sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Frio intenso avança e eleva risco de geada


Uma massa de ar frio de origem polar deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas em grande parte da Região Sudeste nos próximos dias. Segundo informações do Meteored, as madrugadas e manhãs serão marcadas por temperaturas abaixo dos 10°C em diversas áreas dos quatro estados da região, além de aumentar o risco de geadas em pontos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O sistema também deve manter a sensação de frio ao longo do dia, especialmente no leste paulista, no sul e sudeste de Minas Gerais e em áreas centrais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Nesses locais, as temperaturas máximas devem permanecer abaixo dos 17°C durante parte da semana.

De acordo com a previsão, a massa de ar polar ganha intensidade a partir de quarta-feira (17) e deve influenciar o tempo pelo menos até sexta-feira (19). A expectativa é de que as temperaturas mínimas comecem a subir gradualmente no fim de semana, embora o frio ainda seja sentido em áreas de São Paulo e Minas Gerais.

Na quarta-feira (17), as temperaturas mínimas devem ficar abaixo de 15°C em grande parte do Sudeste. Os menores valores são esperados entre 7°C e 8°C no leste e sul de São Paulo, enquanto no extremo sul de Minas Gerais os termômetros podem registrar menos de 6°C. Nessas áreas mineiras, há possibilidade de formação de geada.

Durante a tarde, o aquecimento será limitado em parte da região. As máximas devem variar entre 15°C e 17°C no leste paulista e no sul mineiro, enquanto na Região Serrana do Rio de Janeiro os termômetros podem marcar entre 12°C e 16°C.

Nas capitais, a previsão para quarta-feira indica temperaturas entre 10°C e 19°C em São Paulo, de 19°C a 21°C no Rio de Janeiro, de 13°C a 23°C em Belo Horizonte e de 20°C a 24°C em Vitória.

Na quinta-feira (18), o ar frio avança sobre áreas mais amplas do Sudeste e ganha força. As temperaturas mínimas devem ficar abaixo de 13°C em boa parte da região, com registros entre 6°C e 8°C na Região Metropolitana de São Paulo, no Vale do Paraíba e no sul e Região Serrana do Rio de Janeiro.

No sul de Minas Gerais e em áreas próximas às divisas com São Paulo e Rio de Janeiro, as mínimas podem ficar abaixo de 6°C e se aproximar de 0°C. O risco de geada permanece elevado nessas localidades.

O frio também deve alcançar o centro-sul do Espírito Santo, onde as mínimas devem variar entre 9°C e 11°C e as máximas entre 15°C e 17°C.

Nas capitais, a previsão para quinta-feira aponta temperaturas entre 17°C e 21°C no Rio de Janeiro, de 12°C a 21°C em Belo Horizonte e de 18°C a 24°C em Vitória.

Na sexta-feira (19), o frio ainda será sentido principalmente durante a manhã. As temperaturas mínimas devem variar entre 6°C e 9°C no leste de São Paulo, no sul de Minas Gerais e na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Ao longo da tarde, as temperaturas tendem a subir gradualmente. Em grande parte do Sudeste, os termômetros podem voltar a registrar valores próximos ou superiores a 20°C, enquanto localidades do sul mineiro ainda devem apresentar máximas entre 15°C e 17°C.





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Clima favorece qualidade da mandioca no RS



Mandioca mantém boa produtividade no Estado



Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em andamento em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com resultados positivos para produtividade e qualidade das raízes. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar, os produtores também mantêm atividades relacionadas ao preparo da próxima safra, como o armazenamento de ramas destinadas ao plantio previsto para agosto.

Na região administrativa de Santa Rosa, os agricultores continuam realizando o corte e a armazenagem de ramas para utilização no próximo ciclo produtivo. A entidade observou perdas de rendimento em algumas áreas devido à incidência de bacteriose, doença que provocou a morte de plantas e reduziu o potencial produtivo de determinadas lavouras.

Apesar desse cenário pontual, as áreas onde não houve corte antecipado das manivas ainda apresentam boa quantidade de folhas, favorecidas pelas temperaturas amenas registradas nas últimas semanas. Segundo a Emater/RS-Ascar, as chuvas de menor volume também contribuíram para a manutenção da sanidade das raízes na maior parte das lavouras.

