terça-feira, junho 2, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado lácteo acelera recuperação dos preços



Mercado de leite spot registrou nova alta



Foto: Pixabay

Os preços de leite e derivados seguiram em recuperação ao longo de março de 2026. O mercado de leite spot registrou nova alta nas duas quinzenas do mês, refletindo menor oferta de leite cru e continuidade do movimento de repasse no mercado atacadista.

Os preços de leite UHT, queijo muçarela e leite em pó avançaram em relação ao mês anterior, em um ambiente de mercado mais firme e remarcações de preços no atacado. Isso acabou sustentando repasses no campo, em um momento de entressafra do leite brasileiro. No entanto, o volume importações segue elevado e o ambiente internacional é de incertezas neste ambiente de conflito EUA-Irã, o que demanda atenção e cautela nos próximos meses.

Conseleites projetam forte valorização no preço ao produtor

As sinalizações dos Conseleites apontaram variações positivas em todos os estados analisados. O movimento indica continuidade da recuperação de preços ao produtor, com projeções de alta mais expressivas do que as observadas no mês anterior. Paraná apresentou a valorização mais forte, seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

Arroba de boi e bezerros registram valorização em março

Em março de 2026, o mercado pecuário manteve a trajetória de valorização nos preços. A alta na arroba do boi foi sustentada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda firme, com exportações em bom ritmo. No mercado de reposição, os preços do bezerro seguiram em alta, refletindo a menor disponibilidade de animais. O milho também apresentou valorização em março, em um contexto de preocupações com a segunda safra.

Já o farelo de soja recuou ao longo do mês, em um ambiente de maior oferta e valorização do real frente ao dólar. No cenário macroeconômico, a taxa de câmbio permaneceu bem abaixo da observado no mesmo período do ano passado, enquanto as expectativas para o PIB de 2026 seguiram em leve melhora ao longo do mês.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estão abertas as indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro



Interessados terão de 15 a 30 de abril para indicar mulheres


Foto: Pixabay

De 15 a 30 de abril, o público em geral pode indicar pesquisadoras e cientistas vinculadas a instituições de pesquisa, cujos projetos tenham impulsionado a inovação no campo com impacto no desenvolvimento social, sustentabilidade e gestão.

Mulheres de todo país podem ser indicadas no site oficial. Na segunda fase, as pesquisadoras indicadas devem confirmar a participação, seguindo as orientações da organização e preenchendo as informações necessárias para concorrer. Em seguida, a jornada das candidatas, assim como os impactos promovidos dentro e fora do campo, são avaliados por uma banca composta por especialistas.

As três melhores avaliadas passam para a etapa de votação popular. A vencedora será anunciada na cerimônia de premiação que ocorre no segundo semestre deste ano, em São Paulo, em evento organizado pela Bayer, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), que também compartilham a criação e realização do Prêmio Mulheres do Agro desde a primeira edição. A ocasião também faz parte das ações em comemoração aos 130 anos da Bayer no Brasil. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

dsm-firmenich promove Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga com foco em desempenho e eficiência na pecuária de corte


A dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell™ de softwares de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, realiza, no próximo dia 16 de abril, mais uma edição do Dia de Campo no Centro de Inovação Tortuga, localizado na Fazenda Caçadinha, em Rio Brilhante (MS). O encontro reunirá produtores, parceiros e especialistas para uma imersão prática em estratégias e tecnologias voltadas à maximização do desempenho na pecuária de corte.

A programação do evento contempla palestras técnicas, estações práticas e discussões sobre os principais desafios e oportunidades da engorda intensiva. Entre os destaques, estão a apresentação do professor Gustavo Rezende Siqueira (APTA – Colina/SP), que trará estratégias e recomendações práticas para a engorda intensiva, e a participação de Roberto Freitas (Fabiani Agro), que compartilhará resultados e aprendizados aplicados na Fazenda Caçadinha.

