sexta-feira, julho 24, 2026

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Sementes certificadas ajudam no manejo preventivo



Essa etapa reduz de forma significativa o risco de contaminação


Essa etapa reduz de forma significativa o risco de contaminação
Essa etapa reduz de forma significativa o risco de contaminação – Foto: Divulgação

O uso de sementes certificadas é uma das medidas preventivas mais importantes para reduzir a entrada e a disseminação de plantas daninhas nas áreas agrícolas. A orientação é do Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), que aponta a escolha correta das sementes como o primeiro passo no manejo dessas espécies.

Além de garantir qualidade genética e alto potencial de germinação, as sementes certificadas passam por processos rigorosos de controle e beneficiamento. Essa etapa reduz de forma significativa o risco de contaminação por sementes de plantas daninhas, fator que pode comprometer o estabelecimento da cultura e dificultar o controle ao longo do ciclo produtivo.

O uso de sementes sem origem comprovada, por outro lado, pode favorecer a introdução de novas espécies em áreas agrícolas. A presença dessas plantas aumenta a complexidade do manejo, eleva os custos de produção e contribui para a dispersão de populações resistentes a herbicidas, um dos principais desafios enfrentados no campo.

A adoção de sementes certificadas também está relacionada à maior segurança no estabelecimento da lavoura e à preservação do potencial produtivo. Ao reduzir a entrada de plantas daninhas na área de cultivo, o produtor diminui a pressão inicial sobre a cultura e fortalece as estratégias de controle ao longo da safra.

Outro ponto destacado é a importância dessa prática dentro do manejo integrado de plantas daninhas. Quando associada a outras medidas de prevenção e controle, a semente certificada contribui para tornar o programa mais eficiente e sustentável. A medida também apoia estratégias voltadas à prevenção e ao manejo da resistência a herbicidas, evitando que o problema avance para novas áreas e comprometa a produtividade.

 





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Soja recua com cautela sobre demanda



A ausência de compras chinesas ganhou peso na leitura do mercado


A ausência de compras chinesas ganhou peso na leitura do mercado
A ausência de compras chinesas ganhou peso na leitura do mercado – Foto: Pixabay

O mercado internacional de soja encerrou a semana em queda, em um ambiente marcado por cautela dos agentes diante de fatores externos, dúvidas sobre a demanda e maior atenção ao clima nos Estados Unidos. Segundo a StoneX, as cotações foram pressionadas pelo cenário macroeconômico e geopolítico, além da valorização do dólar, que diminui a competitividade da soja norte-americana no comércio global.

A ausência de compras chinesas ganhou peso na leitura do mercado, já que a China segue como fator central para a formação de preços. As incertezas sobre o ritmo de aquisições do país asiático mantêm o balanço sujeito a mudanças, uma vez que uma retomada mais firme da demanda poderia oferecer sustentação às cotações. Por enquanto, a falta de sinalização mais consistente contribui para limitar movimentos de recuperação.

No comércio exterior, as exportações dos Estados Unidos continuam em ritmo mais fraco. Esse desempenho reflete a maior competitividade do Brasil, que segue ocupando espaço no mercado internacional, e também uma demanda doméstica aquecida nos EUA. Com o dólar valorizado, a soja norte-americana perde atratividade frente a origens concorrentes, ampliando a pressão sobre os preços.

Além da demanda, o clima passou a ter influência mais relevante sobre as negociações. A expansão de áreas secas no Meio-Oeste dos Estados Unidos elevou a preocupação com o desenvolvimento das lavouras, embora as previsões indiquem melhora nas chuvas no curto prazo. Esse cenário mantém o mercado sensível às atualizações climáticas, especialmente em regiões produtoras que podem sofrer com estresse hídrico.

Nas próximas semanas, a combinação entre incerteza sobre compras chinesas, desempenho das exportações norte-americanas e evolução das condições climáticas tende a orientar o comportamento dos preços. Caso a seca persista em áreas importantes dos Estados Unidos, o mercado pode encontrar algum suporte, mesmo em meio ao ambiente externo ainda desfavorável.

