quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Mapa entrega tratores do Promaq para três municípios catarinenses



Mapa investe R$ 398,9 mil em tratores para SC



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, nesta quinta-feira (2), três tratores agrícolas a municípios de Santa Catarina como parte das ações do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). A cerimônia foi realizada na sede da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina (SFA-SC).

Os municípios de Agrolândia, Santa Terezinha e São José do Cedro receberam um trator agrícola cada. O investimento total da iniciativa foi de R$ 398,9 mil.

De acordo com o ministério, os equipamentos serão utilizados para fortalecer as atividades agrícolas, ampliar o apoio aos pequenos produtores e aumentar a capacidade de atendimento às demandas das comunidades rurais, especialmente em ações voltadas à produção e à manutenção da infraestrutura no campo.

O superintendente de Agricultura e Pecuária em Santa Catarina, Ivanor Boing, destacou os impactos da entrega para os municípios beneficiados.

“Os tratores representam mais eficiência e melhores condições de trabalho para os municípios e produtores rurais. São investimentos que fortalecem a agricultura, ampliam a capacidade de atendimento no campo e contribuem diretamente para o desenvolvimento das comunidades rurais”, afirmou.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, os investimentos do Promaq em Santa Catarina já ultrapassam R$ 15 milhões. O programa tem como objetivo modernizar a infraestrutura agrícola e ampliar o apoio aos municípios do estado por meio da entrega de máquinas e equipamentos destinados ao setor rural.





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Cesta básica fica mais barata em Salvador em junho


O custo da cesta básica em Salvador caiu 0,80% em junho de 2026, na comparação com maio, e passou a custar R$ 651,78. A redução corresponde a R$ 5,23, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), divulgado pelo Governo da Bahia.

O cálculo foi realizado com base em 3.397 cotações de preços coletadas em 89 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Entre os 25 produtos que compõem a cesta básica, 13 apresentaram queda de preços. As maiores reduções foram registradas na linguiça calabresa, que recuou 7,96%, seguida pela maçã, com queda de 7,57%, cebola, com 5,05%, queijo muçarela, com 4,77%, pão francês, com 4,25%, tomate, com 4,23%, banana-prata, com 4,19%, farinha de mandioca, com 4,09%, carne de segunda, com 3,34%, açúcar cristal, com 2,03%, arroz, com 1,98%, café moído, com 1,50%, e carne de primeira, com redução de 0,86%.

Por outro lado, 12 produtos ficaram mais caros em junho. O flocão de milho liderou as altas, com avanço de 15,64%, seguido pela cenoura, que subiu 8,38%, feijão, com alta de 7,72%, queijo prato, com 6,98%, carne de sertão, com 6,57%, batata inglesa, com 6,49%, óleo de soja, com 3,35%, ovos de galinha, com 2,15%, leite, com 1,84%, frango, com 1,08%, manteiga, com 0,33%, e macarrão, com aumento de 0,22%.

O levantamento mostra ainda que os alimentos tradicionalmente consumidos no almoço dos soteropolitanos, grupo formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registraram redução de 0,53% no mês e responderam por 38,58% do valor total da cesta básica.

Já o conjunto de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 1,19% em junho, representando 31,81% do custo da cesta.

Mesmo com a redução no valor, a cesta básica continua comprometendo parte significativa da renda dos trabalhadores. Segundo a SEI, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 95 horas e 37 minutos de trabalho para adquirir os produtos da cesta em junho. O valor corresponde a 43,47% do salário mínimo líquido de R$ 1.499,43, já descontada a contribuição de 7,50% para a Previdência Social.





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Exportações de frutas crescem mais de 20% no Brasil


Celebrado nesta quarta-feira (1º), o Dia Mundial das Frutas destaca a importância da fruticultura para a segurança alimentar, a geração de renda e o comércio internacional. O Brasil segue ampliando sua participação no mercado externo e ocupa a 13ª posição entre os segmentos do agronegócio brasileiro que mais exportam.

Em 2025, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,57 bilhão, com o embarque de 1,309 milhão de toneladas. O resultado representa crescimento de 20,8% em relação a 2024, quando as vendas externas alcançaram US$ 1,3 bilhão.

A pauta exportadora reúne principalmente frutas frescas e secas, com destaque para manga, melão, limão e lima, uva, melancia, mamão, abacate e banana. Os principais destinos da produção brasileira continuam sendo a União Europeia e os Estados Unidos.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a evolução do setor e relembrou uma conquista recente para a fruticultura nacional.

