domingo, julho 19, 2026

Política & Agro

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RS entra em alerta para chuva extrema e temporais


Um cenário de alto risco meteorológico começa a se formar sobre a Região Sul do Brasil e deve provocar vários dias consecutivos de tempestades intensas, principalmente no Rio Grande do Sul, a partir desta quinta-feira (16). Segundo informações da Meteored, a combinação entre um Rio Atmosférico, um Jato de Baixos Níveis e uma intensa onda de calor favorecerá a ocorrência de chuva extrema e eventos severos.

De acordo com a previsão, um dos principais fatores responsáveis pela intensificação das instabilidades será o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis, com ventos que podem superar 150 km/h nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o calor intenso deve aumentar a instabilidade atmosférica. Entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), as temperaturas poderão ultrapassar os 32°C em diversos municípios da Região Sul. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, a anomalia térmica poderá alcançar até 15°C acima da média.

A interação entre calor, grande disponibilidade de umidade e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis criará condições favoráveis para a formação de tempestades intensas no Rio Grande do Sul. Os temporais devem começar nesta quinta-feira (16), seguir até domingo (19) e podem continuar ao longo da próxima semana.

O sábado (18) é apontado como o período de maior preocupação. As projeções indicam elevado potencial para tempestades severas entre o sul do Rio Grande do Sul e o Uruguai, com possibilidade de granizo, rajadas destrutivas de vento, microexplosões e até mesmo tornados.

Nos próximos dez dias, os acumulados de chuva podem variar entre 200 e 300 milímetros em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná, sendo o território gaúcho o mais afetado. A previsão também não descarta volumes ainda maiores em pontos isolados, o que amplia o risco de impactos.

Com esse cenário, aumentam as chances de interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e galhos, danos em telhados, estruturas e lavouras provocados pelo granizo, além de transbordamento de rios, alagamentos e ocorrência de descargas elétricas.

A Meteored destaca ainda que um dos principais indicadores para previsão de eventos extremos, o Índice de Previsão Extrema (EFI) do modelo numérico ECMWF, aponta valores elevados para precipitação entre os dias 17 e 22 de julho sobre o Rio Grande do Sul e áreas vizinhas, incluindo partes de Santa Catarina, Uruguai e Argentina. O índice sinaliza uma elevada probabilidade de volumes de chuva excepcionalmente altos.

Outro fator de atenção é o Índice de Energia Potencial Convectiva Disponível (CAPE), que deve atingir valores extremamente elevados no sábado (18). Na prática, isso indica uma atmosfera muito instável e favorável à formação de tempestades de grande intensidade.

Segundo a análise da Meteored, não está descartada a possibilidade de que os impactos previstos durante a segunda quinzena de julho se aproximem das proporções observadas nas enchentes históricas registradas em 2024. Diante desse cenário, a recomendação é de atenção redobrada por parte das autoridades e da população para reduzir os riscos relacionados a transbordamentos, inundações, deslizamentos de terra e outros eventos severos.





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Carinata ganha espaço na rotação de culturas


A área cultivada com carinata segue em expansão no Rio Grande do Sul nesta safra de inverno, impulsionada pelo interesse dos produtores em diversificar os sistemas de produção e ampliar a rotação de culturas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar, que aponta bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do Estado.

Na região administrativa de Santa Rosa, a estimativa é de aproximadamente 2.600 hectares cultivados. Giruá e São Luiz Gonzaga concentram as maiores áreas destinadas à cultura. Segundo a Emater/RS-Ascar, as lavouras estão, em sua maioria, na fase de desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento e evolução do ciclo considerados satisfatórios. As condições são semelhantes às observadas na canola, principalmente em relação à presença de pragas, que exigem monitoramento constante. De forma geral, o desenvolvimento das plantas é favorecido pelas condições climáticas registradas até o momento.

