quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Com foco no El Niño, IBGE apresenta ferramenta para prevenir desastres



IBGE lança sistema para ajudar a prevenir desastres ligados ao El Niño no Brasil


Foto: NOAA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta terça-feira (23) o Singed Lab Desastres. A finalidade é preparar gestores públicos e privados para enfrentar impactos das mudanças climáticas, com foco na estratégia nacional de atenção ao El Niño – fenômeno que deve ganhar força ao longo de 2026. O sistema começará a funcionar em 1º de julho.

Este ano, por conta desse movimento, o inverno deverá ter temperaturas mais elevadas no Brasil. El Niño significa O Menino em espanhol e se caracteriza pelo aumento da temperatura na parte equatorial do Oceano Pacífico. O nome é um apelido dado por pescadores do Peru e do Equador ao aquecimento das águas, em referência ao Niño Jesus ou Menino Jesus.

O IBGE quer aumentar a produção de dados voltados à prevenção e à mitigação de desastres. Para o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a ferramenta servirá para que o país possa agir antecipadamente. 

“O Singed Lab Desastres inaugura uma nova fronteira para o Estado brasileiro: usar inteligência territorial e estatística não apenas para contar perdas, mas para evitar que elas aconteçam.”

Na formação preventiva, os gestores serão capacitados a identificar informações indispensáveis sobre seu município para atuar no momento do desastre.

Durante a ocorrência, o Singed Lab Desastres vai disponibilizar de forma virtual pacote de dados diversos sobre, por exemplo, a existência de população em áreas de risco. O programa também pode identificar manchas de inundação, população e domicílios afetados.

O objetivo é que cada município tenha sua própria Comissão de Prevenção de Desastres – grupo treinado em dados para atuação em situações adversas.





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Indicadores do etanol continuam em alta



Preços dos etanóis anidro e hidratado fecharam em alta


Foto: Divulgação

Os preços dos etanóis anidro e hidratado fecharam em alta pela segunda semana consecutiva no mercado paulista. Nos últimos dias, segundo o Cepea, vendedores estiveram mais firmes quanto aos preços, visto que as chuvas até a metade da semana passada atrapalharam a moagem em algumas unidades produtoras.

Pelo lado da demanda, os volumes negociados de hidratado aumentaram nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, o volume seguiu estável nas últimas duas semanas. Ainda assim, de acordo com pesquisadores do Cepea, distribuidoras adotam postura cautelosa em um cenário de produção robusta de etanol e estoques superiores aos do mesmo período da safra passada.

Para o etanol anidro, o volume negociado no spot segue expressivo há duas semanas. A expectativa da aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) do aumento da mistura de anidro à gasolina, o E32, marcada em votação para esta quarta-feira, 24, tem aquecido os negócios envolvendo esse tipo de combustível.





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Milho fecha em baixa na Bolsa de Chicago; B3 também cede com pressão da safrinha


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Os preços do milho registraram um novo dia de baixas nas bolsas nesta segunda-feira. Os futuros do cereal caíram tanto na B3, quanto na Bolsa de Chicago, mesmo diante de novas e fortes altas do petróleo. 

“Apesar da recuperação do petróleo hoje, os mercados de grãos parecem estar superando o conflito no Oriente Médio. O prêmio de guerra praticamente desapareceu e os especuladores estão reduzindo rapidamente suas apostas de alta. Fundos de investimento venderam pesadamente contratos futuros de milho na semana passada, mas ainda mantêm uma grande posição comprada líquida”, afirmam analistas internacionais do portal Farm Progress. 

Na CBOT, os preços perderam de 2,25 a 2,75 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 4,44 e o setembro a US$ 4,53 por bushel. 

O mercado recuou durante todo o dia, alongando as perdas registradas na últimas semanas e também refletindo o bom andamento da nova safra dos Estados Unidos. O plantio está na reta final, os campos se desenvolvem bem e as condições climáticas são bastante favoráveis para o caminhar da temporada 2026/27. 

“Com o plantio praticamente concluído, as temperaturas elevadas esperadas em todo o Meio-Oeste durante a primeira quinzena de junho devem acelerar o desenvolvimento das lavouras e, por outro lado, as chuvas são muito aguardadas esta semana na região oeste do Cinturão do Milho, onde o tempo está mais seco. Mas, as previsões estendidas indicam uma melhora nas chances de precipitações ao longo dos próximos 15 dias”, complementam os especialistas norte-americanos.