“O crescimento das exportações demonstra a competitividade da produção brasileira. Um dos momentos mais marcantes que vivi à frente do Ministério foi acompanhar, no Vale do São Francisco, o embarque do primeiro contêiner de uvas destinado ao mercado europeu com tarifa zero. Essa conquista fortalece a competitividade do nosso produto, amplia as oportunidades para os produtores e demonstra a confiança internacional na qualidade da produção brasileira”, afirmou.

O desempenho positivo também se mantém em 2026. Até maio, as exportações já haviam alcançado US$ 663 milhões, alta de 20,3% em comparação com o mesmo período de 2025, quando as vendas externas somaram aproximadamente US$ 551 milhões.

Além do crescimento nas exportações, o Brasil ampliou o acesso de seus produtos ao mercado internacional. Desde 2023, foram abertas cerca de 30 novas oportunidades de mercado para frutas brasileiras, fortalecendo a presença do país no comércio global e ampliando as possibilidades de negócios para os produtores nacionais.

 





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Troféu Agroleite anuncia finalistas da premiação 2026


O Agroleite divulgou na tarde desta quarta-feira, dia 01 de julho, os finalistas do Troféu Agroleite 2026, prêmio considerado o “Oscar” da pecuária leiteira nacional. O prêmio é uma iniciativa da Cooperativa Castrolanda, organizadora do Agroleite, com o objetivo de homenagear e incentivar os melhores desempenhos e práticas da cadeia do leite.

Nesta edição serão premiadas 14 categorias: Genética, Saúde e bem-estar animal, Nutrição, Sementes, Ordenha e Refrigeração, Embalagens, Associação de Produtor, Tratores, Implementos agrícolas, Fazenda Referência, Agente Financeiro, Laticínios, Pesquisa e Desenvolvimento e Mídia.

Gustavo Viganó, gerente do Agroleite e do Parque Tecnológico Agroleite, destaca que a premiação completa 25 anos em 2026 e passou por importantes mudanças nos últimos dois anos para ser cada vez mais representativa e refletir a percepção daqueles que utilizam, conhecem e convivem com os produtos, serviços e diferenciais das marcas no dia a dia da cadeia leiteira. “Parabéns aos finalistas por chegarem à etapa final, uma conquista que já chancela a qualidade e a dedicação ao trabalho que realizam”, destaca o gestor.

O presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, menciona que a premiação conquistou relevância, mas que o grande valor do evento vai muito além da entrega dos troféus. “O mais importante em todo o processo está em reunir, no mesmo espaço, diferentes elos da cadeia do leite, para celebrar a cadeia do leite e fortalecer o nosso compromisso em crescer juntos. Todo o setor ganha quando compartilhamos conhecimento e estreitamos parcerias”, ressalta Bouwman.

Assim como no Oscar, os vencedores de cada categoria serão conhecidos na cerimônia de premiação, que este ano acontecerá em 05 de agosto, às 20 horas, no Memorial da Imigração Holandesa- Moinho Castrolanda. O evento é restrito para convidados, mas será transmitido ao vivo pelo Canal do Leite, no Youtube, com a participação dos finalistas e de personalidades do agronegócio. O evento é uma das atrações da programação oficial do Agroleite.

Os finalistas são:

– Genética: Alta Genetics, Select Sires e Semex;

– Saúde e bem-estar animal: MSD, Ourofino e Zoetis;

– Nutrição: DSM-Tortuga, Nutron e Polinutri;

– Sementes: Agroceres, Biomatrix e Pioneer;

– Ordenha e Refrigeração: DeLaval, Gea e Lely;

– Embalagens: BrasilPack, Grupo Copobras e Tetra Pak;

– Associação de Produtor: Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) e Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH);

– Tratores: John Deere, Massey Ferguson e New Holland;

– Implementos Agrícolas: Casale, Kuhn e Stara;

– Fazenda Referência: Agro Arkafla, Agropecuária Fini e Fazenda Colorado;

– Agente Financeiro: Banco do Brasil, Sicoob e Sicredi;

– Laticínios: Aurora Coop, Lactalis e Piracanjuba;

– Pesquisa e Desenvolvimento: Embrapa Gado de Leite, Esalq-USP e Fundação ABC;

– Mídia: Balde Branco, Canal do Leite e Milk Point.

