segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

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Embrapa reúne especialistas para debater desafios da fruticultura brasileira


Debate on-line discutirá impactos de crises globais, mudanças geopolíticas e desafios tecnológicos sobre cadeias produtivas

A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa (RSA) realiza, na próxima quinta-feira, 14 de maio, das 9h45 às 12h, o debate on-line “Fruticultura brasileira: como crises globais impactam o que chega à sua mesa”, com transmissão ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento é gratuito e aberto ao público.

O encontro integra a série Debates em Socioeconomia, iniciativa voltada à análise de tendências, gargalos e perspectivas das principais cadeias produtivas do agro brasileiro. A proposta é discutir os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas, geopolíticas e ambientais sobre a agricultura nacional.

Segundo o pesquisador Pedro Gama, da Embrapa Semi-Árido (Petrolina-PE) e integrante da RSA, “o debate pretende ampliar a compreensão sobre os principais desafios da fruticultura brasileira e contribuir para a busca de soluções”. Pedro vai moderar as discussões e afirma que o encontro também buscará identificar demandas prioritárias de pesquisa e os principais desafios tecnológicos e estruturais que limitam o desenvolvimento da fruticultura brasileira”, afirma. “Queremos discutir oportunidades para fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças no cenário global,” diz. A proposta é contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas por meio da articulação entre pesquisa, inovação, políticas públicas e estratégias de mercado.

Entre os resultados esperados estão a identificação de gargalos estruturais, a definição de prioridades de pesquisa e o mapeamento de oportunidades para ampliar competitividade e sustentabilidade.

A fruticultura será o foco desta edição. O Brasil produz frutas em todas as regiões, mas Nordeste e Sudeste concentram as principais cadeias voltadas à exportação. Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte se destacam na produção de manga, melão, melancia e uva; São Paulo, em limões e limas; e o Espírito Santo, em mamão. Juntos, esses estados respondem por cerca de 77% da receita brasileira com exportação de frutas, que se aproximou de US$ 1,5 bilhão em 2025.

Além da importância econômica, a atividade tem forte impacto social, especialmente no Nordeste, por ser intensiva em mão de obra e importante geradora de emprego e renda. A região do Vale do Submédio São Francisco, por exemplo, tornou-se referência nacional e internacional em produção irrigada de frutas.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente internacional mais instável. As cadeias de manga e uva vêm sendo afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos, tensões geopolíticas, como a Guerra no Irã, e mudanças em acordos internacionais. O cenário reduz a competitividade brasileira, pressiona a rentabilidade de produtores e exportadores e aumenta a incerteza para novos investimentos. Também entram na discussão desafios relacionados a custos logísticos, mudanças climáticas, disponibilidade de mão de obra e adaptação tecnológica.





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Ciclone bomba leva frio intenso ao Brasil


Uma frente fria impulsionada por um ciclone bomba deve provocar tempestades e derrubar as temperaturas em grande parte do Brasil nos próximos dias, segundo informações do Meteored. O sistema deve avançar do Sul até áreas da região Norte, com previsão de temperaturas abaixo de zero em municípios da região serrana do Sul do país.

De acordo com a previsão, entre quarta-feira (6) e quinta-feira (7), uma área de baixa pressão começa a se aprofundar entre a Argentina e o Uruguai, provocando aumento de nebulosidade e chuva intensa nos dois países. Entre sexta-feira (8) e sábado (9), o sistema deve ganhar força rapidamente e se transformar em um ciclone com centro próximo à Argentina.

A formação do ciclone vai impulsionar uma frente fria em direção ao Brasil. As primeiras tempestades são esperadas no Rio Grande do Sul já na noite de quinta-feira (7). Na sequência, o sistema avança por Santa Catarina, Paraná, oeste de São Paulo e Mato Grosso do Sul durante a sexta-feira (8).

Segundo o Meteored, o principal destaque do sistema será a forte massa de ar frio que chega após a passagem da frente fria. “Essa massa de ar frio começa a avançar na sexta-feira (8), atingindo o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná ao longo do dia”, informa a previsão.

Nos dias seguintes, o frio deve avançar sobre outras regiões do país. A previsão indica queda nas temperaturas também no Sudeste, especialmente em São Paulo e no Triângulo Mineiro, além de áreas do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e sul de Mato Grosso. O ar frio também pode alcançar Rondônia, Acre e o sul do Amazonas.

