sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Entenda o impacto da segunda safra no preço do milho



Compradores nacionais seguem pouco ativos nas aquisições de milho



Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de milho iniciou junho com preços em baixa na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo dados divulgados pelo Centro de Pesquisas, a retração está ligada ao afastamento dos compradores no mercado spot, à atenção sobre a colheita da segunda safra e ao recuo das cotações internacionais.

Os compradores nacionais seguem pouco ativos nas aquisições de milho no mercado spot. De acordo com levantamento do Cepea, parte desses demandantes ainda conta com estoques suficientes para atender ao consumo no curto prazo, o que reduz a necessidade de novas compras.

Além disso, agentes do mercado acompanham o avanço da colheita da segunda safra e as quedas recentes nos preços internacionais. Esse movimento reduz a paridade de exportação e aumenta a pressão sobre os valores praticados no mercado doméstico.

Apesar do cenário de baixa, nem todos os vendedores estão dispostos a negociar. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes que não precisam fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando as vendas.

A expectativa desse grupo é de alguma sustentação nos preços, diante da previsão de menor produção em 2025/26 e dos possíveis efeitos da seca sobre a produtividade. As principais preocupações estão concentradas em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além dos impactos das geadas no Paraná.

No cenário internacional, o milho registrou forte desvalorização no começo de junho. De acordo com o Cepea, a baixa foi influenciada pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e pelo aumento da oferta na América do Sul.

A colheita da segunda temporada no Brasil e a boa produção na Argentina também contribuíram para ampliar a disponibilidade do cereal. Outro fator de pressão veio do trigo, que também apresentou queda nos preços e reforçou o movimento de desvalorização do milho.

O mercado do milho deve continuar atento ao ritmo da colheita, à demanda interna e ao comportamento dos preços internacionais. Enquanto compradores mantêm postura cautelosa, vendedores avaliam os riscos climáticos e tentam evitar novas perdas nas cotações.

 

 

 





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Conflitos pressionam safra e crédito rural


Conflitos internacionais em regiões estratégicas para o abastecimento global aumentam a pressão sobre custos de produção, logística e crédito no agronegócio. A escalada das tensões no Oriente Médio, somada aos rearranjos geopolíticos e comerciais, já traz reflexos para o setor brasileiro e amplia a preocupação com a safra 2026/27.

Os impactos mais imediatos aparecem na alta do petróleo, da energia e dos fertilizantes. O fechamento de rotas importantes para o abastecimento mundial afeta o fluxo de combustíveis, derivados petroquímicos e matérias-primas agrícolas, com reflexos sobre diesel, fertilizantes nitrogenados e fosfatados, além de outros insumos usados no campo.

Esse cenário reforça o risco de um novo choque inflacionário global. A elevação dos custos energéticos pressiona a inflação, reduz as expectativas de queda dos juros e dificulta o acesso ao crédito. No Brasil, a preocupação é maior entre produtores rurais endividados, que já trabalham com margens apertadas e custos financeiros elevados.

Para a safra 2026/27, especialistas avaliam que o ambiente será de cautela. Fertilizantes mais caros, crédito restrito, juros altos e possíveis problemas climáticos podem afetar o planejamento da próxima temporada. O baixo estoque de insumos também aumenta o risco de falta de produtos no período de plantio.

O câmbio é outro fator relevante. A entrada de capital estrangeiro no Brasil pode valorizar o real e reduzir a receita em reais das exportações agrícolas, sem compensação por alta internacional das commodities.

A logística também exige atenção. Com previsão de safra próxima de 358 milhões de toneladas de grãos em 2026, analistas alertam para gargalos em armazenagem, acesso portuário e transporte ferroviário. A avaliação é que o país precisa ampliar investimentos e consolidar novas rotas comerciais.

Apesar dos desafios, o Brasil reúne vantagens estratégicas. O país é visto como fornecedor confiável de alimentos, tem matriz energética renovável e liderança em biocombustíveis. A crise também tende a acelerar o uso de agricultura de precisão, produtos biológicos, fertilizantes organominerais, inteligência artificial e novos combustíveis renováveis. As informações são do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS).

