quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Renovar o cafezal sem planejamento pode custar caro


O nematoide das galhas é um dos maiores inimigos do café no Brasil. Esse verme microscópico vive no solo, ataca as raízes da planta e pode reduzir bastante a produção, além de encurtar a vida útil da lavoura. Segundo informações técnicas do setor, o produtor que pensa em renovar o cafezal precisa se planejar com antecedência: fazer análise do solo, trocar de cultura por um tempo e cuidar bem da área antes de plantar café de novo. Essas medidas ajudam a diminuir a quantidade do nematoide na terra e dão mais segurança para o novo plantio.

O que é o nematoide das galhas e por que ele prejudica tanto o café

O nematoide das galhas é um verme tão pequeno que só é visto no microscópio. Ele vive no solo e ataca as raízes do cafeeiro. A fêmea entra na raiz e faz a planta criar pequenos “caroços”, chamados de galhas. Dentro desses caroços, ela põe uma grande quantidade de ovos. Quando o tempo está quente e úmido, esses ovos chocam e os novos vermes vão atrás de outras raízes para continuar o ataque, e assim o ciclo nunca para.

No café, as espécies mais comuns desse nematoide são conhecidas pelos nomes técnicos Meloidogyne incognita, M. paranaensis e M. exigua. Elas causam perdas grandes de produção. O problema piora porque cada tipo de nematoide tem suas plantas preferidas para atacar, e os ovos conseguem sobreviver no solo por muitos meses — às vezes mais de um ano — escondidos em raízes de mato. Esse verme também se espalha com facilidade: vai de uma área para outra grudado em máquinas, em mudas contaminadas ou levado pela enxurrada. Como o café fica plantado na mesma terra por muitos anos, o solo acaba “alimentando” o nematoide o tempo todo.

Os sinais que o produtor deve ficar de olho

Nem sempre o problema aparece igual em toda a lavoura, e por isso pode ser confundido com outras doenças. Quando o produtor arranca um pé de café suspeito e olha as raízes, costuma encontrar caroços (galhas) de tamanhos variados, raízes podres ou muito curtas, e poucas raízes finas nascendo.

Já olhando a planta de cima, os sinais são: o pé cresce pouco e fica fino, as folhas ficam menores e amareladas e caem antes da hora, a planta sofre com a seca mesmo em anos de chuva normal, a florada e a produção dos grãos ficam desiguais, e a colheita cai bastante.

Na prática, nas áreas mais atacadas pelo nematoide, o produtor precisa trocar a lavoura mais cedo do que o normal, o que encarece o custo de cada saca de café produzida. A planta com raiz doente também aproveita menos a água e o adubo que recebe.

Por que não dá para simplesmente arrancar o café velho e plantar de novo

Em áreas que já têm histórico de nematoide, arrancar o café velho e plantar mudas novas na sequência, sem cuidar do solo antes, costuma manter ou até piorar o problema. Isso acontece porque o nematoide se multiplica muito rápido quando tem raiz para atacar, e em pouco tempo a quantidade dele no solo volta a ficar alta demais para uma lavoura dar lucro.

Por isso, o período entre arrancar o café velho e plantar o novo é a melhor chance que o produtor tem para reduzir esse verme no solo. Plantar outras culturas que o nematoide não ataca, deixar a área descansando de forma cuidada e usar adubos verdes nesse intervalo funciona como uma espécie de “limpeza” da terra antes do novo plantio.

Esse planejamento deve começar antes mesmo de arrancar o café antigo. Três pontos ajudam na decisão: primeiro, fazer uma análise de solo e raiz em laboratório para confirmar se há nematoide e qual tipo é; segundo, olhar o histórico da área — se a lavoura sempre teve sintomas e queda de produção, vai precisar de mais tempo de descanso e troca de cultura; terceiro, decidir se a área vai continuar sendo usada para café no futuro, porque, se a resposta for sim, esse cuidado com o solo se torna ainda mais importante.