De acordo com o Meteored, na madrugada de segunda-feira (11), temperaturas abaixo de 10°C devem atingir toda a região Sul, grande parte do Mato Grosso do Sul e áreas do oeste e sul paulista. Nas regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, os termômetros podem chegar a 0°C, com possibilidade de temperaturas negativas em alguns municípios.

O avanço do ar polar também aumenta o risco de geadas. O fenômeno pode começar a ser registrado no Rio Grande do Sul já na madrugada de sábado (9), ganhando intensidade e abrangência no domingo (10) e principalmente na segunda-feira (11).

As projeções climáticas apontam ainda que o frio deve persistir na região Sul ao longo da próxima semana, entre os dias 10 e 16 de maio. Segundo o Meteored, o período pode marcar a primeira quinzena do mês com temperaturas abaixo da média habitual.





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Estado leva palestras, exposições e atendimento aos produtores à 52ª Expoingá


A 52ª Expoingá, promovida pela Sociedade Rural de Maringá, começa nesta quinta-feira (7) e vai reunir produtores rurais, empresários, pesquisadores e lideranças do Brasil e do Exterior no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, no Noroeste. O Governo do Paraná participa da feira com uma série de ações voltadas ao agronegócio, com destaque para a atuação do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que leva ao evento programação técnica e espaços demonstrativos.

Parceiro da feira, o IDR-Paraná organiza uma agenda de seminários, oficinas, palestras, simpósios e encontros de produtores, além de degustações e rodadas de negócios. As atividades começam na sexta-feira (8) e seguem até o fim da programação, dia 17. As inscrições para participar das atividades podem ser feitas AQUI .

Um dos principais atrativos é a Fazendinha, espaço formado por 12 unidades didáticas que apresentam práticas e tecnologias voltadas ao meio rural. Entre os destaques está o turismo rural, com um circuito de Caminhada na Natureza e a apresentação de roteiros turísticos da região de Maringá. O público também pode visitar a réplica de uma casa da década de 1950, que retrata o cotidiano dos colonos no Norte do Paraná.

O espaço reúne ainda experiências ligadas à agroecologia, com foco no cultivo de frutas e hortaliças e na diversificação de culturas em pequenas áreas. A apicultura também ganha visibilidade, com exposição de equipamentos, colmeias e produtos como mel, própolis e pólen, além de informações sobre a importância das abelhas para a produção agrícola e a biodiversidade.

Nesta edição, a sustentabilidade aparece como eixo central das ações do IDR-Paraná, com orientações sobre conservação de solo e água, gestão de resíduos e uso de energias renováveis, como biogás e sistemas solares. O Instituto Água e Terra (IAT) apresenta uma Casa Sustentável no espaço.

ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO – A Expoingá também abre espaço para a valorização da agroindústria e da produção regional. Na Feira Sabores, visitantes têm acesso a produtos de diferentes regiões do Paraná. A cafeicultura está representada por pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo IDR-Paraná, além de estações sensoriais que permitem conhecer aromas e sabores de cafés especiais.

A Fazendinha exibe cultivares de grãos como feijão, aveia, girassol, canola, milho, centeio, trigo e triticale – um cereal que é uma combinação do trigo com o centeio. No Bosque Didático, o público tem contato com práticas de preservação de recursos hídricos e do solo.

Outras cadeias produtivas também marcam presença. A floricultura regional participa com exposição de produtores locais. A piscicultura apresenta técnicas de manejo, nutrição e sanidade dos peixes, além de discutir o potencial econômico da atividade. Já a sericicultura conta com uma unidade interativa sobre o ciclo do bicho-da-seda e sua importância para a diversificação de renda no campo.

O estande do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) reúne ações de diferentes órgãos. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) apresenta atividades de fiscalização e defesa sanitária. O IDR-Paraná reforça o trabalho de assistência técnica e extensão rural, enquanto a Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa) destaca iniciativas de comercialização e abastecimento. As ações são coordenadas pela secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

BRDE – Além das atividades técnicas, haverá também a oferta de serviços diretos ao público durante a feira. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) participa com atendimento a produtores, cooperativas e empresários interessados em crédito e financiamento, em espaço compartilhado com a Fomento Paraná, o Sebrae-PR e a Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).

