sexta-feira, julho 24, 2026

Política & Agro

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Brasil aumenta importação de produtos lácteos



Argentina e Uruguai concentram vendas ao Brasil



Foto: Pixabay

As importações brasileiras de lácteos alcançaram 220,29 milhões de litros em maio de 2026, volume 3,47% superior ao registrado em abril, segundo análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado de janeiro a maio deste ano, o Brasil importou 1,02 bilhão de litros, aumento de 96,90 milhões de litros em comparação com o mesmo período de 2025.

De acordo com o Imea, Argentina e Uruguai concentraram 89,37% de todo o volume importado pelo Brasil em 2026. A Argentina respondeu por 66,34% das compras externas, enquanto o Uruguai participou com 23,02%. Os dois países tiveram confirmada pela Câmara de Comércio Exterior a prática de dumping nas exportações de leite em pó destinadas ao mercado brasileiro.

O levantamento também aponta que o leite em pó representa 74,11% de todo o volume de lácteos importado pelo país neste ano, reforçando a relevância do produto nas compras externas do setor.

Diante desse cenário, a Camex aprovou a aplicação de direitos antidumping por até cinco anos sobre as importações de leite em pó integral e desnatado não fracionado provenientes da Argentina e do Uruguai. No entanto, a cobrança foi suspensa temporariamente até a conclusão das análises sobre os possíveis impactos da medida na economia e na inflação.

Segundo o Imea, enquanto os estudos seguem em andamento, o fluxo de importações permanece sem alterações no curto prazo, mantendo o abastecimento do mercado brasileiro nos níveis atuais.





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Petróleo mais fraco pressiona óleos vegetais



O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa


O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa
O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa – Foto: United Soybean Board

O mercado de óleos vegetais encerrou a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela queda do petróleo e pelas expectativas em torno das relações entre Estados Unidos e Irã. Segundo a StoneX, o desempenho negativo também foi influenciado pela divulgação do relatório WASDE de junho e pela fraqueza observada em mercados concorrentes.

Na semana encerrada em 12 de junho, o contrato de julho do óleo de soja negociado na Bolsa de Chicago acumulou perdas e terminou a sexta-feira cotado a 74,28 centavos de dólar por libra-peso. A queda dos preços do petróleo reduziu o suporte ao segmento, enquanto a perspectiva crescente de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã adicionou pressão às cotações.

O relatório WASDE de junho também contribuiu para o movimento de baixa. Em conjunto, esses fatores limitaram a sustentação dos preços e mantiveram o óleo de soja em trajetória negativa ao longo do período.

O óleo de palma negociado na Bursa acompanhou o cenário e fechou a semana pressionado. O contrato de agosto encerrou a sexta-feira a US$ 1.103,58 por tonelada, com recuo de 1,5% na sessão. O movimento mostrou que a pressão não ficou restrita ao mercado norte-americano e atingiu também outras referências importantes do setor.

Na abertura de segunda-feira, dia 15, o contrato de agosto voltou a cair, chegando a US$ 1.099 por tonelada, baixa de 0,56%. O recuo refletiu a continuidade da fraqueza do petróleo e dos óleos rivais negociados em Chicago e Dalian. Com isso, o mercado iniciou a nova semana ainda condicionado pelo comportamento da energia, pelas expectativas geopolíticas e pelo desempenho das principais bolsas internacionais.

 





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Estudo projeta demanda energética no Oeste baiano


O crescimento da produção agropecuária no Oeste da Bahia tem ampliado a necessidade de planejamento energético para sustentar a expansão das áreas irrigadas, o avanço das agroindústrias e a adoção de tecnologias cada vez mais dependentes de energia elétrica. Esse cenário motivou a elaboração de um estudo técnico voltado a mapear e projetar a demanda regional.

Concluído em 2026, o Estudo de Demandas Energéticas do Oeste da Bahia foi entregue nesta segunda-feira, 15 de junho, ao Governo Federal, em agenda realizada no Ministério de Minas e Energia (MME) e no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), em Brasília.

A entrega foi feita por representantes da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Participaram da agenda Cristina Gross, diretora financeira da Aiba, Karen Machado, diretora institucional da entidade, e Ana Paula Franciosi, diretora da Abapa. 

