segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Wall Street fecha em alta após queda do petróleo e abertura do Estreito de Ormuz


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Por Sinéad Carew e Niket Nishant

17 Abr (Reuters) – O índice de referência S&P 500 e o Nasdaq, de alta tecnologia, subiram para seu terceiro recorde consecutivo nesta sexta-feira, enquanto o Dow, das blue-chip, marcou seu nível mais alto desde o final de fevereiro, com os investidores aplaudindo a decisão do Irã de abrir o Estreito de Ormuz e otimistas quanto à possibilidade de um acordo do país com os Estados Unidos.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse em uma postagem no X que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz estava “completamente aberta” durante o restante da trégua de 10 dias entre as forças israelenses e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, acordada no Líbano.

Isso ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que negociações poderiam ocorrer no fim de semana entre Teerã e Washington e que elas poderiam em breve garantir um acordo de paz para acabar com a guerra contra o Irã, que deixou milhares de mortos desde que os EUA e Israel lançaram ataques conjuntos contra o Irã em 28 de fevereiro.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 1,20%, encerrando em 7.125,12 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 1,51%, chegando a 24.466,27 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,78%, para 49.442,95 pontos.

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Redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos


A recente normalização do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, já começa a refletir no agronegócio. A redução nos preços do petróleo tende a aliviar custos logísticos e de insumos, especialmente fertilizantes e combustíveis.

De acordo com relatório do Rabobank, a medida contribuiu para uma acomodação dos preços, mas não elimina as incertezas globais. “Os riscos geopolíticos permanecem elevados, com ausência de acordo definitivo entre EUA e Irã”, aponta o estudo .

Especialistas destacam que o agro é altamente sensível a esse tipo de movimentação. “Qualquer oscilação no petróleo impacta diretamente o custo de produção agrícola, principalmente em países exportadores como o Brasil”, explica um analista de mercado consultado.

O estudo também mostra que a economia brasileira apresenta sinais mistos, com leve crescimento em setores-chave. A agropecuária registrou alta de 0,2% na margem mensal e 1,8% na comparação anual, indicando certa resiliência frente ao cenário externo .

Apesar disso, o avanço ainda é moderado. O Rabobank projeta crescimento de 1,8% para o PIB brasileiro em 2026, com impacto de juros elevados e incertezas fiscais sobre setores cíclicos.

Para o produtor rural, esse contexto significa cautela. “Mesmo com algum alívio nos custos, o ambiente macroeconômico ainda exige planejamento rigoroso e gestão eficiente”, avalia um consultor do setor.

Outro ponto destacado pelo relatório é a volatilidade dos mercados, impulsionada por conflitos internacionais e decisões políticas. A recente trégua temporária entre países do Oriente Médio contribuiu para reduzir tensões, mas não garante estabilidade no longo prazo.

Além disso, o câmbio continua sendo um fator relevante. O dólar encerrou o período próximo de R$ 4,99, com expectativa de alta para R$ 5,55 até o fim de 2026, o que pode influenciar diretamente as exportações agrícolas brasileiras .

Para o agronegócio brasileiro, o cenário combina oportunidades e riscos. De um lado, custos mais baixos de energia podem melhorar margens. De outro, a instabilidade internacional e a política monetária ainda limitam o crescimento.

Segundo o Rabobank, a tendência é de recuperação gradual ao longo do ano, mas com efeitos mais consistentes apenas no médio prazo. “O impulso à demanda doméstica levará tempo para se materializar”, destaca o relatório .





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Custo da soja dispara e aperta margem


O mercado internacional da soja encerrou a sessão com comportamento misto, refletindo forças opostas entre os derivados e a expectativa sobre o avanço da safra. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago fecharam próximos da estabilidade, com leves oscilações ao longo da curva.

O contrato de maio registrou alta de 0,30%, enquanto julho avançou 0,21%. Já o farelo de soja recuou, pressionado pela ausência de novas demandas, enquanto o óleo acompanhou a valorização do petróleo em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O suporte do óleo limitou perdas mais expressivas da oleaginosa, mesmo com o mercado atento ao plantio nos Estados Unidos, que deve avançar de 6% para 12%. As inspeções de embarque subiram 1,34%, enquanto no Brasil a colheita se aproxima do fim, com 92% da área já concluída.

No Rio Grande do Sul, a colheita atinge 50% da área, mas segue irregular devido à umidade elevada. A produtividade média de 2.871 kg por hectare esconde diferenças regionais relevantes, enquanto o excesso de umidade aumenta custos operacionais e reduz a qualidade dos grãos. O encarecimento do diesel, impulsionado pelo petróleo, pressiona o frete e reduz a margem do produtor.