No dia 13, após o encerramento da feira, o banco promove um encontro com clientes para apresentação de resultados, detalhamento de linhas de crédito e formalização de contratos.

FOMENTO PARANÁ – Haverá agentes de crédito da Prefeitura de Maringá e correspondentes de crédito da Acim fazendo atendimentos presenciais aos empreendedores e promovendo as linhas de financiamento que a Fomento Paraná oferece. Uma van da instituição no evento facilitará o acesso do público às informações, além de fortalecer a visibilidade dos serviços da instituição.

Na sexta (8), a partir das 7h45, a Associação Comercial e Empresarial de Maringá promove um café da manhã com empresários, com participação do presidente da Fomento Paraná, José Carlos Barbieri, e uma palestra do diretor de Mercado e de Operações do Setor Privado, Gustavo Cejas, para apresentação do modelo de negócio e das linhas de crédito.

TURISMO – A Secretaria de Estado do Turismo (Setu) participa com um estande voltado à promoção do “Destino Paraná” e à coleta de informações estratégicas sobre o perfil dos visitantes.

O espaço reúne materiais informativos e conteúdos audiovisuais que mostram atrativos ligados à natureza, aventura, cultura e bem-estar, com destaque para o território turístico Encanto dos Ipês, da região de Maringá, além de representantes de outras regiões e das Instâncias de Governança Regional (IGRs).

O estande também oferece experiências sensoriais, com degustação de produtos típicos e exposição de artesanato, valorizando a identidade cultural do Noroeste e de outras regiões do Estado.

Durante todos os dias do evento, a equipe técnica da Setu fará uma pesquisa com o público para mapear o perfil dos visitantes, o nível de conhecimento sobre os destinos paranaenses e os principais interesses turísticos. As informações coletadas devem orientar o planejamento de políticas públicas e ações de promoção do setor.

ATENDIMENTO AO PÚBLICO – A Copel atenderá em seu estande com orientações ao público, apresentação do programa Copel Agro e informações sobre o Paraná Trifásico. O espaço também conta com totem digital para serviços como emissão de segunda via de fatura, consulta de débitos e atualização cadastral.

O Poupatempo Paraná leva três guichês para atendimento presencial, com serviços como emissão da primeira e segunda via da Carteira de Identidade Nacional (CIN), além de demandas do Detran-PR e outros serviços públicos. O espaço também conta com três totens de autoatendimento, que ampliam o acesso a serviços digitais.

O Detran fará ações educativas, com atividades interativas e abordagens sobre segurança no trânsito, além de oferecer consultas a serviços relacionados à habilitação e veículos.

Serviço:

52ª Expoingá -Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá

Data: 07 a 17 de maio

Local: Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá

Inscrições para participação de atividades do IDR-PR na feira neste link





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El Niño eleva risco para lavouras de soja


A possibilidade de atuação do fenôeno El Niño durante o início do ciclo da soja em Mato Grosso já influencia as projeções para a safra 2026/27. Segundo boletim divulgado na segunda-feira (4) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, a combinação entre risco climático, custos elevados e crédito mais restrito deve impactar a produção da oleaginosa no estado.

A produtividade média foi estimada em 62,44 sacas por hectare, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Com isso, a produção total está projetada em 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19% na comparação anual.

Além das incertezas climáticas, o instituto aponta pressão sobre as margens dos produtores em razão do aumento dos custos de produção, impulsionados principalmente pelos preços de diesel e fertilizantes. Nesse cenário, a área plantada deve crescer de forma mais moderada, alcançando 13,04 milhões de hectares, alta de 0,25%.

Apesar da retração prevista, Mato Grosso deve manter um dos maiores volumes de produção do país. O relatório destaca que o estado segue em posição estratégica para a oferta nacional de soja, mesmo diante de um ambiente considerado mais desafiador para o setor.

As projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária foram elaboradas com base em previsões da National Oceanic and Atmospheric Administration, que apontam probabilidade de 80% para a ocorrência do El Niño durante o primeiro trimestre de desenvolvimento da cultura.

Segundo o instituto, a irregularidade das chuvas e a variabilidade hídrica podem comprometer o estabelecimento inicial das lavouras, elevando o risco produtivo logo no começo da temporada. O coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Silva, afirma que o comportamento climático será decisivo para o desempenho da safra.

