segunda-feira, junho 1, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Nova tabela de alimentação para tilápias reduz custos


A Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) desenvolveu uma tecnologia que pode promover uma economia de até 7% no custo de alimentação das tilápias cultivadas em tanques-rede. Esse é o principal resultado da pesquisa que está sendo divulgada por meio do novo Comunicado Técnico, já disponível gratuitamente. O estudo valida, para o Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a tilápia-do-nilo criada em tanques-rede — condição predominante na piscicultura do estado. O lançamento oficial da tecnologia será na Agrotins, próxima quinta-feira (14), 10h, durante a VII Reunião Técnica – Produção de Peixes em Tanques-Rede nos Reservatórios do Tocantins. O evento acontecerá no Pavilhão da Pesca e Aquicultura.

“É uma tecnologia que valida, pela primeira vez para as condições do Tocantins, uma tabela de alimentação específica para a engorda da tilápia em tanques-rede. Até então, os produtores utilizavam tabelas desenvolvidas para outras regiões, como os reservatórios de Serra da Mesa e Cana Brava, em Goiás”, destaca a pesquisadora Ana Paula Oeda, líder da pesquisa.

A validação demonstrou que é possível reduzir em 10% a quantidade de ração fornecida, sem comprometer o crescimento, a sobrevivência e o rendimento de carcaça dos peixes. Além do aumento na eficiência de utilização de ração (insumo mais caro em uma piscicultura), há redução do impacto ambiental e aumento da rentabilidade da atividade. O documento também fortalece a cadeia produtiva da tilápia no Tocantins, oferecendo orientações práticas aos piscicultores sobre boas práticas de alimentação.

A ração representa até 80% dos custos na engorda de tilápias, e pequenos ajustes podem reduzir significativamente o gasto do produtor, sem comprometer o desempenho dos peixes.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a tabela ainda precisa ser validada em outros estados. “A tecnologia pode ser aplicada em regiões com condições ambientais e sistemas produtivos semelhantes aos do Tocantins. No entanto, recomenda-se que a tabela seja ajustada e validada localmente, pois fatores como qualidade da água, manejo e densidade de estocagem podem influenciar o consumo e utilização da ração e o crescimento dos peixes”, ressalta.

Pesquisadores testaram, no reservatório de Lajeado, uma adaptação da tabela tradicionalmente usada na região de Serra da Mesa, comparando o manejo usual com outro que reduziu em 10% a taxa de alimentação semanal. Os resultados comprovaram que a redução não comprometeu o crescimento nem a conversão alimentar dos peixes. Mantendo-se o desempenho zootécnico, o manejo otimizado diminuiu o custo final de produção: um peixe que sairia por R$ 7,00/kg, com o novo protocolo, pode chegar a R$ 6,51/kg.

A tabela validada apresenta, semana a semana, as recomendações para produtores que trabalham com peixes entre 190 g e acima de 1 kg. O documento define número de refeições diárias (quatro), taxa de alimentação (baseada no percentual da biomassa), nível de proteína das rações (32%) e granulometria dos pellets (de 4–6 mm, passando para 6–8 mm conforme o crescimento). A publicação também traz exemplos práticos de cálculo da quantidade diária de ração a partir da biomassa do viveiro — facilitando a adoção do manejo proposto.

Nos estudos conduzidos pela Embrapa, os peixes passaram de 210 g para 936 g em 119 dias, com conversão alimentar média de 1,7 e taxa de sobrevivência de 97%. Esses indicadores reforçam a segurança técnica da tabela para as condições ambientais do Tocantins.

Segundo Oeda, não basta o produtor apenas adotar os dados da tabela para obter economia nas despesas com ração na criação de tilápias. “É fundamental também evitar sobras de ração nos tanques-rede; utilizar comedouros; fixar horários de alimentação; realizar biometrias periódicas para acompanhar o crescimento dos peixes e, por fim, armazenar a ração em condições adequadas”, ressalta a pesquisadora. Todas essas recomendações estão descritas no Comunicado Técnico.

