quarta-feira, julho 22, 2026

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Rio de Janeiro cria comitê para enfrentar efeitos do El Niño no estado


Decreto que cria o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño do Rio de Janeiro foi assinado nesta sexta-feira (3). Ele será coordenado pela Secretaria de Defesa Civil e atuará em ações de monitoramento, prevenção, preparação e resposta aos impactos provocados pelo fenômeno climático.

O comitê utilizará a estrutura administrativa já existente, reunindo diferentes órgãos para fortalecer a atuação integrada diante de eventos climáticos extremos.

De acordo com o decreto, o comitê passa a integrar o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec) e terá atuação estratégica e intersetorial para enfrentar os efeitos do El Niño. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e associado ao aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos.

Entre os principais fenômenos que serão monitorados estão estiagens prolongadas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar, incêndios florestais, além de reflexos sobre a saúde pública, os recursos hídricos, o sistema energético, a agropecuária e as populações em situação de maior vulnerabilidade.

O comitê permanecerá em funcionamento enquanto durar o monitoramento ativo do El Niño, podendo ter sua atuação prorrogada por ato do governo fluminense.

O comitê será composto por representantes de 18 órgãos e entidades estaduais, entre eles as secretarias de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Ambiente, Desenvolvimento Social, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, além do Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa).

As principais atribuições serão promover a integração entre o estado, os municípios, órgãos federais e concessionárias de serviços públicos; acompanhar cenários críticos; elaborar protocolos operacionais; compartilhar informações estratégicas; emitir recomendações técnicas e fortalecer ações preventivas para minimizar os efeitos climáticos.

O decreto institui também a Sala de Situação do El Niño, vinculada à Secretaria de Defesa Civil, responsável pelo acompanhamento contínuo dos indicadores climáticos, meteorológicos, hidrológicos, ambientais e operacionais em todo o estado.

A unidade produzirá boletins técnicos, análises integradas, cenários e informações estratégicas para subsidiar respostas mais rápidas e coordenadas diante de situações de risco, informou a assessoria de imprensa do governo fluminense.

As informações compartilhadas pelos órgãos participantes serão consolidadas pelo Núcleo Interinstitucional de Inteligência para apoio à Decisão da Força Especializada da Sedec-RJ, responsável pela produção de conhecimento estratégico e pelo apoio ao monitoramento das ocorrências relacionadas ao El Niño.

Para ampliar a capacidade de resposta, o comitê recém-criado contará com quatro câmaras técnicas permanentes, dedicadas às áreas de saúde e proteção social; agricultura, pecuária e segurança alimentar; incêndios florestais e proteção ambiental; e infraestrutura, energia e recursos hídricos.

Caberá aos grupos elaborar estudos, protocolos, planos de ação e recomendações técnicas específicas para cada área, fortalecendo a preparação do estado diante dos desafios impostos pelas mudanças nas condições climáticas.





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Frio intenso mantém geadas no Sul e nova frente fria chega na segunda-feira


A atuação de uma massa de ar polar seguirá influenciando o tempo em grande parte do Brasil durante o fim de semana, mantendo temperaturas muito baixas, geadas e ventos fortes no Sul do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma nova frente fria deve começar a se formar na segunda-feira (6), provocando o retorno das chuvas na Região Sul e uma nova queda nas temperaturas, principalmente no Rio Grande do Sul.

De acordo com o INMET, no sábado (4), o frio será mais intenso nos estados do Sul, onde as temperaturas mínimas podem variar entre -3°C e -6°C em municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. “Haverá condições para geada generalizada entre a madrugada e as primeiras horas da manhã”, informa o instituto.

A massa de ar polar também reduzirá as temperaturas em áreas de Mato Grosso do Sul, sul e oeste de Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas. O frio ainda será sentido em municípios do leste da Região Sudeste. Além das baixas temperaturas, o INMET alerta para ventos fortes na faixa costeira, especialmente entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mantendo o mar agitado e condições para ressaca no litoral dos estados do Sul e também do Sudeste.