Pousio dirigido x área largada: qual a diferença

Muita gente acha que “descansar” a terra é só deixá-la parada, sem fazer nada. Só que, nesse tipo de descanso largado, o mato cresce sozinho e descontrolado — e boa parte desse mato também serve de alimento para o nematoide. Ou seja, mesmo sem o café, o verme continua se multiplicando.

Já o pousio dirigido é diferente: é um período de descanso, mas com o produtor cuidando da área de forma ativa. O objetivo é reduzir a quantidade de nematoide por falta de comida, melhorar a terra com plantas escolhidas ou palha, e evitar que o mato espalhe sementes novas. Na prática, isso significa plantar coberturas que não servem de alimento para o nematoide, arrancar ou controlar o mato que é hospedeiro dele, e visitar a área com frequência para não deixar que ela seja tomada por plantas ruins. Assim, esse período deixa de ser um “tempo perdido” e passa a fazer parte do tratamento da terra.

Como planejar os próximos 18 a 24 meses antes de plantar café de novo

Não existe um tempo fixo de descanso que sirva para todo mundo, porque depende de quanto nematoide tem na área, do tipo dele, do clima e de quão bem o produtor consegue controlar o mato. Mesmo assim, alguns números ajudam a entender: um descanso curto, de menos de um ano, costuma reduzir pouco o problema quando a infestação é alta. Já um período entre 18 e 24 meses, com culturas que o nematoide não ataca e bom controle de mato, costuma trazer resultados bem melhores. Em áreas que sempre tiveram muito nematoide, pode ser necessário esperar mais de um ciclo agrícola antes de voltar a plantar café.

Por isso, quando a infestação é alta, o mais comum é planejar pelo menos um ano completo de outras culturas no lugar do café, muitas vezes seguido de mais um ano de adubo verde e pousio dirigido, antes de plantar o cafezal novo.

O passo a passo recomendado é: primeiro, fazer a análise de solo e raiz para saber o tipo e o tamanho do problema; segundo, decidir quanto tempo dá para esperar antes do novo plantio; terceiro, escolher quais culturas e adubos verdes plantar, de acordo com o tipo de nematoide encontrado; quarto, planejar o pousio dirigido, com plantio de cobertura ou palha e controle rígido do mato; quinto, acompanhar a área de perto, cuidando do mato que nascer sozinho; e, por último, fazer uma nova análise de solo antes de plantar o café, para conferir se o nematoide realmente diminuiu e decidir se vale usar mudas mais resistentes.

O que deve ganhar mais espaço no cuidado com o café nos próximos anos

A troca de cultura e o pousio dirigido funcionam melhor quando fazem parte de um cuidado mais completo com a lavoura, que junta análise de solo, adubo verde, mudas saudáveis e acompanhamento técnico constante. Outras práticas importantes são: comprar mudas de viveiros confiáveis e livres de nematoide; usar, quando possível, variedades de café mais resistentes a esse problema; corrigir a acidez e a fertilidade do solo para a raiz crescer com mais força; cuidar bem da irrigação e da drenagem, sem encharcar nem deixar faltar água; usar produtos para controle do nematoide apenas como complemento, sempre seguindo orientação de um agrônomo; e lavar bem máquinas e equipamentos antes de passar de uma área contaminada para outra, para não espalhar o problema.

Esse planejamento também precisa respeitar a legislação ambiental, o uso correto de equipamentos de proteção em qualquer aplicação de produtos, e contar com o acompanhamento de um engenheiro ou engenheira agrônoma para interpretar os resultados das análises e ajustar o plano de manejo. Somando essas práticas, o produtor aumenta bastante a chance de manter o nematoide sob controle e garantir uma produção de café saudável por mais tempo.





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Vaquinha no trigo preocupa produtores no início do ciclo da cultura


A larva-alfinete, fase jovem do besouro Diabrotica speciosa — popularmente conhecido como vaquinha em sua fase adulta —, vem preocupando produtores de trigo no início do ciclo da cultura. A praga ataca raízes e colo das plantas justamente no período de formação do estande, com maior incidência em áreas que tiveram milho, pastagens ou outras gramíneas na rotação, especialmente quando o solo está úmido. Diante da dificuldade de reverter falhas de estande após a emergência das plantas, especialistas apontam o tratamento de sementes com Inseticidas como a principal estratégia de prevenção, aliado a práticas de manejo integrado.