Apesar de ter produzido apenas 700 toneladas de tilápia em 2024 — reflexo da recente regulamentação dos tanques-rede no estado — o Tocantins possui um enorme potencial: a capacidade de suporte estimada é de 290 mil toneladas por ano. A validação de uma tabela alimentar regionalizada representa um passo importante para impulsionar o setor, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtores locais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Algodão avança em vendas, mas Mato Grosso reduz área da safra 2025/26



Algodão exige planejamento financeiro mais seletivo.



Foto: Canva

O algodão também entra no radar de Sinop e do norte de Mato Grosso. Segundo boletim do Imea divulgado pelo Sistema Famato, a comercialização da safra 2025/26 avançou em abril e alcançou 68,89% da produção estimada.

O avanço foi impulsionado por um cenário mais favorável no mercado internacional. As cotações da fibra na Bolsa de Nova York estimularam produtores a negociar volumes maiores da produção.

Apesar da melhora comercial, o Imea reduziu a estimativa de área destinada ao algodão em Mato Grosso para 1,38 milhão de hectares, recuo de 11,11% em relação à safra 2024/25.

A produção de algodão em caroço foi projetada em 6,14 milhões de toneladas, queda de 16,04% frente ao ciclo anterior. A redução está associada à rentabilidade mais apertada e aos elevados custos de produção.

Para regiões produtoras e polos de serviços como Sinop, o algodão exige planejamento financeiro mais seletivo. A escolha de áreas mais produtivas, a negociação antecipada e o monitoramento climático serão determinantes para preservar margens.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja mantém produção elevada no Paraná



O Paraná segue como um dos principais estados produtores de grãos do país



Foto: Seane Lennon

Ponta Grossa acompanha uma safra paranaense de soja estimada em 21,74 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, segundo o Deral. A área da primeira safra está projetada em 5,746 milhões de hectares.

O Paraná segue como um dos principais estados produtores de grãos do país. Nos Campos Gerais, a soja tem papel central na renda agrícola, no cooperativismo e na demanda por armazenagem.

A produtividade média estadual da soja foi estimada em 3.786 kg por hectare. O número indica desempenho superior ao ciclo anterior, mesmo em um ambiente de custos elevados e oscilações de mercado.

Para produtores da região de Ponta Grossa, a safra reforça a importância da gestão técnica. Correção de solo, janela de semeadura, sanidade e escolha de cultivares continuam sendo fatores decisivos.

No mercado, a atenção recai sobre câmbio, prêmios de exportação e demanda por farelo e óleo. A produção elevada amplia a oferta, mas não garante margem sem uma estratégia comercial bem definida.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Setor de café especial prevê US$ 188 milhões em negócios nos EUA


Uma delegação brasileira formada por 35 empresas do setor de cafés especiais encerrou com resultados positivos a participação em missão comercial realizada entre os dias 8 e 13 de abril e na feira World of Coffee, promovida de 10 a 12 de abril, em San Diego. Ao longo da programação, foram realizados 1.209 contatos comerciais, sendo 884 novos, com geração de US$ 66,09 milhões em negócios presenciais e expectativa de mais US$ 122,12 milhões em negociações nos próximos 12 meses.

A participação brasileira ocorreu por meio do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A iniciativa busca ampliar a presença internacional dos cafés especiais brasileiros por meio de ações de promoção comercial, qualificação e abertura de mercados estratégicos.

Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, os Estados Unidos seguem como principal mercado consumidor de café no mundo e maior importador do produto brasileiro, incluindo os cafés especiais.

“É sempre crucial estreitar laços e apresentar as inovações dos cafés especiais brasileiros no maior mercado global. O Brasil dita as tendências do setor no mundo e os americanos, mais do que nossos principais parceiros comerciais, são formadores de opinião, contribuindo para transferir o conhecimento sobre os cafés especiais brasileiros a outros mercados. Essa é uma parceria de longa data e o resultado da ação deste ano evidencia a importância dessas conexões que estabelecemos com nosso projeto”, enaltece.

De acordo com a BSCA, o Brasil contou com um estande de destaque durante a World of Coffee San Diego, considerada a principal feira B2B de cafés especiais dos Estados Unidos. A proposta foi ampliar conexões comerciais, aproximar compradores estratégicos e criar novas oportunidades de negócios para empresas brasileiras.

O projeto “Brazil. The Coffee Nation” também busca fortalecer a imagem do Brasil como referência mundial em cafés especiais, destacando atributos como qualidade, diversidade, rastreabilidade e compromisso com sustentabilidade e práticas sociais e ambientais.

