segunda-feira, junho 1, 2026

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El Niño pode impactar a soja no Brasil?


O possível retorno do El Niño começa a ganhar peso no mercado da soja em maio, segundo informações da Grão Direto. O fenômeno pode aumentar as chuvas no Sul do Brasil e manter irregularidade hídrica no Centro-Oeste, em um momento em que produtores ainda finalizam a colheita e já planejam os próximos ciclos.

El Niño entra no radar da soja

O clima voltou ao centro das atenções no mercado da soja. De acordo com informações da Grão Direto, sinais de retorno do El Niño começam a aparecer neste mês de maio, exigindo atenção redobrada de produtores, tradings e investidores.

No Sul do Brasil, a tendência é de aumento das chuvas nas próximas semanas. O cenário pode afetar produtores que ainda estão finalizando a colheita ou organizando a safra de inverno, especialmente em áreas mais sensíveis ao excesso de umidade.

Chuvas no Sul podem atrasar operações no campo

A intensificação das chuvas no Sul tende a impactar diretamente o ritmo das atividades agrícolas. Produtores que ainda não concluíram a colheita precisam monitorar janelas de tempo firme para evitar perdas operacionais e dificuldades logísticas. Além da colheita, o planejamento da safra de inverno também pode ser afetado. Solos encharcados dificultam a entrada de máquinas, atrasam o plantio e podem comprometer o calendário agrícola em algumas regiões.

Centro-Oeste segue sob atenção por calor e chuva irregular

Enquanto o Sul deve enfrentar maior volume de chuva, o Centro-Oeste continua no radar por causa da irregularidade das precipitações e do calor acima da média. Esse cenário pode afetar a umidade do solo para os ciclos seguintes. A condição é relevante porque o Centro-Oeste concentra parte expressiva da produção nacional de soja e depende de regularidade climática para manter o potencial produtivo das próximas safras.

Apesar do foco crescente no El Niño, outros fatores seguem influenciando os preços. O contrato de soja spot em Chicago, com vencimento em maio de 2026, encerrou a semana cotado a US$ 11,94 por bushel, com leve alta de 0,59%. O contrato março de 2027 também avançou, com valorização de 0,42%. No Brasil, o índice FOB Santos, indicador exclusivo da Grainsights, teve alta de 0,10% na semana, encerrando cotado a R$ 132,82 por saca.

A Grão Direto aponta que o movimento foi sustentado inicialmente pela força do complexo energético, especialmente o petróleo, e pela alta demanda das indústrias de esmagamento nos Estados Unidos. No Brasil, os prêmios de exportação seguiram firmes diante da demanda externa, ajudando a compensar a pressão da ampla oferta sul-americana.

Nos Estados Unidos, o clima também influencia as cotações. O avanço acelerado do plantio e as previsões de tempo favorável no Corn Belt passaram a funcionar como um teto para novas altas. Com esse cenário, o mercado começou a precificar uma oferta global confortável. Sinais vindos da China sobre uma possível redução gradual nas importações de soja também trouxeram cautela aos investidores e limitaram ganhos mais expressivos no encerramento da semana.

A expectativa agora se volta ao relatório mensal de oferta e demanda do USDA, o WASDE, previsto para terça-feira, 12 de maio. De acordo com a Grão Direto, o mercado projeta que o órgão norte-americano possa elevar as estimativas de produção para o Brasil e apresentar projeções mais robustas para a safra 2026/27 dos Estados Unidos.

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, prevista para começar na quinta-feira, 14 de maio, também deve ser acompanhada de perto. A Grão Direto informa que há expectativa de novos acordos de compra de soja norte-americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity e dar novo suporte aos preços na CBOT.

Impacto para o produtor

Para o produtor brasileiro, o retorno do El Niño reforça a necessidade de atenção ao planejamento operacional. No Sul, o excesso de chuva pode interferir na colheita e na implantação da safra de inverno. No Centro-Oeste, calor e precipitações irregulares mantêm a preocupação com a umidade do solo. Com clima, geopolítica e oferta global no radar, o mercado da soja deve seguir volátil. A sustentação dos preços ainda depende do comportamento da demanda externa, do avanço das lavouras nos Estados Unidos e da intensidade dos efeitos climáticos nas principais regiões produtoras.





