sábado, maio 30, 2026

Política & Agro

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Mercado de herbicidas exige validação constante



A avaliação reúne variações semanais


A avaliação reúne variações semanais
A avaliação reúne variações semanais – Foto: Divulgação

O mercado de herbicidas técnicos voltou a mostrar a necessidade de acompanhamento frequente dos preços internacionais, em um cenário marcado por variações entre períodos e por diferentes referências de negociação. Segundo análise de Rafael Gomes, especialista em gestão de portfólio agroquímico, o levantamento mais recente considera o comportamento de herbicidas técnicos no intervalo de 8 a 15 de maio de 2026, com base em preços FOB China para produtos técnicos.

A avaliação reúne variações semanais, mensais e anuais, permitindo uma leitura comparativa da movimentação dos preços em diferentes horizontes. Os dados foram consolidados a partir de plataformas e referências do mercado chinês, incluindo negociações spot, monitoramento FOB e acompanhamento de movimentações da cadeia agroquímica.

De acordo com o material analisado, a leitura desse mercado exige atenção a fatores que podem influenciar os resultados apurados. Entre eles estão possíveis diferenças decorrentes da tradução do mandarim para o português, divergências entre fontes consultadas, datas de coleta, conversão entre renminbi e dólar e a própria dinâmica de negociação no mercado FOB China.

O acompanhamento dos herbicidas técnicos também demanda validação constante entre períodos comparativos, concentrações técnicas e movimentos de mercado. Essa necessidade ganha relevância em um ambiente considerado extremamente dinâmico, no qual alterações de curto prazo podem modificar a interpretação sobre preços e tendências.

A análise aponta ainda para a evolução dos cruzamentos de dados como caminho para tornar os levantamentos mais consistentes e alinhados à realidade do mercado internacional. O objetivo é reforçar a qualidade técnica das avaliações e contribuir para discussões mais precisas sobre a cadeia global de agroquímicos técnicos.

 





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Biológicos mudam lógica de valor no agro


Os insumos biológicos vêm ganhando espaço no agro sem representar, necessariamente, uma substituição direta aos produtos químicos. Segundo Rosana leite, executiva sênior em mercados complexos e voláteis de commodities, o avanço dessa tecnologia começa a alterar sobretudo a forma como o valor é capturado na cadeia produtiva.

Durante décadas, a indústria de insumos agrícolas foi estruturada em torno da química. Nesse modelo, empresas capazes de desenvolver, patentear e distribuir moléculas em escala concentravam margens, previsibilidade comercial e poder de precificação. Essa lógica continua relevante, mas passa a dividir espaço com uma nova camada de inovação baseada na biologia aplicada ao sistema agronômico.

A mudança, nesse contexto, não está apenas na tecnologia em si, mas em seus efeitos econômicos. Os biológicos deixam de competir somente por participação de mercado e passam a ocupar um papel mais amplo na busca por estabilidade operacional, eficiência sistêmica, integração com agricultura de precisão, redução de variabilidade, rastreabilidade e captura de margem.

Esse movimento começa a modificar a dinâmica de valor do setor. As grandes empresas químicas já identificaram essa tendência e, nos últimos anos, realizaram aquisições relevantes ligadas à tecnologia biológica. A leitura não é de que os produtos químicos desaparecerão, mas de que a próxima etapa de inovação pode estar menos associada à molécula isolada e mais à inteligência integrada do sistema produtivo.

À medida que produto, tecnologia e acesso se tornam mais normalizados, o diferencial competitivo tende a migrar para dados, integração, previsibilidade, logística, manejo e eficiência operacional. Com isso, a discussão deixa de estar concentrada apenas em qual molécula apresenta melhor desempenho e passa a envolver qual sistema é capaz de entregar mais estabilidade, previsibilidade e margem ao produtor.

 





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Margem positiva abre chance para vender soja, diz consultoria



Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa


Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa
Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa – Foto: Pixabay

O mercado da soja atravessa um período de indefinição, com preços sem tendência clara no exterior e no Brasil. A combinação entre expectativas de demanda, clima nos Estados Unidos e ampla oferta sul-americana mantém as cotações em faixas estreitas, exigindo maior disciplina na comercialização e foco na proteção de margens.

