segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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EUA ainda precisam importar ureia



O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes


O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes
O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes – Foto: Canva

O mercado norte-americano de fertilizantes segue atento ao ritmo das compras externas de Ureia, em um momento em que o atraso nas importações pode ampliar a pressão sobre o abastecimento interno. A avaliação é de José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School, com base em dados divulgados no início da tarde.

As informações indicam que os produtores dos Estados Unidos ainda não avançaram o suficiente nas importações do insumo. Segundo estimativas da CRU Group, o país precisaria trazer do exterior cerca de 600 mil toneladas de ureia para atender à demanda prevista.

O volume chama atenção porque a ureia é um dos principais fertilizantes nitrogenados usados na agricultura, e atrasos nas compras podem aumentar a sensibilidade do mercado a oscilações de preço e disponibilidade. No caso americano, o ponto central está no comportamento dos importadores, que têm demonstrado cautela para fechar novos pedidos.

Essa hesitação estaria ligada à expectativa de melhora no cenário global. Parte dos compradores trabalha com a possibilidade de que uma eventual acomodação das condições internacionais resulte em preços mais favoráveis. Com isso, decisões de compra acabam sendo postergadas, mesmo diante da necessidade de recomposição do abastecimento.

A leitura apresentada aponta que esse otimismo depende, em parte, de uma melhora no ambiente diplomático internacional. O contexto citado envolve a confiança de agentes americanos na condução política do governo Donald Trump em relação a tensões globais, especialmente no caso do Irã. A percepção, porém, é tratada com cautela, diante da instabilidade do cenário e das sucessivas sinalizações sobre avanços em negociações.

Enquanto isso, a necessidade estimada de importação permanece como um fator relevante para o mercado. Caso os pedidos continuem atrasados, os Estados Unidos poderão ter de acelerar compras em um ambiente ainda sujeito a incertezas, o que mantém a ureia no foco das atenções do setor agrícola.

 





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CCGL premia produtores de destaque no Top RS Leite



Premiação valoriza resultados da pecuária leiteira gaúcha


Foto: Divulgação

A CCGL realiza nesta quarta-feira, 06 de maio, às 19h, em Santa Rosa (RS), a entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade. A cerimônia ocorre no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson e vai reconhecer produtores e propriedades leiteiras gaúchas que se destacaram por desempenho técnico e produtivo na pecuária leiteira.

A iniciativa da CCGL tem como foco reconhecer o trabalho de produtores rurais e propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul que alcançaram resultados relevantes no setor. De acordo com informações divulgadas pela CCGL, a escolha dos premiados considera critérios técnicos e produtivos, reforçando a importância da gestão, da eficiência e da qualidade na atividade leiteira.

A entrega do Prêmio Top RS Leite de Verdade será realizada em uma cerimônia voltada à valorização da cadeia produtiva do leite, segmento estratégico para a economia agropecuária gaúcha e para a geração de renda no campo.

A solenidade está marcada para as 9h30, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa. O local recebe a cerimônia de reconhecimento dos produtores que se destacaram na produção leiteira, reunindo representantes ligados ao setor e à iniciativa promovida pela CCGL. Segundo dados divulgados pela CCGL, o prêmio busca celebrar os resultados alcançados por propriedades leiteiras do Estado, evidenciando o desempenho de quem investe em produtividade e melhoria dos processos dentro da atividade.





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Feira agrícola tem queda histórica


A retração nos investimentos em tecnologia agrícola expôs em 2026 um ambiente de maior cautela no campo. Segundo Marco Aurélio Vieira da Silva, diretor de ecossistema, a Agrishow 2026 registrou R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios, queda de 22% ante os R$ 16,4 bilhões de 2025.

O resultado marca a primeira contração em 11 anos e apenas a segunda queda em 31 edições da feira. Com correção pela inflação, o recuo chega a 25%, indicando perda real de fôlego no setor.

Os dados de máquinas confirmam o enfraquecimento. No primeiro trimestre, as vendas caíram 19,9% ante 2025. A comercialização de tratores ficou em 9 mil unidades, contra 10 mil no ano anterior. Entre as colheitadeiras, a retração superou 40%.

A leitura é de um problema estrutural. Juros elevados, câmbio desfavorável e commodities pressionadas reduziram a margem dos produtores. Quem não tinha caixa em 2025 entrou em 2026 com menos espaço para investir. Quem tinha recursos passou a adiar decisões, em meio a uma crise de liquidez.

