sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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El Niño volta ao radar do arroz



Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo


Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo
Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo – Foto: Pixabay

O clima voltou a ocupar espaço central nas discussões do agronegócio, especialmente em cadeias produtivas sensíveis às mudanças no regime de chuvas e temperatura. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, ao tratar dos possíveis efeitos de um novo ciclo de El Niño sobre o mercado de arroz.

Segundo os últimos relatórios climáticos citados na análise, há indicação de possibilidade de formação do fenômeno El Niño no ciclo 2026/27. Apesar disso, o cenário ainda não está definido, já que os principais centros de monitoramento do mundo trabalham com diferentes hipóteses para os próximos meses.

Para o setor arrozeiro, a discussão vai além da previsão do tempo. A eventual confirmação do fenômeno pode ter reflexos sobre diferentes etapas da cadeia, da produção no campo à comercialização. Entre os pontos de atenção estão possíveis impactos na produtividade, na qualidade dos grãos, na logística, nos custos operacionais e no comportamento dos preços no mercado internacional.

No conteúdo apresentado no Pampa Gaúcho, Cardoso destaca que os alertas climáticos recentes precisam ser analisados com cautela por produtores, indústrias e demais agentes da cadeia do arroz. A ideia central é que, mais do que tentar antecipar com precisão o que ocorrerá, o setor deve compreender os riscos envolvidos, identificar oportunidades e se preparar para diferentes cenários.

A orientação reforça a importância do planejamento em um ambiente de incerteza climática. Em situações como essa, a preparação tende a ser decisiva para reduzir perdas, proteger margens e melhorar a capacidade de resposta diante de eventuais mudanças nas condições de mercado.


 





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Exportações de carne suína crescem 9% em maio


As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 129,4 mil toneladas em maio, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado é o maior já registrado para um mês de maio e supera em 9% o volume embarcado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 118,8 mil toneladas.

A receita das exportações alcançou US$ 302,1 milhões, também o melhor desempenho já registrado para meses de maio, resultado 3,8% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, com US$ 291,2 milhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, os embarques brasileiros de carne suína chegaram a 661,7 mil toneladas, número 13,1% maior em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 584,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento acumulado alcança 11,9%, com US$ 1,546 bilhão entre janeiro e maio deste ano, frente aos US$ 1,382 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne suína em maio, as Filipinas permaneceram na liderança, com 27,2 mil toneladas embarcadas, volume 3,8% inferior ao registrado em maio de 2025. Em seguida aparecem Japão, com 15,2 mil toneladas (+83,2%), Chile, com 10,9 mil toneladas (-0,1%), China, com 8,9 mil toneladas (-25,9%), México, com 8,6 mil toneladas (+20,4%), Hong Kong, com 8,2 mil toneladas (+13,8%), Argentina, com 5,8 mil toneladas (+13,7%), Uruguai, com 4,7 mil toneladas (+0,3%), Vietnã, com 4,6 mil toneladas (-14,2%) e Singapura, com 4,1 mil toneladas (-50,5%).

No desempenho por estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio (+4,9%), seguida por Rio Grande do Sul, com 32,7 mil toneladas (+19,5%), Paraná, com 18,3 mil toneladas (-4,8%), Mato Grosso, com 4,6 mil toneladas (+52,4%) e Minas Gerais, com 3,7 mil toneladas (+26,5%).

“Os embarques de carne seguem sustentados graças à diversificação de destinos do setor. Observamos expansão relevante em mercados estratégicos de valor agregado, como o Japão, e diversos outros com volumes menores como Geórgia, Costa do Marfim, Coreia do Sul e outros que, somados, influenciaram positivamente o resultado do mês. O fato de registrarmos o melhor mês de maio da história para as exportações de carne suína reforça a solidez da demanda internacional e projeta um ano extremamente positivo para a suinocultura brasileira, com potencial para alcançar novos recordes em volume e receita”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin





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Nutrição influencia desenvolvimento das raízes



Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas


Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas
Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas – Foto: Canva

O desenvolvimento das raízes depende de processos fisiológicos que começam antes da resposta visível da lavoura na parte aérea. Segundo Braitner L. Andrade, estrategista de desenvolvimento de mercado, a produção natural de auxina pela planta está diretamente ligada à presença de triptofano, aminoácido essencial para a formação do ácido indol-3-acético, conhecido como AIA, principal auxina vegetal.