Entre as metas do projeto, válido até agosto de 2027, estão a ampliação da presença internacional dos cafés arábica e canéfora, incluindo robusta e conilon, além da valorização de cafés produzidos por mulheres, da promoção da equidade de gênero na cadeia produtiva e do incentivo às certificações de qualidade e sustentabilidade.

Os mercados-alvo do programa incluem países como Estados Unidos, Japão, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, França e Austrália para cafés crus especiais. Já os produtos da indústria de torrefação e moagem têm foco em mercados como Canadá, Chile, China e Estados Unidos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Sebrae RS fortalece presença do vinho gaúcho na Wine South America 2026


Feira reunirá pequenas vinícolas gaúchas em ações de promoção comercial, rodadas de negócios e valorização das Indicações Geográficas do Estado

A vitivinicultura gaúcha terá presença ampliada na Wine South America 2026, que ocorre de 12 a 14 de maio, na Fundaparque, em Bento Gonçalves. Em um estande coletivo voltado à promoção dos Vinhos Gaúchos, 45 vinícolas de diferentes regiões do Estado apresentarão seus produtos a compradores, distribuidores e profissionais do mercado nacional e internacional. A iniciativa é realizada pelo Sebrae RS, por meio do Projeto Mercado Mais Vinho e da Regional Serra Gaúcha, em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS).

Mais do que um espaço de exposição, a ação busca fortalecer a competitividade das pequenas vinícolas brasileiras, ampliando oportunidades comerciais, promovendo visibilidade e consolidando o posicionamento do vinho gaúcho em um ambiente estratégico de negócios e relacionamento durante uma das principais feiras do setor na América Latina.

“O principal objetivo do estande coletivo Vinhos Gaúchos é ampliar o acesso das pequenas vinícolas ao mercado, dando visibilidade a empresas que, muitas vezes, não teriam condições de participar da feira de forma individual”, destaca a gestora de projetos do Sebrae RS, Angélica Brandalise.

De acordo com a gestora, o espaço foi estruturado para conectar produtores a compradores qualificados e ampliar a presença das marcas gaúchas no mercado. “Além da geração de negócios, o espaço fortalece o posicionamento do vinho gaúcho como um produto de qualidade, diversidade e identidade regional”, afirma.

O estande coletivo, localizado nos espaços C10 e B30 da feira, terá aproximadamente 320 metros quadrados e reunirá vinícolas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul para exposição e degustação de rótulos gaúchos. Angélica conta que o Sebrae atua diretamente na organização da participação das empresas e no suporte estratégico às vinícolas durante a feira: “percebemos uma ampliação das oportunidades de negócios, especialmente pela presença de compradores qualificados e pela integração entre feira, rodadas de negócios e ações de promoção do vinho brasileiro”.

Projeto Comprador

Entre os destaques da programação está o Projeto Comprador da Wine South America, iniciativa voltada à geração de negócios entre vinícolas e compradores de diferentes regiões do país e do exterior. A ação, apoiada pelo Sebrae RS, ocorrerá nos dias 12 e 13 de maio, das 9h30 às 12h30, e deve reunir 138 vinícolas brasileiras, 19 importadores, 100 compradores nacionais e promover mais de duas mil reuniões ao longo de dois dias.

O analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS, Jakson da Luz, explica que o trabalho envolve um processo de curadoria para aproximar empresas e compradores com interesses compatíveis: “A partir do perfil da vinícola, do tipo de vinho, do gosto e também da demanda do comprador, a gente faz um cruzamento. A vinícola sinaliza os compradores de interesse, o comprador também indica as vinícolas que deseja conhecer, e nós trabalhamos essas expectativas para gerar as reuniões”.

Os encontros ocorrerão em dois turnos de rodadas, com reuniões de 15 minutos cada. Segundo o analista, a proposta das rodadas é aproximar pequenos produtores de compradores qualificados e estimular conexões comerciais durante a feira. “Temos muitas vinícolas pequenas que têm dificuldade de se conectar com grandes compradores. Então fazemos esse elo de aproximação. Há muitos compradores de fora do Estado vindo conhecer as vinícolas da Serra, da Campanha, da Fronteira e de outras regiões participantes”, relata.

