quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Ureia despenca após trégua no Oriente Médio



A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz


A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz
A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz – Foto: Canva

O mercado internacional de fertilizantes segue marcado por forte volatilidade, com destaque para a queda acentuada das cotações da ureia e a manutenção da firmeza nos preços dos fosfatados. Os dados são da consultoria AZ Group, com base na CME.

A ureia registrou uma forte baixa após o acordo de trégua entre Irã e Estados Unidos, movimento que reduziu os riscos no Oriente Médio e influenciou diretamente as negociações. O preço FOB no Oriente Médio caiu para US$ 442 por tonelada, uma retração de US$ 290 por tonelada em relação ao pico de maio. Em mercados semelhantes, também houve recuos, com o FOB no Egito chegando a US$ 401 por tonelada e o CFR Brasil em US$ 505 por tonelada. Segundo o levantamento, negócios pontuais chegaram a ser fechados abaixo desses níveis, próximos de US$ 345 por tonelada FOB.

A desvalorização foi reforçada pela reabertura do Estreito de Ormuz, que liberou cerca de 1,5 milhão de toneladas de mercadorias retidas em portos e plantas de origem. Além disso, uma licitação da Índia para compra de ureia terminou com volume inferior ao esperado, contribuindo para aumentar a pressão sobre os preços. Apesar disso, a consultoria destaca que os estoques globais seguem limitados, estimados em 8,14 milhões de toneladas, fator que ainda oferece sustentação ao mercado.

No Brasil, as importações de ureia somaram 116 mil toneladas em maio, o menor volume para o mês desde 2016. No acumulado do ano, o total alcança 1,5 milhão de toneladas, cerca de 36% abaixo da média histórica, refletindo cautela nas compras e a busca por alternativas de fornecimento.

Enquanto a ureia recuou, os fosfatados mantiveram trajetória de alta. O MAP FOB de Tampa avançou para US$ 782 por tonelada, apoiado pela baixa disponibilidade de oferta e pela demanda sustentada, especialmente da Índia, apontada como principal suporte para os preços.

 





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Ataque a navio no Estreito de Ormuz reverte queda do petróleo na semana


O mercado de petróleo bruto interrompeu nesta quinta-feira (25) uma sequência de perdas que marcou a semana, após um navio cargueiro ser atingido por um projétil próximo a Omã. Segundo dados divulgados pela DATAGRO, a tela de agosto de 2026 do Brent avançou 2,1% no dia, encerrando negociada a US$ 75,26 por barril.

Apesar da recuperação diária, o barril do Brent ainda acumula queda de 6,6% no consolidado semanal, refletindo o viés baixista que havia predominado nos pregões anteriores. O salto pontual evidencia a sensibilidade do mercado a qualquer evento geopolítico que ameace a segurança das rotas de navegação no Golfo Pérsico.

Após o fechamento do mercado, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que o Irã foi responsável pelo disparo contra o navio cargueiro, que reportou ter sido atingido durante a travessia do Estreito de Ormuz. A informação, divulgada pela DATAGRO, escalou a tensão na região e acrescentou um componente adicional de incerteza ao mercado de energia.

O governo iraniano, por sua vez, declarou que embarcações que operem fora dos corredores de navegação estabelecidos no estreito não contarão com garantias de segurança. A declaração aumenta o risco percebido para o tráfego marítimo na região e pode manter o prêmio de risco geopolítico embutido no preço do barril nas próximas sessões.

O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes artérias do comércio mundial de energia, por onde passa cerca de 20% do petróleo negociado globalmente. Qualquer instabilidade na área tem potencial imediato de impactar os preços internacionais e a percepção de risco dos mercados financeiros.

Para o agronegócio brasileiro, a volatilidade do petróleo tem reflexo direto nos custos de produção, especialmente sobre os preços dos fertilizantes nitrogenados — cujo processo produtivo consome gás natural — e do diesel, insumo crítico para as operações de plantio, colheita e transporte de grãos. Um barril mais caro também pressiona os custos logísticos em toda a cadeia produtiva, do campo ao porto, elevando o custo de exportação das commodities brasileiras e corroendo parte da competitividade do grão nacional no mercado internacional. O setor acompanha de perto o desdobramento das tensões no Golfo.





