segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Mercado do boi segue sem mudanças



Escalas de abate chegam a oito dias



Foto: Canva

O mercado do boi gordo manteve cotações estáveis em São Paulo, segundo análise divulgada na quarta-feira (22) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. A cotação não mudou em nenhuma categoria na comparação com o dia 20 de abril. Parte dos frigoríficos sinalizou aumento pontual da oferta e já conseguiu alongar as escalas em razão do menor número de dias de abate na semana, por causa do feriado de Tiradentes. Com isso, já houve tentativas de compra da arroba do boi gordo a preços menores. Ainda assim, a oferta seguiu restrita, sobretudo para frigoríficos menores, que não tinham contratos de compra e atuavam no mercado spot, o que contribuiu para a sustentação dos preços. Parte dos compradores ainda se organizava para definir os preços de compra da semana e não havia retomado as negociações.

As escalas de abate estavam, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso, o mercado abriu a quarta-feira estável, sem alteração nas cotações de nenhuma categoria nas praças pecuárias do estado, conforme a Scot Consultoria. Muitos frigoríficos ainda trabalhavam com escalas curtas, em meio à escassez de bovinos terminados para abate, e tinham pagado mais pela arroba. Já havia maior pressão baixista, especialmente por parte dos frigoríficos maiores, para pagar menos pela arroba bovina, mas o movimento ainda não era suficiente para a queda das referências. A cotação da arroba do “boi China” não mudou.

Em Alagoas, a cotação também permaneceu estável na comparação diária, de acordo com a Scot Consultoria.





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Clima deve ditar preços do milho no curto prazo



Milho tem cenário atrelado ao clima e dólar



Foto: Pixabay

O mercado de milho deve ser influenciado principalmente pelas condições climáticas nos próximos dias, segundo a análise “Direto do Campo”, da Grão Direto. De acordo com o relatório, “o fator mais decisivo para as cotações do milho nos próximos dias será o monitoramento rigoroso do clima”. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a continuidade de uma distribuição irregular de chuvas, com escassez e temperaturas acima da média no Centro-Sul do Brasil. “Se o estresse hídrico se intensificar, as perdas recentes na B3 podem ser rapidamente revertidas por altas especulativas”, aponta a análise.

No cenário internacional, o avanço do plantio da safra norte-americana também deve concentrar a atenção do mercado. Segundo o relatório da Grão Direto, “com a redução drástica na área de milho dos EUA, o mercado internacional está extremamente sensível”. O documento destaca que “qualquer boletim de progresso de safra indicando que as chuvas de primavera estão atrasando o plantio no Corn Belt americano fornecerá suporte imediato aos preços em Chicago”. Ainda de acordo com a análise, “a demanda externa e interna será um ponto chave para a formação de preços físicos”, acrescentando que “o alerta de quebra na safrinha pode levar o setor de proteína animal e indústrias a anteciparem compras”, enquanto “a guerra no Oriente Médio continuará afetando as rotas de comércio, colocando em risco grandes vendas do cereal brasileiro”.

No ambiente macroeconômico, a análise da Grão Direto aponta que “a volatilidade macroeconômica e as oscilações do câmbio seguem como principais vetores das negociações no curto prazo”, com investidores reagindo a dados de inflação nos Estados Unidos e à perspectiva de juros elevados por mais tempo. O relatório informa que, na última sexta-feira (17/04), o dólar encerrou próximo de R$ 5,00, refletindo cautela global, e destaca que “as incertezas envolvendo o conflito no Irã adicionam pressão e podem gerar picos de valorização da moeda, criando oportunidades para o produtor travar margens no mercado físico”. A análise conclui que “o cenário macro continuará determinante para o ritmo das comercializações” e recomenda o uso de plataformas digitais para aproveitar momentos de câmbio mais favoráveis.





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Margem da cria sobe com valorização do bezerro



Custo da cria sobe no 1º trimestre de 2026



Foto: Divulgação

O custo operacional total do sistema de cria da bovinocultura de corte registrou alta de 2,98% no primeiro trimestre de 2026 em Mato Grosso, na comparação com o custo consolidado de 2025, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

De acordo com dados do projeto CPA, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso, o indicador encerrou o período com média de R$ 9,69 por quilo. “Esse aumento ocorreu, principalmente, devido à elevação nos grupos de depreciação e de mão de obra familiar, que, juntos, representam 40,51% do COT”.

No mesmo período, o preço do bezerro de 7 arrobas manteve trajetória de valorização, com alta de 10,87% e cotação média de R$ 14,69 por quilo, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. “Com isso, o maior avanço no preço do bezerro frente ao custo elevou a margem bruta da atividade, que atingiu média de R$ 5,00/kg, valor 30,26% superior à média registrada em 2025”. Ainda segundo a análise, “esse cenário tem contribuído para estimular a atividade de cria, refletido na redução dos abates de fêmeas, indicando movimento de retenção e impactando a dinâmica de oferta no mercado”.