A feira manteve 197 mil visitantes, número próximo ao de 2025, mas a presença não virou negócios no mesmo ritmo. Parte do público foi consultar, pesquisar e esperar condições melhores. Casos como XCMG Brasil Indústria, com alta de 10%, e Herbicat, com 300 contatos, aparecem como exceções.

Nesse cenário, a digitalização deixa de ser luxo e ganha peso como necessidade. Plataformas B2B, redução de intermediários, integração entre máquinas, financiamento, consultoria, marketplace de insumos e análise de dados podem ajudar a cortar custos e recuperar margem. A crise indica que o agro que resistir será o que fizer mais com menos.

 





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Ana Repezza assume presidência da CropLife Brasil com foco em diálogo, inovação e fortalecimento do setor


A CropLife Brasil (CLB) empossa nesta segunda-feira, 4 de maio, Ana Repezza como sua nova presidente. A executiva assume o cargo com o compromisso de ampliar o diálogo institucional, avançar em agendas regulatórias prioritárias e projetar o setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

À frente da associação, terá como missão articular os interesses dos quatro setores representados – defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. Com trajetória consolidada em comércio exterior, articulação institucional e atração de investimentos, Repezza tem histórico comprovado na construção de consensos em ambientes complexos — no Brasil e em fóruns globais.

Seu perfil diplomático chega para fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional. “Quero fortalecer ainda mais o diálogo produtivo que a CropLife já mantém com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Este ano temos desafios com impactos econômicos no setor de insumos.

São temas que afetam diretamente a pesquisa e a segurança jurídica do setor”, afirma Ana Repezza. Na visão de Repezza, o Brasil reúne condições únicas para ampliar sua relevância global — não apenas como grande exportador de alimentos, mas como referência em ciência aplicada à agricultura tropical. Nesse contexto, a gestão terá entre suas prioridades o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização das boas práticas agrícolas e o fortalecimento do papel do Brasil nos debates internacionais sobre segurança alimentar e inovação no campo.

“Quero colocar minha experiência a serviço do setor e contribuir para que o Brasil siga avançando como protagonista na inovação agrícola global”, disse a nova presidente. Repezza foi selecionada pelo Conselho de Administração da CLB por meio de processo estruturado com foco no fortalecimento da atuação estratégica da entidade. Durante a transição, as atividades foram conduzidas em regime colegiado, sob governança do Conselho.

Mini bio

Ana Paula L. A. Repezza é mestre Gestão Internacional pela University of London (Inglaterra), além de MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Possui especialização em Globalização e Desenvolvimento Socioeconômico pelo World Trade Institute da Universidade de Berna (Suíça). Sua formação inicial é Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Com mais de 25 anos de experiência, Ana construiu uma trajetória sólida na articulação de políticas comerciais, relações governamentais e institucionais, atração de investimentos e iniciativas ESG para setores estratégicos como agronegócio, biocombustíveis e mineração.

Em sua passagem mais recente, à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, liderou mais de 50 missões comerciais internacionais na América Latina, África e Ásia. Integra a sua trajetória também a passagem marcante como Secretária-Executiva da Câmara de Comércio Exterior – CAMEX, em que pode se debruçar na proposição e construção de políticas comerciais, em coordenação com diversos ministérios, com foco em tarifas e regulação de bens agrícolas e industriais.





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Chuvas limitam ritmo da colheita de milho


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), a colheita de milho no Rio Grande do Sul avançou apenas 1 ponto percentual na última semana, atingindo 92% da área cultivada, impactada pelas chuvas e pela priorização de outras atividades no campo. As lavouras remanescentes estão distribuídas entre maturação, enchimento de grãos e florescimento, concentradas em cultivos tardios e de safrinha, com produtividade próxima ao esperado na maior parte das áreas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, as precipitações regulares e a elevada umidade do solo desde meados de março favoreceram o desenvolvimento das lavouras em estádios reprodutivos, permitindo recuperação parcial do potencial produtivo em áreas afetadas por déficit hídrico anteriormente. As áreas de safrinha apresentam bom potencial, mas seguem expostas a riscos como queda de temperatura e possibilidade de geadas, que podem comprometer o ciclo. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a colheita alcança 83% da área, com lavouras ainda em maturação e enchimento de grãos, incluindo cultivos tardios e de safrinha. Em Manoel Viana, essas áreas apresentam bom desenvolvimento, com manejo eficiente e condições hídricas favoráveis, mantendo potencial produtivo elevado. Na regional de Caxias do Sul, a colheita atinge cerca de 80% da área, com produtividade média próxima de 7.700 kg por hectare, resultado levemente inferior à expectativa inicial, segundo a Emater/RS-Ascar.