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Setor arrozeiro exige juros menores que 10% ao ano



Alto endividamento do setor é o principal obstáculo ao acesso às linhas de custeio



Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Federarroz exige renegociação de dívidas e juros abaixo de 10% ao ano como condição para que produtores de arroz acessem o Plano Safra 2026/2027

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) alertou que o Plano Safra 2026/2027 pode não chegar aos produtores de arroz endividados sem medidas complementares de repactuação de dívidas e redução do custo do crédito. A entidade defende taxas de custeio inferiores a 10% ao ano para a agricultura empresarial e um orçamento de seguro rural próximo a R$ 4 bilhões, e acompanha a expectativa de que o volume total de recursos fique próximo ao pedido das confederações do setor, em torno de R$ 600 bilhões.

Segundo a Federarroz, o alto endividamento do setor é o principal obstáculo ao acesso às linhas de custeio na próxima safra. O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirma que sem suporte governamental amplo, grande parte dos produtores ficará impedida de contratar novos financiamentos. Nunes cita o PL 5.122/2023 — que autoriza linha especial de crédito para produtores afetados por eventos climáticos — como iniciativa relevante, desde que operacionalizada antes da abertura do Plano Safra, pois a existência de recursos não garante acesso a agricultores com restrições financeiras.

De acordo com a Federarroz, os juros serão determinantes para a viabilidade econômica da atividade no próximo ciclo, em um cenário de preços mais apertados para o arroz. “Nas condições que temos agora, principalmente no arroz, não há como viabilizar o pagamento com juros acima de 10% ao ano”, declarou Nunes. A entidade defende que a subvenção ao custeio agrícola da agricultura empresarial resulte em taxas inferiores a esse patamar.

A Federarroz também chama atenção para a diferença entre o anúncio do Plano Safra e a liberação efetiva de recursos. Segundo Nunes, o plano funciona como uma autorização para que as instituições financeiras busquem fontes como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), poupança rural e outras linhas para financiar os custeios — e essa operacionalização pelos bancos é o que determina o acesso real dos produtores ao crédito anunciado.

No que se refere ao seguro rural, a entidade avalia que o orçamento precisa se aproximar de R$ 4 bilhões, após um ciclo em que os recursos disponíveis ficaram abaixo da demanda das cadeias produtivas. Para Nunes, o volume precisa ser compatível com o risco assumido nas lavouras. A proposta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para o Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027 prevê R$ 623 bilhões no total, sendo R$ 518,2 bilhões destinados à agricultura empresarial — referência que a Federarroz acompanha como parâmetro para o anúncio esperado pelo setor.

 





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Goiás projeta 10,3 milhões de toneladas de milho


A estimativa para a produção de milho da segunda safra em Goiás foi revisada para baixo em maio e agora é de 10,3 milhões de toneladas, conforme o informativo mensal “Agro em Dados”, divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. A revisão acompanha os dados da Companhia Nacional de Abastecimento e representa uma redução de 18,7%, reflexo do déficit hídrico registrado entre abril e maio. Segundo o boletim, o período coincidiu com fases críticas do desenvolvimento das lavouras, como floração e enchimento de grãos, elevando o risco de perdas na produtividade.

Em contraste, o milho da primeira safra apresentou desempenho positivo no Estado e alcançou a maior produtividade da série histórica, com média de 10,4 toneladas por hectare. O resultado foi favorecido pelas condições climáticas ao longo do ciclo, com chuvas bem distribuídas entre outubro e janeiro, garantindo disponibilidade hídrica para o desenvolvimento das plantas, favorecendo a polinização e o enchimento dos grãos. Até 29 de maio, a colheita havia atingido 90% da área cultivada em Goiás.

No mercado internacional, o grupo Cereais, Farinhas e Preparações ocupou a terceira posição entre os produtos do agronegócio goiano exportados no acumulado de janeiro a abril de 2026, movimentando US$ 154,1 milhões, de acordo com o levantamento da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás. Dentro dessa categoria, os cereais responderam pela maior parcela das vendas externas, tendo o milho como principal produto, com faturamento de US$ 148,7 milhões, equivalente a 96,5% do valor exportado pelo setor no período.

O informativo destaca ainda que, historicamente, os embarques de milho entre fevereiro e junho costumam ser menores devido à oferta mais restrita do cereal. Apesar disso, Goiás registrou crescimento expressivo nas exportações em abril. O faturamento passou de US$ 437,9 mil, com embarque de 2 mil toneladas em abril de 2025, para US$ 1,9 milhão e 8,7 mil toneladas no mesmo mês de 2026. O avanço foi atribuído ao aumento das compras realizadas pelo Vietnã, principal parceiro comercial de Goiás para o produto, que ampliou suas importações em mais de quatro vezes no período.