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Temperaturas podem chegar a 37°C no país


A atuação de uma onda de calor sobre o Brasil deve se intensificar nos próximos dias, mantendo temperaturas acima da média em diversas regiões, segundo informações da Meteored. O pico do calor está previsto para domingo (26), quando as máximas podem atingir 37°C.

De acordo com a Meteored, a presença de uma bolha de ar quente desde a semana passada já vem elevando as temperaturas no Brasil central, com efeitos sobre partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, aproximando as condições do padrão típico de verão.

Nos próximos dias, esse sistema deve ganhar intensidade e ampliar sua área de atuação, com temperaturas elevadas em uma extensa faixa do país. O modelo climático ECMWF, utilizado pela Meteored, indica que esse padrão pode persistir ao longo do mês de maio.

Segundo o modelo ECMWF, o índice de previsão extrema para temperatura máxima aponta que os valores previstos são considerados incomuns dentro da climatologia em várias regiões do país.

O indicador utiliza uma métrica estatística baseada no quantil 99 e sinaliza eventos extremos quando as temperaturas previstas ultrapassam esse limite, indicando baixa frequência histórica para esses valores.

A intensificação do calor deve começar na sexta-feira (24), atingindo estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com expansão gradual até domingo (26), quando a área afetada alcança sua maior extensão.

Após esse período, a área de maior intensidade do calor tende a se concentrar entre o Centro-Oeste e o Sudeste, mantendo temperaturas elevadas até pelo menos terça-feira (28).

As anomalias de temperatura previstas podem chegar a 8°C acima da média, especialmente a partir de sábado (25) no sul de São Paulo, enquanto em outras áreas os desvios devem variar entre 6°C e 7°C acima da média.

No domingo (26), essas anomalias se espalham por São Paulo, Rio de Janeiro e partes de Minas Gerais e Espírito Santo, em função do avanço de uma frente fria pelo Sul do país, que favorece o transporte de ar quente antes da mudança no tempo.

Nessas regiões, as temperaturas máximas devem variar entre 33°C e 37°C, com destaque para valores próximos de 36°C no interior paulista e no Rio de Janeiro, além de registros mais elevados previstos para Mato Grosso e Goiás.

Na segunda-feira (27), a frente fria avança e desloca a massa de ar quente para o norte, provocando leve redução das temperaturas em algumas áreas, embora máximas próximas de 36°C ainda sejam esperadas em Mato Grosso, Goiás e no norte do Rio de Janeiro.

Ainda conforme o modelo ECMWF, áreas do leste paulista e do centro-sul fluminense devem registrar temperaturas mais amenas devido à atuação de chuvas associadas à frente fria.

A Meteored indica que a onda de calor deve persistir ao longo da semana entre 27 de abril e 4 de maio, com anomalias positivas em grande parte do centro do país.

Nesse período, as temperaturas devem ficar entre 3°C e 6°C acima da média, podendo alcançar até 10°C acima da média nas áreas centrais da massa de ar quente.

A previsão indica ainda que o padrão de calor pode se estender por todo o mês de maio, com manutenção de anomalias elevadas ao longo das semanas seguintes. A partir da segunda quinzena de maio, a tendência é de enfraquecimento gradual da onda de calor, embora o sistema ainda possa persistir até o início de junho.

 





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Ativos reais vão disparar após nova crise global, diz análise



A série histórica destaca pontos de inflexão importantes


A série histórica destaca pontos de inflexão importantes
A série histórica destaca pontos de inflexão importantes – Foto: Canva

A dinâmica entre ativos reais e financeiros ao longo do tempo revela mudanças relevantes no comportamento dos mercados diante de diferentes cenários econômicos. A análise tem como base gráfico do BofA Global Investment Strategy, com dados da Bloomberg, apresentado por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.

O material mostra a relação histórica de desempenho entre esses dois grupos de ativos desde a década de 1920, evidenciando ciclos de predominância alternada. Em momentos marcados por inflação mais elevada, juros reais baixos ou instabilidade geopolítica, os ativos reais tendem a apresentar melhor desempenho relativo. Já em períodos de maior estabilidade monetária e expansão financeira, os ativos financeiros ganham protagonismo.

A série histórica destaca pontos de inflexão importantes, como o período após o fim do acordo de Bretton Woods, no início dos anos 1970, quando houve mudança significativa na trajetória dos preços relativos. Também é possível observar picos e quedas associados a diferentes contextos macroeconômicos ao longo das décadas.