Na prática, isso significa que a auxina não depende apenas de aplicações externas ou de produtos em frasco. Ela é fabricada pela própria planta, desde que existam condições metabólicas para essa síntese. Entre os componentes envolvidos nesse processo, o triptofano ocupa papel central, embora ainda seja pouco lembrado nas discussões de campo sobre crescimento radicular.

Quando se fala em raízes, é comum associar o tema ao fósforo. Em alguns casos, o zinco também entra na análise. No entanto, a formação de raízes laterais, pelos radiculares e a ampliação da capacidade de exploração do solo estão ligadas à disponibilidade de auxina produzida internamente. Sem triptofano suficiente, a planta tende a ter maior dificuldade para produzir auxina em níveis adequados, o que pode limitar a absorção de água e nutrientes.

Essa rota também se conecta à nutrição nitrogenada. A disponibilidade de nitrogênio influencia a síntese de aminoácidos, entre eles o triptofano. Com isso, o nitrogênio disponível pode favorecer a produção de triptofano, que alimenta a rota de auxina e contribui para maior desenvolvimento radicular. O efeito esperado é um sistema mais eficiente na exploração do solo e no aproveitamento nutricional.

O zinco também aparece como elemento relevante nesse processo. Deficiências desse micronutriente são associadas à menor produção de triptofano e à redução da síntese endógena de auxinas. Por isso, alterações no crescimento das raízes podem surgir antes mesmo de sintomas mais evidentes nas folhas, com menor ramificação, crescimento reduzido e menor capacidade de buscar água e nutrientes.

 





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Feira agrícola adota gestão de resíduos



Os resíduos serão separados por fluxo


Os resíduos serão separados por fluxo
Os resíduos serão separados por fluxo – Foto: Divulgação

A gestão ambiental em grandes eventos do agronegócio ganha reforço com a adoção de medidas voltadas à separação, coleta e destinação correta de resíduos. A iniciativa busca reduzir impactos durante todas as etapas de operação, da montagem à desmontagem, com controle técnico e rastreabilidade dos materiais gerados.

A 20ª edição da Bahia Farm Show, realizada de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, terá pela primeira vez um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. A ação terá caráter permanente e prevê a destinação adequada de até 500 toneladas de resíduos sólidos produzidos antes, durante e depois da feira.

O plano foi elaborado pela DX Ambiental e assinado por engenheiro sanitarista e ambiental. A medida envolve mais de 550 expositores e suas montadoras, que deverão seguir regras de segregação na fonte. Durante os dias do evento, equipes farão coletas duas vezes ao dia, às 11h e às 18h, em áreas como praça de alimentação, estandes e espaços de circulação.

Os resíduos serão separados por fluxo, incluindo recicláveis, materiais de construção e demolição, orgânicos, rejeitos e resíduos perigosos. Também haverá pontos de coleta identificados por cores, área exclusiva para armazenamento temporário e documentação oficial para comprovar a destinação final. Garrafas PET e tampinhas plásticas coletadas no complexo serão doadas integralmente ao Instituto do Câncer do Oeste da Bahia.

Segundo a organização, haverá vistorias periódicas em estandes e áreas comuns. Expositores e montadoras que não cumprirem as normas estarão sujeitos a penalidades progressivas. Ao fim do evento, os dados de pesagem, reciclagem, compostagem e aterro serão reunidos no Relatório ESG da Bahia Farm Show 2026, com base em documentos como MTR e CDF.

 





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Projeto transforma resíduos têxteis em bolsas


Iniciativa transforma resíduos têxteis em bolsas produzidas por mulheres da comunidade de Uberaba, unindo sustentabilidade, capacitação e geração de renda

O Ubyciclo, projeto desenvolvido com apoio do Grupo UbyAgro, realizou em 2025 sua primeira turma de capacitação em Uberaba. A iniciativa reaproveita uniformes que seriam descartados e transforma resíduos têxteis em bolsas produzidas por mulheres da comunidade, com foco em sustentabilidade, geração de renda e inclusão social.

Ubyciclo vai além da capacitação técnica

O projeto vai além da formação técnica em costura. Durante a trilha de capacitação, as participantes desenvolvem habilidades ligadas ao empreendedorismo, autoconhecimento e gestão do próprio negócio.

Segundo a entrevistada, as mulheres aprendem sobre finanças, vendas, marketing, redes sociais e habilidades práticas de reaproveitamento têxtil. Após a formação, elas têm a oportunidade de produzir peças sustentáveis com tecido reciclado, oriundo dos uniformes reaproveitados do Grupo UbyAgro.