Em Santa Catarina, o mercado permanece sem novidades, em ritmo lento típico de véspera de feriado, com preços estáveis. No Paraná, a colheita está praticamente concluída e os preços seguem estáveis, com o frete sendo o principal fator de दबाव sobre a rentabilidade.

No Mato Grosso do Sul, os preços variam pouco e refletem o peso logístico sobre o produtor. Já em Mato Grosso, com a colheita finalizada, o principal desafio é a armazenagem, que cobre apenas 61,7% da produção, forçando vendas e pressionando os preços, enquanto o custo do transporte segue em alta.

 





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Medo no campo faz preço do milho reagir


O mercado de milho iniciou a semana com movimentações distintas entre os segmentos futuro e físico, refletindo fatores climáticos e dinâmicas de oferta e demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos negociados na B3 registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados pela preocupação com o clima em importantes regiões produtoras do Brasil.

Apesar da valorização no mercado futuro, o cenário no físico segue pressionado. Dados do Cepea indicam quedas intensas nos preços ao longo da última semana, influenciadas pelo aumento da oferta e pela atuação mais cautelosa dos compradores. A desvalorização do dólar frente ao real também contribuiu para o recuo das cotações, ao reduzir a paridade de exportação. Na parcial de abril até o dia 16, o indicador ESALQ/BM&FBovespa acumulou queda de 4,8%, retornando aos níveis observados em janeiro.

Esse ambiente tem levado consumidores a negociar de forma pontual, priorizando a recomposição de estoques apenas quando necessário ou diante de preços mais baixos. Do lado dos vendedores, há maior flexibilidade, mas ainda com dificuldade na comercialização de grandes volumes. O mercado segue atento ao avanço da colheita da safra de verão e às condições climáticas para o desenvolvimento da segunda safra.

Na B3, o contrato com vencimento em maio de 2026 fechou a R$ 67,55, com alta diária de R$ 1,89. O contrato de julho de 2026 encerrou a R$ 67,88, com ganho de R$ 1,01 no dia, enquanto setembro de 2026 foi cotado a R$ 69,87, avançando R$ 1,58.

No mercado internacional, os contratos futuros em Chicago também registraram alta, sustentados pela boa demanda pelo milho dos Estados Unidos. O contrato para maio subiu 0,72%, enquanto o de julho avançou 0,60%. O movimento foi impulsionado por inspeções de embarque que somaram 1,66 milhão de toneladas na semana, em alta de 2,89%. O mercado mantém foco nas metas de exportação, enquanto no Brasil persiste a necessidade de chuvas no Mato Grosso até meados de maio para garantir o potencial produtivo da safrinha.

 





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Colheita avança, mas mercado de milho segue emperrado


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por ritmo lento nos negócios, diferenças de preços entre compradores e vendedores e avanço da colheita e da safrinha sob influência do clima. Segundo a TF Agroeconômica, esse quadro combina baixa liquidez no mercado spot com sustentação pontual das cotações em algumas praças.

No Rio Grande do Sul, a comercialização continua restrita, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca e média estadual perto de R$ 58,00. A oferta mais limitada em algumas regiões, a recomposição de estoques e a disputa por fretes ajudam a evitar quedas mais fortes. Na safra 25/26, a colheita da primeira safra chegou a 93% da área, avanço discreto sobre a semana anterior, mas ainda acima da média histórica.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas e ofertas. As indicações seguem em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto a demanda trabalha perto de R$ 65,00. No Planalto Norte, os negócios ocorrem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. A colheita alcança 97,6% da área, acima da semana passada, embora as áreas mais tardias já apresentem perda de qualidade.

No Paraná, a reta final da colheita da primeira safra convive com chuvas irregulares e com o foco crescente sobre a segunda safra. As pedidas giram em torno de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se posiciona perto de R$ 60,00 CIF. A colheita atingiu 96% da área, e a safrinha apresenta, em geral, boas condições, apesar da preocupação com temperaturas elevadas em parte do estado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços reagiram após semanas de maior pressão, com cotações entre R$ 57,00 e R$ 59,00 por saca. O setor de bioenergia segue como um dos principais sustentadores do mercado, embora a liquidez ainda seja limitada. A semeadura da safrinha chegou a 99% da área, com lavouras em boas condições, mesmo sob chuvas esparsas e aumento de lagartas em algumas regiões.

 





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Trigo dispara em Chicago


O mercado internacional de trigo teve um dia de comportamento misto, refletindo fatores de curto prazo ligados ao ritmo dos embarques, à realização de lucros e às incertezas sobre a oferta global. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram a segunda-feira sem direção única, em meio a movimentos distintos entre as principais praças.

Em Chicago, o trigo brando SRW avançou tanto no contrato de maio quanto no de julho. O vencimento mais curto fechou a US$ 597,00 por bushel, com alta de 0,97%, enquanto julho terminou a US$ 606,00, ganho de 1,13%. O suporte veio do forte desempenho dos embarques semanais, que ficaram 90% acima da semana anterior e ajudaram a sustentar os preços.