No domingo (5), a massa de ar frio começará a perder intensidade, permitindo elevação gradual das temperaturas. Mesmo assim, ainda existe possibilidade de geadas, principalmente nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. As chuvas permanecerão concentradas no norte da Região Norte e de forma isolada no litoral do Nordeste, enquanto grande parte do interior do país seguirá com tempo firme.

Já na segunda-feira (6), a formação de uma nova frente fria deverá provocar o retorno das chuvas no Sul do Brasil. Conforme o INMET, esse sistema também favorecerá nova queda nas temperaturas em parte da região, especialmente no território gaúcho. No restante do país, o tempo seguirá estável, com exceção da faixa norte da Região Norte e de áreas do litoral nordestino, onde permanecem previstas pancadas de chuva.

Na Região Norte, entre sábado e segunda-feira, o calor e a umidade continuarão favorecendo pancadas de chuva acompanhadas de raios e rajadas de vento, principalmente durante a tarde, no norte do Amazonas, Roraima, norte e noroeste do Pará e Amapá. No sudoeste da região, a friagem manterá as temperaturas mínimas entre 13°C e 15°C, enquanto as máximas poderão atingir entre 36°C e 38°C. A umidade relativa do ar seguirá abaixo de 30% em áreas do Tocantins e do sudeste paraense.

No Nordeste, a previsão indica chuva localizada apenas na faixa litorânea durante o período. No sábado e no domingo, os maiores acumulados devem ocorrer no Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No interior, o tempo continuará quente e seco, com umidade relativa do ar entre 20% e 30% durante a tarde. As temperaturas mínimas devem variar entre 9°C e 12°C, enquanto as máximas ficarão entre 33°C e 35°C.

Na Região Centro-Oeste, o tempo permanecerá firme entre sábado e segunda-feira, sem previsão de chuva. As temperaturas máximas voltarão a subir em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul a partir da tarde de sábado. A umidade relativa do ar deverá permanecer entre 20% e 30% em áreas do centro-oeste mato-grossense, Goiás e Distrito Federal. As mínimas ficarão entre 8°C e 12°C, e as máximas poderão alcançar entre 34°C e 36°C.

No Sudeste, o sábado terá previsão de chuva isolada no litoral paulista e, no fim da tarde, no estado do Rio de Janeiro, devido à circulação de ventos úmidos associados à alta pressão pós-frontal. O INMET também prevê ventos intensos na costa fluminense, com aviso de perigo potencial. Nas regiões serranas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, no Vale do Paraíba paulista e na região do Caparaó, as mínimas deverão variar entre 5°C e 7°C. No litoral de São Paulo, as máximas não devem ultrapassar 16°C.

No domingo, as chuvas isoladas ainda poderão atingir o litoral norte paulista, o Rio de Janeiro e, ao longo do dia, o litoral do Espírito Santo. As temperaturas permanecerão baixas nas áreas serranas, enquanto as máximas poderão chegar a 30°C no Triângulo Mineiro e no extremo noroeste paulista. Na segunda-feira, a tendência é de tempo mais estável em toda a região, com redução das chuvas, mínimas entre 6°C e 8°C nas áreas de serra e elevação gradual das máximas, especialmente no litoral paulista.

Na Região Sul, além das geadas previstas para o sábado, o INMET destaca que apenas o litoral do Paraná e o norte de Santa Catarina poderão registrar chuvas isoladas ao longo do dia. As mínimas permanecerão negativas nas serras gaúcha e catarinense, áreas que seguem sob aviso laranja para geada. As máximas não devem ultrapassar 12°C na maior parte da região, com exceção do extremo noroeste do Paraná, onde podem variar entre 24°C e 26°C.

No domingo, a formação de uma área de baixa pressão próxima ao litoral sul do Rio Grande do Sul voltará a aumentar a instabilidade sobre o centro-sul gaúcho, principalmente durante a tarde. As mínimas continuarão próximas de 0°C na Campanha Gaúcha e nas áreas serranas, enquanto as máximas subirão levemente para cerca de 16°C na maior parte da região.