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Lei define percentual mínimo de cacau e rotulagem dos chocolates


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.404, que estabelece definições e regras para produtos derivados de cacau e chocolates comercializados no Brasil. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11) e determina critérios para composição, rotulagem e identificação de produtos nacionais e importados.

A nova legislação define as características técnicas de itens derivados do cacau, como nibs, massa, pasta ou liquor de cacau, manteiga de cacau, cacau em pó, cacau solúvel, chocolate em pó e chocolate.

Pela norma, os nibs de cacau passam a ser definidos como os cotilédones limpos da amêndoa de cacau. Já a massa, pasta ou liquor de cacau corresponde ao produto obtido a partir da transformação das amêndoas limpas e descascadas. A manteiga de cacau é caracterizada como a fração lipídica extraída da massa de cacau.

A legislação também estabelece critérios para o cacau em pó, que deverá ser produzido a partir da pulverização da massa sólida resultante da prensagem da massa de cacau, contendo pelo menos 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca e no máximo 9% de umidade.

O texto ainda define que o cacau solúvel será o produto obtido a partir do cacau em pó acrescido de ingredientes que favoreçam sua dissolução em líquidos. Já o chocolate em pó deverá conter no mínimo 32% de sólidos totais de cacau.

Para que um produto seja classificado como chocolate, a lei determina a presença mínima de 35% de sólidos totais de cacau, sendo ao menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura. O uso de outras gorduras vegetais autorizadas ficará limitado a 5% do total do produto.

A norma também estabelece definições específicas para chocolate ao leite, chocolate branco, achocolatado, bombom de chocolate, chocolate recheado e chocolate doce.

Outro ponto previsto pela legislação é a obrigatoriedade da informação sobre o percentual total de cacau nos rótulos dos produtos contemplados pela norma.

Os produtos que não atenderem às definições estabelecidas deverão utilizar denominação específica de venda e não poderão apresentar imagens, expressões, cores ou elementos gráficos que possam induzir o consumidor ao erro quanto à natureza do produto, especialmente em relação à identificação como chocolate. A nova lei entrará em vigor em 360 dias após a publicação oficial.





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preços do leite e algodão sobem; banana e suínos caem



Leite e algodão sobem em abril em SP; banana e suínos têm quedas de preço



Foto: Pixabay

Relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, elaborado com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, aponta valorização nos preços do leite e do algodão pagos ao produtor paulista, enquanto banana e suínos registraram retração no mercado.

No setor de lácteos, a menor oferta de leite em função da sazonalidade e a disputa entre laticínios pela compra de matéria-prima contribuíram para a alta superior a 10% nos preços em março. Apesar da recuperação, os valores ainda permanecem 13,3% abaixo da média registrada no mesmo período de 2025.

O algodão em pluma também apresentou valorização. Segundo o levantamento, o preço médio do produto alcançou o maior nível dos últimos nove meses, com avanço de 9,3% em abril. O movimento foi sustentado pelas cotações internacionais e pelo ritmo mais lento de comercialização durante a entressafra.

Em sentido oposto, a banana nanica teve queda de 21,7% em abril. O recuo foi influenciado pelo avanço da safra, que ampliou a oferta da fruta, além de dificuldades logísticas no escoamento da produção.

O mercado de suínos vivos em São Paulo também registrou desvalorização. As cotações caíram 15,1% em relação a março, pressionadas pela redução do consumo doméstico. Embora a demanda externa siga aquecida, o excesso de oferta no mercado interno provocou novas quedas nos preços, acumulando retração próxima de 30% nos últimos 12 meses.

O relatório reúne informações sobre os principais produtos agropecuários e indicadores do agronegócio paulista e brasileiro.

Fonte: ¹ CONAB; ² CEPEA-ESALQ/USP. Elaboração: FAESP/Departamento Econômico.

*Valor referente ao mês de captação do leite cru (mar/26)





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Crédito de carbono ainda desafia produtores


O crédito de carbono ainda avança de forma gradual entre produtores rurais brasileiros. Segundo dados divulgados pela 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, 34% dos entrevistados afirmam conhecer o tema, enquanto 24% desse grupo participam de iniciativas relacionadas à agenda, principalmente por meio da conservação de áreas naturais.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono. A fatia representa 34% dos entrevistados e indica que o assunto ainda está em processo de evolução no campo.

Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento sobre o tema. Já a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% dos produtores que conhecem a pauta.

Para o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, os dados mostram uma oportunidade para ampliar a comunicação sobre sustentabilidade no agro. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais inseridos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%, segundo dados divulgados. Outras práticas também aparecem no levantamento. A adoção de técnicas agrícolas sustentáveis foi citada por 42% dos produtores que participam dessas iniciativas, enquanto ações de reflorestamento foram mencionadas por 34%.

Nesse contexto, Nicodemos avalia que a comunicação pode ajudar a valorizar práticas que já fazem parte da realidade de parte do setor. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”, destaca.

Mudanças climáticas preocupam 86% dos produtores

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, de acordo com a pesquisa, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis. Entre as dificuldades mencionadas estão a falta de informação clara e de apoio técnico, o acesso limitado a recursos e o receio de que a adoção de novas práticas não traga benefícios suficientes.

O resultado indica um cenário em que a percepção sobre os impactos climáticos convive com desafios práticos para avançar na implementação de soluções sustentáveis no campo.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerada o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Nesta edição, foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados. O estudo abrangeu 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

 





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Inmet prevê trimestre de chuva irregular no país


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (11) a nova edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com as projeções para o trimestre entre maio e julho de 2026. O documento reúne previsões climáticas e estimativas de armazenamento de água no solo, com foco no planejamento das atividades agropecuárias em todas as regiões do país.

Segundo o boletim, a previsão indica predominância de chuvas acima da média histórica em grande parte da Região Norte. Os maiores acumulados devem ocorrer entre o norte do Amapá e o nordeste do Pará, onde os volumes podem superar em até 100 milímetros a normal climatológica. Já no sul da Amazônia, a tendência é de chuvas próximas ou abaixo da média. Temperaturas acima da média em boa parte da Região Norte, com elevação de até 1°C em áreas do Acre, Amazonas, Rondônia, sul do Pará e Tocantins. No Amapá e em partes do Baixo Amazonas e Marajó, os índices devem permanecer dentro da média histórica para o período.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Em relação ao armazenamento de água no solo, o Instituto Nacional de Meteorologia informa que os níveis de umidade devem permanecer acima de 70% na maior parte da Região Norte durante maio e junho, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e a manutenção das atividades agropecuárias. O cenário tende a beneficiar principalmente as áreas de milho segunda safra em fase reprodutiva e de maturação no sudeste do Pará e no Tocantins. Por outro lado, a persistência das chuvas pode dificultar operações de colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade e incidência de doenças. A partir de junho, a previsão indica redução dos estoques de água no solo, especialmente no sul do Amazonas, Acre, Rondônia, sul do Pará e Tocantins, com níveis inferiores a 30%.

O boletim aponta que a combinação entre redução da umidade e aumento das temperaturas pode elevar a evapotranspiração e reduzir gradualmente o crescimento das pastagens, afetando a oferta de alimento para os rebanhos em áreas com menor capacidade de retenção hídrica. As projeções também mostram ampliação das áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, sobretudo no sudeste do Pará, sul do Amazonas e Tocantins. Nessas regiões, os déficits podem chegar a 150 milímetros a partir de junho, comprometendo o desenvolvimento das culturas em fase final e dificultando a recuperação das pastagens.

Em contrapartida, áreas do norte do Amazonas, Roraima e Amapá devem registrar excedentes hídricos em junho e julho, com volumes superiores a 130 milímetros. O cenário favorece a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das atividades agrícolas, embora o excesso de chuva possa gerar restrições pontuais às operações de campo.

Para a Região Nordeste, o prognóstico climático prevê chuvas acima da média no centro-norte do Maranhão, norte do Piauí e Ceará, além da faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. As anomalias podem chegar a 100 milímetros acima da média, enquanto o interior da região deve ter precipitações próximas da normal climatológica.