Ele ressalta ainda que, embora grandes empresas também participem da feira, a iniciativa representa uma oportunidade especialmente relevante para pequenos produtores. “Para as pequenas vinícolas, é uma oportunidade única de conectar com compradores que elas talvez não conseguiriam acessar ou que seria muito caro acessar sozinhas”, completa.

Indicações Geográficas ampliam visibilidade e reforçam identidade dos vinhos gaúchos

Dentro das ações apoiadas pela entidade também está a participação de Indicações Geográficas gaúchas reconhecidas no setor vitivinícola, como a DO Altos de Pinto Bandeira, DO Vale dos Vinhedos, IP Altos Montes, IP Campanha Gaúcha, IP Farroupilha e IP Monte Belo, reunindo 49 vinícolas na feira. A iniciativa reforça a valorização da origem, da identidade territorial e da diversidade dos vinhos produzidos no Estado, ampliando a visibilidade de regiões reconhecidas pela qualidade e pelas características únicas de seus terroirs.

A IP Campanha Gaúcha terá um estande coletivo no espaço D40, com a presença de dez vinícolas, levando ao evento rótulos vinculados à Indicação de Procedência conquistada pela região em 2020. Para a gestora de projetos do Sebrae RS, Elisangela Silva, a participação conjunta fortalece a visibilidade da região e amplia as oportunidades comerciais. “Essa presença é muito importante, pois proporciona acesso a novos mercados, networking, parcerias estratégicas, geração de negócios e o fortalecimento do vinho da Campanha Gaúcha”, salienta.

Conforme esclarece Elisangela, a certificação de origem teve papel decisivo na consolidação da identidade regional dos vinhos produzidos na Campanha. “A Indicação de Procedência transformou a Campanha Gaúcha de uma região produtora relevante em uma região com origem reconhecida e diferenciada, fortalecendo sua identidade e aumentando sua competitividade por meio da qualidade certificada e da valorização da marca territorial”, conta.

Além da produção vitivinícola, a analista ressalta o potencial turístico da região, impulsionado pelas características culturais e naturais do bioma Pampa. “A identidade do bioma, o terroir singular, as experiências imersivas, a integração com a cultura fronteiriça e a gastronomia regional autêntica são diferenciais importantes para consolidar a região como destino enoturístico de referência”, conclui.

O Sebrae RS também apoia a participação de empresas de Encruzilhada do Sul na Wine South America 2026. O espaço coletivo da região estará localizado no espaço D61 da feira. Ao todo, dez empresas da região participam da ação, entre vinícolas e produtores de azeite, evidenciando a diversidade e o potencial agroalimentar regional.

Ao todo, a participação do Sebrae RS na Wine South America 2026 deve envolver 157 empresas no Projeto Comprador e 104 empresas apoiadas nas ações de exposição ao longo da feira.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa da UEM transforma cascas de beterraba em corante natural para balas de gelatina


No Restaurante Universitário da Universidade Estadual de Maringá (RU/UEM), as cascas de beterraba se tornaram um corante natural aplicado na produção de balas de gelatina, uma alternativa mais saudável aos corantes sintéticos. A iniciativa integra uma pesquisa conduzida pela mestranda Larissa Lira Delariça Navarro, sob orientação do professor Oscar de Oliveira Santos Jr, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos do Centro de Ciências Agrárias (CCA).

O trajeto da casca até o subproduto envolve etapas acessíveis e de baixo custo. Após a coleta no RU, as cascas de beterraba são higienizadas e levadas à estufa, onde permanecem por cerca de 20 horas a uma temperatura de 50º C. O objetivo é retirar a umidade sem degradar os compostos bioativos.

Depois da secagem, o material é triturado até se transformar em uma farinha. Esse pó concentra substâncias importantes, como compostos fenólicos, minerais e antioxidantes, especialmente presentes na casca, que possui maior densidade nutricional em comparação ao interior do alimento. “Esse processo foi otimizado pensando na aplicabilidade prática. A técnica pode ser reproduzida tanto em ambiente industrial quanto em escala doméstica, utilizando equipamentos simples como fornos convencionais”, detalha Larissa.