Na segunda-feira, a passagem da nova frente fria deverá provocar pancadas de chuva mais intensas entre o sul do Paraná e o norte do Rio Grande do Sul. As temperaturas mínimas permanecerão próximas de 0°C na Campanha Gaúcha e as máximas ficarão abaixo de 14°C na maior parte da Região Sul, mantendo o frio como destaque do início da próxima semana.





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Programa Bônus Mais Leite encerra safra 2025/2026 consolidando novo modelo de apoio aos produtores de leite



Programa incentiva produtores de leite no RS e concede R$ 29,8 milhões em subvenção



Foto: Pixabay

Lançado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em 11 de novembro de 2025, o Programa Bônus Mais Leite encerrou o Plano Safra 2025/2026, em 30 de junho de 2026, consolidando-se como uma política pública inédita de apoio à cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Ao longo de sete meses, o programa recebeu 3,4 mil solicitações de enquadramento. Após análise técnica, foram aprovados 3.072 projetos de crédito, permitindo aos produtores acessar a subvenção estadual prevista pelo programa. A iniciativa movimentou R$ 181,9 milhões em financiamentos rurais e beneficiou mais de 2,8 mil famílias da agricultura familiar.

Firmado como uma ação estratégica para a cadeia produtiva do leite, o programa foi criado em um momento de dificuldades enfrentadas pelo setor, marcado principalmente pela redução do preço pago ao produtor, pelos elevados custos de produção e pelos prejuízos acumulados em decorrência dos eventos meteorológicos extremos registrados nos últimos anos.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, destacou que a iniciativa representa um marco nas políticas públicas do Rio Grande do Sul ao instituir, pela primeira vez, um modelo de subvenção ao crédito rural destinado aos produtores de leite da agricultura familiar, por meio da amortização direta de financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Até então, o Estado não contava com um mecanismo dessa natureza, capaz de transferir recursos diretamente aos produtores para qualificar a atividade com rapidez e eficiência”, afirmou.

Do total de operações aprovadas, 1.085 correspondem a financiamentos para investimentos e 1.987 a operações de custeio, totalizando R$ 181,9 milhões em crédito rural. Com isso, o governo do Estado concedeu R$ 29,8 milhões em subvenção aos produtores contemplados pelo programa.





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como definir a melhor época no pré-plantio


A definição da época de semeadura é uma das decisões mais importantes do pré-plantio do arroz irrigado e pode influenciar diretamente o desempenho da lavoura. A escolha da data deve levar em conta fatores como temperatura do ar e do solo, risco de frio e geadas, disponibilidade de água para irrigação, ciclo da cultivar e o planejamento das operações de plantio e colheita.

De forma geral, a orientação é realizar a semeadura quando as temperaturas estiverem estáveis acima de aproximadamente 18 °C a 20 °C, o solo apresentar boas condições de umidade e estrutura e houver segurança para manter a irrigação durante as fases mais sensíveis da cultura, como a diferenciação da panícula e o enchimento dos grãos.

A análise destaca que o período de pré-plantio, entre maio e agosto, é o momento mais adequado para revisar o histórico climático da região, avaliar o sistema de irrigação, escolher as cultivares e organizar o calendário de semeadura da propriedade.

Segundo o material, a data de plantio determina quando ocorrerão as principais fases do desenvolvimento da planta, como emergência, perfilhamento, florescimento e enchimento dos grãos. Um planejamento inadequado pode fazer com que essas etapas coincidam com períodos de frio intenso, excesso de calor ou restrição hídrica, comprometendo o potencial produtivo da lavoura.

O documento ressalta que um dos erros mais comuns é iniciar a semeadura com o solo ainda frio, o que favorece uma emergência desuniforme e prolonga a exposição das plântulas a pragas e doenças. Também há risco quando o plantio é realizado tardiamente, deslocando a fase reprodutiva para períodos com maior probabilidade de veranicos ou baixas temperaturas.