“O que mais chama atenção neste primeiro levantamento é justamente o fator climático. Com uma probabilidade elevada de El Niño, a tendência é de maior irregularidade das chuvas no início do ciclo, o que pode impactar diretamente o potencial produtivo das lavouras”, afirma.

De acordo com Rodrigo Silva, o risco climático já foi incorporado nas estimativas iniciais do instituto, resultando em uma projeção mais conservadora para a produtividade da soja.

“Esse contexto se traduz na projeção de rendimento médio de 62,44 sacas por hectare, uma queda de 5,43% em relação à safra anterior. Com isso, a produção foi estimada em 48,88 milhões de toneladas, um recuo de 5,19%. Ou seja, movimento diretamente influenciado pelo risco climático associado ao El Niño”, destacou o coordenador do Imea.

Com informações do Sistema Famato*





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Recuperação judicial ou extrajudicial:qual o melhor caminho?


As dificuldades financeiras tiram o sono dos empreendedores e, nos períodos de maior aperto, são frequentes as noites em claro pensando e pesquisando sobre o que fazer. Então, muitos buscam na internet caminhos e esclarecimentos. É aí que se deparam, entre outros, com os conceitos de “recuperação judicial” e “recuperação extrajudicial”. Porém, a dúvida que costuma persistir é: será que algum desses dois caminhos é adequado para a minha realidade? Qual das duas opções faz mais sentido para a situação que estou passando?

Quero, neste texto, trazer explicações básicas sobre esses dois procedimentos e espero que, com isso, o leitor consiga avaliar qual pode ser a melhor opção para o momento que está atravessando.

Importante iniciar esclarecendo que tanto a recuperação judicial quanto a recuperação extrajudicial estão previstas na Lei 11.101/2005. Também é importante dizer que, em ambas, existe atuação do Poder Judiciário. A lei disciplina os dois institutos. Embora o artigo 47 trate expressamente da recuperação judicial, é possível compreender que ambos se inserem na lógica de superação de crise e preservação da atividade econômica.

Gosto de esclarecer esse ponto, o de que ambas são submetidas à Justiça, porque o nome “extrajudicial” leva alguns clientes a imaginarem que não há qualquer intervenção do Judiciário. Existe,  sim, ainda que na recuperação extrajudicial, em muitos casos, essa atuação se concentre mais na fase de homologação do plano negociado e na verificação do cumprimento dos requisitos legais. O diferencial é que, na recuperação judicial, praticamente todo o trâmite relevante se desenvolve perante o Judiciário, enquanto, na extrajudicial, o núcleo da negociação costuma acontecer fora do processo. A própria Lei 11.101/2005 prevê a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial.

Na recuperação judicial, o devedor prepara os documentos exigidos em lei, apresenta suas justificativas, reúne documentos e evidências, organiza a relação de credores, seu patrimônio e as demais informações necessárias, e formula o pedido ao juiz. Se o magistrado entender que os requisitos foram preenchidos, defere o processamento da recuperação judicial, momento em que ela efetivamente se inicia. A partir daí, passam a incidir os efeitos legais próprios desse deferimento, inclusive a suspensão, nos termos da lei, do curso da prescrição e de diversas ações e execuções, ressalvadas as exceções legais. Depois disso, vem a fase de apresentação do plano de recuperação e o trabalho para buscar sua aprovação pelos credores. Se o plano não alcançar a aprovação ordinária, ainda pode haver, em determinadas hipóteses legais, a concessão judicial da recuperação mesmo sem a aprovação integral exigida, hipótese normalmente associada ao chamado cram down.

Como se observa, na recuperação judicial o trâmite é prioritariamente “dentro” do Poder Judiciário. Não digo “totalmente” porque parte considerável do trabalho também é feita fora do processo, como a preparação documental, o relacionamento com o administrador judicial e as tratativas com credores. Ainda assim, na recuperação judicial, a influência e a intervenção do Poder Judiciário são bastante relevantes.