 





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Soja inicia junho com negócios aquecidos no Brasil


O mercado brasileiro de soja iniciou junho com negociações aquecidas, segundo pesquisadores do Cepea. A liquidez elevada é sustentada pelo ritmo forte das exportações e pela demanda da indústria nacional de processamento, fatores que limitaram quedas mais intensas nos preços da oleaginosa.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o bom desempenho da demanda tem ajudado a conter recuos mais expressivos nos preços da soja no mercado interno. O movimento ocorre mesmo em um cenário de safra recorde no Brasil e de expectativas favoráveis para a oferta global.

A pressão de oferta vem principalmente do avanço da colheita na Argentina e da semeadura da nova safra nos Estados Unidos. Ainda assim, o interesse de compradores externos e da indústria brasileira mantém o mercado ativo neste início de junho.

Os embarques confirmam a força da procura pela soja brasileira. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio.

O volume representa queda de 11,5% frente a abril, mas avanço de 5,1% em relação a maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, os embarques são recordes para o período, de acordo com os dados da Secex.

No campo, produtores brasileiros se preparam para o vazio sanitário da soja, medida fitossanitária adotada para reduzir a presença de plantas vivas de soja e ajudar no controle da ferrugem asiática.

A prática é considerada estratégica para diminuir a pressão da doença entre uma safra e outra e preservar a sanidade das lavouras no próximo ciclo.

No mercado internacional, a atenção também está voltada aos Estados Unidos. De acordo com o USDA, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 atingiu 87% da área prevista.

O índice supera a média de 80% registrada nos últimos cinco anos, indicando avanço favorável dos trabalhos de campo no país.

Na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que a colheita da soja alcançou 91,7% da área. O avanço reforça o cenário de maior disponibilidade da oleaginosa na América do Sul, ao lado da safra recorde brasileira.

Mesmo com esse aumento de oferta, a demanda externa e o consumo da indústria doméstica seguem dando sustentação ao mercado brasileiro da soja.

A tendência para as próximas semanas dependerá do equilíbrio entre a entrada de oferta sul-americana, o avanço da safra norte-americana e o ritmo das exportações brasileiras. Por enquanto, segundo pesquisadores do Cepea, a demanda aquecida tem sido decisiva para evitar quedas mais fortes nas cotações.

 





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Importação de glifosato despenca no Brasil


As importações brasileiras de glifosato perderam ritmo nos primeiros cinco meses de 2026, em um movimento que indica desaceleração no abastecimento externo de um dos herbicidas mais utilizados nas lavouras do país. De acordo com levantamento da AMR Business Intelligence, com base em dados do MDIC, o Brasil importou 57,3 mil toneladas do produto entre janeiro e maio deste ano, volume 20% menor que o registrado no mesmo período de 2025.

A retração ocorre após um ano em que as compras externas haviam somado 71,5 mil toneladas no intervalo analisado. O resultado de 2026 também fica abaixo do pico observado em 2022, quando as importações chegaram a 108,6 mil toneladas entre janeiro e maio, maior volume da série apresentada. Desde então, o comportamento das aquisições tem mostrado oscilações, com queda em 2023, recuperação parcial em 2024 e novo avanço em 2025, antes da desaceleração registrada neste ano.

A série histórica mostra que o volume importado em 2026 ainda supera os patamares de alguns anos anteriores, como 2017, quando foram adquiridas 16 mil toneladas, 2018, com 23,8 mil toneladas, 2021, com 29,2 mil toneladas, e 2023, com 27,7 mil toneladas. Por outro lado, o resultado atual permanece abaixo dos níveis de 2019, quando as compras somaram 54,2 mil toneladas, em patamar próximo ao deste ano, e de 2020, com 43,7 mil toneladas, considerando a trajetória irregular do mercado no período.

Na distribuição por origem, a China manteve ampla liderança no fornecimento de glifosato ao Brasil. O país asiático respondeu por 84% do total importado entre janeiro e maio de 2026, reforçando sua posição como principal fornecedor do insumo ao mercado brasileiro. Os Estados Unidos ficaram com os 16% restantes, sem participação de outras origens no volume informado para o período.

O desempenho aponta para um abastecimento mais lento em relação ao ano anterior, ainda que concentrado nos mesmos principais fornecedores. A queda de 20% nas importações sugere um ajuste no ritmo de entrada do produto no país, em um mercado marcado por variações relevantes ao longo dos últimos anos.