Outro fator considerado essencial é a disponibilidade de água para irrigação. O planejamento da área cultivada deve estar alinhado à capacidade dos reservatórios, canais e sistemas de bombeamento para evitar que toda a lavoura atinja simultaneamente o período de maior demanda hídrica.

A escolha da cultivar também influencia diretamente o calendário de semeadura. O material explica que variedades de ciclo curto e longo apresentam comportamentos distintos, exigindo planejamento para que o florescimento ocorra em períodos com menor risco climático.

A análise reforça que o acompanhamento do histórico de temperaturas, especialmente das mínimas e da ocorrência de geadas, permite projetar com maior segurança as datas de florescimento das lavouras e ajustar o plantio para reduzir riscos.

Entre os benefícios do planejamento adequado estão maior uniformidade na emergência das plantas, melhor sincronização das operações de manejo, uso mais eficiente da água de irrigação, redução dos riscos provocados por estresses térmicos e maior estabilidade da produtividade entre as safras.

O material também recomenda que o produtor avalie antecipadamente a condição física do solo, a drenagem das áreas e a logística de preparo antes do início da janela de semeadura. O objetivo é garantir boas condições de trafegabilidade e favorecer o estabelecimento inicial da cultura.

Outro ponto destacado é que a definição da época de plantio deve estar integrada a outras práticas de manejo, como rotação de culturas, controle de plantas daninhas, planejamento da fertilidade do solo e organização da colheita, permitindo melhor aproveitamento das máquinas e da estrutura de secagem.

O documento ressalta que a melhor época de semeadura varia conforme a região, o microclima da propriedade, o tipo de solo e a cultivar utilizada. Por isso, orienta que as decisões sejam tomadas com base nas recomendações regionais de pesquisa e com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Além disso, sempre que o planejamento envolver tratamento de sementes ou aplicação de defensivos agrícolas, o produtor deve seguir rigorosamente as recomendações presentes em rótulos, bulas e receituários agronômicos, utilizando os equipamentos de proteção individual indicados.





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Cultivar adequada melhora desempenho do arroz


A definição da cultivar de arroz é uma das principais decisões do planejamento da safra 2026 e deve ser feita entre maio e dezembro, período em que produtores analisam os resultados da colheita anterior, organizam o sistema de produção e iniciam a compra de sementes. A escolha influencia diretamente o potencial produtivo, a qualidade dos grãos, o risco de acamamento, a incidência de doenças e a eficiência do uso de insumos ao longo do ciclo.

Para a próxima safra, a orientação é que a decisão combine informações técnicas atualizadas, como boletins de recomendação de cultivares e resultados de ensaios oficiais, com as características de cada propriedade, incluindo tipo de solo, histórico de doenças, disponibilidade de água para irrigação, janela de semeadura, estrutura de colheita e perfil do mercado comprador.

Segundo o material técnico, a cultivar representa o “pacote biológico” que acompanhará toda a lavoura durante a safra. Características como ciclo de desenvolvimento, altura das plantas, perfilhamento, exigência nutricional, arquitetura e resistência relativa a doenças, como a brusone, determinam o desempenho da cultura e o nível de risco do sistema produtivo.

O documento destaca que, mesmo com bom manejo de solo, irrigação e adubação, uma cultivar inadequada para as condições da área pode resultar em menor produtividade, maturação desuniforme, maior incidência de doenças, aumento do acamamento, dificuldade na colheita e redução da qualidade industrial dos grãos.

O planejamento também deve considerar as condições específicas das regiões produtoras, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde fatores como regime de chuvas, disponibilidade de água, temperaturas durante o florescimento e enchimento de grãos e ocorrência de veranicos influenciam diretamente o desempenho das lavouras.

Antes da definição da cultivar, o material recomenda revisar os resultados da safra anterior, observando a produtividade alcançada em cada talhão, o comportamento das variedades utilizadas, a ocorrência de doenças e as características do solo. A análise de ensaios regionais conduzidos por instituições de pesquisa e das tendências do mercado consumidor também é considerada fundamental para reduzir riscos.

