quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Brasil embarca 72,8 milhões de toneladas de soja


O mercado brasileiro da soja registrou melhora nos preços durante a última semana, impulsionado pela valorização do dólar, que chegou a R$ 5,20, e pelo avanço dos prêmios de exportação. A avaliação consta na análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, divulgada nesta quinta-feira (2).

De acordo com a Ceema, os prêmios de exportação também apresentaram recuperação. Em Paranaguá, os valores oscilaram entre US$ 1,00 e US$ 1,45 por bushel para os embarques previstos entre julho e outubro deste ano. Com esse cenário, as principais praças do Rio Grande do Sul registraram cotações de R$ 118,00 por saca, enquanto nas demais regiões produtoras do país os preços variaram entre R$ 109,00 e R$ 117,00 por saca.

Ao mesmo tempo, a oferta elevada da safra recorde brasileira começa a refletir no mercado interno de derivados. Segundo a análise, um estudo da Associação Paulista de Supermercados, elaborado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apontou queda nos preços dos óleos vegetais em maio. O segmento acumula deflação de 6,05% em 2026, com destaque para o óleo de soja, que ficou 1,28% mais barato no mês e soma redução de 10,2% no ano.

No comércio exterior, a Ceema estima que o Brasil tenha exportado 14,05 milhões de toneladas de soja em junho, volume um milhão de toneladas inferior à projeção divulgada na semana anterior. Apesar da revisão, os embarques acumulados no primeiro semestre devem alcançar 72,8 milhões de toneladas, resultado 7% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A entidade projeta exportações totais de 110 milhões de toneladas de soja ao longo de 2026. Para atingir esse volume, será necessário embarcar, em média, 6,2 milhões de toneladas por mês durante o segundo semestre.

As exportações de farelo de soja também seguem em ritmo elevado. Conforme a análise, os embarques de junho devem ter alcançado 2,4 milhões de toneladas, elevando o acumulado do primeiro semestre para 12,9 milhões de toneladas. Em todo o ano de 2025, o Brasil exportou 23 milhões de toneladas do produto. Para superar esse volume em 2026, será necessário exportar pouco mais de 1,68 milhão de toneladas mensais até o fim do ano, conforme estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

A Ceema também destacou uma nova estimativa privada para a produção nacional de soja. Segundo a consultoria StoneX, a última safra brasileira deve atingir 182,1 milhões de toneladas, volume superior à projeção de 180,2 milhões de toneladas apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu boletim de junho.





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Safra de canola avança e área cresce 102%



Semeadura da canola está quase concluída no RS



Foto: Pixabay

A semeadura da canola está na reta final no Rio Grande do Sul e deve ocupar 353.397 hectares na safra de 2026, conforme estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar. O número representa um crescimento de 102,64% em relação aos 174.394 hectares cultivados em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, consolidando a cultura como a que mais amplia área entre os cultivos de inverno no estado.

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, as primeiras lavouras já entraram na fase de florescimento, enquanto a maior parte das áreas apresenta bom estabelecimento, com emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo considerado adequado.

As condições climáticas vêm favorecendo a evolução da cultura nas principais regiões produtoras. Apesar de períodos com menor incidência de radiação solar e temperaturas mais baixas terem reduzido o ritmo de crescimento em algumas áreas, o cenário não provocou impactos significativos sobre o potencial produtivo das lavouras.

No campo, os produtores seguem com o manejo de plantas daninhas, a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e o monitoramento fitossanitário das áreas cultivadas.

A produtividade média estadual está estimada em 1.619 quilos por hectare. Com esse desempenho, a expectativa é de uma produção de 571.975 toneladas de canola na safra de inverno de 2026.





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Preços do milho permanecem estáveis no mercado


Os preços do milho permaneceram estáveis no mercado brasileiro durante a última semana, enquanto a colheita da segunda safra continua avançando nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), em análise referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, publicada nesta quinta-feira (2).