“Esse estudo reforça o compromisso das entidades do setor produtivo com o diálogo institucional e com a construção de políticas públicas capazes de acompanhar o ritmo de crescimento do Oeste da Bahia, garantindo infraestrutura adequada para sustentar a expansão agrícola da região nos próximos anos”, explica Gross.

O documento foi apresentado ao secretário nacional de Recursos Hídricos, Giuseppe Vieira, ao secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel de Andrade Cascalho, e à diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Larissa Rego Oliveira.

Segundo a Aiba, o levantamento reúne dados técnicos, análises e projeções sobre o consumo de energia na região, considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país. A iniciativa busca contribuir para o planejamento energético nacional e para a construção de soluções voltadas à ampliação da segurança no fornecimento, à modernização da infraestrutura elétrica e ao atendimento da demanda do setor produtivo.

 





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O erro no pousio que pode custar caro na próxima safra



O problema não se limita ao período de pousio


O problema não se limita ao período de pousio
O problema não se limita ao período de pousio – Foto: Canva

O período entre uma safra e outra exige atenção contínua ao manejo da área agrícola, mesmo quando não há cultivo de uma cultura de interesse econômico. Segundo o Comitê de Ação à Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), o pousio pode ampliar os desafios relacionados às plantas daninhas quando é tratado como uma fase sem intervenções.

Durante esse intervalo, a ausência de cobertura vegetal cria condições favoráveis para a germinação e o desenvolvimento de espécies indesejadas. Muitas sementes permanecem em dormência no solo e podem emergir quando encontram um ambiente com umidade, espaço e pouca competição. Sem uma cultura estabelecida, essas plantas têm maior possibilidade de se multiplicar e aumentar a pressão sobre o sistema produtivo.

O problema não se limita ao período de pousio. O crescimento e a reprodução das plantas daninhas nessa etapa podem dificultar o controle nas safras seguintes, tornando o manejo mais complexo. Por isso, a entressafra não deve ser entendida como uma interrupção dos cuidados com a lavoura, mas como parte do planejamento agrícola.

Entre as estratégias indicadas está o uso de culturas de cobertura. Além de proteger e preservar o solo, essa prática contribui para reduzir as condições favoráveis ao avanço das plantas daninhas. A cobertura também auxilia na retenção de água, na manutenção da umidade e na melhoria das condições do sistema produtivo.

A adoção dessa medida reforça a necessidade de manter o manejo ativo durante todo o ano. Ao ocupar o solo na entressafra, o produtor reduz espaços disponíveis para a emergência de plantas daninhas e prepara a área para o próximo cultivo. Assim, o pousio deixa de ser um período sem ação e passa a integrar uma estratégia contínua de proteção do solo e organização da produção.

 





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Inflação e acordo de paz influenciam o câmbio



No cenário doméstico, a inflação voltou a ocupar espaço relevante


No cenário doméstico, a inflação voltou a ocupar espaço relevante
No cenário doméstico, a inflação voltou a ocupar espaço relevante – Foto: Pixabay

O mercado de câmbio deve permanecer sensível à combinação entre decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e às incertezas em torno de um possível acordo de paz no Oriente Médio. Segundo a StoneX, o comportamento do dólar tende a refletir esses três vetores, em um ambiente marcado por oscilações nas expectativas dos investidores.

As notícias contraditórias sobre o conflito no Oriente Médio mantiveram os mercados financeiros voláteis. Em alguns momentos, as informações aumentaram a percepção de que um entendimento poderia avançar, enquanto, em outros, reduziram as esperanças de uma solução. Essa alternância contribuiu para mudanças rápidas no apetite por risco e elevou a atenção dos agentes ao noticiário internacional.

No cenário doméstico, a inflação voltou a ocupar espaço relevante nas avaliações. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulado avançou para 4,72%, resultado acima do teto da meta. Além disso, o núcleo do índice também acelerou, reforçando preocupações com uma inflação mais persistente e ampliando o foco sobre a condução da política monetária no país.

Nos Estados Unidos, o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor registrou alta de 0,2% em maio, abaixo do esperado. O resultado reduziu parcialmente os receios relacionados à inflação americana, mas não eliminou a influência das decisões de juros sobre os mercados. Com sinais distintos entre as duas economias e um cenário externo ainda instável, a cotação do dólar deve continuar reagindo à leitura dos indicadores, às decisões dos bancos centrais e à evolução das negociações no Oriente Médio nos próximos dias.