Entre os principais critérios para a escolha da cultivar está o ciclo de desenvolvimento. Variedades precoces permitem antecipar a colheita e oferecem maior flexibilidade na semeadura, enquanto cultivares de ciclo médio costumam apresentar equilíbrio entre produtividade e estabilidade. Já os materiais de ciclo tardio podem alcançar elevado potencial produtivo em ambientes favoráveis, mas exigem maior atenção ao calendário agrícola para evitar condições climáticas desfavoráveis durante a maturação.

A altura das plantas também merece atenção. O documento explica que cultivares mais baixas e com colmos resistentes tendem a apresentar menor risco de acamamento, favorecendo a colheita mecanizada. Ao mesmo tempo, variedades de porte intermediário podem apresentar bom desempenho desde que o manejo da adubação nitrogenada e da densidade de plantas seja adequado.

Outro aspecto importante é a estabilidade produtiva. O material orienta que o produtor avalie não apenas a maior produtividade registrada em ensaios, mas também o desempenho consistente das cultivares em diferentes ambientes e anos agrícolas, especialmente em condições semelhantes às da propriedade.

A resistência relativa às doenças também deve fazer parte da análise. Em áreas com histórico de brusone, por exemplo, a recomendação é priorizar materiais que apresentem melhor comportamento frente à doença, reduzindo a necessidade de aplicações adicionais de fungicidas e contribuindo para maior segurança da produção.

A qualidade dos grãos é outro fator determinante. O produtor deve verificar indicadores como rendimento de engenho, tipo de grão e características exigidas pelo mercado, garantindo que a cultivar escolhida atenda tanto às necessidades agronômicas quanto às exigências da indústria e dos compradores.

O planejamento da safra também envolve a diversificação das cultivares. Em vez de concentrar toda a área em um único material, o documento recomenda utilizar uma cultivar principal e complementar o plantio com uma ou duas variedades adaptadas a diferentes condições de solo, histórico de doenças ou épocas de semeadura. Essa estratégia reduz riscos climáticos e fitossanitários.

A escolha da cultivar ainda precisa estar integrada às demais práticas de manejo. O planejamento da adubação deve considerar a resposta de cada material ao nitrogênio, enquanto o controle de plantas daninhas, o manejo da irrigação e a programação da colheita precisam ser compatíveis com o ciclo e as características da variedade selecionada.

Segundo o material, o produtor também deve adquirir sementes certificadas, garantindo pureza genética, qualidade fisiológica e origem conhecida. O uso de fertilizantes, defensivos agrícolas e reguladores de crescimento deve seguir rigorosamente as recomendações presentes em rótulos, bulas e receituários agronômicos, sempre com orientação de profissional habilitado.

O documento conclui que a escolha da cultivar não deve ser tratada apenas como uma decisão de compra, mas como parte central do manejo da lavoura. O planejamento baseado em informações técnicas, no histórico da propriedade e nas recomendações oficiais contribui para sistemas de produção mais estáveis e sustentáveis ao longo das safras.





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Fertilizantes subiram mais que a inflação desde 2016; ureia ainda custa 149% a mais em termos reais


Mesmo descontando a inflação em dólar, fertilizantes seguem mais caros que em 2016. Ureia, DAP e TSP tiveram alta real expressiva até 2026.

Comparar o preço dos fertilizantes de 2016 com 2026 sem corrigir a inflação seria mascarar um aumento excessivo que o segmento teve nos últimos anos. A questão econômica relevante é outra: os fertilizantes apenas acompanharam a inflação ou ficaram mais caros em termos reais?

A resposta, pelos dados internacionais do Banco Mundial, é que eles ficaram mais caros de verdade. No segundo trimestre de 2026, a Ureia atingiu média de US$ 693,5 por tonelada, contra US$ 199,3 na média de 2016. Em termos nominais, a alta foi de 248,0%. Mas mesmo corrigindo o preço de 2016 pela inflação dos Estados Unidos, a Ureia ainda aparece 149,2% acima do valor que seria esperado apenas pela perda de poder de compra do dólar.