A farinha de beterraba é utilizada como corante natural em balas de gelatina. Essa é uma das principais finalidades do estudo. Enquanto os corantes sintéticos têm função basicamente estética, o produto desenvolvido pelos pesquisadores também contribui para tornar os alimentos mais nutritivos. “Além de colorir, ele agrega valor nutricional, com compostos antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres gerados pelo organismo, além de propriedades anti-inflamatórias e antienvelhecimento”, afirma a pesquisadora.

Outro ponto relevante é a aceitação sensorial. Testes indicaram que o sabor da beterraba não interfere no produto final. “Não houve percepção de sabor residual, o que é fundamental para a adesão do consumidor”, completa.

Na formulação das balas, são utilizados suco natural de maçã, gelatina, ácido cítrico e o pó de beterraba. O suco proporciona o sabor adocicado, enquanto o ácido cítrico equilibra a acidez, resultando em um produto com perfil semelhante ao das balas industrializadas, mas com composição mais natural.

Para o professor Oscar o mercado já acompanha uma tendência de enriquecimento nutricional. “Hoje já encontramos opções enriquecidas com linhaça ou ômega-3. A ideia é avançar para alimentos com antioxidantes naturais, atendendo a um consumidor cada vez mais atento à qualidade do que consome”, afirma. “Além disso, o consumo de antioxidantes é essencial para a manutenção da saúde, pois essas substâncias ajudam a combater os radicais livres no organismo”.

A pesquisa com a beterraba abriu caminho para novas investigações. A equipe já iniciou testes com cascas de cenoura e cebola, utilizando o mesmo processo de secagem e transformação em farinha. “O próximo passo é identificar os compostos presentes nesses materiais e avaliar em quais alimentos eles podem ser aplicados, seja para enriquecer com antioxidantes ou minerais”, explica o professor.

A proposta da pesquisa é incorporar esses compostos de forma natural em alimentos do cotidiano, como pães, bolos, massas e preparações salgadas, diversificando o aproveitamento dos resíduos e aumentando o valor nutricional dos alimentos.

IMPACTO ECONÔMICO– Além do impacto nutricional e ambiental, o estudo também se destaca pela viabilidade econômica. O processo utiliza técnicas simples, já disponíveis tanto na indústria quanto em residências, sem necessidade de novos equipamentos. “São métodos conhecidos, como secagem em estufa ou forno convencional. O consumo de energia é baixo e o custo de produção é reduzido, transformando algo que seria descartado em um ingrediente de valor agregado”, detalha o orientador.

A implantação do modelo começa dentro do próprio RU. O local serve mais de três mil refeições diariamente e é uma fonte rica de insumos para pesquisas. As receitas aprovadas devem ser ofertadas no restaurante antes de serem disponibilizadas à comunidade externa.

NOVOS PASSOS– Com cerca de seis meses de desenvolvimento, o estudo avança para novas etapas, incluindo testes de aplicação e definição das concentrações ideais dos ingredientes. A expectativa é que as formulações possam, em breve, ser disponibilizadas para o mercado e também incorporadas ao cardápio do próprio Restaurante Universitário.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Novo Itacolomi é destaque na produção de banana


A região administrativa do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) de Apucarana, os municípios de Borrazópolis e Mandaguari formam o segundo maior polo produtor de banana do Paraná, só ficando atrás do litoral paranaense. A região concentra uma área de 714 hectares e o município de Novo Itacolomi responde por 68% da produção. Justamente pela relevância do município para a cadeia da banana, no próximo dia 15, produtores e técnicos vão se reunir no 13º Encontro Regional de Produtores de Banana de Novo Itacolomi, promovido pela prefeitura do município, Cooperativa dos Agricultores Familiares de Novo Itacolomi (COFAI) e IDR-Paraná.

O Encontro é uma oportunidade para a capacitação de técnicos e produtores de vinte municípios. Uma série de palestras técnicas serão realizadas no pátio da Cooperativa COFAI e também em uma propriedade acompanhada pelo IDR-Paraná. Na pauta, estão assuntos como os cuidados pós-colheita, o plantio de mudas de qualidade, o manejo nutricional, a irrigação e o manejo de solo no cultivo de banana. Além das palestras, a organização do evento realiza todo ano o Concurso de Cachos. Essa metodologia tem por objetivo mostrar aos agricultores que é possível produzir um cacho com um número de frutas que não prejudique o padrão de qualidade.