Em Erechim, 95% da área já foi colhida, com produtividade média estimada em 8.800 kg por hectare, embora haja registro de perdas de até 25% em alguns municípios da região. Na regional de Pelotas, a colheita chega a 50% da área, com lavouras ainda em enchimento de grãos, floração e maturação. A produtividade média está próxima de 4.800 kg por hectare, favorecida pela umidade do solo nas últimas semanas. Em Santa Maria, a colheita supera 70%, com parte das lavouras ainda em maturação e enchimento de grãos. Apesar do potencial produtivo elevado, foram registradas perdas superiores a 40% em algumas localidades devido à restrição hídrica em fases críticas, embora a quebra média regional seja inferior a 2%.

Na região de Santa Rosa, 94% da área foi colhida, restando pequenas parcelas em diferentes estádios. As chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, sem registros relevantes de pragas ou doenças, mas há preocupação com possíveis geadas precoces. Em Soledade, a colheita alcança 67% da área, com produtividade média em torno de 5.500 kg por hectare. As condições de temperatura e umidade têm contribuído para o desenvolvimento das lavouras, embora a menor incidência solar esteja prolongando o ciclo da cultura.





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Visitantes podem participar de dias de campo na Exporural até sexta-feira


A realização de dias de campo é mais uma das atrações que a Emater/RS-Ascar proporciona ao público da Fenasoja 2026, em Santa Rosa. As atividades acontecem na Exporural, até a próxima sexta-feira (08/05), sempre no período da manhã, reunindo agricultores familiares que participam das excursões organizadas pela Instituição, em parceria com a Ouro e Prata e a Fenasoja.  Além disso, os dias de campo são abertos aos demais visitantes da feira.

Estruturados em estações temáticas, os dias de campo apresentam diferentes alternativas voltadas ao desenvolvimento das propriedades rurais e ao bem-estar das famílias. Um dos espaços é dedicado às plantas forrageiras, com parcelas demonstrativas de espécies de verão e de inverno, resultado de parceria com a Embrapa de Passo Fundo. Também há destaque para o manejo fitossanitário e nutrição do gado de corte e de leite.

Outra estação aborda o uso de plantas de cobertura, também chamadas de plantas de serviço, destacando sua importância na recuperação e conservação dos solos. Ainda na Exporural, é orientado o manejo do solo relacionado a resultados obtidos na Caravana da Infiltração da Água no Solo. A campo, o trabalho é resultado de um arranjo institucional entre Emater/RS-Ascar, Embrapa, Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – campus Cerro Largo, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – campus São Luiz Gonzaga e Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem). A iniciativa busca apoiar decisões mais assertivas no manejo de solos, alinhada a políticas públicas como a Operação Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

A produção de alimentos também ganha espaço, com uma horta diversificada que reúne diversas culturas, além de plantas bioativas, incluindo espécies medicinais, aromáticas e condimentares, voltadas tanto ao consumo das famílias quanto à comercialização.

Como alternativa de diversificação de renda, os visitantes conhecem ainda o cultivo de flores de corte, com destaque para o girassol, em uma ação realizada em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Os dias de campo contemplam ainda práticas relacionadas ao saneamento básico e à gestão ambiental nas propriedades, com demonstrações de estruturas como fossa séptica, sumidouro e caixa de gordura, além de sistemas de proteção de nascentes, armazenamento de água por meio de cisternas e esterqueiras revestidas para o manejo de dejetos de bovinos e suínos, que podem ser reaproveitados como fertilizantes.

“Estamos mostrando aqui um conjunto que pega a parte econômica, através da bovinocultura de leite, a ambiental, com a questão da preservação e recuperação de solos, e a parte social, abrangendo a produção de alimentos, as plantas bioativas e o saneamento básico. Então, convidamos todos e todas para conhecerem o nosso espaço da Emater na Exporural durante a Fenasoja”, enfatiza o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar Gilmar Francisco Vione, que coordena o espaço.