 





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Brasil amplia embarques de carne bovina em maio e acumula mais de 1,3 milhão de toneladas exportadas no ano


 

China segue liderando as compras e responde por mais da metade do volume embarcado no mês

 

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 297 mil toneladas em maio de 2026, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 252 mil toneladas. Na comparação com abril, o crescimento foi de 2,9%, mantendo o ritmo dos embarques brasileiros ao mercado internacional.

 

A receita obtida com as exportações em maio somou US$ 1,83 bilhão, resultado 6,5% superior ao registrado no mês anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

 

O preço médio da carne bovina exportada em maio alcançou US$ 6.163 por tonelada, 3,5% acima do registrado em abril deste ano.

 

A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira no período, com compras de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. Na comparação com maio de 2025, o volume embarcado para o país asiático avançou 39,6%. O mercado chinês respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês. O avanço das exportações para a China ocorre em um contexto de antecipação de embarques pelo mercado em razão da entrada em vigor das medidas de salvaguarda anunciadas pelo país para as importações de carne bovina.

 

Os Estados Unidos permaneceram como o segundo principal comprador da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Em relação a maio do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%. Na sequência figuram Rússia, com 13,7 mil toneladas e US$ 66,5 milhões, Chile, com 8,5 mil toneladas e US$ 52,7 milhões, e União Europeia, com 8,3 mil toneladas e US$ 77,5 milhões em aquisições no mês.

 

Além de representar 88,2% do volume embarcado, a carne bovina in natura respondeu por 93,1% da receita obtida com as exportações brasileiras no mês, totalizando US$ 1,7 bilhão.

 

CINCO PRIMEIROS MESES DO ANO

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, aumento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os embarques totalizaram 1,204 milhão de toneladas. A receita acumulada atingiu US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações foi de US$ 5.677 por tonelada, ante US$ 4.824 por tonelada nos cinco primeiros meses de 2025.

 

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 631,9 mil toneladas adquiridas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país respondeu por 45,5% dos embarques brasileiros e por 48% da receita gerada pelo setor no período. Em relação aos cinco primeiros meses de 2025, as compras chinesas registraram aumento de 27,8% em toneladas embarcadas.

 

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,16 bilhão, correspondendo a 12,9% do total exportado pelo Brasil no período. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, as vendas para o mercado norte-americano cresceram 14,8% em volume embarcado.

 

O Chile aparece na sequência, com 58 mil toneladas importadas e US$ 339,2 milhões em compras, registrando expansão de 16,0% na quantidade adquirida frente ao mesmo período do ano passado. A Rússia somou 54,1 mil toneladas e US$ 245,2 milhões, com avanço de 33,7% nos embarques. Já a União Europeia registrou importações de 43 mil toneladas e faturamento de US$ 377,2 milhões, alta de 24,0% no volume importado na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

 

“Os resultados observados ao longo do ano refletem a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 destinos internacionais. A diversificação dos mercados segue como um dos fatores que contribuem para a estabilidade e a competitividade das exportações do setor”, de acordo com a ABIEC.

 





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Ureia cai 32%, mas compras seguem lentas


A demanda por fertilizantes importados segue enfraquecida no Brasil em 2026, refletindo um cenário de cautela que também é observado em outros mercados ao redor do mundo. A avaliação é de StoneX, que atribui o comportamento à alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e ao impacto sobre a rentabilidade dos produtores rurais.

Segundo o analista de inteligência de mercado da StoneX, Tomás de Pernías, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes somaram 14,6 milhões de toneladas neste ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

“O ímpeto comprador enfraquecido, é importante ressaltar, não é observado apenas no mercado brasileiro. Desde que o conflito no Oriente Médio impulsionou as cotações dos fertilizantes, piorando as relações de troca dos agricultores, a demanda global perdeu tração, e o que se tem observado é um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo por parte dos compradores”, afirma Pernías.

De acordo com a análise, nem mesmo a queda observada nos preços da ureia foi suficiente para estimular novas compras no mercado brasileiro. Desde o pico registrado em meados de abril, as cotações do produto recuaram cerca de 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada.

“Contudo, nem mesmo a desvalorização gradual observada nos preços da ureia tem sido suficiente para estimular o apetite comprador dos brasileiros. Desde o pico de preço desse produto, registrado em meados de abril, houve uma queda de 32% nas cotações da ureia, mas essa retração, que ultrapassa US$ 250 por tonelada, ainda não destravou as compras no Brasil”, destaca o analista.

