terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

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Comercialização de soja em MT passa de 63%: vender agora ou esperar?



Produtor mantém cautela diante da pressão nos preços



Foto: Divulgação

A comercialização da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso superou metade da produção prevista e alcançou 63,31% em março de 2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 6,73 pontos percentuais em relação ao relatório anterior e de 8,34 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar da evolução nas vendas, o ritmo de negociação segue moderado. Segundo o Imea, a volatilidade dos preços continua sendo um dos principais fatores a limitar novos negócios no estado. Parte expressiva do volume já comercializado está ligada a contratos fechados anteriormente, em um contexto mais favorável ao produtor.

A leitura do mercado indica que os sojicultores têm adotado uma postura mais cautelosa diante do atual cenário. Com preços considerados pouco atrativos para novas fixações, muitos produtores optam por segurar a comercialização e acompanhar os movimentos do mercado antes de avançar com novas negociações.

Em março, o preço médio da saca de soja em Mato Grosso ficou em R$ 105,54, o que representa queda de 1,53% frente a fevereiro. De acordo com a análise divulgada, o recuo foi influenciado pelo cenário geopolítico do período, que pressionou as cotações e reduziu o apetite por novas vendas.

O comportamento mais conservador também aparece nas negociações da próxima temporada. Para a safra 2026/27, a comercialização atingiu 7,31% da produção esperada, com avanço mensal de 3,35 pontos percentuais. Os negócios registrados para esse ciclo ocorreram a um preço médio de R$ 108,36 por saca.

O cenário reforça que, mesmo com boa parte da safra atual já comprometida, o produtor mato-grossense segue atento às oscilações do mercado antes de ampliar a comercialização. 





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Primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens é anunciada


A Embrapa e a Unipasto anunciaram o lançamento da BRS Carinás, primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens, nesta semana. A nova variedade é indicada para o bioma Cerrado e apresenta produção de até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com destaque para a elevada produção de folhas e adaptação a sistemas integrados.

Entre as características, a cultivar apresenta baixa exigência em fertilidade do solo, com tolerância a ambientes ácidos e com baixos níveis de fósforo, além de maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área em comparação à cultivar Basilisk. Esses fatores ampliam o potencial de uso em sistemas de produção pecuária.

“É uma excelente alternativa para diversificar áreas hoje ocupadas pela cultivar Basilisk, também conhecida como ‘braquiarinha’. A Carinás se adapta bem ao período seco do ano e pode ser usada estrategicamente, como no planejamento de ser vedada no fim do verão e reservada para uso na época da seca”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Sanzio Barrios.

A cultivar também pode ser utilizada em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com produção de palhada e forragem destinada ao pastejo na entressafra. Segundo as instituições, o material não interfere na produtividade de culturas anuais, o que amplia sua aplicação em sistemas integrados.

Até então, a Basilisk era a única cultivar disponível da espécie Brachiaria decumbens no mercado brasileiro, tendo sido introduzida no país na década de 1960. A nova cultivar amplia as opções para produtores que utilizam essa espécie forrageira.

Em comparação com a Basilisk, a BRS Carinás apresenta maior desempenho produtivo. “Quando vedada para uso no período seco, a BRS Carinás oferece 40% a mais de massa de forragem em relação à cultivar Basilisk, da qual a maior parte [53%] é material vivo [folhas e hastes]”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Allan Kardec Ramos.

Testes indicaram que a cultivar não apresentou acamamento, mesmo em áreas vedadas ou sob crescimento livre, característica relevante para materiais com maior porte e produção de forragem. Esse comportamento contribui para a manutenção da qualidade e facilidade de manejo.

Em relação à tolerância ao encharcamento, ensaios iniciais mostraram desempenho semelhante ao de outras cultivares amplamente utilizadas, com novos testes previstos em condições de solos mal drenados para ampliar a avaliação agronômica.

Em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária, a BRS Carinás demonstrou compatibilidade com culturas anuais, sem competição significativa, conforme testes realizados em consórcio com milho, o que reforça seu potencial de uso em sistemas produtivos diversificados.

As sementes da nova cultivar serão disponibilizadas por meio dos associados da Unipasto, com oferta prevista já no início do segundo semestre, permitindo a adoção pelos produtores no primeiro ano após o lançamento.





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Calor deve marcar fim de abril no Brasil


A segunda quinzena de abril deve ser marcada por temperaturas acima da média em grande parte do Brasil, segundo informações do Meteored. A previsão indica que episódios de frio mais intenso ainda devem demorar a ocorrer, com a atuação de uma área de calor persistente no país.