Na avaliação apresentada, o cenário atual sugere um ambiente propício para a valorização de ativos ligados à escassez física. A leitura considera que, diante de incertezas recentes e mudanças no equilíbrio global, há tendência de migração de capital para esse tipo de ativo. Nesse contexto, as commodities aparecem como principais candidatas a capturar esse movimento, refletindo uma possível mudança de ciclo no mercado. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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Inseto devastador vira pesadelo no algodão



O monitoramento frequente é apontado como essencial


O monitoramento frequente é apontado como essencial
O monitoramento frequente é apontado como essencial – Foto: Canva

O controle de pragas segue como um dos principais desafios para a produção de algodão no Brasil, exigindo manejo constante e estratégias bem definidas ao longo de todo o ciclo da cultura. Entre os fatores que mais impactam a produtividade, destaca-se o ataque de insetos que comprometem diretamente o desenvolvimento das plantas.

Nesse cenário, o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal ameaça à cultura. A praga atinge estruturas reprodutivas, como botões florais e maçãs, podendo reduzir em até 70% o potencial produtivo. Segundo Luiz Henrique Marcandalli, da Rainbow, o inseto interfere na formação da planta ao atingir partes essenciais, o que leva à queda dessas estruturas e prejuízos no rendimento.

De pequeno porte, com coloração marrom e medindo entre 3 e 6 milímetros, o bicudo apresenta alta capacidade de reprodução e grande poder de destruição. Os primeiros sinais incluem botões perfurados, queda precoce e flores com aspecto rosetado. Em muitos casos, a infestação começa de forma discreta, mas evolui rapidamente, especialmente em condições favoráveis.

O monitoramento frequente é apontado como essencial para o controle eficiente. A inspeção das áreas, sobretudo nas fases reprodutivas, permite identificar a praga de forma precoce. Medidas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas na entressafra contribuem para reduzir a população do inseto.

O manejo integrado também envolve a rotação de mecanismos de ação e o uso criterioso de inseticidas. Produtos com diferentes modos de ação, como os à base de etiprole, a exemplo do Ethrole, da Rainbow, são indicados especialmente em áreas com alta pressão da praga. A estratégia, segundo a empresa, depende da combinação de práticas e do planejamento contínuo ao longo da safra.

 





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Soja trava mesmo com força nos EUA e milho reage



Na soja, o desempenho foi mais contido


Na soja, o desempenho foi mais contido
Na soja, o desempenho foi mais contido – Foto: USDA

Os mercados de soja e milho encerraram a última semana sob influência de fatores climáticos, geopolíticos e dos sinais de demanda nos Estados Unidos. Segundo análise da StoneX, o comportamento dos dois grãos refletiu um cenário de maior cautela, mesmo diante de fundamentos que seguem no radar dos investidores.

Na soja, o desempenho foi mais contido, apesar do grande volume de esmagamento registrado nos Estados Unidos. Os dados confirmaram um consumo doméstico firme, sustentado pela ampliação da capacidade industrial e pela demanda por farelo e óleo, com destaque para o uso ligado ao biodiesel. Ainda assim, a reação do mercado foi limitada. A pressão veio da correção nos preços do farelo e também do ritmo fraco das exportações norte-americanas, o que reduziu o espaço para avanços mais intensos das cotações.

No campo, o plantio da soja avançou acima do esperado, indicando condições iniciais favoráveis para o desenvolvimento da safra. Esse quadro tende a aliviar parte das preocupações com a produção neste momento, já que, historicamente, um início positivo reduz riscos produtivos e limita movimentos mais agressivos de alta. No cenário externo, as tensões no Oriente Médio mantiveram a volatilidade nas commodities, mas o foco do mercado segue concentrado no clima e na evolução da safra dos Estados Unidos nas próximas semanas.

No milho, o viés foi mais positivo ao longo da semana. O suporte veio principalmente das incertezas climáticas neste início de safra norte-americana e do ambiente geopolítico mais instável. Embora o plantio avance próximo ao padrão sazonal, as atenções continuam voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras, fator decisivo para a formação de preços nesta fase. Além disso, as tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz ampliaram a volatilidade nos mercados de commodities, com impactos indiretos sobre os custos de energia e de insumos agrícolas, dando sustentação adicional ao cereal.

 





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Oferta pressiona açúcar e etanol no Centro-Sul



No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade


No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade
No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade – Foto: Pixabay

Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob pressão, refletindo expectativas de maior oferta e o avanço da safra no Centro-Sul. Segundo a StoneX, o açúcar manteve viés claramente baixista nos últimos dias, enquanto o etanol hidratado seguiu em queda diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.

No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade, mas com predominância de recuos. As altas pontuais observadas ao longo do período foram classificadas como movimentos técnicos e não chegaram a alterar a tendência principal do mercado. Os preços continuaram pressionados pela expectativa de superávit global nas safras 2025/26, em meio às perspectivas elevadas de produção na Ásia e às projeções favoráveis para a moagem no Centro-Sul do Brasil na temporada 2026/27, considerada entre abril e março.