Na região de Santa Maria, onde são previstos 1.526 hectares, o plantio foi concluído. Em Tupanciretã, município responsável por 1.105 hectares da área cultivada, as lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, dentro do esperado e com boas condições sanitárias. Os produtores realizam a adubação em cobertura e o controle de plantas daninhas. Conforme o levantamento, a ocorrência de geadas pode ter provocado prejuízos, mas os possíveis impactos ainda estão sendo avaliados.

Na região de Pelotas, o plantio também está praticamente finalizado. A expectativa é de 1.298 hectares cultivados. As áreas já implantadas apresentam desenvolvimento considerado normal para a época, e todas as lavouras permanecem na fase vegetativa.

Na região de Erechim, alguns agricultores optaram pela carinata como alternativa para o cultivo de inverno, principalmente em substituição ao trigo, em razão dos preços praticados para o cereal. Toda a área prevista já foi implantada e também se encontra em estágio de desenvolvimento vegetativo.

Em relação à comercialização, o informativo indica que o valor pago ao produtor na região de Santa Rosa é de R$ 125,22 por saca de 60 quilos. Na região de Erechim, o preço estabelecido em contratos chega a R$ 147,00 por saca.





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Soja cai em Chicago e preços avançam no Brasil


O mercado da soja encerrou a quinta-feira com queda em Chicago, enquanto as cotações físicas avançaram em várias praças brasileiras, em meio à pressão logística, custos elevados e necessidade de liberar espaço nos armazéns. Segundo análise da TF Agroeconômica, a baixa na CBOT refletiu realização de lucros e a desvalorização do real diante do dólar, fator que melhora a competitividade da soja brasileira.

O contrato de agosto recuou 0,60%, para US$ 11,95 por bushel, e o de setembro caiu 0,59%, a US$ 11,8525. O farelo para agosto subiu 1,25%, para US$ 322,90 por tonelada curta, enquanto o óleo perdeu 0,67%, a 72,43 centavos por libra-peso. As vendas externas dos Estados Unidos tiveram desempenho misto. A safra 2025/26 registrou 188,3 mil toneladas, abaixo da média recente, mas a temporada 2026/27 somou 1,769 milhão de toneladas, com a China respondendo por 1,056 milhão. O clima seco e quente previsto para o Meio-Oeste norte-americano limitou as perdas.

No Brasil, os preços mostraram firmeza em parte do Sul e do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu moderada, com valores entre R$ 134 e R$ 140 por saca. No Paraná, o mercado avançou no interior e em Paranaguá, onde a soja chegou a R$ 141. Em Santa Catarina, os negócios permaneceram lentos, embora o esmagamento regional ajudasse a reduzir a pressão sobre os silos.

Em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, as altas ocorreram em bloco, mas o déficit de armazenagem, os fretes elevados e o avanço do milho safrinha mantiveram a pressão sobre os produtores. Em Mato Grosso, a necessidade de escoar estoques se intensificou com a projeção de safra recorde de milho e com o aumento do crédito rural problemático.





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Dólar muda o rumo do milho e sustenta preços



Nos estados, a liquidez permaneceu baixa


Nos estados, a liquidez permaneceu baixa
Nos estados, a liquidez permaneceu baixa – Foto: Pixabay

O mercado futuro de milho encerrou a quinta-feira em alta, apoiado pela melhora das perspectivas de exportação e pelo câmbio. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do dólar ajudou as cotações da B3 a não acompanhar a queda de Chicago, enquanto o maior movimento comercial levou operadores a buscar proteção na bolsa brasileira.

A quebra na Europa e a menor capacidade de exportação da Ucrânia ampliaram a presença dos milhos brasileiro e dos Estados Unidos no mercado global. A alta dos prêmios de exportação para outubro e novembro reforçou a expectativa de maior demanda pelo grão brasileiro. Na B3, setembro de 2026 fechou a R$ 68,40, alta diária de R$ 0,24. Novembro terminou a R$ 72,16, avanço de R$ 0,45, e janeiro de 2027 encerrou a R$ 74,47, ganho de R$ 0,32.