Agroleite 2026: O Agroleite 2026, vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina, será realizado entre os dias 03 a 07 de agosto em Castro-PR, a Capital Nacional do Leite, no Parque Tecnológico Agroleite e Parque Dario Macedo. Todas as informações da programação são divulgadas no site www.agroleitecastrolanda.com.br, no aplicativo Meu Agroleite e nas redes sociais @agroleitecastrolanda. O evento é aberto ao público e gratuito.

Parceria e patrocinadores Diamante: O evento é realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná e Prefeitura Municipal de Castro. Na cota diamante o Agroleite 2026 recebe a assinatura de Alta Genetics, Biofarm, Boehringer Ingelheim, CBC Seguros, Ceva, Cogent Iamax, Coonagro, De Heus, Grupo Calpar, Grupo Barigui, Hércules- Estruturas e Construtora, Inpasa, JA Saúde Animal, Lactalis, Lely, Menarim Agro, MSD Saúde Animal, Nobre Nutrição Animal, Nutrição Castrolanda, Nutrivital, Nutron, Ourofino Saúde Animal, Seal Plus, Select Sires, Sicredi, ST Genetics, Tortuga, UCB Vet Saúde Animal e Vaccinar.





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El Niño reforça cuidados com o solo



A descompactação melhora a drenagem, a aeração e o desenvolvimento das raízes


A descompactação melhora a drenagem, a aeração e o desenvolvimento das raízes
A descompactação melhora a drenagem, a aeração e o desenvolvimento das raízes – Foto: OceanOPS

A intensificação do El Niño em 2026 aumenta a importância do preparo do solo antes da safra. Em áreas com excesso de chuva, a compactação reduz a infiltração de água e eleva o risco de erosão, encharcamento e perdas produtivas. Já em regiões sujeitas à estiagem, limita o armazenamento de água em profundidade.

Segundo boletim da NOAA, há 63% de chance de o fenômeno atingir forte intensidade entre novembro e janeiro. No Brasil, o Inmet aponta maior risco de seca no Norte e Nordeste e de chuvas volumosas no Sul. “Um solo menos compactado infiltra mais água, drena melhor e favorece o aproveitamento de água e nutrientes pelas plantas. Dessa forma, a descompactação deixa de ser uma operação pontual e passa a integrar a estratégia de redução de risco”, afirma Henrique Figueiredo Moscatelli, engenheiro agrônomo e analista de inovação do Grupo Piccin.

A descompactação melhora a drenagem, a aeração e o desenvolvimento das raízes. A operação, porém, deve considerar a umidade do solo, a profundidade da camada compactada e o ajuste correto dos equipamentos. O uso do penetrômetro ajuda a identificar os pontos que exigem intervenção. “Em áreas planas ou com baixa drenagem, o problema também pode aparecer na forma de alagamento. Quando a água permanece acumulada por vários dias, as raízes sofrem com a falta de oxigênio, o que compromete o desenvolvimento da planta”, explica o especialista.

“O produtor não controla o clima, mas controla o preparo do solo. É aí que se ganha ou se perde antes mesmo de plantar. Uma safra produtiva não começa na semente, começa no perfil das áreas de lavoura”, reforça o especialista.

 





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Chuva, vento forte e geada no Sul na quinta e sexta-feira


A atuação de uma frente estacionária manterá o risco de temporais no Sul do Brasil entre quinta-feira (2) e sexta-feira (3), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão informa que a chuva intensa continuará acompanhada por descargas elétricas, rajadas de vento que podem superar 80 km/h e possibilidade de queda de granizo, principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

De acordo com o instituto, as áreas mais afetadas deverão ser o centro-norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o sul e sudoeste do Paraná ao longo de quinta-feira e entre a madrugada e a manhã de sexta-feira. No decorrer da sexta, a tendência é de redução da intensidade dos temporais. Com o avanço de uma massa de ar frio, as temperaturas devem cair de forma mais acentuada na Região Sul, favorecendo a formação de geadas em áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na Região Norte, a previsão para quinta-feira indica pancadas de chuva isoladas, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento, sobre o oeste e norte do Amazonas, Roraima, Amapá, Ilha do Marajó, além do noroeste e nordeste do Pará. No oeste do Acre, as precipitações devem ocorrer principalmente durante a tarde. As temperaturas mínimas devem ficar em torno de 13°C, enquanto as máximas variam entre 36°C e 38°C. O INMET também mantém o alerta para baixa umidade do ar, entre 20% e 30%, em áreas de Tocantins, Rondônia e sul do Pará, onde o tempo seguirá estável.