A colheita da safra atual continua avançando na região, com produtividade considerada satisfatória. As raízes colhidas apresentam boa qualidade culinária e cozimento adequado. O preço do quilo da mandioca congelada varia entre R$ 5,50 e R$ 10,00, conforme o mercado local.

Na regional de Soledade, a colheita ocorre de forma intensa. As condições climáticas mais amenas têm favorecido o desenvolvimento da cultura, ampliando a janela de colheita e contribuindo para a manutenção da qualidade do produto. Paralelamente, os produtores seguem realizando a proteção das manivas destinadas ao próximo plantio.

A comercialização permanece aquecida tanto nos mercados locais quanto na Ceasa. As agroindústrias da região também intensificaram os trabalhos de descasque e congelamento da mandioca para atender à demanda. Segundo a Emater/RS-Ascar, o produto é comercializado a R$ 30,00 por caixa de 22 quilos nos municípios de Mato Leitão e Venâncio Aires.





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Paraná tem superávit em volume de lácteos



Balança de lácteos fecha quadrimestre no vermelho



Foto: Divulgação

A balança comercial de lácteos do Paraná encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume, mas ainda registrou déficit em valor financeiro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Entre janeiro e abril deste ano, o Paraná exportou 4,3 mil toneladas de produtos lácteos, volume ligeiramente inferior às 4,4 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. No sentido contrário, as importações alcançaram 3,1 mil toneladas, crescimento de 9% em comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado.

Apesar de vender ao exterior uma quantidade maior de lácteos do que comprou, o Estado fechou o período com resultado negativo em receita. Segundo o Deral, as importações somaram US$ 11,4 milhões nos quatro primeiros meses de 2026, enquanto as exportações renderam US$ 8,1 milhões.

O boletim aponta que a diferença entre os resultados em volume e em valor está relacionada ao perfil dos produtos comercializados pelo Paraná. O Estado exporta principalmente itens de menor valor agregado, com destaque para a manteiga, que lidera a pauta de embarques do setor.

Por outro lado, as importações são concentradas principalmente em queijos, produtos que possuem valor mais elevado por tonelada. Esse cenário faz com que o montante gasto nas compras internacionais supere a receita obtida com as exportações, mesmo diante do superávit em volume.

De acordo com a análise do Deral, a composição da pauta comercial continua sendo o principal fator para explicar o déficit financeiro registrado pelo segmento lácteo paranaense no início de 2026.





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como explorar áreas de alto potencial


A busca por altas produtividades na soja vai além da fertilidade do solo e das condições climáticas favoráveis. Em áreas consideradas de alto potencial produtivo, o desempenho da cultura depende de uma série de ajustes relacionados à arquitetura das plantas, à população, à nutrição e ao manejo do estande, fatores que ganham ainda mais importância no planejamento das safras de 2026.

Segundo as orientações técnicas apresentadas no material sobre as características da cultura da soja, ambientes com elevada disponibilidade de água, luz e nutrientes exigem um manejo mais preciso para que o potencial produtivo seja convertido em rendimento efetivo. “Não basta ter solo fértil e clima favorável: é necessário ajustar arquitetura de plantas, população, nutrição e manejo de estande de acordo com o genótipo e o ambiente”, destaca o documento.

A soja é considerada uma cultura de alta plasticidade, característica que permite às plantas se adaptarem a diferentes condições de cultivo. Em áreas com limitações, essa capacidade ajuda a compensar falhas de estande e períodos de estresse. Já em sistemas de alta produtividade, a mesma característica pode ser utilizada para ampliar o rendimento, desde que o manejo seja ajustado às exigências do ambiente.

Nesse contexto, o conceito de alto potencial produtivo envolve a combinação entre genética, ambiente e manejo. O objetivo é aproximar a produtividade obtida no campo do potencial biológico da cultura, utilizando cultivares adaptadas, solos corrigidos, boa disponibilidade hídrica e estratégias que preservem o desenvolvimento saudável das plantas durante todo o ciclo.