BAIXAS TAMBÉM NA B3

Os futuros do milho negociados na B3 também seguiram recuando nesta segunda-feira (1), refletindo o avanço da colheita da safrinha no Brasil. O mercado tem estado pressionado com a chegada não só da nova oferta, mas também de uma demanda mais retraída neste momento, o que deixa a liquidez bastante contida agora. 

“A colheita da safrinha 2026 de milho chegou na quinta-feira (28) a 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil, contra 0,9% uma semana antes e 1,3% um ano atrás”, informa a AgRural neste início de semana. Mato Grosso lidera os trabalhos de campo, seguido pelo Paraná, mas ainda de forma pontual. 

Os trabalhos de campo deverão ganhar mais tração nas próximas semanas e, em algumas regiões as lavouras estao ainda concluindo seus ciclos de produção, contando com condições de clima adequadas e com ainda a possibilidade de reajustes no tamanho da produção. 

Nesta segunda-feira, a StoneX trouxe um leve ajuste em sua estimativa para a segunda safra, de 106,15 para 106 milhões de toneladas. Confirmado este número, a produção nacional poderia apresentar uma diminuição de 5,4% em relação a safra do ano passado. “Houve tanto ajustes positivos quanto negativos entre os Estados, mas que se contrabalançaram e deixaram o total nacional perto da estabilidade”, afirmou a consultoria em relatório. 





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Frango paulista entra em campo e fortalece exportações


Com forte presença em Itapetininga, produção de aves de corte de São Paulo responde por cerca de 10% da produção nacional, gera emprego e ganha protagonismo na Copa 

A tradicional asinha de frango, presença marcante nos churrascos brasileiros, também está conquistando consumidores ao redor do mundo. Com uma avicultura moderna, tecnificada e altamente competitiva, o estado de São Paulo se consolidou como um dos principais polos de produção de aves de corte do país, respondendo por cerca de 10% da produção nacional. Atualmente, a avicultura paulista produz aproximadamente 1,5 milhão de toneladas de carne de frango por ano, movimentando uma cadeia que gera milhares de empregos e impulsiona a economia do interior. 

Entre os municípios que se destacam nesse cenário está Itapetininga, reconhecida como um importante polo da avicultura de corte. A cidade abriga granjas integradas e empreendimentos especializados na criação de frangos para abate, contribuindo para a força produtiva da região sudoeste do estado. O município também se tornou referência em temas ligados à sanidade e à biosseguridade avícola, sediando eventos técnicos voltados ao fortalecimento do setor e à manutenção dos elevados padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais. 

“A Avicultura é uma das cadeias produtivas relevantes do agronegócio de Itapetininga, abrangendo tanto na produção de frangos de corte quanto de ovos, além de atividades ligadas à genética, incubação e fabricação de rações. O desafio é continuar investindo em tecnologia, Bioseguridade e capacitação profissional para manter a competitividade do setor e criar oportunidades para novos mercados consumidores”, frisou o presidente do Sindicato Rural de Itapetininga, Roberto Kenkiti Ueno. 

A importância econômica da atividade vai além das porteiras. A carne de frango figura entre os produtos de destaque da pauta exportadora do agronegócio paulista, levando a qualidade da produção brasileira para dezenas de países. Com a aproximação da Copa do Mundo, um símbolo dessa presença internacional chama a atenção: muitas das famosas chicken wings, as asas de frango consumidas em estádios, bares e confraternizações por torcedores norte-americanos, têm origem em granjas e frigoríficos brasileiros. O país permanece entre os maiores exportadores mundiais da proteína, e São Paulo participa ativamente desse protagonismo.  

Além da relevância econômica, a carne de frango ocupa posição estratégica na segurança alimentar. Em um cenário de aumento dos custos das proteínas animais, o frango continua sendo uma alternativa nutritiva, versátil e acessível para famílias de diferentes faixas de renda. Essa combinação de qualidade e preço competitivo ajuda a explicar o crescimento contínuo do consumo, tanto no mercado interno quanto no exterior, consolidando a proteína como uma das mais democráticas da alimentação contemporânea.  

