terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi tem alta para vaca em São Paulo



Boi gordo segue estável em MT e GO



Foto: Sheila Flores

A cotação da vaca gorda registrou alta de R$ 3,00 por arroba no mercado paulista nesta quarta-feira (15), enquanto os preços das demais categorias permaneceram estáveis, conforme análise diária da consultoria Scot Consultoria. O movimento ocorreu em um cenário de negociações pontuais, com parte dos frigoríficos fora das compras e outros mantendo as referências praticadas anteriormente. As escalas de abate seguiram confortáveis, atendendo, em média, seis dias de programação.

Segundo a análise, a oferta de animais continuou restrita, principalmente de fêmeas, já que os pecuaristas mantiveram a estratégia de segurar os lotes à espera de preços mais elevados. Esse comportamento sustentou a valorização da vaca gorda no estado de São Paulo.

Em Mato Grosso, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias nas quatro principais praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. A oferta de bovinos permaneceu equilibrada e, apesar da tentativa de parte dos frigoríficos de negociar abaixo das referências, a resistência dos vendedores impediu recuos nos preços.

Em Goiás, o mercado também apresentou estabilidade. De acordo com a Scot Consultoria, as cotações de todas as categorias permaneceram inalteradas nas duas praças acompanhadas na comparação diária.





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Ameaça dos javalis preocupa agronegócio catarinense


A proliferação descontrolada dos javalis tornou-se uma das mais graves pragas do agronegócio catarinense e de vários Estados da federação. Desde os primeiros anos deste século os javalis destroem patrimônios, atingem ativos biológicos, ameaçam a fauna nativa e expõem trabalhadores a risco de morte. São frequentes os relatos de pessoas acuadas ou perseguidas e de cães mortos durante ações de controle. Machos adultos podem alcançar 200 quilos e investem com ferocidade quando ameaçados.

Estima-se que mais de 200 mil javalis estejam espalhados por 236 municípios, cerca de 80% do total catarinense. A incidência é maior na Serra, no Meio-Oeste e no Oeste, com forte presença em Lages, Campos Novos, Capão Alto, São Joaquim, Campo Belo do Sul, Água Doce, Bom Jardim da Serra e no entorno do Parque Nacional das Araucárias, entre Ponte Serrada e Passos Maia. Com a escassez de alimento nas matas, varas de até 50 animais avançam sobre propriedades, cidades e rodovias.

Os danos atingem lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortaliças e criatórios de aves e suínos. Em uma noite, vários hectares podem ser arrasados. A reprodução acelerada piora o quadro: as fêmeas têm, em média, duas ninhadas anuais, com cerca de oito filhotes cada. Sem predadores naturais e com elevada capacidade de adaptação, essa espécie exótica invasora também cruza com porcos domésticos e forma os chamados javaporcos, o que dificulta ainda mais o controle.

A ameaça sanitária exige atenção máxima. Javalis podem disseminar peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. Santa Catarina ocupa apenas 1,12% do território nacional, mas lidera a produção e a exportação brasileira de carne suína, é o segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite. Desde 2007, possui reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação e também é livre de peste suína clássica. Uma contaminação dos plantéis comerciais causaria perdas incalculáveis aos produtores, às agroindústrias e à economia estadual.

Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos em Santa Catarina, sem redução suficiente da população estimada. O manejo é legal e indispensável, mas depende de controladores registrados, equipes preparadas e regras exequíveis. A escassez de profissionais, a burocracia e o perigo das operações afastam muitos produtores, que recorrem à Polícia Militar Ambiental. O Instituto do Meio Ambiente mantém ações nos parques estaduais Fritz Plaumann e das Araucárias. Associações, produtores, Governo do Estado e Assembleia Legislativa também debatem o aperfeiçoamento dos procedimentos, enquanto o Ibama e o Ministério da Agricultura conduzem pesquisas e monitoramentos nacionais.