Segundo a Ceema, as principais praças do Rio Grande do Sul mantiveram negociações em torno de R$ 58,00 por saca. Nas demais regiões produtoras, as cotações variaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca.

O levantamento destaca que, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita da segunda safra de milho alcançava 18,8% da área cultivada até o dia 26 de junho. No Centro-Sul do país, a AgRural estimava avanço de 22% até 25 de junho.

O Mato Grosso, maior produtor nacional do cereal, liderava o ritmo dos trabalhos, com 32,4% da área colhida, de acordo com informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Ainda segundo a Conab, além do Mato Grosso, os estados com maior avanço na colheita eram Tocantins, com 28% da área colhida, Maranhão, com 20%, e Piauí, com 18%. Minas Gerais registrava 7% dos trabalhos concluídos, enquanto Goiás e Paraná alcançavam 3%. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, a colheita chegava a 2% da área.

As estimativas para a produção brasileira seguem elevadas. A consultoria StoneX projeta uma segunda safra de 107,5 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com produção total de milho estimada em 138,4 milhões de toneladas.

A Conab mantém projeção ligeiramente superior. No boletim divulgado em junho, a companhia estima que a segunda safra alcance 107,9 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira de milho deve chegar a 140,5 milhões de toneladas no atual ano comercial.





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Preço do trigo sobe no mês, mas segue abaixo de 2025


Os preços do trigo permaneceram estáveis nos principais estados produtores do país durante a última semana, enquanto o plantio da nova safra se aproxima da conclusão e a colheita já começou em algumas regiões. A avaliação consta na análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente ao período de 26 de junho a 2 de julho, publicada nesta quinta-feira (2).

Segundo a Ceema, as negociações seguem entre R$ 70,00 e R$ 71,00 por saca no Rio Grande do Sul e no Paraná. O cenário é marcado pela cautela dos produtores que ainda possuem estoques, aguardando melhores oportunidades de comercialização. Em contrapartida, os moinhos que precisam recompor seus volumes têm aceitado pagar preços mais elevados para garantir o abastecimento.

No Paraná, o preço médio do trigo chegou a R$ 1.371,12 por tonelada até 26 de junho, alta de 1,4% em relação a maio. Apesar do avanço mensal, o valor permanece 13% abaixo do registrado em junho de 2025, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI.

No Rio Grande do Sul, a média alcançou R$ 1.324,79 por tonelada, crescimento de 1,9% na comparação com o mês anterior, mas queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.508,04 por tonelada, avanço de 2,8% frente a maio e retração de 5,6% na comparação anual. Já em Santa Catarina, a cotação média atingiu R$ 1.313,46 por tonelada, com alta de 2,1% sobre o mês anterior, mas redução de 14,4% em relação a junho de 2025.

Enquanto o mercado acompanha o comportamento dos preços, o plantio da safra de trigo está na reta final. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 87,3% da área prevista para o cultivo já havia sido semeada até a última semana. No mesmo período de 2025, o índice era de 63,8%, enquanto a média dos últimos cinco anos alcançava 73%.

O avanço mais rápido ocorre em um cenário de redução da área cultivada. A expectativa é que o Brasil plante 2,12 milhões de hectares nesta safra, redução de 13,5% em relação ao ciclo anterior. Ainda assim, a produção nacional é estimada em 6,3 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, o plantio já foi concluído em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Goiás atingiu 99% da área prevista, o Paraná chegou a 93%, o Rio Grande do Sul alcançou 85% e Santa Catarina registrava 28,8% da semeadura concluída.

A colheita da nova safra também começou. Goiás lidera os trabalhos, com 27% da área já colhida, seguido por Minas Gerais, que atingiu 1%. No conjunto, essas operações representam 0,8% da produção nacional esperada para esta temporada.