Na primeira metade do mês, entre os dias 1º e 13 de abril, as temperaturas se mantiveram próximas da média, com registro pontual de frio e ocorrência de geada na Serra Catarinense. As mínimas ficaram entre a média e ligeiramente acima na maior parte do território, enquanto as máximas apresentaram comportamento inverso, ficando um pouco abaixo da média.

Para o período entre 20 de abril e 4 de maio, o modelo ECMWF, utilizado pela Meteored, projeta temperaturas acima da média em todo o país, com anomalias que podem chegar a 6°C. “A previsão para a segunda quinzena de abril indica uma bolha de calor persistente e temperaturas essencialmente acima da média”, informa a análise.

A tendência aponta que apenas na virada do mês há sinal de temperaturas dentro da média no Rio Grande do Sul, o que pode indicar a atuação de uma massa de ar frio, ainda que sem intensidade suficiente para alterar o padrão predominante.

De acordo com o modelo, a área mais afetada pelo calor deve abranger o norte da Região Sul, a metade leste do Centro-Oeste e grande parte do Sudeste, com anomalias entre 3°C e 6°C acima da média. O restante do país também deve registrar temperaturas elevadas, variando entre 1°C e 3°C acima dos valores habituais.

Esse padrão tende a se manter nas próximas semanas, com expansão da área de calor entre os dias 27 de abril e 4 de maio. Em contrapartida, algumas regiões devem apresentar temperaturas próximas ou abaixo da média em períodos específicos, como a metade sul da Região Norte e o litoral do Nordeste.

A previsão indica que o comportamento das temperaturas está associado à distribuição das chuvas. A tendência é de redução das precipitações no centro-leste do país, abrangendo áreas do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.

Segundo a análise, a atuação de um sistema de alta pressão deve inibir a formação de chuvas, favorecendo o aquecimento. Já regiões com previsão de chuva acima da média tendem a registrar temperaturas mais próximas ou abaixo dos padrões climatológicos.

Apesar do predomínio de calor, a previsão não descarta episódios pontuais de frio. “A previsão de temperaturas acima da média não necessariamente quer dizer que não teremos frio nas próximas semanas”, destaca o boletim.

Nesses casos, o resfriamento deve ocorrer principalmente durante a noite e o amanhecer, enquanto as temperaturas voltam a subir ao longo do dia, mantendo o padrão geral acima da média.

Para o fim do período analisado, especialmente na semana entre 27 de abril e 4 de maio, o Rio Grande do Sul pode registrar temperaturas dentro da média, associadas à passagem de uma frente fria, conforme indicam os dados de precipitação.

 





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Algodão brasileiro consolida salto de qualidade


A Abrapa divulgou, na sexta-feira (10), o relatório final de qualidade da safra 2024/2025. O documento apresenta um panorama da pluma brasileira após a análise da maior parte da produção nacional já colhida, beneficiada e classificada.

Segundo a entidade, foram avaliados 17,4 milhões de fardos por meio do sistema HVI (High Volume Instrument), o equivalente a cerca de 4,25 milhões de toneladas. O volume corresponde praticamente à totalidade da safra, dentro do programa SBRHVI, que reúne uma rede de 13 laboratórios e 90 equipamentos nos principais estados produtores.

Os dados indicam manutenção do padrão da fibra brasileira para a indústria têxtil. No indicador de resistência, 96,6% das amostras ficaram acima de 28 gf/tex. No comprimento da fibra, 94,2% do algodão apresentou medida igual ou superior a 1,11 polegada.

A uniformidade das fibras também se manteve dentro dos parâmetros, com 94,9% das amostras acima de 80%. O índice de fibras curtas registrou 80,8% dentro do limite considerado adequado, de até 10%. No quesito brilho, 85,6% do algodão apresentou padrão acima de 75, enquanto o grau de amarelamento permaneceu dentro dos parâmetros em 77,5% das amostras.

A análise também aponta avanço na distribuição do comprimento da fibra. Quase 80% da produção está concentrada nas faixas superiores, acima de 1,14 polegada, com aumento das categorias mais valorizadas em relação às safras anteriores.

No aspecto de coloração, predominam classes intermediárias e superiores, como 31 e 41, indicando padrão visual alinhado às exigências do mercado e menor presença de impurezas.

De acordo com o relatório, o desempenho está associado a fatores como investimento em tecnologia, melhoramento genético e padronização dos processos de beneficiamento e classificação.

Atualmente, toda a produção nacional passa por avaliação em HVI dentro do programa SBRHVI, o que, segundo a entidade, garante a confiabilidade das informações apresentadas.