A Lei estadual nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autorizou o controle populacional e o manejo sustentável do Sus scrofa e de seus híbridos. Santa Catarina deu um passo necessário. Cabe agora à Câmara dos Deputados avançar em normas gerais que reconheçam a gravidade da praga e permitam aos estados adotar medidas compatíveis com suas realidades. A União deve fixar diretrizes, sem impedir respostas locais rápidas e eficazes.

A Faesc defende a desburocratização responsável do manejo, o fortalecimento das equipes autorizadas e a união entre os poderes públicos e o setor produtivo. Esta não é uma questão restrita ao agronegócio. Trata-se de proteger vidas, patrimônio, biodiversidade, saúde pública, segurança sanitária e estabilidade econômica. O problema se aproxima do limite do controle e exige decisão imediata.





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Indicador reflete liderança do Brasil no algodão


O Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ, elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, completa 30 anos de divulgação diária ininterrupta neste mês de julho. Desde 1996, o levantamento acumula quase 7,5 mil publicações e se consolidou como uma das principais referências para a formação de preços da pluma no Brasil, oferecendo ao setor uma base confiável para a tomada de decisões.

O Indicador da pluma posta na mesorregião de São Paulo conta com o apoio direto da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão há 23 anos. Ao longo de sua trajetória, o trabalho também recebeu suporte institucional e financeiro da Bolsa de Mercadorias e Futuros, da B3, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e da Cooperativa Agrícola Nacional Sudeste Centro-Oeste. Apesar das diferentes parcerias ao longo dos anos, o Cepea informa que a metodologia de cálculo foi mantida, garantindo a credibilidade e a aceitação do indicador entre os agentes do mercado.

Atualmente, além da referência para a pluma comercializada em São Paulo, o Cepea acompanha os preços do algodão tipo 41-4 em 13 praças distribuídas por Mato Grosso, Bahia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Paraná. O centro também monitora as cotações de caroço, torta, farelo, óleo e fios de algodão, a paridade de exportação pelos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), além de indicadores relacionados aos custos de produção, receitas, emprego, renda e Produto Interno Bruto da cadeia.

As informações são obtidas diariamente junto a cotonicultores, algodoeiras, cooperativas, corretores, comerciantes e indústrias têxteis. Segundo o Cepea, a continuidade do levantamento ao longo de três décadas demonstra a confiança dos agentes do setor na construção de informações baseadas em critérios científicos.

Para o pesquisador responsável pelo levantamento da pluma no Cepea, Lucilio Alves, a história do Indicador acompanha a transformação da cotonicultura brasileira. “O setor atravessou uma crise entre o final da década de 1980 e o fim dos anos 1990, quando a área cultivada e a produção nacional registraram fortes retrações, mas a demanda da indústria têxtil permaneceu relativamente estável, o que resultou na intensificação das importações”. Segundo ele, esse cenário impulsionou uma reestruturação marcada pela expansão da produção para novas fronteiras agrícolas, principalmente no Centro-Oeste e no oeste da Bahia.

De acordo com Alves, esse movimento consolidou um novo perfil para a atividade. “Essa transformação alterou significativamente a geografia da produção nacional, reduzindo a participação dos estados tradicionalmente produtores e ampliando o protagonismo de Mato Grosso, Bahia e Goiás”, destaca.

A partir da safra 1998/99, a cotonicultura iniciou um processo de recuperação sustentado pelo aumento da produtividade, resultado da adoção de novas tecnologias, da profissionalização da gestão e da maior eficiência dos sistemas de produção. Com isso, o Brasil deixou de depender das importações para abastecer a indústria nacional e passou a ocupar posição de destaque no mercado internacional.