Segundo análise da TF Agroeconômica, Chicago segue lateralizada, com o contrato julho de 2026 oscilando entre US$ 11,70 e US$ 12,25 por bushel. No Brasil, o indicador CEPEA/ESALQ do Paraná permanece há cerca de 60 dias próximo de R$ 121 a R$ 123,50 por saca. A estabilidade reflete Chicago sem direção definida, prêmios relativamente estáveis, dólar sem grandes movimentos e forte oferta doméstica.

Para agricultores com soja disponível da safra 2025/26, a orientação é aproveitar os momentos em que o mercado ainda permite margens positivas, especialmente para quem travou custos anteriormente. A consultoria avalia que referências próximas de R$ 131,85 por saca e, principalmente, R$ 135 por saca representam oportunidades para vendas parciais. A recomendação é avançar de forma escalonada, proteger margens e evitar exposição total à espera de novas altas sem confirmação efetiva da demanda chinesa.

Para a safra 2026/27, a postura indicada é mais cautelosa. A possibilidade de produção recorde no Brasil, o aumento da competitividade argentina e os estoques globais confortáveis mantêm o risco de preços pressionados no segundo semestre. Nesse cenário, vendas futuras parciais em momentos de alta podem ser estratégicas, assim como operações de hedge. O foco deve estar menos na aposta por preços maiores e mais na preservação da rentabilidade.

Para cooperativas, empresas consumidoras e exportadores, a orientação é manter postura oportunista, aproveitando retrações em Chicago, acompanhando o câmbio e monitorando possíveis mudanças na relação entre Estados Unidos e China. O mercado tende a seguir volátil e sensível ao clima americano, às políticas comerciais dos EUA e ao comportamento da demanda chinesa.

 





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Soja fecha em leve alta antes de feriado nos EUA


A soja encerrou o dia em leve alta na Bolsa de Chicago, em um movimento marcado por ajustes de posições antes do feriado prolongado de Memorial Day nos Estados Unidos e pela tentativa de recuperação após dias de pressão nos contratos futuros.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho subiu 0,19%, a US$ 11,9650 por bushel, enquanto agosto avançou 0,13%, a US$ 11,9500. O farelo de soja para julho fechou em alta de 1,07%, a US$ 331,90 por tonelada curta, e o óleo de soja teve avanço de 0,15%, a US$ 73,98 por libra-peso.

O ganho diário ocorreu em meio ao reposicionamento do mercado antes do feriado nos EUA. Na semana, a soja acumulou alta de 1,66%, sustentada inicialmente pelo anúncio da Casa Branca de que a China investiria US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. A ausência de confirmação por Pequim, porém, reduziu o entusiasmo e levou à liquidação de parte das posições compradas.

Na América do Sul, a Argentina tende a ganhar competitividade nos próximos meses. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou a estimativa para a atual safra, enquanto o governo sinalizou redução gradual das tarifas de exportação do grão e de seus subprodutos a partir de 2027.

No Brasil, o mercado físico mostrou comportamentos distintos entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 98% da área, com produtividade média de 2.871 kg por hectare, mas forte diferença entre lavouras irrigadas e áreas afetadas pela estiagem. O porto de Rio Grande fechou a R$ 130,00 por saca.

Em Santa Catarina, a colheita está tecnicamente encerrada nas principais regiões, com o porto de São Francisco do Sul a R$ 131,00. No Paraná, os preços avançaram no interior, enquanto o complexo soja registrou recorde de US$ 2,3 bilhões em exportações no primeiro quadrimestre. Em Mato Grosso do Sul, a safra somou 17,759 milhões de toneladas, mas produtores do sul ainda aguardam seguros por perdas climáticas. Em Mato Grosso, altas no físico dividiram espaço com preocupação sobre custos, fretes e armazenagem.

 





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Preço do milho ainda busca um piso no país


O mercado do milho atravessa uma fase de cautela, com recuperação pontual em Chicago, mas ainda sem sinais firmes de mudança na tendência principal. Segundo análise da TF Agroeconômica, a estratégia deve priorizar vendas e compras escalonadas, já que a oferta global elevada segue pressionando os preços, enquanto riscos climáticos nos Estados Unidos e uma eventual volta da China às compras mantêm algum potencial de reação.