De corpo alongado, coloração clara e cabeça escurecida, a larva-alfinete é de difícil identificação no solo, principalmente em áreas argilosas e úmidas. O ataque acontece de forma subterrânea: as larvas se alimentam das raízes primárias e secundárias, da região do coleto e, em casos mais severos, da base do colmo das plantas jovens. O resultado é a redução na absorção de água e nutrientes, o que provoca atraso no desenvolvimento, amarelecimento e, nos casos mais graves, morte das plantas. Por isso, o problema costuma ser percebido apenas quando já aparecem falhas de emergência ou manchas de plantas murchas na lavoura. Os prejuízos não se limitam à perda de plantas por metro quadrado.

A desuniformidade no desenvolvimento dificulta o manejo de adubação e o uso de reguladores de crescimento, além de complicar a colheita. As falhas na linha de semeadura ainda favorecem o avanço de plantas daninhas, elevando a pressão por herbicidas. De acordo com estudos em cereais de inverno, perdas de estande acima de determinados patamares dificilmente são compensadas pelo perfilhamento das plantas restantes — sobretudo em semeaduras tardias ou solos de menor fertilidade —, o que reforça a importância de proteger o sistema radicular logo nas primeiras semanas após a semeadura.

A decisão de incluir inseticida no tratamento de sementes deve considerar o histórico da área, a presença de plantas hospedeiras — como gramíneas espontâneas e milho voluntário — e as condições de solo e clima no momento da semeadura. Em áreas de risco médio a alto, o investimento costuma se justificar diante do custo de uma eventual ressemeadura. Já em talhões sem histórico de infestação e com boas práticas de rotação, a necessidade tende a ser menor. Em qualquer cenário, a recomendação é que a decisão seja sempre validada por um engenheiro agrônomo.

Entre os grupos químicos mais usados no tratamento de sementes contra pragas de solo estão os neonicotinoides — caso do imidacloprido, do tiametoxam e da clotianidina —, de ação sistêmica, absorvidos pela raiz e translocados pela planta. Também são utilizados fenilpirazóis, como o fipronil, que atuam por contato e ingestão próximo à semente. A escolha do produto deve levar em conta o registro específico para a cultura do trigo e para o controle de pragas de solo ou de Diabrotica speciosa, já que nem toda formulação disponível no mercado tem essa indicação em bula.

Na prática, o tratamento raramente é feito de forma isolada: a combinação com Fungicidas — voltados ao controle de doenças como Fusarium e Helminthosporium — é praticamente regra no trigo. Isso exige respeitar as doses recomendadas, verificar a compatibilidade entre os produtos e evitar volumes excessivos de calda, que podem comprometer a fluidez da mistura e aumentar o risco de dano ao tegumento da semente. Em caso de dúvida sobre compatibilidade, a orientação é testar previamente um pequeno lote, avaliando germinação e vigor antes de tratar todo o volume destinado à semeadura.

O processo completo passa por planejamento com meses de antecedência, seleção de sementes de alto vigor e germinação, preparo da calda na ordem indicada pelos fabricantes, aplicação com equipamento calibrado para garantir cobertura uniforme, secagem à sombra em local ventilado e armazenamento em ambiente fresco e seco. O registro de cada etapa — data, produtos utilizados e lote de sementes — é recomendado para garantir rastreabilidade. Apesar de central, o tratamento de sementes não deve ser a única ferramenta de controle. O manejo integrado da larva-alfinete prevê rotação de culturas, controle de plantas daninhas hospedeiras e de milho voluntário na entressafra, manejo adequado de restos culturais e monitoramento da presença de vaquinhas adultas em safras anteriores — o que ajuda a estimar o risco para o ciclo seguinte.