Nos estados, a liquidez permaneceu baixa. No Rio Grande do Sul, as indicações variaram de R$ 57 a R$ 65 por saca, com média de R$ 59,02. Em Santa Catarina, a diferença entre pedidos próximos de R$ 60 e ofertas ao redor de R$ 55 manteve o mercado travado. No Paraná, a colheita da segunda safra chegou a 16%, mas a umidade elevada, os custos de secagem e perdas pontuais de qualidade limitaram o ritmo dos trabalhos.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficaram entre R$ 47,57 e R$ 50 por saca. A Conab manteve a estimativa de 12,47 milhões de toneladas para a segunda safra, volume 5,4% menor que o do ciclo anterior. Mesmo com área 2,7% maior, a queda da produtividade e o avanço lento da colheita seguem reduzindo o potencial produtivo estadual. As informações foram divulgadas no dia de hoje.





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Baixa demanda limita preços do trigo



No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da safra


No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra
No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país segue com baixa liquidez, negócios pontuais e pouca disposição para mudanças expressivas de preço na reta final do ano comercial. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário combina demanda fraca por farinha, estoques ajustados às necessidades dos moinhos e oferta regular em alguns pontos.

No Rio Grande do Sul, faltam cerca de dois meses e meio para o início da próxima safra, enquanto as indústrias permanecem relativamente cobertas e reduzem o ritmo de moagem. A sobra de sementes também pressiona as referências, com negócios na faixa de R$ 1.250 por tonelada e lotes de trigo entre R$ 1.300 e R$ 1.320. Volumes relevantes já foram fechados entre R$ 1.350 e R$ 1.380, o que limita novas altas. O trigo argentino entregue em Canoas recuou para US$ 275 por tonelada, e os moinhos relatam problemas de qualidade no produto local, especialmente por níveis elevados de DON.

Em Santa Catarina, as negociações continuam lentas. As ofertas variam de R$ 1.300 a R$ 1.350 para trigo-pão e de R$ 1.360 a R$ 1.400 para trigo branqueador, sem confirmação de negócios. No balcão, os preços ficaram estáveis em Chapecó, Rio do Sul, Joaçaba e Xanxerê, com altas pontuais em Canoinhas e São Miguel do Oeste.

No Paraná, as referências da safra velha permanecem praticamente estáveis, embora o Cepea aponte alta mensal de 1,83%, enquanto as indicações para a nova safra avançam. Nos Campos Gerais, compradores oferecem R$ 1.450 por tonelada CIF, e no Norte os valores chegam a R$ 1.520 e R$ 1.530 posto moinho. A pouca oferta e a busca por qualidade mantêm o trigo paraguaio nas compras das indústrias. Para a safra nova, o mercado segue sem negócios, com indicações em torno de R$ 1.450 CIF para entrega entre o fim de agosto e setembro.

 





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Nova tarifa ameaça segmentos do setor químico



“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica”


"A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica"
“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica” – Foto: Divulgação Vigna

A aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos amplia a insegurança para cadeias produtivas e pode elevar custos nos dois mercados. No setor químico, a avaliação é de que a medida não se sustenta na relação comercial bilateral.

Segundo a Abiquim, os Estados Unidos exportaram cerca de US$ 11,5 bilhões em produtos químicos ao Brasil em 2025 e importaram aproximadamente US$ 2,1 bilhões, acumulando superávit superior a US$ 9 bilhões. A entidade também destaca que a indústria norte-americana já conta com vantagens de custo em matérias-primas como etano e gás natural.

Dos 1.177 códigos tarifários do setor, 493 ficaram isentos da sobretaxa, enquanto 684 permanecem sujeitos à nova tarifa. As exceções representam entre 64% e 71% do valor exportado, mas a maioria dos itens da pauta continua tarifada. A estimativa é de custo adicional de US$ 66 milhões até o fim de 2026, ou cerca de US$ 133 milhões em termos anualizados.

Tintas, fibras sintéticas, sabões, detergentes e perfumaria estão entre os segmentos mais afetados. A Abiquim defende medidas temporárias de mitigação, continuidade das negociações para ampliar as isenções e reforço das ações de defesa comercial contra práticas desleais.