O material ressalta que erros comuns ainda limitam o desempenho de muitas lavouras. Entre eles estão o uso de populações excessivas de plantas, a escolha de cultivares inadequadas para determinadas condições de cultivo, falhas no manejo nutricional e a falta de atenção à estrutura do dossel foliar. “O resultado é que, mesmo com boas condições, a cultura não converte o potencial em produtividade de grãos”, aponta o estudo.

A eficiência do dossel foliar aparece como um dos principais fatores para alcançar altos rendimentos. Durante o desenvolvimento vegetativo, a soja precisa formar rapidamente uma cobertura capaz de interceptar a maior parte da radiação solar disponível, sem provocar excesso de sombreamento entre as plantas. O equilíbrio entre densidade de semeadura, arquitetura da cultivar e disponibilidade de recursos é considerado fundamental para garantir esse resultado.

Outro ponto destacado é a importância da fixação biológica de nitrogênio. A soja depende da associação com bactérias do gênero Bradyrhizobium para suprir grande parte da demanda do nutriente. Em áreas de alta produtividade, a necessidade de nitrogênio é ainda maior, tornando essencial a adoção de práticas que favoreçam a nodulação e a eficiência desse processo.

A fase reprodutiva também exige atenção. O documento explica que a planta produz mais flores do que consegue transformar em vagens e grãos, ocorrendo naturalmente o abortamento de parte dessas estruturas. Em ambientes de alto potencial, o manejo busca reduzir essas perdas por meio da manutenção de uma área foliar saudável e de um suprimento adequado de água e nutrientes. “O objetivo do manejo é reduzir esse abortamento e permitir que mais vagens cheguem a grãos cheios”, informa o texto.

A escolha da cultivar é outro fator decisivo. Características como porte, capacidade de ramificação, altura da inserção das vagens e sanidade foliar devem ser consideradas antes da definição da população de plantas e do espaçamento. Em áreas férteis, cultivares com arquitetura equilibrada tendem a aproveitar melhor os recursos disponíveis e apresentar maior estabilidade produtiva.

A definição do estande também requer planejamento. O material destaca que não existe uma população ideal única para todas as situações. O número de plantas deve ser ajustado de acordo com a cultivar utilizada, o tipo de solo, o regime hídrico e o sistema de produção. “O conceito central é que populações muito baixas ou muito altas podem limitar o potencial produtivo da cultura”, ressalta o estudo.

Na área nutricional, a recomendação é trabalhar com equilíbrio entre macro e micronutrientes. Além da atenção ao fósforo e ao potássio, nutrientes tradicionalmente associados à produtividade, o manejo deve considerar elementos como enxofre, cálcio, magnésio, boro, zinco, manganês, molibdênio e cobalto, sempre com base em análises de solo e acompanhamento técnico.

O planejamento da safra também envolve a definição da época de semeadura, buscando alinhar o florescimento e o enchimento de grãos aos períodos de maior disponibilidade hídrica. O monitoramento constante da lavoura ao longo do ciclo completa o conjunto de práticas recomendadas para preservar o potencial produtivo.

De acordo com o material técnico, o sucesso em áreas de alto rendimento depende da integração entre manejo nutricional, rotação de culturas, plantio direto, controle de plantas daninhas e estratégias de manejo integrado de pragas e doenças. “Mais do que ‘plantar bem’, é necessário ‘planejar o sistema’ para que cada fase do ciclo da cultura encontre condições favoráveis à máxima formação e enchimento de grãos”, conclui o documento.





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Expectativa de produção elevada pressiona cotações de milho



Projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores


Foto: Agrolink

Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo o Centro de Pesquisas, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas. Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita.

A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Conab e pelo USDA, apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal.





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Transformação pressiona indústria de defensivos


A indústria de proteção de cultivos passa por uma mudança estrutural que coloca em xeque o modelo que sustentou seu crescimento por décadas. Segundo Christian Pereira, estrategista de agronegócio, a questão central não é mais se a transformação vai ocorrer, mas quem terá capacidade de conduzi-la.