 





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Dólar deve reagir a inflação e juros externos



No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores


No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores
No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores – Foto: Pixabay

O câmbio deve seguir sensível à combinação entre indicadores econômicos, decisões de política monetária e riscos geopolíticos, em um ambiente de maior cautela nos mercados internacionais. Segundo a StoneX, o dólar deve refletir dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil, as tensões no Oriente Médio e a decisão de juros do Banco Central Europeu.

A divulgação de indicadores americanos aquecidos reforçou a percepção de que a economia dos Estados Unidos segue mais resiliente e robusta. Esse cenário aumentou as expectativas de que os juros possam permanecer elevados por mais tempo no país, fator que tende a influenciar o comportamento da moeda americana diante de outras divisas.

No Brasil, os dados de inflação também devem estar no foco dos investidores, uma vez que ajudam a calibrar as expectativas sobre o cenário econômico doméstico e sobre os próximos passos da política monetária. A leitura dos indicadores locais, em conjunto com os números americanos, pode contribuir para maior volatilidade no mercado de câmbio.

Outro ponto de atenção envolve a nova proposta dos Estados Unidos para tarifas de importação sobre mercadorias de diversos países, incluindo o Brasil. De acordo com o material, o país poderá ser atingido por alíquotas até 32,5 pontos percentuais maiores, o que adiciona incerteza ao ambiente externo e pode afetar a percepção de risco.

As tensões geopolíticas também seguem no radar. A retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e o fracasso do cessar-fogo entre Israel e Líbano mantiveram elevada a percepção de riscos no Golfo Pérsico. Esse quadro tende a sustentar a busca por proteção nos mercados, com reflexos sobre o dólar.

 





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Mato Grosso amplia vendas da safra 2025/26



Comercialização da soja supera 81% em MT



Foto: USDA

A comercialização da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 81,04% da produção em maio, segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O volume negociado representa um avanço de 8,52 pontos percentuais em relação a abril e está 5,02 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2024/25.

De acordo com o Imea, o aumento das vendas foi impulsionado principalmente pela necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra de milho. O levantamento também apontou valorização no preço médio mensal da soja da temporada 2025/26, que encerrou maio em R$ 106,58 por saca, alta de 1,85% na comparação com o mês anterior.

Para a safra 2026/27, a comercialização antecipada também avançou. O percentual negociado chegou a 18,49% da produção estimada, crescimento de 4,96 pontos percentuais em relação a abril e 4,34 pontos acima do observado no mesmo período do ciclo anterior.

Segundo o instituto, o movimento foi favorecido pela valorização de 1,37% no preço médio da soja para a próxima safra, que fechou maio em R$ 109,11 por saca. O Imea destaca que, apesar do avanço das negociações, o cenário para o próximo ciclo segue cercado por desafios relacionados aos custos de produção e às incertezas climáticas.

“O ciclo futuro da soja é marcado pelos elevados custos de produção e pelas incertezas climáticas, fatores que mantêm um cenário de alerta para a safra. Assim, o produtor tem aproveitado as melhores oportunidades nos preços para antecipar as negociações”, aponta o Imea.





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Bahia Farm Show celebra 20ª edição histórica com anúncios do governo de investimentos para o agro


A Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste do Brasil, iniciou nesta segunda-feira (8), em Luís Eduardo Magalhães, sua 20ª edição, com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; dos ministros da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A abertura foi marcada por anúncios voltados ao fortalecimento da produção agrícola nacional.

Entre eles, o lançamento do programa Move Brasil, do Ministério da Agricultura, que disponibilizará R$ 14 bilhões em crédito para financiamento de máquinas agrícolas. A iniciativa busca ampliar o acesso dos produtores à renovação de equipamentos, contribuindo para ganhos de eficiência, produtividade e competitividade no campo.