Por outro lado, na recuperação extrajudicial o trâmite é bastante diferente, e a intervenção do Poder Judiciário tende a ocorrer mais ao final , principalmente para verificar o cumprimento dos requisitos legais e homologar o plano negociado. Assim, o devedor faz um levantamento de seu endividamento e do perfil dos credores, escolhe quais dívidas pretende incluir no plano de recuperação extrajudicial, apresenta as condições de pagamento a esses credores e, somente depois dessa etapa negocial, leva a proposta ao Judiciário para homologação.

Uma das ferramentas que mais dão poder ao devedor na recuperação judicial é o cram down, tão relevante quanto o stay period. Em linhas gerais, trata-se da possibilidade de o juiz conceder a recuperação judicial mesmo sem a aprovação ordinária do plano pela assembleia, desde que preenchidos os requisitos legais. Na prática, isso impede que, em determinadas hipóteses, a resistência de uma minoria inviabilize, por si só, a aprovação judicial do plano.

Na recuperação extrajudicial existe também um mecanismo com certa semelhança. Não se trata propriamente do cram down da recuperação judicial, porque a estrutura legal é outra. Ainda assim, não é exagero dizer que há proximidade, sobretudo nos efeitos: se preenchidos os requisitos legais e alcançado o quórum exigido, o juiz poderá homologar o plano de recuperação extrajudicial e ele produzirá efeitos também em relação aos credores dissidentes abrangidos pelo plano.

Quando, em outros textos, afirmo que a recuperação extrajudicial é mais adequada ao produtor rural e ao empresário que ainda possuem capacidade de negociação diante dos credores, é justamente porque, em regra, a construção desse caminho exige uma articulação mais direta do devedor, sem contar, desde o início, com a mesma estrutura de proteção processual típica da recuperação judicial. Por isso, o timing para organizar uma recuperação extrajudicial é tão relevante. Se demorar demais, o devedor pode perder justamente a capacidade de negociação que faria esse caminho ser viável.

Em resumo, a recuperação judicial costuma fazer mais sentido quando a crise já exige uma atuação coletiva mais intensa, com maior intervenção judicial e necessidade de reorganizar o passivo em ambiente processual . Já a recuperação extrajudicial tende a ser mais indicada quando ainda existe organização mínima, capacidade real de negociação e possibilidade de construir um acordo antes de levá-lo à homologação judicial.

Por isso, a pergunta correta não é simplesmente se a recuperação judicial é melhor do que a extrajudicial, ou o contrário. A pergunta correta é outra: qual desses instrumentos se ajusta melhor ao estágio da crise, ao perfil da dívida e à capacidade real de negociação do devedor? É essa análise, feita com antecedência e estratégia, que normalmente separa uma medida útil de uma iniciativa tardia ou inadequada.

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Minas inicia a etapa mais importante do ano para o produtor rural


Minas Gerais iniciou, em 1º de maio, a etapa anual de Atualização de Rebanhos, uma das ações mais estratégicas para a defesa do agronegócio no estado. Coordenada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a campanha é obrigatória e segue até 30 de junho, conforme estabelece a Portaria nº 2.227/2023. Durante a campanha, os produtores rurais devem informar os dados de todos os animais das propriedades, independentemente do tamanho das criações. O descumprimento do prazo impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para a comercialização e a movimentação dos animais.

A gerente de defesa sanitária animal do IMA, Izabella Hergot, destaca que a participação dos produtores é determinante para a efetividade das ações sanitárias. “A atualização dentro do prazo  garante a regularidade das propriedades e a continuidade das atividades pecuárias”, afirma. Segundo a gerente, essas informações são essenciais para orientar as estratégias de vigilância sanitária, uma vez que “os dados permitem ao IMA acompanhar a distribuição dos rebanhos e atuar de forma mais precisa na prevenção e no controle de doenças”.

Atualização vai além dos bovinos

Os dados do IMA evidenciam a dimensão e a diversidade das criações no estado: cerca de 166 milhões de aves e ovos férteis, 24 milhões de bovinos, 4 milhões de suínos, 655 mil equídeos, 31 mil caprinos, 15 mil ovinos, além de 2.490 cadastros de aquicultura. 

A atualização de rebanhos não se restringe aos bovinos. Também devem ser declarados os bubalinos, equinos, asininos, muares, ovinos, caprinos, suínos, aves, abelhas e animais aquáticos. Essa abordagem é fundamental para o monitoramento sanitário integrado, considerando que diferentes espécies podem ser afetadas por doenças com potencial de gerar impactos relevantes para a agropecuária.