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Motorista sentem efeitom do acordo de paz entre EUA e Irã


O fim do conflito entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio direto ao bolso do motorista brasileiro. Na semana em que foi assinado o memorando de paz entre os dois países (14 a 20 de junho), os preços dos combustíveis recuaram de forma expressiva no Brasil em relação ao período de maior tensão no Oriente Médio, entre 29 de março e 4 de abril, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que acompanha os abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados em todo o país. O diesel comum liderou as reduções, com queda de 8,49%, chegando à média de R$ 6,98, enquanto o diesel S-10 recuou 6,38%, para R$ 7,22, e a gasolina caiu 1,57%, atingindo R$ 6,81.

A reação dos preços nas bombas foi praticamente imediata após a formalização do acordo, assinado em 17 de junho pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O documento declarou o encerramento das operações militares em todas as frentes e trouxe medidas diretamente ligadas ao mercado de energia: os Estados Unidos se comprometeram a suspender as sanções ao Irã, permitindo que o país retome a comercialização de seu petróleo sem restrições, e o Estreito de Ormuz foi reaberto, com previsão de restabelecimento pleno do tráfego marítimo em até 30 dias. Apenas ao longo da semana da assinatura, o diesel comum recuou de R$ 7,02 no domingo para R$ 6,95 no sábado, e o diesel S-10 passou de R$ 7,21 para R$ 7,18.

“A assinatura do acordo trouxe um alívio imediato e muito aguardado ao mercado global e, consequentemente, às bombas no Brasil. Durante a semana de ápice do conflito, entre o fim de março e início de abril, vimos o preço do diesel comum saltar mais de 20%, pressionado pelas incertezas logísticas e pelo risco de desabastecimento na região do Golfo. Agora, com a liberação das exportações de petróleo iraniano e o fim iminente das restrições no Estreito de Ormuz, o mercado precifica um cenário de maior estabilidade”, afirma Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade.

Apesar da queda frente ao pico da crise, os preços ainda não voltaram ao patamar anterior ao início do conflito. Na comparação entre a primeira semana da escalada militar, em março, e a semana seguinte ao acordo, o diesel comum ainda acumula alta de 10,27%, tendo saído de R$ 6,33 para R$ 6,98. O diesel S-10 registra elevação de 13,22%, de R$ 6,37 para R$ 7,22, e a gasolina permanece 5,42% mais cara, passando de R$ 6,46 para R$ 6,81. Para Fernandes, a tendência é de continuidade na queda. “Com a concretização das negociações definitivas do acordo ao longo dos próximos 60 dias e o restabelecimento pleno do comércio internacional do petróleo iraniano, podemos observar um alívio contínuo e gradual nos preços dos combustíveis nas próximas semanas”, projeta o executivo.





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Trocar ou modernizar? A conta que desafia o produtor



A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento


A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento
A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento – Foto: Divulgação

A perspectiva de novas condições de financiamento recoloca a mecanização no centro das decisões do campo. Com margens pressionadas e crédito incerto, produtores avaliam se vale mais comprar uma máquina nova ou modernizar equipamentos existentes.

Com a proximidade do Plano Safra 2026/27, a Fertisystem recomenda que a escolha considere endividamento, estado da frota e retorno operacional. No ciclo 2025/26, foram destinados R$ 516,2 bilhões ao setor, sendo R$ 101,5 bilhões para investimentos, com taxas entre 8,5% e 13,5% ao ano.

Quando a plantadeira mantém estrutura em boas condições, um retrofit de 20% a 30% do valor do equipamento pode prolongar sua vida útil por dois ou três ciclos. Gastos acima de 50% podem indicar que a substituição é mais adequada.

A avaliação deve começar por manutenção, regulagem e funcionamento de dosadores e sistemas de monitoramento. A automação também pode ajustar a aplicação de fertilizantes e sementes conforme a necessidade de cada área, reduzindo desperdícios.

A compra de uma máquina nova tende a fazer mais sentido em frotas defasadas, com manutenção elevada, baixa capacidade operacional ou dificuldade de incorporar tecnologias. A decisão deve considerar planejamento financeiro e retorno esperado.