A cultura da banana tem importância tanto na geração de renda, quanto de empregos para a região. Isso faz com que faz com que lideranças, instituições públicas e privadas trabalhem para melhorar a produção e a produtividade da cultura por meio da implantação de um sistema de cultivo que garanta a sustentabilidade dos cultivos. Segundo o Presidente da COFAI, João Rodrigues, o encontro anual tem contribuído para melhorar a fama da banana produzida na região. “Antigamente ninguém queria comprar nossa banana porque era muito ruim. Hoje não temos mais esse problema e conseguimos competir em igualdade com a banana de Santa Catarina”, afirmou Rodrigues.

O município de Novo Itacolomi tem 90 produtores que lidam com a cultura da banana que ocupa 415 hectares. A maior parte da área é cultivada com o grupo caturra, variedade nanica. Toda a produção é comercializada no mercado regional e nas Ceasas de Londrina e Maringá. Para o extensionista Ovídio Cesar Barbosa, do IDR-Paraná, as questões agronômicas são facilmente resolvidas, já que existem tecnologias que podem ser implementadas. No entanto, ele alerta que o grande gargalo para a cultura da banana é a mão-de-obra. “A população rural está envelhecendo e há práticas penosas no cultivo de banana. Acho que vamos evoluir para o que está acontecendo em Santa Catarina, onde os produtores contratam mão de obra para  execução de certas atividades específicas, como a colheita que é um trabalho mais pesado”, afirmou. Os extensionistas do IDR-Paraná também levam aos produtores o debate sobre a importância da sucessão familiar, fator crucial para o futuro da cadeia da banana. O 13º Encontro Regional de Produtores de Banana de Novo Itacolomi tem início previsto para as 8h, do dia 15, na sede da Cooperativa Cofai, na Rodovia do Milho, km 149.  Informações (43) 3420-4100 ou pelo WhatsApp (43) 99806-1520. Inscrições no link .   





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Adubação no milho exige manejo além do NPK



O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo


O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo
O nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo – Foto: Pixabay

A escolha do fertilizante no milho exige mais do que a aplicação de uma fórmula pronta, já que a resposta da lavoura depende da função de cada nutriente e das condições reais de absorção pela planta. A avaliação é de Luis Fernando Luna, especialista em fitossanidade e operações agrícolas, ao destacar que a adubação eficiente passa por equilíbrio, momento de aplicação e manejo adequado.

Embora ainda seja comum associar a adubação apenas ao uso de NPK, o desempenho da cultura depende da compreensão do papel específico de cada elemento no desenvolvimento do milho. Nesse contexto, o nitrogênio é considerado essencial para o crescimento vegetativo, com atuação direta na formação das folhas e no vigor da planta. Quando há deficiência desse nutriente, a lavoura tende a perder força, o que pode comprometer a produtividade.

O fósforo, por sua vez, tem importância desde as fases iniciais do ciclo. Sua atuação está ligada ao desenvolvimento das raízes, ao arranque inicial da planta e à formação das espigas. Em sistemas produtivos bem conduzidos, esse nutriente contribui para que o milho estabeleça uma base adequada de crescimento, favorecendo as etapas seguintes da cultura.

Já o potássio está relacionado à eficiência da planta. Ele participa de processos associados à resistência, ao enchimento de grãos e à tolerância a situações de estresse, como seca e ocorrência de doenças. Por isso, sua presença em níveis adequados é importante para a estabilidade da lavoura ao longo do ciclo.

A análise também chama atenção para um ponto central do manejo: não basta haver fertilizante disponível se o solo não permite a absorção ou se a planta não consegue metabolizar os nutrientes. Da mesma forma, seguir uma fórmula sem considerar o sistema produtivo pode limitar os resultados no campo.

