sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Demanda por biocombustíveis reconfigura o esmagamento nos EUA



O complexo da soja atravessa uma mudança estrutural



Foto: Fonte: G1

O complexo da soja atravessa uma mudança estrutural em sua matriz de demanda, com o setor de energia renovável assumindo um protagonismo inegável na alocação da oferta norte-americana. O relatório de junho do USDA evidenciou como a transição energética está redesenhando os fluxos comerciais, impulsionando o esmagamento interno nos Estados Unidos em detrimento da exportação do grão in natura e do óleo.

Para o ano comercial de 2025/26, a projeção de esmagamento de soja nos EUA foi ajustada para cima, alcançando a marca de 2.650 milhões de bushels. O principal motor dessa engrenagem é a sede doméstica por matéria-prima energética: a estimativa de uso de óleo de soja para a produção de biocombustíveis saltou para 14.550 milhões de libras na safra 2025/26, exibindo uma projeção ainda mais agressiva de 17.800 milhões de libras para o ciclo 2026/27. Esse nível de atividade industrial também foi suportado por uma maior exportação e consumo interno de farelo de soja.

Do ponto de vista econômico, esse direcionamento do processamento para o mercado interno possui um custo de oportunidade direto na balança comercial do país. Para acomodar a forte demanda das usinas de biocombustíveis, o USDA reduziu a estimativa de exportação de óleo de soja dos EUA para apenas 1.050 milhões de libras em 2025/26. Na mesma linha, os embarques do grão bruto foram cortados para 1.510 milhões de bushels, movimento justificado pelo ritmo atual apontado nos dados alfandegários norte-americanos. Essa compensação cirúrgica entre o aumento do esmagamento e a contração das exportações manteve os estoques finais americanos estagnados em 340 milhões de bushels para a temporada 2025/26. Para o ciclo seguinte (2026/27), a perspectiva de preços ao produtor foi mantida inalterada em US$ 11,40 por bushel para o grão, com o óleo cotado a 70,00 centavos por libra-peso e o farelo a US$ 310,00 por tonelada curta.

Enquanto os EUA focam no consumo interno, a perspectiva global para a soja indica uma formação de estoques sólida para a safra 2026/27. Os estoques finais mundiais sofreram um ajuste positivo de 0,1 milhão de toneladas, consolidando-se em 124,9 milhões de toneladas. Esse “colchão” de liquidez física foi assegurado, em grande parte, pela expansão produtiva da Argentina no ciclo anterior: a safra argentina de 2025/26 foi revisada para cima em 2 milhões de toneladas, atingindo 50 milhões de toneladas. Esse volume extra avolumou os estoques iniciais do mundo para o novo ano comercial, neutralizando rapidamente pequenas perdas de safra em outros polos, como a redução de 0,2 milhão de toneladas na produção da Rússia devido a uma menor área colhida.





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Bahia Farm Show fecha edição histórica e mira 2027


A 20ª edição da Bahia Farm Show foi encerrada com crescimento nos principais indicadores e a confirmação da próxima edição, marcada para ocorrer entre os dias 7 e 12 de junho de 2027. O evento registrou aumento no número de visitantes, expositores e marcas participantes, reforçando seu papel como espaço de negócios, inovação e troca de conhecimento no agronegócio.

Neste ano, a feira recebeu 172.328 visitantes, alta de 6% em relação à edição anterior. O número de expositores chegou a 554, crescimento de 28%, enquanto as marcas representadas somaram 1.421, avanço de 26%. O evento contou ainda com 24 patrocinadores e 34 expositores da agricultura familiar, 21% a mais que no ano passado.

Os resultados foram apresentados pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e entidades parceiras no último dia da programação. Segundo os representantes do setor, mesmo diante de um cenário de juros elevados e dificuldades de acesso ao crédito, a feira registrou forte participação do público e diversificação da demanda, com maior procura por equipamentos voltados à pecuária, preparo de solo e outras soluções para elevar a produtividade.

Entre os destaques da edição estiveram o primeiro leilão da feira, realizado em parceria com o grupo Agro Antônio Balbino, que movimentou R$ 3 milhões, além do Espaço das Startups, o projeto Vozes do Agro e a ampliação da estrutura de serviços. As caravanas levaram 10.295 pessoas ao evento, distribuídas em 265 grupos organizados. A feira também registrou crescimento da cobertura da imprensa e dos produtores de conteúdo, além de ampliar a participação internacional. 