No cenário macroeconômico, a melhora momentânea do apetite ao risco e a estabilidade do real frente ao dólar tiveram efeito limitado sobre as cotações. Já na sexta-feira, a queda expressiva do petróleo, após a liberação do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas, reforçou o movimento negativo. Com isso, o açúcar acompanhou o recuo do setor energético, atingiu a mínima de cinco anos e fechou a semana a US¢ 13,48 por libra-peso, com variação semanal de -2,95%.

No mercado de etanol, o hidratado também manteve a trajetória de baixa. Na sexta-feira, 17, o produto era negociado a R$ 3,10 por litro na praça de Ribeirão Preto, em São Paulo. Em relação à semana anterior, a retração foi de R$ 0,20 por litro. O movimento ocorre em paralelo ao avanço da colheita no Centro-Sul, que tende a iniciar a safra com um mix mais voltado ao etanol, elevando a oferta do biocombustível nos primeiros meses do ciclo.

 





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Petróleo dispara com novo bloqueio em rota vital



Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda


Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda
Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda – Foto: Pixabay

Os preços do petróleo voltaram a subir em meio às incertezas sobre a normalização do fluxo global de embarcações e à nova interrupção no Estreito de Hormuz. Segundo análise da StoneX, o movimento ocorre após três semanas seguidas de recuo nas cotações, em um ambiente marcado por sinais diplomáticos mistos e por um mercado físico cada vez mais pressionado.

Na última semana, o contrato mais ativo do Brent encerrou o período com queda de 5,1%, negociado ao redor de USD 90,4 por barril. Os futuros do WTI acompanharam trajetória semelhante e fecharam em USD 83,9 por barril, com recuo de 13,2% no acumulado da semana. Mesmo assim, a leitura do mercado segue sensível ao noticiário envolvendo o Oriente Médio e, principalmente, às condições de operação no Estreito de Hormuz.

A pressão baixista recente foi influenciada pela expectativa de maior alinhamento diplomático entre Teerã e Washington. Também pesou a confirmação feita pelo Irã, na sexta-feira, 17, de uma reabertura do Estreito de Hormuz enquanto o cessar-fogo com os Estados Unidos seguir vigente. A sinalização foi recebida como um fator de alívio, mas não eliminou a percepção de risco.

De acordo com a avaliação, o mercado passou a precificar com mais força a possibilidade de uma resolução definitiva de paz. Ainda assim, esse cenário convive com um quadro de oferta física mais estressado e com a ausência de sinais claros sobre quando os fluxos de embarcações no estreito devem se normalizar de forma efetiva.

Esse descompasso entre a perspectiva diplomática e a realidade logística mantém a volatilidade elevada. Embora o avanço das negociações tenha contribuído para as perdas recentes do Brent e do WTI, a situação no corredor marítimo continua sendo um ponto central para a formação dos preços do petróleo no curto prazo.

 





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Movimento dos fundos derruba soja e derivados



Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes


Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes
Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes – Foto: Divulgação

O mercado da soja apresentou recuo nas cotações internacionais, refletindo um movimento amplo de ajustes por parte dos investidores. Segundo a TF Agroeconômica , o dia foi marcado por realização de lucros na Bolsa de Chicago, pressionando não apenas o grão, mas também seus derivados.

Os contratos mais próximos registraram perdas relevantes, com quedas tanto para a soja em grão quanto para farelo e óleo. O movimento ocorreu após tentativas de alta ao longo do pregão, especialmente no óleo de soja, que chegou a atingir patamares elevados antes de devolver ganhos e encerrar em baixa. A atuação dos fundos foi determinante para esse ajuste, em um cenário de reposicionamento técnico após valorizações recentes.

No campo internacional, o ambiente diplomático também influenciou o humor do mercado. A sinalização de busca por acordos agrícolas entre Estados Unidos e China trouxe atenção, mas sem gerar sustentação consistente nos preços. Persistem dúvidas quanto ao cumprimento de metas anteriores de importação, o que mantém os agentes cautelosos.

No Brasil, o avanço da safra ocorre de forma desigual entre os estados. No Rio Grande do Sul, a colheita avança com dificuldades impostas pela umidade, impactando tanto o ritmo das operações quanto a qualidade dos grãos. A produtividade média ainda sustenta um valor expressivo da produção, embora haja forte variação regional.

Em Santa Catarina, o crescimento da segunda safra indica uma estratégia de diversificação diante das perdas na safra principal. Já no Paraná, mesmo com produção elevada, o câmbio limita os ganhos ao produtor, neutralizando a valorização externa. Em Mato Grosso do Sul, a falta de armazenagem força a venda imediata, enquanto em Mato Grosso a alta produtividade convive com preços pressionados pela logística.


 





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