quinta-feira, julho 23, 2026

Política & Agro

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Seagri leva demandas do agro baiano a órgãos federais


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) foi a Brasília nesta quinta-feira (18) defender uma agenda de prioridades para o agro baiano junto a cinco órgãos federais. A comitiva, liderada pelo secretário Vivaldo Góis, levou pedidos concretos: mais genética em ovinos e caprinos, ampliação da infraestrutura de abate, um projeto de poços de água salobra para o semiárido e apoio à citricultura baiana.

“Cada uma dessas pautas representa um compromisso direto com o produtor baiano, da genética animal à citricultura”, afirmou Vivaldo Góis.

 Para Góis, a agenda em Brasília reforça o estado como interlocutor estratégico das políticas federais para o agro nordestino.

Acompanharam o secretário profissionais de diferentes áreas da Seagri: o diretor de Irrigação, Djalma Pereira; o diretor de Desenvolvimento da Agricultura, Assis Pinheiro; o superintendente de Produção Agropecuária, Adriano Bouzas; a coordenadora de Contratos e Convênios, Sandra Carvalho; e o agrônomo Paulo Perene. 

A presença do diretor administrativo-financeiro da Bahia Pesca, Antônio Laborda, reforça o peso da pauta pesqueira na agenda em Brasília.

A comitiva passou pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, pela Codevasf, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Agenda em Brasília

O melhoramento genético de ovinos e caprinos foi o destaque do encontro com o ministro André de Paula, no Mapa. A pauta incluiu ainda apoio à produção irrigada e ampliação das exportações baianas.

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Lázaro Medeiros, recebeu a comitiva baiana na sequência. O encontro tratou de ações e oportunidades para a pesca e a aquicultura no estado.

Um projeto de aproveitamento produtivo de poços com água salobra marcou o encontro da comitiva com o diretor-presidente da Codevasf, Lucas Felipe de Oliveira. A iniciativa pode abrir possibilidades de produção agrícola no semiárido baiano.

Apoio aos produtores e à citricultura baiana esteve na pauta da reunião no MDS. Já no MDA, o Programa Garantia-Safra e ações para a agricultura familiar foram os temas tratados.





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Mercado do boi opera em ritmo lento no país


O mercado do boi gordo encerrou a sexta-feira (19) sem alterações nas cotações em São Paulo. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, os negócios seguiram em ritmo lento, comportamento considerado típico para o último dia útil da semana, com frigoríficos realizando compras apenas para atender às programações de abate.

Segundo a Scot Consultoria, as exportações de carne bovina continuaram ocorrendo normalmente, sem registros de problemas relacionados ao abastecimento ou ao escoamento da produção. No mercado interno, porém, os compradores mantiveram uma postura mais cautelosa diante da expectativa de consumo mais fraco na segunda metade do mês.

Do lado dos pecuaristas, a oferta permaneceu ajustada. Conforme a análise da consultoria, os vendedores adotaram uma postura firme nas negociações e comercializaram os lotes de forma gradual, movimento que contribuiu para sustentar as referências do boi gordo. Ainda assim, parte dos produtores demonstrou maior disposição para negociar, aceitando valores abaixo das referências vigentes com o objetivo de garantir margens e evitar possíveis desvalorizações no curto e médio prazo.

A Scot Consultoria informou que as escalas de abate em São Paulo atendiam, em média, oito dias.

No Pará, o cenário foi diferente. A consultoria apontou que a melhora na oferta de animais e a redução da demanda, típica da entrada da segunda quinzena do mês, pressionaram as cotações em parte das regiões produtoras. Ao longo da terceira semana de junho, os preços do boi gordo e da vaca já haviam apresentado recuos, tendência que se manteve na sexta-feira.

Na região de Marabá, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. Em Redenção, o boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba, sem alterações para vacas e novilhas.

A Scot Consultoria também destacou que o chamado “boi China” teve recuo de R$ 3,00 por arroba nas praças paraenses acompanhadas pelo levantamento.

Já na região de Paragominas, as cotações permaneceram inalteradas, refletindo um mercado mais equilibrado entre oferta e demanda.





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Etanol recua 4,98% e reforça papel estratégico em meio ao debate sobre o E32


Os preços dos combustíveis voltaram a cair na primeira quinzena de junho, com destaque para o etanol e o diesel, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações realizadas nos postos de combustível em todo o país. O etanol apresentou a maior redução do período, com queda de 4,98%, passando de R$ 4,62 na primeira quinzena de maio para R$ 4,39 na primeira quinzena de junho.