“Esta edição teve um significado especial por marcar os 20 anos da Bahia Farm Show e, sem dúvida, há muito o que comemorar. Os resultados refletem a força do agro baiano, com recordes de público, de marcas expositoras e de oportunidades de negócios. A feira também reafirmou seu papel como uma grande vitrine de tecnologias e inovações capazes de atender produtores de todos os portes, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor. Em nome da Faeb, parabenizo toda a organização pelo sucesso desta edição e já fico na expectativa para que, no próximo ano, possamos superar ainda mais os resultados alcançados”, disse a vice-presidente da Faeb, Carminha Missio.


 





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Mercado recomenda venda escalonada da soja



Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais


Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais
Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais – Foto: Abiove

A soja segue em um ambiente de preços dividido entre a pressão externa e a sustentação interna, o que exige cautela nas decisões comerciais. A recomendação central é evitar movimentos concentrados de venda em momentos de baixa mais forte na bolsa de Chicago, já que o mercado internacional acumula perdas e segue influenciado por oferta ampla, clima favorável nos Estados Unidos e demanda chinesa fraca pela soja norte-americana.

Na avaliação da TF Agroeconômica, os produtores com soja disponível devem priorizar vendas escalonadas, reduzindo o risco de fixar grandes volumes em períodos de pressão. Eventuais repiques provocados por mudanças no clima norte-americano devem ser usados para avançar na comercialização, especialmente porque Chicago mantém tendência baixista no curto prazo. O suporte próximo de 1.112 cents por bushel ainda funciona, mas mostra fragilidade. Caso seja rompido, há possibilidade de busca pela região de 1.060 cents por bushel.

Para a safra 2026/27, a orientação é considerar travas parciais entre 20% e 40% da produção esperada. A estratégia preserva proteção de preços, mas mantém parte relevante da produção aberta para capturar possíveis prêmios climáticos durante julho e agosto, período que tende a concentrar volatilidade no mercado americano.

Cooperativas e cerealistas devem intensificar a originação nos momentos de pressão em Chicago e avaliar operações de hedge para proteção de margens. O acompanhamento do clima nos Estados Unidos permanece essencial, pois as previsões atuais indicam chuvas regulares, boa umidade dos solos e desenvolvimento inicial adequado das lavouras, reduzindo o prêmio climático.

Para indústrias e exportadores, a recomendação é aproveitar quedas da CBOT para alongar coberturas. No Brasil, os preços seguem relativamente firmes, sustentados pela demanda da indústria de biodiesel, pelos prêmios de exportação e pela preferência chinesa pela soja sul-americana. Apesar do viés baixista em Chicago, o mercado físico brasileiro mantém trajetória mais defensiva e ainda opera em canal de alta moderada.

 





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Fêmeas puxam alta no mercado do boi em São Paulo


A cotação das fêmeas bovinas avançou nesta sexta-feira (12) em São Paulo, enquanto os preços dos machos permaneceram estáveis. A análise foi divulgada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, que apontou aumento de R$ 2,00 por arroba para a vaca e de R$ 3,00 por arroba para a novilha, após a valorização observada na véspera para o boi gordo.

Segundo a consultoria, o mercado foi sustentado pela negociação mais cautelosa dos vendedores e por uma demanda considerada firme. A oferta seguiu equilibrada, com os pecuaristas comercializando os lotes de forma gradual, sem pressão excessiva por vendas.

Do lado das indústrias frigoríficas, o cenário foi marcado por estratégias distintas. Enquanto algumas empresas buscaram ampliar as escalas de abate, outras optaram por manter o abastecimento de forma moderada, realizando compras sem elevar significativamente os volumes negociados.

A cautela dos compradores esteve relacionada ao comportamento do consumo. O varejo ainda trabalhava com mercadorias adquiridas recentemente e a proximidade da segunda quinzena do mês costuma reduzir o ritmo das vendas de carne bovina.