Apesar do ritmo mais lento das importações de fertilizantes nitrogenados, alguns produtos registraram crescimento nas compras externas. Conforme a avaliação da StoneX, os volumes importados de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os registrados no ano passado, indicando a busca por alternativas diante das restrições de oferta e dos custos mais elevados no mercado internacional.

“É relevante notar, ainda no que tange às importações, que os últimos meses mostram volumes de sulfato de amônio e de TSP superiores aos observados em 2025. Isso sugere que, diante de um cenário desafiador no mercado global, os importadores brasileiros têm buscado alternativas que, a depender das condições, podem oferecer um custo-benefício mais atrativo ou maior facilidade de aquisição, diante de uma oferta reduzida”, observa Pernías.

Segundo os dados apresentados pelo especialista, as importações de sulfato de amônio acumulam crescimento superior a 15% em relação ao ano passado, enquanto as compras de TSP avançaram 47% no mesmo período.

Mesmo diante do cenário atual, a expectativa é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem força nos próximos meses. A análise da StoneX aponta que, historicamente, as compras desse grupo de produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a recomposição de estoques para a safrinha e o avanço das demandas do segundo semestre.

“De todo modo, a média histórica das importações de fertilizantes pelo Brasil aponta que as compras de nitrogenados costumam ganhar tração a partir de junho e que, com o passar do segundo semestre, as aquisições desse tipo de fertilizante tendem a crescer gradualmente, à medida que os importadores avançam na recomposição de estoques para a safrinha”, conclui Pernías.





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Milho mantém tendência de baixa no mercado global


O mercado do milho segue pressionado por uma combinação de oferta elevada, clima favorável nas áreas produtoras dos Estados Unidos e demanda internacional abaixo do esperado no curto prazo. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, os preços em Chicago acumularam perdas próximas de 6,5% na semana, com rompimento de suportes técnicos importantes e continuidade do movimento vendedor.

Na Bolsa de Chicago, a tendência de curto prazo foi classificada como fortemente baixista, enquanto o médio prazo também permanece negativo. Os contratos perderam as regiões de 464, 452 e 440 cents por bushel, com fechamento próximo de 417 cents, sinalizando domínio dos vendedores e liquidação de posições por fundos de investimento. O suporte atual está entre 415 e 420 cents, enquanto as resistências aparecem em 440, 452 e 464 cents.

O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt. Chuvas recentes melhoraram a umidade do solo, e as previsões para 8 a 14 dias indicam precipitações acima da média, o que reforça a expectativa de bom desenvolvimento inicial das lavouras. Apesar disso, Nebraska ainda exige atenção, já que 82,95% da área segue sob seca moderada, 75,18% sob seca severa e 55,04% sob seca extrema. A área nacional de milho sob algum grau de seca também subiu de 25% para 27%.

Pelo lado da demanda, as exportações semanais dos Estados Unidos somaram 883,3 mil toneladas, queda de 13% ante a semana anterior e 32% abaixo da média das últimas quatro semanas. Ainda assim, o acumulado da temporada permanece forte, com 81,77 milhões de toneladas comercializadas, volume 25,53% superior ao do mesmo período do ano passado. O USDA também confirmou venda de 115 mil toneladas para a Colômbia na safra 2026/27.

No Brasil, o indicador ESALQ segue em canal de baixa, pressionado pela entrada da safrinha e pela perspectiva de safra recorde. A análise aponta que o mercado doméstico ainda não encontrou um fundo consistente, com tendência baixista no curto e médio prazo. Para produtores, a recomendação é aproveitar repiques para vendas escalonadas e avaliar custos de armazenagem. 

 





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Oferta confortável limita reação do milho


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e compradores cautelosos, em um ambiente de oferta ainda confortável no curto prazo. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, as cotações mostram firmeza em algumas praças, mas os estoques elevados e a expectativa de maior produção nacional limitam avanços mais consistentes.