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Mercado do boi fecha semana em compasso de espera


O mercado do boi gordo encerrou a semana com estabilidade em São Paulo, após quatro dias consecutivos de queda nas cotações. A avaliação faz parte da edição desta sexta-feira (3) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria.

Segundo a análise, o mercado esteve pressionado ao longo dos últimos dias. Mesmo com a resistência dos pecuaristas em negociar e sem excesso de oferta de animais, o baixo volume de negócios manteve o ambiente favorável às quedas nos preços.

Na comparação com o fechamento da semana anterior, a arroba do boi gordo e do chamado “boi China” acumulou recuo de 2,6%. Já as cotações da vaca e da novilha caíram 1,9% e 1,2%, respectivamente.

Apesar desse movimento, na sexta-feira as cotações permaneceram inalteradas em relação ao dia anterior, interrompendo a sequência de desvalorizações observada durante a semana.

As escalas de abate nos frigoríficos paulistas atendiam, em média, a sete dias. Conforme a Scot Consultoria, a expectativa era de que o pagamento dos salários contribuísse para estimular o consumo de carne bovina, o que poderia favorecer uma reação do mercado, embora sem perspectivas de mudanças expressivas no curto prazo.

No Tocantins, o cenário foi de demanda mais fraca e oferta estável, pressionando parte das cotações. Na região Sul do estado, a arroba da vaca recuou R$ 3,00, enquanto os preços do boi gordo e da novilha permaneceram estáveis.

Já na região Norte, a novilha registrou queda de R$ 3,00 por arroba, sem alterações para o boi gordo e a vaca.

O informativo também aponta que a cotação da arroba do “boi China” caiu R$ 5,00 no estado. O ágio permaneceu em R$ 3,00 por arroba na região Sul e em R$ 5,00 na região Norte. As escalas de abate atendiam entre seis e oito dias.

Em Santa Catarina, o mercado seguiu sem alterações nas cotações ao longo do período analisado. As escalas de abate atendiam, em média, entre oito e dez dias, de acordo com a Scot Consultoria.





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Trump diz que nenhuma tropa israelense irá para Beirute após conversa com…


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1 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que Israel não enviará tropas para Beirute após uma ligação que teve com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

(Reportagem de David Ljunggren e Bhargav Acharya em Toronto)

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Como identificar a mancha-de-phoma no café?


A mancha-de-phoma, doença causada principalmente pelo fungo Phoma costarricensis, tem exigido atenção dos cafeicultores durante o período de colheita e pós-colheita. Entre março e junho, a combinação de chuvas, neblina, temperaturas amenas e plantas sob estresse cria condições favoráveis para o avanço da doença, que pode comprometer a produtividade da safra seguinte caso não seja identificada precocemente.

Segundo as orientações técnicas, o maior risco ocorre em regiões de altitude, áreas sujeitas a frio e lavouras com histórico da doença. Nesse período, além da elevada carga de frutos, os cafeeiros enfrentam redução das reservas nutricionais, ferimentos provocados pela colheita e oscilações de temperatura, fatores que aumentam a vulnerabilidade das plantas.

Os primeiros sintomas costumam surgir nas folhas jovens, principalmente na parte superior da copa. Pequenas manchas de coloração parda, que podem evoluir para lesões maiores e provocar deformações, são um dos principais sinais da doença. À medida que a infecção avança, também podem ocorrer secamento de ponteiros e ramos, reduzindo a formação de estruturas produtivas para o ciclo seguinte.

A recomendação é que os produtores diferenciem a mancha-de-phoma de outras doenças comuns do cafeeiro, como ferrugem e cercosporiose. Enquanto a ferrugem apresenta pústulas alaranjadas na face inferior das folhas, a mancha-de-phoma provoca lesões pardas, geralmente em folhas novas, acompanhadas de necrose em nervuras e secamento dos ramos.