Na sexta-feira, as chuvas mais intensas devem se concentrar na faixa norte do Amazonas. No norte do Pará, Amapá, Roraima e oeste do Acre, a previsão é de pancadas rápidas e localizadas, principalmente durante a tarde. As temperaturas permanecem estáveis, com mínimas próximas de 13°C e máximas entre 35°C e 37°C, enquanto a umidade do ar continuará abaixo de 30% em Tocantins e no sul do Pará.

No Nordeste, a previsão para quinta e sexta-feira é de tempo seco em grande parte da região, especialmente no interior. A nebulosidade será maior na faixa leste devido ao transporte de umidade vindo do oceano, com possibilidade de chuvas fracas e isoladas entre o Rio Grande do Norte e a Bahia. No Sertão, a umidade relativa do ar deverá variar entre 20% e 30%, enquanto as temperaturas mínimas ficam entre 11°C e 13°C e as máximas entre 34°C e 36°C.

Para o Centro-Oeste, o instituto prevê tempo firme e ausência de chuva durante os dois dias. A chegada de uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas em áreas do oeste e sul de Mato Grosso, principalmente na sexta-feira. A umidade relativa do ar deve permanecer entre 20% e 30% no período da tarde. As mínimas variam entre 7°C e 9°C, enquanto as máximas alcançam entre 34°C e 36°C.

Na Região Sudeste, a quinta-feira será marcada pelo predomínio de tempo estável, sem previsão de chuva, devido à influência de um sistema de alta pressão. As temperaturas mínimas devem ficar entre 8°C e 10°C no sul de Minas Gerais, enquanto as máximas chegam a 32°C no oeste paulista e no Rio de Janeiro. A umidade relativa do ar inicia o dia entre 90% e 95% e diminui para valores entre 35% e 40% durante a tarde.

Na sexta-feira, a passagem de uma frente fria próxima ao litoral e a entrada de umidade do oceano devem provocar chuvas isoladas no Rio de Janeiro e na faixa leste de São Paulo. Em Minas Gerais, Espírito Santo e no centro-oeste paulista, incluindo a região metropolitana de São Paulo, o tempo seguirá firme. As temperaturas também começam a cair, com mínimas entre 6°C e 8°C no sul mineiro. As máximas devem atingir cerca de 30°C no oeste paulista, entre 14°C e 16°C no centro-leste de São Paulo e aproximadamente 23°C no Rio de Janeiro.

Na Região Sul, a quinta-feira continuará sendo o dia mais crítico. O INMET mantém aviso de grande perigo para acumulados elevados de chuva, com possibilidade de volumes superiores a 60 mm por hora ou 100 mm em um único dia entre o sul do Paraná, Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul. Também há previsão de ventos intensos no litoral gaúcho, com rajadas próximas de 60 km/h. As temperaturas mínimas ficam em torno de 2°C no extremo sul do Rio Grande do Sul, enquanto as máximas chegam a 28°C e 30°C no extremo noroeste do Paraná.

Na sexta-feira, o tempo tende a estabilizar em praticamente toda a região, permanecendo apenas a possibilidade de chuvas isoladas na faixa litorânea do Paraná e de Santa Catarina entre a manhã e a tarde. A entrada de uma área de alta pressão deverá favorecer a queda das temperaturas e a ocorrência de geadas entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. O INMET prevê temperaturas negativas em áreas do Rio Grande do Sul e da Serra Catarinense, enquanto as máximas podem alcançar até 24°C no extremo noroeste do Paraná.





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Fundesa-RS altera modelo de arrecadação para bovinos e búfalos a partir de julho


A cadeia produtiva de bovinos e búfalos de corte e leite no Rio Grande do Sul passa a adotar um novo modelo de contribuição ao Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), vinculado aos dados da Declaração Anual de Rebanho. A mudança encerra o recolhimento realizado no momento do abate, transferindo a cobrança para a base do rebanho declarado, com pagamento feito diretamente pelo produtor.

A medida deveria valer a partir de 1º de julho, mas em função da prorrogação do prazo para a Declaração Anual de Rebanho até o dia 10 de julho, a emissão do boleto poderá ser realizada a partir do dia 15 deste mês. Com a alteração, todos os criadores passam a participar da manutenção do fundo proporcionalmente ao número de animais declarados, independentemente da destinação para o abate.