Nos últimos anos, a produção nacional alcançou sucessivos recordes. Em 2025, o País superou pela primeira vez a marca de 4 milhões de toneladas de pluma produzidas. Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento estima uma produção de 4,06 milhões de toneladas. No cenário global, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores e assumiu a liderança nas exportações, superando os Estados Unidos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques atingiram o recorde de 3 milhões de toneladas em 2025 e, entre agosto de 2025 e junho de 2026, já somavam 3,22 milhões de toneladas, antes mesmo do encerramento da temporada comercial.

A série histórica do Indicador também evidencia a volatilidade dos preços ao longo dessas três décadas. Em valores corrigidos pelo IGP-DI, o maior patamar foi registrado em março de 2011, impulsionado por restrições na oferta e pela forte demanda internacional. Já as menores cotações ocorreram entre o fim de 2008 e o início de 2009, durante a crise financeira global.

O mercado voltou a registrar preços reduzidos nos últimos meses. Segundo o Cepea, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, as médias reais do Indicador ficaram entre as mais baixas de toda a série histórica, próximas aos níveis observados na crise de 2008/09. Embora tenha havido recuperação parcial no primeiro semestre de 2026, os preços permanecem em um patamar historicamente baixo, equivalente a cerca da metade dos registrados em meados da década de 1990, refletindo o aumento da oferta mundial e os ganhos de eficiência da produção brasileira ao longo dos últimos 30 anos.





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Como agir em casos de inundações e fortes chuvas no RS



Defesa Civil orienta moradores diante do risco de fortes chuvas e inundações



Foto: Ivan Lucas Miorandi

A partir de quinta-feira (16/7), o Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência prolongada de condições adversas do tempo, com previsão de temporais, chuva intensa, ventos fortes e descargas elétricas, o que pode favorecer a ocorrência de alagamentos e inundações em diferentes regiões do Estado. Diante desse cenário, a população deve acompanhar as informações nos canais oficiais da Defesa Civil estadual e da sua cidade, além de conhecer o Plano de Contingência do município e os riscos existentes na região onde mora ou transita.  

Em situações de risco de inundações, é fundamental seguir as orientações da Defesa Civil e adotar medidas preventivas de acordo com o nível de alerta emitido. Nos alertas moderados, recomenda-se manter calhas e ralos em boas condições, verificar a segurança de telhados e árvores antes de períodos de chuva intensa, conhecer o histórico de alagamentos da região e comunicar à Defesa Civil a existência de bueiros entupidos ou danificados.  

Com a elevação do nível de alerta, a recomendação é reduzir a exposição aos fenômenos, evitar deslocamentos desnecessários, manter-se abrigado durante os temporais e preparar um kit de emergência com documentos, água, roupas e medicamentos. Moradores de áreas com histórico de alagamentos devem verificar junto à Defesa Civil se há necessidade de deixar o local, além de adotar medidas para garantir a segurança dos animais domésticos.  

Nos níveis mais altos de alerta, a prioridade é buscar abrigo ou permanecer em local seguro até que o risco cesse. Também é importante estar preparado para evacuar áreas sujeitas a alagamentos, inundações e enxurradas, evitar atravessar locais inundados, a pé ou de carro, e não retornar às áreas evacuadas até a liberação oficial.   

A população deve seguir as orientações das autoridades, manter-se informada sobre a evolução da situação e, sempre que possível, compartilhar informações com vizinhos e prestar apoio a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.  





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Safra argentina de soja termina com rendimento elevado



As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis


As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis
As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis – Foto: Divulgação

A safra argentina de soja 2025/26 foi encerrada com menor área plantada, produtividade elevada e produção praticamente estável em relação ao ciclo anterior, apesar das oscilações climáticas registradas ao longo do desenvolvimento das lavouras. Segundo o relatório de fechamento de campanha da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, foram semeados 16,8 milhões de hectares, queda de 8,7% ante 2024/25 e volume 1,3% inferior à média das últimas cinco safras, de 17,02 milhões de hectares.

