sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua com clima favorável nos EUA


O mercado internacional de milho encerrou o dia em queda, pressionado por fatores climáticos favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e por dados de exportação abaixo do esperado. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago recuaram pelo quinto pregão consecutivo, mantendo o tom negativo observado nas últimas sessões.

No fechamento do dia, a cotação para julho em Chicago terminou em baixa de 1,62%, equivalente a 7,00 cents por bushel, negociada a US$ 424,50. O contrato para setembro também recuou, com perda de 1,70%, ou 7,50 cents por bushel, encerrando a US$ 432,75.

A principal pressão sobre os preços veio do clima nos Estados Unidos. As chuvas avançaram das Grandes Planícies Centrais em direção a Iowa, reforçando a percepção de condições favoráveis para as lavouras. Esse cenário reduziu o apetite comprador e manteve os futuros do cereal sob influência negativa na CBOT.

Outro ponto de atenção foi o desempenho das vendas semanais de exportação. Para a safra antiga, o volume somou 883,30 mil toneladas, ficando na extremidade inferior das expectativas do mercado. Já para a safra nova, as vendas alcançaram 243,70 mil toneladas. Apesar disso, no balanço diário, o USDA confirmou a venda de 115 mil toneladas da safra 2026/2027 para a Colômbia.

Na América do Sul, o avanço da colheita na Argentina também entrou no radar do mercado. A colheita comercial atingiu 40,6% da área, com produtividade média de 82,7 quintais por hectare. Com esse desempenho, a Bolsa de Buenos Aires manteve sua estimativa de produção em 64 milhões de toneladas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

China compra, mas não sustenta preços da soja


O mercado internacional da soja encerrou a quinta-feira em queda, pressionado por fatores climáticos favoráveis nos Estados Unidos, pela ausência de maior força compradora da China e pelo recuo de mercados relacionados, como o petróleo bruto. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago registraram perdas expressivas, refletindo um ambiente de maior cautela entre os participantes.

O contrato de soja para julho fechou em baixa de 2,12%, ou 24,50 cents por bushel, cotado a US$ 1129,50. A posição agosto recuou 2,22%, ou 25,75 cents por bushel, encerrando a US$ 1132,50. Entre os derivados, o farelo de soja para julho caiu 2,21%, ou US$ 7,10 por tonelada curta, para US$ 313,70. O óleo de soja para julho teve baixa mais intensa, de 3,07%, ou 2,42 cents por libra-peso, a US$ 76,29.

A pressão sobre as cotações esteve ligada ao avanço final do plantio norte-americano em condições consideradas favoráveis, o que reduziu parte do prêmio climático nos preços. O desempenho negativo do petróleo bruto também contribuiu para a queda, especialmente sobre o óleo de soja, que costuma acompanhar oscilações do mercado de energia.

O relatório semanal do USDA mostrou vendas líquidas combinadas de 519,90 mil toneladas, volume dentro das expectativas. As vendas da safra antiga 2025/2026 somaram 276,90 mil toneladas, elevando o acumulado do ciclo a 39,95 milhões de toneladas, queda de 17,68% em relação ao ano anterior. A China comprou 74,80 mil toneladas na semana e se aproximou da meta de 12 milhões de toneladas.

Apesar disso, o mercado segue atento à possibilidade de novas tarifas sobre parceiros comerciais, o que reacendeu temores de retaliações semelhantes às observadas no ano passado. Na América do Sul, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires manteve a projeção da safra argentina em 50,10 milhões de toneladas, com 91,7% da área colhida. No Brasil, o Ministério da Economia informou exportações de 14,9 milhões de toneladas em maio, alta de 5,1% sobre maio de 2025.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo recua com cancelamento nas exportações


O mercado internacional do trigo encerrou a quinta-feira com recuo nas principais bolsas, pressionado por novos dados ligados às exportações dos Estados Unidos e por ajustes nas expectativas de oferta global. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento negativo atingiu os contratos negociados em Chicago, Kansas, Minneapolis e Paris, embora a queda tenha sido menos intensa do que a observada em outros grãos.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do trigo brando SRW fechou em baixa de 0,94%, ou 5,50 cents por bushel, cotado a US$ 581,75. Para setembro, o recuo foi de 0,92%, também equivalente a 5,50 cents por bushel, com fechamento a US$ 595,25. Em Kansas, o trigo duro HRW para julho caiu 0,60%, ou 3,75 cents por bushel, para US$ 620,25. Já em Minneapolis, o trigo HRS de julho teve desvalorização de 0,84%, ou 5,25 cents por bushel, encerrando a US$ 621,00.