A Bahia Farm Show é uma realização da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e da Fundação Bahia. A cerimônia foi aberta pelo presidente da Aiba, Moisés Schmidt, com a presença da presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa; do presidente da Assomiba, Maicon Crestani; do presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi; além do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá. O evento reúne, até sábado (dia 13), mais de 600 expositores e cerca de 1.400 marcas em uma área de 38 hectares, ampliada em 35% em relação ao ano passado.

Também foram anunciados investimentos para a ampliação e modernização da infraestrutura de transmissão de energia no Oeste da Bahia, considerados fundamentais para acompanhar o crescimento da atividade agroindustrial e garantir segurança energética para a região. A portaria foi assinada pelo ministro de Minas e Energia, com a presença do presidente do grupo Iberdrola, José Ignacio Sánchez Galán.

Outro destaque foi a assinatura da portaria que regulamenta a Política Nacional de Irrigação, realizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A medida representa um avanço para regiões que dependem da irrigação como instrumento de segurança produtiva, mitigação dos riscos climáticos e desenvolvimento econômico sustentável.

Estradas e Infraestrutura

Já o Governo do Estado fez a entrega da pavimentação de 84 km da Linha Branca e a assinatura de Ordem de Serviço para pavimentação de 55 km da Linha do Ouro. Situada no município de Correntina, a Linha Branca tem 84 km de extensão, recebeu investimentos de R$ 87 milhões e é resultado de uma parceria entre a Aiba e os produtores atendidos pela estrada. A obra está pronta desde março. Já a Linha do Ouro fica no município de Riachão das Neves e receberá investimentos de R$ 68 milhões, com previsão de início das obras para o final de junho e término em novembro deste ano.

Competitividade e Eficiência

“O agronegócio brasileiro é um dos grandes pilares da nossa economia e um exemplo de competitividade para o mundo. Há 50 anos, o Brasil era importador de alimentos; hoje, está entre os três maiores produtores globais e ocupa a posição de maior exportador de alimentos do planeta. O governo federal segue comprometido com o fortalecimento do agro.”

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Para o governador Jerônimo Rodrigues, a Bahia Farm Show simboliza a força do agronegócio baiano e a capacidade de unir produção, tecnologia e sustentabilidade. “Nosso compromisso é continuar investindo em infraestrutura e desenvolvimento para que o Oeste da Bahia siga crescendo e gerando oportunidades para todo o estado”, disse.

Durante seu discurso de abertura, o presidente da Aiba falou sobre a importância da realização da feira para o desenvolvimento do agronegócio da região, mesmo em tempos desafiadores para o setor. “Quanto mais desafiador é o cenário, mais precisamos otimizar a gestão e as operações dentro das propriedades. Isso passa por conhecimento, tecnologia, decisões de investimento bem planejadas e acesso a crédito adequado. Tudo isso o produtor encontra aqui, na Bahia Farm Show”, disse Moisés Schmidt.

Vitrine de inovação

Com expectativa de receber mais de 162 mil visitors até o próximo sábado (13), a Bahia Farm Show se consolida como uma das principais vitrines de inovação, tecnologia, sustentabilidade e oportunidades de negócios para o campo brasileiro.

A edição que marca duas décadas da feira ocorre em um momento de forte desempenho da agropecuária do Oeste da Bahia. Na safra 2025/2026, a região alcançou produção estimada de 14,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 3,02 milhões de hectares. A soja permanece como principal cultura, ocupando cerca de 67% da área agrícola, enquanto o sorgo se destaca pelo crescimento de 25% em relação à safra anterior.

A irrigação é um dos pilares desse desempenho. Atualmente, mais de 409 mil hectares utilizam sistemas irrigados na região, considerada pela Embrapa a maior área irrigada do Brasil. A tecnologia tem papel estratégico para garantir estabilidade produtiva, uso eficiente dos recursos hídricos e elevadas produtividades em culturas como soja, algodão, milho, feijão e outras lavouras.

Além de movimentar o setor agrícola, a Bahia Farm Show impulsiona significativamente a economia regional. A expectativa é de geração de aproximadamente 3 um empregos diretos e 5 mil indiretos durante o período da feira. Segundo a Associação Comercial e Empresarial de Luís Eduardo Magalhães (Acelem), a economia local registra crescimento de cerca de 30% durante o evento, impulsionada pela contratação de serviços e pelo aumento do consumo de visitantes.