Com a conclusão da análise da safra 2024/2025, os próximos relatórios da Abrapa devem passar a incorporar dados da temporada 2025/2026, que está em andamento. “A expectativa do setor é manter a trajetória de evolução, consolidando o Brasil como referência global não apenas em volume, mas também em qualidade de algodão.”





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Safra de café 26/27 pode chegar a 75,8 milhões sacas


A Hedgepoint Global Markets revisou as projeções para a safra brasileira de café 2026/27, indicando aumento na produção diante de condições climáticas favoráveis, expansão da área plantada e melhorias no manejo. A estimativa total é de 75,8 milhões de sacas, sendo 50,2 milhões de arábica e 25,6 milhões de conilon.

Segundo a consultoria, desde outubro as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de arábica, principalmente em Minas Gerais e São Paulo. Apesar de volumes de chuva ligeiramente abaixo da média em 2025, a combinação com temperaturas amenas permitiu boa floração e o início do desenvolvimento dos grãos.

Nas principais regiões produtoras desses estados, as precipitações e o manejo contribuíram para a manutenção das lavouras em boas condições, com impacto também do aumento das áreas cultivadas.

Em 2026, durante a fase de enchimento dos grãos, as chuvas ficaram acima da média em fevereiro e março, favorecendo o ganho de peso e tamanho dos grãos. Esse cenário, aliado à expansão da área plantada, sustenta a projeção de 50,2 milhões de sacas de arábica, alta de 33,2% em relação à safra anterior.

Para o conilon, as condições climáticas também foram favoráveis, com chuvas regulares e temperaturas amenas ao longo do ciclo. O aumento de área e o uso de variedades mais produtivas, além de investimentos em manejo, contribuem para manter a produção em níveis elevados.

A estimativa para o conilon é de 25,6 milhões de sacas, o segundo maior volume já registrado no país, com recuo de 5,3% frente ao ciclo anterior. A colheita já começou em algumas áreas e deve avançar entre o fim de abril e o início de maio.

“O clima favorável ao longo do desenvolvimento da safra, combinado ao aumento de área e aos investimentos em manejo, resultou em cafezais em ótimas condições e sustentou a revisão dos números de produção para a temporada 26/27”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a consultoria, a safra 2026/27 deve começar com estoques iniciais mais elevados. As exportações do ciclo 2025/26 seguem abaixo do esperado, refletindo menor disposição dos produtores para vender diante da volatilidade dos preços e incertezas de mercado, além de impactos de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos em 2025.

Para a nova temporada, a estrutura de mercado pode permanecer invertida, com contratos de curto prazo acima dos de longo prazo. Os custos financeiros mais elevados tendem a adiar a recomposição de estoques por parte de compradores, influenciando os fluxos globais de exportação, embora haja expectativa de aumento nos embarques brasileiros com base na maior oferta.

No mercado interno, a safra 2025/26 registrou maior uso de conilon nos blends, devido ao diferencial de preços em relação ao arábica. Para 2026/27, a tendência é de manutenção desse padrão, ainda que uma safra maior de arábica possa pressionar as cotações da variedade.

Os estoques iniciais também devem ser mais elevados para o conilon, com produtores capitalizados e menor urgência de venda após os preços registrados nos últimos anos.

Diante desse cenário, a consultoria revisou para baixo as exportações da safra 2025/26 e projeta recuperação em 2026/27, sustentada pela maior oferta e pela demanda global por robusta, favorecida por preços mais baixos em relação ao arábica.

A expectativa é de que os preços do robusta permaneçam menores nos próximos meses, influenciados pelo aumento da oferta no Brasil e pela perspectiva de maior produção em países como Vietnã e Uganda. O comportamento do mercado, no entanto, segue condicionado à evolução climática, incluindo a possibilidade de ocorrência de um evento de El Niño.





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Safra de milho tem desempenho irregular


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9), a colheita de milho no Rio Grande do Sul avançou para 83% da área, ainda em ritmo inferior ao observado nas culturas de soja e arroz. As lavouras remanescentes estão distribuídas entre estádios reprodutivos (7%) e maturação (9%).

Segundo a entidade, o predomínio de tempo firme tem favorecido o avanço dos trabalhos nas áreas aptas, enquanto as lavouras tardias apresentam desenvolvimento adequado, mas ainda dependem de condições hídricas para a consolidação do enchimento de grãos.

A colheita restante em propriedades de menor escala ocorre de forma gradual, muitas vezes associada à secagem natural dos grãos no campo.