“A decisão de comprar uma máquina nova ou melhorar a existente tem muito mais a ver com a capacidade de investir e com o que o agricultor tem disponível hoje. Não é porque o dinheiro está mais acessível que a compra necessariamente faz sentido, tem que fazer conta”, afirma Rafael Luche, gerente executivo de negócios da empresa. “Como indústria, é importante que o mercado de máquinas novas avance, mas também precisamos ser transparentes. Se é o momento de investir em uma máquina nova, invista. Se ainda não é, vamos olhar para dentro de casa e ajustar”, conclui o especialista da FertiSystem.


 





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Chuva e frio marcam o fim de semana no Brasil


O fim de semana e a segunda-feira (29) serão marcados por condições climáticas distintas entre as regiões brasileiras, conforme o modelo numérico do Instituto Nacional de Meteorologia. Enquanto parte das regiões Norte e Sul poderá registrar chuva intensa em pontos isolados, o Centro-Oeste terá predomínio de tempo estável. No Nordeste, as precipitações deverão se concentrar principalmente na faixa litorânea, enquanto o Sudeste seguirá com maior nebulosidade e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas permanecerão elevadas no interior do país, mas o Sul poderá enfrentar frio intenso e formação de geada na segunda-feira (29).

Na Região Norte, o sábado (27) será de instabilidade atmosférica sobre parte dos estados, favorecendo pancadas de chuva principalmente no centro-leste do Amazonas, incluindo Manaus e Parintins. No Pará, a previsão concentra as chuvas na região de Santarém, em Belém e ao longo do litoral. No Amapá, a expectativa é de pancadas em todo o estado, sobretudo durante a tarde. Já Tocantins, Rondônia e Acre deverão permanecer sem chuva significativa.

No domingo (28), as instabilidades continuam atuando sobre a região, mantendo as pancadas de chuva em grande parte do Amazonas, Pará e Roraima, especialmente nas capitais. Nas demais áreas do Norte, a previsão indica predominância de nebulosidade.

Na segunda-feira (29), o cenário permanece semelhante, com manutenção das instabilidades e possibilidade de chuva intensa em áreas do Amazonas, Pará e Amapá.

Entre sábado (27) e segunda-feira (29), as temperaturas mínimas na Região Norte deverão ficar em torno de 21°C. As máximas mais elevadas continuam previstas para o Tocantins, podendo alcançar 34°C em Araguaína.

Na Região Nordeste, a previsão para sábado (27) indica chuva em boa parte dos estados. Os maiores volumes deverão ocorrer no Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará, atingindo tanto áreas do litoral quanto do interior.

No domingo (28), a tendência é de concentração das chuvas na faixa litorânea do Nordeste, com destaque para Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Na segunda-feira (29), a chuva deverá ocorrer de forma isolada ao longo do litoral nordestino. No interior da região, a previsão indica apenas nebulosidade, sem expectativa de precipitações.

Ao longo do período, as temperaturas mínimas deverão ficar próximas de 15°C, com destaque para Vitória da Conquista, na Bahia. As máximas poderão atingir cerca de 35°C no interior do Piauí.

Na Região Centro-Oeste, a dissipação do sistema frontal que permanecia estacionário favorece o predomínio de tempo estável entre sábado (27) e segunda-feira (29). A exceção será o sul de Mato Grosso do Sul, onde ainda há previsão de pancadas isoladas de chuva em razão da circulação atmosférica em médios e altos níveis.

Entre sábado (27) e segunda-feira (29), as temperaturas mínimas deverão variar entre 16°C e 18°C no sul de Mato Grosso do Sul. Já as máximas poderão alcançar aproximadamente 34°C no norte da região.

No Sudeste, a previsão entre sábado (27) e segunda-feira (29) é de tempo instável, com predominância de nebulosidade durante boa parte do dia e possibilidade de chuva isolada, principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Durante esse período, as temperaturas mínimas deverão ficar em torno de 10°C, especialmente no Sul de Minas. As máximas poderão chegar a aproximadamente 35°C no Norte de Minas Gerais.

Na Região Sul, um sistema de baixa pressão favorecerá a formação de instabilidades no sábado (27), principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. A previsão é de chuva intensa, acompanhada por trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.

No domingo (28), o desenvolvimento de uma frente fria manterá as instabilidades, sobretudo no Rio Grande do Sul, favorecendo a ocorrência de chuva intensa, com possibilidade de trovoadas e granizo.