A combinação dessas práticas tende a aumentar a eficiência do controle químico e a reduzir a pressão de seleção por resistência da praga. O uso de Equipamentos de Proteção Individual — luvas, avental, máscara, óculos e botas — é obrigatório em todas as etapas do processo, da preparação da calda ao manuseio das sementes já tratadas. As orientações de bula quanto a prazos de reentrada e descarte de embalagens devem ser seguidas à risca, assim como a identificação clara do lote tratado, que nunca pode ser destinado à alimentação humana ou animal. O acompanhamento técnico de um engenheiro agrônomo permanece essencial para garantir segurança legal, ambiental e operacional em toda a cadeia do tratamento.





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Inflação resistente eleva cautela com juros e câmbio


O cenário econômico combina inflação ainda resistente nos Estados Unidos, cautela na condução dos juros no Brasil e incertezas geopolíticas com impacto sobre o câmbio. Segundo o Rabobank, o núcleo do PCE de maio avançou 0,3% no mês e 3,4% em 12 meses, em linha com o esperado, mas manteve a avaliação de pressões persistentes sobre os preços.

No ambiente doméstico, a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária apontaram um balanço de riscos assimetricamente altista para a inflação e sinalizaram uma trajetória de queda dos juros intercalada por pausas. A instituição revisou a projeção para a Selic no fim de 2026 de 13,50% para 14,00%, diante da estratégia do Banco Central de evitar movimentos abruptos e preservar a convergência da inflação à meta. Com isso, a estimativa de crescimento do PIB foi reduzida para 2,4% em 2027 e 2,6% em 2028.

O IPCA-15 desacelerou para 0,41%, abaixo das projeções de mercado e do próprio banco, embora ainda permaneça acima do centro da meta. A perda de força dos alimentos ajudou a conter o índice, enquanto a energia elétrica continuou pressionando a inflação.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 5,6% em maio, abaixo dos 5,8% de abril e dos 6,2% registrados um ano antes, indicando continuidade da melhora na ocupação.

No câmbio, o dólar encerrou a semana a R$ 5,1720, com desvalorização de 0,41% do real. O Rabobank projeta a moeda a R$ 5,35 no fim do ano, considerando o menor diferencial de juros, a possibilidade de recuperação global do dólar e a fragilidade fiscal em ano eleitoral. A agenda da semana inclui IGP-M, resultado primário, dados do setor público, Caged e produção industrial.





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Super El Niño acende sinal vermelho



A escaldadura foliar ocorre quando o tecido da planta entra em necrose


A escaldadura foliar ocorre quando o tecido da planta entra em necrose
A escaldadura foliar ocorre quando o tecido da planta entra em necrose – Foto: NOAA

O avanço das ondas de calor e o excesso de radiação solar elevam o risco de escaldadura nas lavouras e exigem planejamento diante da chegada do super El Niño. A combinação de luminosidade intensa e altas temperaturas reduz a margem de segurança para culturas como café, melancia, banana e citros, comprometendo o metabolismo vegetal e o potencial produtivo.

A escaldadura foliar ocorre quando o tecido da planta entra em necrose, afetando o enchimento de frutos e grãos e reduzindo o rendimento na colheita. Segundo o engenheiro agrônomo João Vidotto, da Fortgreen, a sobrecarga luminosa satura os fotossistemas, aumenta o estresse oxidativo, degrada a clorofila e eleva a temperatura interna, o que pode causar morte celular e queima visível.

Quem explica é o engenheiro agrônomo e gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen no Brasil e Paraguai, João Vidotto. “Quando a folha recebe uma carga luminosa muito acima da sua capacidade de uso ocorre uma saturação nos fotossistemas, ou seja, a planta entra em um forte estresse oxidativo que degrada a clorofila e aumenta rapidamente a temperatura interna, causando a morte celular e a queima visível na lavoura”, detalha o executivo, que também é especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal.

Como resposta, a empresa lançou o SunOFF, solução que combina mitigação física do excesso de luz com suplementação de fósforo, cálcio, zinco e selênio. A proposta é favorecer a adaptação metabólica, preservar o crescimento e ampliar a resistência da cultura a condições adversas.