Para os agricultores com milho disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar nas vendas. A retenção excessiva à espera de uma recuperação forte no curto prazo é vista como arriscada, porque a entrada mais intensa da safrinha ainda pode ampliar a pressão sazonal sobre o mercado físico. No Brasil, o indicador ESALQ/BM&FBovespa permanece em tendência de baixa e ainda não confirmou um fundo consistente.

Para a safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção parcial em momentos de recuperação em Chicago, sem comprometer toda a produção neste momento. O hedge escalonado é apontado como alternativa mais prudente, especialmente porque o risco climático americano ainda está aberto e pode alterar o comportamento dos preços caso as chuvas previstas não se confirmem em áreas relevantes, como Nebraska.

A estratégia indicada para produtores é vender em lotes, proteger margens positivas e acompanhar de perto o clima nos Estados Unidos, o ritmo das exportações, o câmbio e os prêmios portuários. Em Chicago, o contrato julho/26 passou a operar em faixa lateral, entre cerca de 448 e 480 cents por bushel, com tendência de curto prazo lateral e viés levemente baixista.

Para cooperativas, indústrias e consumidores, a avaliação é que o mercado ainda pode oferecer oportunidades melhores de compra entre junho e julho. As compras escalonadas seguem como a estratégia mais segura, evitando concentração de cobertura em apenas um momento.

Entre exportadores, o forte ritmo das vendas americanas exige atenção. Qualquer retomada da demanda chinesa pode elevar rapidamente Chicago e os prêmios, apesar do peso baixista da oferta sul-americana, com destaque para a safra recorde argentina e a perspectiva de ampla disponibilidade no Brasil.

 





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Estoques limitam reação nos preços do milho


O mercado de milho encerrou a semana com movimentação limitada no Brasil, em um cenário marcado por compradores abastecidos, liquidez reduzida e ajustes pontuais nas cotações. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 fechou de forma mista na sexta-feira, com pequenas quedas nas posições mais curtas e leves ganhos nos vencimentos mais longos, enquanto o mercado interno permaneceu travado.

Mesmo com a valorização em Chicago e do dólar, as indústrias seguiram atuando apenas na reposição de estoques. No acumulado, a B3 avançou 0,60%, Chicago subiu 1,65% e o dólar recuou 0,77%. No mercado físico, a média Cepea teve alta de 0,17% após semanas de leves quedas. Na bolsa brasileira, julho de 2026 fechou a R$ 67,20, setembro a R$ 69,94 e novembro a R$ 72,94.

No Rio Grande do Sul, o mercado seguiu com baixa liquidez e negócios pontuais. As indicações ficaram entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. A colheita da safra 2025/26 avançou para 96% da área, favorecida pelo tempo seco. As lavouras remanescentes são tardias e tiveram desenvolvimento mais lento pelo frio e pela menor radiação solar. Geadas causaram danos pontuais e levaram parte das áreas para silagem.

Em Santa Catarina, estoques confortáveis continuaram limitando os negócios. As pedidas ficaram próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se concentrou ao redor de R$ 65,00, mantendo distância entre vendedores e compradores. No Paraná, a liquidez também permaneceu baixa, com indicações perto de R$ 65,00 e demanda em torno de R$ 60,00 CIF. A primeira safra está totalmente colhida, enquanto a segunda teve leve piora nas condições, com áreas boas recuando de 84% para 82%.

Em Mato Grosso do Sul, o avanço da oferta pressionou as praças, com preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca. O setor de bioenergia sustentou parte da demanda, mas os estoques elevados mantiveram o consumo seletivo e o ritmo de negócios lento.

 





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Cenário externo apoia preços do trigo



A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento


A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento
A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento – Foto: Canva

O mercado do trigo segue marcado por preços firmes no Brasil e por forte dependência do clima no cenário internacional, com recomendações de cautela para produtores e moinhos nas próximas semanas. Segundo análise da TF Agroeconômica, a tendência principal ainda é de sustentação, embora a volatilidade permaneça elevada e possam ocorrer acomodações pontuais.