Também estiveram presentes na solenidade de abertura o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira; o diretor da Apex, Laudemir Muller; os secretários estaduais Vivaldo Góis (Agricultura) e Elisabete Costa (Desenvolvimento Rural); bem como a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, entre outras autoridades.

Sustentabilidade ganha protagonismo com espaço exclusivo

A sustentabilidade ocupa lugar de destaque na Bahia Farm Show 2026, que acontece de 8 a 13 de junho em Luís Eduardo Magalhães (BA), com um espaço dedicado exclusivamente ao tema. O Espaço Aiba de Sustentabilidade reúne serviços, orientações e iniciativas voltadas para produtores rurais.

Entre as ações, estão atendimentos especializados para demandas relacionadas ao licenciamento ambiental, processos junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), outorgas de uso da água e questões ligadas ao fornecimento de energia elétrica, aproximando os órgãos gestores dos produtores e facilitando a resolução de demandas.

“O que apresentamos aqui demonstra que é plenamente possível conciliar produção agrícola, preservação dos recursos naturais e cumprimento da legislação ambiental. O produtor rural tem avançado cada vez mais nessa agenda e a Bahia Farm Show é uma oportunidade para compartilhar esses resultados.”

Enéas Porto, gerente de Sustentabilidade da Aiba

Além dos atendimentos técnicos, a Aiba promove ações de educação ambiental e gestão de resíduos sólidos durante todo o evento. A coleta seletiva e a destinação correta dos materiais recicláveis fazem parte da estratégia adotada pela entidade, que também aposta na economia circular. Parte dos resíduos gerados na feira será reaproveitada para a produção de itens que poderão ser utilizados em futuras edições do evento, envolvendo cooperativas de reciclagem, artesãos e artistas locais.

A grande procura pelos serviços oferecidos confirma o interesse crescente dos produtores pelas questões ambientais. Só no primeiro dia da feira, mais de 100 produtores já haviam se inscrito para receber atendimento especializado.

Semana de Meio Ambiente

Para falar das políticas de sustentabilidade, meio ambiente e recursos hídricos, seus desafios e importância estratégica, aconteceu na tarde de hoje (8) o Seminário Bahia Agrosustentável, que reuniu produtores rurais e suas representações, além de gestores de órgãos estaduais e federais. O Futuro Sustentável do Oeste Baiano foi o tema do painel apresentado pelo diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio.

“A ideia é dar maior agilidade aos processos, a partir da tomada de decisões conjuntas e de um diálogo permanente com a sociedade. A região Oeste possui um grande aquífero, e o maior desafio é equalizar as grandes demandas de autorização para uso da água.”

Eduardo Topázio, diretor-geral do Inema

Ainda segundo Topázio, a manutenção de áreas ainda conservadas, de conciliação entre a agricultura e áreas protegidas, é estratégica para as espécies nativas que existem na região. Um segundo painel, com o tema “Inovação e Crédito de Carbono”, foi coordenado pelo gerente de Sustentabilidade da Aiba, Enéas Porto. O seminário é uma realização conjunta entre Seagri, Sema e Aiba.

Inauguração do maior Centro de Análise de Fibras da América Latina

A 20ª edição da Bahia Farm Show abriu as portas nesta segunda-feira (8) com um marco para o agronegócio do Norte e Nordeste: a inauguração do maior Centro de Análise de Fibras da América Latina, construído pela Abapa ao lado do complexo da feira. Com investimento superior a R$ 120 milhões e capacidade para processar até 70 mil amostras de algodão por dia, a estrutura de 5.200 metros quadrados reforçou o papel da feira como palco de grandes anúncios.

“Quando um importador em Bangladesh, no Paquistão ou na China decide comprar nosso algodão, ele pode ficar seguro do que vai levar para a sua indústria. A transação comercial começa aqui.”