O mercado também acompanhava a expectativa em torno do fim de semana. O primeiro jogo da seleção brasileira era visto como um possível estímulo ao consumo de carne. No entanto, a avaliação era de que um desempenho abaixo do esperado nas vendas poderia limitar a reposição de estoques e influenciar o comportamento das negociações na semana seguinte, com redução da demanda.

As escalas de abate atendiam, em média, sete dias.

Oferta restrita sustenta preços em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, a oferta mais limitada contribuiu para a sustentação das cotações, embora o cenário não tenha sido caracterizado como de escassez. A necessidade de compra por parte dos frigoríficos permaneceu presente para manutenção das escalas, mas o abastecimento ocorreu de maneira controlada.

Na região de Dourados, os preços não apresentaram alterações na comparação diária.

Já em Campo Grande, a cotação do boi gordo e da vaca permaneceu estável, enquanto a novilha registrou valorização de R$ 2,00 por arroba.

Em Três Lagoas, o boi gordo teve alta de R$ 2,00 por arroba. As cotações da vaca e da novilha ficaram inalteradas.

A análise da Scot Consultoria indica que o mercado segue atento ao comportamento do consumo interno e à reposição de estoques por parte do varejo, fatores que devem influenciar o ritmo das negociações nos próximos dias.





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Umidade correta evita perdas no feijão armazenado


O controle da umidade dos grãos é uma das etapas mais importantes da pós-colheita do feijão e pode determinar o sucesso ou o fracasso do armazenamento. Especialistas alertam que grãos armazenados com excesso de água ficam mais suscetíveis ao desenvolvimento de fungos, aquecimento da massa e perda de qualidade, enquanto a secagem excessiva aumenta a ocorrência de quebras e reduz o peso comercial do produto.

Segundo orientações técnicas apresentadas no material, o feijão destinado ao armazenamento de médio e longo prazo deve apresentar umidade em torno de 12% a 13%. Nessa faixa, os riscos de deterioração são reduzidos e a conservação dos grãos é favorecida. Acima desse patamar, aumentam as chances de surgimento de bolores, aquecimento da massa armazenada e perda de germinação em lotes destinados à produção de sementes.

O documento destaca que a preocupação com a qualidade dos grãos deverá ganhar ainda mais relevância entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, período em que a cadeia produtiva deverá intensificar a atenção aos padrões físicos e sanitários exigidos pelo mercado.

A medição correta da umidade é apontada como o primeiro passo para garantir um armazenamento seguro. Embora os métodos laboratoriais sejam considerados referência pela precisão, os medidores portáteis são as ferramentas mais utilizadas nas propriedades rurais e unidades armazenadoras. Para obter resultados confiáveis, é necessário utilizar equipamentos calibrados, coletar amostras representativas e realizar medições em diferentes pontos da carga.

A definição do momento de colheita também influencia diretamente a qualidade final do produto. Conforme o conteúdo técnico, atrasar a colheita em busca de uma secagem natural no campo pode aumentar as perdas por abertura de vagens, germinação dos grãos e danos provocados por chuvas. A recomendação é colher o feijão em estágio adequado de maturação e concluir o ajuste da umidade por meio de secagem controlada.

Após a colheita, a secagem pode ser realizada de forma natural ou artificial. Em ambos os sistemas, o objetivo é reduzir a umidade de maneira uniforme, evitando danos físicos aos grãos. No caso da secagem natural, o material orienta que o feijão seja distribuído em camadas uniformes e revolvido frequentemente para evitar aquecimento localizado. Já nos secadores mecânicos, o controle da temperatura é considerado essencial para evitar fissuras, escurecimento e perda de qualidade.

Outro aspecto destacado é a necessidade de estabilizar a umidade antes do armazenamento definitivo. Mesmo após atingir o teor desejado, os grãos precisam passar por um período de repouso para que a água se distribua de forma homogênea entre a superfície e o interior do feijão. Somente após essa estabilização é recomendada uma nova medição para confirmar se o lote está apto para seguir para os armazéns.

A manutenção da qualidade também depende das condições de armazenamento. Estruturas limpas, livres de infiltrações e com boa ventilação ajudam a evitar a reabsorção de umidade e o surgimento de fungos. O monitoramento periódico da temperatura e da umidade dos grãos é apontado como uma prática indispensável para prevenir perdas ao longo do período de estocagem.