No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área cultivada, restando principalmente lavouras tardias implantadas nos períodos finais do ZARC. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A menor pressão de venda e a reposição pontual de estoques sustentam os preços, embora o ritmo dos negócios siga lento. As lavouras remanescentes estão, em maioria, em maturação, com frio e menor radiação solar prolongando o ciclo final e retardando a perda de umidade dos grãos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece com movimentação limitada. As indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65,00, diferença que dificulta o fechamento de operações. Mesmo com menor disponibilidade em parte do estado, compradores seguem focados em aquisições imediatas e evitam alongar posições. No Planalto Norte, os negócios variam entre R$ 65,00 e R$ 70,00 por saca.

No Paraná, a oferta confortável e os estoques elevados continuam limitando o ritmo dos negócios. As indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se concentra ao redor de R$ 60,00 CIF. Nas principais regiões, os preços ao produtor têm comportamento misto, com altas em Guarapuava e Ponta Grossa e recuos em Cascavel, Londrina e Umuarama.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual em algumas praças. Ainda assim, a maior disponibilidade de milho, a liquidez reduzida e a expectativa de avanço da safrinha seguem restringindo uma valorização mais ampla.

 





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Feijão preto lidera importações brasileiras em maio


Os mercados brasileiros de feijão carioca e preto começaram junho com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, o recuo foi influenciado pela postura mais cautelosa dos compradores, pelo avanço da colheita da segunda safra e pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, especialmente em áreas atingidas por geadas.

Depois das fortes valorizações registradas em maio, o mercado de feijão iniciou junho com menor sustentação nos preços. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores passaram a atuar com mais cautela, o que reduziu a liquidez e favoreceu quedas nas cotações.

O avanço da colheita da segunda safra também ampliou a oferta nas regiões produtoras acompanhadas pelo Centro. Ao mesmo tempo, a qualidade inferior de parte dos lotes colhidos no Paraná limitou o interesse de compra, sobretudo em áreas onde as lavouras foram afetadas por geadas.

Apesar das desvalorizações recentes, o mercado de feijão segue acumulando alta em 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento é sustentado pela redução da área cultivada e pela disponibilidade limitada de grãos de melhor qualidade.

Esse cenário mantém parte dos agentes atentos à oferta efetiva do produto, especialmente diante da diferença de qualidade entre os lotes disponíveis no mercado.

No mercado externo, as importações brasileiras de feijão ganharam força em maio. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil importou 5,28 mil toneladas no mês.

O volume foi seis vezes superior ao registrado em maio do ano passado e o maior desde 2020. As compras vieram da Argentina e foram compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros feijões comuns.

As exportações brasileiras de feijão somaram 12,09 mil toneladas em maio, segundo dados da Secex. O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.Na comparação com 2024, quando o Brasil atingiu recorde para o mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas, a queda foi de 47,1%. A Índia segue como o principal destino das exportações brasileiras de feijão.

A tendência do mercado deve continuar ligada ao avanço da colheita, à qualidade dos lotes ofertados e ao comportamento dos compradores. Mesmo com a pressão de curto prazo, a menor área cultivada e a oferta restrita de grãos superiores ainda sustentam parte do movimento de valorização acumulado em 2026.

 





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Mato Grosso inicia vazio sanitário da soja nesta segunda (08)



Plantio da soja só será liberado em setembro após vazio sanitário



Foto: Sheila Flores

Começa nesta segunda-feira, 8 de junho, o vazio sanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027. O período segue até 6 de setembro e mantém proibida a presença de plantas vivas de soja no estado, medida considerada essencial para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática.

O calendário fitossanitário foi mantido sem alterações após a publicação de uma nova instrução normativa conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Com isso, o plantio da soja continuará autorizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.

Segundo o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, a atualização oficializa medidas de prevenção e controle da ferrugem asiática, mas preserva as datas já previstas na Instrução Normativa nº 002/2025. A entidade orienta os produtores rurais a cumprirem os prazos e as exigências estabelecidas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal.

Produtores devem eliminar plantas voluntárias

Durante o vazio sanitário, não pode haver plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento ou outros locais onde possa ocorrer germinação espontânea. A regra inclui a eliminação das chamadas plantas “guaxas” ou voluntárias, que nascem após a colheita e podem servir como ponte verde para a manutenção da doença no campo.

A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e está entre as doenças mais severas da cultura da soja. A ausência de plantas vivas durante o vazio sanitário reduz a possibilidade de sobrevivência do patógeno entre uma safra e outra, diminuindo a pressão inicial da doença nas lavouras.

 





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