No exterior, Chicago encerrou a semana com saldo positivo, apoiado pelas preocupações com a menor produção nos Estados Unidos e pelos riscos climáticos no início da colheita. Em Kansas, por outro lado, os preços recuaram diante da pressão sazonal da entrada da safra de inverno. Mesmo com chuvas recentes, cerca de 70% da área de trigo de inverno dos Estados Unidos ainda apresenta algum nível de seca, percentual bem acima do registrado no mesmo período do ano passado.

A consultoria avalia que os agricultores devem evitar vendas agressivas neste momento. A orientação é aproveitar repiques de alta para fazer comercializações parciais e escalonadas, especialmente porque a safra 2026/27 ainda pode ter potencial de valorização, principalmente para trigo de melhor qualidade. A atenção deve permanecer voltada ao clima nos Estados Unidos, já que problemas de qualidade durante a colheita podem gerar novos movimentos de alta.

No Brasil, os preços seguem firmes, apesar de estabilização e leves recuos pontuais provocados pela retração nas vendas de farinha pelos moinhos. A escassez de trigo de qualidade no Mercosul continua sustentando o mercado, com menor disponibilidade de produto premium também em países vizinhos. A paridade de importação elevada limita quedas mais fortes.

Para os moinhos, a recomendação é manter cobertura parcial das necessidades futuras. A análise indica que a retração atual das vendas de farinha pode conter altas imediatas, mas não altera a tendência estrutural firme. O mercado segue apertado para trigo de qualidade superior, o que exige planejamento nas compras e atenção à oferta regional.

 





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Mercado do trigo tem ajuste gradual no Sul



Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação


Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação
Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por ajustes graduais de preços, baixa disponibilidade em algumas regiões e maior atenção dos moinhos à qualidade do cereal. Os dados são da TF Agroeconômica, que aponta movimentos distintos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com influência da demanda, do frete e das referências externas.

No Rio Grande do Sul, moinhos em busca de trigo de boa qualidade vêm contribuindo para uma alta lenta nos preços. Na safra velha, foram reportados negócios com compradores interessados em julho, com ofertas entre R$ 1.400 e R$ 1.430 CIF, enquanto vendedores pedem R$ 1.350 FOB. Ao mesmo tempo, os moinhos relatam dificuldade com os preços da farinha, que não avançam, e também com os farelos. Para a safra nova, a referência voltou a R$ 1.250 FAS no porto, enquanto moinhos indicam R$ 1.100 FOB, nível considerado pouco atrativo para vendedores. Até o momento, foram ouvidas apenas 40 mil toneladas negociadas entre moinhos e exportadores. O trigo branqueador também segue restrito, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 FOB no armazém do vendedor. Junho está praticamente coberto, enquanto julho teria cerca de 40% de cobertura. No balcão, Panambi registrou alta para R$ 65,04 por saca.

Em Santa Catarina, o frete aparece como principal fator de elevação do preço final. O trigo local subiu para R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, com retirada e pagamento em 30 dias, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.450 FOB. No balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba, com altas em Rio do Sul e São Miguel do Oeste.

No Paraná, há poucas ofertas e vendedores com expectativas maiores. Lotes rodaram a R$ 1.350 FOB na região central, R$ 1.400 FOB no Norte e entre R$ 1.400 e R$ 1.450 CIF em Curitiba. O trigo branqueador tem referência de R$ 1.450 FOB, enquanto a safra nova indica R$ 1.320 a R$ 1.350 FOB para setembro. O trigo argentino nacionalizado aparece entre US$ 290 e US$ 295, após alta de US$ 2 por tonelada no frete marítimo e de US$ 12 no FOB argentino em dois meses.