O material ressalta ainda que falhas no manejo da umidade podem gerar impactos econômicos significativos. Entre os prejuízos mais comuns estão descontos aplicados por armazéns devido ao excesso de água nos grãos, redução da qualidade comercial por ocorrência de mofo e aumento da quebra durante o beneficiamento.

“Ajustar a umidade de forma planejada é uma forma direta de proteger a margem de lucro e a vida útil do produto”, destaca o conteúdo técnico.

Por fim, o documento reforça que decisões relacionadas à operação de secadores, sistemas de aeração e armazenamento devem seguir normas técnicas e recomendações especializadas. O acompanhamento de profissionais da área de pós-colheita é considerado fundamental para garantir a qualidade do feijão armazenado e reduzir riscos ao longo de toda a cadeia produtiva. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Como reduzir grãos verdes na colheita do café


A busca por uma colheita mais uniforme tem ganhado espaço entre os produtores de café devido ao impacto direto que a maturação dos frutos exerce sobre a qualidade da bebida e o rendimento industrial. A presença excessiva de frutos verdes e passa na colheita é apontada como um dos principais fatores de perda de qualidade ao longo da cadeia produtiva, exigindo planejamento desde o florescimento até a definição do momento ideal para iniciar a derriça.

De acordo com orientações técnicas para o manejo da cultura, a redução da presença de frutos verdes começa antes mesmo da formação dos grãos. O planejamento do florescimento, a nutrição equilibrada das plantas, o manejo hídrico adequado, as podas e o controle de pragas e doenças são considerados fatores decisivos para tornar a maturação mais homogênea.

Nas principais regiões produtoras de café arábica e canéfora, como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo, é comum encontrar plantas com frutos em diferentes estádios de desenvolvimento no mesmo período. Em uma mesma rama podem coexistir frutos em fase de chumbinho, verdes, verde-cana, cereja e passa. Essa desuniformidade está associada a fatores climáticos e de manejo, como múltiplas floradas provocadas por chuvas irregulares, estresses hídricos e nutricionais, diferenças de carga entre plantas e até mesmo o cultivo de variedades com comportamentos distintos de maturação.

O desafio para os produtores está em encontrar o momento adequado para iniciar a colheita. Quando a operação é antecipada para evitar o excesso de frutos passa, aumenta a quantidade de grãos verdes no lote. Já o atraso na colheita pode elevar a presença de frutos secos, fermentações indesejáveis e perdas por queda dos frutos.

O desenvolvimento do fruto do café ocorre em quatro etapas principais após a florada: crescimento inicial, granação, maturação fisiológica e senescência. A fase considerada ideal para a colheita é aquela em que a maior parte dos frutos se encontra no estágio cereja, momento em que os grãos atingem o máximo potencial para qualidade de bebida e rendimento.

A presença de frutos em diferentes estádios de maturação pode provocar reflexos significativos na qualidade final do produto. Frutos verdes tendem a resultar em bebidas com maior adstringência e menor doçura, enquanto frutos passa ou secos favorecem defeitos relacionados à fermentação. Além disso, lotes heterogêneos apresentam maior dificuldade de secagem e beneficiamento, comprometendo a classificação comercial.

Para reduzir a ocorrência de frutos verdes, especialistas recomendam o acompanhamento das floradas e da evolução da maturação em cada talhão. O registro das datas de florescimento permite projetar o período de maturação e organizar a colheita de forma mais eficiente, principalmente em um cenário de maior variabilidade climática entre agosto de 2025 e junho de 2026.

Em áreas irrigadas, o manejo da água pode ser utilizado para concentrar as floradas e tornar a maturação mais uniforme. A estratégia consiste em manter um período de déficit hídrico controlado durante a estação seca e retomar a irrigação de forma planejada, estimulando uma florada principal mais concentrada. Já em sistemas de sequeiro, o monitoramento da umidade do solo e das previsões climáticas auxilia na tomada de decisão.

A nutrição também desempenha papel importante na uniformização da maturação. O fornecimento equilibrado de nutrientes, especialmente nitrogênio, potássio, cálcio e boro, favorece a fixação dos frutos, o enchimento dos grãos e a manutenção do desenvolvimento uniforme das plantas. O manejo nutricional deve ser baseado em análises de solo e folhas, seguindo recomendações técnicas específicas para cada região.