O movimento ocorre em um momento estratégico para o biocombustível. Mesmo com a recente queda dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela expectativa de trégua no Oriente Médio e por avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã, o governo federal segue discutindo medidas para fortalecer a segurança energética do país. Entre elas está a proposta de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32% (E32), tema que deve ser analisado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.

A medida busca reduzir a dependência do Brasil em relação aos combustíveis fósseis importados, além de contribuir para a descarbonização da matriz energética nacional.

“As novas quedas no etanol e no diesel trazem um alívio importante para o bolso dos motoristas brasileiros nesta primeira quinzena de junho. O destaque é o etanol, que além de registrar o recuo mais expressivo nas bombas, mantém seu protagonismo estratégico. Mesmo com a redução recente dos preços internacionais do petróleo, as discussões para ampliar a participação do biocombustível na gasolina reforçam seu papel na proteção do país contra futuras oscilações externas. Hoje, o etanol se consolida não apenas como uma alternativa econômica para o abastecimento, mas também como peça-chave para a segurança energética brasileira e também como uma opção mais sustentável”, afirma Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.

Entre os outros combustíveis, o diesel comum registrou queda de 2,50%, passando de R$ 7,20 para R$ 7,02. Já o diesel S-10 ficou 1,49% mais barato, com preço médio de R$ 7,25 ante R$ 7,36 na quinzena anterior. A gasolina também apresentou recuo, ainda que mais discreto, de 0,44%, passando de R$ 6,83 para R$ 6,80.

Na contramão das demais opções, o GNV (Gás Natural Veicular) foi o único combustível a registrar alta no período, com aumento de 0,90%, chegando a R$ 4,47.

Destaques regionais

O Mato Grosso registrou a maior queda no preço do etanol entre os estados brasileiros, com recuo de 8,93%, fazendo o combustível chegar a R$ 4,18. Já São Paulo apresentou o menor preço médio do país para o biocombustível, de R$ 4,05, após redução de 6,03%.

No diesel comum, o Alagoas liderou as quedas, com redução de 8,70%, além de registrar o menor preço médio nacional para o combustível, de R$ 6,43. Por outro lado, Roraima manteve os maiores preços médios do país tanto para o diesel comum, vendido a R$ 8,34, quanto para o etanol, encontrado a R$ 6,03.





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Inverno chega com virada no tempo


O inverno astronômico começa neste domingo (21), às 5h24, com temperaturas baixas na Região Sul e estabilidade em grande parte do país. No entanto, uma nova frente fria deve provocar mudanças no tempo a partir de segunda-feira (22), com previsão de chuvas, tempestades e queda nas temperaturas em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. As informações são do portal Meteored.

De acordo com as projeções do modelo europeu ECMWF, pelo menos 10 estados devem registrar alterações nas condições meteorológicas com o avanço do sistema frontal. A frente fria será responsável pelo retorno das instabilidades em áreas que estavam sob influência de tempo mais seco.

A mudança começa pelo Rio Grande do Sul, onde uma área de baixa pressão atmosférica deve favorecer a formação de nuvens carregadas e provocar chuva nas primeiras horas da segunda-feira (22). Ao longo do dia, o sistema ganha força e aumenta a possibilidade de chuvas intensas e tempestades entre o sul e o noroeste gaúcho.

Em Santa Catarina e no Paraná, a instabilidade deve chegar ainda pela manhã, com previsão de pancadas de chuva, descargas elétricas, trovoadas e rajadas de vento superiores a 50 km/h. Segundo a previsão, há possibilidade de transtornos como alagamentos e transbordamentos de córregos em alguns pontos.

As chuvas devem continuar durante a tarde e a noite de segunda-feira (22), elevando os acumulados na Região Sul. Na terça-feira (23), a frente fria avança para o Sudeste e perde força, mas a entrada de uma massa de ar polar mantém as temperaturas baixas. O frio pode deixar os termômetros até 7°C abaixo da média em algumas áreas.

No Sudeste, o sistema deve chegar a partir da tarde de segunda-feira (22), provocando aumento de nebulosidade em São Paulo e no oeste de Minas Gerais. Há previsão de tempestades entre o fim da tarde e a noite no território paulista.