Alessandra Zanotto Costa, presidente da Abapa

A cerimônia de inauguração reuniu o governador Jerônimo Rodrigues, autoridades estaduais e municipais, representantes do setor produtivo e lideranças da cadeia têxtil. Junto ao laboratório, foi aberta a “Passarela do Saber”, trilha interativa que leva o visitante por todo o ciclo da pluma, da colheita à classificação, e que segue disponível ao público durante toda a BFS, até 13 de junho.

 





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Ciclone traz temporal, granizo e rajadas de até 80 km/h


A Região Sudeste do Brasil vai enfrentar chuvas fora do padrão esperado para o período, temporais isolados, rajadas de vento intensas e risco pontual de granizo a partir desta sexta-feira (12), quando um segundo ciclone deve se formar na costa da Região Sul, segundo previsão da Meteored. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo estão na área de influência do sistema, que deve seguir causando instabilidades pelo menos até o fim de semana.

Esse primeiro sistema deve perder força sobre o oceano, com impacto restrito à Região Sul. O segundo ciclone, de acordo com a Meteored, terá comportamento distinto: ao emergir entre a madrugada e a manhã de sexta, vai puxar umidade e acionar uma cadeia de instabilidades que avança sobre o Sudeste ao longo de todo o dia.

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Segundo dados divulgados pela Meteored, as chuvas chegam primeiro ao interior paulista e ao Triângulo Mineiro ainda nas primeiras horas da sexta-feira, espalhando-se progressivamente para o centro e o leste de Minas Gerais e para o Rio de Janeiro ao longo da tarde. À noite, o foco das instabilidades se desloca para o norte fluminense, o sul do Espírito Santo e o centro-leste mineiro, onde ainda há risco de pancadas fortes e temporais isolados.

Na capital paulista, a Meteored prevê um dia inteiro de mau tempo: chuva pela manhã, temporal à tarde e noite chuvosa. Rio de Janeiro e Belo Horizonte devem registrar apenas chuvas fracas no período vespertino. Já os ventos se intensificam especialmente na tarde de sexta, com rajadas entre 50 e 70 km/h previstas para São Paulo, sul e sudeste de Minas Gerais e centro do Rio de Janeiro — podendo chegar a 80 km/h pontualmente no leste paulista e na Grande São Paulo, de acordo com o levantamento da Meteored.

No sábado (13), o sistema começa a recuar para o oceano, mas ainda não libera o Sudeste: pancadas isoladas seguem previstas nos quatro estados ao longo do dia, com maior concentração no período da tarde. Enquanto São Paulo deve ter períodos de sol intercalados com chuva passageira, Belo Horizonte terá céu encoberto e chuvas fracas entre o fim da tarde e a noite. Rio de Janeiro e Vitória ficam com o tempo mais aberto, segundo a Meteored.





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RS fortalece agenda climática na ONU em Bonn


O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), deu continuidade, na terça-feira (9/6), à agenda internacional na Conferência de Bonn sobre Mudanças Climáticas, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), na Alemanha. A participação do Rio Grande do Sul integra uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da atuação subnacional nas discussões globais sobre clima, especialmente no contexto do período pós-COP30 de Belém.

A programação do dia teve como foco central a reunião do Comitê Executivo Global (GexCom) do Iclei (Governos Locais para Sustentabilidade), principal órgão de liderança e tomada de decisão estratégica da rede em nível global. O Rio Grande do Sul foi representado pela secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, que também exerce papel de vice-presidente global e presidente da América do Sul do Iclei.

O encontro reuniu lideranças de diferentes continentes para debater temas estratégicos como os cenários do multilateralismo global, os caminhos da agenda climática após a COP30 e o papel dos governos locais na implementação de políticas climáticas. A participação do governo do Estado reforça a inserção do Rio Grande do Sul no debate internacional e amplia sua capacidade de influência nas diretrizes globais voltadas à sustentabilidade.