E se a asinha é conhecida pela simplicidade e pela presença garantida nas reuniões entre amigos, ela também pode ganhar sofisticação sem perder a praticidade. Receitas com marinadas de ervas frescas, mel e mostarda, molho agridoce oriental ou versões levemente defumadas têm conquistado espaço em restaurantes e cozinhas domésticas. Assim, um dos cortes mais populares do frango reafirma sua versatilidade: sai das granjas paulistas, cruza oceanos e chega às mesas do mundo como símbolo de uma cadeia produtiva eficiente, inovadora e essencial para a economia brasileira. 

Engenheira Agrônoma com especialização em Agronegócio e formação complementar em Gastronomia, a chef Fernanda Camargo Santi gosta de testar sabores. Interessada em unir o conhecimento da cadeia produtiva agroalimentar à elaboração e valorização dos alimentos, ela compartilhou conosco uma receita capaz de transformar uma simples asa de frango na estrela das comemorações pelos gols do Brasil na Copa do Mundo 2026. E o melhor: na air fryer! Apaixonada por cozinhar, busca compreender todo o percurso dos ingredientes, desde a produção no campo até a finalização do produto.

-500 gramas de asinha de frango

-Suco de 1 limão

-2 colheres (sopa) de azeite

-3 colheres (sopa) de creme de leite

-1 colher (sopa) de mostarda

-1 colher (sopa) de páprica picante

-Sal a gosto

Deixar marinando por 30 minutos

– 3 xicaras de farinha de mandioca

– 1 colher (sopa) de alho em pó

-1 colher (sopa) de cebola desidratada

Mistura e empana as asinhas marinadas, pincela azeite na air fryer e leve por 40 minutos a 180°.





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Oferta elevada mantém preços de açúcar em baixa



Cotações do açúcar cristal branco seguem em queda


Foto: Pixabay

As cotações do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista, em meio à baixa liquidez. Segundo pesquisadores do Cepea, as recentes chuvas reduziram o ritmo de colheita da cana, mas o volume de açúcar disponível tem sido suficiente para manter o movimento baixista, visto que compradores permanecem retraídos.

Pelo lado da oferta, dados do Mapa indicaram recuo expressivo de 25% na produção de açúcar no Centro-Sul na segunda quinzena de maio frente ao mesmo período do ano anterior, para 2,19 milhões de toneladas, acompanhando a redução na moagem no período. Pesquisadores do Cepea apontam que esse resultado reflete tanto as chuvas acima da média em parte de São Paulo e de Mato Grosso do Sul quanto o maior direcionamento de cana para a produção de etanol.





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“melhores práticas” recomendam não reagir a choques de oferta


A piora no cenário para a inflação não impediu o Banco Central (BC) de manter o ciclo de redução dos juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) justificou o corte na taxa básica de juros, a Selic, sob a perspectiva de que as “melhores práticas” de política monetária recomendam não reagir integralmente a variações de preços geradas por choques de oferta, que são eventos inesperados.

A decisão consta na ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira (23). No encontro, na semana passada, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,5% ao ano para 14,25% ao ano – o terceiro corte consecutivo desde março. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

De acordo com o documento, essas flutuações de preços envolvem incertezas relevantes, em especial, as pressões do conflito armado no Oriente Médio sobre os preços globais de petróleo e combustíveis, bem como os impactos climáticos ainda em projeção do fenômeno El Niño.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.

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Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,58%.

O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já fora da meta de inflação, que pode variar de 1,5% a 4,5%.

Na ata, a autoridade monetária pontuou que o atual cenário inflacionário de curto prazo é desafiador e tem sido pressionado por leituras mais altas do IPCA corrente.

Contudo, o BC enfatizou que a adoção de trajetórias de Selic menos discrepantes em relação às previstas pelos analistas de mercado é mais adequada por evitar a indução de volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e nos agregados macroeconômicos.

A previsão do mercado financeiro para o IPCA está em 5,33% este ano e 4,15% em 2027.

Durante o encontro, o Copom debateu simulações que contemplavam diferentes combinações de momentos de pausa e retomada do ciclo de juros. Nessas projeções, trajetórias alternativas mostraram menor flutuação de produto e revelaram-se compatíveis com uma suavização macroeconômica, garantindo a convergência da inflação para o centro da meta no primeiro trimestre de 2028, que passou a ser o horizonte relevante oficial do BC.