“A imposição dessas tarifas não encontra fundamento na realidade econômica do comércio bilateral e tende a gerar custos e ineficiências para cadeias produtivas integradas nos dois países. A Abiquim continuará defendendo soluções negociadas que preservem a competitividade, os investimentos e a previsibilidade das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, conclui André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Abiquim.





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Plantio de trigo chega a 92% da área projetada


A campanha de grãos de inverno avança na Argentina, ao mesmo tempo em que a colheita de milho e sorgo mantém ritmo desigual entre as regiões produtoras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), o plantio de trigo alcançou 92% dos 6,5 milhões de hectares projetados para o ciclo 2026/27, com avanço semanal de 4 pontos percentuais.

Apesar do progresso, áreas do centro e do sul da zona agrícola seguem com atrasos por falta de sustentação do solo. Toda a área implantada apresenta condição entre normal e excelente, favorecida pelo fato de 96% das lavouras se desenvolverem sob umidade adequada ou ótima. No estágio fenológico, 56,2% das áreas estão em expansão foliar e 9,5% iniciaram o perfilhamento. O maior avanço ocorre no Noroeste Argentino, onde 49% da superfície já perfilha e surgem os primeiros lotes em alongamento do colmo.

A colheita de milho para grão comercial chegou a 62,2% da área apta, com rendimento médio de 80,6 sacas por hectare. Os trabalhos têm atraso anual de 8,2 pontos percentuais, devido à alta umidade dos grãos e às condições ambientais das últimas semanas. No sul de Buenos Aires, o excesso de água ainda restringe a retirada dos lotes restantes. Os melhores rendimentos foram registrados no Núcleo Norte, com 97,2 sacas por hectare, seguido pelo Núcleo Sul, com 96, e pelo norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires, com 90,7. A projeção nacional foi mantida em 64 milhões de toneladas, alta de 30,6% sobre as 49 milhões de toneladas do ciclo anterior.

No sorgo granífero, a colheita cobre 80,8% da área apta, com média de 42,1 sacas por hectare. O centro-norte de Córdoba lidera, com 56,8, enquanto os Núcleos Norte e Sul registram 53,3 e 54 sacas por hectare. A estimativa de produção permanece em 2,9 milhões de toneladas.

 





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Investimentos ampliam infraestrutura no Cerrado



Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno


 Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno
Cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno – Foto: Pixabay

Os investimentos em infraestrutura avançam no Cerrado baiano com foco na melhoria da logística, na segurança viária e no fortalecimento da economia regional. A ampliação da pavimentação de estradas vicinais busca reduzir custos, facilitar o escoamento da produção e melhorar a mobilidade das comunidades rurais.

Em 2025, as informações indicam que a Aiba entregou 135 quilômetros de pavimentação asfáltica. A previsão é concluir outros 138 quilômetros até o fim de 2026. Entre as obras em andamento está a estrada de acesso à Vila Panambi, em Formosa do Rio Preto, com 54 quilômetros. A pavimentação substitui uma rotina marcada por poeira na seca, atoleiros nas chuvas, atrasos e prejuízos no transporte.

Nesse contexto, o cronograma também inclui 55 quilômetros na Linha do Ouro, 14 quilômetros na Estrada Rio Grande e 15 quilômetros na Estrada da Produção. A entidade ainda prevê recuperar mais de 190 quilômetros de vias pavimentadas e reformar e duplicar a ponte sobre o Rio Arrojado.

Segundo os dados apresentados, cada R$ 1 investido em infraestrutura gera R$ 4,26 de retorno para a economia regional. Desde 2017, os investimentos do Prodeagro somam 565 quilômetros de pavimentação, com expectativa de alcançar cerca de 650 quilômetros até o fim de 2026.

“Com o auxílio das câmeras instaladas nas principais rodovias, é possível fazer o reconhecimento automático de placas, pois transmitem imagens ao vivo, direto para o Centro de Monitoramento da PM, cruzando informações em tempo real com as forças de segurança”, comenta o coordenador de TI da Aiba, Rosberg Flores.

 





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Governo espera mais tarifas: E agora?