Além do conteúdo técnico, o evento será palco da premiação de Melhor Performance em Confinamento do Brasil, iniciativa que reconhece o sistema produtivo mais eficiente com base em indicadores padronizados de desempenho e rentabilidade.

Durante o Dia de Campo, os participantes também poderão visitar estações técnicas dedicadas a diferentes sistemas produtivos. Na Estação Pasto, o foco será a suplementação estratégica como caminho para a excelência produtiva. Já na Estação Confinamento, serão apresentadas tecnologias e práticas relacionadas à terminação intensiva a pasto (TIP) e ao confinamento sem volumoso.

“Nosso objetivo é traduzir a ciência em prática no campo. O Dia de Campo é uma oportunidade de mostrar, de forma aplicada, como estratégias nutricionais e tecnologias digitais podem gerar impacto direto no desempenho e na rentabilidade do produtor”, afirma Walter Patrizi, Gerente de Confinamento para a América Latina da dsm-firmenich.

A iniciativa também reforça o papel do Centro de Inovação Tortuga como um ambiente de desenvolvimento e validação de soluções voltadas à pecuária de corte, com foco em dados, padronização de indicadores e tomada de decisão mais precisa.

“Quando reunimos dados, tecnologia e conhecimento aplicado, conseguimos evoluir a forma como o produtor toma decisões. Esse tipo de encontro acelera a troca de experiências e contribui para uma pecuária mais eficiente e sustentável”, destaca João Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto para a América Latina da dsm-firmenich.

O Centro de Inovação Tortuga é um dos principais polos de pesquisa da companhia na América Latina e permite a condução de estudos em condições reais de produção, com acompanhamento de indicadores zootécnicos e econômicos. A estrutura é parte da estratégia da dsm-firmenich de impulsionar a pecuária de corte por meio de soluções baseadas em ciência, tecnologia e proximidade com o produtor.

Serviço

Evento: Dia de Campo – Centro de Inovação Tortuga

Data: 16 de abril de 2026

Local: Fazenda Caçadinha – Centro de Inovação Tortuga, Rio Brilhante (MS)

Realização: dsm-firmenich

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de soja registram alta no 1º trimestre


As exportações brasileiras de soja registraram crescimento no primeiro trimestre de 2026, impulsionadas pelo avanço da colheita e maior disponibilidade do grão. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), os embarques somaram 23,46 milhões de toneladas no período, alta de 5,93% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, em março de 2026, o volume exportado alcançou 14,52 milhões de toneladas, avanço de 105,29% frente ao mês anterior, refletindo o padrão sazonal de maior concentração de embarques durante o período de colheita. No mesmo mês, a China adquiriu 9,97 milhões de toneladas da soja brasileira, volume 10,39% inferior ao registrado em março de 2025, resultado parcialmente influenciado pela suspensão dos envios por algumas tradings.

Em Mato Grosso, principal produtor e exportador do país, os embarques atingiram 4,84 milhões de toneladas no primeiro trimestre, crescimento de 4,39% na comparação anual, ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O desempenho foi sustentado pela maior oferta decorrente da safra, que intensificou o escoamento da produção.

A China permaneceu como principal destino da soja mato-grossense, com 2,99 milhões de toneladas adquiridas, seguida por Espanha e Turquia. A expectativa, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, é de manutenção de volumes elevados de exportação nos próximos meses, sustentados pela ampla oferta do grão.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado do boi abre estável após altas


O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (15) com estabilidade nos preços, após as altas registradas no dia anterior para o “boi China” e para a vaca. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o ambiente seguiu firme, com negociações conduzidas de forma mais cautelosa entre compradores e vendedores.

Segundo a Scot Consultoria, “tanto a ponta vendedora quanto a compradora estiveram realizando negócios de forma mais compassada, em busca de melhores oportunidades no curto prazo”. A escala de abate média permaneceu em oito dias.