Apesar da flexibilização gradual, a ata reafirma uma postura de firme cautela. Diante da resiliência da atividade econômica doméstica, que continua surpreendendo positivamente e dificultando a desaceleração da inflação de serviços, os diretores indicaram que os passos futuros da taxa de juros serão ajustados a depender dos novos dados econômicos.

“No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o BC.





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quando o alívio no mercado vira pressão no campo


O arroz ficou mais barato para o consumidor em 2025 e ajudou a segurar a inflação dos alimentos. Segundo o IBGE, o produto acumulou queda de 26,56% no IPCA do ano, um dos principais impactos negativos entre os itens alimentícios. Para as famílias, a redução trouxe alívio em um produto básico da alimentação. Para o produtor, porém, preço baixo por muito tempo pode significar margem menor e desestímulo ao plantio.

A dinâmica mostra que queda de preço não é, necessariamente, uma boa notícia para toda a cadeia. Quando há maior oferta no mercado, o consumidor tende a pagar menos. Mas, se o valor recebido pelo produtor cai demais, parte dos agricultores pode reduzir a área plantada na safra seguinte ou migrar para culturas consideradas mais rentáveis. O efeito aparece depois, quando a produção diminui e o mercado volta a ficar mais sensível a novas pressões de preço.

É o que ajuda a explicar o movimento projetado para a safra 2025/26. A Conab estima produção de 11,1 milhões de toneladas de arroz, queda de 13,2% em relação ao ciclo anterior. Segundo a companhia, o recuo está ligado à menor área destinada à cultura diante das condições de mercado do cereal. Mesmo com a redução, a estimativa ainda garante o abastecimento interno, mas revela como o preço influencia a decisão de plantio.

No campo, o produtor decide o que plantar olhando para custo, preço esperado, produtividade, clima, crédito e possibilidade de venda. Se o arroz paga pouco, mas os custos de fertilizantes, defensivos, energia, máquinas e arrendamento continuam altos, a margem diminui. Nesse cenário, reduzir área pode ser uma forma de proteger a renda. A decisão individual de muitos produtores, no entanto, pode alterar a oferta disponível no ciclo seguinte.

O arroz tem uma característica importante: é um produto muito ligado ao mercado interno. Diferentemente da soja, cuja formação de preço conversa fortemente com exportações e demanda internacional, o arroz depende mais do consumo doméstico, da produção nacional, dos estoques, da importação pontual e das condições climáticas nas regiões produtoras. Por isso, mudanças na área plantada têm impacto relevante sobre o equilíbrio entre oferta e demanda no país.

Para as famílias, o arroz barato reduz o custo de uma refeição básica. Para o produtor, a mesma queda pode significar dificuldade para cobrir os custos da safra. Essa diferença de perspectiva é central para entender a economia dos alimentos. O preço ideal para o consumidor nem sempre é suficiente para remunerar bem quem produz, e o preço necessário para sustentar a produção nem sempre é confortável para o orçamento doméstico.

O risco é transformar um alívio de curto prazo em uma pressão futura. Se o preço baixo reduz o plantio, a oferta pode ficar mais apertada na safra seguinte. Com menos produto disponível, qualquer problema climático, logístico ou de custo pode ter efeito maior no preço. A inflação, nesse caso, não nasce apenas de uma quebra de safra, mas de decisões tomadas meses antes, quando o produtor avaliou que plantar arroz já não compensava tanto.





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Microrganismos reduzem uso de nitrogênio no arroz



Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para produzir mais


Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais
Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais – Foto: Pixabay

A busca por maior produtividade com menor uso de fertilizantes avança na cultura do arroz irrigado. As informações são do engenheiro agrônomo Giovani Wrasse, que destacou resultados de estudos realizados no Rio Grande do Sul sobre a combinação de microrganismos com a adubação nitrogenada.

Os testes avaliaram o uso de Azospirillum brasilense, Pseudomonas fluorescens, Bacillus pumilus, Bacillus megaterium e Trichoderma harzianum. A co-inoculação desses microrganismos aumentou de forma significativa a produtividade de grãos, inclusive em condições de menor fornecimento de nitrogênio.

Entre os resultados apresentados, o rendimento chegou a 12.535 quilos por hectare com adubação nitrogenada. O desempenho também foi considerado positivo quando a dose de nitrogênio foi reduzida em até 50%, mostrando que a associação entre os microrganismos pode ampliar a eficiência no uso de nutrientes sem comprometer o potencial produtivo da lavoura.