Os impactos econômicos vão além da safra em andamento. A doença pode provocar desfolha, perda de ramos produtivos, redução do pegamento das flores e maior alternância entre anos de alta e baixa produção. Em situações mais severas, também aumenta os custos com podas corretivas, adubação e tratamentos fitossanitários.

O monitoramento frequente é apontado como uma das principais estratégias para reduzir prejuízos. A inspeção semanal ou quinzenal dos talhões, especialmente daqueles localizados em áreas mais frias e úmidas, permite identificar rapidamente manchas em folhas jovens e sinais de seca nos ponteiros. O acompanhamento das condições climáticas e o registro da evolução dos sintomas também auxiliam na tomada de decisão.

O manejo da doença deve combinar diferentes práticas. Entre as medidas preventivas estão a manutenção do equilíbrio nutricional das plantas, podas que favoreçam a ventilação da copa, remoção de ramos comprometidos e escolha de cultivares adaptadas às condições da região. Em áreas irrigadas, também é recomendado evitar períodos prolongados de molhamento da copa.

Quando a doença já está instalada, o manejo pode incluir a retirada seletiva de ramos mais afetados e, quando necessário, a utilização de fungicidas registrados para a cultura. As aplicações devem seguir rigorosamente as orientações de rótulo e bula, respeitando dosagens, intervalos de segurança e recomendações técnicas.

Os especialistas destacam que o controle da mancha-de-phoma deve fazer parte de um programa integrado de manejo fitossanitário do cafeeiro, associado ao controle de outras doenças, ao manejo nutricional e às práticas de conservação do solo. A adoção dessas medidas contribui para reduzir o ambiente favorável ao fungo e preservar o potencial produtivo das lavouras. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Perdas invisíveis reduzem lucro da soja no pós-colheita


As chamadas “perdas invisíveis” da soja durante o pós-colheita podem comprometer o peso comercial e a qualidade dos grãos sem que o produtor perceba imediatamente. O problema ocorre em diferentes etapas, desde a saída da lavoura até a armazenagem, e pode resultar em descontos na comercialização e redução da rentabilidade da safra.

Ao contrário das perdas visíveis, como grãos derramados durante o transporte ou vazamentos em equipamentos, as perdas invisíveis acontecem de forma silenciosa. Elas incluem a redução da massa seca provocada pela respiração dos grãos, o excesso de umidade descontado na balança, o aumento de grãos quebrados e trincados e os danos causados por falhas no manuseio, na secagem e na armazenagem.

O período pós-colheita é considerado decisivo para preservar o valor da produção. Mesmo pequenas perdas percentuais podem representar um volume significativo de soja quando consideradas as grandes áreas cultivadas no país. Além da redução do peso líquido comercializado, esses problemas aumentam a incidência de grãos avariados, elevam os custos de secagem e armazenagem e podem favorecer o desenvolvimento de fungos e micotoxinas.

A respiração natural dos grãos é um dos principais fatores responsáveis pela perda de matéria seca. Colhidos com umidade elevada ou mantidos por longos períodos em condições inadequadas, os grãos continuam consumindo suas reservas, liberando dióxido de carbono, água e calor. Esse processo reduz o peso comercial e acelera a deterioração do produto.

Outro ponto de atenção é a umidade acima do padrão comercial. Quando a soja chega às unidades armazenadoras com teor de água superior ao estabelecido para comercialização, são aplicados descontos de peso para adequar o lote ao padrão exigido. Além da perda financeira imediata, a secagem se torna mais demorada, aumenta o consumo de energia e cresce o risco de danos provocados pelo calor.

Os danos mecânicos também figuram entre as perdas invisíveis. Regulagens inadequadas das colhedoras, quedas excessivas durante o transporte interno, elevadores mal ajustados e processos de secagem agressivos favorecem o aparecimento de grãos quebrados, trincados ou esmagados. Esses defeitos reduzem a qualidade do lote e podem resultar em desvalorização na classificação comercial.