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do Nordeste, com desvios entre 0,25°C e 1°C. Os maiores aumentos são esperados para o sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste da Bahia. O boletim também aponta ampliação das áreas com baixos estoques de água no solo ao longo dos próximos meses.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a tendência é de intensificação do déficit hídrico a partir de junho, especialmente no centro-sul do Maranhão e Piauí, além de áreas do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte e sertão pernambucano, onde os déficits podem alcançar até 150 milímetros. Nessas áreas, a redução da umidade pode comprometer o desenvolvimento das culturas de segunda safra e limitar a recuperação das pastagens. Em contraste, o norte do Maranhão, norte do Piauí e a faixa litorânea devem seguir com condições mais favoráveis às atividades agropecuárias. Os níveis de armazenamento hídrico acima de 70% devem se concentrar no norte do Maranhão, Piauí e Ceará durante maio, tornando-se mais restritos ao litoral nordestino nos meses seguintes.

Na Região Centro-Oeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média em grande parte da região, principalmente no sul de Mato Grosso do Sul, onde as anomalias negativas podem chegar a 50 milímetros. As temperaturas devem seguir acima da média em toda a região, com desvios de até 1°C no centro-sul de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul. O boletim também prevê redução gradual da umidade do solo a partir de junho.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, o avanço do déficit hídrico pode afetar culturas de segunda safra, especialmente o milho em fases de florescimento e enchimento de grãos. O algodão também pode sofrer impactos, principalmente nas áreas em fase reprodutiva. Na pecuária, a redução da umidade tende a comprometer o vigor das pastagens e reduzir a oferta de forragem para os rebanhos, principalmente a partir de junho.

Para a Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais. Os menores acumulados são esperados para o sul e sudeste paulista e extremo sul mineiro. As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente toda a região, com desvios de até 1°C em São Paulo e centro-sul de Minas Gerais. Em áreas do Espírito Santo e Rio de Janeiro, os valores devem permanecer próximos da média climatológica. O boletim aponta ainda redução gradual da umidade do solo ao longo do trimestre. Em julho, grande parte de Minas Gerais, Espírito Santo e áreas do norte paulista e fluminense podem registrar níveis inferiores a 30%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o cenário acende um alerta para culturas de segunda safra, especialmente milho e feijão em Minas Gerais, que devem atravessar fases críticas de demanda hídrica em meio à redução das chuvas e aumento das temperaturas. Para o trigo em São Paulo, as chuvas previstas podem favorecer o desenvolvimento das lavouras, mas o calor e os baixos volumes de precipitação podem limitar o potencial produtivo. Em Minas Gerais, o trigo irrigado tende a ter condições mais favoráveis, embora o aumento das temperaturas também represente um fator de risco.

Na Região Sul, a previsão climática aponta chuvas abaixo da média no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve registrar volumes próximos ou acima da média histórica, principalmente na região central do estado. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a Região Sul, com desvios superiores a 0,5°C. Em áreas do sudoeste do Paraná, oeste catarinense e praticamente todo o território gaúcho, os desvios podem chegar a 2°C acima da média.

O Instituto Nacional de Meteorologia informa ainda que os níveis de umidade do solo devem permanecer satisfatórios ao longo do trimestre, com armazenamento superior a 70% em grande parte da região, favorecendo culturas de inverno e lavouras de segunda safra. O aumento das chuvas no Rio Grande do Sul pode favorecer o surgimento de doenças nas lavouras devido à alta umidade, menor incidência de radiação solar e prolongamento do molhamento foliar.





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Grãos são destaque no projeto Orgulho Paraná em maio


No mês de maio, o Projeto Orgulho Paraná tem como destaque a produção de grãos. Feijão, milho, soja e trigo passam a ocupar o espaço expositivo no gabinete da presidência do Sistema FAEP, reunindo produtos que sustentam a base econômica do setor agropecuário paranaense.

Os grãos estão sendo apresentados em potes de mantimento, organizados em prateleiras, além de em sacos de juta. A ambientação busca aproximar os visitantes da matéria-prima em seu formato natural, ao mesmo tempo em que evidencia a relevância no cotidiano. A exposição também inclui alguns de seus principais derivados.

Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa reforça o papel estratégico dos produtores rurais e a necessidade de ampliar a visibilidade do setor.

“O Orgulho Paraná nasceu justamente para valorizar quem está no campo e mostrar a força da produção paranaense. Os grãos são um exemplo claro disso: estão na base da alimentação, da economia e das exportações do Estado, e precisam ser reconhecidos também pelo público urbano”, afirma o dirigente. “A exposição mostra o grão em si, sua origem e sua importância. Também teremos um vídeo explicativo destacando o papel dessas culturas para o Paraná”, detalha.