Na madrugada de terça-feira (23), a frente fria avança sobre Minas Gerais, com previsão de chuvas fracas e moderadas no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, além de pontos de chuva mais intensa em áreas de São Paulo. Durante o dia, o tempo permanece instável em regiões como Vale do Paraíba, sul de Minas, sul do Rio de Janeiro e Região Serrana.

A atuação da frente fria deve continuar até quarta-feira (24), mantendo o tempo fechado e com chuvas espalhadas entre o leste do Rio de Janeiro e o oeste mineiro. No Espírito Santo, a previsão aponta aumento da nebulosidade no sul do estado.

No Centro-Oeste, a segunda-feira (22) começa com tempo estável, mas a formação de novas áreas de instabilidade deve ocorrer ao longo da manhã. Durante a tarde, o avanço da frente fria, associado ao canal de umidade, favorece pancadas de chuva moderadas e intensas, além do risco de tempestades em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Em Goiás, as primeiras chuvas devem ocorrer no fim do dia, principalmente no sul do estado. Na terça-feira (23), a frente fria perde força sobre o interior do Centro-Oeste, mas ainda há previsão de pancadas isoladas em Goiás e no sudeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, o tempo deve ficar parcialmente nublado, com possibilidade de chuva mais restrita ao nordeste do estado.





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Paraná tem reta final da atualização de rebanhos



Atualização de rebanhos chega a 67% no Paraná



Foto: Divulgação

A campanha de atualização de rebanhos no Paraná entrou na fase final com 67% das explorações pecuárias do Estado com o cadastro regularizado. Faltando 11 dias para o encerramento da ação, os produtores e proprietários de animais de produção têm até 30 de junho para informar os dados à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A iniciativa é coordenada pela Adapar, com apoio de instituições ligadas ao setor agropecuário paranaense. A atualização deve ser realizada por todos os proprietários de animais destinados à produção de carne, leite, ovos, reprodução, criação ou subsistência.

Segundo a agência, as mais de 182 mil propriedades rurais com cadastro ativo que não realizarem o procedimento ficam sujeitas a autuações e multas, além de não poderem movimentar os animais. Sem a atualização, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais e ovos férteis ou embrionados.

A GTA permite que os serviços de defesa agropecuária acompanhem a movimentação e o rastreamento dos animais no Estado. O controle contribui para evitar a entrada e disseminação de doenças que podem afetar os rebanhos, a saúde pública e o comércio de produtos agropecuários.

Além da divulgação dos prazos em canais de comunicação, a Adapar informou que tem realizado ações de contato direto com produtores, principalmente com famílias que mantêm animais para subsistência. As equipes estão realizando visitas em propriedades de diferentes regiões do Paraná.

A agência também intensificou ações de educação sanitária por meio de fiscais e assistentes de fiscalização agropecuária dos escritórios locais. Além das visitas, os servidores promovem palestras em escolas públicas situadas em assentamentos e áreas rurais.

A atualização cadastral pode ser feita pela internet, no site da Adapar, ou pelo aplicativo Paraná Agro, disponível nas lojas de aplicativos. Produtores que preferirem atendimento presencial podem procurar os escritórios da agência, sindicatos rurais ou unidades municipais de atendimento.





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Feijão sobe 2% e colheita segue em ritmo lento



Geadas preocupam produtores gaúchos de feijão



Foto: Canva

A segunda safra de feijão segue em fase de maturação e colheita no Rio Grande do Sul, enquanto produtores monitoram os impactos das baixas temperaturas sobre as lavouras. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Erechim, onde foram cultivados mais de 900 hectares, as lavouras encontram-se em fase de maturação dos grãos. Segundo a Emater/RS-Ascar, a ocorrência de geadas ainda representa risco para os cultivos, especialmente nas áreas localizadas em baixadas, que são mais suscetíveis às baixas temperaturas.

Na região de Ijuí, parte das lavouras permanece em maturação, e os produtores aguardam condições mais favoráveis para intensificar a colheita. De acordo com a Emater/RS-Ascar, houve uma pequena redução no potencial produtivo inicialmente previsto em razão dos danos causados por geadas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura. Apesar do ritmo lento dos trabalhos, a expectativa é de que a colheita seja concluída ainda em junho.

Já na região de Soledade, a colheita foi finalizada. Conforme a Emater/RS-Ascar, a produtividade ficou abaixo da estimada no início da safra, alcançando média de 1.512 quilos por hectare.