As condições de umidade superficial foram consideradas favoráveis durante a maior parte da janela de plantio, tanto para a soja de primeira quanto para a de segunda. No centro da província de Buenos Aires, porém, o excesso de água dificultou as operações. Já o início do verão foi marcado por estresse hídrico, que afetou o começo do período crítico da soja de primeira e o desenvolvimento inicial das áreas de segunda safra.

As chuvas de fevereiro, embora distribuídas de forma irregular, permitiram recuperar a umidade do solo e melhoraram as condições durante a etapa final de definição da produtividade. Com isso, o rendimento médio nacional alcançou 31,3 quintais por hectare, resultado 9% superior à média das últimas cinco campanhas, desconsiderando a safra 2022/23.

A produção total foi estimada em 50,1 milhões de toneladas, apenas 200 mil toneladas abaixo do ciclo anterior. No campo econômico, a cadeia deverá gerar US$ 19,106 bilhões em produto bruto sojeiro, alta de 19%. As exportações são projetadas em US$ 21,192 bilhões, avanço de 2%, enquanto a arrecadação fiscal associada à campanha pode atingir US$ 7,534 bilhões, crescimento de 28%.





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Chuva intensa e granizo deixam lavouras gaúchas em alerta


O Rio Grande do Sul deve enfrentar uma sequência de tempestades entre quinta-feira (16) e segunda-feira (20), com potencial para provocar impactos nas lavouras de inverno. De acordo com informações do Meteored, a previsão indica chuva volumosa, granizo e ventos intensos, com acumulados que podem superar 180 milímetros entre os dias 17 e 22. Em cenários extremos, os volumes podem se aproximar de 300 milímetros. As áreas mais suscetíveis são a Campanha, Fronteira Oeste, Missões, Região Central, Região Metropolitana e Planalto.

O cenário preocupa produtores em um momento importante para as culturas de inverno. Até 9 de julho, 87% da área prevista para o trigo no Estado já havia sido semeada. A canola ocupava 353.397 hectares e estava em desenvolvimento vegetativo, enquanto a cevada se encontrava entre as fases de emergência e perfilhamento.

Segundo a análise, a persistência das chuvas pode interromper a semeadura, dificultar a adubação nitrogenada e favorecer processos de erosão, lixiviação e encharcamento do solo. A situação é agravada pelo elevado teor de umidade já registrado em diversas regiões. Recentemente, a Emater havia informado dificuldades para a entrada de máquinas nas lavouras e para a realização de tratos culturais.

A quarta-feira (15) deve ser o último dia com tempo firme e representa a principal oportunidade para a execução das atividades no campo antes da mudança das condições meteorológicas. A partir de quinta-feira, uma área de baixa pressão sobre a Argentina, associada ao transporte de calor e umidade pelo Jato de Baixos Níveis, deve favorecer o avanço das primeiras tempestades sobre municípios como Uruguaiana, Alegrete, São Borja, Santiago, Santa Maria, Bagé, Pelotas e Rio Grande. Na sexta-feira (17), a instabilidade deve alcançar Ijuí, Passo Fundo e Porto Alegre.

Além da chuva, o calor previsto antes da chegada das tempestades deve aumentar o potencial para eventos severos. Na sexta-feira, as temperaturas poderão ficar entre 10°C e 13°C acima da média, com máximas superiores a 32°C. Entre sábado (18) e domingo (19), a expectativa é de que os núcleos mais intensos se espalhem por diferentes regiões do Estado, enquanto uma nova rodada de tempestades está prevista para segunda-feira. O risco de granizo deve ser mais elevado entre sábado e segunda.

O trigo aparece como a cultura mais vulnerável. Em São Borja, cerca de 90% dos 18 mil hectares previstos já haviam sido implantados, e aproximadamente 30% das áreas mais precoces entravam na fase de alongamento do colmo. Conforme a análise, volumes superiores a 50 milímetros podem impedir a circulação de máquinas em solos argilosos, enquanto acumulados acima de 100 milímetros elevam o risco de erosão, problemas de drenagem e acamamento das lavouras mais desenvolvidas.