O relatório aponta que a variabilidade climática ao longo do ciclo, com irregularidade das chuvas e períodos de déficit hídrico, resultou em diferenças no desempenho produtivo. As perdas são mais evidentes em lavouras implantadas fora da janela preferencial ou conduzidas com menor nível tecnológico, enquanto áreas com melhor disponibilidade hídrica mantiveram desempenho satisfatório.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a colheita avançou de forma pontual, concentrada em pequenas propriedades, onde ocorre de forma escalonada ou após maior permanência das lavouras no campo para redução da umidade. Em Quaraí, há registros de danos causados por javalis, com impacto na produtividade.

Na região de Caxias do Sul, a colheita apresentou avanço, embora as últimas áreas tenham registrado redução de rendimento em função da falta de umidade durante o desenvolvimento. As produtividades variam entre 7.200 e 9.000 kg por hectare.

Em Frederico Westphalen, o milho safrinha representa cerca de 5% da área e está majoritariamente em fase reprodutiva, com desenvolvimento heterogêneo em razão da irregularidade das precipitações.

Na região de Ijuí, 98% da área já foi colhida, com produtividade média em torno de 9.200 kg por hectare, restando áreas de safrinha em formação de grãos.

Em Pelotas, a colheita atinge 38% da área, com lavouras remanescentes em diferentes estágios, incluindo enchimento de grãos, florescimento e maturação. As condições de umidade do solo, ainda que desuniformes, têm contribuído para a manutenção do potencial produtivo.

Na região de Santa Rosa, 93% da área foi colhida, com o milho safrinha ainda em desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos. Não há registros relevantes de pragas e doenças no período.

Em Soledade, a colheita do milho precoce está concluída em 61% da área cultivada, restando áreas pontuais em relevo acidentado e operações realizadas de forma escalonada após a secagem natural dos grãos. As lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios permanecem em fases reprodutivas.





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Pragas afetam lavouras de mandioca no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (9), a cultura da mandioca/aipim apresenta avanço em diferentes estágios no Rio Grande do Sul, com início de colheita em algumas regiões e intensificação das operações em outras.

Na região administrativa de Bagé, a colheita está em fase inicial em Uruguaiana. Os produtores aproveitaram a Feira do Peixe realizada na última semana para ofertar as primeiras porções no mercado local. As raízes ainda apresentam diâmetro reduzido, e a expectativa é de aumento na oferta e na qualidade nas próximas semanas, condicionado à redução das temperaturas.

Na região de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, a cultura está em fase avançada de colheita e comercialização. Há registro de atraso em relação ao ciclo anterior, associado à falta de ramas no plantio. As lavouras apresentam desenvolvimento considerado adequado, com produtividade em torno de 15 toneladas por hectare. O preço pago ao produtor pela caixa de 22 quilos varia entre R$ 25,00 e R$ 30,00, com tendência de recuo nos próximos dias.

Na região de Santa Rosa, as lavouras estão em desenvolvimento, com início da colheita de raízes novas em algumas propriedades. Foram registrados danos causados por mosca-branca, que afetaram o desenvolvimento das plantas e exigiram monitoramento. O impacto na produtividade varia conforme a intensidade da infestação, o estágio da cultura e o manejo adotado. Em áreas com colheita antecipada, os efeitos tendem a ser menores, enquanto em lavouras destinadas à colheita tardia o controle contínuo é necessário para evitar perdas acumulativas. O preço médio ao produtor é de R$ 6,00 por quilo in natura e R$ 10,00 por quilo para produto industrializado.

Na região de Erechim, a colheita foi iniciada, com bom desenvolvimento das raízes e ausência de registros de pragas ou doenças.

Na região de Santa Maria, a maior parte das áreas está em fase de crescimento dos tubérculos, maturação e colheita. Há registros de antracnose em algumas propriedades. Parte da produção está sendo comercializada em feiras e no comércio local.





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Boi gordo inicia semana com alta em São Paulo



Exportações sustentam preço do boi gordo



Foto: Canva

De acordo com a análise da segunda-feira (20) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou a semana com valorização em São Paulo. Segundo a consultoria, “o mercado esteve firme, e a cotação da arroba começou o dia subindo”. Nas ofertas de compra para o “boi China” e para a vaca, a alta foi de R$ 3,00 por arroba, movimento sustentado pelo desempenho das exportações, pela melhora do consumo interno em relação à semana anterior e pela postura da ponta vendedora.

Ainda conforme a Scot Consultoria, frigoríficos com escalas mais confortáveis adotaram menor agressividade nas compras, enquanto parte dos compradores buscou animais em outros estados em busca de melhores condições de negociação. A escala média de abate foi estimada em oito dias.

Na região Oeste do Maranhão, o levantamento aponta valorização de R$ 3,00 por arroba para a novilha, enquanto as demais categorias mantiveram estabilidade nas cotações.