Durante anos, o setor avançou com base na descoberta de moléculas proprietárias, registro de patentes e monetização do período de exclusividade. Esse modelo consolidou a força de grandes companhias globais, mas passou a enfrentar limites crescentes. Dados citados por Pereira indicam que o custo médio para levar um novo ingrediente ativo do laboratório ao campo quase dobrou em termos nominais entre 1995 e o período de 2014 a 2019, enquanto o prazo médio até o lançamento comercial chegou a 12,3 anos.

O resultado é um ambiente com mais custo, mais tempo e menos moléculas chegando ao mercado. Ao mesmo tempo, parte relevante dos produtos que sustentaram o faturamento das maiores empresas perdeu ou está perto de perder proteção de patente. Entre 2009 e 2023, 105 ingredientes ativos tiveram a exclusividade encerrada, e o ciclo de 2026 a 2028 concentra moléculas de alto valor em um mercado global estimado em cerca de US$ 85 bilhões.

Para os agricultores, esse movimento tende a ampliar opções, melhorar preços e aumentar a margem de manobra no manejo. Para as multinacionais, representa uma reinicialização estratégica forçada. Pereira compara o momento ao vivido pela indústria farmacêutica, que precisou rever a verticalização total e passou a atuar mais como plataforma de escala.

A China também ocupa papel central nesse processo, após avançar na produção de ingredientes ativos genéricos com cadeias integradas e baixo custo. O desafio agora é lidar com excesso de capacidade e margens pressionadas, o que leva parte da indústria chinesa a buscar registros próprios, formulações diferenciadas e maior proximidade com o agricultor.

Para os próximos anos, a reinvenção do setor deve combinar química, inteligência artificial, biológicos e inovação aberta. O caminho não aponta para o fim da química, mas para sua integração com novas tecnologias e modelos de parceria mais flexíveis.

 





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Ritmo intenso dos negócios eleva cotações no BR; maior oferta limita altas



Negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil


Foto: Expodireto Cotrijal

As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil. Além da demanda externa, indústrias nacionais intensificaram as aquisições nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, a maior atratividade da soja brasileira também foi impulsionada pela depreciação do Real frente ao dólar. Por outro lado, a ampla oferta global limitou avanços mais expressivos nos preços.

O USDA reajustou a estimativa de produção mundial de soja da safra 2025/26 para o recorde de 429,2 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima da temporada passada.

Dentre os principais produtores, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas, segundo o USDA, ligeiramente abaixo das 180,25 milhões estimadas pela Conab. Na Argentina, a projeção foi elevada para 50 milhões de toneladas, 4,2% acima da estimativa de maio, embora ainda 2,2% inferior ao volume produzido na safra anterior.

O Brasil segue como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26 (de out/25 a set/26), com embarques estimados pelo USDA em 115 milhões de toneladas.





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O prejuízo escondido de uma máquina parada



Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico


Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico
Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico – Foto: Divulgação

A parada não programada de máquinas agrícolas pode representar perdas milionárias para os produtores, especialmente em períodos críticos de plantio e colheita. Segundo informações da Ultra Clean Brasil, os prejuízos vão além do custo do reparo e incluem perdas operacionais, mão de obra ociosa, atraso na produção e até impactos relacionados ao cumprimento de prazos.

Além das despesas com peças de reposição e contratação de técnicos, o cálculo deve considerar fatores como faturamento perdido, tempo de inatividade e possíveis danos à reputação. De acordo com a empresa, especialistas costumam utilizar uma fórmula simples baseada na soma do custo da manutenção com o valor da janela de produção perdida.

Em uma simulação com uma frota de 20 máquinas, considerando que cada equipamento fique parado por cinco dias ao longo do ano, o prejuízo operacional por unidade pode alcançar cerca de R$ 260 mil em grãos que deixaram de ser colhidos no período ideal. Somado aos custos de manutenção corretiva, que podem ultrapassar R$ 25 mil por máquina, a perda total por equipamento chega perto de R$ 285 mil.