 





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Mistura pronta mostra eficácia em áreas de milho



Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho


Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho
Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho – Foto: Divulgação

Ensaios conduzidos no Norte do Paraná indicam avanço no manejo de plantas daninhas em lavouras de milho, com resultados positivos para uma nova mistura pronta de herbicidas. A solução combina terbutilazina e mesotriona e apresentou ação pós-emergente sobre invasoras de difícil controle, além de atividade residual no solo ao longo do ciclo da cultura.

A Estação Dashen, consultoria agronômica criada em 2014 em Bandeirantes, participa há dois anos do desenvolvimento da tecnologia. Segundo os estudos realizados pela equipe, os resultados respaldaram a eficácia da mistura e indicaram sinergia entre as duas moléculas em áreas de milho.

O pesquisador Jethro Barros Osipe, doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas, conduziu os trabalhos ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, também sócios da Estação Dashen. Ele destaca a relevância da terbutilazina nas estratégias de manejo, especialmente por ser uma molécula que não vinha sendo usada no Brasil e por substituir a atrazina, ativo que pode enfrentar restrições regulatórias.

Nos ensaios, a mistura pronta foi aplicada em pós-emergência do milho, em áreas com presença de capim-pé-de-galinha, caruru, capim-carrapicho e outras invasoras. Quando utilizada no momento correto, na fase inicial da cultura, a solução alcançou índices de controle próximos de 95%.

De acordo com a avaliação da Estação Dashen, a tecnologia demonstrou controle sobre folhas largas e estreitas, incluindo capim-pé-de-galinha, capim-amargoso, caruru, trapoeraba, leiteiro e picão-preto. A mistura também apresentou ação sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, como capim-pé-de-galinha e caruru.

 





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Preço do boi cai em São Paulo


A Scot Consultoria informou, em análise divulgada nesta segunda-feira (4) no informativo “Tem Boi na Linha”, queda nas cotações do boi gordo em São Paulo. Segundo a consultoria, o aumento da oferta contribuiu para a melhora das escalas de abate e pressionou os preços, com recuo de R$ 5,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 2,00 por arroba para a novilha, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis.

De acordo com a Scot Consultoria, as escalas de abate estavam, em média, em 10 dias, indicando maior conforto para a indústria frigorífica no curto prazo.

No mercado atacadista de carne com osso, a consultoria aponta que as vendas no varejo foram fracas na última semana de abril, o que reduziu os pedidos de reposição no atacado. A expectativa de aumento na demanda antes do feriado de 1º de maio não se confirmou, uma vez que o varejo ainda operava com estoques elevados.

Com isso, as cotações das carcaças casadas recuaram. Segundo a Scot Consultoria, a carcaça do boi capão registrou queda de 0,4%, equivalente a R$ 0,10 por quilo, enquanto a do boi inteiro caiu 2,1%, ou R$ 0,50 por quilo.

Entre as fêmeas, a carcaça da vaca teve recuo de 1,5%, ou R$ 0,35 por quilo, e a da novilha caiu 1,1%, equivalente a R$ 0,25 por quilo. Para os próximos dias, a expectativa da consultoria é de melhora nas vendas e maior firmeza nas cotações.

No segmento de proteínas alternativas, a Scot Consultoria destaca alta nos preços. A cotação do frango médio subiu 2,7%, ou R$ 0,18 por quilo, enquanto o suíno especial registrou valorização de 3,3%, equivalente a R$ 0,30 por quilo.

No mercado futuro, o contrato do boi gordo com vencimento em abril de 2026 foi liquidado no último dia útil do mês, na B3. Segundo o indicador da bolsa, a arroba foi cotada a R$ 356,15. Já o indicador do Cepea encerrou o período em R$ 358,16 por arroba, enquanto o indicador da Scot Consultoria ficou em R$ 361,38 por arroba.





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Petróleo dispara após Irã negar passagem de navios dos EUA por Ormuz


A Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios comerciais com bandeira norte-americana teriam atravessado o Estreito de Ormuz com escolta militar. “Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas, e as alegações das autoridades americanas são infundadas e completamente falsas”, informou o órgão, em comunicado. As informações foram divulgada pela Agência Brasil.