 





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Clima favorável pressiona soja e milho



Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças


Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças
Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças – Foto: Canva

Os mercados de soja e milho encerraram a última semana sob pressão, influenciados principalmente pela melhora das condições climáticas nos Estados Unidos e pela percepção de oferta confortável. Segundo a StoneX, os contratos oscilaram em Chicago, mas encontraram pouco espaço para avanços diante do cenário favorável às lavouras norte-americanas e da ampla disponibilidade global.

Na soja, o relatório WASDE de junho apresentou poucas mudanças no quadro mais recente dos Estados Unidos. Os principais ajustes ficaram concentrados na demanda da safra atual, com fortalecimento do esmagamento, apoiado pelo maior consumo de derivados. Em sentido contrário, as exportações perderam competitividade frente ao produto brasileiro, limitando a reação das cotações.

No cenário internacional, os estoques globais de soja registraram leve aumento. O movimento foi sustentado por revisões positivas na produção da América do Sul, reforçando a visão de um balanço abastecido e reduzindo a possibilidade de recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

O milho seguiu trajetória semelhante e também terminou a semana em baixa. As cotações refletiram o clima favorável no Meio-Oeste dos Estados Unidos e o conforto do balanço global. O WASDE confirmou poucas alterações, com mudanças pontuais na demanda e pequeno aumento dos estoques.

A redução do uso de milho para a produção de etanol foi compensada por exportações mais fortes. No mercado global, o avanço da produção na América do Sul e em outros países ampliou a disponibilidade do cereal e manteve pressão sobre os preços. Com isso, soja e milho permaneceram condicionados ao clima norte-americano, ao ritmo da demanda e às perspectivas de oferta nas principais regiões produtoras.

 





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Alta de fertilizantes pressiona safra de grãos



Há expectativa de alívio com a assinatura formal de um acordo provisório


Há expectativa de alívio com a assinatura formal de um acordo provisório
Há expectativa de alívio com a assinatura formal de um acordo provisório – Foto: Canva

A alta dos fertilizantes passou a pesar de forma mais intensa sobre a produção global de grãos, levando produtores a rever compras, reduzir aplicações de nutrientes, mudar culturas ou considerar menor uso da terra. O movimento amplia riscos para trigo, milho e cevada na safra de 2026.

A pressão ganhou força com a guerra entre Estados Unidos e Irã, que afetou o fluxo comercial pelo Estreito de Ormuz, rota importante para ureia, amônia e enxofre. Segundo a Comissão Europeia, os preços da ureia subiram 55% desde o início do conflito, no fim de fevereiro. Na Argentina, a referência chegou a cerca de US$ 1.000 por tonelada, o dobro do nível anterior à crise.

Há expectativa de alívio com a assinatura formal de um acordo provisório em 19 de junho, que suspenderia as hostilidades e reabriria o Estreito. Ainda assim, analistas avaliam que o setor já vinha sob pressão. Doriana Milenkova, do Rabobank, aponta choques como gargalos logísticos na pandemia, alta da energia e a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na Europa, produtores alertam para a possibilidade de áreas ficarem ociosas, sobretudo em regiões de menor rentabilidade. Na Letônia, a Zemnieku Saeima avalia que os custos de produção podem superar receitas potenciais mesmo com cenários otimistas. Na Rússia, a associação Agricultor do Povo pediu tarifas de exportação para proteger o mercado interno, diante de preços recordes e falta de itens.

Apesar da preocupação, os analistas ainda veem impacto limitado sobre a produção de grãos em 2026, porque parte dos volumes da próxima safra já foi contratada antes do conflito. A tendência é de ajustes nas doses, troca de fertilizantes, rotação de culturas e preferência por opções menos dependentes de insumos, antes de uma redução ampla da área plantada.

 





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El Niño Costeiro chega forte entre junho e setembro e deve ceder até o fim do ano


O órgão peruano responsável pelo monitoramento do El Niño, a Comissão Multissetorial ENFEN, manteve nesta segunda-feira (15) o estado de “Alerta de El Niño Costeiro” para o litoral do Peru. Segundo o Comunicado Oficial N° 11-2026, divulgado pela comissão, o evento — iniciado em março de 2026 — deve se prolongar até o verão de 2027, com maior probabilidade de magnitude forte entre junho e setembro, para logo diminuir para moderado ate dezembro .