Na canola, parte das áreas mais precoces já inicia o florescimento, fase considerada sensível aos efeitos do vento, do granizo e do excesso de umidade. Já na cevada predomina o desenvolvimento vegetativo inicial e o perfilhamento, etapas que também podem ser afetadas pelas condições climáticas previstas.

O Meteored orienta que, entre terça e quarta-feira, os produtores priorizem operações consideradas indispensáveis, como aplicações, adubação nitrogenada, limpeza de canais de drenagem, retirada de máquinas de áreas baixas e conclusão da semeadura apenas onde houver condições adequadas de solo. A análise também destaca que pulverizações devem considerar o aumento da intensidade dos ventos previsto para quinta-feira.

O alerta também se estende às estruturas das propriedades rurais. Silos, galpões, pivôs e construções leves devem ser vistoriados previamente, já que rajadas de vento e granizo podem provocar danos, mesmo em locais onde os volumes de chuva sejam menores.

Durante o período de maior instabilidade, entre quinta e segunda-feira, a recomendação é interromper as operações durante trovoadas, evitar o tráfego de máquinas sobre solos saturados e acompanhar os avisos relacionados ao risco de granizo e ventos fortes. Também é indicado garantir que os rebanhos tenham acesso a áreas mais altas e locais de abrigo. A previsão aponta uma redução temporária da instabilidade na terça-feira (21), mas novas tempestades podem voltar a atingir o Estado a partir da quarta-feira (22).





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Editais para aquisição de alimentos destinados à população em situação de insegurança alimentar e nutricional estão disponíveis


Na última sexta-feira (10), foram divulgados os editais de aquisição de gêneros alimentícios para a composição de cestas no âmbito da Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Específicos (ADA). A operação de compra ampara-se no Plano de Trabalho Nº 05/2026, formalizado entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), e ficará disponível para o recebimento de propostas até a próxima quinta-feira (16), às 15 horas (horário de Brasília), na Plataforma Contrata+Brasil.

Os editais, segmentados por produto, preveem a compra de 862,9 toneladas de alimentos, em três etapas de entregas, para a viabilização da montagem de 37.911 cestas nas Unidades Armazenadoras (UAs) da Companhia em Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Herval d’Oeste (SC) e Rolândia (PR).

Em função da logística local, os editais também preveem a aquisição de 21.912 cestas já montadas, de 25 quilogramas, que serão entregues nas UAs da Conab em Porto Velho (RO) e São José (SC) e nas unidades da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em Santa Helena de Minas (MG), Teófilo Otoni (MG), Nonoai (RS), Passo Fundo (RS), Ronda Alta (RS), Ipuaçu (SC) e José Boiteux (SC).

As contratações serão realizadas na modalidade “menor preço” e, para cadastro da proposta na plataforma, os participantes deverão comprovar atendimento aos requisitos sanitários correspondentes a cada produto ofertado, conforme legislação específica.

Seguindo as diretrizes da Política Nacional de Abastecimento Alimentar e da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, as compras de gêneros alimentícios avulsos operacionalizadas pela plataforma Contrata+Brasil serão direcionadas às organizações da agricultura familiar. Além de alimentos agrupados, as operações de compra de itens individuais incluem açúcar cristal; arroz beneficiado; café torrado e moído; carne bovina salgada e dessecada; erva-mate tereré; farinha de mandioca; farinha de trigo; feijão comum preto e em cores; fubá de milho; leite em pó integral; macarrão com sêmola; óleo de soja refinado; e polvilho doce. Os gêneros alimentícios, com as respectivas quantidades e especificações, podem ser acessados nos editais disponibilizados no site da Companhia e na plataforma de contratação.

Após a divulgação do resultado final das aquisições, prevista para o dia 22 de julho, os itens solicitados deverão ser entregues nas unidades de destino até o dia 14 de agosto, incluindo as remessas únicas e a primeira etapa das remessas parceladas.