30 anos livre de febre aftosa

“Desde que deixamos de vacinar os rebanhos contra febre aftosa, foi necessário estabelecer um período específico para a atualização dos rebanhos”, explica Izabella. Minas Gerais conquistou, em 2023, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação, representando maior segurança para os consumidores e o fortalecimento da agropecuária e da economia do estado. A manutenção desse status depende de ações contínuas de vigilância sanitária e da atuação integrada entre o poder público e o setor produtivo, sendo a atualização anual de rebanhos uma das principais estratégias nesse processo. 

Como atualizar

O produtor rural pode atualizar seus rebanhos presencialmente, no escritório seccional do IMA onde a propriedade está cadastrada, ou por meio do Portal do Produtor, de forma simples e rápida. Para auxiliar os produtores, o IMA disponibilizou um tutorial completo em vídeo. A gerente ressalta que a possibilidade de atualização remota amplia o acesso ao serviço e representa um avanço na modernização do órgão.

Durante o procedimento, deve ser informado, para cada espécie, o número de animais por faixa etária e sexo, além dos registros de nascimentos e óbitos desde a última atualização. “Outra informação importante a ser declarada é a vacinação contra a raiva, doença de alta letalidade que só pode ser controlada por meio da imunização”, reforça Izabella.  

Jornalista responsável: Stéphani Sales – Ascom/IMA

Foto: Divulgação/IMA





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Frio de inverno pode chegar ao Sudeste em poucos dias


Uma nova frente fria deve avançar sobre o Sudeste do Brasil no próximo fim de semana, provocando chuva e queda nas temperaturas em parte da região, segundo informações do Meteored.

De acordo com a previsão, um ciclone extratropical deve se formar nesta quinta-feira (7) entre Argentina e Uruguai, dando origem ao sistema frontal que avançará inicialmente pelo Sul do Brasil com condições para chuvas intensas e tempestades.

O sistema será alimentado por um rio atmosférico vindo da Amazônia, o que deve intensificar o risco de tempo severo na Região Sul entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8).

No sábado (9), a frente fria deve se afastar do Sul e passar a influenciar o tempo em áreas do Sudeste do Brasil. Ao longo da semana, a maior parte do Sudeste deve registrar tempo estável, com pouca nebulosidade e possibilidade de chuvas fracas apenas em áreas litorâneas.

A mudança nas condições climáticas está prevista para o fim de semana, quando o sistema frontal deve atingir o estado de São Paulo a partir de sábado (9). Durante a manhã, são esperadas chuvas fracas a moderadas no sul paulista.

Ao longo da tarde, a nebulosidade aumenta e as chuvas se espalham pelo estado, alcançando todo o território à noite e podendo atingir também áreas do Triângulo Mineiro no fim do dia.

Há previsão de pancadas mais intensas e temporais isolados em São Paulo, principalmente a partir da tarde.

No domingo (10), a frente fria deve avançar em direção ao norte, influenciando áreas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com ocorrência de chuvas moderadas e episódios pontuais de maior intensidade.

Pela manhã, as precipitações devem se concentrar em São Paulo e no sul e leste de Minas Gerais, avançando durante a tarde para o território fluminense e regiões centrais mineiras. Até o fim do domingo, o sistema deve se afastar do continente, com redução das instabilidades, que tendem a se concentrar no litoral do Rio de Janeiro. Após a passagem da frente fria, as temperaturas devem cair em parte do Sudeste.

Na noite de sábado (9), o ar frio começa a atuar no sul de São Paulo, com temperaturas entre 14°C e 17°C, padrão também esperado em áreas elevadas de Minas Gerais e na Região Serrana do Rio de Janeiro.

No domingo (10), a manhã deve ser fria em São Paulo, no sul mineiro e em parte do Rio de Janeiro, com mínimas abaixo de 16°C e podendo chegar a valores entre 10°C e 12°C em pontos isolados.

Durante a tarde, as temperaturas permanecem mais baixas, especialmente em São Paulo, onde as máximas não devem ultrapassar 20°C em grande parte do estado. Nas capitais, a previsão indica mínima de 12°C e máxima de 20°C em São Paulo, 20°C e 28°C no Rio de Janeiro e 16°C e 28°C em Belo Horizonte.