Cada pecuarista com propriedade cadastrada no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) da Secretaria da Agricultura, e que tiver o cadastro atualizado, receberá, por e-mail, o link para  geração do boleto. Caso a mensagem não seja recebida, o produtor deverá acessar o site do Fundesa, clicando no banner que será disponibilizado a partir do dia 15. O valor corresponde a R$ 1,33 por animal declarado. A saída definitiva de animais vivos para outros estados ou países também pagará R$ 1,33 por cabeça. Já animais que retornam ao Rio Grande do Sul após participação em eventos e exposições não sofrem nova taxação, conforme o regulamento do fundo.

Para animais com valor genético, reprodutores, o pagamento é de R$ 2,67, porém a emissão deverá ser realizada como antes, via site guiasfundesa.com.br.

Procedimentos para pagamento

O pagamento da contribuição deve ser efetuado até o último dia útil de julho. Devido à prorrogação do prazo da Declaração Anual de Rebanho em 2026, o prazo para quitação sem incidência de juros ou multas foi estendido até 31 de agosto. Os produtores com cadastro atualizado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) receberão o link para emissão do boleto via e-mail, pelo remetente  [email protected]. Caso a notificação não seja recebida, o contribuinte deve acessar o site oficial do Fundesa-RS (fundesa.com.br), selecionar o banner específico para bovinos e búfalos que será disponibilizado a partir do dia 15 de julho, e inserir CPF ou CNPJ para gerar a guia.

Em caso de divergências ou dificuldades na emissão, o Fundesa-RS disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (51) 4042-1901.

Finalidade do fundo

O Fundesa-RS é um fundo privado, constituído por entidades representativas de produtores e agroindústrias das cadeias de aves, suínos e bovinos de corte e leite. Os recursos arrecadados se destinam a indenizações ágeis e transparentes de produtores em casos de focos de doenças como a febre aftosa. O Fundo também atua, através de um Plano de Ação elaborado junto à Secretaria da Agricultura, para o custeio de equipamentos, treinamentos e tecnologias voltados à defesa agropecuária.

A manutenção da regularidade junto ao Fundesa é condição para que a propriedade seja elegível ao recebimento de indenizações por sacrifício sanitário.





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Câmara avança em proposta para proteger o agro de barreiras ambientais internacionais


A Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o parecer do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) ao Projeto de Lei 3.838/2024, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). Ambos integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

A proposta cria instrumentos para que o Brasil possa reagir a medidas ambientais unilaterais adotadas por outros países ou blocos econômicos, quando essas exigências prejudicarem a competitividade dos setores produtivos brasileiros, incluindo o agro.

O texto aprovado atualiza o projeto para alinhá-lo ao novo marco legal do mercado de carbono e à Lei da Reciprocidade Econômica. A matéria havia sido apresentada antes da aprovação da Lei nº 15.042/2024, que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), e da Lei nº 15.122/2025, que trata da reciprocidade econômica. 

Com o substitutivo, o projeto deixa de criar um mecanismo autônomo e passa a prever que o ajuste de carbono nas fronteiras, já previsto no SBCE, poderá ser utilizado conforme a legislação vigente e os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Segundo o relator, a atualização preserva o objetivo da proposta, que é proteger a economia brasileira diante de medidas comerciais externas com impacto sobre a produção nacional.

“O substitutivo adequa o projeto ao novo marco legal, harmonizando a proposta com a legislação vigente sem criar novas obrigações”, afirmou o deputado Jadyel Alencar.

“Com isso, fortalecemos a segurança jurídica e os instrumentos de defesa da competitividade brasileira, preservando a coerência do ordenamento jurídico”, acrescentou o relator.

Autora da matéria, a deputada Coronel Fernanda afirmou que o projeto garante tratamento mais equilibrado nas relações comerciais internacionais, especialmente diante de exigências ambientais impostas por outros mercados.

“O Brasil precisa dispor de instrumentos compatíveis com sua legislação para responder a medidas que prejudiquem nossos produtores e nossas empresas. A proposta reforça o princípio da reciprocidade e valoriza o compromisso ambiental já assumido pelo país, preservando a competitividade dos setores produtivos brasileiros”, disse a parlamentar.

Como funcionará o mecanismo

O substitutivo aprovado estabelece que o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras poderá ser aplicado em resposta a medidas unilaterais adotadas por países ou blocos econômicos que afetem negativamente a competitividade dos setores regulados pelo SBCE.

A aplicação, no entanto, ficará condicionada à implementação plena do sistema nacional de comércio de emissões. 

Com a aprovação do parecer na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o projeto fica apto para apreciação pelo Plenário da Câmara dos Deputados.