Em Kansas, o trigo duro HRW recuou no contrato de maio, que fechou a US$ 635,00 por bushel, baixa de 0,27%. O movimento foi atribuído à realização de lucros, depois do rali de 7% registrado na semana passada. Já em Minneapolis, o trigo HRS subiu 0,31% no vencimento de maio, encerrando o dia a US$ 655,25.

Na Europa, o trigo para moagem negociado em Paris também terminou em alta. O contrato de maio da Euronext fechou a € 194,00 por tonelada, avanço de 1,44%.

No pano de fundo do mercado, seguem as preocupações com a qualidade das lavouras de inverno nos Estados Unidos, estimadas em apenas 33% entre boas e excelentes, além da menor área plantada no país desde 1919. Ao mesmo tempo, a abertura de uma cota de exportação de 2,5 milhões de toneladas pela Índia adicionou um novo componente ao quadro de oferta, em um cenário que continua sensível a qualquer mudança na produção e no fluxo global do cereal.

 





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Oferta curta dispara pressão sobre preços do trigo



No mercado gaúcho, o ritmo segue lento


No mercado gaúcho, o ritmo segue lento
No mercado gaúcho, o ritmo segue lento – Foto: Paulo kurtz/ Embrapa

Os preços do trigo seguem em alta no Sul do país, em um mercado marcado por oferta restrita em alguns polos, pedidas mais firmes e compras ainda concentradas no curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina disponibilidade apertada no Rio Grande do Sul, valorização nas ofertas em Santa Catarina e diferença entre negócios imediatos e indicações futuras no Paraná.

No mercado gaúcho, o ritmo segue lento, ainda influenciado pela colheita da soja, com negociações da mão para a boca. As indicações variam de R$ 1.250 para trigos de qualidade mais baixa até R$ 1.300 no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.350 e R$ 1.400. A estimativa atual é de 260 mil toneladas disponíveis no estado, volume considerado insuficiente para atravessar até a próxima colheita, em outubro. Esse quadro deve exigir compras no exterior e sustentar preços em paridade de importação. No campo, o preço da pedra em Panambi subiu 3,51%, de R$ 57 para R$ 59 por saca.

Em Santa Catarina, as ofertas em bons volumes continuam, mas as pedidas avançaram. Trigos catarinenses são ofertados ao redor de R$ 1.300 FOB, com retirada e pagamento entre abril e maio. No mesmo período, as ofertas do Paraná e do Rio Grande do Sul chegaram a R$ 1.400 FOB para moinhos catarinenses. Nos preços de balcão, houve estabilidade em Canoinhas, Rio do Sul, Chapecó e Xanxerê, alta em São Miguel do Oeste e recuo em Joaçaba.

No Paraná, os negócios spot seguem mais firmes do que as indicações para maio e junho. Moinhos mais abastecidos indicam R$ 1.300 CIF, enquanto no mercado imediato há registros entre R$ 1.400 FOB e R$ 1.450 CIF, ainda que pontuais. Já para os próximos meses, as indicações recuam para a faixa de R$ 1.350 a R$ 1.370 CIF, movimento ligado à queda das paridades de importação com o recuo do dólar.

 





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Perdas na África disparam e ameaçam alimentos



Apesar dos avanços, a expansão dessas soluções ainda enfrenta obstáculos


Apesar dos avanços, a expansão dessas soluções ainda enfrenta obstáculos
Apesar dos avanços, a expansão dessas soluções ainda enfrenta obstáculos – Foto: Canva

A adoção de práticas mais eficientes no pós-colheita tem ganhado espaço como estratégia para enfrentar a insegurança alimentar e reduzir perdas na produção agrícola. Em regiões com forte dependência da agricultura, a combinação de falhas estruturais, baixa tecnologia e limitações de conhecimento técnico tem ampliado o desperdício de alimentos e comprometido a renda de produtores.

Na África Subsaariana, onde a demanda por alimentos deve triplicar até 2050, as perdas pós-colheita superam 30% da produção, especialmente no caso de grãos. Segundo dados de organismos internacionais, o volume desperdiçado chega a US$ 4 bilhões por ano, suficiente para alimentar milhões de pessoas. Além disso, entre a colheita e o varejo, as perdas atingem cerca de 23%, bem acima da média global.

Diante desse cenário, governos e setor privado têm investido em tecnologias de armazenamento mais eficientes, como os sacos herméticos, que reduzem a troca de gases com o ambiente externo e ajudam a preservar a qualidade dos grãos por até dois anos. A tecnologia também controla a umidade e inibe o desenvolvimento de fungos, mantendo as características do alimento.