 





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Agronegócio responde por 26,3% dos empregos no Brasil


O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com recorde de emprego: 28,4 milhões de pessoas ocupadas, alta de 2,2% sobre o ano anterior — o equivalente a 601,8 mil novos postos de trabalho. Os dados constam no boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro, divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e revelam um setor em franca expansão, tanto na quantidade quanto na qualidade dos empregos gerados.

A fatia do agronegócio no mercado de trabalho nacional voltou a crescer. Segundo o levantamento CNA/Cepea, a participação do setor passou de 26,1%, em 2024, para 26,3% em 2025 — ou seja, mais de um em cada quatro trabalhadores brasileiros está vinculado à cadeia do agro.

O resultado consolida o setor como um dos principais motores de geração de empregos do país, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador.

Nem todos os elos da cadeia cresceram no mesmo ritmo. De acordo com o boletim CNA/Cepea, o setor primário — que inclui a produção agropecuária direta no campo — registrou queda no número de ocupados.

Veja os avanços:

Agrosserviços: +6,1%

Insumos: +3,4%

Agroindústria: +1,4%

O desempenho dos agrosserviços indica uma cadeia cada vez mais sofisticada, com crescente demanda por logística, consultoria técnica, tecnologia e serviços financeiros ligados ao campo.

Formalização avança e escolaridade sobe no campo

O mercado de trabalho do agronegócio também ficou mais formal e mais qualificado em 2025. Conforme aponta o boletim, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os que atuam por conta própria registraram alta de 3,2%.

No quesito escolaridade, o levantamento revela avanço expressivo entre os trabalhadores com ensino superior (+8,3%) e ensino médio (+4,2%) — sinal de que o setor atrai e retém mão de obra cada vez mais capacitada.

Mulheres ganham mais espaço no mercado de trabalho do agro

A presença feminina no agronegócio cresceu em ritmo mais acelerado do que a masculina. Segundo dados divulgados pela CNA e pelo Cepea, a participação da mão de obra feminina avançou 2,6% em 2025, contra 1,9% da masculina — reforçando uma tendência de maior inclusão e diversidade no setor.

Quem trabalha no agronegócio também ganhou mais. O rendimento médio da população ocupada no setor cresceu 3,9% em 2025 ante 2024, ficando 0,5 ponto percentual acima da média geral dos empregos no país, que foi de 3,4%, conforme aponta o boletim CNA/Cepea.

O dado reforça a atratividade do setor para trabalhadores em busca de melhores remunerações.

 





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Campeonato Brasileiro de Torra começa amanhã, em Varginha (MG)


Principal competição para mestres de torra no Brasil, certame definirá o representante nacional no mundial da categoria, que ocorrerá na Bélgica

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) realizará o Campeonato Brasileiro de Torra 2026, de 6 a 8 de maio, no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG). O campeão representará o país no 2026 World Coffee Roasting Championship, o mundial da categoria, que ocorrerá entre 25 e 27 de junho, em Bruxelas, na Bélgica.

Considerada a principal competição para mestres de torra no Brasil, o campeonato analisa qual competidor entregou o café torrado mais fiel à curva de torra planejada, que apresentam ao júri antes de suas performances.

O CCCMG será o anfitrião da edição deste ano. Os torradores oficiais serão da Kaleido (M1 e M10) e o café oficial da competição será fornecido pela cooperativa Minasul. O evento conta, ainda, com o apoio da Pasqualli Máquinas, que fornecerá os moinhos Mahlkoning para o campeonato.

Confira, abaixo, os competidores:

– Breno Azevedo de Oliveira – Rio de Janeiro (RJ)– Fabio Milan Pereira – Machado (MG)– Flavio Camargos Lopes da Silva – Salvador (BA)– Franciele Cristina da Silva Moreira – Varginha (MG)– Gabriel Carvalhaes Heinerici – Rio de Janeiro (RJ)– Ivan Carlos de Santana – Cabo Verde (MG)– João Santarosa Esmanhoto – Florianópolis (SC)– Johann Schelck Emmerich – Belo Horizonte (MG)– Nicholas Eloy Delfino Lara – Curitiba (PR)– Pedro Henrique Figueiredo dos Anjos – Brasília (DF)– Reginaldo Gonçalves Gomes – Uberaba (MG)– Rhuan Simil Fernandes – Patrocínio (MG)– Robson Rodrigues Ribeiro – Carmo de Minas (MG)– Tiago de Mello – São Paulo (SP)