No mercado, a cotação do feijão registrou valorização. Segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, a saca de 60 quilos foi comercializada, em média, por R$ 182,20, alta de 2,04% em relação aos R$ 178,56 registrados no período anterior.





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como definir a melhor janela para plantar?


A definição da época ideal para a semeadura do feijão é uma das principais etapas do planejamento da safra, pois influencia diretamente o desenvolvimento da lavoura, a produtividade e os riscos enfrentados pelo produtor ao longo do ciclo. A escolha da janela de plantio depende de fatores como clima, disponibilidade de água, ciclo da cultivar, sistema de produção e integração com outras culturas.

O feijão comum (Phaseolus vulgaris L.) é considerado uma cultura sensível a variações climáticas, principalmente durante fases como emergência, florescimento e enchimento de grãos. Por isso, o posicionamento correto da semeadura ajuda a reduzir problemas como falhas de estande, necessidade de replantio, estresse hídrico e perdas durante a colheita.

No planejamento do pré-plantio, a análise do histórico climático da região é um dos primeiros passos. A distribuição das chuvas, a ocorrência de períodos secos e a frequência de temporais precisam ser consideradas para definir o melhor momento de implantação da lavoura.

Em sistemas de sequeiro, a recomendação é que o plantio seja realizado em períodos com maior regularidade de chuvas, garantindo umidade suficiente para a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas. Já em áreas irrigadas, o produtor tem maior flexibilidade para ajustar a data de semeadura, mas ainda precisa evitar períodos de temperaturas extremas ou excesso de chuvas durante a colheita.

Outro ponto fundamental é conhecer o ciclo da cultivar escolhida. Variedades precoces, médias ou tardias apresentam diferentes períodos até o florescimento e a maturação, o que interfere diretamente na exposição da lavoura às condições climáticas. O objetivo é posicionar as fases mais sensíveis da cultura em momentos com maior disponibilidade hídrica e temperaturas adequadas.

A fase de florescimento exige atenção especial, já que a falta de água nesse período pode comprometer o potencial produtivo. O mesmo ocorre no enchimento de grãos, quando a deficiência hídrica pode reduzir o peso e a qualidade da produção. Na maturação, o planejamento deve considerar uma menor possibilidade de chuvas intensas para evitar perdas na colheita.

A sucessão de culturas também precisa entrar no planejamento. Em muitas propriedades, o feijão é cultivado após culturas como soja, milho e arroz. Nesse cenário, o produtor deve avaliar o tempo necessário entre a colheita da cultura anterior, o preparo da área e a implantação do feijão, evitando atrasos que retirem a lavoura da janela recomendada.

A escolha da data de plantio também está relacionada ao manejo de pragas e doenças. Períodos com maior umidade e temperaturas favoráveis podem aumentar a ocorrência de doenças fúngicas, enquanto determinadas épocas podem favorecer o aumento da população de insetos. Por isso, o histórico da área deve ser considerado antes da semeadura.

Para o ciclo entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, o planejamento deve considerar a possibilidade de mais de uma safra de feijão em algumas regiões, especialmente em sistemas irrigados. Nesse caso, a organização das operações e o encaixe entre as culturas tornam-se essenciais para evitar conflitos de colheita, falta de máquinas ou atrasos no calendário agrícola.

A definição da melhor época de plantio deve ser feita com apoio técnico, considerando as condições específicas de cada propriedade. A avaliação de solo, clima, histórico da área e escolha da cultivar são fatores que ajudam a reduzir riscos e aumentar a eficiência da produção.

O planejamento do pré-plantio também deve incluir outras práticas, como correção do solo, adubação, controle de plantas daninhas e definição do arranjo de plantas. Essas operações precisam estar alinhadas ao calendário da semeadura para garantir melhores condições no início do ciclo.

A adoção de estratégias adequadas permite ao produtor reduzir problemas como replantios, perdas por estiagem e dificuldades na colheita. O acompanhamento técnico continua sendo uma ferramenta importante para ajustar decisões conforme as condições de campo e as previsões climáticas.





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Pré-plantio de inverno prepara solo para arroz


O planejamento da rotação de culturas nas áreas de arroz irrigado durante o período de pré-plantio de inverno é uma das principais estratégias para preservar a produtividade e melhorar as condições do solo ao longo das safras. Entre maio e agosto, os produtores avaliam alternativas como culturas comerciais de inverno e plantas de cobertura para preparar as áreas para o próximo ciclo do arroz.