“O mais importante é que o projeto fortalece a autoestima, a autonomia e a perspectiva de futuro dessas mulheres”, afirmou.

Sustentabilidade no agro envolve impacto ambiental e social

Na avaliação da entrevistada, a sustentabilidade no agronegócio precisa ser vista de forma mais ampla, envolvendo impacto ambiental, social e econômico. No caso do Ubyciclo, resíduos que seriam descartados passam a ser convertidos em oportunidade de trabalho, renda e inclusão.

“A sustentabilidade no agro precisa ser vista de forma mais ampla, envolvendo impacto ambiental, social e econômico. No Ubyciclo, mostramos que resíduos podem se transformar em oportunidades, renda e inclusão social”, declarou.

A iniciativa também amplia a visão de responsabilidade ambiental dentro do agronegócio. Ao reaproveitar uniformes, o projeto reduz resíduos têxteis e, ao mesmo tempo, gera impacto positivo na vida das participantes.

Primeira turma capacitou 13 mulheres em Uberaba

Em 2025, o Ubyciclo realizou sua primeira turma com 13 mulheres da comunidade. A iniciativa contou com o apoio de 17 mentoras e voluntárias do Grupo UbyAgro e somou mais de 60 horas de capacitação.

Além da formação, o projeto reaproveitou mais de 500 quilos de resíduos têxteis, reduzindo o descarte e promovendo economia circular. A turma também registrou NPS de 100%, indicador apresentado como reflexo da satisfação das participantes.

Hoje, os produtos confeccionados fazem parte da loja do Ubyciclo, transformando resíduos em bolsas sustentáveis carregadas de propósito e impacto social.

Projeto fortalece protagonismo feminino

O Ubyciclo também busca fortalecer o protagonismo feminino. Segundo a entrevistada, o projeto cria oportunidades reais para que mulheres desenvolvam autonomia financeira, confiança e voz ativa dentro de suas comunidades.

Muitas participantes, conforme o relato, chegaram inseguras e desacreditadas do próprio potencial. Ao longo da jornada, passaram a enxergar novas possibilidades para suas vidas.

“O que mais me marcou foi a transformação emocional e o brilho nos olhos das participantes ao perceberem o próprio potencial e o potencial de fazer parte daquele projeto”, afirmou a entrevistada.

As pesquisas de satisfação também indicaram esse impacto. Uma das alunas relatou que o Ubyciclo foi “um divisor de águas” em sua vida. Outra destacou a oportunidade, a convivência e o aprendizado proporcionados pelo projeto.

Para a entrevistada, esse resultado mostra que o impacto vai além da costura ou da geração de renda. “Ele também alcança a autoestima, o pertencimento e a esperança”, declarou.

Empresas do agro podem se inspirar no modelo

O Ubyciclo nasceu como um projeto piloto, mas já foi estruturado com potencial de expansão. A proposta é ampliar o número de mulheres impactadas, formar novas turmas de capacitação e criar mais oportunidades de geração de renda por meio da economia circular.

A entrevistada também destacou que o projeto está sendo preparado para inserção em leis federais de incentivo, o que pode permitir a busca por patrocinadores e empresas parceiras interessadas em investir em iniciativas de impacto social. “Com certeza, o Ubyciclo mostra que é possível unir sustentabilidade, impacto social e propósito de forma prática e viável dentro das empresas”, afirmou.

 





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Safra de arroz confirma alta produtividade no RS



Arroz fecha ciclo com queda no preço da saca



Foto: Divulgação

A colheita do arroz foi concluída no Rio Grande do Sul, confirmando os elevados índices de produtividade e a qualidade dos grãos obtidos na safra 2025/26. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar. Apesar do desempenho registrado no campo, o cenário pós-colheita segue desafiador para os produtores devido aos preços praticados abaixo dos custos de produção e às dificuldades de comercialização provocadas pela elevada oferta do cereal. A área cultivada no Estado alcançou 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a liquidez reduzida do mercado tem limitado o poder de negociação dos rizicultores. Ao mesmo tempo, a valorização de insumos considerados estratégicos, especialmente os fertilizantes, tem deteriorado a relação de troca e aumentado a cautela dos produtores em relação aos investimentos para a próxima safra. Na região administrativa da entidade em Bagé, os agricultores de São Borja aproveitam o período de tempo seco para intensificar os trabalhos de preparo das áreas destinadas ao próximo ciclo produtivo. Em São Gabriel, parte das áreas colhidas está sendo utilizada para pastejo animal, enquanto outras recebem a implantação de azevém como estratégia de integração entre lavoura e pecuária.

