O informativo destaca que “o tempo mais seco na floração favoreceu muito a cultura”, apontando ainda que as cultivares mais produtivas são Koroneiki e Arbequina.





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Ciclone e frente fria provocam temporais no Rio Grande do Sul


O Centro de Monitoramento da Defesa Civil atualizou nesta segunda-feira (6) o prognóstico meteorológico para os próximos dias no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, a formação de um ciclone extratropical e o avanço de uma frente fria devem favorecer a ocorrência de tempestades entre segunda-feira (6) e terça-feira (7), com rajadas de vento que podem superar 90 km/h, chuva pontualmente intensa e possibilidade de granizo isolado.

De acordo com o Cmdec, na tarde e noite de segunda-feira há condição para tempestades acompanhadas de vento forte e precipitações em diferentes regiões do estado, incluindo Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Centro, Campanha e partes do Sul, além dos Vales, da Serra e da Região Metropolitana de Porto Alegre. O órgão aponta que o risco de rajadas intensas e chuva mais forte aumenta a partir da noite, quando as tempestades avançam da região Oeste em direção ao Centro.

Os volumes de chuva previstos para o dia variam entre 10 e 50 milímetros, podendo atingir até 90 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Campanha. A previsão também indica mar agitado e condição de ressaca no litoral.

Para terça-feira (7), o órgão mantém o alerta para tempestades em áreas do Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Vales, Região Metropolitana de Porto Alegre e no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Conforme o Cmdec, as tempestades devem atingir inicialmente áreas das Missões e do Centro durante a madrugada, avançando ao longo do dia para regiões da metade Norte e Leste do estado.

Os acumulados previstos para terça-feira variam entre 10 e 60 milímetros por dia, podendo chegar a 120 milímetros em pontos das Missões, do Noroeste e do Centro. O mar deve permanecer agitado e com ressaca.

A tendência para quarta-feira (8) indica a atuação de instabilidades durante a madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul do Rio Grande do Sul. Nessas localidades, podem ocorrer chuva moderada a pontualmente forte e descargas elétricas. No decorrer do dia, a previsão aponta chuva fraca a moderada e variação de nebulosidade sobre o território gaúcho.

Na faixa Leste do estado, as rajadas de vento devem variar entre 60 e 80 km/h, com registros pontuais de até 90 km/h no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. A condição de mar agitado e ressaca também deve persistir.

O Cmdec informa que a situação hidrológica atual apresenta níveis entre limiares de normalidade e patamares críticos para níveis baixos, com tendência geral de estabilidade ou declínio. Em função das chuvas previstas, especialmente no Oeste e no Centro do estado, o órgão indica condição de alerta e atenção para municípios destacados no mapa hidrológico.

Segundo o órgão, há risco de cheias em arroios, córregos e rios de pequeno porte, além da possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, dependendo da intensidade das precipitações. Já os rios de maior porte podem registrar elevação moderada dos níveis, sem previsão de inundações, com recuperação gradual dos níveis considerados baixos.





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Cigarrinha-do-milho, invasoras, tratamento de sementes e ferrugem da soja são temas na Tecnoshow Comigo


Com seis lançamentos de produtos previstos para este ano, a Sipcam Nichino Brasil participa, entre os dias 6 e 10 deste mês, do evento Tecnoshow Comigo. Programado para a goiana Rio Verde, o encontro é descrito como a maior vitrine de insumos do Centro-Oeste. Nesta edição, a Sipcam Nichino, uma das principais do setor de proteção de cultivos, leva ao produtor resultados associados ao inseticida Fiera®, ao herbicida Click® Pro, à plataforma para tratamento de sementes Seed Pro e ao fungicida Fezan® Gold.

De acordo com o engenheiro agrônomo Wellington Alvarenga, da área de desenvolvimento de mercado, o novo inseticida Fiera® age nas fases ninfais de desenvolvimento da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje uma das principais pragas do cereal. Segundo ele, a solução tem por principal diferencial a quebra do ciclo de desenvolvimento da praga, por meio do controle eficaz da fase “ninfa” do inseto.

“Traz um novo conceito técnico. Fiera® atua sobre todas as fases jovens, sobre ovos da ‘cigarrinha’ e mostra resultados efetivos na redução da fecundidade e da fertilidade de fêmeas da praga”, ele reforça.

Segundo Alvarenga, o herbicida Click® Pro, também lançado recentemente no país, constitui uma solução inovadora da cultura do milho, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona.

“Trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, inclusive sobre espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”, resume o agrônomo.

A plataforma para tratamento de sementes Seed Pro, complementa Wellington Alvarenga, é formada pelos fungicidas Tiofanil® FS e Torino® e pelo bioestimulante Abyss®, além do polímero Blue 2005 e do pó secante Dry Shine. “Junto a esse conjunto de produtos que age em sinergia, a adesão à plataforma contempla a prestação de serviços ao produtor na proteção de sementes de soja e cultivos como amendoim, feijão, sorgo e trigo, entre outras.”

“Nosso foco é onde tudo começa. A Seed Pro chega ao mercado ancorada em um amplo trabalho de pesquisa, para auxiliar o agricultor na tomada das melhores decisões na fase inicial de sua lavoura”, continua Alvarenga.

Parte do chamado ‘portfólio-estrela’ da Sipcam Nichino, o fungicida Fezan® Gold, igualmente, será alvo de apresentações técnicas e divulgação de resultados em Rio Verde. Conforme Alvarenga, há seis anos avaliado nos Ensaios de Rede do Consórcio Antiferrugem, a solução permanece entre as sete tecnologias consideradas mais eficazes no controle da ferrugem da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e altamente danosa.





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Preços dos alimentos voltam a subir e acendem alerta


O índice internacional de preços de alimentos voltou a subir pelo segundo mês consecutivo, refletindo mudanças recentes no mercado global de commodities agrícolas e insumos produtivos. O indicador, que acompanha a variação de preços de um conjunto de produtos, registrou alta em março após já ter avançado em fevereiro, acumulando um nível ligeiramente superior ao observado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a FAO, o índice ficou 1% acima do registrado há um ano. A elevação recente tem sido considerada moderada, mesmo diante do impacto de tensões geopolíticas, com influência direta sobre os custos de energia e fertilizantes. A entidade aponta que a alta do petróleo tem pressionado os preços, enquanto a oferta global de grãos tem contribuído para conter movimentos mais intensos.

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, alertou que a continuidade do conflito pode alterar decisões produtivas no campo. Segundo ele, custos elevados e margens reduzidas podem levar produtores a diminuir o uso de insumos, reduzir áreas plantadas ou optar por culturas menos dependentes de fertilizantes, o que pode afetar a produção futura e os preços ao longo deste e do próximo ano.

Entre os produtos, os cereais tiveram alta de 1,5% em março, impulsionados principalmente pelo trigo, que subiu 4,3% diante de preocupações com a seca nos Estados Unidos e menor plantio na Austrália. O milho avançou de forma moderada, enquanto o arroz registrou queda de 3% devido à menor demanda.

Outros grupos também apresentaram elevação, como óleos vegetais, carnes e laticínios, com destaque para o açúcar, que subiu 7,2%. A valorização do petróleo, que avançou 5,1% no mês e está mais de 13% acima do nível de um ano atrás, segue como fator central nesse cenário, especialmente após interrupções logísticas relevantes no comércio global de insumos.

 





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