Na Europa, a cotação de setembro do trigo para moagem na Euronext de Paris também terminou em queda. O contrato recuou 0,74%, ou € 1,50, para € 201,25. O desempenho reforçou o tom negativo do dia para o cereal, em meio à leitura do mercado sobre os fundamentos de oferta e demanda.

O principal fator de pressão veio do relatório do USDA, que apontou cancelamento líquido de 642,20 mil toneladas da safra antiga. O dado surpreendeu negativamente os operadores e, segundo a análise, impediu que os Estados Unidos alcançassem a meta de exportação de 24,77 milhões de toneladas no ciclo encerrado em 31 de maio. Por outro lado, as vendas da nova safra 2026/2027 apresentaram desempenho considerado robusto, somando 838,50 mil toneladas.

No cenário global, a consultoria IKAR elevou a estimativa para a safra russa de trigo, projetando produção total de 91,50 milhões de toneladas. Na Argentina, o plantio da safra 2026/2027 avançou para 32,4% dos 6,50 milhões de hectares previstos, favorecido pela boa umidade do solo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo dispara na Argentina e surpreende o mercado



O ritmo atual supera o máximo da curva histórica


O ritmo atual supera o máximo da curva histórica
O ritmo atual supera o máximo da curva histórica – Foto: Pixabay

A implantação do trigo na Argentina avança em ritmo acelerado e já Cobre quase um terço da área prevista para a nova safra, em um cenário favorecido pela boa disponibilidade de água no solo. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a semeadura do ciclo 2026/27 atingiu 32,4% dos 6,5 milhões de hectares projetados, após avanço semanal de 18,2 pontos percentuais.

O ritmo atual supera o máximo da curva histórica acompanhada pela entidade e está 12,4 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, além de ficar 8,8 pontos acima do registrado no ciclo anterior. Os trabalhos se concentram principalmente no NEA, no Centro-Norte de Córdoba e no Núcleo Norte, regiões que apresentaram progressos entre 27 e 41 pontos percentuais na última semana. No sudoeste agrícola, a semeadura também chama atenção por superar 20% da área nesta altura do ano pelo segundo ciclo consecutivo.

Na soja, a colheita alcançou 91,7% da área apta em nível nacional, com avanço semanal de 7 pontos percentuais. O trabalho mantém vantagem de 11 pontos em relação à campanha passada e de 7,4 pontos frente à média dos últimos cinco ciclos. O rendimento médio nacional está em 32 quintais por hectare, 2% acima da média das cinco melhores campanhas da série PAS, configurando o segundo melhor registro histórico. A projeção de produção foi mantida em 50,1 milhões de toneladas.

A colheita do milho com destino a grão comercial chegou a 40,6% da área apta, com rendimento médio de 82,7 quintais por hectare. Os melhores resultados aparecem no Núcleo Norte, Núcleo Sul e Norte de La Pampa-Oeste de Buenos Aires, com médias entre 94 e 100 quintais por hectare. A projeção segue em 64 milhões de toneladas. No sorgo granífero, a colheita avançou 14,5 pontos percentuais em duas semanas e chegou a 49% da área apta, com rendimento médio de 44,6 quintais por hectare.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de algodão surpreende em maio


As exportações brasileiras de algodão bateram recorde histórico para maio, com 291,2 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 449,6 milhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior, do MDIC, analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de algodão.

Com o resultado, o acumulado da temporada julho de 2025 a maio de 2026 chegou a 3,129 milhões de toneladas, marca inédita para o setor. Mesmo abaixo de abril, quando foram exportadas 370,4 mil toneladas, as vendas externas cresceram 51,5% em volume e 45,3% em receita sobre maio de 2025.

Segundo a Anea, a queda mensal reflete a sazonalidade típica dos embarques, enquanto o ritmo da temporada segue forte. Em maio, o algodão respondeu por 1,41% das exportações brasileiras e foi o terceiro produto agropecuário mais exportado. “Já passamos de 3 milhões de toneladas no acumulado de julho de 2025 a maio de 2026. É mais um mês com recorde mensal, já temos o maior segundo trimestre da história e ainda falta junho. O Brasil se consolidou como fornecedor de 12 meses, e os exportadores estão fazendo um trabalho excelente, mesmo diante das questões geopolíticas atuais. O algodão brasileiro segue avançando”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs.

Entre os destinos, Bangladesh liderou as compras em maio, com 21,1% dos embarques, seguido por Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão concentraram 40% das exportações do mês. A China recuou para 9,6% em maio, após ter respondido por cerca de um terço das vendas da temporada. A Índia também reduziu participação, de 11% em abril para 6,3%, em razão do fim da isenção de impostos para importação de algodão.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Grãos abrem com pressão climática e fundos


Os mercados de grãos abriram esta sexta-feira com movimentos mistos, em meio à pressão das condições climáticas favoráveis e à atuação dos fundos de investimento. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário inicial desta sexta-feira, 5 de junho, mostra trigo com leves altas em Chicago, soja próxima da estabilidade e milho novamente pressionado.