O produto foi desenvolvido para garantir cobertura uniforme e alta fixação nas folhas, inclusive sob chuva. A tecnologia passou por validações em seis centros de pesquisa e já está presente em mais de 30 campos comerciais em seis estados. “O foco é garantir o vigor sob alta radiação e a resiliência climática necessária para o campo entregar os seus resultados com máxima rentabilidade e segurança”, conclui Vidotto.


 





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Julho começa com risco de neve e geadas


Uma nova massa de ar polar deve provocar uma queda acentuada das temperaturas no Sul e no Sudeste do Brasil nos primeiros dias de julho. De acordo com informações do Meteored, o sistema poderá provocar temperaturas negativas, geadas em áreas amplas, possibilidade de neve na Região Sul e ainda levar o fenômeno conhecido como friagem para parte da Região Norte.

Atualmente, uma massa de ar frio atua sobre o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina, na sequência da frente fria que provocou elevados volumes de chuva no centro-sul do país. Segundo a previsão, esse primeiro sistema permanecerá concentrado principalmente nos dois estados e não deverá avançar de forma significativa sobre outras regiões brasileiras.

A mudança mais expressiva é esperada para quarta-feira (1º), quando uma segunda massa de ar polar, mais intensa e abrangente, começará a avançar pelo Rio Grande do Sul. Na quinta-feira (2), o ar frio deve alcançar Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e, com menor intensidade, o sul de Mato Grosso e Goiás.

As previsões indicam que a madrugada e o início da manhã de sexta-feira (3) poderão registrar temperaturas abaixo de 0°C em áreas de Santa Catarina, do extremo sul do Paraná e também do Rio Grande do Sul. Modelos meteorológicos apontam mínimas de até -3°C em Santa Catarina, mas, em municípios da Serra, os valores podem chegar a -8°C.

Nos dias seguintes, o sistema deve avançar em direção ao Norte do país, reduzindo as temperaturas e provocando um episódio de friagem em parte da região. Ao mesmo tempo, a massa de ar frio ganhará força sobre o Sudeste, provocando queda acentuada das temperaturas em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Entre sábado (4) e domingo (5), o frio deve se intensificar também no Sudeste. A previsão aponta temperaturas mínimas inferiores a 10°C em centenas de municípios e formação de geadas em cidades de maior altitude, especialmente no sul de Minas Gerais. Apesar do frio intenso, não há previsão de temperaturas negativas para a região.

O Meteored também destaca a possibilidade de precipitação invernal na Região Sul, principalmente entre a noite de quinta-feira (2) e a madrugada de sexta-feira (3). A combinação entre temperaturas muito baixas na atmosfera e condições favoráveis à ocorrência de precipitação pode favorecer episódios de neve, especialmente em áreas do Rio Grande do Sul.

Diante desse cenário, a recomendação é acompanhar diariamente a previsão meteorológica específica para cada município, já que a intensidade do frio, a ocorrência de geadas, neve e as temperaturas mínimas podem variar conforme a localização. Isso permite que moradores e produtores rurais se preparem para os efeitos da nova onda de frio.





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A Voz do Mercado debate Plano Safra nesta quarta-feira, 1º de julho


Talk show será transmitido ao vivo, às 10h, pelo YouTube do Portal Agrolink, com análise técnica sobre crédito rural, juros, investimentos e impactos para o agronegócio brasileiro

O talk show A Voz do Mercado realiza nesta quarta-feira, 1º de julho, às 10h, uma edição especial para analisar o Plano Safra 2026/2027, anunciado nesta terça-feira (30) pelo Governo do Brasil, em Brasília. A transmissão será ao vivo pelo YouTube do Portal Agrolink.

Com apresentação de Ivan Wedekin e Suelen Farias, o programa vai discutir os principais pontos do novo plano, que prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, valor R$ 9 bilhões superior ao disponibilizado no ciclo anterior. O destaque da edição é a redução nas taxas de juros, considerada uma das medidas centrais para aliviar o custo financeiro de médios e grandes produtores em um cenário de queda da Selic.