No Pará, a oferta reduzida e as escalas curtas, de até seis dias, sustentaram a firmeza do mercado. Ainda conforme a Scot Consultoria, fatores como boas condições de pastagem, desempenho das exportações e melhora no escoamento da carne contribuíram para o cenário, que resultou em valorização nas cotações em algumas regiões.

Na região de Marabá, os preços permaneceram estáveis. Já em Redenção, a cotação da vaca registrou alta de R$ 3,00 por arroba, enquanto o boi gordo e a novilha não apresentaram variações. Para o “boi China”, houve aumento de R$ 2,00 por arroba nas regiões de Marabá e Redenção.

Em Paragominas, o boi gordo teve alta de R$ 3,00 por arroba na comparação diária, enquanto vaca e novilha mantiveram os preços. O “boi China” também apresentou valorização de R$ 2,00 por arroba.

Em Roraima, após as altas registradas no dia anterior, o mercado seguiu firme, com a cotação de referência estável, conforme apontado pela Scot Consultoria.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Açúcar perde força após altas recentes


A expectativa de uma safra elevada de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 2026/27 deve ampliar o excedente global e manter pressão sobre os preços do açúcar. De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a produção pode alcançar cerca de 635 milhões de toneladas de cana, com volume superior a 40 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a Hedgepoint Global Markets, esse cenário se soma à recuperação parcial da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, ampliando a oferta global e reforçando a tendência de preços mais baixos para o açúcar.

Ainda conforme a Hedgepoint Global Markets, movimentos recentes de alta, que levaram o açúcar a cerca de 16,1 centavos de dólar por libra, perderam força com a redução dos prêmios de risco geopolítico e a queda no complexo energético, indicando limitação desse suporte no curto prazo.

“Embora fatores macroeconômicos e geopolíticos tenham impulsionado a volatilidade de curto prazo, os fundamentos permanecem baixistas, com o etanol recuperando competitividade como principal mecanismo de ajuste por meio de reduções na mistura e estímulo à demanda”, afirma Lívia Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o etanol voltou a ganhar competitividade frente ao açúcar desde o final de 2025, influenciando o mix produtivo das usinas. Atualmente, o mercado opera com cerca de 48% da produção direcionada ao açúcar, enquanto o nível necessário para equilibrar oferta e demanda estaria próximo de 44,5%.

Ainda segundo a Hedgepoint Global Markets, limitações operacionais e comerciais tendem a restringir ajustes mais rápidos no mix, mantendo o mercado em situação de excedente. Esse desequilíbrio é estimado em pelo menos 3,2 milhões de toneladas, fator que segue pressionando os preços.

Nesse contexto, a Hedgepoint Global Markets indica que o piso do açúcar deve se situar em torno de 13,5 centavos de dólar por libra, considerando o etanol hidratado próximo de R$ 2,2 por litro, referência para o ajuste entre oferta e demanda ao longo da safra.

Apesar do cenário, a Hedgepoint Global Markets aponta fatores que podem trazer volatilidade ao mercado, como mudanças no setor energético e riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que podem afetar a produção no Hemisfério Norte e influenciar os preços a partir de 2027.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Entre guerra e custos altos, milho deve perder espaço nos EUA e provocar…


No Brasil, clima para safrinha permanece em evidência, mas mercado monitora comportamento em Chicago

Logotipo Notícias Agrícolas

O mercado global de grãos está bastante ansioso pela chegada dos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no final deste mês de março. O relatório Prospective Plantings chega com as primeiras projeções oficiais de área da safra 2026/27 do país e o que os especialistas esperam encontrar é uma confirmação dos sinais trazidos pelos Outlook Forum do USDA, realizado no fim de fevereiro: uma redução na área de milho e um aumento para a soja. As expectativas são grandes porque estes números vão dizer muito também sobre como ambos os mercados reagirão no Brasil, em especial o de milho. 