ServiçoCampeonato Brasileiro de TorraData: 06 a 08 de maio de 2026Onde: Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG) – Varginha(MG)Horário: Dia 6, das 10h00 às 15h10; Dia 7, das 8h0 às 15h15; Dia 8, das 9h00 às 16h30

CAMPEONATOS BRASILEIROS DE BARISMODesde 2016, a BSCA é National Body no Brasil da World Coffee Events (WCE), entidade organizadora do World Barista Championship (WBC) e detentora dos direitos de competição em todo o mundo. Essa condição concede à Associação a prerrogativa de realizar as etapas classificatórias das competições mundiais, que levam os campeões brasileiros para a fase final dos certames internacionais nas suas sete modalidades: Barista, Latte Arte, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik (café turco) – não ocorre no Brasil.

Foto: Alquimia Fotografia/BSCA

Mais informações à imprensaBSCA – Assessoria de ImprensaAgência [email protected]





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Estratégias integradas para a resiliência do agro gaúcho é tema de painel na Fenasoja, em Santa Rosa


As mudanças climáticas trazem impactos diretos no agro gaúcho, sejam as sucessivas estiagens ou as enchentes que impactaram o Estado em 2024. No enfrentamento dessas intempéries o governo do Rio Grande do Sul vem atuando com estratégias integradas para resiliência, produtividade e sustentabilidade na agricultura gaúcha.

Neste contexto, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) realizaram o evento “Irrigação como Estratégia para o Desenvolvimento Sustentável do RS”, no Auditório do Centro Administrativo da Fenasoja, em Santa Rosa.

O subsecretário de Irrigação da Seapi, Márcio Amaral, falou sobre a importância da irrigação para garantir a produtividade e apresentou a fase três do Programa Irriga+ RS, que está com edital aberto para receber projetos para aumentar a área irrigada do Estado. “A Secretaria da Agricultura destina 20% do valor do projeto de irrigação, limitado a R$ 150 mil por produtor. São recursos importantes, a fundo perdido, que o produtor pode usar para diminuir os juros em casos de financiamento bancário”, destacou.

Amaral também citou a plataforma criada para envio dos projetos, dando mais transparência e agilidade aos processos. O envio de projetos pode ser feito até o dia 30 de outubro deste ano pelo site irrigamais.agricultura.rs.gov.br.

Durante o painel, o secretário-adjunto da Sema, Marcelo Camardelli, destacou a importância da irrigação como ferramenta estratégica para o setor produtivo.

“Irrigação é uma ferramenta essencial para fortalecer a resiliência climática no campo. Discutir irrigação é tratar de segurança hídrica, adaptação às mudanças do clima e competitividade para o produtor. É uma estratégia que alia produção, planejamento e sustentabilidade para o futuro do Estado”, afirmou.

O secretário adjunto da SDR, Alexandre Scheifler, destacou os avanços recentes das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, com ênfase no programa Terra Forte e nos encaminhamentos realizados até o momento. Ele também ressaltou a finalização de novos editais, alguns deles direcionados à reservação hídrica e à irrigação, além de chamar atenção para o bônus de adimplência do Feaper, que está em período de adesão.

“O programa Terra Forte tem sido um eixo importante nesse processo, e seguimos avançando com os encaminhamentos realizados até agora, como a entrega de Cartões Cidadão para mais de 400 agricultores, como correu semana passada. Também estamos finalizando editais relevantes, alguns deles voltados à reservação hídrica e à irrigação. Além disso, com a retomada do bônus de adimplência do Feaper, reabrimos a possibilidade para que os produtores regularizem sua situação e voltem a acessar as condições originais de subvenção. A medida tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar, resguardar os investimentos já realizados nas propriedades e garantir que o crédito rural siga cumprindo seu papel no desenvolvimento, na geração de renda e na permanência das famílias no campo.

A participação do Governo do Estado na feira reforça o compromisso com políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à adaptação climática e ao fortalecimento da gestão ambiental junto ao setor produtivo gaúcho.





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