Valorização do campo

Lançado em dezembro do ano passado, o projeto Orgulho Paraná fomenta às diferentes cadeias produtivas do Estado, destacando regiões, produtores e produtos que representam a diversidade da agropecuária paranaense. A cada mês, uma nova temática orienta a exposição, instalada em um dos pontos de maior circulação de visitantes dentro da entidade. Já passaram por ali o café, geleias em conserva, erva-mate e vinhos.

O programa é aberto a produtores associados aos sindicatos rurais vinculados ao Sistema FAEP. A participação pode ocorrer por indicação das equipes regionais da entidade ou por iniciativa do próprio produtor, que pode manifestar interesse junto ao sindicato de sua base.

A partir desse contato, a instituição passa a conhecer a trajetória do produtor e as características do produto, construindo a narrativa que será apresentada na vitrine institucional.

Importância econômica

A escolha dos grãos como tema da exposição de maio reflete o peso real dessa produção no Paraná. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado ocupa a segunda posição no ranking nacional, com 13,6% de participação, e lidera com folga no Sul, concentrando mais da metade da colheita da região, que responde por 25,4% da produção brasileira.

Esse protagonismo se reflete nos números das principais culturas agrícolas do Estado. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná lidera a produção nacional de feijão, com estimativa de 597,8 mil toneladas na safra 2025/26, e ocupa a primeira posição na cevada, com 483,3 mil toneladas – cerca de 80% de toda a produção brasileira em 2025. No trigo, responde por 35% do volume nacional, com 2,7 milhões de toneladas colhidas no ano passado. Já na soja e no milho da segunda safra, o Estado aparece na segunda colocação, com produções estimadas em 20,6 milhões e 18 milhões de toneladas, respectivamente, também na safra 2025/26.





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Palestra sobre Reforma Tributária é destaque na Parecis SuperAgro


A reforma tributária e seus impactos diretos na atividade rural foram tema de palestra promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), conduzida pelo analista tributário da entidade, José Cristovão Martins. A apresentação integrou a programação da 17ª Parecis SuperAgro, realizada nesta quinta-feira (16), em Campo Novo do Parecis, e abordou a carga tributária prevista no novo modelo de tributação sobre o consumo, além dos regimes diferenciados aplicáveis ao agronegócio.

José Cristovão vão orientou os produtores rurais sobre as mudanças já em andamento e destacou medidas práticas que precisam ser adotadas para evitar prejuízos financeiros durante o período de transição. Isso porque, o novo modelo exigirá adaptação imediata em processos fiscais, negociais e administrativos.

O analista destacou que a reforma deverá alterar a carga tributária, aumentar obrigações acessórias e mudar a forma como o produtor precisará conduzir suas negociações. Entre os pontos citados estão os impactos sobre contratos de arrendamento, custos de aquisição de bens de capital e a necessidade de reavaliar o fluxo de caixa diante do novo sistema.

“O custo do arrendamento vai sofrer impacto e ter mudança com a reforma tributária. A despesa de caixa do produtor rural vai ser afetado também”, alertou.

O analista da Famato ressaltou ainda que o produtor terá de se adaptar ao modelo de não cumulatividade, baseado no sistema de débitos e créditos. Nesse formato, o imposto pago na compra de insumos poderá gerar crédito para abatimento na venda, o que exigirá maior controle e formalização das operações.

“Tudo aquilo que o produtor comprar com carga tributária, o tributo pago na compra se torna um crédito para ele utilizar na redução dos tributos na venda. É um sistema diferente do que acontecia antes”, pontuou.

Outro alerta feito pelo analista foi sobre o fim do modelo de diferimento atualmente conhecido pelo produtor rural, em que a responsabilidade tributária recai sobre o elo seguinte da cadeia produtiva, o que pode afetar diretamente o planejamento financeiro das propriedades.

Além das mudanças previstas para os próximos anos, José Cristóvão destacou que parte das exigências já começou a valer em 2026, especialmente na emissão de documentos fiscais. Ele explicou que produtores já precisam preencher notas fiscais destacando os novos tributos Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ainda que em alíquotas reduzidas.