Além disso, práticas como podas, desbrotas e controle fitossanitário contribuem para reduzir diferenças de desenvolvimento entre ramos e plantas. O controle de doenças como ferrugem e cercosporiose e de pragas como a broca-do-café ajuda a preservar a uniformidade dos frutos até a colheita.

Na fase de colheita, a estratégia adotada influencia diretamente o percentual de frutos verdes no lote. A colheita manual seletiva permite realizar passadas sucessivas para colher prioritariamente os frutos maduros, enquanto a colheita mecanizada exige atenção especial à regulagem das máquinas e ao planejamento por talhão para minimizar a derriça de frutos ainda verdes.

Mesmo quando a maturação não é totalmente uniforme, procedimentos pós-colheita, como lavagem e classificação por densidade, podem contribuir para reduzir a presença de frutos verdes e defeitos nos lotes destinados ao beneficiamento.

Embora a uniformização completa da maturação seja considerada inviável em escala comercial, a adoção integrada de práticas de manejo ao longo de todo o ciclo da cultura permite reduzir significativamente a presença de frutos verdes e passa, elevando a qualidade da bebida e melhorando o aproveitamento industrial do café. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Primeiro BFS Leilões reforça protagonismo da pecuária e aposta na genética de qualidade no Oeste da Bahia


A pecuária ganhou espaço de destaque na Bahia Farm Show nesta quinta-feira (11) com a realização do primeiro Leilão BFS, iniciativa inédita que reuniu produtores, investidores e criadores em um ambiente voltado exclusivamente aos negócios. O evento integra a estratégia de fortalecimento da cadeia pecuária na região, marcada pelo avanço da agricultura e pela busca da verticalização da produção.

Além dos leilões, o Dia da Pecuária promoveu palestras e debates sobre mercado, sanidade animal e perspectivas para o setor. Um dos destaques foi a análise do consultor Alcides Scott, da Scott Consultoria, que apontou um cenário favorável para a bovinocultura em 2026, com expectativa, neste segundo semestre, de maior retenção de matrizes e menor descarte, movimento que tende a sustentar os preços da arroba do boi gordo e estimular investimentos na atividade.

“A abertura de plantas frigoríficas na região, voltadas à exportação, também é uma alternativa para valorizar a precificação”, aponta.

Para o presidente da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, agricultura e pecuária devem caminhar juntas para ampliar a competitividade da região. Segundo ele, transformar a produção vegetal em proteína animal agrega valor e fortalece a economia regional, diante da crescente demanda dos mercados nacional e internacional.

“A feira inovou e precisamos projetar essa pecuária em crescimento, em pleno desenvolvimento, e tornar essa região um polo a nível global. Para a próxima edição, esperem ainda mais novidades”, declara entusiasmado.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, falou sobre o desenvolvimento da pecuária, que migra tendencialmente em todo o mundo para a região semiárida, e validou o esforço dos produtores rurais do Oeste em agregar a atividade à produção agrícola do Cerrado, com terras valorizadas e de ciclo curto.

BFS Leilões

O leilão foi dividido em duas etapas: a Seleção Corte, com 1.572 animais entre bezerros, bezerras e novilhas, e a Seleção Genética, com 61 touros Nelore de alto padrão. Os animais vieram de 28 plantéis do Matopiba e de Goiás e foram apresentados virtualmente, permitindo lances presenciais e remotos de compradores do Brasil e do exterior.

Na avaliação do criador e organizador Antônio Balbino, o evento demonstra a evolução da pecuária regional e ajuda a consolidar o Oeste baiano como um importante polo de genética bovina. “Os leilões são ambientes estratégicos para negócios e investimentos, especialmente diante da instalação de novos frigoríficos, confinamentos e agroindústrias na região”.

Com a estreia do BFS Leilões, a Bahia Farm Show amplia sua atuação e reforça a integração entre os diferentes segmentos do agronegócio, abrindo novas oportunidades para produtores e investidores.

Os leilões também aconteceram de forma virtual, com transmissão na plataforma do YouTube pelos canais Matopiba Leilões, Lance Rural e AgroRemate. Uma realização da Aiba, em parceria com AgroAB e participação de grandes parceiros da região.