No Rio de Janeiro, o mercado permaneceu firme, sem alteração nas referências de preço. Segundo a análise, “escalas curtas e oferta enxuta sustentavam os preços”. A escala média de abate no estado foi de quatro dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura registraram avanço até a segunda semana de abril. O volume embarcado somou 97,3 mil toneladas, com média diária de 13,9 mil toneladas, alta de 15,1% em relação ao mesmo período de abril de 2025. O preço médio da tonelada atingiu US$ 6,1 mil, aumento de 20,8% na comparação anual.





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Ações da China terminam em alta com lucros industriais fortes e apesar de…


Logotipo Reuters

 

XANGAI, 27 Mar (Reuters) – As ações da China e de Hong Kong fecharam em alta nesta sexta-feira uma vez que dados fortes de lucros industriais melhoraram o sentimento do mercado, apesar das preocupações persistentes com a intensificação das tensões no Oriente Médio.

Os mercados acionários asiáticos reduziram as perdas já que outro prazo adiado na guerra do Oriente Médio fez com que os preços do petróleo caíssem, embora ainda não haja um fim à vista para a crise de energia que se desenrola na economia global.

No fechamento, o índice de Xangai teve alta de 0,63%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,38%.

No entanto, na semana, o SSEC perdeu 1,1%, registrando sua quarta queda semanal consecutiva, enquanto o CSI300 caiu 1,4%. O Hang Seng caiu 1,3% na semana, registrando a quarta perda semanal consecutiva.

A ligeira força veio depois que as empresas industriais da China relataram um crescimento mais forte dos lucros no início do ano, reforçando os sinais de recuperação na segunda maior economia do mundo, mesmo com a guerra no Oriente Médio ameaçando o crescimento global.

“Embora um conflito prolongado no Oriente Médio represente riscos materiais, acreditamos que a China reduziu significativamente sua vulnerabilidade aos choques do petróleo na última década e está diante de uma oportunidade de oferecer produtos verdes de tecnologia e soluções de infraestrutura acessíveis para nações que buscam alternativas”, disseram os economistas do Barclays em uma nota.

. Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,43%, a 53.373 pontos.

. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,38%, a 24.951 pontos.

. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,63%, a 3.913 pontos.

. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,56%, a 4.502 pontos.

. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,40%, a 5.438 pontos.

. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,68%, a 33.112 pontos.

. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,21%, a 4.898 pontos.

. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,11%, a 8.516 pontos.





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Brasil dobrou as exportações de soja em grão em março


O mercado brasileiro do complexo soja encerrou a última semana sob pressão de baixa, com recuos nos preços de grão, farelo e óleo no âmbito doméstico. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação entre maior volume de produto disponível e a apreciação do real frente ao dólar enfraqueceu a posição competitiva das exportações nacionais, puxando as cotações para baixo ao longo dos últimos dias.

No cenário externo, o comportamento foi distinto para cada derivado da soja. A demanda internacional aquecida garantiu sustentação às cotações do farelo e da soja em grão nos mercados globais. O óleo, no entanto, foi o único componente do complexo a registrar desvalorização no exterior, reflexo direto da queda nas cotações do petróleo, que costuma influenciar o comportamento dos óleos vegetais negociados em bolsa.

No campo das exportações, o mês de março trouxe números expressivos para a soja em grão. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 14,51 milhões de toneladas do produto, volume que representa mais que o dobro do registrado em fevereiro — um crescimento de 105,29%. Em relação a março do ano anterior, o resultado ficou marginalmente abaixo, com queda de 0,96%, sinalizando estabilidade no patamar de embarques sazonais.

O farelo de soja foi o destaque positivo do período. Segundo dados divulgados pelo Cepea com base na Secex, as exportações do subproduto totalizaram 1,92 milhão de toneladas em março, configurando um recorde histórico para o mês. O resultado reflete a intensa demanda internacional pelo ingrediente proteico amplamente utilizado na formulação de rações animais, especialmente em mercados europeus e asiáticos.

O óleo de soja, por sua vez, teve desempenho mais fraco no front externo. Os embarques somaram 176,91 mil toneladas em março, representando uma queda de 13,02% frente ao mês anterior. Segundo dados divulgados pelo Cepea, esse recuo está associado ao menor interesse de compradores tradicionais como Índia e Uruguai, além da ausência da China como demandante relevante no período, fatores que reduziram significativamente o fluxo de saída do produto.

O quadro geral do complexo soja brasileiro reflete um momento de equilíbrio frágil entre oportunidades externas e desafios internos. A valorização do real, ao encarecer as exportações em dólar, retira parte do incentivo ao escoamento da produção e pressiona a formação de preço doméstico. 





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