Na segunda-feira (29), a frente fria avançará sobre Santa Catarina e Paraná, mantendo a previsão de pancadas de chuva intensa acompanhadas de trovoadas. No Rio Grande do Sul, após a passagem do sistema, as temperaturas deverão cair, com possibilidade de formação de geada, especialmente na porção sul do estado.

As temperaturas mínimas na Região Sul deverão ficar próximas de 2°C, principalmente nas serras Gaúcha e Catarinense. Em contrapartida, as máximas tendem a subir gradualmente ao longo do período, podendo atingir cerca de 25°C em Umuarama, no noroeste do Paraná.





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Piscicultura avança, mas enfrenta riscos regulatórios



“O consumo continua aquecido”


"O consumo continua aquecido"
“O consumo continua aquecido” – Foto: Pixabay

A piscicultura brasileira encerrou o primeiro semestre de 2026 com consumo em alta, sustentado pela Quaresma, mas cercado por incertezas comerciais e regulatórias. A tilápia, responsável por cerca de 70% da produção aquícola nacional, permaneceu como o peixe de cultivo mais consumido no país, enquanto o tambaqui manteve espaço entre as preferências do público.

Segundo a PEIXE BR, o resultado confirma a expansão da atividade como fornecedora de proteína animal. No mercado externo, porém, a redução da tarifa para 10% não gerou o retorno esperado, e a nova alíquota de 25% deixou as negociações mais lentas. A entidade considera possível uma recuperação das exportações no segundo semestre, condicionada às decisões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O setor também acompanha a inclusão do tambaqui na lista de espécies em risco de extinção e a discussão sobre o enquadramento da tilápia como espécie exótica invasora. Na avaliação da associação, as medidas podem limitar a produção, a comercialização e os embarques.

Outro ponto de atenção é a importação de tilápia do Vietnã. A PEIXE BR afirma que subsídios concedidos naquele país permitem a entrada do produto a preços inferiores aos custos locais, além de manter preocupações sanitárias. Para os próximos meses, a expectativa é de nova alta do consumo com o aumento das temperaturas.

“O consumo continua aquecido e confirma o comportamento observado na última década para os peixes de cultivo. É um mercado que segue em expansão, mas os riscos sanitários e regulatórios também aumentaram. Para o segundo semestre, esperamos uma recuperação natural do consumo com a elevação das temperaturas e, se houver estabilidade nas questões regulatórias e comerciais, também uma retomada das exportações”, conclui o presidente executivo da associação, Francisco Medeiros.

 





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Ondas de calor exigem novos cuidados nos silos


O avanço das ondas de calor extremo sobre regiões agrícolas brasileiras está alterando a rotina de armazenagem de grãos e impondo novos desafios para a conservação da produção. De acordo com boletins recentes do Instituto Nacional de Meteorologia, episódios de temperaturas acima das médias históricas têm se tornado mais frequentes na América do Sul, aumentando a incidência de radiação térmica sobre estruturas metálicas de silos e exigindo maior precisão nas operações de aeração, exaustão e monitoramento interno.

Na prática, esse cenário modifica o equilíbrio térmico da massa armazenada e torna insuficientes os métodos baseados apenas em inspeções visuais e acionamentos manuais. Com um ambiente climático mais instável, o gerenciamento da armazenagem passa a depender de operações mais técnicas para preservar a qualidade dos grãos.

Segundo Guilherme Zílio, engenheiro e desenvolvedor de produtos da AGI Brasil, os efeitos do calor vão além do aumento da temperatura no interior dos silos. “Estudos fitossanitários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) demonstram que o estresse térmico prolongado acelera a taxa respiratória da massa armazenada, intensificando o consumo de matéria seca pelo próprio grão. Esse processo biológico faz com que o grão consuma carboidratos de reserva para manter sua atividade metabólica. Isso reduz o peso efetivo da carga e aumenta a geração de vapor d’água”, explica.

O especialista destaca que a liberação desse calor metabólico cria áreas localizadas de deterioração acelerada dentro dos silos. Segundo ele, o fenômeno favorece o surgimento de fungos, fermentação e proliferação de insetos, comprometendo tanto a qualidade física quanto o valor comercial dos grãos no momento da comercialização.

As mudanças climáticas também alteraram a forma de conduzir a ventilação das estruturas de armazenagem. Em períodos de calor intenso, o acionamento indiscriminado dos ventiladores pode introduzir ar quente e úmido no interior dos silos, agravando a instabilidade térmica da massa armazenada.