Apesar dos avanços, a expansão dessas soluções ainda enfrenta obstáculos. O alto custo em comparação aos métodos tradicionais, a baixa disseminação de informação entre produtores e a incidência de impostos dificultam a adoção em larga escala. Em alguns países, tributações elevadas aumentam significativamente o preço final do produto, tornando-o inacessível para pequenos agricultores.

Estudos indicam que a redução ou eliminação desses impostos poderia ampliar o uso da tecnologia, elevar a renda dos produtores e aumentar a oferta de alimentos no mercado. Em paralelo, programas de incentivo e parcerias com instituições agrícolas buscam ampliar o acesso às soluções e melhorar a eficiência da cadeia produtiva.


 





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Mercado de grãos começa o dia sob forte tensão



A soja opera em alta na Bolsa de Chicago


A soja opera em alta na Bolsa de Chicago
A soja opera em alta na Bolsa de Chicago – Foto: Canva

Os mercados agrícolas iniciam o dia com oscilações moderadas, refletindo fatores climáticos, geopolíticos e de oferta global que seguem no radar dos agentes. De acordo com a TF Agroeconômica , o comportamento das principais commodities indica um cenário de volatilidade, com fundamentos distintos entre trigo, soja e milho.

No trigo, as cotações em Chicago apresentam leves variações, enquanto a preocupação central permanece nas condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos. O relatório mais recente aponta deterioração, com apenas 30% das áreas classificadas como boas ou excelentes, abaixo das expectativas do mercado. Esse quadro sustenta os preços do trigo HRW, que segue entre os níveis mais elevados do complexo. Ao mesmo tempo, o plantio das culturas de primavera avança em ritmo considerado normal, embora os custos elevados de fertilizantes ainda gerem incertezas sobre a área final.

A soja opera em alta na Bolsa de Chicago, em meio a um ambiente influenciado por tensões no Oriente Médio e sinais de cansaço dos operadores diante do prolongamento do conflito. O farelo apresenta estabilidade com viés de baixa, enquanto fundos mantêm posição comprada expressiva, elevando o risco de realização de lucros. No mercado físico, os prêmios FOB brasileiros registram avanço, acompanhados por melhora também no óleo e no farelo. Na Argentina, a elevação da produção de milho reforça a expectativa de maior oferta regional.

Para o milho, o mercado registra pequenas oscilações após ganhos recentes, com atenção voltada às condições climáticas nos Estados Unidos, que devem favorecer o avanço do plantio. Os dados indicam evolução dentro do esperado, tanto no ritmo semanal quanto na comparação histórica. No Brasil, a safrinha apresenta bom desenvolvimento, enquanto a colheita avança de forma consistente, ainda que com ritmo inferior ao do ano passado.





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Consumo de farinha nos EUA atinge mínima em décadas


O consumo de farinha dos Estados Unidos voltou a perder força e atingiu em 2025 o menor nível em décadas, em um movimento que reforça a trajetória de enfraquecimento observada nos últimos anos. Depois de uma alta modesta em 2024, o indicador recuou novamente, sinalizando um ambiente de demanda mais contida no mercado de alimentos derivados de trigo.

De acordo com dados divulgados em 13 de abril pelo Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura dos EUA, o consumo per capita de farinha ficou em 126,6 libras em 2025, queda de 1,8% na comparação com as 128,9 libras registradas em 2024. O volume foi o menor em 39 anos, desde as 125,6 libras anotadas em 1986.

A nova retração mantém uma sequência observada desde 2018, com altas em anos pares e quedas em anos ímpares. No período, o consumo per capita acumulou perda de 6,2 libras. Em relação ao pico mais recente, de 146,8 libras em 1997, o recuo chega a 20,2 libras, ou 14%. O dado projetado para 2025 também ficou mais próximo da mínima histórica de 1971, de 110,5 libras, do que do auge registrado no fim dos anos 1990.

Após relativa estabilidade durante boa parte da década de 2010, o consumo passou a mostrar tendência mais clara de queda a partir de 2018, quando alcançou 132,9 libras. Na média, os primeiros seis anos da década de 2020 ficaram em 129,4 libras, abaixo das 133,5 libras da década passada, das 137,5 libras dos anos 2000 e das 141,4 libras dos anos 1990.

Agentes do setor já vinham relatando pressão sobre as vendas de produtos à base de farinha. Esse cenário foi acompanhado por queda de 1,4% na produção de farinha no quarto trimestre e por recuo de 1,3% tanto na oferta total quanto no consumo interno em 2025. No comércio exterior, as importações ficaram praticamente estáveis, enquanto as exportações de farinha avançaram 3,4%. Ainda assim, a forte baixa nos embarques de sêmola, massa, bulgur e cuscuz mais do que compensou esse avanço.

 





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