Horas antes, o Comando Central dos Estados Unidos havia afirmado que embarcações de guerra atravessaram o estreito acompanhando dois navios comerciais como parte de um plano anunciado pelo ex-presidente Donald Trump para restabelecer o fluxo comercial na região. “Como primeiro passo, dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz e estão a caminho de sua jornada em segurança”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades norte-americanas, a operação envolve navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares mobilizados no Oriente Médio. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa com uma nova área de controle marítimo sobre o estreito, indicando a criação de duas linhas de segurança que funcionariam como “novas fronteiras de controle”.

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Brasil, em meio à divergência de versões sobre a navegação no Estreito de Ormuz, rota por onde circula parcela significativa do petróleo mundial, o preço do barril do petróleo Brent subiu 5% nesta segunda-feira, superando US$ 114.

Ao comentar o plano, Donald Trump afirmou que qualquer interferência no tráfego marítimo será respondida. “Essa interferência terá, infelizmente, de ser combatida com firmeza”, disse em rede social.

Autoridades iranianas sustentam que a reabertura do Estreito de Ormuz depende de negociação para encerrar o conflito na região, incluindo a frente no Líbano.

O major-general Ali Abdollahi orientou embarcações a evitarem a travessia sem coordenação com as forças iranianas. “a se absterem de qualquer tentativa de passar pelo Estreito de Ormuz sem coordenação com as Forças Armadas [do Irã] estacionadas lá para não colocar em risco sua segurança”.

Há relatos de ataques a dois navios comerciais no estreito nas últimas 24 horas. A Marinha iraniana afirma ter impedido a passagem de embarcações ligadas aos Estados Unidos e a Israel e diz ter atingido um navio de guerra norte-americano no Golfo de Omã. Os militares dos Estados Unidos negam qualquer dano.





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Produção de morango deve chegar a 200 mil toneladas


A safra de morango no Brasil deve avançar em 2026 e alcançar cerca de 200 mil toneladas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento estimado de 2,6% reflete ganhos de produtividade e maior tecnificação, mas o clima irregular e o pulgão-da-raiz exigem atenção redobrada no campo.

A cultura do morango mantém trajetória de crescimento no Brasil em 2026. De acordo com levantamento do IBGE, a produção nacional deve atingir cerca de 200 mil toneladas, impulsionada por ganhos contínuos de produtividade. O avanço ocorre especialmente em polos tradicionais da cultura, como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Nessas regiões, a maior adoção de tecnologia tem contribuído para melhorar o desempenho das lavouras.

Apesar do cenário positivo, a expansão da cultura depende de manejo técnico constante. O morangueiro é sensível a variações climáticas e a problemas fitossanitários, o que exige planejamento desde o plantio até a colheita. Entre os principais desafios da safra de morango estão os episódios de calor fora de época. Essas condições têm impactado o desenvolvimento das plantas e podem alterar o calendário produtivo em algumas regiões.

De forma geral, o plantio do morangueiro em parte das áreas produtoras do país ocorre entre meados de abril e o fim de maio. Esse período é considerado ideal para garantir bom enraizamento e desenvolvimento das plantas.

Quando o clima altera esse padrão, o desempenho da safra pode ser comprometido. O risco aumenta em lavouras já expostas ao estresse hídrico ou com falhas no manejo.

Pulgão-da-raiz preocupa produtores de morango

Mesmo com o avanço tecnológico, o manejo fitossanitário segue como ponto crítico para a sustentabilidade da cultura. Entre as principais ameaças está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale). A praga é considerada de difícil controle porque atua de forma subterrânea e costuma ser identificada tardiamente. O inseto suga a seiva das raízes, provoca amarelamento, reduz o vigor das plantas e pode paralisar o crescimento.

Em casos mais severos, a infestação pode levar as plantas à morte. O problema tende a ser mais agressivo em períodos de seca, quando o campo já enfrenta estresse hídrico. A população do inseto é formada predominantemente por fêmeas. Tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam continuamente, removendo fluidos das plantas e injetando toxinas, o que intensifica os danos ao sistema radicular.

O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, alerta que o pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando as perdas na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação. O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, explica.

Segundo Kagi, o crescimento da cultura precisa caminhar junto com boas práticas de manejo e uso correto de defensivos.

“O crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”, conclui.

 





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