Durante sua participação, Marjorie destacou a importância da presença de governos subnacionais nos espaços de decisão internacional. “O Iclei e os representantes dos governos subnacionais, como o governo do Estado, precisam estar presentes nos espaços de negociação para valorizar o trabalho desenvolvido localmente. Mais do que discutir propostas, é nos territórios que as políticas públicas se concretizam e geram resultados efetivos”, afirmou.

A secretária também apresentou as principais ações desenvolvidas pelo Rio Grande do Sul na agenda climática. Entre os destaques estão a estruturação de uma governança climática integrada entre o governo do Estado e os 497 municípios gaúchos, a realização de análises de risco e vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos e a implementação do Plano de Ação Climática (Plac), voltado à mitigação e adaptação, com lançamento previsto para os próximos dias.

Outro ponto relevante foi o avanço no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa, que serve como base técnica para o Programa Proclima2050, além das iniciativas de descarbonização da cadeia produtiva, com a entrega de estudos a entidades representativas do setor agropecuário. O Estado também tem promovido a adequação de sua regulamentação climática às diretrizes do Acordo de Paris, com meta de neutralidade de carbono até 2050.

Além dos debates técnicos, a agenda incluiu apresentações regionais, nas quais foram compartilhadas atualizações da América do Sul, ampliando a visibilidade do Brasil e do Rio Grande do Sul no cenário internacional. O espaço também permitiu a articulação com lideranças globais e o fortalecimento de parcerias estratégicas. A participação na reunião do GexCom reafirma o protagonismo do Rio Grande do Sul na agenda climática e consolida sua posição como ator relevante na construção de soluções sustentáveis em nível global.





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Safra recorde derruba cotações do café no exterior


Os preços do café registraram forte queda nas bolsas internacionais na última semana, pressionados principalmente pelas perspectivas de uma safra recorde no Brasil e pelo aumento da oferta global. A avaliação é de Leonardo Rossetti, especialista em inteligência de mercado da StoneX, que aponta um cenário de maior disponibilidade do produto nos próximos meses.

Segundo Rossetti, os contratos do café arábica negociados em Nova York recuaram 7,6%, atingindo os menores níveis em mais de um ano e meio. Em Londres, os contratos do robusta acumularam queda de 4,6%. “O principal fator de pressão continua sendo a expectativa de uma safra recorde no Brasil, que deve ampliar significativamente a oferta nas próximas semanas”, afirmou.

Apesar de a colheita ainda avançar em ritmo inferior ao esperado, os trabalhos vêm ganhando velocidade. De acordo com levantamento da StoneX, a colheita do café arábica alcançou 23% da área cultivada até o fim da última semana, ante 16% registrados na semana anterior. No caso do café conilon, os trabalhos chegaram a 42% da área, acima dos 33% observados anteriormente.

O especialista destaca que o cenário de maior oferta foi reforçado pelo mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estimou a produção brasileira de café para a safra 2026/27 em 71 milhões de sacas. Embora o volume seja inferior à projeção da StoneX, de 75,3 milhões de sacas, ainda representa um recorde para o país. “Considerando todos os países produtores, o USDA projeta crescimento de 6,4% na produção global na próxima temporada”, ressaltou.

Além do aumento esperado na produção brasileira, a recuperação da safra colombiana em maio também contribuiu para a pressão sobre as cotações internacionais, ampliando as expectativas de oferta no mercado mundial.

Rossetti observa que os contratos chegaram a ensaiar uma recuperação no início desta semana, mas encerraram o pregão novamente em leve queda. “Do ponto de vista técnico, o mercado apresenta sinais de sobrevenda, o que pode abrir espaço para correções pontuais nos próximos dias. No entanto, os fundamentos continuam baixistas e não há, neste momento, uma resistência técnica relevante que impeça novos testes de preços mais baixos”, explicou.

Outro fator que segue influenciando o mercado é a atuação dos fundos de investimento. Segundo o analista, o aumento das posições vendidas reforça a percepção de continuidade do movimento de baixa nas cotações.