No trigo, os contratos em Chicago registravam avanço moderado nas posições mais curtas, com julho a US$ 584,25, alta de 2,50 pontos, e dezembro a US$ 615,00, ganho de 1,50 ponto. A colheita no Kansas chegou ao décimo segundo dia consecutivo, fator que limita a sustentação dos preços antes da ampliação dos trabalhos no restante do Hemisfério Norte. A perspectiva de uma safra russa acima de 90 milhões de toneladas, conforme estimativas privadas, também mantém pressão baixista no mercado internacional, especialmente pela expectativa de oferta abundante na região do Mar Negro.

Na soja, julho operava a US$ 1.129,00, baixa de 0,50 ponto, enquanto maio de 2027 avançava 3,00 pontos, a US$ 1.172,50. O farelo e o óleo de soja tinham leves ganhos, mas o complexo segue afetado pela liquidação de posições compradas por fundos. A primeira semana de junho terminou com quedas nos mercados de grãos e oleaginosas nos Estados Unidos e na Europa, em um ambiente de clima favorável nas principais regiões agrícolas. Nos Estados Unidos, as previsões indicam temperaturas moderadas e chuvas oportunas para milho e soja no Cinturão do Milho. A proposta norte-americana de tarifa de 15% sobre produtos chineses aumentou a preocupação com eventual redução das compras chinesas de soja dos EUA.

O milho também abriu em baixa, com julho a US$ 420,75, queda de 3,75 pontos, e dezembro a US$ 448,50, recuo de 3,25 pontos. A boa umidade no cinturão soja e milho dos EUA, a liquidação de contratos por fundos e a falta de notícias mais positivas sobre demanda externa sustentam o viés negativo. Entre os indicadores, o dólar no Brasil subia 1,28%, a R$ 5,1100, enquanto o petróleo WTI recuava 0,12%.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Saúde intestinal ganha peso nas granjas



Outro ponto de atenção é o equilíbrio da microbiota intestinal


Outro ponto de atenção é o equilíbrio da microbiota intestinal
Outro ponto de atenção é o equilíbrio da microbiota intestinal – Foto: Divulgação

O controle sanitário na avicultura depende de atenção integrada à alimentação, ao ambiente e à saúde intestinal das aves. A presença de Salmonella nas granjas pode estar ligada a falhas de rotina, como caminhões de ração mal higienizados, excesso de umidade na cama e desequilíbrios na microbiota intestinal.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a bactéria está entre as principais causas de condenação de carcaças no país. Além do risco sanitário, a multiplicação de microrganismos com potencial patogênico pode afetar o desempenho produtivo e gerar impactos na comercialização internacional do produto final, conforme avaliação da médica-veterinária Mariana Rosetti, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

Nesse contexto, falhas na limpeza, desinfecção e manejo favorecem a multiplicação de bactérias no ambiente. Já a ração pode se tornar uma via de transmissão quando matérias-primas e equipamentos não recebem os cuidados necessários, aumentando a pressão de infecção sobre os animais.

Outro ponto de atenção é o equilíbrio da microbiota intestinal. Um intestino saudável auxilia na digestão, na absorção de nutrientes e na proteção contra patógenos. Quando esse equilíbrio é afetado, as aves ficam mais vulneráveis à multiplicação bacteriana.

Para reduzir esses riscos, soluções de suporte intestinal e controle da carga microbiana atuam de forma preventiva. O ProPhorce PH101, desenvolvido pela Perstorp e disponível no país com a MCassab, combina ácidos orgânicos e óleo essencial para atuar na ração e no trato digestório das aves.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Poder de compra do avicultor de postura paulista recua pelo 2º mês consecutivo



Intensidade da queda, porém, foi distinta entre os insumos


Foto: Divulgação

Em maio, o poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou pelo segundo mês consecutivo, apontam dados do Cepea. A intensidade da queda, porém, foi distinta entre os insumos, sendo mais forte em relação ao farelo de soja do que ao milho.

De acordo com dados do Cepea, considerando-se o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, em maio, o avicultor paulista pôde adquirir 133,86 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos e 153,53 quilos com a venda de uma caixa do produto vermelho, volumes 0,9% e 0,1% inferiores, respectivamente, frente aos do mês anterior.