 





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Feriado limita referência externa para grãos


Os mercados agrícolas iniciaram o dia com ajustes pontuais nos preços físicos e menor referência externa, em razão do feriado nos Estados Unidos, que manteve a CBOT sem operações. Segundo a TF Agroeconômica, no trigo, o mercado físico registrou leve queda no Paraná, com preço de R$ 1.356,08, recuo de 0,12% no dia e alta de 1,00% no mês, equivalente a US$ 269,92. No Rio Grande do Sul, a cotação ficou em R$ 1.314,47, estável no dia e com avanço mensal de 4,24%, ou US$ 261,64.

Nas indicações externas, o trigo argentino 11,5% apareceu com vendedor a US$ 250 por tonelada para dezembro de 2026 e US$ 255 para janeiro de 2027. No Paraguai, com referência ao Oeste do Paraná, os valores indicaram vendedor a US$ 270 e comprador a US$ 260 no spot, enquanto para setembro as indicações ficaram em US$ 250 e US$ 235.

Na soja, a ausência da CBOT também limitou novas referências. No físico do interior do Paraná, o preço ficou em R$ 123,48, alta diária de 0,13% e avanço mensal de 0,82%, ou US$ 24,58. Em Paranaguá, a cotação foi de R$ 129,62, baixa de 0,02% no dia e alta de 0,57% no mês, equivalente a US$ 25,80. No Paraguai, com base em Cascavel, junho teve vendedor a US$ 415 e comprador a US$ 405.

No milho, os contratos da B3 abriram mistos, com julho de 2026 a R$ 67,27, queda de 0,06%, janeiro de 2027 a R$ 74,90, alta de 0,13%, e julho de 2027 a R$ 72,02, avanço de 0,19%. No físico, a referência ficou em R$ 65,47, alta diária de 0,09% e queda mensal de 2,15%, ou US$ 13,03. O dólar mini na BMF era cotado a R$ 5,0265, alta de 0,37%, com máxima de R$ 5,0520 e mínima de R$ 5,0015.

 





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Farsul define pilares para securitização da dívida rural de R$ 171 bi



Farsul propõe 12 medidas para securitização da dívida rural de R$ 171 bilhões



Foto: Pixabay

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) defendeu nesta quinta-feira (21) um conjunto de 12 pontos considerados estruturais para a securitização da dívida rural em discussão no Congresso Nacional. Em carta pública, a entidade, proponente de medidas do PL 5.122, aponta que o estoque de dívidas estressadas no campo gaúcho atinge R$ 171 bilhões e pode dobrar em 12 meses.Entre as exigências centrais estão um teto de juros equivalente à taxa neutra do Banco Central (atualmente 8,5% ao ano), prazo mínimo de 15 anos para o pagamento e carência real antes da primeira parcela. Para a entidade, juros de dois dígitos inviabilizam qualquer securitização sustentável, e prazos menores geram parcelas que comprometem o fluxo de caixa do produtor.A Farsul defende ainda que a medida alcance dívidas fora do sistema financeiro, contraídas junto a cooperativas de grãos, revendas de insumos e cerealistas, e que inclua as chamadas operações “mata-mata”, em que produtores tomaram novo crédito para quitar dívidas anteriores. A data de corte para enquadramento, segundo a Federação, deve ser fixada em, no mínimo, 30 de abril de 2026, alcançando inclusive as renegociações da MP 1.314, que somam mais de R$ 39 bilhões em recursos livres.

Funding e crise climáticaSobre o financiamento da medida, a Farsul afirma não ter preferência por uma fonte específica, mas exige que ela tenha caráter estrutural. O Fundo Social do Pré-Sal é apontado como adequado para esse fim. “Anúncios superlativos com recursos que não se materializam não são política pública – são gestão de expectativas”, registra o documento.A Federação, prestes a completar 100 anos – foi fundada em 1927 -, justifica os 12 pilares como resultado de “décadas de acompanhamento técnico” e diz que cada um deles “foi testado em crises anteriores”. O endividamento atual, segundo o texto, decorre de “crises climáticas sem precedentes” que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, com sucessivos episódios de estiagem e enchentes.A entidade afirma seguir “aberta ao diálogo e à negociação” e dirige apelos diretos a parlamentares – “estamos às vésperas de uma solução definitiva; contamos e precisamos de vocês” – e à sociedade. “O campo não pede privilégio; pede condição”, diz a carta.





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