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Boi gordo volta a cair em São Paulo


O mercado do boi gordo iniciou esta quarta-feira (1º) com novas quedas nas cotações em São Paulo. Segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, a arroba do boi gordo e do “boi China” recuou R$ 2,00, enquanto os preços das fêmeas permaneceram estáveis.

De acordo com a consultoria, a pressão sobre os preços foi resultado da maior disponibilidade de carne bovina no mercado interno, aliada ao ritmo ainda lento das vendas.

A análise destaca que o volume de negócios seguiu reduzido, já que os pecuaristas mantiveram resistência em negociar nos valores atuais de referência. Ao mesmo tempo, os compradores continuaram pressionando as cotações.

As escalas de abate atendiam, em média, sete dias.

No Rio de Janeiro, a cotação do boi gordo caiu R$ 3,00 por arroba, enquanto os preços das fêmeas permaneceram inalterados.

Já em Roraima, a Scot Consultoria informou que não houve alteração nas cotações. As escalas de abate também atendiam, em média, sete dias.

O levantamento também destacou o encerramento do contrato futuro do boi gordo com vencimento em junho de 2026 na B3. No último dia útil de junho, em 30 de junho, ocorreu a liquidação do contrato BGIM26, cuja cotação da arroba, conforme o indicador da B3, foi de R$ 337,58.

Na mesma data, o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada registrou R$ 338,84 por arroba. Já o indicador do boi gordo da Scot Consultoria, considerando a média móvel dos últimos cinco dias, fechou em R$ 341,34 por arroba.





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Temporais persistem e elevam alerta no Sul


A frente fria continua atuando sobre a Região Sul e deve manter o tempo instável até esta quinta-feira (2), com previsão de chuva intensa, temporais, rajadas de vento e acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em diversas áreas, segundo informações do Meteored. O cenário aumenta o risco de alagamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e outros transtornos.

Além das chuvas volumosas, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta amarelo de perigo potencial para ventos costeiros, abrangendo desde o sul do Rio Grande do Sul até áreas próximas a Florianópolis, em Santa Catarina.

De acordo com a análise meteorológica, o Índice de Previsão Extrema (EFI – Extreme Forecast Index) indica que o evento previsto para esta quarta-feira (1º) está entre os 1% mais intensos para o período. Conforme o indicador, quando o EFI supera 0,8, “existe uma probabilidade altíssima de que condições meteorológicas muito incomuns ou extremas aconteçam na prática”.

A previsão do modelo europeu ECMWF aponta que as chuvas mais intensas desta quarta-feira devem atingir os três estados da Região Sul, com maior preocupação para o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, onde permanece o risco de tempestades severas.

As instabilidades seguem durante a madrugada e a manhã de quinta-feira (2). O noroeste, o norte e a Serra Gaúcha concentram os maiores volumes previstos, acompanhados de trovoadas e descargas elétricas, aumentando a possibilidade de alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Ao longo da tarde, a chuva perde intensidade no noroeste gaúcho, mas continua sobre outras áreas do Rio Grande do Sul, além do oeste, centro e sul catarinense e do sudoeste do Paraná. Durante a noite, a atenção se volta para o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, onde o modelo utilizado pelo Meteored aponta elevado potencial para novas tempestades.

Até o fim de quinta-feira, os maiores acumulados devem ser registrados no norte do Rio Grande do Sul, com volumes superiores a 100 milímetros em municípios como Getúlio Vargas, Sarandi e Erechim. No interior catarinense, a faixa entre Caçador e Florianópolis poderá registrar mais de 80 milímetros de chuva.

No Paraná, os acumulados previstos são menores, mas o sudoeste do estado permanece em atenção, com previsão entre 25 e 70 milímetros e possibilidade de volumes isolados superiores a 100 milímetros.

Além da chuva, os ventos também devem ganhar força nos próximos dias. A previsão indica que até mesmo Porto Alegre e Florianópolis podem registrar queda de galhos e árvores em razão das rajadas.

Os ventos começam a se intensificar durante a madrugada de quinta-feira no sul do Rio Grande do Sul, com velocidades próximas de 40 km/h. Ao longo da manhã, a intensidade aumenta e alcança até 60 km/h em áreas do leste, sul e oeste gaúcho.

Durante a noite, embora a força dos ventos diminua no interior, o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve permanecer em alerta para rajadas que podem atingir 80 km/h, com potencial para provocar queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.





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