A penalidade pode representar pagamento direto de tributo que poderia ser evitado, caso a emissão da nota seja feita corretamente. José Cristóvão informou que atualmente existe um ato normativo suspendendo essa cobrança como forma de teste, mas que a medida deve ser revogada após a regulamentação definitiva.

A formalização será determinante para que o produtor consiga utilizar créditos tributários no novo sistema. “Todas as compras vão ter que ser feitas com nota. Senão, você não tem crédito para abater as saídas. E se não tem crédito, há o risco de prejuízo financeiro”, aponta José.

O analista também explicou que produtores rurais podem buscar orientação técnica sobre as novas regras tributárias por meio dos sindicatos rurais, que atuam como ponte entre o produtor e o Sistema Famato. “O Sindicato Rural do município é o conector com a Famato. Ele leva a necessidade ao sindicato que e já conecta ele conosco”, afirmou.

17ª Parecis SuperAgro

A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio do Sistema Famato/Senar MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul, Sicredi e da Aprosoja MT, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Clima acende alerta para reta final da safrinha



Mapas de previsão apontam grande variabilidade nas chuvas



Foto: USDA

O clima voltou ao centro das atenções do agronegócio em maio, depois de um abril marcado por chuvas irregulares no Brasil e condições mais favoráveis ao plantio nos Estados Unidos. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o cenário brasileiro favoreceu a colheita da soja, mas elevou a preocupação com a segunda safra de milho.

Em abril, o acumulado de precipitações ficou abaixo do registrado em 2025 em parte das principais regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste e no Sudeste. Goiás e Minas Gerais estiveram entre os estados mais afetados pela irregularidade das chuvas.

A condição ajudou no avanço da colheita de soja e milho verão, mas trouxe riscos para lavouras de milho safrinha ainda em desenvolvimento. Em Mato Grosso, os volumes foram considerados suficientes para sustentar as lavouras, enquanto Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais registraram estresse hídrico.

Para o restante de maio, os mapas de previsão apontam grande variabilidade nas chuvas. Os maiores volumes são projetados para o Sul e Sudeste, enquanto a região central do país ainda exige atenção por depender de precipitações consistentes para garantir o enchimento de grãos.

Nos Estados Unidos, o clima favoreceu o avanço do plantio de soja e milho. Temperaturas acima da média no Meio-Oeste aceleraram o preparo do solo e permitiram início mais adiantado da semeadura em relação aos últimos anos.

O relatório também cita dados da NOAA, que indicam cerca de 61% de chance de transição de condições neutras para El Niño entre maio e julho, com persistência até o fim de 2026. Para o produtor brasileiro, o clima seguirá como fator decisivo na reta final da safrinha e no planejamento da próxima safra.





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A Casa do Agro Brasileiro atrai mais de 4 mil visitantes durante exposição…


O estande interativo recebeu crianças e adultos ao longo dos quatro dias da feira agropecuária

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) apresentou a Casa do Agro Brasileiro no Parecis SuperAgro. Durante o evento, mais de 4 mil pessoas visitaram o espaço e conheceram diversos produtos que contêm soja ou milho na composição. Com a estrutura da casa, a entidade atingiu o objetivo de mostrar à população que os grãos vão além da exportação.

A Casa do Agro Brasileiro foi planejada e executada para ser apresentada na feira agropecuária. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, destacou a oportunidade de os visitantes conhecerem mais sobre o uso da soja e do milho.

“A Casa do Agro Brasileiro foi feita para toda a população do Oeste de Mato Grosso. Por aqui passaram muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer tudo que leva soja e milho na composição, não só em alimentos, mas também em cosméticos que são usados no dia a dia e em muitos outros produtos. Quem passou por aqui teve a oportunidade de ver isso e compartilhar com amigos e familiares”, disse.

A delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Karine Martelli, também visitou a casa e se impressionou com a nova proposta do estande da Aprosoja MT. Para ela, a visitação valoriza o produto dos produtores rurais, já que mostra que a soja e o milho estão em todos os cômodos da casa.