No mercado, o valor médio da saca de 50 quilos apresentou nova retração. Conforme levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar, a cotação média caiu 0,95% em comparação à semana anterior, passando de R$ 58,66 para R$ 58,10.





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Resseguro ganha protagonismo no agro diante da escalada do risco climático e da pressão sobre o crédito rural


Com perdas bilionárias provocadas por eventos extremos, mecanismo se consolida como peça-chave para garantir estabilidade ao seguro rural, proteger produtores e sustentar o financiamento do agronegócio brasileiro

O agronegócio brasileiro vive um paradoxo. Ao mesmo tempo em que sustenta parte relevante do crescimento econômico do país, também se tornou um dos setores mais expostos à volatilidade climática, às oscilações geopolíticas e ao aumento da imprevisibilidade financeira. Secas prolongadas, excesso de chuvas, ondas de calor, granizo e eventos extremos passaram a pressionar não apenas a produtividade no campo, mas também o acesso ao crédito, a estabilidade das cadeias produtivas e a segurança financeira de produtores e investidores.

Nesse cenário, o seguro rural ganhou protagonismo como instrumento de proteção econômica. Mas por trás dele existe uma estrutura menos visível, embora essencial para o funcionamento de toda a engrenagem: o resseguro.

Responsável por diluir riscos de grande escala e garantir capacidade financeira às seguradoras, o resseguro se tornou peça estratégica para a sustentabilidade do seguro rural no Brasil. Sem ele, a capacidade de cobertura diante de perdas severas seria significativamente menor, especialmente em um ambiente marcado pela intensificação dos eventos climáticos.

Na prática, o resseguro funciona como uma camada adicional de proteção para o sistema. Ao assumir parte dos riscos das seguradoras, ele permite que o mercado continue operando mesmo diante de sinistros de alta severidade ou de perdas concentradas em determinadas regiões agrícolas. Isso garante estabilidade não apenas para o produtor rural, mas para toda a cadeia de financiamento do agro.

A importância desse mecanismo cresce em um momento em que o crédito privado ganha espaço no financiamento agrícola brasileiro. Com a redução relativa da participação do crédito subsidiado e o avanço de instrumentos privados de financiamento, aumenta também a necessidade de mecanismos capazes de reduzir a percepção de risco sobre a atividade agropecuária.

Para bancos, fundos de investimento, tradings e demais agentes financeiros, o seguro rural passou a ser visto como um elemento de proteção patrimonial e previsibilidade operacional. E o resseguro é justamente o que dá sustentação financeira para que essas apólices existam em larga escala.

“O agronegócio brasileiro opera hoje em um ambiente de risco muito mais complexo do que há alguns anos. Eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a impactar diretamente produtividade, crédito e previsibilidade financeira no campo. Nesse contexto, o resseguro tem um papel estratégico porque é ele que garante capacidade ao sistema segurador para absorver perdas de grande escala e manter o seguro rural funcionando. Sem resseguro, o custo da proteção tende a aumentar e a capacidade de cobertura diminui justamente quando o produtor mais precisa”, afirma Rafaela Barreda, presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber).

Os dados mostram o tamanho desse desafio.  Um estudo do  Centro Internacional Celso Furtado (CICEF) informam que chuvas e secas extremas causam desastres, matam gente e provocam perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões por ano ao PIB brasileiro. Ao mesmo tempo, a área coberta pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural caiu para pouco mais de 3% em 2025. Isso reforça a importância de fortalecer mecanismos privados de proteção e ampliar a participação do resseguro como ferramenta de estabilidade para o agro e para o sistema financeiro.

Além da proteção individual ao produtor, o sistema ajuda a evitar efeitos em cascata na economia. Quebras de safra severas impactam renda, capacidade de pagamento, renegociação de dívidas, preços de alimentos, exportações e arrecadação. Em um setor altamente integrado ao PIB brasileiro e à balança comercial, a gestão de risco deixou de ser apenas uma preocupação operacional e passou a ocupar espaço estratégico na estabilidade econômica.

A pressão climática também mudou a lógica do mercado. Historicamente, o seguro rural no Brasil ainda possui baixa penetração quando comparado a mercados mais maduros, mas a sucessão de perdas nos últimos anos elevou a percepção de risco entre produtores e instituições financeiras. Ao mesmo tempo, ampliou o desafio técnico para seguradoras e resseguradoras, que passaram a revisar modelos atuariais, monitoramento climático e critérios de precificação.