A pesquisa integra o artigo Agricultural Microorganisms in Irrigated Rice with Reduced Nitrogen Fertilizer Rate, publicado em 2026 na Universal Journal of Agricultural Research. O trabalho analisou o uso de microrganismos agrícolas no arroz irrigado com redução da taxa de fertilizante nitrogenado.

Os resultados apontam os bioinsumos como alternativa para sistemas que buscam produzir mais com menor aplicação de fertilizantes. A estratégia reúne maior eficiência no aproveitamento de nutrientes, possibilidade de redução de custos e menor impacto ambiental. Os dados reforçam o papel da co-inoculação no desenvolvimento de manejos mais eficientes para a cultura do arroz.

 





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Mercado de grãos tem sinais mistos em junho



As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio


As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio
As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio – Foto: Agrolink

O mercado brasileiro de grãos apresentou movimentos distintos em junho, com valorização da soja, recuo do milho e sinais de avanço na colheita da segunda safra. Segundo o Rabobank, os preços da soja ao produtor subiram 2% na comparação mensal, sustentados pela forte demanda das exportações e da indústria de processamento, fatores que favoreceram as cotações no mercado interno.

No milho, o cenário foi oposto. Os preços ao produtor caíram 4% em relação ao mês anterior, pressionados pela concorrência dos Estados Unidos e da Argentina e pela oferta elevada da safra doméstica. A combinação reduziu o espaço para recuperação das cotações no período. 

As exportações de soja somaram 14,8 milhões de toneladas em maio, volume 5% superior ao registrado em maio de 2025. No acumulado do ano, os embarques alcançaram 55 milhões de toneladas, alta de 7% sobre igual intervalo do ano passado. O desempenho foi apoiado por uma colheita recorde e pela competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. 

Já as vendas externas de milho totalizaram 250 mil toneladas em maio, queda de 47% frente ao mês anterior. A projeção do Rabobank indica que os embarques em 2026 devem ficar abaixo dos volumes observados em 2025. 

A colheita da safrinha chegou a 7% da área nesta semana, três pontos percentuais acima do ritmo do mesmo período do ano passado. As condições são consideradas favoráveis em Mato Grosso, enquanto perdas são esperadas em Goiás, Tocantins e Minas Gerais. Para a temporada 2025/26, a instituição estima produção total de milho em 138 milhões de toneladas. O avanço dos trabalhos, porém, ocorre em meio a um quadro regional desigual.

   





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Safra de algodão pode ser a segunda maior da história


A produção brasileira de algodão deve crescer na safra 2025/2026, impulsionada por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. A nova estimativa aponta também para exportações recordes em 2026, com forte desempenho no primeiro semestre e redução dos estoques de passagem.

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão revisou a projeção da safra de 3,955 milhões para 4,006 milhões de toneladas. Se confirmada, será a segunda maior produção da história do país, atrás apenas das 4,260 milhões de toneladas registradas em 2024/2025. O avanço de cerca de 51 mil toneladas é atribuído principalmente ao clima favorável em Mato Grosso e na Bahia.

As exportações do primeiro semestre de 2026 foram elevadas de 1,600 milhão para 1,827 milhão de toneladas, o maior volume já registrado para o período. Para a segunda metade do ano, a previsão recuou de 1,610 milhão para cerca de 1,557 milhão de toneladas. No acumulado de 2026, os embarques devem somar 3,359 milhões de toneladas, acima das 3,210 milhões projetadas em abril e em nível recorde.

O ritmo mais intenso das vendas externas reduziu a estimativa de estoque ao fim de junho, de 934 mil para 708 mil toneladas. Para dezembro, a projeção caiu de 2,910 milhões para 2,794 milhões de toneladas. A Anea relaciona a redução à competitividade do produto brasileiro, à demanda do mercado e ao desempenho da comercialização.

A projeção para a safra 2026/2027 também subiu, de 3,870 milhões para 3,960 milhões de toneladas. A estimativa considera preços mais atrativos e aparente estabilidade nos custos dos fertilizantes. Para 2027, as exportações são previstas em 1,667 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,563 milhão no segundo, embora a entidade avalie que ainda seja cedo para definir um volume anual.

 





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