Já frente ao farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP), na mesma comparação, o produtor conseguiu adquirir 85,25 quilos do derivado com a venda de uma caixa do produto branco, ou 97,78 quilos com a venda de uma caixa do vermelho, quedas de 2,7% e de 1,9%, respectivamente, frente a abril.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Arroba e carne se desvalorizam em maio; preço do bezerro sobe



Valores da arroba do boi gordo atravessaram o mês de maio com relativa volatilidade


Foto: Pixabay

Os valores da arroba do boi gordo atravessaram o mês de maio com relativa volatilidade, mas, no geral, as quedas prevaleceram. Segundo pesquisadores do Cepea, por um lado, a maior disponibilidade de animais terminados em algumas regiões exerceu pressão sobre as cotações em determinados momentos. Por outro, a firme demanda internacional pela carne bovina brasileira sustentou os valores da arroba em outros períodos.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no segmento de reposição, os valores dos bezerros avançaram no mês, o que se deve à expectativa positiva dos pecuaristas em relação ao ciclo pecuário. O movimento também foi influenciado pela oferta mais restrita desses animais.

Já no mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, segundo pesquisadores do Cepea, o cenário foi de queda no acumulado do mês, com a carcaça casada bovina apresentando desvalorização.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Entenda como o PIB Verde pode transformar o agro brasileiro


No Dia Mundial do Meio Ambiente, o debate sobre o chamado PIB Verde avança no Brasil, impulsionado pela restauração florestal, pelos mercados de carbono e pela bioeconomia. Estudos apontam potencial de R$ 776 bilhões em movimentação econômica e geração de até 2,5 milhões de empregos, em um cenário que reposiciona os ativos ambientais como parte da estratégia de crescimento do país.

A economia da natureza começa a ocupar espaço nos debates sobre competitividade, desenvolvimento regional e geração de renda. O movimento é puxado pela valorização de ativos ambientais, pela expansão dos mercados de carbono e pelo avanço de modelos produtivos de baixo carbono.

Estudos do Fórum Econômico Mundial estimam que a transição para uma economia positiva para a natureza pode movimentar US$ 10,1 trilhões por ano e gerar cerca de 395 milhões de empregos no mundo até 2030. No Brasil, a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura avalia que o país tem condições de liderar esse novo ciclo econômico, com base no fortalecimento do chamado PIB Verde.

O conceito considera a geração de riqueza associada à conservação ambiental, aos serviços ecossistêmicos e à produção de baixo carbono, com impactos diretos para pessoas, territórios e economias locais.

“A natureza não é apenas patrimônio ambiental, mas também representa uma infraestrutura econômica e social, essencial para o bem-estar das pessoas. Neste cenário, o Brasil reúne ativos estratégicos para liderar a nova economia verde: grande disponibilidade de recursos naturais, matriz energética relativamente limpa, produção agropecuária robusta e diversa, e crescente capacidade técnica em soluções baseadas na natureza”, afirma Karen Oliveira, cofacilitadora da Coalizão Brasil.

A restauração florestal deixou de ser tratada apenas como ação ambiental e passou a entrar na agenda de fundos de investimento, bancos de desenvolvimento e empresas. A lógica é transformar áreas degradadas em ativos naturais de alto valor, com capacidade de gerar renda, remover carbono da atmosfera e criar empregos verdes.

Um estudo da Coalizão Brasil e de organizações parceiras mostrou que a restauração de ecossistemas pode gerar até 2,5 milhões de empregos diretos no país até 2030, além de atrair capital de longo prazo.

No Cerrado, iniciativas apoiadas pela Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial, buscam restaurar 280 mil hectares de terras degradadas. O projeto tem potencial para gerar 1.800 empregos verdes, sendo 800 deles diretos em manejo sustentável, beneficiando regiões rurais onde as oportunidades são mais escassas.

A relevância econômica das florestas também aparece em escala global. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o setor florestal emprega diretamente cerca de 42 milhões de pessoas e movimenta bilhões de dólares em produtos que vão além da madeira, como alimentos e medicamentos.

O efeito multiplicador amplia esse impacto: de acordo com a FAO, para cada 100 empregos criados no setor florestal, outros 73 são gerados na economia em geral, em áreas como construção, energia e turismo.

Nesse contexto, a preservação e o manejo sustentável das florestas passam a ser também uma estratégia econômica. Ao desbloquear o valor dos ativos naturais, o país pode criar caminhos de prosperidade que conciliem proteção ambiental, trabalho digno e inclusão produtiva.

No agronegócio, a sustentabilidade também ganha peso nas relações comerciais. O acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória no início de maio, é apontado como exemplo recente de como critérios ambientais deixaram de ser apenas diferencial competitivo.

A tendência global é exigir rastreabilidade das cadeias produtivas e comprovação de que a produção está dissociada do desmatamento. Para o setor agropecuário brasileiro, isso representa uma oportunidade de ampliar mercados, mas também impõe a necessidade de adaptação, governança e comprovação de práticas sustentáveis.

 





Source link