Entre os convidados estão Gilson Bittencourt, vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil; Ademiro Vian, diretor da IBDAGRO e Advisory de Empresas; e Mário Tenerelli, conselheiro em Finanças e ex-CEO da divisão química da DuPont. O grupo fará uma análise técnica e estratégica sobre os efeitos do plano para produtores, cooperativas, indústria, instituições financeiras e demais agentes da cadeia do agronegócio.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o corte nas taxas máximas de juros atinge praticamente todas as principais linhas de crédito. O Pronamp, voltado aos médios produtores, passa a ter teto de 9% ao ano. Já o RenovAgro e o PCA ficam em 9,5% ao ano, enquanto o PCA para volumes de até 12 mil toneladas terá taxa de 8% ao ano. O Custeio Empresarial e o Moderfrota permanecem em 12,5% ao ano, e o Inovagro, em 11,5%.

Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e comercialização, recursos utilizados para compra de insumos, condução das lavouras, manejo de rebanhos e venda da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, como modernização produtiva, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e renovação de máquinas e equipamentos.

O programa também deve abordar o reforço das linhas voltadas à sustentabilidade. Produtores com Cadastro Ambiental Rural regularizado poderão obter desconto de até 0,5 ponto percentual na taxa de juros do custeio. O benefício pode chegar a 1 ponto percentual quando combinado com a adoção de práticas agropecuárias sustentáveis.

Além disso, uum outro tema previsto é a gestão de risco. De acordo com o Mapa, a renegociação de operações de custeio agrícola passa a depender da existência de cobertura por Proagro ou seguro rural, medida que tende a estimular o uso de mecanismos de proteção contra perdas no campo.

A edição do A Voz do Mercado pretende explicar o que muda na prática para a próxima safra, como ficam o acesso ao crédito, os investimentos, as taxas de juros e a capacidade de planejamento dos produtores.

A Voz do Mercado — Especial Plano Safra 2026/2027

Data: Quarta-feira, 1º de julho

Horário: 10h

Transmissão: Ao vivo no YouTube do Portal Agrolink – Acesse aqui

Apresentação: Ivan Wedekin e Suelen Farias

Convidados: Gilson Bittencourt, Ademiro Vian e Mário Tenerelli





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USDA projeta safra recorde de soja nos EUA



Safra de soja dos EUA mantém boas perspectivas



Foto: Seane Lennon

A semeadura da safra 2026/27 de soja nos Estados Unidos foi concluída antes do registrado no ciclo anterior, encerrando os trabalhos de campo ainda na penúltima semana de junho. A informação consta na análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Segundo o relatório do USDA, divulgado em 28 de junho, 65% das áreas cultivadas estão classificadas entre boas e excelentes. O Imea destaca que, apesar de maio ter sido marcado por temperaturas acima da média e chuvas irregulares, principalmente na região do Meio-Oeste norte-americano, as precipitações registradas nas últimas semanas de junho contribuíram para recuperar a umidade do solo.

De acordo com a análise do instituto, a melhora das condições climáticas favoreceu o desenvolvimento das lavouras e manteve um cenário positivo para a safra norte-americana. Esse desempenho sustenta a estimativa do USDA de uma produção de 120,70 milhões de toneladas de soja na temporada 2026/27.

Caso a projeção se confirme, a colheita poderá figurar entre as maiores já estimadas para o país. Na avaliação do Imea, esse cenário tende a aumentar a oferta global da oleaginosa e poderá exercer pressão sobre as cotações negociadas na bolsa de Chicago.





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Após sucessivas altas, preço do leite ao produtor apresenta estabilidade em maio


De acordo com a pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço do leite pago ao produtor em maio/26 apresentou estabilidade e fechou em R$ 2,6617/litro na “Média Brasil”, com ligeira queda de 0,45% frente ao de abril/26 e 3,8% abaixo do registrado em maio do ano passado, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de maio/26).