Esse novo ambiente exige maior sofisticação na análise de risco e maior integração entre tecnologia, dados meteorológicos, inteligência territorial e instrumentos financeiros. O resseguro, nesse contexto, não atua apenas como suporte financeiro, mas como um agente que contribui para o amadurecimento da própria cultura de gestão de risco no agronegócio.

O debate ganha ainda mais relevância diante da crescente preocupação global com segurança alimentar e mudanças climáticas. O Brasil ocupa posição estratégica como fornecedor mundial de alimentos, fibras e energia renovável. Garantir mecanismos capazes de dar estabilidade à produção agrícola passou a ser também uma discussão sobre competitividade internacional.

Mais do que uma proteção contratual, o resseguro se consolida como um dos pilares invisíveis da resiliência do agro brasileiro. Em um ambiente marcado por imprevisibilidade climática e maior pressão sobre custos e produtividade, sua função deixa de ser apenas técnica e passa a ocupar um papel estrutural na sustentação econômica do campo.





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Índice global de alimentos fica estável em maio


O mercado internacional de alimentos mostrou estabilidade em maio, mesmo com alta nos cereais e no açúcar. O movimento foi compensado pela queda nos preços dos óleos vegetais e dos lácteos, enquanto as carnes ficaram praticamente inalteradas no mês.

Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Índice de Preços dos Alimentos da FAO ficou em 130,8 pontos em maio, recuo de 0,2 ponto, ou 0,2%, em relação ao dado revisado de abril. Na comparação anual, o indicador ficou 3,7 pontos acima do registrado um ano antes, alta de 2,9%. Ainda assim, permanece 29,4 pontos, ou 18%, abaixo do pico alcançado em março de 2022.

O principal destaque do mês foi o avanço dos cereais. O índice do grupo atingiu 114,3 pontos, alta de 2,9 pontos frente a abril e de 5,3 pontos, ou 4,9%, em relação a maio do ano passado. A elevação refletiu aumentos nos preços dos principais grãos acompanhados pela FAO.

O trigo subiu pelo quarto mês consecutivo, influenciado por expectativas de safras menores em importantes exportadores, incluindo os Estados Unidos, onde as condições do trigo de inverno estão entre as menos favoráveis em décadas. Custos mais altos com combustíveis e fertilizantes também reforçaram a pressão sobre as cotações globais.

No milho, os preços seguiram sustentados por maior demanda de importação em mercados relevantes, disponibilidade mais apertada no Brasil e nos Estados Unidos e preços mais firmes de energia, que ampliaram o suporte ligado à demanda por etanol. Sorgo e cevada também avançaram, refletindo os efeitos de mercados mais restritos para milho e trigo. O arroz teve alta de 2,7%, influenciado por preocupações climáticas e pela valorização do petróleo e derivados em países exportadores asiáticos.

Na direção oposta, o índice de óleos vegetais caiu para 185 pontos, retração de 4,6% no mês, a primeira desde o início de 2026. A queda foi puxada por óleo de palma e de soja, apesar das altas nos óleos de canola e girassol. O índice de carnes ficou em 130,5 pontos, com leve alta de 0,1%. Lácteos recuaram 0,5%, para 119,2 pontos. Já o açúcar avançou 7,5%, para 95,1 pontos, maior nível desde outubro de 2025.

 





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Mercado do boi gordo fecha semana estável


O mercado do boi gordo manteve estabilidade nas cotações em São Paulo nesta sexta-feira (5), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Segundo a consultoria, os preços permaneceram inalterados em relação à quarta-feira (3), véspera do feriado de Corpus Christi, refletindo um ambiente de negociações mais lentas e com menor movimentação por parte dos frigoríficos.

De acordo com a Scot Consultoria, o cenário foi marcado por poucas ofertas de compra de bovinos, mas sem aumento na disponibilidade de animais para abate. Parte das indústrias frigoríficas concedeu folga aos funcionários durante o feriado prolongado, enquanto outras optaram por aguardar o desempenho das vendas de carne antes de definir novas estratégias de compra.

As escalas de abate permaneceram, em média, para oito dias, indicando relativa estabilidade na programação das plantas frigoríficas.

No Pará, a situação também foi de estabilidade. Conforme a análise da Scot Consultoria, as cotações não registraram alterações nas três principais praças pecuárias do estado em comparação aos valores observados na quarta-feira (3).