As impurezas presentes na massa de grãos também contribuem para o problema. Além de serem descontadas na classificação, materiais vegetais, restos de vagens e outros resíduos dificultam a uniformidade da armazenagem, favorecem o acúmulo de umidade e criam pontos de aquecimento que aceleram a deterioração da soja.

Para identificar essas perdas, o acompanhamento deve ocorrer ao longo de todo o fluxo pós-colheita. A comparação entre peso, teor de umidade, temperatura, percentual de impurezas e índice de grãos avariados em diferentes etapas permite estimar a perda de matéria seca e localizar os pontos em que os danos estão sendo gerados.

O monitoramento da temperatura dentro dos silos também é uma ferramenta importante. Áreas com aquecimento acima da média podem indicar excesso de umidade, atividade de fungos ou presença de insetos, exigindo intervenções como aeração ou remanejamento da massa de grãos.

A redução das perdas invisíveis depende de uma série de medidas integradas. O planejamento da colheita deve considerar a capacidade de transporte, secagem e armazenagem disponível, evitando que cargas permaneçam por longos períodos aguardando processamento. A regulagem adequada das colhedoras ajuda a minimizar danos mecânicos, enquanto o controle da secagem busca evitar tanto a permanência de umidade elevada quanto o ressecamento excessivo dos grãos.

Na armazenagem, manter temperatura e umidade dentro dos níveis recomendados, controlar impurezas e monitorar constantemente a massa armazenada são práticas que ajudam a preservar a qualidade da produção.

Além dos cuidados operacionais, o manejo pós-colheita deve estar integrado às demais decisões da propriedade, como a escolha de cultivares, o planejamento da colheita e os investimentos em infraestrutura de armazenagem. O acompanhamento por profissionais especializados também é apontado como fundamental para adaptar as estratégias às condições específicas de cada sistema produtivo e reduzir os impactos econômicos das perdas invisíveis.





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Exportações aos EUA crescem pela primeira vez após tarifaço de Trump



Exportações para EUA sobem após tarifa, China lidera comércio com Brasil


Foto: Divulgação

O valor das exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceu 3,7% em junho de 2026, marcando a primeira alta desde julho de 2025, quando o governo do presidente Donald Trump impôs uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do ministério, Herlon Brandão, o avanço foi impulsionado pelo aumento médio de 11% dos preços dos produtos exportados, já que o volume embarcado para o mercado norte-americano ainda caiu 6,6%.

Estados Unidos

Em junho, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos apresentou equilíbrio, com leve superávit brasileiro.

Principais números:

  • Exportações: US$ 3,472 bilhões (+3,7% ante junho de 2025);
  • Importações: US$ 3,471 bilhões (-12,3%);
  • Saldo comercial: superávit de US$ 1 milhão

Apesar da recuperação em junho, o acumulado do primeiro semestre ainda registra queda nas vendas brasileiras para os Estados Unidos.

De janeiro a junho:

  • Exportações: US$ 17,428 bilhões (-13% ante o primeiro semestre de 2025);
  • Importações: US$ 18,950 bilhões (-12,5%);
  • Saldo comercial: déficit de US$ 1,522 bilhão.

China amplia liderança

A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil e registrou forte crescimento nas compras de produtos brasileiros.

Em junho:

  • Exportações: US$ 12,291 bilhões (+24,4%);
  • Importações: US$ 7,801 bilhões (+27,1%);
  • Superávit: US$ 4,490 bilhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 58,322 bilhões (+21,9%);
  • Importações: US$ 38,545 bilhões (+8%);
  • Superávit: US$ 19,777 bilhões.

União Europeia

O comércio com a União Europeia também apresentou expansão em junho, embora o governo ainda considere prematuro medir os impactos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor provisoriamente em maio.

Em junho:

  • Exportações: US$ 4,888 bilhões (+32,4%);
  • Importações: US$ 4,708 bilhões (+13,9%);
  • Superávit: US$ 180 milhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 26,906 bilhões (+12,8%);
  • Importações: US$ 24,263 bilhões (-0,4%);
  • Superávit: US$ 2,643 bilhões.