No Sudeste e no Centro-Oeste, os valores do leite se mantiveram em alta em maio, mas, no Sul do Brasil, registraram queda. Isso porque, no Sudeste e Centro-Oeste, a produção ainda está mais limitada em função da sazonalidade e da diminuição do potencial produtivo – pelo fato de muitos produtores terem reduzido investimentos depois das margens apertadas em 2025. Com isso, a concorrência entre os laticínios pela aquisição de leite cru seguiu sustentando as negociações nessas bacias leiteiras. Já no Sul do País, o clima favorável, as boas pastagens de inverno e a produção se recuperando rapidamente pressionaram as cotações. O ICAP-L (Índice de Captação de Leite) registrou aumento de 0,07% de abril para maio na Média Brasil, porém, no acumulado do ano, a queda é de 13,7%.

Segundo a pesquisa do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou em maio a primeira queda de 2026, de 1,39% na “Média Brasil”. Apesar do recuo mensal, o COE ainda registra avanço de 1,80% no acumulado deste ano. A elevação em 2026 está atrelada ao aumento das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas.

Pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), mostra que, em maio, o leite UHT se desvalorizou 7,56% frente ao mês anterior. Já os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram estáveis no período, com leves altas de 0,12% e de 0,13%, respectivamente, frente a abril. Na primeira quinzena de junho, especificamente, assim como observado em maio, o movimento de queda dos preços vem ganhando força entre os derivados lácteos.

No mercado internacional, as importações brasileiras de lácteos registraram alta de 3,58% em maio, alcançando 226,21 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL), avanço de 28% quando comparado com maio de 2025. As exportações também cresceram, com alta de 45,33%, totalizando 5,81 milhões de litros EqL. Na comparação com maio do ano passado, porém, o volume exportado foi 21,42% menor.

A expectativa para junho ainda é de comportamento desigual entre as bacias leiteiras. É possível que o Sul continue registrando quedas, mas que Sudeste e Centro-Oeste mantenham tendência altista rumo à estabilidade.

 





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Boi gordo fecha junho sob pressão em São Paulo


O mercado do boi gordo encerrou junho com novas quedas nas cotações em importantes praças pecuárias do país. Segundo a análise desta terça-feira (30) do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, a pressão exercida pelos compradores manteve os preços em baixa, apesar da resistência dos pecuaristas em negociar valores menores.

De acordo com a Scot Consultoria, em São Paulo a arroba do boi gordo, do “boi China” e da vaca recuou R$ 3,00. A cotação da novilha permaneceu estável. A consultoria destacou que “os compradores estavam pressionando os preços, apesar da resistência dos pecuaristas”. As escalas de abate atendiam, em média, a oito dias.

No Espírito Santo, o mercado também fechou o mês sob pressão. Conforme a Scot Consultoria, o cenário foi influenciado por uma oferta suficiente para atender à demanda, pelas incertezas em relação ao desempenho das exportações em julho e pelo consumo mais lento, que levou compradores a negociar de forma mais cautelosa.

A consultoria informou que “as cotações encerraram o mês sob pressão, reflexo de uma oferta que atende à demanda, dos receios em relação ao desempenho das exportações em julho e de uma demanda mais frouxa, que indica compra de maneira compassada, em busca das melhores oportunidades”. Nesse contexto, a arroba da vaca caiu R$ 5,00, enquanto as demais categorias permaneceram estáveis. As escalas de abate também estavam, em média, em oito dias.

No Acre, a redução na demanda também impactou o mercado. Segundo a Scot Consultoria, “a demanda arrefeceu e, apesar de não haver excedentes na oferta, as cotações caíram”. O recuo foi de R$ 5,00 por arroba para todas as categorias.

No sudoeste de Rondônia, o movimento de baixa iniciado no dia anterior teve continuidade. Conforme a análise da Scot Consultoria, a arroba do “boi China” e da novilha caiu R$ 5,00, enquanto o boi gordo registrou retração de R$ 2,00. Para a vaca, a cotação permaneceu estável.