Para a região Niño 1+2, que abrange o mar peruano ao norte dos 10°S, a probabilidade de o evento se classificar como forte no verão 2026-2027 é de 48%, contra 46% de chance de magnitude moderada, segundo dados divulgados pelo ENFEN. Já para a região Niño 3.4, correspondente ao Pacífico equatorial central, o desenvolvimento do El Niño está previsto de junho de 2026 a março de 2027, com maior probabilidade de magnitude forte entre novembro e dezembro. Para o verão 2026-2027, a comissão estima 44% de chance de magnitude forte e 36% de moderada nessa região.

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No trimestre junho-agosto, as temperaturas do ar devem permanecer acima dos valores climatológicos ao longo do litoral peruano, reflexo do aquecimento persistente do mar. Para as chuvas na costa, a previsão é de comportamento dentro do habitual para o inverno, com episódios de chuvas leves especialmente no litoral norte. No campo hidrológico, de acordo com o comunicado, o ENFEN prevê predomínio de vazões normais na Região Hidrográfica do Pacífico.

O comunicado também destaca os efeitos sobre os recursos pesqueiros. Segundo a comissão, nas próximas semanas a intensificação das condições quentes deve continuar alterando a distribuição vertical e latitudinal da anchova do estoque norte-centro. O litoral norte e central do Peru deve registrar a presença incomum de espécies associadas a águas quentes e oceânicas.

O ENFEN recomenda que gestores públicos considerem os cenários de risco com base nos avisos meteorológicos e prognósticos sazonais vigentes, adotando medidas de redução de risco de desastres e ações de preparação para a temporada de chuvas prevista de setembro de 2026 a abril de 2027. A comissão exorta autoridades e população a se manterem informados pelos canais oficiais do ENFEN e pelo Sistema Nacional de Gestão do Risco de Desastres (SINAGERD). O próximo comunicado oficial está previsto para 26 de junho de 2026.

Leia o comunicado na íntegra:

COMISSÃO MULTISSETORIAL ENCARREGADA DO ESTUDO NACIONAL DO FENÔMENO “EL NIÑO” – ENFEN

Decreto Supremo N° 007-2017-PRODUCE

COMUNICADO OFICIAL ENFEN N° 11-2026

15 de junho de 2026

Estado do sistema de alerta: Alerta de El Niño Costeiro

RESUMO EXECUTIVO

O ENFEN mantém o estado de “Alerta de El Niño Costeiro”. Para a região Niño 1+2, o El Niño Costeiro se prolongaria até o próximo verão de 2027, com maior probabilidade de apresentar magnitude forte entre junho e setembro, para em seguida diminuir para moderado até dezembro. Para o verão 2026-2027, prevê-se que o evento alcance uma magnitude entre forte (48%) e moderada (46%).

Para a região Niño 3.4 (Pacífico equatorial central), o El Niño se desenvolveria de junho de 2026 até março de 2027, inclusive, com maior probabilidade de alcançar magnitude forte de novembro a dezembro do presente ano. Para o verão 2026-2027, estima-se que o evento alcance uma magnitude entre forte (44%) e moderada (36%).

Para o trimestre junho-agosto, as temperaturas do ar se manteriam acima de seus valores climatológicos ao longo do litoral peruano devido ao aquecimento do mar no litoral. Na costa, esperam-se episódios de chuvas leves especialmente no litoral norte.

Quanto ao prognóstico hidrológico, prevê-se o predomínio de vazões normais na Região Hidrográfica do Pacífico.

Em relação aos recursos pesqueiros, nas próximas semanas espera-se que a intensificação das condições quentes continue alterando a distribuição vertical e latitudinal da anchova do estoque norte-centro. Na zona norte e centro do litoral peruano continuaria a presença incomum de espécies de peixes associadas a águas quentes e oceânicas.