Para as próximas semanas, o mercado continuará atento às condições climáticas nas regiões produtoras de café arábica durante o inverno brasileiro. “Eventuais registros próximos de 5°C podem provocar volatilidade nas cotações. Além disso, permanece o acompanhamento das condições climáticas relacionadas ao La Niña, especialmente entre agosto e setembro, período que antecede a florada. Por ora, porém, os indicativos apontam para um fenômeno de baixa intensidade e sem impactos significativos sobre a produção brasileira”, concluiu.





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Algodão fecha em alta em NY e dezembro/26 volta ao patamar dos 80 cents/lbp


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Após dias mais pressionados, os preços do algodão voltaram a fechar em alta na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (01), com o contrato dezembro/26 retornando ao patamar dos 80 cents/lbp.

O contrato dezembro/26 avançou 0,57 cent (+0,72%), encerrando o dia cotado a 80,16 cents/lbp. O vencimento julho/26 subiu 0,49 cent (+0,64%), fechando a 76,64 cents/lbp. O outubro/26 registrou ganho de 0,58 cent (+0,74%), para 78,73 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou 0,60 cent (+0,74%), terminando a sessão a 81,32 cents/lbp.

Em boletim semanal divulgado na última sexta-feira, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apontou que a recente queda das cotações em Nova York começou a estimular compras pontuais na Ásia, com negócios reportados em países como Vietnã, Bangladesh e China.

A entidade também destacou o desempenho das exportações norte-americanas. Segundo a Abrapa, as vendas semanais dos Estados Unidos somaram 141,3 mil fardos para a safra 2025/26 e 223,7 mil fardos para 2026/27, equivalentes a aproximadamente 32 mil e 50,7 mil toneladas, respectivamente. Os embarques também foram considerados sólidos, totalizando 299,3 mil fardos, cerca de 67,9 mil toneladas.

No cenário macroeconômico, os preços do petróleo bruto registraram forte alta nesta segunda-feira, conforme apontou o Barchart. Segundo a análise, o movimento ocorreu após a agência iraniana Tasnim informar que o governo do Irã suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos sobre um possível acordo de cessar-fogo, diante da intensificação dos ataques israelenses ao Líbano.

 





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Mapa apreende ovos embrionados sem certificação no Galeão



Irregularidade foi identificada durante fiscalização realizada por auditores



Foto: Divulgação/Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), interceptou no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ), aproximadamente 320 ovos embrionados transportados por um passageiro procedente de Portugal sem a documentação sanitária obrigatória para ingresso no Brasil.

A irregularidade foi identificada durante fiscalização realizada por auditores fiscais federais agropecuários. Parte do material estava acondicionada na bagagem de mão do viajante. Segundo informações prestadas pelo passageiro, os ovos destinavam-se à eclosão para formação de um plantel de galinhas da raça Serama em uma propriedade localizada em Minas Gerais, com fins de comercialização de aves ornamentais.

A apreensão reforça a importância das ações de vigilância agropecuária nos pontos de entrada internacionais do país. O ingresso irregular de ovos embrionados e outros materiais de origem animal representa elevado risco sanitário, uma vez que pode possibilitar a entrada de agentes patogênicos no território nacional. Entre as principais preocupações está a influenza aviária, doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), caracterizada pela alta capacidade de disseminação e pelos impactos potenciais à avicultura, à fauna silvestre e, eventualmente, à saúde humana.

O cenário sanitário internacional reforça a necessidade de rigor nos controles de fronteira. Diversos países continuam registrando ocorrências de influenza aviária em aves domésticas e silvestres, o que exige atenção permanente das autoridades responsáveis pela defesa agropecuária.

O Mapa reforça que a importação de animais, produtos e subprodutos de origem animal deve atender às exigências sanitárias estabelecidas pela legislação brasileira. Entre os requisitos estão a apresentação de certificação sanitária emitida pela autoridade veterinária oficial do país de origem e autorização prévia do governo brasileiro, quando aplicável.

A atuação contínua do Vigiagro nos pontos de ingresso internacional é fundamental para a proteção do patrimônio agropecuário nacional, da biodiversidade e da saúde pública, contribuindo para a manutenção do status sanitário brasileiro e para a segurança da produção de alimentos.

 





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