Segundo Herlon Brandão, já existem relatos de empresas que aproveitam os benefícios do acordo, mas ainda não há dados suficientes para medir seu impacto sobre o comércio exterior.

Argentina perde ritmo

As exportações para a Argentina recuaram em junho, reflexo da menor demanda do mercado vizinho por produtos brasileiros, segundo o Mdic.

Em junho:

  • Exportações: US$ 1,325 bilhão (-18,1%);
  • Importações: US$ 1,285 bilhão (+17,2%);
  • Superávit: US$ 40 milhões.

No primeiro semestre:

  • Exportações: US$ 7,352 bilhões (-19,4%);
  • Importações: US$ 6,401 bilhões (+3,8%);
  • Superávit: US$ 951 milhões.





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Rio de Janeiro cria comitê para enfrentar efeitos do El Niño no estado


Decreto que cria o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño do Rio de Janeiro foi assinado nesta sexta-feira (3). Ele será coordenado pela Secretaria de Defesa Civil e atuará em ações de monitoramento, prevenção, preparação e resposta aos impactos provocados pelo fenômeno climático.

O comitê utilizará a estrutura administrativa já existente, reunindo diferentes órgãos para fortalecer a atuação integrada diante de eventos climáticos extremos.

De acordo com o decreto, o comitê passa a integrar o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec) e terá atuação estratégica e intersetorial para enfrentar os efeitos do El Niño. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e associado ao aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos.

Entre os principais fenômenos que serão monitorados estão estiagens prolongadas, ondas de calor, baixa umidade relativa do ar, incêndios florestais, além de reflexos sobre a saúde pública, os recursos hídricos, o sistema energético, a agropecuária e as populações em situação de maior vulnerabilidade.

O comitê permanecerá em funcionamento enquanto durar o monitoramento ativo do El Niño, podendo ter sua atuação prorrogada por ato do governo fluminense.

O comitê será composto por representantes de 18 órgãos e entidades estaduais, entre eles as secretarias de Defesa Civil, Saúde, Agricultura, Ambiente, Desenvolvimento Social, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia, além do Corpo de Bombeiros Militar, Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) e Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico (Agenersa).

As principais atribuições serão promover a integração entre o estado, os municípios, órgãos federais e concessionárias de serviços públicos; acompanhar cenários críticos; elaborar protocolos operacionais; compartilhar informações estratégicas; emitir recomendações técnicas e fortalecer ações preventivas para minimizar os efeitos climáticos.

O decreto institui também a Sala de Situação do El Niño, vinculada à Secretaria de Defesa Civil, responsável pelo acompanhamento contínuo dos indicadores climáticos, meteorológicos, hidrológicos, ambientais e operacionais em todo o estado.

A unidade produzirá boletins técnicos, análises integradas, cenários e informações estratégicas para subsidiar respostas mais rápidas e coordenadas diante de situações de risco, informou a assessoria de imprensa do governo fluminense.

As informações compartilhadas pelos órgãos participantes serão consolidadas pelo Núcleo Interinstitucional de Inteligência para apoio à Decisão da Força Especializada da Sedec-RJ, responsável pela produção de conhecimento estratégico e pelo apoio ao monitoramento das ocorrências relacionadas ao El Niño.

Para ampliar a capacidade de resposta, o comitê recém-criado contará com quatro câmaras técnicas permanentes, dedicadas às áreas de saúde e proteção social; agricultura, pecuária e segurança alimentar; incêndios florestais e proteção ambiental; e infraestrutura, energia e recursos hídricos.

Caberá aos grupos elaborar estudos, protocolos, planos de ação e recomendações técnicas específicas para cada área, fortalecendo a preparação do estado diante dos desafios impostos pelas mudanças nas condições climáticas.





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