Recomenda-se aos tomadores de decisão que considerem os cenários de risco baseados nos avisos meteorológicos e prognósticos sazonais vigentes, a fim de adotar as medidas para a redução do risco de desastres, bem como ações de preparação para a resposta a perigos iminentes, devido à continuidade do El Niño Costeiro e ao desenvolvimento do El Niño (Pacífico equatorial central), ante a próxima temporada de chuvas (setembro de 2026 a abril de 2027). Exorta-se as autoridades e a população em geral a se manterem informadas pelas entidades competentes oficiais do ENFEN e pelos organismos do Sistema Nacional de Gestão do Risco de Desastres (SINAGERD).

ANÁLISE DETALHADA

A Comissão Multissetorial encarregada do Estudo Nacional do Fenômeno “El Niño” (ENFEN) mantém o estado de “Alerta de El Niño Costeiro”. Após analisar a persistência das condições anômalas do oceano e da atmosfera no Pacífico Tropical, bem como os últimos prognósticos climáticos dos modelos nacionais e internacionais, o ENFEN considera que:

Para a região Niño 1+2, o El Niño Costeiro iniciado em março de 2026 se prolongaria até o próximo verão de 2027, com maior probabilidade de apresentar magnitude forte entre junho e setembro, para em seguida diminuir para moderado até dezembro. Para o verão 2026-2027, prevê-se que o evento alcance uma magnitude entre forte (48%) e moderada (46%).

Para a região Niño 3.4 (Pacífico equatorial central), o El Niño se desenvolveria de junho de 2026 até março de 2027, inclusive, com maior probabilidade de alcançar magnitude forte de novembro a dezembro do presente ano. Para o verão 2026-2027, estima-se que o evento alcance uma magnitude entre forte (44%) e moderada (36%).

Para o trimestre junho-agosto, prevê-se que as temperaturas do ar se mantenham acima de seus valores climatológicos ao longo do litoral peruano, devido à persistência do aquecimento do mar no litoral. Quanto às chuvas na costa, espera-se um comportamento dentro do habitual durante o inverno, considerando episódios de chuvas leves especialmente no litoral norte. Quanto ao prognóstico hidrológico, prevê-se o predomínio de vazões normais na Região Hidrográfica do Pacífico.

Em relação aos recursos pesqueiros, nas próximas semanas espera-se que a intensificação das condições quentes continue alterando a distribuição vertical e latitudinal da anchova do estoque norte-centro. Além disso, na zona norte e centro do litoral peruano continuaria a presença incomum de espécies de peixes associadas a águas quentes e oceânicas.

Recomenda-se aos tomadores de decisão que considerem os cenários de risco baseados nos avisos meteorológicos e prognósticos sazonais vigentes, a fim de adotar as medidas correspondentes para a redução do risco de desastres, bem como ações de preparação para a resposta a perigos iminentes, devido à continuidade do El Niño Costeiro e ao desenvolvimento do El Niño (Pacífico equatorial central), ante a próxima temporada de chuvas (setembro de 2026 a abril de 2027). Da mesma forma, exorta-se as autoridades e a população em geral a se manterem informadas pelas entidades competentes oficiais do ENFEN e pelos organismos do Sistema Nacional de Gestão do Risco de Desastres (SINAGERD).

A Comissão Multissetorial do ENFEN continuará monitorando a evolução das condições oceânicas, atmosféricas, hidrológicas e biológico-pesqueiras, e atualizando as perspectivas. A emissão do próximo Comunicado Oficial ENFEN será na sexta-feira, 26 de junho de 2026.

Para mais informações, consultar o Relatório Técnico aqui





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Demografia muda cenário para commodities


A queda das taxas de fertilidade em diferentes países tem avançado em ritmo mais intenso do que o previsto e começa a alterar premissas usadas em análises de mercado. A avaliação é de Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, que acompanha a revisão dos dados demográficos em uma série de publicações sobre o tema.

Segundo a análise, nenhum país monitorado pela ONU apresenta hoje taxa de fertilidade compatível sequer com os cenários mais pessimistas projetados cinco anos atrás. Na prática, isso significa que, em praticamente todos os casos, os números ficaram abaixo da pior expectativa considerada anteriormente.

Para que uma população mantenha crescimento no longo prazo, a taxa de fertilidade total precisa ficar acima de 2,1 filhos por mulher. Entre os exemplos citados, a Nigéria ainda registra índice de 4,5, enquanto a Índia está em 2,0, ligeiramente abaixo da taxa de reposição. O Brasil chegou a 1,6. Na China, a taxa está em 1,0, e os censos mais recentes já indicam uma população em declínio.