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Ataque de lagartas preocupa produtores de milho


A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) segue entre os principais desafios enfrentados pelos produtores de milho no Brasil e pode provocar perdas expressivas de produtividade quando não controlada a tempo. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a praga é considerada a mais prejudicial para a cultura do milho no país por atacar as plantas desde os estágios iniciais de desenvolvimento até a formação das espigas.

De acordo com a entidade, os danos causados pela lagarta podem reduzir a produtividade em até 60%, dependendo do momento da infestação e da intensidade do ataque. O problema se agrava porque, em muitos casos, os sinais da presença da praga só são percebidos quando os prejuízos já atingiram estruturas importantes da planta.

“Na maioria das vezes, o produtor só percebe a infestação quando os danos já chegaram às espigas. Nesses casos, o prejuízo vai muito além da produtividade. Grãos perfurados, má formação e maior entrada de fungos comprometem também a qualidade final. Em anos de clima mais quente e seco, essa realidade tende a piorar, porque as condições favorecem o desenvolvimento da praga no campo”, afirma Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL voltada para soluções agrícolas e gestão integrada para produtores do Cerrado.

Os primeiros indícios da infestação costumam surgir nas folhas, com raspagens, pequenos furos e presença de fezes próximas ao cartucho. À medida que as lagartas se desenvolvem, elas passam a se abrigar dentro da planta, o que dificulta o controle e reduz a eficiência de aplicações realizadas fora do momento adequado.

Segundo Vilarino, a chegada da praga às espigas representa um estágio avançado do problema. “Quando a Spodoptera chega à espiga significa que o produtor já começou a perder dinheiro. Por isso, o segredo é agir cedo e entrar com o manejo na hora certa”, explica. Ele acrescenta que o monitoramento constante da lavoura e a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP) continuam sendo estratégias importantes para reduzir a pressão da infestação. “Além do monitoramento, o manejo integrado segue como caminho eficaz para reduzir a pressão da praga. Rotação de culturas, uso de biotecnologia e aplicações no momento ideal ajudam a diminuir o impacto das infestações.”

Entre as alternativas disponíveis para o controle da lagarta-do-cartucho está o inseticida Propose, da UPL Brasil, comercializado pela ORÍGEO. O produto combina os ingredientes ativos clorfenapir e clorantraniliprole e atua por contato e ingestão sobre a praga.

O gerente da ORÍGEO ressalta que o uso da tecnologia deve fazer parte de um programa mais amplo de manejo. “Esses pilares, se bem executados, favorecem alta a produtividade com qualidade superior dos grãos”, finaliza Bruno, ao destacar a importância do monitoramento da lavoura, da aplicação no momento correto e do respeito às janelas de uso dentro das estratégias de Manejo Integrado de Pragas.





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Exportações de soja devem crescer em junho


As exportações brasileiras de soja mantiveram ritmo elevado em maio, com embarques de 14,8 milhões de toneladas e a China permanecendo como principal destino do grão. A informação consta na análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) referente ao período de 5 a 11 de junho, divulgada na quinta-feira (11).

Segundo a entidade, o mercado internacional acompanha os desdobramentos das negociações comerciais entre China e Estados Unidos realizadas em meados de maio. A expectativa é de que os chineses ampliem as compras de soja norte-americana nos próximos meses. No entanto, até o momento, esse movimento ainda não se concretizou em grandes volumes.

No mercado brasileiro, a queda das cotações em Chicago foi parcialmente compensada pela valorização do dólar frente ao real. Durante a semana analisada, a moeda norte-americana alcançou R$ 5,17, favorecendo uma recuperação dos preços internos da oleaginosa. Com isso, as principais praças do Rio Grande do Sul voltaram a registrar valores próximos de R$ 115,00 por saca. Nas demais regiões produtoras do país, os preços oscilaram entre R$ 101,00 e R$ 115,00 por saca.

Para junho, a expectativa é de que o Brasil embarque 14,4 milhões de toneladas de soja, volume superior às 13,8 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano passado. De acordo com a Ceema, a projeção é de que o país alcance 72,9 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre de 2026.