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Previsão indica tempestades no Sul, chuvas na Região Norte


O Instituto Nacional de Meteorologia informou que as condições para tempestades permanecem entre quarta-feira (1º) e quinta-feira (2) na Região Sul do Brasil. As áreas mais suscetíveis continuam sendo o oeste e o centro-norte do Rio Grande do Sul, além do oeste e do centro-sul de Santa Catarina, onde são esperadas chuvas intensas, acumulados elevados em curto intervalo de tempo, rajadas de vento que podem ultrapassar 80 km/h, descargas elétricas e possibilidade de queda isolada de granizo.

Na Região Norte, o padrão de calor, elevada umidade e circulação dos ventos em altitude seguirá favorecendo pancadas de chuva. Na quarta-feira, a previsão indica precipitações desde o período da manhã no centro-norte e oeste do Amazonas e em Roraima. No oeste e norte do Pará, no Amapá, no sul do Amazonas e em áreas do Acre, as pancadas devem ocorrer principalmente à tarde. Nas demais áreas, o tempo permanece seco. As temperaturas mínimas devem variar entre 14°C e 16°C no centro-sul do Tocantins, enquanto as máximas podem alcançar entre 36°C e 38°C no norte do estado e no sul do Pará, onde a umidade relativa do ar deve ficar entre 20% e 30%.

Na quinta-feira, a chuva continuará concentrada em Roraima, Amapá e nas faixas norte do Pará e do Amazonas. As precipitações devem ocorrer principalmente à tarde, acompanhadas de raios e rajadas de vento. As temperaturas permanecem semelhantes às do dia anterior, com mínimas entre 14°C e 16°C e máximas de até 38°C, enquanto a baixa umidade segue exigindo atenção no Tocantins e no sul do Pará.

No Nordeste, a circulação de ventos marítimos continuará provocando chuva fraca e isolada entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte, além do litoral do Maranhão, durante a quarta-feira. Já na quinta-feira, a tendência é de diminuição das precipitações devido ao enfraquecimento desses ventos, embora ainda possam ocorrer chuvas rápidas e localizadas na faixa litorânea entre Bahia e Rio Grande do Norte, além de pancadas com trovoadas no litoral maranhense durante a tarde.

No interior nordestino, o tempo seguirá quente e seco nos dois dias. As temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 36°C em áreas do interior do Piauí, acompanhadas de umidade relativa do ar inferior a 30%. As menores temperaturas da região devem ser registradas no centro-sul da Bahia, com mínimas entre 11°C e 13°C.

No Centro-Oeste, a previsão é de tempo firme entre quarta e quinta-feira, sem expectativa de chuva. As mínimas devem ficar próximas de 11°C no Distrito Federal, enquanto as máximas podem atingir 36°C no norte de Mato Grosso. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 25% e 90%. Na quinta-feira, o avanço de uma massa de ar frio provocará queda de temperatura entre o sul de Mato Grosso e o oeste de Mato Grosso do Sul, com redução estimada entre 3°C e 5°C.

A Região Sudeste também deverá permanecer com tempo estável durante os dois dias, sem previsão de chuva. As temperaturas mínimas podem variar entre 6°C e 8°C no sul de Minas Gerais, enquanto as máximas devem chegar a 32°C no oeste paulista. A umidade relativa do ar ficará entre 30% e 95%.

Na Região Sul, a quarta-feira será marcada pela atuação mais intensa das instabilidades. O INMET alerta para tempestades entre o sul do Paraná e o norte do Rio Grande do Sul, com aviso vermelho para acumulados de chuva que podem superar 60 milímetros por hora ou 100 milímetros em 24 horas. As temperaturas variam entre 0°C em áreas do Rio Grande do Sul e 30°C no extremo noroeste do Paraná.

Na quinta-feira, permanecem os alertas para acumulados expressivos entre o norte gaúcho e Santa Catarina, além de chuvas intensas no nordeste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no centro-sul do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul. Também há aviso para ventos costeiros no litoral gaúcho e catarinense. Com a chegada do ar frio, as temperaturas caem ainda mais, com previsão de valores negativos no Rio Grande do Sul, enquanto o extremo noroeste do Paraná poderá registrar máximas próximas de 30°C.





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