A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%


A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25%
A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% – Foto: Pixabay

O governo brasileiro espera para sexta-feira (24) uma nova decisão dos Estados Unidos que poderá ampliar a pressão tarifária sobre produtos nacionais. Durante coletiva de imprensa no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a medida em análise prevê uma cobrança adicional de 12,5%.

A principal dúvida é se a nova alíquota será acumulada com a tarifa de 25% já confirmada ou se haverá exclusão entre as duas medidas. Segundo Elias Rosa, somente com o encerramento da investigação será possível conhecer o formato da cobrança. Caso ambas incidam sobre as mesmas mercadorias, a sobretaxa poderá alcançar 37,5%.

O novo processo é diferente da investigação que resultou na tarifa de 25%. A apuração envolve 60 economias e avalia se esses mercados possuem regras para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o governo norte-americano, o Brasil não dispõe de uma proibição efetiva para barrar essas mercadorias, apesar dos compromissos assumidos no combate ao trabalho análogo à escravidão.

Elias Rosa informou que a expectativa brasileira é de aplicação da medida a todos os países enquadrados no mesmo grupo. Na avaliação do ministro, os Estados Unidos pretendem substituir a tarifa global temporária de 10%, que termina na próxima semana, por cobranças de 10% ou 12,5%, conforme a situação de cada parceiro comercial.

A eventual soma não atingiria necessariamente toda a pauta exportadora. O alcance dependerá das listas de produtos submetidos a cada processo e das exceções estabelecidas. A tarifa de 25% entra em vigor no dia 22 e já exclui itens importantes para o agronegócio, como carne bovina, café e suco de laranja.

 





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Compras chinesas de soja dos EUA disparam


China elevou as aquisições de soja norte-americana da safra 2026/27, segundo dados divulgados pela Datagro, em relatório publicado nesta quinta-feira (16). O USDA registrou o maior volume semanal de compras chinesas desde janeiro, movimento que reacende expectativas para o comércio bilateral de grãos entre os dois países ao longo da nova temporada.

De acordo com a Datagro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (16) seu relatório semanal de vendas para exportação, apontando a comercialização de 188 mil toneladas de soja referentes à safra 2025/26 e 1,77 milhão de toneladas vinculadas à safra 2026/27.

Do total negociado para a nova safra, 1,06 milhão de toneladas teve a China como destino final. O volume representa a maior compra semanal do país asiático desde o início do ano, um sinal relevante para quem acompanha o ritmo das negociações entre as duas maiores economias do mundo.

Segundo dados divulgados pela Datagro, esse resultado confirma rumores que já circulavam no mercado sobre uma retomada mais consistente das aquisições chinesas de soja norte-americana. O movimento ocorre após meses em que as compras do país haviam ficado abaixo do esperado pelos agentes do setor.

A consultoria destaca que essa retomada acontece mesmo em um cenário de arrefecimento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, fator que marcou boa parte de 2025 e impôs incertezas ao fluxo de negócios entre os dois países ao longo do último ano.

Ainda de acordo com a Datagro, até o dia 9 de julho os Estados Unidos já haviam comprometido 41,32 milhões de toneladas de soja da safra 2025/26 para exportação. Desse total, 12,36 milhões de toneladas tinham a China como destino, o equivalente a 30% de todo o volume comercializado pelos americanos no período.

A participação chinesa, no entanto, segue abaixo do patamar registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior, quando o país asiático respondia por 44% das vendas externas de soja dos Estados Unidos, segundo os números apresentados pela consultoria. A diferença evidencia que, apesar da recuperação recente, o comércio bilateral ainda não retomou o ritmo observado em safras passadas.

Para a safra 2026/27, os compromissos de venda de soja norte-americana já somam 4,60 milhões de toneladas, sendo 1,26 milhão de toneladas destinadas especificamente à China. Esse volume corresponde a 27% de todo o total negociado pelos Estados Unidos até o momento para a nova temporada, conforme apontam os dados divulgados pela Datagro em seu relatório diário para a imprensa.





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