Após a colheita do arroz, o período de inverno abre espaço para decisões que envolvem o manejo dos resíduos culturais, a drenagem das áreas, a escolha das espécies a serem implantadas e o sistema de semeadura. Essas práticas influenciam diretamente o desempenho da lavoura seguinte, especialmente em regiões com histórico de cultivo contínuo de arroz irrigado.

A adoção de culturas de inverno, como trigo, aveia e canola, ou de plantas de cobertura, como azevém, nabo-forrageiro e ervilhaca, contribui para melhorar a estrutura física do solo, aumentar a matéria orgânica e auxiliar no controle de plantas daninhas, pragas e doenças associadas ao sistema de produção.

Em áreas com sucessivos cultivos de arroz irrigado, a rotação com espécies de sequeiro pode favorecer a infiltração de água, reduzir a compactação e auxiliar no manejo de plantas de difícil controle, como arroz-vermelho e capim-arroz. Além disso, a diversificação das espécies cultivadas pode contribuir para diminuir a pressão de alguns problemas relacionados ao solo.

A definição da cultura de inverno depende das características de cada propriedade. O produtor precisa considerar fatores como tipo de solo, condições de drenagem, histórico produtivo, disponibilidade de máquinas, principais plantas daninhas e doenças presentes na área, além do objetivo da utilização do cultivo.

Quando a escolha é por culturas comerciais de inverno, a capacidade do solo em sustentar uma cultura de sequeiro é um ponto de atenção. Solos compactados ou com baixa drenagem podem apresentar excesso de umidade e dificuldade de desenvolvimento das raízes, exigindo intervenções antes da implantação da lavoura. Em áreas com melhor estrutura, a semeadura direta sobre a palhada do arroz pode ser uma alternativa, desde que haja distribuição adequada dos resíduos e controle das plantas daninhas.

As plantas de cobertura também têm papel importante no sistema. Gramíneas de inverno, como aveia-preta e azevém, ajudam na formação de palhada e proteção do solo, enquanto leguminosas, como ervilhaca e trevos, contribuem para a fixação biológica de nitrogênio. Já espécies como o nabo-forrageiro podem auxiliar na melhoria da estrutura do solo por meio do crescimento das raízes em camadas mais profundas.

Outro fator considerado no pré-plantio de inverno é o calendário agrícola. A implantação das culturas deve ocorrer no momento adequado para garantir cobertura do solo, acúmulo de biomassa e, no caso de cultivos comerciais, permitir a colheita antes do preparo para a próxima safra de arroz.

O manejo das plantas daninhas também está entre os pontos avaliados pelos produtores. A rotação de culturas altera o ambiente da lavoura e pode ajudar a reduzir a presença de espécies adaptadas ao sistema irrigado. No entanto, o planejamento do uso de herbicidas deve considerar possíveis efeitos residuais e a implantação do arroz na safra seguinte.

O período entre maio e agosto também é uma oportunidade para revisar a fertilidade do solo e planejar correções necessárias, conforme as condições da área. A presença de palhada e de diferentes sistemas radiculares contribui para melhorar a distribuição de nutrientes e reduzir perdas no solo.

Em propriedades que integram agricultura e pecuária, as culturas de inverno também podem ser utilizadas como forragem. O pastejo, porém, precisa ser manejado para evitar compactação causada pelo pisoteio, principalmente quando o solo está muito úmido, além de respeitar o intervalo necessário antes da implantação do arroz.

O planejamento da rotação começa com a avaliação da área após a colheita, passa pela definição do objetivo do cultivo de inverno e segue com a escolha das espécies mais adequadas ao solo, ao clima e ao calendário da propriedade. O manejo adotado deve considerar também a conservação do solo e da água.

Com uma estratégia bem definida, a rotação de culturas pode contribuir para maior estabilidade produtiva, redução de problemas fitossanitários e melhoria das condições do solo nas áreas de arroz irrigado. O acompanhamento de um profissional habilitado é indicado para adaptar as recomendações às condições específicas de cada propriedade.

O uso de insumos agrícolas, especialmente herbicidas e defensivos, deve seguir as orientações de rótulo e bula, além de exigir receituário agronômico emitido por profissional habilitado. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Mandioca enfrenta desafios com excesso de umidade



Colheita da mandioca segue em andamento no Rio Grande do Sul,



Foto: Canva

A colheita da mandioca segue em andamento no Rio Grande do Sul, com produtores atentos às condições de umidade do solo e à previsão de geadas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18), as lavouras apresentam bom desenvolvimento em diferentes regiões do Estado, embora algumas áreas tenham registrado redução de produtividade em relação a anos anteriores.