O cálculo usa o CPI-U, índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos. A média mensal do índice em 2016 foi de aproximadamente 240,007 pontos, enquanto o CPI-U chegou a 335,123 em maio de 2026. Isso representa inflação acumulada de cerca de 39,6% no período.

O caso da Ureia é o mais forte, mas não é isolado. O dap ficou 57,5% mais caro em termos reais, o TSP subiu 73,2% acima da inflação e o índice geral de fertilizantes avançou 79,0% em termos reais. O Cloreto de potássio teve alta menor, de 17,5% acima da inflação, mas ainda superou o reajuste inflacionário.

Esse resultado importa porque fertilizante não é um custo marginal na agricultura brasileira. Em culturas como soja, milho, algodão, café e cana, a adubação pesa diretamente na planilha de custos. Quando o fertilizante sobe mais do que a inflação, o produtor precisa compensar de algum jeito: produtividade maior, preço de venda melhor, corte de margem ou redução de tecnologia aplicada. Nenhuma dessas opções é neutra.

Há ainda um detalhe que reforça a cautela da análise. As séries do Banco Mundial são benchmarks internacionais e tiveram mudanças metodológicas ao longo do tempo. No Cloreto de potássio, por exemplo, a referência passou a ser granular spot CFR Brasil a partir de 2020; em 2016, a série usava outra base de cotação. Portanto, a comparação mostra a tendência dos preços internacionais de referência, não o custo final pago por cada produtor brasileiro na fazenda.

Mesmo assim, o movimento é forte demais para ser ignorado. Em junho de 2026, o Banco Mundial registrou queda de 21,8% no índice de fertilizantes, sinal de alívio no curto prazo. Mas o índice ainda fechou o mês em 156,1, bem acima da média de 75,3 observada em 2016.

 





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Safra de citros se inicia com preços abaixo dos de 2025



Mercado começa a formar suas primeiras referências de preços


Foto: Seane Lennon

Neste mês de julho, o mercado começa a formar suas primeiras referências de preços para a nova temporada 2026/27 e, segundo o Cepea, as cotações atuais estão abaixo das registradas no início da safra anterior, apesar da estimativa de menor produção.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a dinâmica de mercado neste ano está bastante diferente da observada no início da safra passada. Em julho de 2025, por conta dos baixos estoques, a necessidade das indústrias de assegurar matéria-prima para o processamento sustentou as negociações nos patamares médios históricos. Já nesta temporada 2026/27, o mercado iniciou o ciclo com menor urgência de compra por parte das processadoras.

Assim, pesquisadores do Cepea destacam que as cotações observadas neste início de julho refletem predominantemente os contratos já negociados para frutas precoces e de meia-estação, além de operações pontuais realizadas no mercado spot. À medida que a segunda florada avançar e o processamento industrial ganhar ritmo, o mercado deve construir referências de preços mais representativas para a safra.





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Preço da carne de frango recua em junho



Valores médios da carne de frango recuaram em junho


Foto: Divulgação

Após registrarem alta por dois meses consecutivos, os valores médios da carne de frango recuaram em junho. Segundo o Cepea, a pressão veio das vendas mais lentas, especialmente na segunda metade do mês.

De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar de o volume de negociação ter sido satisfatório em junho, esteve mais fraco frente aos meses anteriores. Com o início da segunda quinzena, a demanda se desaqueceu, e vendedores ficaram mais flexíveis nos valores de comercialização, buscando garantir a liquidez da carne e evitar a formação de estoques.

Apesar da queda mensal, colaboradores do Cepea têm perspectiva favorável para este início de julho, em razão do pagamento de salários, previsto para os próximos dias, o que tende a aquecer a demanda e, possivelmente, a sustentar as cotações.