Informações detalhadas sobre os critérios necessários à participação e os prazos de execução estão disponíveis nos seguintes editais:

Edital nº 366/2026 – Compra de Arroz Beneficiado Polido

Edital nº 369/2026 – Compra de Feijão Comum Preto

Edital nº 370/2026 – Compra de Açúcar Cristal

Edital nº 393/2026 – Compra de Fubá de Milho

Edital nº 395/2026 – Compra de Carne Bovina (Charque)

Edital nº 396/2026 – Compra de Erva-Mate para Tereré

Edital nº 371/2026 – Compra de Café Torrado e Moído

Edital nº 397/2026 – Compra de Farinha de Mandioca

Edital nº 390/2026 – Compra de Macarrão Espaguete

Edital nº 391/2026 – Compra de Leite em Pó

Edital nº 387/2026 – Compra de Polvilho Doce

Edital nº 388/2026 – Compra de Óleo de Soja

Edital nº 398/2026 – Compra de Farinha de Trigo

Edital nº 399/2026 – Compra de Feijão Comum Cores

Edital nº 439/2026 – Compra de Alimentos Agrupados em Embalagem – Grupo II

Edital nº 465/2026 – Compra de Alimentos Agrupados em Embalagem – Grupo III

Edital nº 466/2026 – Compra de Alimentos Agrupados em Embalagem – Grupo VI

Serviço:

Leilão eletrônico para aquisição de gêneros alimentícios

Data limite: quinta-feira, 16 de julho

Horário limite: 15 horas (horário de Brasília)

Link: https://contratamaisbrasil.sistema.gov.br/oportunidades/alimentos/





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Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória


O governo federal e o Congresso Nacional fecharam nesta quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.

Acordo

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA. 

Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. “Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.

Adesão

A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.

Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:

  • Perdas em duas ou mais safras;
  • Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.

Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:

  • Três ou mais safras afetadas;
  • Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.

Condições

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.

As condições variam conforme o perfil do produtor.

Regra geral

Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:

  • Prazo: até oito anos para pagamento;
  • Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;
  • Entrada não será exigida.

Juros anuais:

  • 6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • 9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
  • 12% para os demais produtores.

Maiores perdas

Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:

  • Prazo de até 10 anos;
  • Carência de até dois anos; e
  • Entrada dispensada.

Juros anuais:

  • 5% para o Pronaf;
  • 8% para o Pronamp;
  • 11% para grandes produtores.

Fundo garantidor

A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.

“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.

Outras medidas

Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:

  • Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;
  • Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;
  • Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;
  • Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.

Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorrerá ainda nesta quarta-feira.





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agricultura aposta em drones para pulverização


Os drones de aplicação estão conquistando espaço na agricultura argentina ao oferecer maior precisão nas operações e a possibilidade de atuar em áreas onde máquinas terrestres enfrentam limitações. Segundo o Governo da Argentina, a expansão dessa tecnologia ocorre à medida que aumenta a oferta de equipamentos adaptados a diferentes escalas de produção. Embora os drones voltados ao monitoramento já estejam consolidados no setor, os modelos destinados a tratamentos localizados e outras atividades agronômicas vêm ampliando sua participação no campo.

A tecnologia será um dos destaques que o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) apresentará durante a 138ª Exposição Internacional de Pecuária, Agricultura e Indústria. No estande da instituição, instalado no pavilhão da Secretaria Nacional de Agricultura, Pecuária e Pesca, os visitantes poderão conhecer um drone de aplicação e as diferentes possibilidades de uso nos sistemas produtivos.

“Entre as suas vantagens estão a precisão nas aplicações, a possibilidade de trabalhar com doses variáveis e a capacidade de intervir de forma localizada em setores específicos do terreno”, explicou Carlos Navarro, especialista do INTA Marcos Juárez.