Com o que os especialistas não contavam, no entanto, é que uma guerra no Oriente Médio seria deflagrada entre o fórum do departamento norte-americano e a chegada deste boletim. E mais do que isso, que os conflitos fossem severos o bastante para elevar de forma muito rápida e agressiva os preços dos fertilizantes – em especial os nitrogenados -, além de promover uma disrupção forte na logística destes insumos. As altas não são só intensas, como contínuas desde o último dia 28 de fevereiro, quando os ataques foram iniciados. 

“Já víamos, desde o Outlook, uma pequena redução de área, e depois veio este agravante da guerra, todo esse custo com os fertilizantes esse incômodo que está se passando e preços nada atrativos para o produtor (…) Então, sabemos que algo (de área menor de milho nos EUA) já está previsto e fica a parte da surpresa. Eu até acredito que teremos uma área ainda menor do que o previsto no Outlook, mas agora é difícil estimar, até porque temos outras medidas que podem também melhorar o consumo de biocombustíveis”, explica o diretor da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael.

Para o consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os custos de produção mais baixos da soja do que os do milho nos EUA serão muito considerados pelo produtor norte-americano no atual ambiente, com total influência do comportamento dos preços da ureia. “mesmo que o milho mostre cotações futuras muito atrativas”. Caso a área destinada ao cereal seja significativamente menor no país, os preços em Chicago poderiam testar níveis acima dos US$ 5,10, US$ 5,20 por bushel no ano que vem, “para haver um equilíbrio em cima dessa nova fase de custos majorados”. 

Ele lembra ainda que diante dos atuais preços do fertilizante nitrogenado, a China também começou a regular suas exportações para buscar garantir valores mais adequeados a seus produtores. “Mas, se o nitrogenado estiver alto na China, existe uma tendência, talvez, do produtor chinês de plantar um pouco mais de soja e menos de milho”.  

Roberto Carlos Rafael pondera que, considerando a “fotografia atual” do mercado norte-americano de milho, são ainda estoques confortáveis no radar dos traders, e que, os “próximos retratos” vão incluir outros elementos além da área da nova safra norte-americana, como o clima para a safrinha do Brasil e a próxima safra de verão. 

“A possibilidade de um El Niño está presente com uma força de mais de 80% ao final deste ano. Isso pode, às vezes, mudar o jogo, mas ainda é cedo para afirmar. Do ponto de vista da safrinha, me parece que o sistema será neutro, parecido com o do ano passado, e devemos ter um clima muito parecido, mas atentos aos meses de abril e maio, que são dois meses importantíssimos”, complementa Rafael. “Mas, esse ainda é um jogo muito aberto”. 

E o jogo está mais aberto do que estaria em condições normais, justamente, por conta da guerra EUA/Israel x Irã. Daqui em diante, além da área e do clima nos EUA, do clima no Brasil para a segunda safra e de como será finalizado o plantio para que também se tenha uma estimativa mais precisa de área, o comportamento da demanda pode também surpreender. 

COMO PODEM SENTIR OS PREÇOS DO MILHO NO BRASIL?

Os impactos do comportamento dos preços em Chicago no mercado brasileiro são mais intensos no segundo semestre por conta da janela de exportação mais forte do milho e é ali onde devem estar as atenções dos produtores, como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro. “Mas, esse impacto de Chicago chega também ao sentimento do produtor, do especulador, do operador da B3, então, se tivermos uma conversão de área importante e que leve o milho a escalar, a gente pode ver também oportunidades chegando também ao produtor brasileiro, oportunidades estas que coloquem preços melhores para ele vender estes estoques que ainda estão na mão” diz. 