“O desafio atual não é apenas movimentar ar, mas entender a condição psicrométrica ideal para cada momento operacional”, afirma Zílio. Segundo ele, sistemas baseados em engenharia preditiva vêm ganhando espaço ao cruzar informações de temperatura ambiente, umidade relativa do ar e ponto de orvalho para determinar o momento mais adequado para acionar os exaustores.

O monitoramento automatizado também passou a ser utilizado como estratégia para reduzir perdas provocadas pelas altas temperaturas típicas das regiões agrícolas brasileiras. A integração entre cabos de termometria digital e exaustores inteligentes substitui parte das inspeções manuais e permite identificar rapidamente alterações no comportamento térmico da massa de grãos.

“O desenvolvimento de tecnologias como o BinManager e o investimento em materiais de revestimento para as chapas de silos foi justamente para responder a esse estresse térmico severo. Quando automatizamos o controle da temperatura interna e da psicrometria do ar, nós eliminamos o fator subjetivo da operação e devolvemos ao produtor o controle absoluto sobre a qualidade do grão, protegendo a rentabilidade e a segurança do seu patrimônio”, aponta Zílio.

Em operações de maior escala, pequenas variações de temperatura já podem indicar o início de atividade microbiológica ou acúmulo de umidade em pontos específicos do silo. O acompanhamento contínuo permite intervenções rápidas e contribui para manter a integridade dos lotes dentro dos padrões exigidos para classificação.

Segundo o executivo da AGI Brasil, grãos acompanhados por sistemas de rastreabilidade digital e histórico térmico auditável conseguem atender às exigências dos mercados de exportação. “A armazenagem deixou de ser apenas uma etapa logística passiva e passou a operar como um mecanismo central de preservação de margem financeira. O controle térmico e a classificação preditiva interferem diretamente no preço final recebido pelo produtor da porteira para dentro”, conclui o engenheiro.





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Morango amplia mercados, mas exporta pouco


As exportações brasileiras de morango continuam com participação reduzida no comércio exterior de frutas, embora a cultura mantenha importância econômica para a agricultura familiar. Os dados constam no mais recente Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também aborda a repercussão da suspensão temporária do Regulamento Técnico Mercosul de Identidade e Qualidade do Morango pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o levantamento, considerando o período entre 2017 e 2026, as exportações brasileiras da fruta apresentaram comportamento oscilante. Os embarques variaram de 30,8 toneladas, no início da série histórica, até 228,5 toneladas em 2023. As receitas também oscilaram, alcançando desde US$ 168,1 mil, em 2021, até US$ 499,4 mil, também em 2023.

O boletim destaca que o morango brasileiro é comercializado nas formas fresca, congelada e preparada ou conservada. Em 2025, o país exportou 65,3 toneladas da fruta, gerando receita de US$ 393 mil, com preço médio de US$ 6.018 por tonelada.

A Argentina foi o principal destino do morango brasileiro, importando 14,1 toneladas que renderam US$ 212,3 mil. Em seguida aparece o Uruguai, com 21,5 toneladas e receita de US$ 47,6 mil. Segundo o Deral, a diferença entre os valores se explica pelo perfil das compras de cada país. Enquanto o mercado uruguaio concentrou aquisições de morangos preparados, de menor valor agregado, os compradores argentinos adquiriram produtos nas três modalidades, com maior participação da fruta fresca, que alcança preços mais elevados.

Juntos, Argentina e Uruguai responderam por 54,9% do volume exportado e por 66,2% da receita obtida com as vendas externas. Além dos países vizinhos, o morango brasileiro foi embarcado para outros 34 mercados internacionais.

O levantamento aponta ainda que, do total de US$ 393 mil obtidos com as exportações em 2025, US$ 263,9 mil, equivalentes a 67,1%, vieram de produtos preparados ou conservados. A fruta fresca respondeu por US$ 120,3 mil, ou 30,6% da receita, enquanto os morangos congelados representaram US$ 8,9 mil, correspondendo a 2,3%.

Apesar da baixa representatividade frente ao conjunto das exportações brasileiras de frutas, que somaram 1,3 milhão de toneladas e movimentaram US$ 1,563 bilhão em 2025, o Deral ressalta que o morango possui relevância econômica por ser uma cultura predominante na agricultura familiar, caracterizada por elevado investimento, intensa demanda por mão de obra e alta produtividade por área cultivada.





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