Dessa forma, a adubação no milho deve ser tratada como uma decisão técnica, e não apenas como uma etapa operacional. Mais do que quantidade aplicada, o resultado depende da combinação entre equilíbrio nutricional, momento correto e manejo ajustado à realidade da lavoura.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Enoturismo brasileiro ganha escola inédita


O vinho brasileiro deixou há muito tempo de ser apenas produto para se transformar em experiência, destino e motor de desenvolvimento econômico. Em franca expansão, o enoturismo vem redefinindo a relação das vinícolas com o consumidor e movimentando uma cadeia que vai muito além da taça: hotéis, restaurantes, comércio, agroindústrias, transporte, cultura e hospitalidade passaram a integrar um ecossistema cada vez mais estratégico para as regiões produtoras. Com um público em busca de autenticidade, pertencimento e vivências memoráveis, o setor entrou em uma nova fase — mais profissional, mais sofisticada e mais orientada à experiência. É neste cenário que nasce a Escola de Enoturismo, iniciativa inédita nas Américas criada pelos especialistas Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero para qualificar profissionais e preparar o mercado para um novo ciclo do vinho brasileiro.

O lançamento oficial da Escola de Enoturismo acontece durante a Wine South America, em Bento Gonçalves (RS), aproveitando a presença dos principais players da cadeia vitivinícola brasileira para apresentar ao mercado uma proposta inédita de formação especializada. As inscrições para a primeira turma presencial abrem durante a feira, através do instagram oficial @escoladeenoturismo ou pelo e-mail [email protected]. São 20 vagas com início em julho. Este modelo foi pensado para garantir uma formação mais próxima, prática e conectada à realidade do setor. Além da formação presencial, a Escola de Enoturismo também traz programas online, ampliando o alcance da iniciativa para profissionais, empreendedores, vinícolas e destinos turísticos de diferentes regiões do Brasil. A proposta apresenta uma plataforma contínua de capacitação, atualização e troca de experiências voltada às transformações do enoturismo contemporâneo em três níveis, além de idiomas.

A criação da Escola de Enoturismo nasce de uma percepção amadurecida ao longo dos últimos anos pelos três especialistas a partir de suas vivências profissionais dentro do próprio setor. Em diferentes frentes — comunicação, desenvolvimento territorial, experiência turística, gestão e operação — Artur Farias, Ivane Fávero e Lucinara Masiero acompanharam de perto o crescimento acelerado do enoturismo brasileiro e a necessidade cada vez mais evidente de qualificação profissional especializada. Foi justamente da troca constante de experiências, das conexões construídas ao longo da trajetória e de um anseio comum sobre o futuro do setor que surgiu a decisão de transformar este conhecimento em um projeto estruturado de formação voltado ao mercado real. A Escola surge, assim, como uma proposta inovadora de formação integrada para um setor que cresceu mais rápido do que a capacitação de sua mão de obra. Mais do que cursos tradicionais, a iniciativa cria um ecossistema educacional especializado no universo do enoturismo, estruturado sobre três pilares centrais: Origem, Experiência e Negócio.

“O enoturismo nasce do território. Antes de vender uma experiência, é preciso compreender a identidade cultural, a história, as pessoas e o contexto que fazem daquele lugar algo único. Acreditamos que formar profissionais para o enoturismo também é formar pessoas capazes de interpretar e valorizar os territórios do vinho com autenticidade. E esta conexão só acontece direto com a origem. O vinho carrega paisagem, cultura, memória, tradição e pertencimento. A Escola nasce justamente para ajudar profissionais e empreendimentos a traduzirem isso em experiências verdadeiras”, destaca Ivane.

Dessa conexão entre território, identidade e emoção nasce a experiência contemporânea do enoturismo. Para Lucinara Masiero, o vinho deixou de ser apenas produto para se tornar uma plataforma de relacionamento e pertencimento. “Hoje, o visitante não busca apenas degustar um vinho. Ele quer viver histórias, criar conexões e sentir pertencimento. O enoturismo contemporâneo exige profissionais preparados para transformar atendimento em experiência e experiência em valor para as marcas e para os territórios. Assim, o vinho passou a ser uma plataforma de experiência, construída com sensibilidade, narrativa, hospitalidade, comunicação e percepção de valor. A Escola nasce para ajudar o setor a compreender essa transformação”, complementa Lucinara.