Nesse cenário, o impacto financeiro para uma frota de 20 máquinas pode atingir R$ 5,7 milhões, evidenciando a importância de medidas preventivas para reduzir o risco de falhas.

Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico. Um estudo da Caterpillar aponta que 80% das falhas nesse sistema em máquinas agrícolas têm origem na contaminação provocada por sujeira que entra pelas mangueiras. Por isso, a recomendação é manter as mangueiras lacradas antes da conexão ao sistema, reduzindo a entrada de partículas e evitando danos que podem provocar paralisações.

A Ultra Clean Brasil destaca ainda a importância da limpeza das mangueiras hidráulicas para impedir que resíduos, poeira e partículas de borracha cheguem ao sistema, contribuindo para maior segurança e eficiência operacional.

 





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Menor oferta reduz pressão sobre as cotações de mandioca



Avanço da colheita foi limitado pelas chuvas registradas na maior parte das regiões


Foto: Canva

Produtores que já saldaram parte dos compromissos financeiros estão reduzindo o ritmo de comercialização de mandioca. Ao mesmo tempo, o avanço da colheita foi limitado pelas chuvas registradas na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse cenário, aliado à leve retomada da demanda por fécula, reduziu a pressão sobre os preços da raiz.

Além disso, de acordo com pesquisadores do Cepea, a disponibilidade de raízes de segundo ciclo tem diminuído gradualmente nas principais regiões produtoras, cenário que pode se estender até meados de julho. Nesse contexto, a decisão de comercializar raízes com até 12 meses tende a depender mais dos preços praticados, movimento oposto ao observado na primeira metade deste ano.





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Produção de feijão deve cair mais de 37% no Rio Grande do Sul


A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi concluída com redução de área, produtividade e produção em comparação ao ciclo anterior. Os dados constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com a instituição, a produtividade média da primeira safra foi reestimada em 1.726 quilos por hectare, resultado 3% inferior aos 1.779 quilos por hectare projetados no início do plantio. A área cultivada foi revisada para 23.942 hectares, uma redução de 22,3% em relação aos 30.797 hectares registrados na safra 2024/2025. A produção está estimada em 41.320 toneladas, volume 26,3% menor que as 56.098 toneladas colhidas no ciclo anterior e 11% abaixo das 46.412 toneladas inicialmente previstas.

Enquanto isso, a colheita da segunda safra avançou para 85% da área cultivada no Estado. Os 15% restantes das lavouras encontram-se em fase de maturação.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas mais recentes, marcadas por maior incidência de radiação solar e temperaturas amenas, favoreceram o desenvolvimento das áreas em final de ciclo e permitiram a retomada dos trabalhos de colheita. No entanto, os efeitos das geadas registradas anteriormente e os períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar contribuíram para reduzir o potencial produtivo e comprometer a qualidade dos grãos em parte das lavouras.

A área cultivada na segunda safra foi reestimada em 9.818 hectares, número 45,7% inferior aos 18.070 hectares registrados no ano anterior. Já a produtividade foi revisada para 1.414 quilos por hectare, resultado 0,9% superior aos 1.401 quilos por hectare projetados inicialmente. A expectativa é de que a produção alcance 13.880 toneladas, volume 37,2% inferior às 22.111 toneladas colhidas na safra de 2025.

Na região administrativa de Ijuí, a colheita atingiu 75% da área cultivada. As lavouras remanescentes permanecem maduras, e os produtores aguardam melhores condições para concluir os trabalhos. Conforme a Emater/RS-Ascar, houve pequena redução do potencial produtivo inicialmente estimado em razão dos danos provocados pelas geadas durante as fases vegetativa e reprodutiva da cultura. O rendimento médio das áreas já colhidas é de 1.805 quilos por hectare, e a expectativa é de que a colheita seja concluída na primeira quinzena de junho.

Na região de Soledade, a colheita alcançou 90% da área cultivada. O predomínio de dias com boa incidência solar e temperaturas amenas favoreceu a evolução das lavouras em final de ciclo e o avanço das operações. Por outro lado, a elevada umidade relativa do ar observada na semana anterior contribuiu para a redução da qualidade dos grãos colhidos.





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