Na região administrativa da Santa Rosa, a colheita continua e a qualidade das raízes é considerada satisfatória. Apesar disso, o excesso de umidade no solo tem causado problemas pontuais de apodrecimento das raízes, principalmente em áreas mais adensadas e com menor drenagem.

Diante desse cenário, alguns produtores anteciparam a retirada das raízes e passaram a armazenar parte da produção congelada. A possibilidade de ocorrência de geadas nos próximos dias também levou agricultores a intensificarem o corte e o armazenamento das manivas nas propriedades onde o procedimento ainda não havia sido realizado.

Na região, os preços da mandioca variam entre R$ 4,50 e R$ 5,50 por quilo do produto in natura. Já a mandioca descascada é comercializada entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por quilo.

Na área de atuação da Emater/RS-Ascar de Soledade, a colheita segue em ritmo intenso. Segundo o levantamento, as temperaturas mais amenas têm favorecido a continuidade da comercialização por mais tempo e contribuído para a conservação das manivas. As agroindústrias da região também mantêm o processamento da produção.

Já na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, as condições climáticas das últimas semanas, incluindo as temperaturas mais baixas, não impediram o avanço da colheita. Houve redução na oferta do produto, enquanto os preços pagos aos produtores apresentaram valorização, ficando entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por caixa de 20 quilos.





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por que o preço cai para o produtor, mas nem sempre cai no mercado?


O Brasil caminha para uma safra recorde de grãos em 2025/26, mas volume alto não garante renda maior ao produtor. Com mais oferta no mercado, preços podem cair; com armazenagem limitada, parte dos produtores precisa vender no pico da colheita; e, com custos dolarizados, a margem depende tanto da produtividade quanto do câmbio, que voltou a subir depois de sua queda em maio deste ano.

Produção e renda não são a mesma coisa. A receita do produtor depende de três variáveis: quantidade colhida, preço recebido e custo de produção. Em uma safra alta, o volume sobe, mas o preço pode cair justamente porque há mais produto disponível. Quem tem armazém, capital de giro, acesso a hedge ou programas para minimizar riscos consegue esperar melhores preços; quem precisa pagar financiamento ou liberar espaço vende mais cedo e pode capturar menos valor.

A Conab estima safra total de grãos de 358,6 milhões de toneladas em 2025/26, novo recorde se confirmado. A soja deve alcançar 180,3 milhões de toneladas, com incremento de 8,8 milhões de toneladas sobre a safra anterior.

O IBGE informou que a capacidade disponível de armazenagem agrícola era de 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025. Comparada à safra projetada pela Conab, isso mostra uma diferença de cerca de 124,8 milhões de toneladas entre produção estimada e capacidade estática disponível, embora a capacidade não precise armazenar toda a safra ao mesmo tempo. No mercado da soja, o Cepea apontou em junho que a demanda externa e a depreciação do real ajudavam as cotações no Brasil, mas a ampla oferta global limitava altas mais fortes.

Na prática, a “supersafra” também encarece o caminho entre a fazenda e o comprador. No pico da colheita, milhares de produtores precisam escoar soja ao mesmo tempo, enquanto armazéns cheios reduzem a possibilidade de esperar por preços melhores.

A disputa por caminhões aumenta, filas se formam nas rotas de escoamento e o frete deixa de ser apenas um custo operacional: vira um fator decisivo na margem. Em algumas rotas, produtores e transportadores relatam que o valor pode até dobrar no período mais apertado da safra. Quem já travou parte dos custos e da venda por meio de barter tende a atravessar essa variação com mais previsibilidade. Já quem deixa para vender tudo no mercado físico em março ou abril fica mais exposto ao preço baixo da colheita, ao frete caro e à falta de espaço para armazenar.

Mas na prática, uma “supersafra” ajuda a baixar alimentos ou aperta a margem do produtor?

Ela pode fazer as duas coisas. Para o consumidor final, mais oferta tende a aliviar preços de itens ligados a grãos, como óleo, ração e carnes, mas esse efeito depende de indústria, varejo, câmbio e exportações. Para o produtor, a supersafra pode significar receita maior só se o preço não cair mais do que o ganho de produtividade.

 





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