A combinação entre origem, experiência e estratégia é o que consolida o enoturismo como uma das atividades mais relevantes para o futuro da vitivinicultura e do turismo regional. Para Artur Farias, o setor vive um momento de amadurecimento que exige visão de negócio e profissionalização. “O enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas para se tornar uma unidade estratégica de negócio. Hoje ele impacta faturamento, posicionamento de marca, relacionamento com o consumidor e desenvolvimento regional. Isso exige gestão, visão de mercado e profissionalização. Quando o enoturismo é bem estruturado, ele gera valor para toda a cadeia: vinícolas, hotéis, gastronomia, comércio e serviços. A Escola nasce para preparar profissionais capazes de transformar potencial turístico em resultado sustentável”.

O projeto já nasce com o apoio do Sicredi Serrana, instituição reconhecida pelo incentivo ao desenvolvimento regional e ao fortalecimento do enoturismo como atividade estratégica para a economia, a cultura e o cooperativismo. Alinhada aos princípios da construção coletiva dos territórios, a cooperativa também será sede das aulas presenciais no Auditório Sicredi Agro, em Bento Gonçalves.

Enoturismo hoje

O lançamento da Escola de Enoturismo acontece em um momento de expansão acelerada da atividade no Brasil e no mundo. Dados da Grand View Research, empresa norte-americana especializada em pesquisa de mercado e inteligência de negócios, divulgados no relatório Wine Tourism Market Size, Share & Trends Analysis Report, indicam que o mercado mundial do turismo do vinho movimentou cerca de US$ 46,4 bilhões em 2023, com projeções superiores a US$ 106 bilhões até 2030 e taxas de crescimento próximas de 13% ao ano — muito acima do crescimento do mercado tradicional de vinhos engarrafados.

No Brasil, o movimento já impacta diretamente o setor vitivinícola. Dados do Sebrae apontam que mais de 85% das vinícolas brasileiras já investem em experiências ligadas ao turismo como forma de ampliar faturamento, fortalecer marca e diversificar receitas. O crescimento também aparece nos números do mercado. Somente no Rio Grande do Sul — principal polo do enoturismo brasileiro — mais de 71 mil experiências enoturísticas foram comercializadas em 2025 pela plataforma Wine Locals, representando um crescimento próximo de 60% em relação ao ano anterior. O ticket médio das experiências chegou a R$ 510, evidenciando o aumento do valor agregado do setor.

Os idealizadores

Artur Farias – Especialista em enoturismo estratégico, Artur Farias atua há mais de 15 anos na criação de experiências voltadas à hospitalidade, encantamento do cliente e geração de valor para vinícolas. Ao longo de sua trajetória no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, acompanhou o desenvolvimento de mais de 200 vinícolas na área de experiências enoturísticas. Atua como consultor e professor, integrando a Pós-Graduação em Enoturismo da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e o programa de formação em vinhos e atendimento do Grupo Zaffari. Também foi professor do curso de Sommelier do Senac Porto Alegre. Durante os mais de 12 anos em que residiu no Chile, criou a Winetaste360, minicurso de vinhos e harmonização que já formou mais de 5 mil alunos em Santiago e Mendoza.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil abre mercados para milho, batata e equinos


O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias e fitossanitárias que abriram mercado para produtos agropecuários na União Econômica Euroasiática, no Peru e no Togo. As autorizações envolvem exportações de grãos secos de destilaria de milho, material genético de pólen de batata e equinos vivos destinados à reprodução.

Na União Econômica Euroasiática, formada por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, a abertura foi destinada aos grãos secos de destilaria de milho, conhecidos como DDG. O produto é um subproduto da indústria do etanol e utilizado na alimentação animal, ampliando as possibilidades de mercado para a cadeia produtiva do milho brasileiro.

Segundo os dados divulgados, o bloco euroasiático importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para café, proteínas animais e fumo.

No Peru, a autorização permitirá a exportação de material genético de pólen de batata. A medida abre espaço para cooperação em pesquisa, melhoramento vegetal e diversificação produtiva. O país sul-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, principalmente produtos florestais, proteínas animais, itens do complexo soja, cereais, farinhas e preparações.

Já no Togo, a abertura envolve a exportação de equinos vivos destinados à reprodução. A expectativa é ampliar as oportunidades para o setor de genética animal brasileiro. Em 2025, o país africano importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para itens do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.

Com os novos anúncios, o agronegócio brasileiro soma 609 aberturas de mercado desde o início de 2023. O resultado é atribuído ao trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.





Source link