Navarro também ressaltou que um dos principais diferenciais da tecnologia é a possibilidade de operar em locais onde equipamentos convencionais não conseguem atuar. “Outro benefício importante é a capacidade de trabalhar quando as condições do solo dificultam a entrada de máquinas terrestres, evitando danos à cultura e reduzindo problemas de compactação”, observou.

De acordo com o especialista, a atuação apenas em áreas específicas contribui para o uso mais eficiente dos recursos e permite atender às necessidades de cada ambiente de produção.

Nesse contexto, ele destacou que “com base em mapas de prescrição ou através de delimitação direta por controlo remoto, os drones permitem tratar apenas áreas de interesse, como focos de ervas daninhas, cabeceiras ou setores específicos que requerem uma intervenção específica”.

O potencial da tecnologia, segundo o INTA, vai além das aplicações fitossanitárias. “Da mesma forma, este equipamento permite tarefas como semear culturas de cobertura antes da colheita da cultura anterior ou estabelecer pastagens em ambientes com declives acentuados ou de difícil acesso”, indicou Navarro.

O uso dos drones também avança em economias regionais e em sistemas de produção de frutas, onde os equipamentos facilitam operações no topo das árvores e em áreas com restrições para o acesso de outras máquinas.

Para Carlos Navarro, a adoção dessa tecnologia exige planejamento e capacitação. “Sua adoção requer treinamento, planejamento e uma avaliação adequada de cada situação de produção, entendendo que se trata de uma ferramenta complementar dentro de uma gestão integral do sistema”, afirmou.

O especialista avalia que essas inovações ampliam as oportunidades para tornar os sistemas produtivos mais eficientes. No INTA Marcos Juárez, a instituição oferece assistência técnica e trabalha com equipamentos como o Agras T50, destinado a tratamentos específicos, e o Mavic 3 Multispectral, utilizado no levantamento e monitoramento das culturas.

Por meio da Rede de Drones, o INTA reúne experiências e capacidades de diferentes regiões da Argentina para avaliar, validar e disseminar conhecimentos relacionados ao uso dessas tecnologias. A iniciativa busca gerar informações que contribuam para ampliar a segurança e a eficiência das operações, promovendo um uso mais racional dos insumos na agricultura.

Com informações do Governo da Argentina.*





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Manejo na entressafra prepara lavoura para novo ciclo



A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos


A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos
A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos – Foto: Canva

O manejo das plantas de cobertura durante a entressafra pode influenciar diretamente o desempenho da lavoura no ciclo seguinte. Mais do que produzir grande volume de biomassa, é necessário acompanhar o desenvolvimento da vegetação e realizar intervenções estratégicas para evitar excesso de palhada, dificuldades na semeadura e irregularidade na implantação da cultura comercial.

Quando a cobertura cresce sem planejamento, podem surgir touceiras, acúmulo de material senescente e distribuição desigual da biomassa. Segundo Lara Gabriely Silva Moura, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da SBS Green Seeds, o manejo antes da dessecação ajuda a equilibrar o crescimento e estimula a emissão de novos perfilhos e a renovação das raízes.

Esse processo favorece a formação de bioporos, a incorporação de matéria orgânica em profundidade, a atividade biológica do solo e a infiltração e o armazenamento de água. Na superfície, uma palhada uniforme também reduz a erosão, diminui a evaporação e auxilia na supressão de plantas daninhas.

A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos da propriedade. Conforme a pesquisadora, genética, planejamento e manejo precisam atuar de forma integrada para melhorar a eficiência operacional, favorecer a emergência uniforme da lavoura e preparar o solo para os próximos ciclos produtivos.

“É essa integração que transforma a cobertura vegetal em uma ferramenta estratégica para construir solos mais saudáveis, aumentar a eficiência operacional e preparar a lavoura para produzir com mais sustentabilidade e segurança nas próximas safras”, finaliza Lara Gabriely Silva Moura, zootecnista e coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da SBS Green Seeds.

 





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