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Glifosato volta ao centro de disputa bilionária



A Bayer transferiu para a Ruveon as principais atividades relacionadas ao produto


A Bayer transferiu para a Ruveon as atividades de produção, precificação, comercialização e gestão legal
A Bayer transferiu para a Ruveon as atividades de produção, precificação, comercialização e gestão legal – Foto: Leonardo Gottems

A criação de uma empresa exclusiva para concentrar as operações com glifosato nos Estados Unidos recolocou no centro do mercado o peso dos passivos jurídicos e a possibilidade de uma reestruturação mais ampla na área agrícola. A medida separa um negócio bilionário do restante da companhia e abre espaço para diferentes leituras sobre os próximos passos.

A Bayer transferiu para a Ruveon as atividades de produção, precificação, comercialização e gestão legal relacionadas ao Roundup no país. Embora a empresa diga que a mudança já fazia parte do planejamento da divisão agrícola, investidores enxergaram a decisão como uma forma de isolar riscos. No pregão seguinte ao anúncio, as ações subiram mais de 5% em Frankfurt.

O ponto mais sensível continua sendo a longa disputa judicial em torno do herbicida. Há mais de dez anos, a companhia enfrenta processos que associam o uso do glifosato a casos de câncer. Segundo a Bayer, os desembolsos ligados ao caso já superam US$ 10 bilhões desde a compra da Monsanto.

A reorganização ocorreu poucos dias após uma decisão favorável da Suprema Corte dos Estados Unidos. O tribunal entendeu que a companhia não poderia ser responsabilizada por não incluir no rótulo um alerta de risco de câncer que não era exigido pela agência ambiental americana. O resultado reforçou a defesa da empresa, mas não eliminou a pressão jurídica.

A Ruveon também pediu investigações contra importações chinesas de glifosato, alegando concorrência favorecida por subsídios estatais. Para analistas, a nova estrutura pode facilitar uma venda futura, limitar a exposição a processos ou preparar uma reorganização maior. A Bayer nega uma cisão no curto prazo, mas a hipótese voltou ao radar dos investidores.


 





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Brasil amplia mercado para nectarinas importadas



Para o Brasil, a decisão representa a inclusão de uma nova origem


Para o Brasil, a decisão representa a inclusão de uma nova origem
Para o Brasil, a decisão representa a inclusão de uma nova origem – Foto: Pixabay

A abertura do mercado brasileiro para nectarinas produzidas em Portugal amplia a oferta de frutas importadas no país e reforça o comércio agrícola entre as duas nações. A autorização permite a entrada do produto desde que sejam cumpridos os requisitos fitossanitários estabelecidos pelas autoridades brasileiras e portuguesas.

A medida cria uma nova possibilidade de fornecimento para um mercado com mais de 200 milhões de consumidores. O avanço resulta do trabalho da Portugal Fresh, em conjunto com os órgãos fitossanitários dos dois países, para facilitar as exportações e garantir o atendimento às normas sanitárias exigidas na comercialização da fruta.

Para o Brasil, a decisão representa a inclusão de uma nova origem no abastecimento de nectarinas importadas. O movimento acompanha a estratégia de aproximação comercial no setor agrícola e pode ampliar a presença de produtos portugueses entre consumidores interessados em frutas de elevada qualidade.

A autorização ocorre em um momento de crescimento das exportações portuguesas de frutas e hortaliças. Em 2025, as vendas externas de frutas de Portugal registraram avanço significativo, refletindo a valorização da qualidade e da segurança alimentar dos produtos do país nos mercados internacionais.

No mesmo ano, as exportações de frutas e legumes vinculadas à Portugal Fresh atingiram o recorde de 2,6 bilhões de euros. Com a abertura, os produtores portugueses ganham uma alternativa aos destinos tradicionais da Europa, enquanto o Brasil amplia sua participação na rota comercial da nectarina portuguesa.

Os exportadores interessados devem iniciar o processo junto aos serviços regionais da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária, responsável pelos procedimentos necessários para o envio do produto ao mercado brasileiro.

 





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