“A Casa do Agro trouxe para a população uma imersão dentro dos nossos próprios lares. Então, até para mim, que faço parte do sindicato, da Aprosoja Mato Grosso e sou produtora rural, foi uma visita repleta de surpresas. Neste ano, a entidade nos trouxe essa imersão e pudemos descobrir vários lugares em que a soja e o milho estão inseridos e que nós nem imaginávamos. Para a população como um todo, assim como para nós, produtores rurais, isso trouxe uma valorização do nosso produto, porque conseguimos perceber o quanto somos dependentes de tudo isso que é produzido aqui”, relatou.

Ao longo das visitas, muitos produtos chamam a atenção dos visitantes, principalmente os não convencionais, como itens de higiene e de beleza, que contêm glicerina de soja na composição. A delegada coordenadora do núcleo de Sapezal, Marlise Marafon, se impressionou com o uso do amido de milho na produção de remédios.

“Eu fiquei encantada conhecendo a Casa da Aprosoja Mato Grosso hoje, porque não fazia ideia da dimensão do esclarecimento que esse espaço traz para a população em geral. Eu, que sou produtora e conheço os produtos que contêm soja e milho, fiquei surpresa ao saber que a cápsula do comprimido também é composta por amido de milho. Então, estão de parabéns quem pensou essa casa e, principalmente, quem a idealizou”, destacou.

Durante os quatro dias de portas abertas no Parecis SuperAgro, a casa recebeu diversas autoridades e figuras públicas. Houve também a presença do biólogo e apresentador Richard Rasmussen, que provou e elogiou o cappuccino de soja servido durante a visitação.

O ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, visitou a casa no último dia da feira e afirmou que o espaço contribui para o entendimento da população sobre onde os grãos produzidos em Mato Grosso são consumidos.

“Cada um desses produtos aqui da casa tem um pouco de soja. A gente pensa que a soja é só para exportação, mas ela está na maionese, no refrigerante. Isso aqui é um trabalho da Aprosoja Mato Grosso. Bolacha, achocolatados, Nescau, Toddynho, todos contêm soja. Hoje, ela faz parte da rotina da alimentação do brasileiro. Parabéns à Aprosoja Mato Grosso pelo trabalho”, explicou.

O jornalista e escritor Leandro Narloch destacou a experiência que teve ao acompanhar pela segunda vez o estande da Aprosoja MT. Narloch palestrou na feira e afirmou que também aprende muito em contato com o produtor rural.

“É um prazer para mim não só dar palestra e expor meus pontos de vista em um evento como esse, mas também aprender. Quando a gente vem para cá, especialmente quem mora em São Paulo e tem pouco contato com o campo, aprende muito sobre a realidade do agro brasileiro”, disse.

Com o evento, a Aprosoja MT fecha a terceira participação em feiras agropecuárias de Mato Grosso e alcança o objetivo de levar informações sobre a agricultura à sociedade. Na próxima semana, com participação na Norte Show, de 21 a 24 de abril, a entidade leva a Casa do Agro Brasileiro e encerra o calendário de participação nas principais feiras do estado.





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Brasil abre mercado de ovos na Coreia do Sul



Brasil chega a 602 aberturas de mercado



Foto: Divulgação

O governo brasileiro concluiu as negociações para exportação de ovos e produtos derivados à Coreia do Sul, ampliando o acesso da avicultura nacional ao mercado asiático. A abertura permitirá o envio de produtos destinados tanto ao consumo direto quanto à indústria alimentícia.

Segundo o governo, a medida amplia as oportunidades para o setor avícola brasileiro em um dos principais mercados da Ásia. Em 2025, as exportações do agronegócio brasileiro para a Coreia do Sul somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, fumo, algodão e couro.

O avanço nas negociações ocorre após a missão presidencial realizada à República da Coreia em fevereiro de 2026. Durante a agenda, os dois países assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, medidas sanitárias e fitossanitárias, bioinsumos, inovação e desenvolvimento rural.

De acordo com o governo brasileiro, a missão contribuiu para fortalecer o diálogo sanitário entre os países e acelerar tratativas de interesse do setor agrícola nacional.

Com a nova autorização, o agronegócio brasileiro alcança 602 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado, segundo o comunicado, é fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

A expectativa é de que a abertura fortaleça a presença dos produtos brasileiros no mercado sul-coreano e amplie as oportunidades comerciais para a cadeia de proteína animal.





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