Enquanto o mercado físico operava sem mudanças expressivas, as exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram forte desempenho em maio. Dados analisados pela Scot Consultoria apontam que o volume embarcado alcançou 261,9 mil toneladas no mês, com média diária de 13 mil toneladas, resultado 26,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 6,5 mil, avanço de 25,5% na comparação anual. Com isso, o volume total embarcado em maio ficou 20,2% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. O faturamento alcançou US$ 1,7 bilhão, crescimento de 50,2% em relação a maio de 2025.

Segundo a Scot Consultoria, tanto o volume exportado quanto a receita obtida representaram os maiores resultados já registrados para um mês de maio. Já o preço médio pago por tonelada foi o terceiro maior da série histórica e o mais elevado desde julho de 2022.





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Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos


A Aegro lançou o Compare Preços Premium, um painel de inteligência de preços de insumos agrícolas construído sobre 1,7 milhão de notas fiscais eletrônicas em 28 estados. 

Com atualização diária, o produto permite ao produtor comparar cada compra de insumo contra a distribuição real de preços da sua região: uma referência que, até agora, só o fornecedor tinha quando ligava para fechar o pedido.

O lançamento responde a um problema concreto. Os insumos respondem por 50% a 70% do custo de produção na lavoura de grãos, segundo dados da base Aegro. 

Em uma operação de 5.000 hectares com custo de R$ 5.000 por hectare, são R$ 25 milhões em insumos por safra. Cada 5% de diferença no preço de compra representa R$ 1,25 milhão. 

A única maneira do produtor brasileiro descobrir se fez uma boa negociação seria na conversa com o vizinho na cooperativa, semanas depois de o pedido já estar fechado.

O Compare Preços Premium muda esse jogo: antes da compra o produtor agora pode consultar e fazer melhores negociações.

A ferramenta já está disponível para clientes dos planos Premium do Aegro, e como funcionalidade adicional para os planos Lucratividade e Avançado.

O que o painel entrega

A compra do produtor aparece sobreposta à distribuição real de preços das fazendas da mesma região no mesmo mês: P25, média e P75 de transações registradas em NF-e. Quem está no P75 sabe quanto pagou acima da média, em reais, com produto e data identificados. É o número que faltava para levar à próxima conversa com o fornecedor.

O segundo eixo é temporal. O painel reúne cinco anos de histórico de sazonalidade, mês a mês, por produto e por região. O produtor que sempre comprou quando o representante aparecia passa a saber em qual janela do ano o preço fica abaixo da média histórica. A compra deixa de ser reativa e passa a ter calendário.

O terceiro eixo converte parcelamentos. Um “30/60/90 sem juros” costuma embutir entre 25% e 30% ao ano. O painel torna esse custo explícito antes de o produtor assinar o pedido.

Por que o dado é diferente

A origem do dado é o que diferencia o Compare Preços Premium das alternativas disponíveis. Cada entrada na base é uma transação registrada em nota fiscal eletrônica: não estimativa, não pesquisa de intenção, não preço sugerido por fornecedor. O registro é fiscal, do mesmo tipo que o produtor emite quando vende a produção, agora usado para mostrar o que outras fazendas da região pagaram na compra de insumos.

As alternativas que o produtor usa hoje cobrem outro ângulo. Cotações com fornecedores mostram o preço de quem quer vender. Boletins do CEPEA e da CONAB são referência para o preço de venda da produção, não de compra de insumo. A conversa com o vizinho chega tarde e sem como verificar. O Compare Preços gratuito da Aegro exige garimpo manual nota por nota para qualquer conclusão. Nenhuma dessas fontes entrega, no momento da negociação, o que o mercado de fato pagou.

Para Maurício Schneider, CEO da Aegro, o lançamento marca uma expansão de modelo no negócio: de SaaS, a venda de software de gestão, para DaaS, a entrega de inteligência de dados.

“Terra e clima são variáveis, e dado também é. A diferença é que dado você analisa. O modelo SaaS entregou ferramentas. O DaaS entrega inteligência: o número certo, conectado à sua operação, antes do problema aparecer. Dado não é relatório. É o que transforma resultado no preço de venda, no custo por saca, na hora certa de comprar o insumo. Quem não analisa, pode perder oportunidades de crescimento.”

Mauricio Schneider, CEO da Aegro

Compare Preços Premium: negocie melhor com o preço do mercado real.

Agende uma demonstração para conhecer o Compare Preços Premium.

 





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