A distância entre a realidade e as projeções chama atenção no caso chinês. Cinco anos atrás, a expectativa era de que a fertilidade do país estivesse agora entre 1,7 e 1,9 filho por mulher. O resultado atual mostra uma diferença considerada expressiva e reforça a percepção de que as estimativas vêm sendo revisadas para baixo a cada novo ciclo.

Rubin observa que novas revisões devem apontar números ainda menores no próximo ano. Esse movimento é tratado por especialistas como colapso populacional. Seus efeitos sobre o mercado não devem aparecer de forma imediata, mas tendem a ganhar relevância no horizonte de cinco a dez anos, especialmente para agentes que ainda não incorporaram essa tendência aos seus modelos.

No agronegócio, a implicação é direta. Projetar crescimento da demanda global por alimentos como se a tendência demográfica seguisse trajetória linear pode levar a erro de premissa. O motor populacional que sustentou parte do avanço das commodities nas últimas décadas mostra perda de força em ritmo mais rápido do que o esperado.

 





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Novas soluções para controle do pulgão-lanígero em maçã


O pulgão-lanígero, considerado uma das principais pragas da cultura da macieira, está no foco de uma pesquisa conduzida pela Epagri. O inseto produz uma secreção branca semelhante à lã ou algodão, que recobre as colônias e dificulta a ação de Inseticidas, favorecendo a permanência das infestações nos pomares. Além de enfraquecer as plantas, a praga compromete a produtividade e a qualidade dos frutos. Estudos já realizados apontam que a eficiência dos produtos disponíveis ainda é limitada e os custos de controle permanecem elevados.

O trabalho está sendo desenvolvido na Estação Experimental de Caçador, unidade de referência em melhoramento genético da macieira. A pesquisa é coordenada pela engenheira agrônoma e pesquisadora entomologista Janaína Pereira dos Santos, que busca avaliar a eficácia agronômica de alternativas químicas e biológicas para o manejo da praga. O objetivo é definir estratégias mais seguras e sustentáveis, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, o estudo tem conclusão prevista para novembro de 2027. A expectativa é desenvolver duas tecnologias voltadas ao controle do pulgão-lanígero: uma metodologia específica para avaliação da eficácia de inseticidas, com recomendações de uso racional, e estratégias de manejo químico e biológico que considerem os impactos econômicos e ecológicos nos sistemas de produção convencional, integrado e orgânico.

“Queremos gerar dados confiáveis para subsidiar recomendações práticas aos produtores em diferentes sistemas produtivos”, resume Janaína. Segundo a pesquisadora, os trabalhos envolvem tanto a avaliação de novos inseticidas quanto a reavaliação de produtos já registrados. Ao todo, nove inseticidas, entre químicos e biológicos, estão sendo testados em experimentos conduzidos em estufas e também em condições de campo, para validar os resultados obtidos.

Entre os produtos avaliados estão inseticidas biológicos destinados aos pomares orgânicos. Janaína destaca que o controle do pulgão-lanígero é ainda mais complexo nesse sistema produtivo devido à escassez de produtos eficientes registrados e compatíveis com as exigências da agricultura orgânica. Segundo ela, ampliar as opções de controle é importante para atender consumidores que buscam alimentos produzidos sem o uso de agrotóxicos.

A pesquisadora ressalta ainda que o desenvolvimento de alternativas biológicas pode beneficiar especialmente pequenos e médios produtores. De acordo com Janaína, esse público costuma buscar certificações e mercados diferenciados, como o segmento orgânico, para aumentar sua competitividade. Além disso, o uso de produtos biológicos contribui para reduzir a exposição dos trabalhadores rurais a substâncias tóxicas e minimizar impactos ambientais relacionados à contaminação do solo, da água e do ar.

Outro objetivo do estudo é contribuir para a redução dos custos de produção da cadeia da maçã. A proposta da Epagri é identificar Inseticidas e estratégias de manejo fitossanitário mais eficientes e economicamente viáveis, permitindo o uso racional dos produtos e evitando gastos com tratamentos que não apresentam resultados satisfatórios no controle da praga.





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