No segmento de derivados, a previsão é de que os embarques de farelo de soja somem 2,3 milhões de toneladas em junho, conforme estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Enquanto o mercado acompanha o desempenho das exportações, medidas fitossanitárias também avançam nas regiões produtoras. Conforme informou o Sistema Famato, o vazio sanitário da soja teve início em 8 de junho em Mato Grosso e seguirá até 7 de setembro. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer germinação espontânea, como forma de auxiliar no controle de doenças da cultura.





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Manejo correto reduz riscos no feijoeiro


O sucesso da produção de feijão depende cada vez mais de um manejo integrado que reúna planejamento, correção do solo, escolha adequada de cultivares, manejo da água e controle eficiente de pragas, doenças e plantas daninhas. A avaliação consta em um material técnico voltado às safras entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, que destaca a necessidade de decisões baseadas em monitoramento e planejamento de longo prazo para garantir estabilidade produtiva.

Segundo o documento, o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris L.) está entre as culturas mais sensíveis a falhas de manejo. Problemas como atrasos na semeadura, adubação inadequada ou controle tardio de doenças podem comprometer significativamente o potencial produtivo das lavouras.

O material ressalta que, diante da intensificação dos sistemas de produção, especialmente em áreas de safrinha, terceira safra e cultivo irrigado, o planejamento deve começar antes mesmo da implantação da lavoura. A recomendação é que o produtor considere o feijão dentro de um sistema de produção mais amplo, integrando práticas de conservação do solo, rotação de culturas e monitoramento constante das condições da área.

A rotação de culturas é apontada como uma das primeiras etapas para reduzir problemas fitossanitários e melhorar a estrutura do solo. A alternância com gramíneas, como milho, sorgo e braquiárias, ajuda a diminuir a incidência de patógenos e plantas daninhas, além de contribuir para o aumento da matéria orgânica.

Outro ponto destacado é a importância da análise de solo como base para a tomada de decisões. A partir dos resultados, é possível definir estratégias de correção da acidez, adubação e manejo da fertilidade, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento da cultura.

A escolha da cultivar e da época de semeadura também são consideradas decisões estratégicas. O documento recomenda que os produtores priorizem materiais adaptados às condições locais, com resistência ou tolerância às principais doenças da região e ciclo compatível com a janela de cultivo disponível.

Na fase de implantação da lavoura, a qualidade das sementes e a regulagem correta dos equipamentos de semeadura aparecem como fatores determinantes para a formação de um estande uniforme. O uso de sementes certificadas e de alto vigor é apontado como uma das principais ferramentas para garantir um bom estabelecimento da cultura.

A nutrição equilibrada é outro aspecto considerado essencial. O texto destaca que o feijão responde de forma significativa ao fornecimento adequado de nutrientes, especialmente fósforo, potássio e nitrogênio, além de micronutrientes em áreas onde houver deficiência identificada por análises.

O manejo da água também exige atenção. Em sistemas de sequeiro, a definição da época de plantio é considerada a principal estratégia para reduzir riscos relacionados à falta de chuva. Já em áreas irrigadas, o fornecimento de água deve ser ajustado de acordo com a fase de desenvolvimento da planta e as características do solo, evitando tanto o déficit quanto o excesso hídrico.

O controle de plantas daninhas, pragas e doenças deve seguir os princípios do manejo integrado, com monitoramento frequente da lavoura e adoção prioritária de medidas preventivas. O uso de defensivos agrícolas, quando necessário, deve ocorrer de forma criteriosa e sempre respaldado por orientação técnica.

Na reta final do ciclo, o acompanhamento da maturação e das condições climáticas torna-se fundamental para definir o momento adequado da colheita. A recomendação é evitar tanto a antecipação excessiva, que pode resultar em grãos com alta umidade, quanto atrasos que favoreçam perdas por debulha natural e deterioração da qualidade.

O material reforça que todas as decisões relacionadas à cultura devem ser adaptadas às características específicas de cada propriedade. “As decisões de manejo (épocas, produtos, doses, regulagens de máquinas) devem ser ajustadas à realidade da propriedade, com apoio de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) e obedecendo rótulo, bula e receituário agronômico”, destaca o documento.

Além disso, o texto ressalta que as orientações apresentadas possuem caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em condições reais de campo. “Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo”, conclui. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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