A colheita do milho verão já está bem adiantada no Brasil, com os preços sentindo uma pressão um pouco maior onde há a chegada desta oferta, por isso, uma melhora das referências na CBOT chegariam em boa hora para o mercado nacional. “E essas oportunidades seriam importantes de serem aproveitadas, porque sem um problema climático daqui para frente, ainda teremos uma oferta importante de milho. É claro que a demanda é muito boa e vale salientar que a demanda este ano foi surpreendentemente boa, não só no Brasil, mas no mundo”, afirma o analista de mercado. 

BRASIL PODE SE APROXIMAR DE 100 MILHÕES DE T CONSUMIDAS

Essa demanda forte pelo milho – no Brasil e no mundo – tem trazido um respiro importante para o fluxo de caixa do produtor brasileiro na última temporada, em que as margens da soja estão muito ajustadas, ficando até mesmo negativas em algumas regiões. 

“Para 2026, podemos nos aproximar das 100 milhões de toneladas consumidas em nosso mercado interno. Temos uma demanda crescente, com uma oferta que tem dificuldade de crescer. O clima do ano passado para a safrinha foi muito bom e a produtividade foi muito alta. Neste ano, nosso levantamento mostra que a área plantada está muito próxima do ano passado na safrinha e eu acredito que será muito difícil repetirmos uma produtividade tão boa”, detalha Palavro. 

Com isso, a expectativa é de que a demanda interna cresça, mesmo que o Brasil siga exportando bons volumes, acima de 40 milhões de toneladas em 2026. 

DEMANDA CRESCENTE DE UMA OFERTA ABUNDANTE

O consumo intenso de milho que se deu mundo afora veio em um cenário de recorde de produção nos principais países produtores globais do cereal, entre eles EUA, China, Brasil. “Mesmo assim, a demanda superou a oferta. Então, vemos que o milho é um mercado incentivado. Por mais que possamos ter pressão com a proximidade do desenvolvimento em boas condições da safrinha, eu não acredito em preços muito baixos do milho porque a demanda surpreende”, acredita o diretor da Pátria.

Com o conflito em andamento, o consumo iraniano de milho – que é suprido majoritariamente pelo Brasil – está em xeque. “No ano passado, exportamos 9,5 milhões de toneladas para o Irã. Se essa guerra continuar, quanto vai sobrar para o Brasil?”, questiona o Roberto Carlos Rafael. E mais do que isso, ele lembra ainda que caso o governo do país seja mesmo derrubado pelos EUA, sanções podem ser retiradas e os norte-americanos poderiam, inclusive, passar a vender milho para o Irã. “Tudo vai depender da escalada dessa guerra”. 

FUNDAMENTOS PRÓPRIOS CRIAM UM AMBIENTE POSITIVO

Vlamir Brandalizze explica que a demanda crescente do milho é constante. 

“O milho, com certeza, vai estar mais valorizado com o passar do tempo. Estamos entrando em uma nova era mostrando um aumento no uso de biocombustíveis, pode haver um aumento dos biocombustíveis nos EUA, aumentando a demanda local por milho para a produção de etanol e isso traz os EUA para um potencial de exportação menor, deixa o mercado mais carente. Tudo indica que se confirmados esses dois milhões de hectares a menos de milho nos EUA haverá uma queda na safra americana na ordem de 20 milhões de toneladas e isso traz o mercado para uma oferta mundial muito menor do que o consumo e isso é benéfico para as cotações internacionais”, diz. 

E todas estas relações, até este ponto, criam um ambiente positivo para o mercado do milho por seus próprios fundamentos. “Tudo indica que teremos uma safra global menor do que o consumo e isso traz um apelo positivo para a cotação, mantém as cotações firmes. O próprio trigo está ajudando, com a maioria dos meses acima dos US$ 6,00 por bushel. O trigo também está valorizado e não haverá tanto produto assim para entrar em ração e disputar o espaço”, afirma o especialista da Brandalizze Conslting. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de milho registra queda de preços



Safra 24/25 de milho quase toda vendida



Foto: Divulgação

A comercialização de milho em Mato Grosso avançou ao final de março de 2026, com a maior parte da safra 2024/25 já negociada. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), 98,99% da produção foi comercializada até o período, avanço de 2,72 pontos percentuais em relação a fevereiro. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o volume remanescente tende a ser retido pelos produtores, à espera de melhores preços”.

Ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o preço médio do milho da safra 2024/25 foi de R$ 45,25 por saca, recuo de 1,24% no comparativo mensal. Para a safra 2025/26, o volume comercializado atingiu 40,76% da produção estimada, com avanço de 5,35 pontos percentuais no mês. Nesse caso, o preço médio ficou em R$ 44,65 por saca, queda de 1,79% frente ao mês anterior.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o movimento de queda nos preços está associado ao travamento antecipado das vendas, realizado em momentos de preços mais elevados antes do início da colheita, período em que a maior oferta tende a pressionar as cotações.

O relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária também aponta que a comercialização da safra 2026/27 avançou 0,97 ponto percentual no período, alcançando 1,59% do volume projetado já negociado, nível 0,11 ponto percentual inferior ao registrado no início da safra 2025/26.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Venda de algodão avança e preços sobem



Safra 24/25 de algodão supera 92% vendida



Foto: Canva

A comercialização da pluma de algodão em Mato Grosso avançou em março de 2026, acompanhada por alta nos preços. De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (13), 92,10% da produção da safra 2024/25 já havia sido negociada até o período, avanço de 5,04 pontos percentuais em relação a fevereiro. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o preço médio da pluma ficou em R$ 121,61 por arroba, alta de 4,27% frente ao mês anterior.

Para a safra 2025/26, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que a comercialização atingiu 65,60% da produção estimada, com avanço mensal de 7,03 pontos percentuais. O preço médio negociado no período foi de R$ 128,54 por arroba, o que representa valorização de 5,50% em relação ao mês anterior.

Ainda conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o movimento de alta nas duas safras foi sustentado pela valorização dos contratos na bolsa de Nova York e pelo cenário geopolítico. Segundo a entidade, “o conflito no Oriente Médio elevou o petróleo e favoreceu a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas”.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária destaca que a dinâmica dos preços será determinante para o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando o planejamento dos produtores diante da redução das margens de rentabilidade.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Dólar cai com alívio geopolítico e inflação menor



Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento


Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento
Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento – Foto: Pixabay

O mercado cambial registrou queda do dólar em meio a um ambiente de menor aversão ao risco e dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos. A combinação de fatores geopolíticos e indicadores de inflação abaixo do esperado contribuiu para pressionar a moeda norte-americana.

Segundo Rich Asplund, da Barchart, o recuo está ligado ao otimismo em torno de uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, além da perspectiva de retomada de negociações. Nesse cenário, o índice do dólar atingiu o menor nível em seis semanas, com baixa de 0,33%.

Os dados de inflação ao produtor também influenciaram o movimento. O índice PPI de março avançou 0,5% no mês e 4,0% em 12 meses, abaixo das expectativas. O núcleo do indicador também ficou aquém do projetado, indicando desaceleração, embora ainda sinalize pressão inflacionária.

A moeda americana segue pressionada ainda por expectativas de juros. O FOMC projeta cortes em 2026, enquanto Banco do Japão e Banco Central Europeu devem elevar taxas no mesmo período, reduzindo a atratividade relativa do dólar.

No câmbio, o euro atingiu máxima em seis semanas, favorecido também pela queda do petróleo, enquanto o iene avançou com apoio de dados industriais mais fortes no Japão. Já os metais preciosos subiram, impulsionados pela fraqueza do dólar e pela busca por proteção diante de incertezas geopolíticas e econômicas. “Além disso, a incerteza em relação às tarifas americanas, a turbulência política nos EUA, os grandes déficits americanos e a incerteza quanto às políticas governamentais estão impulsionando a demanda por metais preciosos como reserva de valor”, finaliza.

 





Source link